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22 May 22:31

Será que o Bolsa Família, ele sim, está virando uma cultura? Ou: O que querem os pobres? Ou: Pai, mãe, faxina, hora extra e uma máquina de escrever

by giinternet

Vamos lá. Uma confusão a mais, uma a menos, que diferença faz? Adiante. Mandam-me um vídeo que já foi bastante visto no YouTube. Eu não o conhecia. Vejam. Volto em seguida.

Voltei
Quando eu era moleque, uns 8, 9 anos, começou o negócio da “calça liamericâna”. Era preciso ter uma calça “liamericâna”. Vim a saber algum tempo depois que se tratava, na verdade, de uma calça da marca Lee, americana.

Depois de algum tempo, fui contemplado com uma. Aquele brim me incomodou de tal maneira que só voltei a usar jeans aos, deixem-me ver, 47 anos. Como não tinha Bolsa Família, minha mãe decidiu fazer umas faxinas a mais e aumentar o ritmo da costura para oficinas de roupa. Tudo para satisfazer a vontade do filho. Depois minha mãe fez mais faxina, e meu pai, mais horas extras para comprar uma máquina de escrever Olivetti Studio 45. Eu os convenci de que só seria feliz se tivesse uma Olivetti Studio 45. Foi em 1974. Acho que cheguei a simular uma febre, não sei bem… Nem me orgulho nem me arrependo da pequena trapaça.

Ah, como é tediosa a vida dos pobres esforçados para os ricos “progressistas” que hoje pululam na política e até nas redações. Fico pensando naquele banqueiro de esquerda, cheio de desdém, e nos seus estafetas: “Por isso esse Reinaldo ficou assim reacionário…”. Marilena Chaui me odeia. Este pronome oblíquo não sou eu, Reinaldo Azevedo. Este “me” é uma legião de gente que nunca aceitou pedir.

“Ah, o Reinaldo gosta de pobre esforçado. Quer usar o próprio exemplo ou de seus pais…” É isso mesmo! Eu me orgulho deles! Como escrevi aqui dia desses, citando um poema de Drummond, sou contra o “vício de esperar tudo da oração” e o vício de esperar tudo do estado, uma droga pesada, que cria a pior de todas as dependências. Uma hora estudo isto, mas creio que vira uma espécie de dependência química também. Certamente produz efeitos neuroniais devastadores.

No primeiro ano de seu governo, quando insistia no Fome Zero, Lula dizia que o bolsismo deixava o povo preguiçoso; que, em vez de plantar macaxeira, ficava à espera de benefícios. Em parte ao menos, ele estava certo. Mas depois, como de hábito, preferiu o erro que era mais útil à sua carreira política.

É claro que existem pessoas que precisam efetivamente do Bolsa Família. Na forma como se dá o programa, no entanto, a questão é saber que Brasil se está construindo. Num país em que a política seguisse o molde da tradição democrática, isso estaria sendo debatido. Entre nós, no entanto, os partidos competem para saber quem quer tornar o povo ainda mais dependente da droga pesada do estado.

No dia 7 de janeiro, fez 13 anos que meu pai morreu. Não me deixou um só bem além dessa máquina de escrever. Mas sei o quanto lhe custou. Quando eu me for, além do afeto dos que amo, quero a Studio 45 perto de mim. Melodrama barato? Pode ser. Cada um tem o seu. Mas a única servidão que vale a pena é a que dedicamos a nossos amores.

Esse país de pedintes e reclamões (em todas as áreas; daqui a pouco falo sobre uma briga que meu amigo Gerald Thomas comprou) só tem passado, não tem futuro.

A fita, sem uso há uns bons 25 anos, não ajudou muito. Ali está escrito: “Com o Tio Rei desde 1974. Grana de faxina e horas-extras”. País decente transforma suor em letras

22 May 21:29

German IT Firm Seeks Autistic Workers

by Soulskill
Aguazul2 writes "The German software giant SAP has announced it plans to recruit hundreds of people with autism within the next few years. The project has already started in India and Ireland where a total of 11 people with autism are employed by the company. The program to take on software testers, programmers and data management workers will spread across Germany, Canada and the U.S. this year. People with autism have a neural development disorder that often undermines their ability to communicate and interact socially [...] but in the world of computers the tendencies they often display such as an obsession for detail and an ability to analyze long sets of data very accurately can translate into highly useful and marketable skills."

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22 May 21:29

Scientists Find Vitamin C Kills Drug-Resistant Tuberculosis

by Soulskill
AndyKrish writes "A BBC story reports that scientists at Albert Einstein College of Medicine at Yeshiva University found Vitamin C kills drug resistant tuberculosis (abstract). Though results are preliminary — the lead investigator of the study said, 'We have only been able to demonstrate this in a test tube, and we don't know if it will work in humans and in animals' — this is an exciting development in the fight against drug-resistant TB."

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22 May 21:28

Governo anuncia corte de R$ 28 bilhões no Orçamento. E eleva previsão de inflação

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira, um corte de 28 bilhões de reais no Orçamento deste ano. A medida deve ajudar no cumprimento da meta fiscal deste ano, de 155,9 bilhões de reais. Com a redução, os gastos totais previstos caem para 937,9 bilhões de reais. O governo ainda elevou sua expectativa de inflação neste ano de 4,9% para 5,2%. Contudo, a expectativa de crescimento da economia foi mantida em 3,5%. O Ministério do Planejamento ainda prevê que os investimentos devem crescer de 3,5% de 2012, para 6% neste ano. Já a previsão de receita foi encurtada em 67,8 bilhões de reais, o que deixou o total atualizado em 1,18 trilhão de reais.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o contingenciamento tem como objetivo a preservação da geração de emprego e dos investimentos no país – o que, segundo o governo, serviria para impulsionar a retomada do crescimento econômico. “As contas estão e continuarão sólidas; continuaremos controlando despesas correntes dentro do governo e maximizando os investimentos do setor público, que estão crescendo ao longo do tempo”, afirmou Mantega, durante o anúncio do corte.

Os maiores cortes, em volume absoluto, atingiram os ministérios das Cidades (5 bilhões de reais) e da Defesa (3,6 bilhões). Outros 5 bilhões foram retirados do total destinado a operações de crédito. De acordo com o governo, foram integralmente poupados os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Minha Casa, Minha Vida e nas áreas de Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação. Os gastos relativos à Copa do Mundo de 2014, à Olimpíada de 2016 e ao programa Brasil Sem Miséria também foram poupados.

Segundo as contas federais, o corte de despesas não poderia ser muito grande, dado o fraco ritmo de arrecadação de tributos. Nos primeiros quatro meses deste ano, a Receita Federal recebeu 0,34% menos recursos, em termos reais, do que em igual período do ano passado.

Dos 155,9 bilhões de reais da meta fiscal, o governo pode, por lei, abater até 65,2 bilhões de reais – sendo 45,2 bilhões de reais em investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os 20 bilhões de reais restantes em desonerações tributárias.

Além disso, um outro esforço para a garantia de cumprimento do superávit primário vem sendo feito com base na “contabilidade criativa”. Na segunda-feira, foi publicada no Diário Oficial da União uma medida provisória que permitirá que o Tesouro faça uso antecipado de créditos de Itaipu.

22 May 21:28

Corajoso, juiz suspende projeto racista de Marta Suplicy, e Marta Suplicy chama a decisão de… racista!

by giinternet

Está de parabéns o juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, que teve a coragem de defender a Constituição da República Federativa do Brasil. Vejam a que ponto chegamos: ter de parabenizar um juiz por… seguir a lei! O que Vale Madeira fez? Suspendeu editais do Prêmio Funarte de Arte Negra, do Ministério da Cultura, destinados apenas a projetos de “criadores negros”. Segundo o juiz, eles “abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”. Na mosca! O jornal O Globo não retrata a realidade ao afirmar que ele suspendeu os “editais de incentivo à cultura negra”. Errado! O problema não está em incentivar a cultura negra (na suposição de que ela exista, claro!, o que é falso). A odiosa discriminação — contra negros e não negros — está em restringir os projetos a pessoas que tenham uma determinada cor de pele.

A coisa é de tal sorte estúpida que a Funarte se recusou a receber o projeto de dez negros que, sob direção do dançarino Irineu Nogueira, também negro, tentaram inscrever o espetáculo “Afro Xplosion Brasil”. Ana Claudia Souza, diretora do Centro de Programas Integrados (CEPIN) da Funarte, informou que o grupo foi vetado porque está sendo representado pela Cooperativa Paulista de Dança, cujo presidente, o bailarino Sandro Borelli, é branco!!! Tratava-se de mera questão burocrática. O grupo apresentou a proposta por intermédio de uma pessoa jurídica para evitar o desconto de 27,5% do Imposto de Renda na verba pedida, de R$ 150 mil.

Marta Suplicy, a artífice genial da ideia, não teve dúvida: no programa “Bom Dia, Ministro”, desta quarta, classificou a decisão do juiz de “racista” e anunciou que o governo já recorreu. Essa grande pensadora institui um projeto que discrimina as pessoas pela cor da pele, em flagrante desrespeito à Constituição, mas chama de “racista” o ato que restabelece o império da lei.

O primeiro edital foi lançado no dia 20 de novembro do ano passado. O prazo teve de ser dilatado duas vezes porque os projetos não apareciam. No rádio, afirmou a preclara:
“No começo tivemos poucas pessoas apresentando projetos. Então nos demos conta de que os criadores negros não tinham acesso a esse edital. Quando pedimos para as regionais do Ministério da Cultura fazerem seminários, irem atrás das comunidades, das instituições negras, de 18 projetos chegamos a mais de dois mil (foram, no total, 2.827). Hoje temos o problema inverso, de selecionar para as poucas vagas que temos.”

É parolagem das grossas. Até os beneficiários do Bolsa Família (com suposta renda entre R$ 70 e R$ 140) têm acesso, como reconhece o governo, a telefone celular e redes sociais! São os excluídos sociais digitalmente incluídos, uma nova categoria criada pelo petismo, entendem?… Por que os “criadores negros” não teriam acesso aos editais? O que o governo fez foi buscar uma solução para o problema que ele próprio criou. Como os projetos não apareciam — e não porque negros sejam incapazes disso, é óbvio —, o ministério teve de dar um jeito de pari-los. E por que não apareciam? Porque o Brasil é menos racista do que o governo. País afora, apenas uma minoria extrema de criadores negros rejeita a presença de brancos.

De resto, “cultura negra”, assim como “cultura indígena” ou “cultura branca” são mistificações criadas pelo pensamento politicamente correto.  Não existem! Mas deixo para outro post.

22 May 21:10

Não existe “cultura negra”. Não existe “cultura indígena”. Isso tido é invenção de aproveitadores e pilantras. Ou: Logo, Ministério de Marta exigirá uma prova de que o sujeito é gay!

by giinternet

O que há em comum entre os ianomâmis, os bororos e os xavantes? Resposta: nada! São índios, mas nada os une. “Ah, pertencem ao mesmo tronco linguístico macro-jê”. Claro, claro… Nós e os iranianos temos o indo-europeu como raiz comum, não é mesmo? Não existe uma “cultura indígena”. Isso é invenção do cretinismo antropológico. Da mesma sorte, perguntem à África o que seria uma “cultura negra”… Os tutsis e hutus rejeitarão brutalmente essa reunião de desigualdades, e rejeitam, diga-se, cortando uns as pernas dos outros. O que une os brancos brasileiros aos brancos da Bulgária? Só a Dilma Rousseff… Não existe também uma cultura branca.

Esse negócio de “Mama África”, de cultura negra, de cultura indígena, de cultura sei lá o quê… É tudo, como dizia meu pai, “meio de vida”, uma forma de enganar os trouxas e, com frequência, de bater a carteira dos desavisados. Existem, e com muita boa vontade e largueza teórica, alguns traços gerais que podem, em razão da unidade linguística, da unidade territorial, da unidade política, constituir, depois de algum tempo, a “cultura de um país”. Mesmo assim, toda a graça está na diferença dos que supostamente são iguais.

Numa mesma cidade, há diferenças de valores, de hábitos, de recortes, a depender dos grupos que são mais ou menos influentes, mais ou menos capazes de impor a sua visão de mundo como uma referência. O acento da fala da Zona Sul do Rio não é o mesmo da Zona Norte, como o da Zona Leste de São Paulo se distingue do da Zona Oeste. E, por óbvio, os indivíduos, dentro dessas áreas, se unem em grupos distintos, que não se sentem representados por aqueles que são considerados representantes “típicos” da região. Será que os milhões de moradores da Zona Leste da capital paulista se sentem representados pelo rap? Isso é uma tolice, uma forçação de barra, um preconceito! Então ninguém lê Camões em Guaianases? Vão se danar os mistificadores!

Por isso é uma ideia estúpida, discriminatória já na origem, essa história de o Ministério da Cultura promover um “Prêmio Funarte de Arte Negra”. A razão é simples: também não existe uma “arte negra”, mas uma arte eventualmente feita por negros, brancos, japoneses, ciganos, índios, sei lá eu. A poesia, como se tornou conhecida no Ocidente — e todo o seu desenvolvimento — merece o epíteto de “arte branca”? Os sonetos de Cruz e Souza são o quê? “Arte branca” feita por um preto? E os romances de Machado de Assis? Prosa branca redigida por um mulato metido a branco?

Empulhação!
Mistificação!
Pilantragem!

A propósito, os caetés e tupinambás, quando comiam seus “irmãos”, estavam fazendo o quê? Digerindo alguém de sua própria “cultura”? No Sudão, os quase 600 mil mortos foram vítimas da “cultura negra”? A Segunda Guerra Mundial foi o quê? Uma revolta da “cultura branca” contra si mesma?

A proposta de Marta já é uma estupidez em si. E mais estúpida se torna quando se exige que os projetos sobre a “cultura negra” excluam a presença de brancos. A propósito: se houver algum indígena no grupo, a proposta também será recusada?

No seu programa de rádio, Marta disse que o ministério pretende fazer propostas só para mulheres, só para índios etc. Entendo. Então me responda, grande pensadora. No caso do “projeto só para as mulheres”, vão se distinguir as negras das brancas ou, nesse caso, a igualdade de gênero poderá conviver com a desigualdade da cor da pele? Ou, nesse caso, o gênero une o que a cor supostamente separa? E por que não, então, um outro só para homossexuais? Imaginem o sujeito tendo de provar para a Funarte que é, sim, gay e que não procedem as acusações de bichas invejosas que dizem que ele é um desses desprezíveis hetereossexuais que só estão atrás da grana do Estado…

É mesmo uma pena que não haja no Brasil partidos de oposição dignos desse nome. Existem, sim, políticos que resistem às empulhações racialistas. Cito o caso do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que se opôs à imposição das cotas nas universidades federais, o que, de resto, feriu a autonomia universitária. Falo, no entanto, de voz partidária mesmo, que transforme esses descalabros petistas em debate político. Não há.

Ao contrário. Existe silêncio, neste e nos demais assuntos. O PSDB tem a ambição de uma dia voltar à Presidência da República fugindo ao confronto de valores, reduzindo a política a um confronto de administrativismos, enquanto o PT promove, ele sim, a guerra cultural de todos contra todos, para que possa triunfar como suposta voz do consenso possível.

22 May 16:43

OSI President Questions WebM Patent License Compatibility with Open Source

by Unknown Lamer
Via the H comes a report that the Simon Phipps, current President of the Open Source Initiative, thinks that the VP8 patent Cross-license agreeement Google brokered with the MPEG-LA is incompatible with the Open Source definition. The primary problems are that the license is not sub-licensable and only covers certain uses, leading to conflict with OSD clauses five, six, and seven. Phipps concludes: "As a consequence, I suggest the license is flawed when considered in relation to open source projects and is likely to be negatively received by many communities that value software freedom. Doubtless a case can be made that the patent license is optional, but I suspect the community issues may remain. Once again we're left with our fingers crossed. Google's making the right noises, but this draft agreement seems like a particularly unworkable approach for free and open source software. Its failure to allow sublicensing seems like a major flaw. Even if this doesn't result in a requirement for all end-users to sign the agreement, the discrepancies between this document and the OSD leave it disruptive to open source adoption of VP8."

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22 May 15:11

Pesquisadores americanos protestam contra o uso do Fator de Impacto como forma de avaliação. Este blog sempre falou contra o FI, que é uma forma "socialista" (afff) de avaliação de pesquisador!!

by Ciência Brasil

http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/cientistas-extravasam-seu-descontentamento-com-fator-de-impacto-das-revistas/

Como já escrevi inúmeras vezes neste blog, o FI não mede de forma alguma o impacto de um artigo, que é medido "classicamente" por suas citações. Isso porque, na maioria das revistas, um percentual baixo de papers recebe a grande maioria das citações! Um exemplo teórico: uma revista que tenha publicado 100 papers em um período de 2 anos, e que esses papers tenham recebido 500 citações no total. Nesse exemplo o FI na revista é 5,0, que é considerado um valor excelente. Mas isso significa que a maioria dos papers recebeu em média 5 citações? A resposta é não. Em geral, um pequeno grupo de, digamos, 15 papers, recebe 400 citações (no total), e o resto as outras 100 citações. Ora, o que temos aqui é que esses 85 papers teriam um "FI ajustado" de 1,2 (valor aproximado). Os outros 15 papers "privilegiados" teriam um "FI ajustado" de 26,7 !!

Tudo bem que o exemplo parece exagerado, mas é mais ou menos o que se passa na maioria das revistas. Há casos de revistas onde apenas 1 paper recebe 50% de todas as citações em um período de 2 anos!!

Mas vamos voltar ao 1o exemplo. Se vc é autor de um daqueles 15 papers com media de 26,7 citações, vc seria julgado como sendo autor de um paper de FI 5,0, o que seria uma injustiça! Se você é autor de um daqueles outros 85 papers com pouco mais de 1 citação, você será julgado de forma hipervalorizada. E pior, vai lucrar com o valor real de trabalhos de OUTROS AUTORES. Para mim isso é socialismo, ou seja. SUCKS !

Eu mesmo tenho um paper com mais de 170 citações e que foi publicado em uma revista canadense de FI baixo, de aproximadamente 2,0. Logo o meu paper, que foi publicado em 2002, não deveria ter mais que 2 citações a cada dois anos, ou que daria umas 10 citações no total !

Vale a pena ler um texto que foi citado no manifesto - vejam:

http://www.nature.com/nature/journal/v435/n7045/full/4351003b.html

www.cienciabrasil.blogspot.com
22 May 13:01

Xbox One: No Always-Online Requirement, But Needs To Phone Home

by Soulskill
An anonymous reader writes "The Xbox One was revealed earlier, and Kotaku was able to get some answers about the always-online rumors that plagued the console before its announcement. Microsoft VP Phil Harrison said Xbox One doesn't need a constant connection in order to play games, and you won't be dropped from single-player games if your connection cuts out. However, it does require check-ins with Microsoft servers. This echoes the Xbox One FAQ, which cryptically says, "No, it does not have to be always connected, but Xbox One does require a connection to the Internet." The number Harrison gave was once every 24 hours, but Microsoft's PR department was quick to say that was just one potential scenario, not a certainty. Microsoft also provided half-answers about how used games and game sharing would work. Players will be able to take a game to a friend's house and play it (using their profile, at least). Players will also have some mechanism to trade and sell used games, but it's not yet clear exactly how it would work. If one player uses a disc to install a game on their Xbox One, then gives the disc to a friend, the friend will be able to install it, but needs to pay full price to play it. That scenario, however, assumes both players want to own the game — the second one would essentially be a unique copy. Microsoft said they have a plan for trading used games, which would involve deactivating the game on the original owner's console, but they aren't willing to elaborate yet." Several publications have hands-on reports with the new hardware: Engadget, Ars Technica, Gizmodo.

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22 May 12:33

VP8/WebM cross-licence incompatible with open source

In his personal blog, open source advocate Simon Phipps has pointed out that Google's proposed cross-licence for the VP8/WebM video codec patents is incompatible with multiple parts of the open source definition
    


22 May 11:23

Médico que coordena programa do governo de SP de combate ao crack consegue escapar de arapuca armada pela TV Cultura; entrevistado era difamado, em tempo real, por membro da bancada do Roda Viva. Um espetáculo grotesco de patrulha e grosseria!

by giinternet

O Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou na segunda-feira o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, uma das maiores autoridades brasileiras em dependência química. Ele coordena o programa “Recomeço”, implementado pelo governo de São Paulo, para atender especialmente os dependentes de crack. Entrevista? Não! O que a TV Cultura, TV pública de São Paulo alimentada por dinheiro também público, tentou armar foi um linchamento em forma de entrevista. Laranjeira só não foi esmagado pelos entrevistadores — todos eles, com a exceção de uma, claramente favoráveis à descriminação das drogas — porque é preparado, conhece o assunto e soube combater o achismo e a irracionalidade com informação.

A coisa alcançou tal nível de delinquência intelectual que, atenção!, o rapaz escalado para acompanhar a repercussão da entrevista do Twitter, alimentando o programa com informações, passou ele próprio a atacar o entrevistado em tempo real. Enquanto Laranjeira falava, ele o desqualificava em seu perfil. Escrevo de novo: uma pessoa que estava na bancada do Roda Viva, em tempo real, atacava o entrevistado. ATENÇÃO, CONVIDADOS DO RODA VIVA! HÁ O RISCO DE VOCÊS SEREM DIFAMADOS NAS REDES SOCIAIS PELO PRÓPRIO PROGRAMA! A menos, claro!, que vocês digam o que que querem que vocês digam! No geral, se as opiniões estiverem identificadas com o politicamente correto, com o petismo e com as esquerdas, tudo bem! Caso contrário, é porrada na certa! Abaixo, segue o vídeo no Youtube. Volto em seguida.

Foram escalados para entrevistar Laranjeira:
– Ilona Szabo de Carvalho – ela é diretora de um tal Instituto Igarapé, que responde por uma certa Rede Pense Livre, organização que defende a descriminação da drogas. A Pense Livre foi uma das organizadoras daquele seminário em Brasília que defendeu a legalização de todas as drogas. Foi financiado com dinheiro público e só convidou as pessoas que têm esse ponto de vista.
– Laura Capriglione – jornalista da Folha de S.Paulo, é a minha musa na imprensa. Parou de cobrir enchentes na gestão Fernando Haddad. Aposentou as galochas. É contra a internação involuntária de viciados e favorável à descriminação das drogas.
– Bruno Paes Manso – jornalista do Estadão, é uma espécie de Laura Capriglione com ambições quase acadêmicas. Também defende a descriminação.
– Denis Burgierman – jornalista, é diretor de redação da revista Superinteressante. Mas não estava lá por isso. É um fanático da descriminação das drogas, escreveu livro a respeito e também é ligado à Rede Pense Livre.
– Mara Menezes – Presidente do Conselho da Federação Amor Exigente. Foi a única que não usou o entrevistado como mero pretexto para defender a descriminação das drogas.

Assim se fez a imparcialidade de entrevistadores do Roda Viva. Quatro pessoas estavam lá para tentar provar que o entrevistado está errado e tartamudear seus delírios sobre a liberação das drogas, e apenas uma, visivelmente intimidada pela tropa de choque, não exibia o espírito do confronto.

Laranjeira, reitero, se saiu bem porque é uma pessoa preparada, que não se deixa intimidar. Ocorre que um especialista não tem obrigação nenhuma de saber lidar com situações como essa. O que se tinha ali — comprovado pelo episódio do Twitter (já chego lá) — era uma arapuca, não uma “roda viva”.

Estômago
Se você não assistiu ao programa, recomendo que coloque o estômago de lado. Não me lembro de bancada tão abertamente hostil a um entrevistado! Acho que nem aquela que se encarregou de Cabo Anselmo! Dos cinco participantes, quatro se opunham a praticamente tudo o que o convidado exibia como contribuição — INCLUSIVE PROFISSIONAL — ao debate.

Ilona, vejam o vídeo, arrogante, partiu para o ataque desde o início, tentando transformar em debate entre iguais a entrevista de um especialista. Não queria perguntar, mas contestar. Transcrevi trechos de sua fala (fica para outros posts). É daquelas pessoas cuja prosa se perde nos fumos sintáticos dos anacolutos (vou demonstrar). Com frequência, sua voz tentou se sobrepor à de Laranjeira, muitas vezes num tom de censura benevolente. No ápice de seu entusiasmo, recorreu a um argumento que chega ao escárnio: o de que os dependentes não procuram tratamento porque têm medo de ser criminalizados!!!

Manso — autor de uma tese exótica de doutorado na FFLCH sobre o crescimento e queda do índice de homicídios em SP — defendeu que a liberação do plantio de maconha “para uso próprio” seria uma excelente medida… Burgierman chegou a perguntar, com agressividade incompatível com o seu papel, se o fato de Laranjeira dirigir um instituto privado de estudo das drogas e combate à dependência não constituía conflito de interesses com a coordenação do programa público. Não se limitou a defender a descriminação do uso de drogas. Ele também quer livrar a cara do que chama “pequeno traficante”. Não tenho a menor noção do que ele quer dizer com isso. Laura nem precisou se esforçar. Manteve, sempre que flagrada, um olhar de reprovação à postura “radical” do entrevistado…

Laranjeira começou muito tenso (como não estaria?), mas conseguiu se impor na maioria dos confrontos. Foi eficiente em demonstrar que é necessário reduzir ao máximo a exposição dos jovens às drogas. Faltou ressaltar, creio, que, no Brasil, isso se torna ainda mais necessário à medida que não existe rede de tratamento capaz de acolher de modo adequado os que se tornam dependentes. Outro ponto forte foi sua negativa categórica em considerar a famigerada política de redução de danos uma alternativa aceitável como proposta terapêutica.

Em países organizados (e pequenos!), como Suíça, Holanda e Portugal (fetiche da turminha!), as autoridades puderam, digamos, se dar ao luxo de uma experiência de liberação (sempre parcial!), num contexto em que há um sistema de saúde onipresente e disponível. A redução de danos foi tentada num ambiente de variáveis muito mais controladas do que temos, ou podemos ter, em Banânia, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, 200 milhões de habitantes, uma pobreza fabulosa e fronteira com quatro grandes produtores de drogas. E há um claro recuo nessas políticas de redução de danos.

Um momento lindo
“Doutor, só para eu entender o que o senhor está falando porque existem formas e formas e formas de se consumir drogas, né? Quer dizer, você pode consumir a droga de maneira recreativa, você pode consumir a droga esporadicamente, você pode… Assim como tem as pessoas que bebem e são dependentes do álcool e tem as pessoas que bebem por… Num fim de semana.”

A fala é Laura Capriglione, que fica agora obrigada a nos apresentar consumidores recreativos de crack, certo?

E isso é pouco
Mas isso é pouco. Se uma bancada com essa composição ainda não lhes pareceu algo heterodoxo, então falemos de um certo Bruno Torturra, um simpatizante declarado do movimento petista “Existe Amor em SP”. Sim, ele estava na bancada do Roda Viva. Fazendo o quê? Deixemos que ele mesmo explique com dois tuítes.

Estava “pilotando da bancada o Twitter” e “ajudando a recolher perguntas”. Já na segunda postagem, ele chama Laranjeira de “proibicionista”. A palavra é um jargão empregado por defensores da liberação das drogas, especialmente da turma ligada à Marcha da Maconha.

Estou pouco me lixando se o tal, de quem nunca ouvi falar, é ou não maconheiro. Não pode sê-lo ou se comportar como tal na bancada do Roda Viva. Este sujeito, que estava lá para “recolher perguntas”, ficou publicando tuítes contra Laranjeira no curso da entrevista.

Isso significa que a TV Cultura, que pertence à Fundação Padre Anchieta, alimentada com dinheiro público, chama um entrevistado, e alguém, a serviço da emissora, fica difamando o convidado ao vivo, enquanto ele está no ar. A bancada, formada para massacrar Laranjeira (em outros posts, darei destaque a estultices espantosas), não pareceu o suficiente. Era preciso ter um rapaz que cuidava do Twitter com esta isenção (isso tudo foi postado enquanto Laranjeira falava). Volto para encerrar.

Encerro
Não! Eu não acho que a TV Cultura ou o Roda Viva devam incensar o governo do estado e suas escolhas administrativas ou políticas, a exemplo do que faz a Lula News. Poderiam se comportar, por exemplo, com isenção! O que lhes parece? Laranjeira conseguiu escapar do linchamento. A questão é saber se uma emissora, pública ou privada, tem o direito de fazer aquilo. Um momento vergonhoso da emissora e do jornalismo. Eis um tipo de jornalismo que não precisa de “controle social” porque já está… controlado.

22 May 11:08

Quando a Comissão da Verdade, de Dilma, vai pôr frente a frente Orlando Lovecchio e os terroristas acusados de arrancar a sua perna? Ou essa acareação não interessa à Comissão da Mentira Oficial?

by giinternet

Vejam este homem.

Ele se chama Orlando Lovecchio. Como vocês notam, usa uma prótese do joelho para baixo na perna esquerda. A parte que lhe falta foi arrancada num atentado terrorista ocorrido em 1968. Já volto ao caso. Antes, algumas lembranças.

A Comissão da Verdade, agora presidida por Rosa Cardoso, que só está lá porque foi advogada da ex-militante terrorista Dilma Rousseff, decidiu fazer barulho na imprensa — que lhe fornece o megafone. Ontem, acusou a Marinha de ter omitido supostos documentos que comprovariam a morte de 11 militantes políticos dados como desaparecidos. Escrevi a respeito. Em nota oficial, a Força negou que esteja omitindo informações. Desde o princípio, os revanchistas queriam chegar aos militares da ativa. Maria Rita Kehl chegou a dizer que as Forças Armadas mancharam “as suas honras (sic)”. Rosa achou pouco. Falando em nome da grupo, disse que a Comissão vai, sim, recomendar, contra a Lei da Anistia e contra a lei que a instituiu, que os agentes do estado anistiados sejam criminalmente responsabilizados. Já há uma decisão do Supremo contra a revisão da Lei da Anistia. Rosa não está nem aí. Na sua concepção de verdade, não cabe a legalidade do estado democrático e de direito.

A comissão, nós já vimos há alguns dias, quer fazer sessões públicas, promover acareações, submeter, enfim, os depoentes a um simulacro de julgamento e condenação sumários — mesmo que não possa realizar, ela mesma, a persecução penal.

Então volto agora a Lovecchio. Como já lhes contei em maio do ano passado, no dia 19 de março de 1968, o então jovem Orlando, com 22 anos, estacionou seu carro na garagem do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, onde ficava o consulado americano. Viu um pedaço de cano, de onde saía uma fumacinha. Teve uma ideia generosa: avisar um dos seguranças; vai que fosse um reator com defeito… É a última coisa de que ele se lembra. Era uma bomba. A explosão o deixou inconsciente. Dias depois, teve parte da perna esquerda amputada.

Depoimento de um dos presos, Sérgio Ferro, indicou que o atentado havia sido praticado pela VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e que seus autores seriam os terroristas Diógenes Oliveira e Dulce de Souza Maia. Muitos anos depois, Ferro afirmou que ele próprio participara do ataque terrorista; que ele era, na verdade, obra da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização liderada por Carlos Marighella, não da VPR, e que Diógenes e Dulce não participaram da ação.

Lovecchio, coitado!, se preparava para ser piloto. Marighella — ou Carlos Lamarca (que chefiava a VPR) — não deixou porque, afinal, queria mudar o mundo, como rezam os mistificadores. A Comissão de Anistia já fez uma homenagem ao líder terrorista e decidiu indenizar a sua família.

Não se sabe, com certeza, se foi a ALN ou a VPR que arrancou a perna de Lovecchio. O certo é que ele recorreu, sim, à Comissão da Anistia. Deram-lhe uma pensão mensal de… R$ 500!!! Marighella, no entanto, assumiu o panteão dos heróis. Não só isso: não se sabe também se o tal Diógenes participou ou não. Mas é fato que foi um dos terroristas que, no dia 26 de junho de 1968, lançou um carro-bomba com 15 quilos de dinamite contra o Quartel General do II Exército, em São Paulo. A explosão fez em pedaços o soldado Mário Kozel Filho, que tinha, então, 18 anos. Sim, a família de Kozel pediu indenização. Em 2003, a Comissão da Anistia decidiu pagar R$ 330!!! Esses valores, hoje, foram corrigidos.

Mas e Diógenes, que, comprovadamente, participou do assassinato de Kozel e de muitos outros crimes, restando a suspeita de que atuou também no atentado que mutilou Lovecchio? Ora, ele recorreu à mesma comissão que deu R$ 500 mensais por uma perna e R$ 330 pela vida de um jovem soldado e passou a ter direito, em 2008, a um mensalão de R$ 1.628. E ainda levou uma bolada de R$ 400 mil a título de atrasados.

Uma pergunta básica: quando é que a dona Rosa, a dona Khel e o Paulo Sérgio Pinheiro vão confrontar, num mesmo depoimento, Orlando Lovecchio, o que perdeu a perna, com Sérgio Ferro, o ex-terrorista que virou artista plástico de renome e diz ter praticado o atentado, e Diógenes Oliveira, apontado inicialmente como autor? Quando é que as vítimas, ou suas respectivas famílias, dos terroristas vão ser postas cara a cara com seus algozes? Em uma de suas viagens ao Brasil, Ferro disse que ajudou a pôr aquela bomba no consulado americano porque era contra as violências nos EUA no… Vietnã. Convenham: um brasileiro podia muito bem pagar com a própria perna a vontade que ele tinha de protestar contra os EUA, certo?

Atenção! A Comissão da Verdade não vai nem mesmo se dedicar a apurar, afinal de contas, se foi a VPR de, Carlos Lamarca, ou a ALN, de Carlos Marighella, que arrancou a perna de Lovecchio. Não vai porque os dois passaram a ser “anistiados”, com direito a reparação. Lovecchio, a família de Kozel e de outras 118 pessoas mortas pelos terroristas que se danem!

Às vezes, fico com a impressão de que a democracia brasileira é obra da VPR, da VAR-Palmares, da ALN, do Colina, do PCdoB e de outras organizações terroristas que decidiam, em seus “tribunais revolucionários”, quem deveria viver ou morrer.

Vejam estre vídeo.

O corajoso cineasta Daniel Moreno, hoje com 37 anos, fez um filme a respeito, intitulado “Reparação”. Acima, vai um trailer. Fica fácil saber quem é Lovecchio. Falam, entre outros, o professor Marco Antonio Villa, do Departamento de História da Universidade Federal de São Carlos (o que afirma que tanto a esquerda como a direita eram golpistas), e o sociólogo Demétrio Magnoli, o que lembra que uma significativa parte da esquerda “ainda não aprendeu que Stálin era Stálin”.

Esses são apenas fatos.
É mais uma contribuição à Comissão da Verdade!
É mais um alerta contra o photoshop da história!

Texto publicado originalmente às 4h57
22 May 02:59

Morre Ruy Mesquita. Pior para o jornalismo, para o pensamento liberal e para a pluralidade

by giinternet

Morreu nesta terça, aos 88 anos, o jornalista Ruy Mesquita em consequência de um câncer na base da língua, diagnosticado no mês passado. Pior para o jornalismo. Pior para o que resta de pensamento liberal no Brasil — que marcha, como é sabido, nesse e em outros particulares, na contramão do mundo que interessa. Ex-diretor de redação do extinto “Jornal da Tarde” e do Estadão, “Doutor Ruy” comandava, desde 2003, a seção de opinião deste jornal, que se manteve, sob a sua orientação, como um dos nichos da imprensa brasileira em que a clareza de ideias se casava com a excelência do texto. Os que se alinham com os fundamentos de uma sociedade democrática e de direito raramente se decepcionavam. Como será agora? Vamos ver. Enquanto “Doutor Ruy” estava lá, sempre torci para que, digamos, o ânimo do editorial iluminasse a Redação. Raramente, ainda bem!, percebi o movimento contrário.

O Estadão foi um dos principais alvos de duas ditaduras: a do Estado Novo, comandada por Getúlio Vargas, entre 1937 e 1945, quando chegou a ficar sob intervenção mesmo, e a militar, cujo prenúncio se deu em 1964, mas que chegou à sua plenitude com o AI-5, em 1968. O Estadão, a exemplo de boa parte da imprensa brasileira, apoiou o Movimento Militar que depôs João Goulart. Uma leitura honesta daquele período, evidentemente, não passará a chamar de “revolução” o que foi um golpe. Sim, foi um golpe! A questão é saber quem era e o que queria o que estava sendo golpeado.

O debate é longo — já tratei do assunto algumas vezes no blog —, mas o fato é que o ânimo que levou à deposição de Goulart era bem distinto daquele que resultou no AI-5. Chamar de “ditadura” os quatro primeiros anos do regime é pura licença história, quase poética. A partir de 1968, aí o bicho pegou mesmo. E o Estadão, que havia apoiado a deposição de Goulart, já havia se convertido num duro crítico do regime. Os, vá lá, liberais de uniforme já haviam perdido a batalha para a linha dura. Nota à margem: embora ele jamais tenha reconhecido, é claro que o apoio ao golpe, em 1964, foi um erro, o que não quer dizer que João Goulart fosse uma solução.

Sem jamais flertar com valores de esquerda, o Estadão passou a ser um duro crítico do regime e pagou caro por isso. Tornou-se um dos principais alvos dos censores. Em vez de maquiar o trogloditismo, o jornal o denunciava de maneira singular: trechos de “Os Lusíadas”, de Camões, substituíam as notícias cortadas pela censura; no “Jornal da Tarde”, entravam as receitas de bolo. Era uma forma de denunciar o que estava em curso.

Linha editorial
Em todo o mundo democrático, do pequeno Chile, bem pertinho, aos EUA, passando pelos países europeus e chegando ao Japão, há jornais alinhados com um pensamento mais liberal, dito “conservador”, e jornais mais à esquerda, que se querem “progressistas”. A isso se chama “linha editorial”, que não é apenas legítima, é também necessária. Com o afastamento de Ruy da redação, o Estadão caminhou para a indiferenciação, de sorte que os três grandes jornais brasileiros, hoje em dia, se distinguem na tipologia, no design, no destaque maior ou menor a determinadas seções, mas não nas categorias de pensamento. Ao contrário: parece haver uma espécie de competição para saber quem é mais “progressista” — ou, se quiserem, “esquerdista”, dada a esquerda possível hoje em dia. Essa esquerda já não lida mais com classes (como gostaria Marilena Chaui, cujo pensamento já morreu, embora ela finja não saber), mas com “movimentos” e “coletivos” de opinião, que vêm a ser justamente a negação de uma das aspirações do liberalismo, que é o apreço pelo indivíduo.

Doutor Ruy está morto, mas os valores que ele defendia estão vivíssimos mundo afora. Essa salada ideológica brasileira, que ele repudiava, felizmente, não faz escola nos centros relevantes de pensamento, ainda que a praga do politicamente correto tenha contaminado todas as democracias. Um amigo esteve com ele pouco antes de a sua doença ser diagnosticada. Lamentou, mas sem lamúrias, as dificuldades trazidas pela idade, mas estava absolutamente lúcido, ativo e, como sempre, indignado com a frequência com que, nestepaiz, escolhe-se o errado em vez do certo, o estado em vez do mercado, o coletivismo xucro em vez do indivíduo.

Aos 88 anos, morreu um homem moderno. Que os velhos de 40 ou 50 o tenham como exemplo e renunciem ao Brasil arcaico.

 

22 May 00:47

Chavista que acusou Cabello de conspirar contra Maduro perde programa de TV. Boa notícia: o chavismo está indo para o esgoto

by giinternet

Deem uma olhada neste tipo. Já volto a ele.

Escrevi nesta manhã um post sobre o começo do fim do chavismo — ou, vá lá, a continuidade do fim. O regime começou a morrer com a morte do tirano Hugo Chávez. Mario Silva, um delinquente disfarçado de jornalista que tem programa numa TV estatal, sempre foi um bate-pau de Hugo Chávez. A oposição tornou pública uma gravação em que Silva diz a um agente da polícia secreta cubana que Diosdado Cabello, que preside a Assembleia Nacional, planeja dar um golpe em Nicolás Maduro, o presidente do país, eleito com fraude. Os chavistas já estão se comendo, e isso é uma boa notícia.

Pois bem: nesta terça, numa mensagem gravada, Silva anunciou que deixou seu programa na TV estatal por tempo indeterminado. Seguindo a tradição das melhores ditaduras comunistas, o homem alegou “problemas de saúde”. No seu peculiar estilo cretino-dramático, afirmou: “Se tiver de me imolar em nome da revolução, o farei. Meu apoio é irrestrito às instituições e ao presidente Maduro”.

É evidente que Cabello exigiu que Maduro lhe desse a cabeça de Silva — e o presidente ilegítimo não teve outra saída: teve de ceder. O jornalista não é um só um palhaço do regime. Apresentava havia nove anos o programa noturno La Hojilla (A Lâmina) na Televisión de Venezuela (VTV), uma das emissoras estatais. É um dos fundadores do Partido Socialista Unido da Venezuela. O símbolo do programa é aquilo que chamamos, por aqui, por metonímia, uma “gilete”.

Encerro
O caso é mais importante do que parece. O chavismo está se desconstituindo. Silva, um figurão midiático do regime, é o primeiro a cair. Na conversa com o agente cubano, acusou Cabello de corrupto. O presidente da Assembleia é um pouco mais do que isso, como demonstrei nesta manhã. Um juiz desertor do Supremo Tribunal de Justiça, que fugiu para os EUA, acusa Cabello, que controla o setor de Inteligência do país e as milícias bolivarianas, de envolvimento com o narcotráfico. E não que esse juiz — Eladio Ramón Aponte Aponte — livre a própria cara. Ele próprio afirma ter atuado em favor dos narcotraficantes quando estava no Supremo Tribunal de Justiça por determinação do governo Chávez.

A explosão do crime, diga-se, é um dos fatores de desconstituição do chavismo. A Venezuela é hoje um dos países mais violentos do mundo. São 75 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. No açougue brasileiro, para ter um padrão de comparação, essa taxa é de 26 por 100 mil. Em Caracas, esse número passa dos 100 homicídios por 100 mil.

É o Socialismo do Século 21!

21 May 22:24

Governo nega ao MPF acesso à sindicância sobre Rose

by giinternet

Na VEJA.com:
A Presidência da República negou ao Ministério Público Federal em São Paulo acesso aos documentos da sindicância instaurada para apurar a participação da Rosemary Noronha nas fraudes reveladas pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary foi denunciada em dezembro por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Segundo a assessoria do MPF, a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil respondeu que “o chefe do gabinete pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada” e que a lei brasileira determina que pedidos enviados à Presidência da República devem ser feitos pelo procurador-geral da República. O ofício do MPF foi endereçado à chefia de gabinete da Presidência. Após a negativa, o MPF afirmou que “tomará as providências cabíveis” e que a recusa representa “sério obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos”.

Coordenada pela Casa Civil, a apuração desvendou como a ex-funcionária usava a influência e a intimidade que desfrutava com o ex-presidente Lula para se locupletar do poder. Ao fim de dois meses de trabalho, os técnicos reuniram provas que resultaram na abertura de um processo disciplinar contra ela por enriquecimento ilícito. Porém, conforme revelou VEJA, a Secretaria-Geral da Presidência da República montou um processo paralelo com a falsa intenção de “acompanhar e orientar” a apuração da Casa Civil – mas que não passava de uma tentativa de sabotar o trabalho de investigação.

O MPF argumenta que a lei 8 112/90 obriga o órgão a encaminhar cópia da sindicância quando o relatório “concluir que a infração está capitulada como ilícito penal”. Procurada, a assessoria de imprensa da Casa Civil afirmou que ainda se pronunciará sobre o pedido negado ao MPF.

21 May 21:29

Comissão da Verdade quer falsificar a história e inventar os “assassinos do bem” e os “assassinos do mal”

by giinternet

Pois é… Ontem mesmo escrevi a respeito. A Comissão da Verdade busca compensar a sua irrelevância produzindo factoides barulhentos. Há tempos observei aqui que o objetivo sempre foi levar as Forças Armadas para o banco dos réus. Até havia pouco, a turma mirava em militares que já estão na reserva, preservando a instituição. Essa fase acabou. Agora, os da ativa também entraram na mira. Nesta terça, a Comissão deu seu passo mais ousado: passou a defender abertamente o desrespeito à Lei da Anistia e à própria lei que a instituiu. Como é, na prática, um grupo de assessoramento da Presidência da República, é de se supor que atue sob a orientação da presidente Dilma Rousseff.

A VEJA.com publica uma reportagem de Laryssa Borges cujo título é este: “Comissão da Verdade diz que Marinha ocultou mortes e defende revisão da Lei da Anistia”. Reproduz com fidelidade o que vai no texto, que retrata, por sua vez, a investida do dia. A comissão acusa a Força de ter omitido informações sobre 11 pessoas dadas como desaparecidas e que já estava mortas. Digamos que seja mesmo assim. O grupo está aí para denunciar o caso.

Maria Rita Kehl, uma das integrantes da Comissão, aproveitou, no entanto, como de hábito, para ir além das suas sandálias: “As Forças Armadas mancharam suas honras com essas práticas”. Opa!!! Há uma grande diferença entre dizer que torturadores mancham a honra das Forças Armadas e afirmar que as Forças Armadas mancharam as respectivas honras. No primeiro caso, a instituição é preservada; no segundo, é enxovalhada. A tortura não faz parte do código de honra militar. Ocorre que Dona Maria Rita não entrou na comissão para apurar verdade nenhuma. Ela entrou para usar o passado como instrumento político do presente.

Não foi a única a atravessar o samba. Rosa Cardoso, então advogada da então militante Dilma Rousseff (que pertenceu a três grupos terroristas, o que é apenas um fato), assumiu a presidência rotativa da comissão na sexta-feira. Veio a público nesta terça para defender oficialmente a responsabilização criminal dos agentes do estado acusados de abusos, em flagrante desrespeito à Lei da Anistia e à lei que criou o grupo que agora preside. Afirmou:
“Os crimes de lesa humanidade são imprescritíveis. As auto-anistias, diante do direito internacional, não valem. Vamos ter, sim, de recomendar que esses casos sejam judicializados pelo direito interno”.

Ela é advogada. O “direito interno”, seja lá o que isso signifique, já decidiu que a Lei da Anistia não pode ser anulada. Ela integra um conjunto de ações que resultou na transição pacífica da ditadura para a democracia. Essa conversa de “auto-anistia” está mais torta do que a biruta ideológica de Rosa. Vamos pensar com um mínimo de lógica. Se o Estado estivesse impedido de conferir anistia também a seus agentes, ele a concederia a quem? Apenas aos outros criminosos, como os terroristas, por exemplo? Então se parte do pressuposto de que o perdão político só pode ser concedido àqueles que cometeram crimes para mudar a ordem vigente, mas nunca àqueles que os cometeram para preservá-la? Então se parte do pressuposto de que anistia só pode ser concedida a quem, tendo cometido crimes, foi derrotado, mas nunca a quem, sendo igualmente criminoso, estava do lado de quem venceu o confronto. Então se entende que o derrotado, que recebe de bom grado o perdão do vitorioso — perdão esse visto como um imperativo ético —, não concede a esse mesmo vitorioso a graça que reivindica para si, de sorte que o derrotado cobra, na prática, o direito de punir quem venceu a batalha? Então se exige daquele tomando como algoz uma generosidade de que a vítima pode se dispensar? Essas indagações e constatações expõem o buraco moral e lógico em que se situa essa gente. De fato, Rosa e seus companheiros estão dizendo que, quando agentes do estado mataram esquerdistas, estavam cometendo crimes contra a humanidade, mas quando as esquerdas armadas mataram agentes do estado — além de pessoas que não tinham nenhuma vinculação com a luta política —, estavam apenas lutando por um sonho e defendendo a democracia.

É uma posição juridicamente indefensável, uma vez que, já demonstrei aqui tantas vezes, as leis não permitem a responsabilização criminal de ninguém. E é uma posição moralmente indefensável porque essa turma está querendo inventar os “assassinos do bem” e os “assassinos do mal”.

21 May 20:25

O patético resultado do assistencialismo

by Norma
Tenho alguns textos para postar, mas estou chocada com esse vídeo desde o primeiro momento em que o vi. Esse é o patético resultado do assistencialismo: as pessoas passam de fato a crer que o dinheiro que recebem do governo é um direito, assim como os filhos acham natural (e realmente é) que os pais os sustentem até certa idade. São adultos infantilizados e sem limites que obtiveram o status mitificado, heroico, sublime de "pobre" (o "pobre" dos românticos socialistas, não o pobre real) e querem que a sociedade pague caro por esse status, que ostentam quando convém (e escondem quando não convém).

Continue assim, Governo Brasileiro, solapando com suas decisões toda noção de responsabilidade individual e incentivando os imaturos e folgados deste país. É assim que o Brasil vai pra frente!

P.S.1 Leitor(a), aproveite e dê uma olhada nesse artigo oportuno do economista Rodrigo Constantino, que compara a postura da brasileira com outra, bem diferente, de um jovem de Portugal, e também nesse outro de Reinaldo Azevedo sobre os "excluídos não tão excluídos" que recebem o Bolsa Família.

P.S.2 Para quem está chocado com esta postagem, vale aqui a advertência do apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 3.10: "quem não quer trabalhar, que também não coma". Há quem cite a igreja primitiva como um exemplo de comunismo, infelizmente. Mas quem lê a Bíblia toda sabe que ali, entre os primeiros cristãos que se inspirassem em Paulo, o folgado irresponsável não tinha vez. Nada de se aproveitar do amor dos irmãos para parasitagem, nada de deixar de trabalhar para viver do governo! Essa é a ética bíblica aplicada ao mundo atual: é nossa responsabilidade divulgá-la e vivê-la!

21 May 20:06

Ian Barwick: "Instant PostgreSQL Starter" review

Having recently posted some thoughts on Shaun Thomas' " "PostgreSQL Backup and Restore How-to" review ", Packt asked me if I'd like to review the new " Instant PostgreSQL Starter " by Daniel K. Lyons and kindly provided me with access to the ebook version. As I'm happily in a situation where I may need to introduce PostgreSQL to new users, I was interested in taking a look and here's a quick overview.

It follows the same "Instant" format as the backup booklet, which I quite like as it provides a useful way of focussing on particular aspects of PostgreSQL without being bogged down in reams of tl;dr documentation.  " Instant Pg Starter " is divided into three sections:

Installation Quick start – creating your first table Top 9 features you need to know about

more...

21 May 20:06

Os miseráveis não podem acreditar em tudo o que leem no Facebook e no Twitter!!! Ou: Cai o vício em Deus; aumenta o vício no estado

by giinternet

Se também o humor brasileiro não estivesse contaminado pelo engajamento — no Brasil, até os palhaços querem ter a “marca social”; em breve, haverá o Bolsa Palhaço… —, haveria fartíssimo material para que, por meio do riso, se moralizassem os costumes: “ridendo castigat mores”. Mas quê… Também os que fazem graça agora decidiram ser professores de educação moral e cívica do politicamente correto. Há gente talentosa que começou a se perder: está mobilizando na Internet, já dá para perceber, a militância política, não os que estão em busca do riso. Quem só vê graça em desconstruir as fantasias de um lado do espectro ideológico já não faz mais humor, mas política. A turma do Casseta & Planeta, que já vinha de longe, ficou no ar 20 anos porque seu humor lidava com os preconceitos de todos os lados — tanto os “progressistas” como os “conservadores”. Não tinha agenda, e nisso estava a sua força. Tá bom, leitor! Fiz aqui um pequeno nariz de cera. O tema central é outro, mas continua no universo da piada. O governo anuncia agora que vai passar informações aos beneficiários do Bolsa Família por celular e que vai incrementar as informações nas redes sociais…

Ah, bom ! Então tá certo! Como os engajados do jornalismo e do humor não veem nisso nada de, digamos assim, contraditório, resta para um “reacionário”, um “conservador” e “direitista” como este escriba exclamar: “Que país do balacobaco este!”. O governo dá um dinheirinho às famílias muito pobres, com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140, para, acho eu, evitar a exclusão social, essas coisas. Mas, pelo visto, admite que uma parcela dos beneficiários já não é composta de excluídos digitais, né? A média do benefício do Bolsa Família é de R$ 155 — supunha eu que fosse um dinheiro essencial para o sujeito suprir suas necessidades básicas.

Pelo visto, isso é “menas verdade”, como dizia o gramático Lula até outro dia. Nota: ninguém vai dar bolsa no Brasil para exclusão gramatical porque se decidiu que, nestepaiz, o que interessa é que “nós pega os peixe”… Já temos os “excluídos sociais” incluídos no Facebook e no Twitter, com o seu celular e coisa e tal. As telefônicas, suponho, apoiariam a ideia de cada miserável ter direito a um crédito mensal de, sei lá, R$ 20… O que lhes parece?

“Ontem [20] nós iniciamos um serviço também de mensagem para os beneficiários do Bolsa Família que têm telefone. Estamos avaliando a possibilidade de termos esse serviço para que a gente chegue rapidamente, com informações precisas, ao beneficiário do Bolsa Família. Hoje muita gente tem celular (…) A família tem telefone [celular]? Nos passe essa informação. Ontem nós mandamos informação para as famílias, dando a informação sobre o calendário [de pagamento], tranquilizando as famílias.” A fala é de Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social, segundo leio na Folha.

Bolsa BNDES
Sim, dá para debater — tanto os políticos como os humoristas poderiam fazê-lo; no jornalismo, as minhas esperanças já são menores… — se o governo não gasta muito mais com o Bolsa BNDES para os amigos do regime do que gasta com o Bolsa Família. O tema é bom. É claro que gasta! Vai se consolidando uma cultura em que pobre só aprende a ser pobre no Brasil com a ajuda do estado; e o rico só sabe ser rico com a ajuda desse mesmo estado. A única que não recebe prebenda nenhuma e ainda paga a conta é a classe média, aquela gente que Marilena Chaui “odeia”, entenderam? A classe média, coitada!, não tem nem Bolsa Juros Subsidiados nem Bolsa Facebook. E ainda é chamada de “fascista” pela Descabelada Engajada.

Num poema de 1970, “Prece do Brasileiro”, reproduzindo uma suposta fala de Jesus, que dava uma bronquinha no sujeito que, ao rezar, pedia a intervenção divina para acabar com a seca no Nordeste, escreveu Carlos Drummond de Andrade:
“(…)
Você, meu brasileiro,
não acha que já é tempo de aprender
e de atender àquela brava gente
fugindo à caridade de ocasião
e ao vício de esperar tudo da oração?
(…)”

O Nordeste continua seco — apesar das antevisões de Luiz Inácio Antonio Conselheiro Lula da Silva. Talvez o mar vire sertão, sei lá eu, mas o fato é que o sertão não virou um mar de água doce. O Brasil mudou. Já não existe o vício de esperar tudo da oração. Que bom! Agora se tem o vício de esperar tudo do Deus Estado. Esse estado precisa ensinar o brasileiro até a ser pobre — sim, ele sempre foi um excelente professor para indicar a alguns espertalhões o caminho da riqueza.

Na VEJA desta semana, leio que o PSDB fez uma pesquisa de opinião e decidiu que vai, parece, disputar com o PT a paternidade dos programas sociais. Já deveria tê-lo feito há muito tempo, acho eu. Mas será esse o busílis? O que há de mais notável no país, de estupefaciente mesmo, o que torna o Brasil um caso único nas democracias de todo o mundo, é não haver um partido que converse com quem paga a conta, com aqueles que Marilena Chaui, a Descabelada, considera “reacionários”, “fascistas” e “ignorantes” — sim, eles pagam também o salário de… Marilena Chaui.

Então… Parcela dos pobres que recebem o Bolsa Família (suponho que seja significativa, já que a ministra resolveu tratar do assunto) precisa, caro leitor, fazer aquilo que nós todos recomendamos a nossos filhos, sobrinhos, netos, alunos: deixar um pouco o Facebook e o Twitter de lado, né? Vão dizer que não há nisso algo de tragicamente engraçado — para voltar ao humor, de onde parti.

21 May 18:32

Google Hangouts drops XMPP support

by Erich Schubert
Update: today I've been receiving XMPP messages in the Google+ variant of Hangouts. Looks as if it currently is back (at least while you are logged in via XMPP - havn't tried without pidgin at the same time yet). Let's just hope that XMPP federation will continue to be supported on the long run.
It's been all over the internet, so you probably heard it already: Google Hangouts no longer receives messages from XMPP users. Before, you could easily chat with "federated" users from other Jabber servers.
While of course the various open-source people are not amused -- for me, most of my contacts disappeared, so I then uninstalled Hangouts to get back Google Talk (apparently this works if Talk was preinstalled in your phones firmware) -- this bears some larger risks for Google:
  • Reputation: Google used to have the reputation of being open. XMPP support was open, the current "Hangups" protocol is not. This continuing trend of abandoning open standards and moving to "walled garden" solutions will likely harm the companies reputation in the open source community
  • Legal risk of an antitrust action: Before, other competitors could interface with Google using an indepentend and widely accepted standard. An example is United Internet in Germany, which operates for example the Web.de and GMX platforms, mail.com, the 1&1 internet provider. By effectively locking out its competitors - without an obvious technical reason, as XMPP was working fine just before, and apparently continues to be used at Google for example in AppEngine - bears a high risk of running into an antitrust action in Europe. If I were 1&1, I would try to get my lawyers started... or if I were Microsoft, who apparently just wanted to add XMPP messaging to Hotmail?
  • Users: Google+ is not that big yet. Especially in Germany. Since 90% of my contacts were XMPP contacts, where am I likely going to move to: Hangouts or another XMPP server? Or back to Skype? I still use Skype for more Voice calls than Google (which I used like twice), because there are some people that prefer Skype. One of these calls probably was not using the Google plugin, but an open source phone. Because with XMPP and Jingle, my regular chat client would interoperate. An in fact, the reason I started using Google Talk the first place was because it would interoperate with other networks, too, and I assumed they would be good at operating a Jabber server.
In my opinion, Google needs to quickly restore a functioning XMPP bridge. It is okay if they offer add-on functionality only for Hangout users (XMPP was always designed to allow for add-on functionality); it is also okay if they propose an entirely new open protocol to migrate to on the long run, if they can show good reasons such as scalability issues. But the way they approached the Hangup rollout looks like a big #fail to me.
Oh, and there are other issues, too. For example Linus Torvalds complains about the fonts being screwed up (not hinted properly) in the new Google+, others complain about broken presence indicators (but then you might as well just send an email, if you can't tell whether the recepient will be able to receive and answer right away), but using Hangouts will apparently also (for now -- rumor has it that Voice will also be replaced by Hangups entirely) lose you Google Voice support. The only thing that seems to give positive press are the easter eggs...
All in all, I'm not surprised to see over 20% of users giving the lowest rating in the Google Play Store, and less than 45% giving the highest rating - for a Google product, this must be really low.
21 May 16:38

Josh Berkus: PostgreSQL New Development Priorities 5: New User Experience

So, I started this looking for our five major goals for future PostgreSQL develoment.  The last goal is more nebulous, but I think equally important with the other goals.  It's this: improve the "new user experience".

This is not a new goal, in some ways.  Improving installation, one of our previous 5 goals, was really about improving the experience for new users.  But the new user experience goes beyond installation now, and competition has "raised the bar".  That is, we matched MySQL, but now that's not good enough; we need to match the new databases.   It should be as easy to get started on a dev database with PostgreSQL as it is with, for example, Redis.  Let me give you a summary of the steps to get up, running, and developing an application in the two platforms:

Redis:
  1. install Redis, either from packages or multiplatform binaries.  No root access is required for the binaries.
  2. read a 1-page tutorial
  3. run redis-server
  4. run redis-cli or install drivers for your programming language
  5. start developing
  6. when your app works, deploy to production
  7. in production, tune how much RAM Redis gets.
PostgreSQL:
  1. install PostgreSQL from packages or the one-click installer.  Root/Admin access is usually required.
  2. search the documentation to figure out how to get started. 
  3. figure out whether or not your packages automatically start Postgres.  If not, figure out how to start it.  This may require root access.
  4. Install drivers for your programming language.
  5. Figure out how to connect to PostgreSQL.  This may require making changes to configuration files.
  6. Read more pages of documentation to learn the basics of PostgreSQL's variety of SQL, or how to program an ORM which works with PostgreSQL.
  7. Start developing.
  8. Deploy to production.
  9. Read 20 pages of documentation, plus numerous blogs, wiki pages and online presentations in order to figure out how to tune PostgreSQL.
  10. Tune PostgreSQL for production workload.  Be unsure if you've done it right.
The unfortunate reality is that a new user will hit a lot of points in the "getting to know PostgreSQL" where they can be stuck, confused, and at a loss.  At those points, they may decide to try something else, and never come back.  I've seen it happen; just last SFPUG I was talking to a guy who started on Postgres, ran into a shared memory issue, switched to Mongo, and didn't come back to Postgres for 2 years.

So, what can we do about it?  Well, a few things:
  • better new user tutorials, such as the ones on postgresguide.org
  • better autotuning, made a lot easier to implement as of version 9.3.
  • a "developer mode PostgreSQL"
The last would be a version of PostgreSQL which starts when the developer opens a psql prompt, shuts down when they exit, starts with minimal processes and crash safety turned off, and above all with a security configuration which allows that user to immediately connect to PostgreSQL without figuring anything else out.  With some of the work on recovery mode supplying a single-user Postgres, this should become easier, but it needs a lot more work.

Those are the five things I can see which would greatly expand the market for PostgreSQL and keep us competitive against the new databases.  Yes, I'm talking really big features, but any two out of the five would still make a big difference for us.  There may be others; now that you've seen the kind of big feature I'm talking about, put your suggestions below.
21 May 12:54

Web of Tax Shelters Saved Apple Billions, Inquiry Finds

by Unknown Lamer
mspohr writes with news that Apple might be in a bit of hot water over its policy of offshoring revenues to favorable tax jurisdictions. Only they take it a step further, from the article: "Apple relied on a 'complex web of offshore entities' and U.S. tax loopholes to avoid paying billions of dollars in U.S. taxes on $44 billion in offshore income over the past four years ... The maker of iPhones and iPads used at least three foreign subsidiaries that it claims are not 'tax resident in any nation' to help it avoid paying billions in 'otherwise taxable offshore income,' the Senate Permanent Subcommittee on Investigations said in a statement yesterday."

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21 May 12:53

Mergulhado em escândalos – Governo Obama grampeou telefones e interceptou e-mails de jornalista da Fox News!

by giinternet

É… Vai mal o companheiro Barack Obama, presidente dos EUA. Escrevi ontem um texto afirmando que o escândalo da perseguição a inimigos políticos por intermédio do Fisco é mais grave do que o escândalo de Watergate. Muitos protestaram. Pois é…

Agora se descobre, no caso de espionagem do trabalho de jornalistas, que o episódio atinge também um profissional da Fox News. Obama está apenas no primeiro ano do segundo mandato, e os escândalos começam a se amontoar à sua porta. Leiam o que informa a VEJA.com.
*
Ao escândalo da interceptação de registros telefônicos de mais de vinte linhas usadas por repórteres e editores da agência de notícias The Associated Press juntou-se nesta semana outro caso de agressão do governo americano a um pilar da democracia – a liberdade de imprensa. Desta vez, o Departamento de Justiça vasculhou e-mails e interceptou registros telefônicos de James Rosen, correspondente da rede de televisão Fox News em Washington, em mais um caso de abuso de poder da administração Barack Obama. O jornal The Washington Post revelou que Rosen foi classificado pelo FBI como “cúmplice de conspiração” após obter e publicar informações de documentos confidenciais em um caso de vazamento no Departamento de Estado americano.

A investigação que envolveu o jornalista está relacionada a um episódio que tinha como protagonista o então conselheiro de segurança do Departamento de Estado, Stephen Jin-Woo Kim. Ele é acusado de ter vazado em junho de 2009 um documento confidencial do governo que dizia que a Coreia do Norte provavelmente lançaria um teste nuclear, em resposta a uma resolução da ONU condenando testes anteriores. Rosen publicou a informação em 11 de junho do mesmo ano.

O FBI, então, conseguiu um mandado para obter toda a correspondência entre Rosen e Kim, além da troca de e-mails pessoais e ligações do jornalista, segundo o Washington Post. A autorização foi dada com base em suspeitas do agente Reginald Reyes, que viu no simples fato de Rosen tentar obter documentos para escrever a reportagem indícios de conspiração e descumprimento da lei antiespionagem. “Desde o início da relação (com Kim), o repórter pediu, solicitou e encorajou o sr. Kim a liberar documentos internos dos Estados Unidos e informação de inteligência sobre o país estrangeiro (a Coreia do Norte)”, escreveu Reyes em seu relatório.

A polícia federal americana chegou até a controlar as visitas do correspondente ao Departamento de Estado – o que não estava previsto na autorização judicial. “Nós estamos indignados por saber que James Rosen foi denominado um criminoso e cúmplice de conspiração por simplesmente fazer o seu trabalho como repórter”, disse nesta segunda-feira em comunicado o vice-presidente da Fox News, Michael Clemente. “Nós vamos defender seu direito de trabalhar como membro do que sempre foi até agora uma imprensa livre”.

Segurança nacional
No caso envolvendo a agência AP, investigadores federais obtiveram secretamente dois meses de registros telefônicos, incluindo telefones residenciais e celulares. Sabe-se que o governo estava investigando o vazamento de informações oficiais sigilosas dando conta de que a CIA desbaratara o plano de um grupo terrorista do Iêmen de explodir um avião. Ninguém assumiu a responsabilidade por ordenar a espionagem contra a agência. O presidente Obama negou-se a pedir desculpas, com a justificativa de que “vazamentos em questões de segurança ameaçam a vida de agentes de inteligência”. Na zona de sombra entre os imperativos da segurança nacional e a garantia às liberdades civis, o governo americanotem o direito legal de obter registros telefônicos de jornalistas, mas só quando esta for a última alternativa e de modo limitado. Os casos ligados à imprensa também trazem à tona o tratamento que o governo democrata dá aos inimigos. A administração Obama tem sido implacável com os vazadores. O número de acusados de vazamentos no atual governo já é mais que o dobro de todos os governos anteriores somados.

Blindagem
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, repetiu na noite de segunda o discurso usado para o caso da AP ao ser questionado sobre a espionagem contra o correspondente da Fox. Disse que “compartilha totalmente, como a maioria dos americanos, a convicção do presidente de que devemos ter uma imprensa que seja capaz de fazer um jornalismo investigativo e que devemos defender a Primeira Emenda da Constituição que consagra a liberdade de expressão”. E, para dar sequência à tese defendida pelo governo, ressaltou em seguida a importância de “não tolerar esse tipo de vazamento, que pode colocar vidas em perigo e ameaçar a segurança nacional”.

Carney estava mais preocupado em blindar a imagem de Barack Obama em relação a outro escândalo, o da perseguição do Fisco a grupos conservadores. O porta-voz confirmou que funcionários da cúpula da administração democrata, incluindo o chefe de equipe da Casa Branca, Denis McDonough, souberam no mês passado da investigação do Departamento do Tesouro sobre as irregularidades. Mas eles não informaram o presidente, disse o assessor, em uma tentativa desesperada de salvar a imagem de Obama em meio ao lamaçal dos escândalos que atingem seu segundo mandato.

21 May 12:52

Latvian Police Raid Teacher's Home for Uploading $4.00 Textbook

by Unknown Lamer
richlv writes "Latvian police recently raided the home of a history teacher and confiscated his computer. The crime? Scanning a history book and making it available on his website covering various topics on history. The raid was based on a complaint from the publisher (Google Translate to English), which has a near-monopoly on educational materials in Latvia, often linked with shady connections in the Ministry of Education."

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21 May 12:52

Josh Berkus: PostgreSQL New Development Priorities 4: Parallel Query

Parallel query is the first priority from those suggested in the comments that I agree should be a major PostgreSQL development priority.  I think that Joel Jacobson summarized it neatly: Bring Back Moore's Law.  Vertical scaling has always been one of PostgreSQL's strengths, but we're running into hard limits as servers are getting more cores but not faster cores.  We need to be able to use a server's full CPU capacity.

(note: this series of articles is my personal opinion as a PostgreSQL core team member)

The benefits to having some kind of parallel query are obvious to most users and developers today.  Mostly, people tend to think of analytics and parallel query across terabyte-sized tables, and that's definitely one of the reasons we need parallel query.  But possibly a stronger reason, which isn't much talked about, is CPU-heavy extensions -- chief among them, PostGIS.  All of those spatial queries are very processor-heavy; a location search takes a lot of math, a spatial JOIN more so.  While most users of large databases would like parallel query in order to do things a bit faster, PostGIS users need parallism yesterday.

Fortunately, work on parallelism has already started.  Even more fortunately, parallel query isn't a single monumental thing which has to be done as one big chunk; we can add parallelism piecemeal over the next few versions of Postgres.  Rougly, parallel query breaks down into parallelizing all of the following operations:

  • Table scan
  • Index scan
  • Bitmap scan
  • In-memory sort
  • On-disk sort
  • Hashing
  • Merge Join
  • Nested loop join
  • Aggregation
  • Framework for parallel functions

Most of these features can be worked on independently, in any order -- dare I say, developed in parallel?  Joins probably need to be done after sorts and scans, but that's pretty much it.  Noah Misch has chosen to start with parallel in-memory sort, so you can probably expect that for version 9.4.
21 May 12:51

Google Drops XMPP Support

by Unknown Lamer
Cbs228 writes "During last week's Google I/O conference, the company announced a replacement for its aging Talk instant messenger: Google Hangouts. Hangouts, which is only available for Android, iOS, and Chrome, offers closer integration with Google+. Unfortunately, the new product drops support for the XMPP instant messaging protocol, which has been an integral part of Talk for over ten years. XMPP delivers instant messages to desktop clients, like Pidgin, and enables communication between users on different instant messaging networks. Hangouts users attempting to communicate with contacts on non-Google servers, such as jabber.org, have found that all communications have been suddenly and inexplicably severed. A Google account is now required to communicate with Hangouts users. Google Hangouts joins the ranks of an already-crowded ecosystem of closed, incompatible chat products like Skype." Interesting, because Google Wave was based on XMPP and Google was integral to the creation of the Jingle extension that enabled video chatting over XMPP. Note that no end date has been set for Talk yet, but the end must surely be nigh given Google's recent history of axing products like Reader and CalDAV support from their calendar app without much notice.

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21 May 12:51

The flak flying at Michael Gove shows he's bang on target

by Melanie Phillips
Sometimes, you can gauge someone’s quality from the enemies they make. By that standard, the embattled Education Secretary, Michael Gove, is a person of the highest quality.
21 May 01:33

Barbosa, o homem errado dizendo as coisas certas

by giinternet

Palavras certas ditas pelas pessoas erradas em erros se transformam. Isso é tão verdadeiro que o contrário é impossível: pessoas certas dizendo coisas erradas não tornam acertos os erros. Reflitam um pouco. Não se trata de mero jogo de palavras. Isso vale para ministros do Supremo a opinar sobre assuntos que estão fora de sua alçada — ainda que digam as coisas certas — ou, sei lá, para médicos ou sacerdotes. Querem ver? Eu, católico que sou, acho que a oração faz bem. Rezar é um jeito de limpar a sua crença da fuligem do dia, que a vai turvando, de rever seus próprios valores, de repensar suas próprias atitudes. Assim, digo eu, aos que creem: rezem que faz bem! Mas me parece impróprio, ainda que, segundo penso, correto em si, que um médico diga a seu paciente, ao se despedir: “E olhe, trate de rezar bastante!”. É o que chamo de coisa certa na boca errada. NOTA À MARGEM SÓ PARA NÃO DEIXAR PASSAR – “E exemplo do segundo caso, Reinaldo, de gente certa dizendo a coisa errada? Tem?” Tenho. Pegue-se o mesmo sacerdote. É a pessoa certa para recomendar que alguém faça as suas orações. Mas seria um erro danoso que ele recomendasse aos fiéis que dispensassem o tratamento médico, confiando na oração.

Por que isso? Joaquim Barbosa, ministro do Supremo e presidente do tribunal, proferiu uma palestra a estudantes. Disse coisas certas, em si. Segundo ele, os partidos brasileiros são frágeis e distantes do eleitorado. Leiam reportagem de Laryssa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com. Afirmou:

“Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partido”. Segundo ele, nem os partidos políticos nem os próprios dirigentes partidários “têm interesse em ter consistência programática ou ideológica”. E resumiu: “Querem o poder pelo poder”.

Está essencialmente certo, embora eu discorde dessa história de “poder pelo poder”. Fosse assim, eu estaria mais tranquilo. Com frequência, querem o poder para cuidar dos próprios interesses e dos de sua turma. Barbosa também defendeu o voto distrital, com o que concordo:

“O Poder Legislativo é composto, especialmente a Câmara dos Deputados, que é a mais numerosa, em grande parte por representantes pelos quais não nos sentimos representados por força do sistema eleitoral adotado no Brasil, que trunca as eleições, que não contribui para que tenhamos uma representação clara, legítima (…) A solução seria a adoção do voto distrital, voto em que, para a Câmara dos Deputados, teríamos que dividir o país em 513 distritos, e cada cidadão residente em um distrito iria votar em uma pessoa que ele conheça, de quem ele possa cobrar”.

Diagnóstico, até onde foi nesse particular, impecável! A questão, no entanto, é esta: é ele o homem certo para dizer essas coisas? A resposta é “não”. Cria mais calor do que luz; mais confusão do que clareza; mais contratempos do que soluções.

“Ah, o fato de ele ser ministro do Supremo não o impede de ter uma opinião.” Repetirei o mesmo que disse sobre a ministra Maria do Rosário: se Barbosa opinar que é melhor dividir em dois o biscoito recheado, ninguém tem nada com isso. Os temas sobre os quais falou, no entanto, são de interesse público, dizem respeito a outro Poder e fatalmente acabarão esbarrando em votos que terá de dar um dia. Nesse caso, convém calar-se ou ser mais genérico: “Caberia ao país discutir a questão da representação…”. Há, enfim, modos de fazer a coisa.

Barbosa expressou ideias em si corretas, mas com erro de pessoa. Especialmente porque está na Presidência de um Poder. Aplaudo o conteúdo do que disse, mas aponto a inoportunidade de pessoa.

21 May 01:26

Reporters Threatened, Labeled Hackers For Finding Security Hole

by samzenpus
colinneagle writes "Scripps News reporters discovered 170,000 records online of customers of Lifeline, a government program offering affordable phone service for low-income citizens, that contained everything needed for identity theft . Last year, the FCC 'tightened' the rules for the program by requiring Lifeline phone carriers to document applicants' eligibility, which led to collecting more sensitive information from citizens. A Scripps News investigative team claims it 'Googled' the phone companies TerraCom Inc. and YourTel America Inc. to discover all of the files. A Scripps reporter asked for an on-camera interview with the COO of TerraCom and YourTel after explaining the files were freely available online. That did not happen, but shortly thereafter the customer records disappeared from the internet. Then, the blame-the-messenger hacker accusations and mudslinging began. Although the Scripps reporters videotaped the process showing how they found the documents, attorney Jonathon Lee for both telecoms threatened the 'Scripps Hackers' with violating the Computer Fraud and Abuse Act (CFAA)."

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21 May 01:25

Imprensa mundial tenta proteger Obama de si mesmo. Ou: Escândalo é muito mais grave do que Watergate e contribui para corromper o estado democrático

by giinternet

Há uma espécie de pacto informal em escala verdadeiramente mundial — e parte substancial da imprensa brasileira não escapa, é claro! — para esconder os crimes cometidos pelo governo Obama no caso da perseguição do fisco a entidades ligadas ao Partido Republicano. Essa mesma imprensa já tinha feito questão de minimizar a quebra de sigilo telefônico de jornalistas. Não há a menor dúvida, a esta altura, de que o primeiro escalão da Casa Branca, gente da estrita confiança do presidente, promoveu perseguição política. Moral e criminalmente, se querem saber, isso é mais grave do que mandar invadir a sede do partido adversário na calada da noite. É claro que estou me referindo ao caso Watergate, que acabou resultando na renúncia de Richard Nixon. E por que é mais grave?

Nixon sabia que estava cometendo um crime e, por isso, mandou que a coisa fosse feita à socapa, fora do funcionamento regular do estado. Ou por outra: como tinha clareza da gravidade da operação, não tentou transformá-la em algo regulamentar, parte dos procedimentos etc. Agora, a coisa é diferente.

À luz do dia — como se coubesse a órgãos do estado, como parte de suas incumbências burocráticas —, órgãos do governo foram mobilizados para perseguir os “inimigos” do presidente — ou, vá lá, do Partido Democrata. Leiam o que vai na VEJA.com. Volto em seguida.
*
A advogada Kathryn Ruemmler, conselheira da Casa Branca, sabia “há semanas” que funcionários do Fisco estavam perseguindo grupos conservadores que pediam isenção de impostos. A informação torna cada vez mais difícil para o presidente Barack Obama sustentar a tese – bastante conhecida dos brasileiros – de que ele não sabia de nada. O democrata afirmou que só soube do escândalo quando ele vazou para a imprensa, no dia 10 deste mês. Nesta data foi revelado o caso criminoso em que o IRS, a receita federal americana, foi usada para intimidar opositores do governo democrata, endereçando-lhes questionamentos que pouco teriam a ver com o escopo de uma investigação fiscal – como perguntas sobre os livros que liam e até mesmo o conteúdo de orações.

Neste domingo, o Wall Street Journal, citando fontes da Casa Branca, afirmou que Kathryn sabia do esquema desde o dia 22 do mês passado, quando foi informada pelo Departamento do Tesouro que “um pequeno grupo de funcionários do IRS perseguiu inapropriadamente organizações usando termos como ‘tea party’ e ‘patriot’”. Esses termos eram usados para identificar os grupos de oposição ao governo democrata. O departamento que Kathryn comanda trabalha no aconselhamento da Presidência sobre questões legais.

Em entrevista ao canal NBC, o porta-voz de Obama, Dan Pfeiffer, tentou afastar Obama do escândalo. “Lidamos com a questão da forma mais apropriada. Como eu disse, não tivemos qualquer interferência na investigação. Seria um escândalo, isso sim, se tivéssemos nos envolvido nela”, disse.

A tentativa de blindar o presidente, no entanto, esbarra em outros depoimentos, como o de J. Russell George, inspetor-geral do Tesouro americano para a administração de impostos. Na sexta-feira, em audiência no Congresso, ele disse que a cúpula do governo foi informada em junho do ano passado, a cinco meses da eleição presidencial, de que havia uma investigação em andamento sobre a perseguição do Fisco. A declaração de George comprova que as investidas do IRS contra grupos de oposição eram de conhecimento do alto escalão – e com isso reforça a ideia de que a máquina do governo, no mínimo por omissão de quem poderia ter interrompido imediatamente os abusos, foi usada para atingir inimigos políticos.
*
Voltei
Não há nada mais parecido com as patacoadas petistas no Brasil do que a fala de Dan Pfeiffer, segundo quem o presidente de nada sabia e que absurdo seria se o governo tivesse se metido na investigação. Uma ova! Afinal de contas, a perseguição era promovida por esse governo. Fato para o qual não há resposta: mesmo depois do alerta, as práticas discriminatórias continuaram. A perseguição ficou evidente em 2012. Só que havia eleições pela frente. A disputa foi difícil. Obama teve 50% dos votos válidos (29% do eleitorado americano), contra 48% de Mitt Romney (27,5% do total). A diferença foi de 2,8 milhões de votos. Só 56,4% dos 213 milhões aptos a votar compareceram às urnas.

É evidente que é pouquíssimo provável que Obama ignorasse o que estava em curso — ou alguém acredita que Lula ignorava as lambanças do mensalão? Mas digamos que nem um nem outro soubessem de nada… Cumpriria indagar: que outras ilegalidades se praticavam às costas do nosso Apedeuta e se praticam ainda às do Apedeuta Ilustrado dos EUA? Fiquemos ainda nessa hipótese menos maligna para um e para outro: por que os aloprados, então, de um governo e de outro se sentiram à vontade para fazer as safadezas? A resposta é óbvia: porque o ambiente era favorável; porque o ambiente conspirava em favor do crime.

Na glorificação estúpida que se operou no Brasil da figura de Getúlio Vargas (o Estado Novo matou muito mais gente do que o regime militar), por exemplo, há, podem perceber, certa tentativa de culpar Carlos Lacerda pelo atentado de que ele e o major Rubem Vaz foram as vítimas — no caso do militar, fatal. O executor do plano foi Gregório Fortunato, o faz-tudo de Getúlio — que também não sabia de nada, claro! Talvez Getúlio não tenha mandado Fortunato praticar o atentado. A questão é saber por que este se sentiu a tanto estimulado. Algo no ambiente que ele respirava lhe dizia que era aquele o modo de tratar os inimigos.

Mas derivei um pouco. Volto ao ponto. Os que, na gestão Obama, usaram o estado para perseguir adversários só o fizeram porque havia, ou há, uma cultura interna que lhes dizia, ou que diz, que se opor ao governo e ao presidente não faz parte do jogo político. Também nos EUA está em curso, em muitas áreas, um processo de criminalização da política.

Isso está presente não só na pena de muitos colunistas pró-governo. A imprensa liberal (leia-se “progressista”) americana demonizou de maneira impressionante o Tea Party. Na questão do abismo fiscal, os republicanos foram acusados de investir no caos do país. A resistência à reforma do sistema de saúde foi tratada como sabotagem. Da satanização do adversário, passou-se para a satanização da própria política. Ou não vimos Obama, antes e depois de eleito, a atacar os “políticos de Washington”, como se ele próprio fosse de outro planeta? E ele não é, certo? Com um pouco de boa vontade, hehe, acredita-se que tenha nascido no Havaí…

A perseguição empreendida aos grupos conservadores, ligados ao Partido Republicano, é coisa de república bananeira. Como sabem, sempre apontei aqui o lado, deixem-me ver…, terceiro-mundista do jeito Obama de fazer política. Está aí. Reitero: Nixon sabia que invadir o escritório do partido adversário era crime e mandou que se fizesse aquilo à socapa. No caso de agora, não se tomou o cuidado nem mesmo de armar um esquema criminoso paralelo. Tentou-se fazer de conta que, entre as atribuições do estado, estava perseguir adversários.

Não obstante, prestem atenção à sublinha de 90% das coisas que se publicam por aí: há sempre a sugestão de que os republicanos estão exagerando e estão politizando excessivamente a questão, como se o caso não remetesse à política, mas apenas à polícia. Afinal, sabem como é, eles são “progressistas”, e, a essa gente, tudo é permitido, inclusive a prática fascistoide de instrumentalizar a lei para perseguir os que dizem “não”.

Não estou surpreso com a coisa em si. Mas confesso que não esperava estar tão certo sobre Obama. Encerro lembrando que uma ocorrência como Watergate, por suas consequências, depura a política e diminui o espaço do estado criminoso. Uma ação como essa, da gestão Obama, que tende a não punir ninguém de forma exemplar, alarga as possibilidades do estado delinquente.