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07 Jun 01:43

Standard & Poor’s rebaixa perspectiva de rating do Brasil

by giinternet

Na VEJA.com:
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s sinalizou nesta quinta-feira que o rating de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil pode ser rebaixado. A perspectiva da nota do país, que é BBB, foi revisada de “estável” para “negativa” nesta quinta-feira. Isso significa que a agência, que dá notas de acordo com o grau de risco dos investimentos em países e empresas, pode indicar, em até dois anos, que o Brasil está se tornando um lugar menos seguro para se investir. Em linha com a revisão para baixo dos riscos do Brasil, a S&P também rebaixou as perspectivas de rating da Petrobras e da Eletrobras.

“Podemos rebaixar o rating nos próximos dois anos se o contínuo lento crescimento econômico, os fracos fundamentos fiscais e externos, e alguma perda da crebibilidade da política fiscal por sinais ambíguos na política, diminuírem a capacidade do Brasil de gerenciar um choque externo”, disse a S&P em nota. A agência ponderou que a impossibilidade do governo em estimular o investimento privado, sobretudo em infraestrutura, eleva o risco do país. A S&P também citou a deterioração fiscal como razão para a revisão de perspectiva.

Contudo, a agência não desconsiderou subir novamente a avaliação para o nível “estável” se medidas sérias forem tomadas para fortalecer a confiança do setor privado no país.

Estatais na mira
Em linha com o rebaixamento da perspectiva de rating do Brasil, a S&P também divulgou revisões das perspectivas para as classificações de Petrobras e Eletrobras.

De acordo com a agência de classificação de risco, a perspectiva do rating BBB, em moeda local e estrangeira, da Petrobras foi rebaixada para negativa, de estável. No caso da Eletrobras, a perspectiva do rating BBB apenas em moeda estrangeira foi rebaixada para negativa, de estável.

A S&P afirma ainda que o rating da Eletrobras reflete seu perfil de risco de negócios “satisfatório” e o perfil de risco financeiro “intermediário”. “Essas avaliações estão baseadas na exposição da companhia ao ambiente regulatório brasileiro, os grandes gastos com investimentos das suas subsidiárias – que vai exigir que a empresa forneça alguma ajuda financeira – e a forte influência do governo federal sobre o planejamento estratégico.”

A nota da Petrobras também reflete seu perfil de risco de negócios “satisfatório” e o perfil de risco financeiro “intermediário”. Além disso, a S&P cita as fortes atividades de exploração e produção de petróleo (tamanho, qualidade, duração e nível de substituição das reservas), a presença dominante de mercado em todos os aspectos da indústria brasileira de hidrocarbonetos, a diversificação geográfica mais limitada e o considerável plano de investimentos, “que resulta em projeções de fluxos de caixa livres negativos pelo menos até 2015″.

06 Jun 21:53

Os tarados pela morte de fetos estão assanhados e com sede

by giinternet

Os tarados pela morte de fetos estão assanhados. Inventaram que o Estatuto do Nascituro, que protege o feto, é “Bolsa Estupro”. Trata-se de uma mentira asquerosa, contra a letra do texto. Já volto ao assunto. Os caça-fetos conseguem ser ainda mais fanáticos do que os defensores da legalização das drogas. Por alguma estranha razão, as duas agendas andam juntas. Daqui a pouco.

 

06 Jun 19:07

Dilma, o dólar, os juros e a síndrome do “conosco ninguém podemos”

by giinternet

Há textos curtos, informativos, aparentemente até singelos, que valem por um pequeno tratado sobre economia ou, como direi?, sobre a tolice humana. Admirável esta síntese publicada nesta quinta na Folha. Volto em seguida.

Por Toni Sciarretta e Mariana Carneiro:
O dia era de baixa do dólar, após o governo zerar na véspera o IOF (Imposto de Operações Financeiras) para estrangeiros, mas eis que surgem o ministro Guido Mantega e depois a própria presidente Dilma Rousseff para falar que o governo não adota medidas para conter a taxa de câmbio e que o dólar não será usado contra a inflação.

“Eu queria informar que este país adota o regime de câmbio flexível”, afirmou Dilma, durante um evento sobre o ambiente. Bastou para a cotação do dólar subir de R$ 2,13 para R$ 2,15, em 20 minutos. Isso levou o Banco Central a intervir para frear a alta do dólar, com operações que equivalem à venda de dólar no mercado futuro. O discurso também elevou as taxas de juros negociadas no mercado de títulos.

Para analistas, a sinalização é que, se o governo não pretende usar o câmbio como instrumento para baixar a inflação, a saída será elevar ainda mais os juros, hoje em 8% ao ano. As taxas negociadas para janeiro de 2014 saltaram de 8,45% para 8,5% ao ano, e as de janeiro de 2017, de 8,69% para 9,84% ao ano. “Não me lembro de o presidente Lula falar sobre câmbio num dia como esses. Ele tinha o bom senso de não se pronunciar nesses momentos. A impressão que passa é que o governo está com o discurso completamente desafinado”, disse Mario Batistel, gerente de câmbio da corretora Fair Trade.
(…)

Comento
A presidente Dilma tem uma síndrome que me lembra uma antiga personagem de humor que tinha um bordão: “Conosco ninguém podemos!”. E aí mete os saltos pelas mãos. O texto dá conta dessas tolices, dessas desnecessidades arrogantes, que só trazem prejuízo. Então não foi ela que que disse lá na reunião dos Brics que o governo não sacrificaria o crescimento elevando os juros? Então…

06 Jun 18:27

As FARC já têm representante legal no Brasil

by G. Salgueiro


Entre os dias 24 e 26 de maio, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre-RS serviu de palco para mais uma manifestação pró-FARC no “Foro pela paz na Colômbia”, promovido pela “Marcha Patriótica-Capítulo Brasil”, uma ONG das FARC que realiza o trabalho de massas. Enquanto isso, no mesmo período o presidente colombiano Juan Manuel Santos reunia-se na cidade de Cali com os presidentes do México, Peru e Chile, no encontro da “Aliança do Pacífico”, mais um desses organismos inúteis que só servem para seus membros fazerem turismo às custas do contribuinte, e estabelecer projetos que jamais serão cumpridos e menos ainda cobrados por quem quer que seja.

No evento em Cali houve festa e apresentações culturais, nos quais o irresponsável presidente ria, dançava e festejava, enquanto nesse mesmo dia - e em dias anteriores - as FARC, que estão em “negociações de paz” com o governo colombiano em Havana, assassinavam 10 soldados e o ELN, que pretende participar desta farsa, assassinava 13 policiais.

Há tempo eu tenho conhecimento de membros das FARC no Brasil, inclusive com status de “exilados”, como é o caso de Francisco Cadena Collazos, cognome “Oliverio Medina”, mas com esse evento em Porto Alegre tomei conhecimento de que há mais um exilado e é evidente que se trata de um membro das FARC. Pesquisando, encontrei que Mauricio Avilez, de 30 anos, refugiado há seis anos e vivendo há quatro no Brasil, diz que foi “preso e torturado em seus país”. 

O guerrilheiro Avilez, da Comunidade de Paz do padre Giraldo, acusado de planejar o assassinato do presidente Álvaro Uribe Vélez. Aqui junto a uma “mãe da Praça de Maio” (Foto do Foro de Sao Paulo)

Ocorre que este elemento foi preso em 10 de junho de 2004, em Barranquilla, junto com mais 9 elementos das FARC pela tentativa de assassinato do então candidato presidencial Álvaro Uribe Vélez. Avilez pertencia à organização comunista “Comissão Eclesial de Paz” (formada por adeptos da teologia da libertação), e foi defendido pela banca de advogados “José Alvear Restrepo”, a mesma que denunciou o Coronel Plazas Vega e tantos outros militares inoncentes, cujos advogados são conhecidos por serem “ex” terroristas aos quais defendem com testemunhas e testemunhos falsos. Se Avilez não pertencesse às FARC não estaria hoje como “porta-voz” da sucursal brasileira da “Marcha Patriótica” e da “Agenda Colômbia-Brasil”, uma vez que esta ONG, que pertence oficialmente ao Foro de São Paulo, foi criada e é mantida pelas FARC, fato há tempo denunciado pelas Forças Militares da Colômbia.

No começo do mês de abril o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo reuniu-se em Bogotá em reunião extraordinária, para estabelecer metas para o Encontro anual e atividades paralelas visando a, sobretudo, apoiar a farsa mantida entre o Governo Santos e as FARC em Havana. No dia 9 de abril houve uma passeata em apoio a estas conversações, cujo organizador foi a “Marcha Patriótica”. Já ocorreram eventos similares na Argentina e Uruguai, e agora ocorreu no Brasil. No próximo encontro, que será entre os dias 31 de julho e 4 de agosto em São Paulo, os brasileiros verão dentre seus participantes membros das FARC que agora, mediante essas “negociações de paz”, já não têm motivos para negar que são fundadores da criminosa organização criada por Lula e Fidel Castro, e que nunca deixaram de pertencer como membros efetivos com direito a voz e voto. Também não será mais possível ao governo brasileiro negar que conspira contra as liberdades e democracia no continente, sobretudo na Colômbia e Venezuela, e que apóia terroristas recebendo-os no país como pessoas de bem, como o terrorista das FARC Mauricio Avilez, que preside foros em território nacional com a conivência dos vereadores gaúchos.

Na tarde do dia 25 estava programada uma vídeo-conferência entre os participantes do evento e os “negociadores da paz em Havana”. Entretanto, os “negociadores” ouvidos foram apenas os das FARC, evidenciando que não há interesse real na paz da Colômbia, e sim respaldar e fortalecer politicamente o bando terrorista.

Nos vídeos abaixo pode-se ouvir as mesmas mentiras velhas e carcomidas de que essa guerra insana é por culpa da “oligarquia”, de “problemas sociais” e que eles são as grandes e injustiçadas vítimas. O que os representantes da mesa de negociações por parte do Governo pensam ou tinham a dizer, não importa, niguém sabe ou lhes deu o direito à palavra.

Saludo del camarada Rodrigo Granda de las FARC


 

Saludo del camarada Nicolás Rodríguez Bautista del ELN




Pode-se ler o documento final desse encontro, onde as palavras mais usadas são “amor” e “paz”, “igualdade” e “justiça social”, palavras completamente vazias de sentido quando se as pronuncia ao mesmo tempo que bombas e minas terrestres explodem pessoas inocentes, e soldados são assassinados com tamanha selvageria que ficam quase irreconhecíveis. Também é importante notar que esse encontro contou com a presença de uma deputada do Euskal Erría, o partido político do bando terrorista ETA basco e que essa paz alucinógena teve, como não podia faltar, defensores de um Estado palestino.

O discurso versou sobre os mesmos temas repetidos por Santos à exaustão, de rotular de “inimigos da paz” àqueles que se opõem a esse circo macabro disfarçado de “mesa de negociações”, dos delírios em afirmar que o “imperialismo estadunidense” é quem comanda as reações militares porque quer “roubar” os recursos naturais do continente e para isso pedem o fim do “militarismo”, um dos pontos-chave defendidos pelas FARC para finalmente assinar o acordo de paz. E as ações seguem durante o ano inteiro num foro permanente, como forma de pressão aos seus desejos de transformar o continente Sul-Americano em uma republiqueta comunista, comandada desde Havana pelos decrépitos ditadores Castro.

O mundo inteiro ficou chocado e estarrecido com o assassinato brutal de um soldado inglês por um psicopata muçulmano na semana passada. Uno-me à repulsa mundial e lamento a morte deste jovem soldado. Entretanto, na mesma semana 23 jovens soldados colombianos, alguns ainda imberbes, foram igualmente assassinados pelas FARC e o ELN com requintes de crueldade, e não se ouviu uma palavra - ao menos informando o fato - da mídia brasileira. Como dar a notícia a essas famílias? Como dizer que seus filhos, irmãos, pais tiveram suas cabeças perfuradas por um projétil que lhes arrancou metade do crânio? Como perdoar monstros que praticam essas barbaridades em nome de uma paz utópica e mentirosa, e depois vê-los sentados no Parlamento legislando, criando leis para que suas vítimas as cumpram?

A mídia brasileira não deu um pio acerca deste famigerado encontro em Porto Alegre que, enquanto os guerrilheiros assassinavam soldados e policiais que cumpriam com o seu dever de defender a pátria, uma horda de comunistas insanos aplaudia e incentivava as FARC a continuar ensangüentando o país com suas ações terroristas, enquanto eles cinicamente falavam de “paz” num vídeo gravado sabendo que mentiam descaradamente pois o que desejam é a tomada do poder absoluto. Quando uma mídia chega a esse ponto de insensibilidade e conivência, já não é mais digna de merecer o respeito como “fonte de informação” e sim o escárnio e o repúdio como convém aos cúmplices de tanta desgraça.

Artigo escrito com exclusividade para o Jornal Inconfidência de Minas Gerais, versão ampliada.

Comentário: G. Salgueiro
06 Jun 18:18

Janio de Freitas e eu entendemos direitinho o que disse Barroso. Por isso ele gostou muito, e eu não… Faz sentido!

by giinternet

Sabem como é… Quem faz crítica política sempre teme não ter entendido direito isso e aquilo. Há sempre o risco de ouvir uma coisa pelo avesso e coisa e tal. Como critiquei bastante algumas barbaridades do direito criativo ditas por Luís Roberto Barroso, novo ministro do Supremo, busquei outras referências, né? Mas agora estou mais tranquilo. O colunista da Folha Janio de Freitas, que nega que o mensalão tenha existido e que trata o STF, nesse caso, como se fosse tribunal de exceção, adorou o desempenho de Barroso. Está vendo uma nova aurora no Supremo. Leiam trechos da sua coluna. coluna. Volto em seguida.

A franqueza prevaleceu sobre a habilidade conveniente, no que transpareceu das respostas de Luís Roberto Barroso aos senadores que o sabatinaram como indicado de Dilma Rousseff para a vaga existente no Supremo Tribunal Federal. A atitude não foi propriamente inovadora, mas, no mínimo, junta-se à muito pequena minoria dos que fugiram à praxe. E prenuncia transformações importantes na essência mesma do atual Supremo.

Uma ponderação ilustrativa de Luís Roberto Barroso, sobre o chamado julgamento do mensalão: “O Supremo foi mais duro do que em julgamentos anteriores”.

Um tribunal pode fazer justiça se é menos ou mais duro a depender do que ou a quem julga? A observação do jurista faz a esperançosa indicação de um reforço dos que se aplicam, no Supremo, em preservar a coerência pessoal e a isenção do tribunal. Isenção que é, ou seria, a alma da ideia de justiça.
(…)
A tendência, neste momento dos meios de comunicação brasileiros, é ver Luís Roberto Barroso pela ótica do restante julgamento do mensalão. No estado em que está o Supremo, sua presença promete ir muito além do mensalão. É preciso que vá.

Voltei
Entendo. Tribunal isento é aquele com o qual a gente concorda…

Reconheço: as coisas estão no lugar, digamos, certo. Agora estou ainda mais convicto das críticas que fiz. Chego à conclusão de que Janio entendeu direitinho o que Barroso disse. E eu também. Por isso ele gostou, e eu não.

06 Jun 17:26

70 mil cristãos a um… Onde estava o povo?

by giinternet

Há mecanismos fraudulentos de pensamento que, não obstante, são muito influentes, especialmente se quem os exercita os reveste, assim, de camadas de aparente requinte intelectual. Uma das fraudes frequentes no nosso tempo consiste, por exemplo, em considerar que a religião é “uma questão individual”, de sorte que “o estado não tem nada com isso”.

Ontem, enquanto Luís Roberto Barroso, agora novo ministro do Supremo, era sabatinado na CCJ do Senado, 70 mil cristãos se reuniam no gramado em frente ao Palácio do Congresso. Segundo a lógica falsa, de um lado, estava o novo tribuno da plebe para o mundo do direito; do outro, nada mais do que 70 mil mônadas, cada uma com uma cabeça e uma sentença. O bem coletivo, o saber concentrado da civilização, entende-se, estava com o jurista. Sim, foi ele a dizer, para delírio de certa ignorância ilustrada, que religião é questão privada.

Bem, não é, como sabe qualquer estudioso e como gritam os fatos. Mas não me perco nisso agora. Interessa-me, no caso, é o tal mecanismo de pensamento.

Uma das palavras ocultas numa consideração dessa espécie é esta: “aborto”. Assim, quem é contra a sua legalização o seria apenas por preconceito… religioso! Em seu site, aliás (ele vai mantê-lo?), Barroso nos convida a ver a questão sem… preconceitos!!! Sem as viseiras da divergência, todos pensaríamos como ele.

Notem: por esse caminho, pode-se impor qualquer coisa, não é? Se a religião é, então, uma saber e uma experiência alheios aos interesses da sociedade, basta que uma determinada interdição — qualquer uma, a depender dos grupos influentes — mereça a etiqueta de “religiosa” para que, então, seja imediatamente descartada.

Em certas áreas, é o máximo de sofisticação intelectual que se pode alcançar. E, no entanto, não é assim!

06 Jun 17:26

Site Update

by noreply@blogger.com (Fabian Pascal)

1.
The 'Quote of the Week' was posted on the QUOTES page.

2.
A 'To Laugh or Cry' item was posted on the LAUGH/CRY page.

3.
A link to an exchange I participated was posted on the FP ONLINE page.
Great idea, skeptical about success-it is against the societal grain. Societies are interested in conformism, not critical thinking.

4.
If this and many other such improvements are possible, what is the justification for still focusing on "denormalization for performance"?

In the same vein, why is Michael Stonebraker referring to "legacy relational DBMSs", while demonstrating that the performance limitations and solutions of current SQL systems have actually absolutely nothing to do with their being relational (which, in fact, they are not)? Indeed, everything is about implementation--how could it be otherwise? And he is one of the people who does know the fundamentals! Ah, yes, he is a vendor now.
  
To his credit, he rejects NoSQL for the right reasons and his solutions to the today's performance needs are sensible. But why does he want to preserve SQL, rather than come up with a TRDBMS? All those solutions, don't they validate our claim, for decades, that such a system can be excellent performer? Why, as an implementor, he did not design one?

Note: I happen to know what the solution is for the performance factors for which he does not have any, but unfortunately cannot say anything about it (it's deja vu TransRelational Model(TM) all over again).

5.
And now for something completely different.

Twitter's identity crisis

Zynga to lay off 18 percent of staff, shut offices, slash infrastructure

Facebook loses advertisers again

See a pattern? No? Does the following help?

Yahoo Shuts Down Mail Classic, Forces Switch To New Version That Scans Your Emails To Target Ads

How about this:

America, It's Time to Start Making Things Again

If you still don't, I've hinted about it in my last All Analytics post (see FP ONLINE PAGE). It was predictable.




06 Jun 16:29

O lobista Lula diz a empresários do Peru que ele pede (ou manda?), e Dilma faz

by giinternet

Ninguém nunca duvidou de que o lobista Lula tem bastante influência no Palácio do Planalto, né? Mas não deixa de ser chocante ouvir, ou ler, a confissão, feita, assim, sem nenhum receio, como se fosse a coisa maias natural do mundo. Lembro da antiga metáfora dos petistas para caracterizar os seus domínios no movimento sindical: “chão da fábrica”. O Brasil inteiro virou o chão da fábrica do partido. E o chefão, como se sabe, é o Poderoso Apedeuta, que continua a tratar Dilma como a… governanta. Sendo Lula quem é, todos entenderam que ele manda, e ela cumpre. Leiam trecho de reportagem de Catia Seabra, na Folha.

Em discurso a empresários peruanos e a alguns patrocinadores de suas viagens ao exterior, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou que pressionou a sucessora Dilma Rousseff a aprimorar o funcionamento de uma ponte entre o Peru e o Brasil. “Já liguei para a presidenta Dilma hoje [ontem] de manhã. Já liguei. E disse para ela da ponte [que cruza o rio Acre, inaugurada em 2006]; disse para ela da falta de fiscal. Ela disse: ‘Pode deixar que eu vou chamar o pessoal para resolver isso’”, disse.

Ele foi aplaudido pela plateia de 400 empresários locais e pela comitiva de brasileiros que ele liderou, formada por executivos de empreiteiras, como OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez, e de outras empresas, como Embraer e Eletrobras.Estava presente também o presidente peruano, Ollanta Humala. Há uma queixa de empresários peruanos de que a ponte, pela qual passa a chamada Estrada do Pacífico, sofre com trâmites aduaneiros lentos para a exportação de alimentos, com falta de autoridades aduaneiras e de vigilância sanitária. Lula criticou a burocracia brasileira e disse que só havia “seis” fiscais da Receita no local.
(…)

06 Jun 14:52

Escândalo nos EUA: ordem de perseguição do Fisco a adversários de Obama partiu de Washington; o caso já roça a Casa Branca

by giinternet
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Obama imitando o PT…

Na VEJA.com:
Dois funcionários do IRS (Internal Revenue Service) do escritório de Cincinatti – epicentro do escândalo da perseguição criminosa do Fisco americano – admitiram no Congresso que a ordem para investigar de forma abusiva grupos conservadores que buscavam isenção de impostos partiu de Washington, informou nesta quarta-feira o jornal The Wall Street Journal, que teve acesso às transcrições das entrevistas. A revelação derruba a tese defendida pela administração Barack Obama de que as irregularidades cometidas pelo órgão que corresponde à receita federal dos Estados Unidos aconteceram isoladamente no escritório do estado de Ohio.

Elizabeth Hofacre disse que o escritório em que trabalhava pediu orientação a autoridades do Fisco em Washington depois que recebeu casos relacionados ao Tea Party em abril de 2010. Os agentes do Fisco utilizavam palavras-chave como “tea party” ou “patriot” para submeter grupos não alinhados ao governo democrata a interrogatórios ilegais. Elizabeth disse que Carter Hull, um advogado do IRS em Washington, acompanhou de perto seu trabalho e sugeriu algumas das perguntas para fazer aos grupos que solicitavam a isenção. “Eu não tinha autonomia ou autoridade para atuar nas aplicações sem a influência de Carter Hull”, disse.

As transcrições indicam que os abusos do Fisco começaram com uma busca por nomes de grupos ligados ao Tea Party em uma lista de peticionários de isenção de impostos. Um dos funcionários do escritório de Cincinatti, Gary Muthert, disse que ele começou a reunir os pedidos em março de 2010 sob ordens de seu chefe, que teria dito a ele que “Washington queria alguns casos”. A entrevista foi conduzida pelo comitê do congresso que investiga crimes cometidos pelo governo, e do qual participam tanto democratas quanto republicanos.

Elizabeth disse que ficou furiosa no mês passado, quando Lois Lerner, a chefe demissionária do Fisco, tentou salvar sua pele e jogou a culpa da perseguição nos empregados de Cincinatti. “Eu fiquei furiosa. Ela colocou a culpa em nós”, disse. A tentativa da chefe de se eximir da culpa, no entanto, não vingou. No final de maio, a rede NBC News divulgou uma reportagem na qual afirma que grupos não alinhados ao governo democrata receberam cartas assinadas por altos funcionários de escritórios do Internal Revenue Service fora de Cincinnati – inclusive da manda-chuva.

Teatro
Lois Lerner, que era chefe da divisão de isenção de impostos do IRS, foi a primeira autoridade do governo a revelar os abusos e chegou a pedir desculpas às entidades prejudicadas durante uma reunião reservada da American Bar Association (instituição equivalente à OAB). Depois que o escândalo veio à tona, ela foi chamada a prestar esclarecimentos em uma audiência no Congresso, mas preferiu se calar para não produzir provas contra si própria. Acabou suspensa do cargo e agora os republicanos defendem sua demissão. A própria ‘confissão’ feita por Lois no dia 10 deste mês foi puro teatro. Steven Miller,ex-chefe do IRS reconheceu que o pedido de desculpas foi uma tentativa frustrada de abafar um relatório com informações sobre uma investigação realizada pelo Tesouro que ia apontar os crimes no Fisco.

O escândalo do fisco explodiu em maio, quando foi divulgada a informação de que grupos conservadores foram submetidos a interrogatórios ilegais ao solicitarem isenção de impostos. Situação bem diferente da vivenciada por grupos ligados ao Partido Democrata, que eram atendidos prontamente, sem nenhuma exigência. Além dos indícios de que o uso da máquina pública contra opositores era disseminado no órgão, também há sinais de que a irregularidade ocorreu até bem pouco tempo atrás. Alguns grupos conservadores afirmam ter sido alvo de questionamentos indevidos do IRS há apenas três semanas.

06 Jun 14:52

Lenovo Announces Grand Opening of US Manufacturing Facility

by timothy
Kohenkatz writes "Chinese PC maker Lenovo had a ceremony [Wednesday] to mark the official grand opening of their new manufacturing facility in Whitsett, North Carolina. The 240,000-square-foot facility, located approximately 10 miles east of Greensboro, NC, was already being used as a Logistics Center, Customer Solutions Center, and National Returns Center, and is now also being used for Production. While actual line operations began in January 2013, the facility is on track to reach full operation by the end of June. The facility is equipped to build several types of Think-branded products, including desktops, tablets, and ultrabooks. Note that due to the extensive use of automation, the factory only adds 115 manufacturing jobs at the facility."

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06 Jun 14:52

Hacker Exposes Evidence of Widespread Grade Tampering In India

by timothy
Okian Warrior writes "Hackaday has a fascinating story about Indian college student Debarghya Das: 'The ISC national examination, taken by 65,000 12th graders in India, is vitally important for each student's future: a few points determines which university will accept you and which will reject you. One of [Debraghya]'s friends asked if it was possible to see ISC grades before they were posted. [Debraghya] was able to download the exam records of nearly every student that took the test. Looking at the data, he also found evidence these grades were changed on a massive scale."

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06 Jun 11:00

Daniela Mercury e o samba-da-antropófaga-doida

by giinternet

Eita! Há tempos eu não ria tanto!

Um amigo me envia por e-mail um convite que recebeu para um evento em apoio à cidade de São Paulo como sede da Expo 2020, que acontece no palácio de exposições Palais de Chaillot, em Paris. Como vocês podem ver, haverá um coquetel seguido por um show de Daniela Mercury. Acontece na próxima segunda, às 19 horas.

Sei lá quando foi feito o convite. Pode ter sido antes de a cantora ter anunciado para o mundo — e também para a Bahia — que ela tem uma “esposa”. Uma coisa é certa: Daniela saiu do armário para cair no pote de ouro. No domingo, ela trouxe o seu trio elétrico (é assim que fala?) para desfilar na micareta gay de São Paulo. O povo baiano pagou a conta: R$ 120 mil. Agora ela canta na França em defesa da capital paulista para a Expo 2020. A agenda de shows em seu site é frenética.

Até aí, vá lá. Que graça tem isso? Evidencia o que já escrevi aqui: as vítimas de manual e carteirinha no Brasil têm realmente uma forma curiosa de ser oprimidas: sempre por cima… Tanto melhor! Eu detestaria que os exageros da militância correspondessem à verdade. O que me levou ao riso foi outra coisa.

Uma página do site de Daniela, em inglês, compõe o convite, como se vê abaixo. Sei que a foto parece coisa de antigamente, mas o trabalho gráfico é recente… Dou destaque, em seguida, ao trecho final do texto. Vejam.

A critica brasileira está certamente surpresa e perplexa. Ninguém imaginava que esta “artista, cidadã e mãe” fosse a descendente direta da “vanguarda” que promoveu a Semana de Arte de Moderna de 1922, que ocorreu em São Paulo. Daniela, que excursiona com um show intitulado “Canibália” (mistura de “canibal” com “Tropicália”… Sentiram?), seria a representante moderna da vertente antropofágica da cultura brasileira. Caramba!!!

Xiii… Ela e Zé Celso vão ter de se estapear para ver quem fica com o bastão de Oswald de Andrade. Acho que o Zé Celso leva mais jeito.

É… Quando penso em Mário de Andrade, por exemplo, a primeira coisa que me vem à cabeça é “Tira o pééé do chãããooo”. Eu nunca tinha pensado o tal axé segundo esse ponto de vista.

Em português…
O site tem uma versão em português. Os textos são diferentes. Em nossa língua, Daniela não tenta tomar o bastão de Oswald. Sabem como é… Em inglês, talvez pareça mais plausível. Mas encontro lá esta outra maravilha:

Eu não sei se o Brasil vai cumprir o sonho de Daniela Mercury e “sambar”. Mas que vai dançar, ah, disso, meus caros, a cada dia, tenho “menas” dúvidas, como diria a gramática companheira do companheiro.

Não custa observar: se Daniela quer ver o Brasil inteiro sambar e se é ela a descendente direta da vanguarda modernista de 22, resta-nos concluir que a Semana de Arte Moderna é uma das referências do samba brasileiro, certo?

Franceses e brasileiros não podem perder o samba-da-antropófaga-doida de Daniela Mercury. Na semana passada, ele custou R$ 120 mil aos pobres baianos.

06 Jun 10:59

Invasões – A desmoralização das instituições democráticas e o silêncio suicida dos bons

by giinternet

Torna-se a cada dia mais corriqueiro o desrespeito ao estado de direito, às leis. Sentenças judiciais de nada valem. Dou destaque abaixo a uma nota irretocável publicada por Carlos Fernandes Xavier, que é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e do Instituto Alerta Pará. Leiam com cuidado. O texto cita trecho de um post de autoria deste escriba.

Não conheço o senhor Xavier. Fico honrado de ver algo que escrevi ser citado por produtores rurais brasileiros, que, afinal de contas, garantem o pão que anda a sustentar o circo, como provou à míngua e à farta a taxa de crescimento da economia do primeiro trimestre: 0,6% no total — mais de 9% na agropecuária. Onde estaria o Brasil sem a eficiência desse setor?

No entanto, os produtores rurais brasileiros estão sendo alvos do banditismo explícito, com o patrocínio informal de autoridades instaladas no Palácio do Planalto. Leiam a íntegra da nota-manifesto. Dou destaque ao trecho do nosso blog.
*
Nos desrespeitos ao Poder Judiciário, as ameaças ao Estado Democrático de Direito

Não cansamos de repetir – por se tratar de verdade axiomática – que é nosso dever lutar para que o Poder Judiciário seja, sempre, o grande bastião das aspirações da cidadania, a instituição acima de todas as outras – mesmo respeitando a independência dos Poderes – para que o Estado Democrático de Direito seja preservado e a esperança de que a Justiça prevaleça e se concretize para toda a sociedade, de forma serena, determinada, transparente e ágil.

Assusta-nos, pois, verificar que os desrespeitos às decisões judiciais, o descumprimento das ordens emanadas da magistratura, estão se tornando corriqueiros, com a complacência ditada pelo “silêncio” geral. O preceito de que “sentença judicial não se discute: cumpra-se ou se recorra” parece condenado a se tornar expressão em desuso, sem que as vozes ou as penas dos chamados “formadores de opinião” se levantem em protesto.

A atitude da liderança indígena, rasgando frente as câmeras das redes de televisão uma ordem judicial não pode ser encarada, simplesmente, como “folclórica” (nem parecer “emblemática” como se tornou a foto da índia que ameaçou com um facão um ex-presidente da ELETRONORTE) ou posta no patamar de que ele, o índio, não tinha “capacidade de entendimento” do que o seu gesto rebelde representava. Não, de modo algum! O que se mostrou ao país é que estamos caminhando firmes no rumo da anarquia, com o deliberado propósito das minorias, com o estranho apoio da mídia, em desmoralizar as instituições democráticas.

Aqui, no Pará, o não cumprimento dos mandados judiciais de reintegração de posse já ensejaram um pedido de intervenção federal, aprovado a quase unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Estado, por iniciativa de um grupo de produtores rurais e a assistência da CNA e desta Federação. No presente, assistimos, estarrecidos, que, na prática, se rasga a Constituição Federal quando se coloca de lado a máxima da Lei Maior que consagra que o poder emanado do povo seja exercido pela representação legal ou pelos caminhos por ela ditados. Parcelas da população, extremamente minoritárias, como soem ser os trabalhadores sem-terra ou os índios, teimam em insistir que suas reivindicações por reforma agrária ou demarcações de território sejam obtidas pela força, pela intimidação, através de ocupações ilegais e armadas, ignorando de maneira afrontosa os ditames judiciais.

Estamos enveredando por um perigoso e desastrado caminho que tende a romper com a Democracia. A fragilização do Poder Judiciário, no momento em que suas decisões deixam de ser cumpridas e o Poder Executivo aceita “dialogar” com os grupos que assim procedem, transforma-se em uma ameaça a toda a sociedade. Esta observa, impassível, anestesiada, que os “direitos” devem sem conquistados pela força bruta, armada, com o Executivo complacente, o Judiciário ignorado e o Legislativo perplexo diante de um quadro assustador.

Não estamos querendo passar por “cassandras”, mas é preciso alertar a sociedade para o perigo que o desrespeito ao Poder Judiciário representa para o Estado Democrático de Direito, fator que se agrava mais ainda com o inquietante silêncio da grande imprensa. O jornalista Reinaldo Azevedo, em seu “blog”, destacou com propriedade: “Alertar para o mal e enfrentar a incredulidade dos crédulos — atentem para a graça desse oximoro — é coisa inscrita em nossa cultura, em nossas raízes morais. A razão é simples: se realmente nos damos conta do perigo e do malefício, somos obrigados a agir. E, muitas vezes, as instituições preferem a acomodação, o que é sempre um encontro marcado com a morte.”

É preciso que o inciso IV do Art.3º da Constituição Federal (IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.) seja aplicado literalmente, sem que ocorra – o que é uma evidência nos dias atuais – a odiosa discriminação da maioria da população brasileira que não concorda, temos certeza, com a prática de se usar a força para impor reivindicações, sejam elas quais forem.

Belém, 05 de junho de 2013.
Carlos Fernandes Xavier
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e do Instituto Alerta Pará

06 Jun 10:59

UK Government Spending £6,000 Per Computer Every Year To Maintain Desktops

by samzenpus
girlmad writes "The UK government's chief operating officer Stephen Kelly offered a frightening insight into the world of government IT spending this week. According to Kelly, the government spends £6,000 per year per PC just to maintain the devices, and wastes 3 days per year per person due to slow boot-up times."

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06 Jun 10:59

Um dia patético para as instituições, com a aceitação tácita da luta armada como método de reivindicação e “conquista de direitos”…

by giinternet

Que dia patético viveram ontem as instituições brasileiras, em várias frentes e de vários modos. Tivemos de ler uma nota oficial emitida por ninguém menos do que o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a anunciar — como se o contrário pudesse ser possível! — que a presidente Dilma Rousseff respeita, sim, as decisões judiciais. Que bom! Sou obrigado a fazer aqui uma nota NOTA À MARGEM, já que Luís Roberto Barroso é o novo ministro do STF: no caso Cesare Battisti, ele contribuiu para que um presidente da República se colocasse acima da lei… Encerro a nota à margem. Volto ao leito.

Dilma percebeu que a nota de Carvalho ainda era pouco e decidiu ir ela mesma a público para reafirmar: sim, o governo respeita decisões judiciais. Que bom! Então não estamos ainda numa ditadura… E por que as duas patetices foram necessárias?

Porque, numa reunião com lideranças indígenas, Carvalho afirmou que a presidente Dilma, ora vejam!, havia dado ordens expressas para que não se cumprisse o mandado de reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul. É isto mesmo: o ministro estava lamentando que o Ministério da Justiça tivesse cumprido uma… ordem judicial. Depois tentou se explicar, afirmando que só tentava encarecer a preocupação da presidente.

Gilberto Carvalho?
Gilberto Carvalho?
Gilberto Carvalho?

É impressionante que a imprensa brasileira tenha se escusado de lembrar que este senhor é o chefe direto de Paulo Maldos, que é o homem da Secretaria-Geral encarregado de lidar com os movimentos sociais, muito especialmente com os índios. A radicalização dos indígenas no Mato Grosso do Sul e em várias outras partes do Brasil conta com o apoio da pasta. Já contei aqui  quem é Maldos, ex-marido da atual presidente da Funai, Marta Maria Azevedo, cuja gestão responde por boa parte dos desastres em curso.

A Justiça acabou por suspender a reintegração de posse, conforme queria o governo. Então ficamos assim: os índios invadiram a área contra a lei — é claro!; afinal existe um estatuto legal em vigência ali —, destruíram a sede da propriedade, responderam à ação da polícia a bala, mas foram tratados como heróis do pacifismo. José Eduardo Cardozo esteve lá. Falou que é preciso interromper a violência. Um desses indígenas realmente da floresta deu “graças a Deus”!!! Fico imaginando os frêmitos e epifanias que experimenta um padre de tacape quando um índio dispara um “Graças a Deus!”… Tento de novo: índios receberam autoridades a tiros — e atiraram para matar; só não aconteceu porque os policiais usam colete de proteção —, rasgaram o mandado de reintegração e disseram: “Daqui não saímos”. Índios, porque índios, podem ignorar a Justiça brasileira? Não dessa maneira; não nesse caso.

As coisas pararam por aí? Não! No interior de São Paulo (ver post), militantes do MST voltaram a invadir uma fazenda da Cutrale, que já tinha sofrido antes esse tipo de banditismo. Invadiram, depredaram e caíram fora. Também os ditos sem-terra estão na, escrevamos assim, área de interlocução de Carvalho, este democrata exemplar. O que vai acontecer com os invasores? A resposta: muito provavelmente, nada!

Pouco a pouco, o país vai aceitando, de maneira tácita, a luta armada no campo — com bala ou com facão, pouco importa. Não! Não é aquele conceito que os marxistas (no Brasil, ainda existe isso…) pretendam integrar o estoque de referência da economia política. É um conceito mais rasteiro, mais chão, mais vulgar, mais comezinho: consiste em se unir em bando e partir para cima do adversário. Isso faria parte das chamadas “lutas sociais”. E, como é absolutamente perceptível, amplos setores do que já foi grande imprensa — convertidos em nanicos a serviço de minorias de manual — dão apoio irrestrito ao que consideram “causas dos oprimidos”. Existe índio querendo terra? Eles devem estar certos — afinal, era tudo deles. Existe sem-terra querendo a propriedade alheia, eles devem estar certos porque, sabem, a “gente acha ruralista reacionário…”

Não sei para onde isso vai. Mas dá para saber que a coisa não caminha para um bom lugar. Tentem, no entanto, ouvir a voz organizada da oposição num momento em que a Constituição e o Código Penal estão sendo jogados no lixo. E não se escutará um pio, exceto protestos isolados dos mais corajosos. A defesa da propriedade acaba ficando a cargo do que chamam por aí, em tom crítico, “bancada ruralista”. Tem-se a impressão de que tudo se limita à defesa de interesses corporativos ou de categorias econômicas em conflito. Ignora-se que ações dessa natureza ferem princípios essenciais da ordem jurídica e requerem uma resposta institucional. Mas não se ouve nada! “Ah, Reinaldo, há muitos parlamentares ligados ao setor rural que estão no PMDB, partido da base!” Eu sei disso! E é por isso mesmo que destaco que estamos diante de questões de princípio. O fato de que eventuais ruralistas sejam peemedebistas não altera a evidência de que o alvo é, no fim das contas, o estado de direito.

06 Jun 10:57

Chinese Firm Approved To Raise World's Tallest Building In 90 Days

by samzenpus
kkleiner writes "The long anticipated Chinese construction project called Sky City, a 220-story building that can house 30,000 people, has finally received approval from the central government to break ground. The firm Broad Sustainable Building previously constructed a prefab 30-story building in 15 days, but for Sky City, they have an even more aggressive schedule: 90 days to build 2,750 feet into the air. Once completed, the building will be a place for people to both live and work, with recreational facilities, theaters, a school, and a hospital all within the structure."

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06 Jun 10:57

Google's calendar API stays open for everyone

Google has reversed its decision to give only registered developers CalDAV access to its calendaring services. The company is also making CardDAV available to its users
    


06 Jun 10:56

Estado de direito em transe: a gravata de Barroso, a foice do MST e as espingardas dos índios. Com que armas se ataca a legalidade?

by giinternet

Publico, abaixo, um post dando conta de como a propriedade está sendo tratada no campo por lideranças indígenas industriadas por ONGs e padres de tacape e pelo MST. O alvo não é só a propriedade privada, porque esta é apenas a dimensão material da questão conceitual, que é mais ampla. O alvo é o estado de direito; o alvo é o regime de leis; o alvo é, em última instância, a ordem jurídica que temos, considerada, como veremos, “reacionária”, razão por que teria de ser mudada pelos iluministas de plantão. O que a muitos escapa é que essas agressões contínuas, permanentes, à legalidade são só a manifestação concreta, material, de uma revolução, esta sim, de natureza conceitual. E ela está em curso menos nas tribos do que nos palácios de Justiça; menos nos acampamentos e invasões do MST do que em ambientes engravatados e eventualmente acadêmicos.

Ontem, a CCJ do Senado sabatinou Luís Roberto Barroso, já ministro do Supremo (só falta a posse), que teve o nome aprovado, em seguida, pelo plenário da Casa. Oposição e situação se uniram num exercício constrangedor de rapapés, a confundir boa educação e lhaneza com subserviência. Ali, o que menos importava era o sentido das palavras. Sim, senhores! Mais de uma vez, nas respostas de Barroso, o que ouvimos foi a metafísica da física das invasões de terras; a metafísica da física, lamento ter de escrever isso (e lamento pelo Brasil, não pelo ministro), da agressão à ordem legal.

Barroso deu a sua versão do que se poderia chamar o bom e necessário ativismo judicial. Como destacou, o Supremo atua quando os demais Poderes deixam de cumprir o seu papel. Entendo. Transcrevo um trecho da reportagem da VEJA.com (em azul):
“Onde faltar uma norma, mas houver um direito fundamental a ser tutelado, o Judiciário deve atuar”, diz. “Quando há manifestação política do Congresso ou do Executivo, o Judiciário não deve ser ativista, deve respeitar a posição política.” Ele também chamou atenção para a culpa dos parlamentares no problema: “A questão da maior ou menor judicialização, no fundo está nas mãos do Congresso”.

Parece tudo bem, mas não está. O aborto de anencéfalos e a união civil homossexual foram usados como exemplos de “falta de norma”. Trata-se de um escândalo intelectual, para dizer pouco. Nesses dois casos, faltava “a norma”??? O artigo da Constituição que trata da união civil — e a estabelece como a celebrada entre homem e mulher — é o quê? O artigo do Código Penal que especifica as possibilidades do aborto legal — e não prevê o de anencéfalos — é norma ou ausência de norma? Gostaria agora de ver Barroso tentar provar que união civil e aborto constituem “direitos fundamentais” — neste segundo caso, diga-se, o direito fundamental que a Constituição protege é o direito à vida. Trata-se de um questionamento de lógica elementar, que não precisaria — e até nem deveria — ficar restrito aos parlamentares cristãos.

Não passaria
O que se ouviu ontem na CCJ foi a fala de um militante político. Transcrevo mais um trecho de reportagem da VEJA.com:
Luís Roberto Barroso também enfatizou aquilo que, para ele, é um dos principais papéis do Supremo: a defesa de grupos minoritários: “As minorias precisam de tribunais, porque o Congresso é a Casa das maiorias”, afirmou o advogado.
O jurista defendeu uma atuação do estado na redução das desigualdades sociais, afirmou que o debate religioso deve se manter na esfera privada e insinuou ser contra a redução da maioridade penal: “Reduzir maioridade penal aumenta pressão sobre o sistema prisional. É preciso medir as consequências”, disse ele.

Pois é…

Torça, leitor, para que, eventualmente pertencendo a algum grupo que o já ministro Barroso considera “maioria”, não ter de enfrentar no tribunal Sua Excelência a Minoria. Aí você estará lascado de saída. Ele o mandará bater às portas do Congresso: “É lá que você está representado”.

Trata-se de uma concepção torta de direito, que não encontra acolhida em lugar nenhum do mundo democrático. Com uma resposta como essa, um candidato à Suprema Corte americana ficaria em casa, chupando o dedo. Pra começo de conversa, Congresso não representa nem maioria nem minoria. Representa apenas.

Que tal a gente aplicar essa concepção de mundo aos conflitos agora em curso no campo? Suponho que o doutor considere que “a minoria” que invade as propriedades no Mato Grosso do Sul são os índios. Suponho que o doutor considere que a minoria que toma na porrada a fazenda da Cutrale e depreda o que encontra pela frente é o MST. Então cabe a constatação óbvia: o novo ministro do Supremo tem uma CAUSA ABSTRATA que está acima da causa concreta; o doutor tem um compromisso que está acima da norma; o doutor tem — e continuará a ter como juiz — uma missão que está acima da lei: fazer justiça com a própria toga, a despeito dos códigos que organizam a sociedade, das garantias que nos unem como nação, dos pactos que estabelecemos como civilização.

Visão escandalosa
Querem ficar derramando elogios a essa visão torta de direito? À vontade! Neste bloguezinho, não cola, não! “Você é irrelevante, Reinaldo”, grita o petralha. Tudo bem! Mas sou, então, um irrelevante que diz “não”. Se a Corte Máxima do país é o Poder das minorias, dado que o Judiciário também tem, em certa medida, o papel de Poder dos Poderes; dado que lhe cabe a função, no mais das vezes, de definir a última palavra, seja como corte constitucional, seja como corte suprema, então só nos resta constatar que, na concepção de doutor Barroso, uma das mais nobres missões do Supremo é ser injusto — desempatando as causas em favor dos “oprimidos” de sempre — para que possa… fazer justiça!!!

As coisas que o doutor disse na CCJ a uma maioria de deslumbrados seriam de pronto rejeitadas mesmo nas sociedades mais igualitaristas — desde que mantidas no escopo da ordem democrática. Isso é o que costumo chamar de “direito criativo”, de feitiçaria legal e constitucional. A cada fala do novo ministro em sua sabatina, abre-se uma fresta para o “tudo é permitido” se for para fazer a sociedade avançar. Não por acaso, em seu livro, ele já havia considerado, em tom de exaltação, que o Supremo Tribunal Federal está mais à esquerda do que o Congresso. E ele acha que estar “mais à esquerda” é, então, uma coisa boa. Vai ver coleciona exemplos, que desconhecemos, do bem que as esquerdas fizeram ao mundo.

Fez outras considerações que merecem reparo. Ainda vou transcrever a sua fala sobre o mensalão e o rigor maior ou menor do STF. Dado que as palavras fazem sentido, o texto é incompreensível. Buscou agradar ao Supremo, mas, pareceu-me, sem se descuidar dos mensaleiros, tratados como aqueles que teriam sido objetos de uma dureza inédita do tribunal, que, não obstante, não teria mudado a sua jurisprudência. Se não mudou, mas houve mais dureza, está se referindo a quê? Às figuras de linguagem adotadas na Corte?

Vamos ver
Barroso pode se tornar um ministro exemplar, e virei aqui para dizer: “Eis um ministro exemplar!”. Pode se mostrar um exímio aplicador da lei e da ordem constitucional, e não terei nenhuma dificuldade em aplaudi-lo. Mas não é essa a minha expectativa — de jeito nenhum! Reconheço, não obstante, que tem estilo, formação intelectual e experiência. Ocorre que consegue afetar um ar de sabedoria distante e superior ainda maior do que essas notórias competências, como se suas ideias transitassem num plano empíreo, inalcançável para aquele que o indagavam da planície.

Fosse assim, por exemplo, que pontificou que a religião, como é mesmo?, é algo que deve ficar na esfera privada, como se esta também não reunisse saberes, experiências e valores que estão na raiz da nossa organização. Se é certo que, numa democracia, não se pode impor a ninguém uma crença coletiva ou de estado, não é menos certo que essa mesma democracia pode ter nas religiões um conjunto de conteúdos que, ao não se submeter à lógica de estado nem ao pragmatismo da política — ou do direito, né, doutor?—, constitui uma reserva de humanismo e de ética que ilumina em vez de obscurecer o debate. E isso significa o óbvio: a crença de cada homem é matéria individual, mas a religião é uma experiência social e está na raiz das culturas.

Eu torço muito para que ele me decepcione. Para o bem do Brasil e da ordem jurídica.

06 Jun 01:07

Os índios, o MST e o fim da propriedade privada no campo

by giinternet

Vejam as imagens abaixo.

Escrevi aqui, à época, um post que relatava, quase em tempo real, a invasão da fazenda Buriti, em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, por índios terenas, que estão sob a influência do Conselho Indigenista Missionário. O ataque se deu em duas etapas: primeiro a terra foi tomada; depois, a sede. A casa foi incendiada, destruída, não sobrou nada. Havia uma nova ordem de reintegração de posse, que vencia hoje. Foi suspensa. Então é importante que se faça a síntese das coisas. A invasão, obviamente, foi ilegal. Os invasores, não obstante, destruíram o patrimônio dos proprietários legais da fazenda. Não vai acontecer nada com eles. Ao contrário: a suspensão da ordem de reintegração de posse, é inevitável constatar, incentiva novas ações do gênero.

No país em que até futuro ministro do Supremo sugere que não se deve levar a lei na ponta da caneta, qualquer coisa é possível, não é mesmo? Se a lei não existe, tudo é permitido.

MST
Vi no Jornal Nacional o estrago que o MST voltou a promover numa fazenda da Cutrale. Reproduzo o texto. Volto em seguida.
*
Uma fazenda no interior de São Paulo voltou a ser alvo do vandalismo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Foi a quarta invasão em cinco anos. A propriedade pertence a Cutrale – uma das maiores produtoras de suco de laranja do país. No domingo (2), 300 integrantes do Movimento Sem Terra invadiram a área. Eles reivindicam a propriedade para reforma agrária. Antes de deixarem a fazenda para cumprir o mandado de reintegração de posse da Justiça, o grupo pichou paredes, janelas e telhados das casas dos empregados.

O escritório e as máquinas agrícolas também não foram poupados do vandalismo. Ao todo, 60 toneladas de laranja que estavam estocadas foram parar no chão. E não servem mais para a produção de sucos. Do alojamento foram levados alimentos e todos os eletrodomésticos da cozinha. Os invasores destruíram cadeados e fechaduras para entrar na oficina, de onde teriam retirado motores, baterias e peças.

Esta não é a primeira vez que a Fazenda Santo Henrique é invadida e depredada. Em 2009, depois de uma ocupação, parte da propriedade foi destruída. Na época, os integrantes do MST destruíram dez mil pés de laranja com um trator. Treze pessoas foram presas e denunciadas pelo Ministério Público por formação de quadrilha, furto e dano ao patrimônio.

Mas a denúncia foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, porque o processo não especificava qual crime cada um dos acusados tinha cometido. O caso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. A polícia ainda não identificou os líderes da invasão da fazenda.

Encerro
O que vai acontecer com o MST? Outra vez, nada! O movimento nem sequer existe formalmente. Como será difícil responsabilizar individualmente os depredadores, a única tarefa dos valentes é preparar a próxima invasão.

As imagens acima foram extraídas da reportagem do Jornal Nacional. O MST é um aliado do governo petista e tem no ministro Gilberto Carvalho um de seus principais interlocutores. Carvalho é aquele senhor que andou sugerindo por aí que o governo não precisa levar muito a sério esse negócio de decisão judicial…

06 Jun 00:26

NASA Teams With LEGO To Offer Model Competition

by samzenpus
coondoggie writes "NASA today said it would team up with Lego to offer a competition to see who can build the coolest models of future airplanes and spacecraft. The 'NASA's Missions: Imagine and Build' competition is open now with an entry deadline of July 31. Winners in each category will be selected by a panel of NASA and LEGO officials and announced Sept. 1."

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06 Jun 00:26

Militantes ideológicos e ONGs aparelham a Funai e promovem invasões de terras, aponta senadora Kátia Abreu

by giinternet

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil, emitiu uma dura nota nesta quarta-feira contra as invasões de terras patrocinadas por lideranças indígenas e por entidades que lhes dão apoio. A CNA acusa o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e ONGs brasileiras e internacionais de estar na origem das invasões, o que é um fato escandalosamente evidente.

A CNA volta a pedir o respeito às decisões da Justiça e lembra que os proprietários rurais seguem as leis. Observa que propriedades tituladas há mais de um século estão sendo invadidas.

A entidade pede ainda que as condicionantes criadas pelo STF por ocasião da decisão sobre Raposa Serra do Sol, transformadas em portaria pela Advocacia Geral da União, sejam observadas como um bom caminho contra os conflitos de terra. Leiam a íntegra da nota.
*
Militantes ideológicos, que aparelharam a Funai e se associaram ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a ONGs nacionais e estrangeiras, estimulam os índios a invadir terras produtivas, devidamente tituladas – algumas há mais de um século. Provocam conflitos que, além de levar insegurança ao setor mais produtivo da economia brasileira, instalam um ambiente de ódio e confronto entre brasileiros.

Os produtores rurais não desrespeitam os direitos dos índios, mas, ao contrário, estão tendo os seus desrespeitados. As invasões têm sido sistemáticas, a partir de ação da Funai, que, ao arrepio da lei, decide de maneira autocrática que terras serão demarcadas, ignorando os direitos do produtor rural e a segurança de sua família e empregados.

O setor agropecuário tem, hoje, peso extraordinário na economia do país. Acumula recordes de produtividade, usando menos terra e unindo produção com preservação. Cresceu, no último trimestre, 9.7%, enquanto o PIB como um todo avançou 0.6%. Em relação ao mesmo trimestre de 2012, o crescimento foi de 17%.

É essa presença na vida econômica e social do país que faz com que a CNA seja recebida com frequência no Palácio do Planalto, para discutir questões nacionais, como o recém-lançado Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014. Esta agenda propositiva não se confunde com a presente crise indígena – que, inclusive, é de natureza judicial.

O clima instalado, se não for imediatamente revertido, prenuncia novos e dramáticos confrontos de consequências imprevisíveis.

O que está em pauta vai bem além de infrações pontuais à lei. É o Estado democrático de Direito que está sendo contestado, de dentro do próprio Estado. Não será com declarações que desafiam a lei, a ordem e o bom senso que problema dessa magnitude será resolvido. A lei precisa ser e será cumprida.

A posição da CNA a respeito das demarcações de terras indígenas é conhecida: total respeito às decisões da Justiça, em todas as suas instâncias. Essa é a orientação aos nossos associados. Queremos a paz no campo, o que só virá com segurança jurídica e respeito ao direito de propriedade. E ainda:

• imediata suspensão dos processos de demarcação em curso até o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal dos embargos de declaração contra a decisão em que foram fixadas as condicionantes no caso Raposa Serra do Sol, para que todos os Poderes tenham uma orientação única sobre os procedimentos de ampliação ou criação de terras indígenas;

• revalidação da Portaria AGU 303/2012, com aplicação obrigatória das 19 condicionantes do caso Raposa Serra do Sol, enquanto o STF não julga os recursos pendentes;

• indenização não apenas das benfeitorias, mas também das terras legalmente tituladas tomadas dos produtores rurais.

A CNA apoia a iniciativa de construção de uma nova política indigenista, submetida não apenas à Funai, mas também a outros ministérios e órgãos do governo federal. É inconcebível que questão deste porte fique ao arbítrio de um único órgão, aparelhado por uma militância associada a objetivos ideológicos e comerciais, alheios ao interesse nacional.

Brasília, 5 de junho de 2013

Senadora Kátia Abreu
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

06 Jun 00:03

Evangélicos na praça – Título de texto de reportagem do Estadão Online traz conteúdo que não está na reportagem e que, parece-me, distorce os fatos

by giinternet

O Estadão Online publicou às 19h33 um texto sobre a manifestação de evangélicos ocorrida nesta quarta em Brasília, que reuniu milhares de pessoas — 40 mil segundo a Polícia Militar; 70 mil segundo os organizadores. O palco tinha uma imagem de fundo com a pauta da concentração. O primeiro item era a liberdade de expressão — e, sim!, também se fez a defesa da “família tradicional”, o que quer dizer um “não” ao casamento gay. E também se falou em defesa da vida — isto é, contra o aborto. Os cristãos também se manifestaram em defesa da liberdade religiosa, que pode, sim, ser ameaçada pela PLC 122 se aprovada. Não é questão de gosto ou de achismo, mas de fato.

Às 19h33, o Estadão Online publicou um texto a respeito, de autoria de Eduardo Bresciani. O título é este: “Em ato contra gays, Silas Malafaia diz que união homoafetiva é crime”. Há uma diferença entre fazer um “ato contra gays” e um ato contra a pauta que inclui o casamento gay. E não se trata de mera retórica. Justiça se faça ao texto, essa distorção está no título da reportagem, não no texto. Não dá para atribuir ao repórter. Há coisa ainda mais estranha.

Procurei no texto de Bresciani a fala de Malafaia que chama de “crime” a união homoafetiva. Não achei. Se o pastor falou mesmo isso, o repórter não registrou na reportagem. Por alguma razão, foi parar no título. O que li no texto é outra coisa: o líder religioso rejeita, e está certo, o que chama “crime de opinião”.

Leiam o texto do Estadão e comparem com que vai no título. Leiam a reportagem e procurem a fala do pastor que chama a união homoafetiva de crime. Não vão encontrar.

*
Por Eduardo Bresciani:

Milhares de evangélicos participaram nesta quarta-feira, 5, de uma manifestação em Brasília, convocada por pastores e liderada por Silas Malafaia, em defesa da liberdade religiosa. Pastores e políticos fizeram ataques ao movimento LGBT, ao governo federal e ao poder Judiciário.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que estimativa era de um público de 40 mil pessoas. A organização estimou em 70 mil o número de presentes e informou ter gasto R$ 500 mil na realização do evento, incluindo propagandas televisivas convocando o público. A Associação Vitória em Cristo arcou com os custos.

Principal organizador do evento, o pastor Silas Malafaia foi quem falou por mais tempo e fez o discurso com mais ataques aos “adversários” dos evangélicos. Ele começou com diversas críticas ao que chamou de “ativismo gay”, em referência ao movimento LGBT.

“O crime de opinião foi extinto e o ativismo gay quer dizer que a minha opinião sobre a união homoafetiva é crime. Nós chamam de fundamentalistas, mas eles são fundamentalistas do lixo moral, o ativismo gay é o fundamentalismo do lixo moral”, afirmou Malafaia. “Tentam comparar com racismo, mas raça é condição, não se pede para ser negro, moreno ou branco. Homossexualidade é comportamento. Ninguém nasce homossexual”, complementou.

Malafaia criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por terem “na caneta” aprovado a união civil entre pessoas do homossexual e obrigar cartórios a registrar o casamento gay. Criticou ainda o governo pela indicação de Luís Roberto Barroso para o STF por ele já ter defendido a legalização do aborto. Atacou ainda o PT destacando o julgamento do mensalão e sugerindo que a indicação de Barroso poderia ter como objetivo absolver os condenados. “O povo quer ver os mensaleiros na cadeia”, disse. Encerrou destacando ser o objetivo do evento mostrar a força dos evangélicos. “Esse nosso evento é um ensaio, um exercício de cidadania. Não somos cidadãos de segunda classe, vamos influenciar a nação”.

Um dos mais ovacionados pelo público foi o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão de Direitos Humanos da Casa. Ele citou em seu discurso os ataques que sofreu desde que assumiu a comissão. “Depois de 90 dias no vale da sombra, das mortes, estou aqui para dizer que represento vocês”, disse Feliciano. Ele afirmou ainda que a “família” tem de vir antes do governo e da sociedade e concluiu seu pronunciamento dizendo esperar pela eleição de um presidente da República evangélico.

Outro tema que motivou protestos de vários dos convidados a discursar foi o projeto que criminaliza a homofobia, em tramitação no Congresso. O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que há um objetivo de criar uma “casta de homossexuais” e garantiu que a bancada evangélica não deixará essa proposta ser aprovada.

Apesar de o evento ter sido convocado como manifestação pacífica houve truculência no palco quando seguranças confundiram, no palco, a bandeira de uma igreja com a do movimento LGBT. O material era da Igreja Quadrangular e foi apreendido de forma brusca pelos seguranças que retiraram com força um pastor e outro integrante do grupo. Após ter sido esclarecido que os envolvidos na confusão eram evangélicos a entrada deles foi liberada, mas a organização confiscou a bandeira afirmando que o material não poderia ser exibido para não vincular o evento a nenhuma igreja específica.

05 Jun 22:58

Barroso repete em sabatina falas obscuras e incertas de seu livro; é aplaudido e aprovado por 26 a 1 na CCJ e 59 a 6 pelo plenário. E cá estou exercendo o dissenso, prerrogativa das democracias….

by giinternet

É evidente que eu não gostei do desempenho de Luís Roberto Barroso na sabatina da CCJ do Senado. E também não tenho, até onde acompanhei, por que aplaudir o da maioria dos senadores. Barroso repetiu algumas das inconsistências que encontrei em um de seus livros e voltou a exercitar algumas ideias que me parecem perigosas, que não seriam aceitas em estado democrático nenhum que eu conheça. Pois é… Em meio a salvas de palmas, ainda é aceitável a dissensão? Então terão a minha. Ele foi aprovado por 26 a 1 na CCJ, um resultado esperado, e 59 a 6 pelo plenário do Senado. Leiam o que informa Gabriel Castro na VEJA.com. Na madrugada, voltarei ao assunto. Já nem se trata mais de debater se, em certas circunstâncias, o ativismo judicial é ou não aceitável. Estamos, certos casos, no terreno do delírio linguístico. Mas deixo para Mais tarde.

“Mensalão foi ponto fora da curva’, diz indicado a STF”

O advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, indicado pela presidente Dilma Rousseff para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que o julgamento do mensalão foi um “ponto fora da curva” na tradição garantista da Corte. Para ele, o tribunal agiu com mais rigor do que a média ao condenar 25 réus envolvidos no maior esquema de corrupção do país.

Após ouvir elogios e terminar aplaudido por senadores de diversos partidos, Barroso teve o nome aprovado por 26 votos favoráveis e um voto contrário. O próximo passo será receber o aval do plenário da Casa, provavelmente ainda nesta quarta-feira. Durante sete horas de sabatina, o advogado tratou de temas constitucionais, declarou ser favorável ao aborto de anencéfalos e à união civil entre homossexuais, e defendeu o direito de o Ministério Público conduzir investigações – como exceção, e não regra. Ele também disse que ainda não formou uma convicção a respeito dos embargos declaratórios que precisará julgar no desfecho do processo do mensalão. Sobre este julgamento, entretanto, Barroso declarou que o Supremo usou um rigor incomum.

“O mensalão foi, por muitas razões, um ponto fora da curva, mas não correspondeu a um endurecimento geral do Supremo”, afirmou. Ele disse ter chegado a essa conclusão depois de analisar a jurisprudência da Corte em decisões penais.

Barroso afirmou ainda que ainda vai estudar os pontos do processo do mensalão sobre os quais terá de se posicionar na análise dos embargos. Mas disse que seu voto não será determinante: “Quem vai fazer a diferença é o ministro Teori Zavascki, e não eu. Porque, nas questões em que há dificuldade, o placar está 5 a 4. Se ele aderir à posição majoritária, a minha posição não fará diferença alguma”.

O advogado deu a entender que crê na validade dos embargos infringentes – que, hoje, só existem no regimento interno do Supremo: “O regimento foi editado numa época anterior à Constituição de 1988, quando a atuação normativa do STF se equiparava à atuação legislativa do Congresso. O regimento interno do Supremo tem status de lei”.

Minorias
Luís Roberto Barroso também enfatizou aquilo que, para ele, é um dos principais papéis do Supremo: a defesa de grupos minoritários: “As minorias precisam de tribunais, porque o Congresso é a Casa das maiorias”, afirmou o advogado.

O jurista defendeu uma atuação do estado na redução das desigualdades sociais, afirmou que o debate religioso deve se manter na esfera privada e insinuou ser contra a redução da maioridade penal: “Reduzir maioridade penal aumenta pressão sobre o sistema prisional. É preciso medir as consequências”, disse ele.

Por diversas vezes, Barroso respondeu a perguntas sobre a judicialização da política. O advogado afirmou que, quando o Congresso não legisla a respeito de um tema – por opção ou omissão – cabe ao Judiciário fazê-lo. Foi o que ocorreu, disse ele, nos julgamentos que permitiram o aborto de anencéfalos e a união civil homossexual.

“Onde faltar uma norma, mas houver um direito fundamental a ser tutelado, o Judiciário deve atuar”, diz. “Quando há manifestação política do Congresso ou do Executivo, o Judiciário não deve ser ativista, deve respeitar a posição política.” Ele também chamou atenção para a culpa dos parlamentares no problema: “A questão da maior ou menor judicialização, no fundo está nas mãos do Congresso”.

“Eu tenho a impressão que o quórum, dessa audiência deve-se em grande medida ao momento que o Brasil vive e à relação, em alguns momentos tensa, entre o poder Executivo e o Judiciário. E os senadores aproveitaram a oportunidade para transmitir uma série de recados”, diagnosticou o senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Bastidores
Indagado pelo senador Pedro Taques, Barroso detalhou como foi o seu processo de escolha: primeiro, ele foi sondado pelo ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois, Beto Vasconcelos, então secretário-executivo da Casa Civil, expressou que o governo pretendia indicá-lo. Em seguida, foi o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quem o procurou.

Por fim, Barroso foi conduzido à presidente Dilma Rousseff, com quem falou por aproximadamente uma hora. Segundo ele, a arguição da presidente tratou de temas republicanos, e não de casos concretos – exceto no caso dos royalties, que Barroso não julgará no Supremo porque vai se declarar impedido – ele representou o estado do Rio de Janeiro na ação. Um segundo encontro com a presidente, mais breve, serviu para que o indicado fosse informado da escolha de Dilma por seu nome.

Elogios
Apesar da longa sabatina, Barroso se manteve em uma posição confortável todo o tempo. Ele recebeu o apoio explícito até mesmo da oposição. O senador Aécio Neves (PSDB-SP) elogiou o ministro: “Vossa senhoria me obriga a fazer algo que eu não costumo fazer desta tribuna – e nem tenho motivo para fazê-lo – que é reconhecer que a presidente Dilma, desta vez, acertou”.

José Agripino Maia, que é presidente do DEM, disse que a nomeação de Barroso foi uma “feliz indicação da presidente da República”.

05 Jun 22:42

Os cristãos tomam a praça do Congresso, mas são banidos do noticiário

by giinternet

Público em frente a palco montado na Esplanada dos Ministérios para evento evangélico nesta quarta (Isaura Morgana/G1)

Milhares de cristãos tomaram o gramado em frente ao Congresso Nacional neta quarta-feira. A manifestação conta com o apoio de diversas denominações, inclusive de correntes católicas. Às 17h30, os organizadores do evento anunciavam a presença de 70 mil pessoas; a Polícia Militar do Distrito Federal estimava em 40 mil. Que outra força consegue reunir tanta gente num dia útil? Não sei. O que espanta, no entanto, não é isso, não. A exemplo do que aconteceu com a Marcha para Jesus, no Rio, no último dia 25 (que pode ter levado até 500 mil pessoas às ruas), também a manifestação de hoje foi editorialmente ignorada pela grande imprensa. Qualquer protesto de meia-dúzia de gatos-pingados merece muito mais espaço.

Há uma clara manifestação de arrogância em relação às opiniões e às convicções de milhões de brasileiros, ali representados por muitos milhares. Parece que se parte do seguinte princípio: “Se eu não noticio, então não existe”. A mera comparação pode ser devastadora para aqueles que dizem seguir um jornalismo isento e independente. Todos os protestos contra o Marco Feliciano, por exemplo, que reuniam, muitas vezes, não mais do que duas ou três dezenas de pessoas, mereceram ampla cobertura da imprensa. Até as manifestações de pura truculência às portas de templos religiosos em que ele pregaria ganharam ampla visibilidade.

Os que discordam do ponto de vista dos evangélicos podem achar que esse é, sim, um bom caminho. Afinal, como consideram “reacionária” a pauta daqueles cristãos, acham correto que a imprensa abra mão de seu papel, que é noticiar o que sabe, o que apura e o que vê. Trata-se de um engano fatal, amigo! Amanhã, essa mesma imprensa pode ignorar algum outro assunto que você considera fundamental porque está fora da sua (dela) agenda.

É claro que sempre se pode adotar o paradigma Luís Roberto Barroso (sim, ainda falarei de sua sabatina): imprensa boa e isenta é aquela que pensa o que pensamos; imprensa ruim e parcial é aquela da qual discordamos…

05 Jun 17:48

Mais duas histórias de Barroso para instruir senadores. Ou: Futuro ministro parafraseia Lobão: “Assinei, mas não fui eu”

by giinternet

Eu realmente não me canso de ler o livro “O Novo Direito Constitucional Brasileiro – Contribuições para a construção teórica e prática da jurisdição constitucional no Brasil”, de Luís Roberto Barroso, futuro ministro do Supremo. Ele gosta de recorrer à crônica ligeira, num estilo, assim, confessional e amigão ilustrado. Uma outra passagem sobre o caso Cesare Battisti me preocupou. A razão é simples: nunca saberemos quando, ao conversar com o doutor, poderemos dizer: “Mas o senhor escreveu tal coisa…”. Haverá sempre o risco de ele dizer: “Pô, foi mal… Não fui eu!”. A que estou me referindo?

O Brasil tem um tratado de extradição com a Itália. E tratados de extradição, a menos que sejam denunciados — isto é, rompidos —, têm de ser cumpridos. Ou tratados não são, certo? Logo, Lula estava obrigado, também pelo tratado (mas não só por ele), a entregar Battisti à Justiça italiana. E, SIM, BARROSO HAVIA ASSINADO UM ARTIGO, EM 2000, AFIRMANDO QUE PRESIDENTES ESTÃO OBRIGADOS A CUMPRIR TRATADOS. Logo, o teórico Barroso discordava do advogado Barroso. Como resolver? Ele, então, conta em seu livro, às páginas 511 e 512 (em vermelho):

7.1 Coautoria de artigo doutrinário é um perigo
No início dos anos 2000, Carmen Tiburcio — minha sócia e Professora-Adjunto de Direito Internacional Privado da UERJ, como já registrei — e eu escrevemos um artigo sobre extradição no direito brasileiro. Dividimos o texto em diferentes tópicos e cada um escreveu um conjunto deles. A certa altura, em passagem escrita por ela, Carmen afirma que, quando há tratado de extradição celebrado com o Estado requerente, não há discricionariedade do Presidente da República para entrega ou não do extraditando, mas sim vinculação ao tratado. Pessoalmente, não acho isso. Ao menos não dessa forma abrangente. Mas o texto estava coassinado por mim e, na época em que foi escrito, esse ponto não me chamara a atenção Pois bem: no primeiro julgamento do caso, esta acabou sendo uma das discussões centrais. Quando o Ministro Gilmar Mendes, a quem cabia desempatar, suspendeu a sessão e adiou o julgamento por uma semana — certamente para preparar com calma o seu voto — eu não tinha dúvida de que sua assessoria iria achar o meu texto, escrito em conjunto com Carmen. E usá-lo contra mim, naturalmente. Foi um susto. Era preciso tomar uma medida preventiva. Às pressas, escrevi um artigo de jornal, no qual noticiei a existência do artigo conjunto e expus minha verdadeira opinião. O tratado vincula o Presidente no plano internacional, mas não muda as suas competências constitucionais. A não observância do tratado pode até mesmo trazer alguma consequência na esfera internacional, mas não altera os poderes constitucionais do Presidente. Que poderá entregar ou não o extraditando, como melhor lhe aprouver. Pronto o artigo, foi uma dificuldade publicá-lo em cima da hora, já que era preciso que ele saísse antes do julgamento. Contei, para isso, com a ajuda providencial do Irineu Tamanini, que na época era o (excelente) assessor de imprensa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Saiu no Correio Brasiliense. No julgamento, o Ministro Gilmar de fato fez menção ao artigo doutrinário que eu coassinara, mas tal circunstância já havia sido atenuada pelo artigo do Correio.

Comento
Ai, ai…

Ora se tem a impressão de que assinou um artigo sem ler, ora se se tem a impressão de que leu, mas não achou relevante. O fato é que seu nome estava no texto, e, como ele patrocinava uma causa em que dizia o contrário, cumpria inventar, então, uma… desculpa! Deixem-me ver se entendi direito: Barroso permitiu que algo que não pensava ficasse no ar durante 12 anos! Aí, então, teve de correr para, ele confessa, dar uma resposta preventiva a Gilmar Mendes.

Em outra passagem, ficou claro que o doutor não vê a imprensa, assim, com muitos bons olhos. Dá para entender a razão, dada a frequência com que esta lhe prestou favores. Ele precisava publicar um artigo. Então o assessor de imprensa da OAB foi mobilizado, e se encontrou um jornal: o Correio Braziliense. 

Especialista em despiste
Noto que Barroso se orgulha um pouco de sua, vamos dizer, arte do despiste. Num outro trecho, ele conta como deu uma entrevista em francês, mesmo sem dominar muito bem o idioma, e como enganou alguém que contraditara a sua fala com um texto já programado. Interessante o seu estilo. A gente nota que ele se orgulha a valer de seus ardis inteligentes. Leiam (em vermelho):

7.2 Como era doce o meu francês
Em um certo momento, a escritora Fred Vargas me perguntou se eu poderia participar, por telefone, do Brasil, de um programa de rádio francês. A opinião pública francesa tinha certo peso na questão, sobretudo pelo boato, recorrente – que nós não confirmávamos nem desmentíamos – de que a primeira-dama Carla Bruni apoiava a permanência de Cesare Battisti no Brasil. Meu francês é suficiente para ler textos, fazer palestras preparadas previamente e pedir comida em restaurante. Não para um debate ao vivo; e menos ainda em uma rádio, via telefone. Propus, então, o seguinte: a jornalista me mandaria as perguntas com antecedência, e aí eu responderia no ar. Mas ela não poderia mudar o que seria perguntado. Veio a concordância e pus-me a me preparar para a entrevista. Rascunhei as respostas, o texto foi revisto por um antigo estagiário (Lucas Hermeto) e treinei o improviso com minha professora de francês de longa data (Sylvie Souvestre). No dia fatídico, havia um grupo de debatedores no estúdio – todos contra! – e eu, falando por telefone. Após a terceira ou quarta resposta, um debatedor enfezado lá do estúdio entrou no ar e disse: “Esse sujeito fala francês muito bem, eu não concordo com nada do que ele está falando e não vou ouvir calado”. E soltou o verbo, dizendo um punhado de coisas ruins, a maior parte das quais eu não entendi. Quando a palavra voltou para mim, disse pausadamente (já tinha me preparado para a hipótese!): “A vida não é feita de certezas absolutas e a verdade não tem dono. Eu respeito o ponto de vista do jornalista que acaba de se me manifestar, mas ele não corresponde ao meu modo de ver a questão. Permitam-me, assim, concluir o que dizia … “. E voltei para o meu texto ensaiado, rezando para aquilo acabar logo.

Encerro
A vaidade de Barroso é pantagruélica, esfomeada mesmo! Embora seu francês não dê para o debate (pequena confissão de humildade, bem pequena), o outro lá deixou claro: ele “fala bem!”. Ponto! Não entendeu o que disse o interlocutor, mas sentiu que a favor não era. Esperto, já tinha a resposta-padrão preparada, que pode ser usada em qualquer debate, diga-se: “Respeito o seu ponto de vista, mas…”. E se retoma a fala de onde se parou.

Hábil, inteligente, perspicaz, precavido, safo… Importa pouco que ele tenha patrocinado uma causa contra uma tese que ele próprio assinara; importa pouco que tenha, digamos, vencido um debate sem entender o que dizia o outro lado… Nesse mundo, o sentido das palavras não parece ter, assim, tanta importância.

Afinal, é só o mundo do… direito!

O doutor poderia parafrasear uma frase já histórica de Lobão — aquele que não tem medo dos Boinas Vermelhas — e mandar imprimir uma camiseta: “Assinei, mas não fui eu”.

05 Jun 16:06

Áreas do próprio petismo estimulam ataque a Gleisi Hoffmann

by giinternet

Vejam bem… Em princípio, não tenho nada ver e até folgo com briga entre petistas. Ninguém tem o direito de duvidar disso. Mas não posso me furtar, como sempre, a informar o que sei. E sei que há, sim, áreas do partido que estão trabalhando ativamente contra a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil. Uma espécie de manifesto encabeçado pelo professor de “Direito Petista” (fui muito sutil?) Dalmo Dallari não sai do nada. Correntes mais à esquerda e alguns ongueiros resolveram transformar Gleisi em alvo. E estão encontrando eco em certos nichos da imprensa ou por causa do colunismo amigo ou porque, vocês sabem, o neojornalismo não pode ver um penacho que já sai dando vivas a Tupã… Ignoram-se, por exemplo, as fraudes escandalosas nas 15 demarcações de supostas áreas indígenas no Paraná e se acusa a ministra de mero jogo eleitoreiro. Se petista faz a coisa certa, não tenho receio de dizer: “Está certo!” Se faço isso muito pouco, é porque vejo poucos acertos. É simples.

Também aquela escória que quer o “controle da mídia” resolveu bater em Gleisi. Aí já á para atingir seu marido, Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, que consideram hostil às suas teses fascistoides. Dia desses, um desses vadios, que vivem de mamar nas tetas do dinheiro público, resolveu mangar: “Olhem o Reinaldo elogiando a Gleisi…” E daí? A culpa não é dela, não, hehe. O elogio vai inteiramente por minha conta. A diferença entre mim e esse vagabundo é que eu elogio ou bato de graça, e ele só faz uma coisa ou outra cobrando. Mas, como naquele cartaz do Ministério da Saúde sobre a mais antiga profissão do mundo, ele faz aquilo, mas “é feliz”…

05 Jun 13:18

Governo envia Força Nacional para área ocupada por índios

by giinternet

Por Gabriel Castro e Marcela Mattos, na VEJA.com:
O governo autorizou na noite desta terça-feira o envio da Força Nacional para a região de Mato Grosso do Sul que tem sido cenário de conflitos entre fazendeiros e indígenas. Na manhã desta quarta-feira, 110 militares embarcarão com destino a Sidrolândia, onde um índio foi morto durante confronto com a Polícia Federal em uma tentativa de reintegração de posse da fazenda Buriti.

O governador do estado, André Pucinelli (PMDB), foi quem pediu o apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou também que o governo estuda um reforço no contingente da PF no estado. A Força Nacional ficará subordinada ao comando da Secretaria de Segurança de Mato Grosso do Sul, o que significa que os 110 homens podem ser empregados inclusive em cumprimento a mandados de reintegração de posse. Segundo o ministro da Justiça, a postura do governo é de pacificar a situação e evitar novos confrontos.  Os militares permanecerão no estado por tempo indeterminado. “Não há prazo. Será o tempo que for necessário”, disse Cardozo, logo após tratar do tema em uma reunião com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. 

Reunião
Nesta terça-feira, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, se reuniu durante quatro horas com cerca de 140 indígenas que haviam ocupado o canteiro de obras da usina de Belo Monte, no Pará. Representantes da Funai, do Ministério Público Federal e de órgãos do governo também participaram do encontro.  O ministro ouviu duras críticas dos representantes de seis etnias – que viajaram a Brasília em avião da Força Aérea, às custas do governo. Dentre as principais reivindicações dos indígenas, estão a realização de consultas a respeito da construção de hidrelétricas nos rios Tapajós e Teles Pires, no Pará – além da paralisação das obras de Belo Monte, no rio Xingu.

Gilberto Carvalho afirmou que, no caso das obras ainda não-iniciadas, o governo realizará consultas com os indígenas que vivem nas regiões afetadas. Mas ele deixou claro que, em caso de resposta negativa, as obras devem prosseguir. O ministro disse que o governo já determinou que a Força Nacional intensifique a segurança na usina, para evitar novas invasões – até porque os indígenas prometem novos protestos no local.

Em 20 dias, o ministro deve se reunir novamente com os indígenas – desta vez, na terra deles. Apesar da falta de acordo da reunião, o ministro deu declarações otimistas: “Fizemos essa reunião para demonstrar a vontade política do governo em dialogar”, afirmou.

Sidrolândia
Durante o encontro, o ministro chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff havia pedido que o Ministério da Justiça não cumprisse imediatamente o mandado de reintegração de posse na fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), porque poderia haver conflitos. Depois, questionado pela imprensa, o ministro não quis se referir novamente ao episódio. ”O que o governo pode fazer é esgotar as instâncias e os recursos para depois fazer o cumprimento do mandado da forma mais preparada possível”, disse ele.

05 Jun 13:16

Dinheiro do contrubuinte usado para custar centro de difusão comunista. E logo onde, na terra de Tiradentes, símbolo no liberalismo...

by Ciência Brasil
05 Jun 13:08

Tio Rei resolveu ler o “Manual Antropológico” da Funai e entendeu agora por que os cabeças de bacalhau estão provocando a luta armada entre índios e não-índios. Está tudo lá!

by giinternet

Os índios estão, sem trocadilho, em pé de guerra. Em grande parte, essa é uma situação criada artificialmente. A questão indígena passou a ser palco de uma luta ideológica, como tenho apontado aqui. É claro que os índios estão aí e que uma resposta tem de ser dada. Mas qual? Trato do assunto em outro post, hoje mesmo. Escrevi aqui ontem que os antropólogos da Funai e seus laudos são como cabeça de bacalhau, enterro de anão e esquerdista que rejeita uma mamata pública: devem existir, é certo, mas a gente nunca viu. Pois é… Eis que encontro na página da Funai um documento com conteúdo, tudo bem pensado, realmente espantoso: o “Manual do Antropólogo Coordenador”, que traz os procedimentos que devem ser adotados pelo estudioso que vai definir se uma terra pode ou não ser considerada de “ocupação tradicional dos índios”. Já dou destaque a seu conteúdo.

Noto que, no Paraná, nas 15 áreas que foram consideradas terras indígenas pela Funai, o “antropólogo-coordenador”, seja lá quem for, deve ter dado ao documento o destino que os cubanos dão ao jornal Granma… Vocês não sabem qual é? Pois é. E olhem que o troço é tão ruim que permite qualquer coisa. No caso do Paraná, estudos posteriores, feitos pela Embrapa, inclusive com imagens de satélite, evidenciam que, em 10 das 15 áreas, os índios só começaram a aparecer em 2007. Nas outras cinco, a presença mais frequente teve início no ano passado. Em uma das regiões, alguns poucos índios que migraram do Mato Grosso do Sul deram as caras em 1990. Atenção: índio imigrante não caracteriza… terra tradicional, não é mesmo?

O manual
Resolvi dar uma lida no manual. É… Se o que está ali for aplicado na sua literalidade, então a presidente Dilma pode fazer o seguinte: pegue os R$ 138 bilhões que destinou ao financiamento da safra e entregue para a Funai distribuir aos silvícolas. O Brasil ficará esfaimando, mas o “pensamento progressista” se dará por satisfeito. O que vai no texto, considerada ação científica e de bom senso, abre as portas para todas as arbitrariedades. Agora entendo por que os cabeças de bacalhau da Funai podem assinar os que lhes passar pela veneta, sem dar bola para ninguém.

O leitor está a se perguntar: “Mas, Reinaldo, como é que um cabeça de bacalhau define uma ‘terra tradicional’? Ora, seguindo o Manual, cujo trecho específico transcrevo em vermelho. Prestem muita atenção:

b) Qual a terra ocupada por este grupo indígena? De que forma se dá esta ocupação? Qual a importância das terras para este grupo e sua manutenção?
As respostas a estas questões significará o caminho para a construção de uma proposta de limites. Como se viu isto deve ser argumentado seguindo-se os itens constitucionais, o que significa que as perguntas acima devem ser divididas pelos itens abaixo. As terras detectadas em cada um dos itens não são excludentes e os argumentos podem, conforme a característica do grupo, se repetir. Uma área usada para “atividades produtivas”, por exemplo, pode ser também um local ritual, ou ainda uma atividade produtiva pode ter um caráter ritual.

1- Quais as terras habitadas em caráter permanente? Forma das habitações, forma e critério de distribuição espacial, relações entre aldeias e as populações destas, formas de deslocamento entre elas, etc..

2 – Quais as terras utilizadas para suas atividades produtivas? Quais as “atividades produtivas” (econômicas) principais (descrição geral)? Descrever uma a uma as atividades, sua importância e alcance para o grupo em termos econômicos e socioculturais, quem realiza, época do ano em que é realizada, condições para a realização desta atividade e, finalmente, área geográfica usada e necessária a sua realização. Nesta área devem constar os locais onde se desenvolve a atividade específica, como se tem acesso a estes lugares e alternância destes locais (caso ocorra) conforme sazonalidades, aspectos culturais, condições ecológicas etc.

3 – Quais as terras imprescindíveis à preservação dos recursos naturais necessários ao bem-estar do grupo indígena? Quais os recursos [imprescindíveis] necessários às “atividades produtivas”, as habitações, ao deslocamento, as atividades culturais e sociais, etc. e onde são encontrados? Para manter tais recursos existentes, e portanto a forma de organização do grupo indígena, é necessária a preservação de alguma outra terra que não seja utilizada diretamente pelos índios? Podem ser colocados nesta situação mananciais, áreas de reprodução de caça e pesca, áreas necessárias a manutenção de determinadas coberturas florestais, etc. Tais dados deverão ser discutidos junto com o ambientalista quando necessário, de preferência antes da ida deste a campo, se esta for julgada necessária.

4 – Quais as terra necessárias à reprodução física e cultural do grupo indígena? Dada as formas de ocupação e distribuição espacial, crescimento populacional do grupo, a lógica de criação de novas aldeias etc. é possível depreender [prever] uma terra que seja capaz de manter o grupo no futuro? Há terras usadas e/ou consideradas culturalmente importantes para o grupo, seja para uso rituais, referências culturais (origem) etc?

Voltei
Eis aí. O problema está na concepção mesmo do processo de demarcação. Todos estamos de acordo, então, que, no que concerne ao critério nº 1, a terra é indígena. Lá estão os índios. Fim de papo. Quando entramos no critério 2, as coisas já começam a se complicar porque começamos se começa a entrar no mar da incerteza, em que tudo é permitido. Os índios podem não estar lá, mas a terra passa a ser considerada vital para a “atividade econômica”, seja ela qual for — muito frequentemente, a atividade é nenhuma. Foi assim que se expulsaram os arrozeiros de Raposa Serra do Sol. Eles ocupavam apenas 0,7% — sim, lê-se ZERO VÍRGULA SETE POR CENTO!!! — da reserva. Mas as ONGs e os padres achavam que não podiam ficar Lá. Saíram, e sobreveio o desemprego.

Quando chegamos ao item 3, aí é mesmo terra de ninguém. Se uma determinada área passa a ser considerada “vital” para a organização dos índios, ainda que eles não a ocupem, elimine-se tudo o que há no caminho. E quem define isso? Algum cabeça de bacalhau. É o que está acontecendo no Mato Grosso do Sul. É o que aconteceu no Mato Grosso. A área considerada tradicional dos índios foi ampliada pela Funai na base da decisão burocrática. A fazenda Buritis, por exemplo, está com a família Bacha há 87 anos. Vejam lá o trecho em destaque no item 3. A terra pode não ser ocupada pelos índios, mas vai que eles a considerem essencial para a sua tranquilidade, não é?

O item 4 já avança no puro delírio mesmo. “Reprodução cultural” dos índios é um desses conceitos que não encontram definição objetiva em manual nenhum. Até porque entendo que os demais brasileiros, que vivem da agropecuária, por exemplo — como produtores ou empregados —, também pertencem a uma cultura que precisa se reproduzir, não é mesmo?

Leiam o manual. Ali está o caminho da sandice. Num outro post, vou demonstrar que já passou a hora de o Congresso Nacional fazer uma CPI da questão indígena. Não precisa ser uma investigação para punir ninguém, para mandar gente para a cadeia, mas para evidenciar como são as coisas. Até porque, entendo, esta em curso um confronto de forças que precisa ser explicitada ao povo brasileiro — e o Congresso é um bom lugar para isso.

05 Jun 13:07

EU Wants To Enshrine Network Neutrality In Law

by Soulskill
Bismillah writes "Following the example of the Dutch, who enacted laws supporting network neutrality, the European Union is now looking at doing the same. They are pushing for an end to the throttling and blocking of services such as Skype and Whatsapp by providers hoping to drive users to their own competing services. The EU also wants a service transparency requirement for ISPs, so people know what they're buying — like minimum speed. It'll be interesting to see how this pans out."

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