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18 Jun 03:07

Não, eu não me arrependo de uma vírgula. E reitero todo e cada ponto

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Não, eu não me arrependo de uma vírgula do que escrevi.

Não, nem mesmo as eventuais palavras de ordem contra a sem-vergonhice brasileira fazem com que reveja minhas posições.

Não, eu não acredito que estejamos diante de um mal-estar em busca de uma interpretação.

Não, eu não acho que, com as exceções costumeiras, a imprensa esteja cumprindo a sua função.

Não, eu não acredito que estejamos diante de algo nem novo nem bom.

Na madrugada, escreverei mais detidamente sobre este nosso fim do outono da anarquia. Desculpo-me por não fazer aquele ar encantado de alguns dos meus coleguinhas: “Ai, gêêêênnnntiiii, olhem quantas pessoas de braaaancoooo, carregando a bandeira… Ai, eles só querem paaazzz… Ai, alguma coisa está acontecendo no Brasil…”.

Isso não é nem jornalismo de opinião nem jornalismo de informação. É militância política. Eu já disse que não me deixo seduzir por comportamentos que, se generalizados, tornam o mundo mais violento e menos livre, ainda que algumas das pessoas que estão sendo alvos dos protestos também não sejam do meu agrado.

Não só não me arrependo de uma vírgula como reitero todo e cada ponto.

18 Jun 02:28

Apesar de cobertura favorável às manifestações, Globo vira alvo de protestos e é chamada de “fascista”

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Por mais que a cobertura das TVs, especialmente da Globo, sejam simpáticas aos que protestam, não tem jeito: os manifestantes, pouco importa a pauta, não gostam da imprensa. Em São Paulo, milhares de manifestantes se dirigiram para as imediações da sede da Globo e recitaram palavras de ordem contra a emissora. Em Brasília, quando perceberam que um repórter da Globo entrava num link ao vivo, mandaram ver num refrãozinho: “Globo fascista/ falso moralista”.

E olhem, reitero, que a abordagem das TVs não poderia ser mais favorável. Os manifestantes eram tratados, assim, como uma assembleia de sábios. Mas não adianta: quando se rompem os vínculos da democracia representativa, toda representação — e, por consequência — representatividade passam a ser inúteis, encaradas como coisa de reacionários.

Daí o ódio à imprensa. Ainda que os jornalistas também saiam jogando coquetel molotov — de certo modo, passaram o dia jogando coquetéis molotvs verbais —, a sua adesão sempre será considerada fraca e insincera. No Jornal Nacional, Patrícia Poeta leu um pequeno editorial afirmando a cobertura imparcial da emissora. Não adiantou. Virou alvo de xingamentos nas redes sociais. Voltarei ao assunto mais tarde. 

18 Jun 02:28

Na Assembleia Legislativa, fogueira do lado de fora e incêndio do lado de dentro

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Impressionantes as imagens do Rio. Há uma fogueira na porta da Assembleia Legislativa. A sede de um banco foi invadida, e os móveis e cadeiras foram usados numa grande fogueira. Um coquetel molotov foi lançado contra o prédio, e uma sala sofreu um princípio de incêndio. Uma pessoa levou pelo menos um tiro com bala de verdade.

A Polícia Militar do Rio, é visível, ficou completamente rendida. Durante horas, vândalos atacaram a Assembleia sem enfrentar qualquer resistência. Lá dentro, 70 policiais estavam acuados, com 20 feridos.

 

18 Jun 01:39

Tropa de Choque do DF está dentro do Congresso; coronel da PM é atacado a tapas, pontapés e cusparadas; diretor-geral da Câmara é chutado

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Um grupo tentou entrar no Congresso pela chapelaria. Foi repelido com spray de pimenta. A tropa de choque está do lado de dentro do Congresso. Na Folha, leio o seguinte:
*
Um grupo de manifestantes agrediu a tapas, pontapés e cusparadas dois coronéis da Polícia Militar e o diretor-geral da Câmara dos Deputados agora há pouco no Congresso Nacional. Um grupo formado pelo deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), o diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, e dois coronéis da PM, dentre os quais o chefe da Casa Militar do governador Agnelo Queiroz (PT-DF), se dirigiu à entrada de parlamentares no subsolo do Congresso para fazer uma averiguação sobre o risco iminente de invasão no prédio, quando foi surpreendido e cercado por um grupo de 200 manifestantes que haviam conseguido furar o cerco da Polícia Militar.

Sérgio Sampaio disse à Folha que recebeu “chutes e tapas”. “Quando vi, estávamos cercados”, disse o diretor-geral. O deputado Mendonça Filho disse que o grupo foi à entrada para verificar a situação a pedido do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que está na Rússia. Depois das agressões, chamou o deputado André Vargas (PT-PR) às pressas ao Congresso porque resolveu que não assumirá sozinho os riscos de controle de acesso ao prédio.

“Sou o único deputado aqui e não vou tomar sozinho as decisões de segurança”, disse o parlamentar. Por volta das 21h30, havia cerca de 700 manifestantes postados na frente do Congresso ainda ameaçando invadir o prédio. Os manifestantes trincaram um dos vidros do Congresso com um martelo. Eles gritam “vamos entrar em casa”. Mais tarde, um manifestante tentou romper o cordão de isolamento da polícia, que reagiu com spray de pimenta, cassetetes e gás lacrimogêneo.

Três representantes dos manifestantes estão reunidos com negociadores da polícia legislativa. Entre as reivindicações, eles pediram a punição de todos os que agrediram manifestantes nos protestos ao redor do país e a derrubada da PEC 37, que restringe os poderes do Ministério Público.
(…) 

18 Jun 01:30

Setenta PMs estão encurralados na Assembleia Legislativa do Rio, 20 deles feridos. Vândalos continuam em ação. PM não atua

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Do tom politicamente correto, com sotaque universitário da Globo News (é a maior concentração de especialistas de terceiro grau do mundo mundial!), à peroração demagógico-bagaceira de Marcelo Rezende, na Record, passando por Datena, na Band, tinha-se a impressão, já afirmei aqui, de que se assistia à Queda da Bastilha. As TVs, cada uma dentro do seu estilo, abandonaram qualquer compromisso com a objetividade. A cobertura virou uma salada russa. Na madrugada, tentarei caracterizar cada um dos componentes da mistureba. Vocês vão entender, por exemplo, por que o Movimento Passe Livre está irritadinho: acha que a pauta está sendo desvirtuada. Fica para depois.

Globo, GloboNews, Record, Band, a maioria dos sites noticiosos e portais… Em uníssono, declararam a ilegitimidade das polícias para realizar qualquer tipo de intervenção. Assim, consagra-se o sacrossanto direito à manifestação, pouco importa o local. Aí, convenham, aumenta a possibilidade de que não haja confronto. A se repetir o padrão de hoje em algumas cidades, fica consagrado o “direito” dos manifestantes de parar a cidade quando lhes der na telha. Mas pergunto: eles têm mesmo esse direito? E amanhã? E depois de amanhã?

No Rio, a visão edulcorada, encantada, deslumbrada — CRETINA MESMO — da realidade começou a ceder espaço à verdade quando um grupo de mais ou menos 300 pessoas começou a atacar a Assembleia Legislativa, a promover quebra-quebra, a agredir policiais. Pior: enquanto essa turma partia para o tudo ou nada, uma massa compacta, de milhares, atuava como uma espécie de cordão de isolamento.

Só aí o tom das TVs começou a mudar: “Ah, não, assim não!”. Ora, mas não é isso o que se fez em São Paulo em quatro manifestações? Pois é. Há 70 policias dentro da Assembleia, impedidos de sair. Pelo menos 20 deles estão feridos. Na rua, uma fogueira é alimentada, acabo de ver, com móveis e cadeiras de escritório. Não sei de onde foram retirados.

E agora? Sei lá eu! Acho que é o caso de convocar uma junta de jornalistas e professores universitários. Já que a Polícia Militar nunca sabe o que faz, segundo esses valentes, eles próprios devem saber, certo?

18 Jun 00:56

BH, com a terceira maior manifestação do país, teve confrontos, bombas de gás e balas de borracha

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Belo Horizonte fez a terceira maior manifestação do país. Pode ter reunido até 40 mil pessoas. Também ali, a causa principal do protesto não foi o valor da passagem de ônibus, mas o investimento de dinheiro público na Copa do Mundo.

Leiam texto publicado no Globo,  que fala em 20 mil pessoas.
*
Manifestantes e policiais militares entraram em confronto na tarde desta segunda-feira nas imediações do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Segundo a PM, pelo menos 20 mil pessoas participam de um protesto contra o reajuste da passagem de ônibus e os gastos com a Copa do Mundo, entre outros assuntos. O conflito ocorre na Avenida Presidente Antônio Carlos, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na região da Pampulha.

A confusão começou quando os manifestantes tentaram romper o cordão de isolamento feito pela polícia militar, que revidou à ação com bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha. A intenção da PM era de evitar a aproximação do grupo ao estádio, onde jogaram Taiti e Nigéria pela Copa das Confederações. No protesto, os participantes também atearam fogo em objetos na avenida que dá acesso ao estádio.

Os manifestantes saíram em passeata da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, rumo ao Mineirão. Governo e prefeitura decretaram ponto facultativo para os servidores e recesso nas escolas públicas. Em Belo Horizonte, a tarifa, que era de R$ 2,65, passou para R$ 2,80. O movimento está sendo realizado por estudantes das redes pública e particular de ensino, movimentos sociais e partidos políticos. Cerca de 30 policiais militares do Batalhão de Choque acompanham a manifestação.

Um jovem de 18 anos caiu do viaduto da Avenida Presidente Antônio Carlos quando fugia da Polícia Militar. Segundo informações da PM, ele foi levado para o Hospital Risoleta Neves. O jovem tem quadro estável.

Organizado pelo facebook, o movimento estudantil da capital mineira tem comando descentralizado. Filiado ao PSOL, o escritor Fidelis Alcântara é um dos líderes do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa (Copac). Outra porta voz é a estudante de veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Juliana Rocha, da executiva nacional da Assembleia Nacional de Estudantes – Livres (ANEL). No sábado, dia 22, dia marcado para o jogo entre México e Japão, os manifestantes prometem nova uma nova mobilização.

18 Jun 00:24

Veja por que, com 65 mil pessoas, SP mobilizou apenas um terço dos 100 mil do Rio. E não, não errei na conta!

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Segundo o Datafolha, 65 mil pessoas acabaram participando de protestos em São Paulo. Especialistas da Universidade Federal Fluminense, que fizeram um cálculo considerando a área ocupada e a concentração por metro quadrado, a cidade do Rio reuniu 100 mil pessoas. Foi uma surpresa. Em São Paulo, a palavra de ordem dominante foi mesmo a redução da tarifa de ônibus. No Rio, ficou evidente, além da passagem, os gastos do governo com a Copa do Mundo foram um importante fator de mobilização.

Então vejam que coisa… Os petistas aderiram aos protestos em São Paulo na certeza de que estavam encostando uma faca no pescoço do governador Geraldo Alckmin (PSDB). José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, numa inciativa patética, recorreu ao Jornal Nacional para, que mimo!, “oferecer ajuda” ao estado — que demonstrou nesta segunda, até agora, não precisar de ajuda nenhuma desde que os manifestantes não se comportem como bandidos.

Que fique claro mais uma vez! A polícia de São Paulo, em regra, reprimiu bandidos, não manifestantes — por mais ridícula que seja a sua causa principal. “E os jornalistas?” Que se apure cada caso e, se comprovada a falha, que os responsáveis sejam punidos.

Dado o noticiário com viés claramente contra o governo do estado e a PM, a expectativa era que São Paulo fizesse a maior manifestação do país. Mas não foi assim, não! A do Rio foi bem maior, sempre destacando que a cidade tem a metade da população da capital paulista.

Estando certos os números dos especialistas da Universidade Federal Fluminense, para que São Paulo tivesse o mesmo número do Rio, seria preciso levar 200 mil pessoas às ruas. Assim, considerando a população de cada cidade, o protesto paulistano mobilizou apenas um terço da carioca.

18 Jun 00:08

No Blog do Planalto, Gilberto Carvalho, o Insuflador Geral de Revoltas, tenta pegar carona em manifestações

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Ainda voltarei à questão na madrugada. Mas antecipo aqui para vocês se divertirem um pouco. No Blog do Planalto, Gilberto Carvalho tenta, assim, assumir uma espécie de paternidade do movimento, fazendo de conta que estão todos juntos. A verdade é que o petismo tentou flertar com o baguncismo em São Paulo, e o tiro saiu pela culatra. Leiam o post do Blog do Planalto.
*
O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (17), afirmou que a manifestação é própria da democracia, e que o governo quer estabelecer um diálogo com os grupos que têm se manifestados nos últimos dias. Hoje, o ministro recebeu representantes de grupos que fizeram manifestações no último fim de semana no Distrito Federal.

“A manifestação é própria da democracia. O nosso projeto político cresceu no país fazendo mobilização. Mobilização é muito bem-vinda. Por isso que nós estamos preocupados em fazer uma discussão, uma aproximação, um diálogo, e elevarmos o nível dessa discussão porque esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústia… E se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque corresponde ao anseio de muita gente. Então é próprio da nossa atitude ouvir e valorizar isso”, defendeu.

Gilberto Carvalho já havia conversado com manifestantes no último sábado, durante a partida de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão. Segundo Carvalho, é próprio do governo estar atento, ter a humildade de ouvir, e procurar compreender o processo para reagir de maneira adequada.

“Eles são portadores de mensagens, e nós temos que compreender. É por isso que eu fiz questão, durante o próprio jogo, estive lá, conversando com os manifestantes. Foi um gesto de diálogo, de entendimento. E fiquei muito feliz de eles terem aceitado, parte deles, virem aqui. (…) Acho que foi um bom início de conversa, e acho que eles nos trazem reivindicações que consideramos importantes para gente tratar”, comentou.

17 Jun 23:51

Vândalos do Rio obrigam a GloboNews a admitir que, de vez em quando, a PM precisa agir — no Rio, é claro, onde existe “patrimônio de todos os brasileiros. Já em São Paulo, o negócio é dar pau na Polícia!

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Parte da gigantesca manifestação do Rio se dirigiu para a Alerj — Assembleia Legislativa do Rio. E ali o pau comeu. Vândalos tentaram invadir o prédio e promover quebra-quebra. Os pichadores entraram em ação. A polícia teve de recorrer a bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral e a spray de pimenta para espantar os manifestantes. Essa turma fez, em suma, aquilo que vinha sendo a rotina das manifestações em São Paulo, inclusive na última quarta-feira.

E, aí, vejam vocês, o tom da GloboNews mudou completamente. Leilane Neubarth, nesse caso, lembrou que a Alerj “é um patrimônio do Rio e do Brasil”. Rodrigo Pimentel, o especialista em segurança da Globo, que elogiara havia pouco a PM do Distrito Federal por não ter reagido à invasão do Congresso (havia cartazes convertidos em tochas), disse que há coisas que a polícia não pode tolerar: invasões, depredações… Vai ver isso só vale para o Rio. Já em São Paulo…

Quem quiser que recorra aos arquivos que ficam nos sites noticiosos. Até ali, a GloboNews se caracterizou por uma cantilena de elogio aos manifestantes, especialmente de São Paulo, e de censura nada velada à polícia. Alguém que ignorasse os fatos e ouvisse aquele conversê todo ficaria com a impressão de que a PM de São Paulo, na quinta, reprimiu um grupo de pacíficas normalistas. Evidentemente, é uma informação falsa como nota de R$ 3.

Neste momento, há pessoas pondo fogo em papéis e cartazes na porta da Assembleia, que tem a fachada depredada. Uma professora universitária — mais uma naquele cipoal de “especializas no próprio pensamento” que dão plantão na GloboNews — diz uma frase que guardarei para uma antologia que estou fazendo. Prestem atenção: “Isso [a depredação] faz parte de uma certa desordem de algo que deu tão certo”. Não sei o que quer dizer. Mas deve querer dizer alguma coisa.

Chamo a atenção dos leitores para o fato de que, em São Paulo, nas quatro vezes em que a PM foi obrigada a intervir, foi justamente para impedir manifestações como a que se vê em frente à Alerj. Há um carro virado perto da Assembleia, que foi incendiado.

Não me diga!

Rodrigo Pimentel disse que, se existem manifestantes que carregam coquetel molotov, é sinal de que eles não têm boas intenções. Não me digam!

Achei que aqueles depredadores todos de São Paulo, que foram reprimidos pela PM, fossem pessoas bem-intencionadas.

17 Jun 23:17

José Eduardo Cardozo não quer ajuda para controlar a situação em Brasília? Na capital do país, protesto é contra gastança com a Copa. Exército protege Dilma

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Mais de cinco mil pessoas protestam em Brasília em solidariedade aos movimentos que pedem a redução da tarifa de ônibus nas capitais, sim, mas sobretudo contra a gastança de dinheiro público na Copa do Mundo.

Manifestantes estão na cobertura do Congresso Nacional. A polícia e os homens que cuidam da segurança do Parlamento não conseguiram impedir que tomassem o local. Muitos deles, neste momento, transformam os cartazes em tochas.

Atenção! A PM responde pela segurança do Distrito Federal, mas a da Praça dos Três Poderes é de competência federal. José Eduardo Cardozo não precisa de ajuda, não? Afinal, ele disse que queria dar uma mãozinha a São Paulo…

Neste momento, o Palácio do Planalto, onde está o gabinete de Dilma, está cercado por forças federais. A segurança é feita pelo Exército.

Na GloboNews, Leilane Neubarth interpreta o sentimento dos invasores do Congresso, em tom encantado: “É como se dissessem: ‘Temos um pedaço do nosso país”.

Bonito!

17 Jun 22:22

Manifestação em SP se divide; grupo liderado por partidos de esquerda segue pela Marginal Pinheiros e pode tentar chegar ao Palácio dos Bandeirantes ou à Globo

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Manifestações tomaram conta de nove capitais nesta segunda-feira: São Paulo, Rio, Brasília, Maceió, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte. Depois comento aspectos particulares de algumas delas. Em São Paulo, a Polícia Militar estima em 30 mil os manifestantes.

Os líderes do movimento se negaram a dar um roteiro para a polícia, o que impede a organização do trânsito. A intenção é criar o máximo possível de confusão. A passeata se dividiu em dois grupos: o maior segue pela Avenida Faria Lima; um outro, muito menor, está na Marginal Pinheiros. Há informações de que o objetivo é chegar ao Palácio dos Bandeirantes ou à TV Gobo.

Esse grupo, nota-se, é o que concentra um maior número de militantes políticos. Chama a atenção uma bandeira gigantesca do PSTU. Também há muitas bandeiras amarelas, do movimento “Juntos”, que é ligado ao PSOL.

17 Jun 21:39

Custo mensal com a elevação da passagem: R$ 4,40; custo com a cerveja numa única beberagem: R$ 48. Ter “consciência social” mesmo bêbada: não em preço!

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Recebo de um leitor uma mensagem engraçada. Volto em seguida:

“Caro,
normalmente, não costumo sair de casa aos domingos à noite, mas, ontem, abri uma exceção para ouvir samba de breque num barzinho da Vila Madalena, que costumo frequentar. Pois bem: havia lá uma moça bem bonita (se ela não acendesse um cigarro na bituca do outro, seria mais cobiçável), de seus 25 anos, imagino, na companhia de um amigo (visivelmente, não se tratava de namorado). Estavam numa mesa na calçada, e ela, já bem alegrinha, cantava em voz alta (e, obviamente, desafinada) as músicas entoadas pelo grupo. Eis que, de repente, ela começou a gritar um mantra mais ou menos assim: “Vem pra rua, vem, contra o aumento! Amanhã, 17h, no Largo da Batata! São Paulo vai parar!” O garçom, rindo pra mim, disse: “Também, depois de 8 cervejas…
A cerveja que ela bebia custa, ali, R$ 6,00…
Abração”

Volto
Entendi. Desembolso suplementar da “estudanta” alegre com a elevação da passagem: R$ 4,40. Desembolso da alegre “manifestanta” com as cervejas: R$ 48. Só os 10% da gorjeta somam R$ 4,80.

Isso na hipótese, claro!, de que ela tenha parado nas oito…

17 Jun 20:50

FHC e os protestos: uma mensagem no Facebook com uma penca de equívocos, que ajudam a explicar por que o PSDB está na areia

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Vejam esta foto da Praça da Sé, de 25 de janeiro de 1984. Volto em seguida.

A turma que faz o Facebook do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu emprestar ao Passe Livre e a seus associados um viés sociologizante, ligando a manifestação, acreditem!, às Diretas-Já. Lê-se lá o seguinte:

“Os governantes e as lideranças do país precisam atuar entendendo o porquê desses acontecimentos nas ruas. Desqualificá-los como ação de baderneiros é grave erro. Dizer que são violentos nada resolve. Justificar a repressão é inútil: não encontra apoio no sentimento da sociedade. As razões se encontram na carestia, na má qualidade dos serviços públicos, na corrupção, no desencanto da juventude frente ao futuro”.

Comento
Enquanto o Anonymous e o Passe Livre não mandarem no Brasil, as pessoas são livres para escrever a besteira que lhes der na telha, e eu sou livre para apontar: “É besteira!”.

Vamos ver:
1: Associar o protesto às Diretas-Já é uma tolice. Ainda que esculhambada, para todos os efeitos, o Brasil vivia, em 1984, sob uma ditadura. As eleições diretas, por exemplo, só seriam restauradas cinco anos depois;

2: Não houve um só ato de depredação e de vandalismo nas manifestações em favor das Diretas.

3: O movimento era feito em praças públicas, de preferência em feriados (como 25 de janeiro, Dia de São Paulo) e fins de semana. Havia a preocupação de não levar as cidades que abrigavam os protestos ao colapso.

4: O movimento das Diretas-Já reivindicava um direito fundamental, pilar de qualquer regime democrático: o direito de eleger seus governantes.

5: Quem lutava pelas Diretas-Já pedia que se recriassem os instrumentos institucionais de interlocução democrática. Era um movimento contra a ditadura.

6: Os que estão nas ruas agora, na prática, descartam justamente os instrumentos democráticos de negociação. Não reconhecem a autoridade de pessoas eleitas legitimamente pelo povo.

7: FHC — quem quer que tenha escrito esse texto por ele, já que não o imagino sentadinho, cuidando de sua página no Facebook… — está emprestando ao movimento uma pauta que ele não tem.

8: O ex-presidente endossa o equívoco de entender o protesto — liderado por um grupo político chamado “Passe Livre”, com o apoio de partidos de extrema esquerda como PSOL, PSTU e PCO — como uma espécie de mal-estar ainda difuso, que acabará revelando a sua real natureza: “carestia, na má qualidade dos serviços públicos, na corrupção, no desencanto da juventude frente ao futuro”. Antes fosse assim. A atual oposição estaria mais perto do poder…

9: Então FHC acha que “dizer que [os atos] são violentos nada resolve”? Pergunto: nos protestos havidos em São Paulo e Brasil afora, há ou não violência? O que quer dizer “justificar a repressão é inútil”? Não se deve reprimir quem vai às ruas com coquetéis molotov?

10: FHC acha legítimo que uma minoria — nem que fosse uma minoria de 200 mil pessoas — paralise a cidade e imponha a sua vontade a 11,5 milhões de pessoas?

11: Os petistas estão apoiando o protesto de hoje em São Paulo. Noto que FHC gostaria que os tucanos fizessem o mesmo. Então está certo. Vou resgatar dois versinhos dos meus tempos de Libelu: “Se estamos todos juntos/ contra quem vamos lutar?”.

12: Trata-se de um texto infeliz e oportunista.

13: Estes que hoje lideram esse protesto estiveram com o PT nas eleições recentes (no primeiro, no segundo ou nos dois turnos). E voltarão à nave-mãe quando a eleição virar “isso ou aquilo”.

14: Mais: confundem-se duas realidades distintas, fenômenos diferentes, mas combinados: os que protestam contra o uso de dinheiro público na Copa do Mundo não têm a mesma origem e a mesma motivação do Passe Livre e associados.

15: Essa mensagem, atribuída a FHC, explica por que, sem a força do Real, os tucanos perderam três eleições seguidas — e podem perder mais 10 (sempre dependerá da fadiga de material do petismo): o partido tenta disputar com o PT um eleitorado que jamais será deles, ignorando aquele que jamais será petista. Ao agir assim, o PSDB não gera valores de resistência à ordem vigente nem estabelece vínculos fortes com seu eleitorado.

16: Pior: na forma como aparece a mensagem, ela acaba resultando meio hostil ao governo Geraldo Alckmin, a quem coube e cabe manter a ordem na cidade.

17: Finalizo lembrando que ninguém precisa justificar eventuais excessos da polícia. Mas cumpre lembrar que a democracia é o regime em que nem tudo é permitido. Só nas ditaduras o único limite é não haver limites.

Para encerrar: “Pô, você já falou tão bem de FHC aqui…” Já! E o farei de novo sempre que achar necessário e merecido. Mas eu não tenho compromisso com o equívoco de ninguém. Nesse e em outros casos, discordo do ex-presidente e deixo isso claro. Se eu fosse militante partidário, sentir-me-ia impelido a justificar as considerações do “líder”. Ocorre que, por mais que os detratores tentem me impor essa pecha, eu não tenho partido. Tenho valores, convicções, crenças etc., que não estão, no seu conjunto, representados por nenhuma legenda — muito menos pelo PSDB. Quando o petismo faz a coisa certa — e raro, mas acontece —, aplaudo. Se um homem admirável como FHC diz — ou assina — a coisa errada, só me resta dizer “não”. Esse é um compromisso com os leitores deste blog, tanto com os que gostam da página como com os que a odeiam.

17 Jun 20:50

A mensagem de um que se diz “libertário”. Ele acha que não estou entendendo nada… Então tá!

by giinternet

Acabo de receber uma mensagem de um sujeito que se identifica como Luís César, acusando-me de não estar entendendo nada. O texto, embora siga as regras gerais da língua, é um tanto confuso e vai misturando conceitos, fazendo uma confusão dos diabos. O sujeito se diz um “libertário” — parece ser, assim, uma mistura de Adam Smith com Bakunin. Lastima meu “conservadorismo” e, oh!!!, diz que faço “mal à causa do liberalismo econômico”. Ele não se conforma, por exemplo, com a minha opinião contrária à legalização das drogas e do aborto. Não fica claro por que um liberal em economia tem de ser, necessariamente, um perseguidor de fetos. Ele deve saber, mas não me explicou. Atribui-me ainda o que não penso, a saber: ser contrário à união civil gay. É claro que é mentira! Eu critico e o fato de o Supremo ter tomado uma decisão que nega a letra explícita da Constituição. O texto é gigantesco, uma espécie de samba-do-libertário-doido. Vou ao trecho que mais interessa agora:

(…)
Na sua cegueira conservadora, não percebe que o movimento pelo Passe Livre, por mais absurda que seja sua reivindicação (nesse particular, você está certo), pode ser o prenúncio de uma reação ao governo do PT. Você esquece que Fernando Haddad acaba sendo o principal alvo das manifestações, já que cabe a ele definir o valor da passagem. Ora, Reinaldo, espanta-me que você não perceba que ninguém se mobiliza por causa de 20 centavos (…)”

Comento
Ai, ai, ai, Luís César!

Então vamos ver.

Já escrevi aqui umas boas dezenas de vezes que nem tudo o que não é PT é bom. Já comprei briga com gente até mais articulada do que estes que estão por aí, liderando protestos. É o caso da turma de Marina Silva, por exemplo. Acho uma violência que uma lei tente impedi-la de criar um partido, mas repudio seus valores mais gerais, que considero mais obscurantistas do que os do petismo. Assim, rapaz, pouco me importa se o Passe Livre acaba sendo ruim também para o PT. Isso não é suficiente para que eu aplauda a turma. Não é o petismo que pauta o meu gosto, a minha análise, as minhas escolhas.

O Passe Livre e seus associados fazem aquilo que mais execro no debate público: acreditam que podem impor às maiorias o seu pensamento, na base da força bruta. Vivemos tempos em que cada minoria ou grupo acredita ter o direito natural de importunar a vida dos outros, sem atentar para as consequências.

Não é democracia. Não é libertarismo. É fascismo. De resto, Luís César, eu não dou a menor pelota para esferas de sensações e sentimentos entranhados. Essas são questões individuais, que interessam aos analistas. Devem ser tratadas no divã, não na Avenida Paulista.

Eu fico me perguntando onde estava essa gente durante o julgamento do mensalão, por exemplo. Roubar dinheiro público não lhe parece assunto suficientemente grave para parar a cidade?

Infelizmente, senhor sedizente libertário, atribuo essas manifestações em favor da gratuidade dos transportes a um mal-estar, sim, mas de outra natureza:1) este é o país que está sendo cevado da cultura estúpida de que o estado é um saco sem fundo, que abriga qualquer desaforo; 2) a garantia reiterada da impunidade para outros movimentos militantes estimulou essa gente a achar que tem direito e legitimidade para parar a cidade quando lhes der na telha.

17 Jun 20:01

Descoberta a origem de mais um grupo que ajuda a tocar o terror em São Paulo. Vejam! Ou: Eles trocaram Marx por uma mistura de Lafargue com Bakunin!

by giinternet

Ai, ai… As coisas vão ficando cada vez mais divertidas. Nos distúrbios de rua, especialmente em São Paulo, a gente nota a presença ostensiva de bandeiras amarelas. Vejam.

Há ali a assinatura de um “movimento”, que tem página na Internet: chama-se “Juntos”. O endereço é juntos.org.br. Mais uma vez, fui fazer a divertida brincadeira de saber quem e o dono do registro. Tchan, tcha, tcham!

Sim, trata-se de Luciana Genro, militante do PSOL, filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). Ela anda um tanto afastada da política por razões de saúde, mas o vereador Pedro Ruas, de Porto Alegre, dá toda força à turma e a substitui com sobras. O “Juntos” é uma espécie de movimento social do PSOL. No “Quem somos”, eles se revelam (em vermelho):

“Juntos! é um movimento nacional de juventude. Surgiu no início de 2011 em São Paulo e vem conquistando a simpatia de jovens de todo o Brasil. Surgimos em um novo momento no mundo. O mar da história está agitado, já diria Maiakovski. Representamos uma nova geração de lutadores dispostos a construir um mundo radicalmente novo. Juntos! é a juventude em movimento pela educação de qualidade, em defesa do meio ambiente, contra o preconceito e por uma sociedade com igualdade e liberdade para todos.

Juntos! construímos o nosso I Encontro Nacional que deu o ponta-pé inicial pra nossa empreitada de organizar as lutas onde quer que estejam.

Juntos! é a juventude dos indignados: dos tunisianos, egípcios, espanhóis, chilenos. Somos aqueles que estão sem emprego, sem educação, sem cultura, sem casa, mas também sem medo de lutar! Somos aqueles que estão em defesa da Amazônia nos atos contra a construção de Belo Monte e contra o novo código (anti-)florestal! Somos aqueles que estão nas lutas contra toda forma de preconceito, seja de genêro, etnia, idade, credo. Somos aqueles que estavam nas Marchas da Liberdade, das Vadias, no #ForaRicardoTeixeira, contra a corrupção, nas paradas LGBT. Somos aqueles que #TomamosAsRuas e lutamos por uma #DemocraciaRealJá!

Voltei
Como se vê, para que alguém pertença ao “Juntos”, basta que tenha uma causa, qualquer uma, e que se indigne com alguma coisa. Boa parte dos “revolucionários” modernos, estes que promovem a baderna em várias cidades brasileiras, com destaque para São Paulo e Rio, não têm mais, a exemplo de seus congêneres do passado, Karl Marx como referência. O marxismo, já afirmei aqui algumas vezes, é difícil. A leitura da teoria propriamente dita é chata. É diferente do Marx divertido de “O 18 Brumário” ou de “A Ideologia Alemã” — ainda assim, também esses livros são ignorados.

A “moçada” que está nas ruas tem pressa demais para se ater a textos de referência. Bastam-lhes as opiniões dos amigos no Facebook e algumas irresponsabilidades daquele professor “bacana” de história que os incita ao ativismo. Teoria pra quê? Mesmo os vermelhos que tentam organizar a turma (PSOL, PCO e congêneres), lembrou um amigo ao telefone nesta sexta, estão menos para Marx do que para uma mistura, assim, de Paul Lafargue, que escreveu um panfletozinho chamado “O Direito à Preguiça”, com Bakunin, o anarquista. Ao mesmo tempo em que parecem rejeitar o estado, exigem que ele se comporte como o grande provedor. Tempos de obstipação ideológica!

Tenho combatido, desde o primeiro dia, como evidenciam os textos que estão em arquivo, certo esforço que anda por aí de emprestar aos violentos distúrbios de rua — promovidos principalmente por jovens de classe média alta (as roupas o denunciam) — um alcance mais profundo, como se fossem eventos da superfície a denunciar um movimento de placas tectônicas da sociedade brasileira. Será mesmo?

São Paulo tem 11,5 milhões de habitantes; o Rio, 5,5 milhões. O movimento contra o reajuste da passagem de ônibus deve ter reunido pouco mais de 5 mil pessoas na primeira cidade — 0,05% da população — e de 2 mil na segunda: 0,04%. É mais do que o suficiente para provocar o caos. Aliás, a depender da leniência da polícia ou da violência dos que protestam, dá para provocar um desastre na cidade com muito menos gente do que isso. Basta que dois ou três malucos resolvam se deitar no meio da avenida, sem que ninguém os tire de lá, e pronto!

Mas por que o transporte virou uma espécie de fetiche? Por que essa luta “pegou” — ainda que nesse universo restrito de uns poucos milhares numa cidade de muitos milhões — e conta, segundo pesquisas, com o apoio de boa parte da população. Porque, se formos pensar, de todos os serviços públicos, é aquele cujo pagamento é mais visível. É diário — ainda que não forma de cartão. E também é o que rende menos satisfação. A educação pública até o ensino médio é uma lástima, mas é gratuita. A saúde, idem, idem. Boa ou má, não se paga de modo perceptível por segurança pública. Há outros serviços oferecidos por concessionárias que causam satisfação imediata: é o caso da energia elétrica ou da telefonia. Mesmo havendo reclamações às pencas, o fato é que o serviço está disponível na esmagadora maioria das vezes.

Com o transporte público, a coisa é diferente. O serviço nas grandes cidades é mesmo precário, ainda que tenha melhorado muito (falo de São Paulo, que conheço) nos últimos 20 anos. Tanto é um ponto nevrálgico que Fernando Haddad transformou a questão numa bandeira de campanha. E foi eleitoralmente bem-sucedido. Que o seu “bilhete mensal” fosse só uma tramoia de marketing, isso era evidente. Bastava refletir um pouco. Mas a tese seduziu muita gente, especialmente jornalistas. Assim, é fácil entender que um movimento que se oponha à elevação do preço da passagem — e que prega, na verdade, tarifa zero — conte com a simpatia de muita gente.

Nada de bom
Não há nada de bom, reitero o que escrevi na manhã de ontem, nesse movimento. Ao contrário. Assistimos ao casamento do estado-babá com o estado prevaricador. Os “lafarguistas” brasileiros estão tentando transformar num valor, numa cláusula pétrea do caráter nacional, o “direito à preguiça”, ao “almoço grátis”. Querem que o estado forneça de camisinha a aborto, tudo graciosamente — tratar-se-ia, asseguram, de “direitos”. E tem sido esse o mais permanente sinal das ditas políticas de inclusão social, que tendem a criar, dada a forma como se exercem, clientelas políticas. E qual a causa da violência? Ora, a experiência indica que os “oprimidos” — ou aqueles que falam em seu nome — têm assegurado o direito à transgressão. Não tem sido assim com o MST e com os índios, por exemplo?

Mas vai mudar
A partir de segunda, no entanto, a pauta deve sofrer uma torção. O PT decidiu aderir às manifestações de rua, mudando a sua agenda, que é ruim para Fernando Haddad. Em vez de protesto contra a elevação da tarifa, os alvos serão a Polícia Militar e o governo de São Paulo.

Ontem, a vastíssima rede do PT na Internet, incluindo os blogs e sites sujos financiados pelo governo federal, por gestões petistas e por estatais, entraram firme no apoio ao protesto de segunda. O PT tem experiência nisso. Sua ala sindical deve ir à rua, inclusive para tentar impedir que a coisa degenere para a violência.

Ingênuo ou espontâneo, esse movimento nunca foi, como este post prova mais uma vez. Ele só se dava um tanto à margem do petismo. Mas, agora, o partido decidiu deglutir o processo.

Texto publicado originalmente às 6h32
17 Jun 19:59

Greg Casamento: GNUstep Mythbusting...

by noreply@blogger.com (GregC)
Myth #1: GNUstep doesn't care about or implement any of the Cocoa frameworks or classes

As illustrated by some of the comments here, people still don't understand, really, what GNUstep is all about.  Sometimes I think it's the name, and sometimes I think it's just that people are willfully ignoring the facts or just want to spew nonsense in order to sound intelligent.

GNUstep implements most of the 10.5 APIs and is currently working on some of the 10.6, 7 and 8 Cocoa APIs.   Additionally, the project has implemented CoreFoundation, CoreGraphics and CoreAnimation is upcoming.   So, please, people.  Get off of this whole "GNUstep doesn't care" thing. We care and we are implementing as much as we can.   We are roughly 20 individuals, Apple is multi-billion dollar corporation.

Myth #2: No one uses GNUstep.

Wrong again, GNUstep is currently in use in millions of devices around the world.   This company http://www.apportable.com is using much of the GNUstep codebase to accomplish this.   It forms the basis for their UIKit implementation which is used to port applications from iOS to Android.   If we were only OpenStep, this wouldn't be possible.   Additionally, GNUstep is used by a number of companies to produce ports of their applications to Windows and to Linux.   See our wiki page about GNUstep success stories for more.

Myth #3: GNUstep can only look like NeXTSTEP

Not true.  GNUstep has devoted a lot of time to theming and the ability to make applications written using GNUstep look like just about anything you would like them to look like.

I'm sure these aren't the only myths circulating, but they are the most prominent and, to me, the most annoying.   I can't seem to get it through people's heads.  GNUstep is so much more than it used to be and so much more than people think it is.  I wish, for once, that people would actually look at the project before making judgements.

Myth #4: GNUstep looks like NeXTSTEP, so it must only implement NeXTSTEP

I honestly never expected developers to judge a book by it's cover, but many people do, even otherwise intelligent people.
17 Jun 19:58

Este é um dos seres angelicais, segundo setores da imprensa brasileira

by giinternet

Vejam esta imagem capturada de uma reportagem do Jornal Nacional.

Depois que Aiatoelio Gaspari decidiu que quem começou o tumulto foi um grupo da tropa de choque da PM, amplos setores da imprensa passaram a repetir isso bovinamente. No surrealismo nosso de cada dia, somos obrigados a ler e a ouvir coisas como esta: “Quando os manifestantes tentaram furar um bloqueio, os policias começaram a jogar bombas…” NOTA: um dos comandantes da operação havia feito um acordo com um dos líderes da manifestação para que o limite fosse respeitado. Logo, a PM reagiu. Quem tenta furar um bloqueio da tropa de choque espera exatamente o quê? Flores?

Mas isso é o de menos. Os manifestantes estão sendo pintados como seres angelicais, que só queriam se manifestar em paz nesta quinta. Aí veio a PM e estragou tudo.

Então voltemos à foto lá do alto. Os britânicos de Gaspari, vejam vocês, vão aos protestos levando rojões para jogar contra os policiais. No protesto anterior, haviam levado coquetéis molotov.

Não obstante, a se dar crédito a uma cobertura asquerosamente editorializada, que demoniza a PM, ficamos com a impressão de que manifestantes que escolhem métodos verdadeiramente terroristas de protesto são apenas militantes do bem. Certo jornalismo continua na rua,  militando…

17 Jun 19:53

Protesto pacífico no DF é reprimido com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. Cadê José Eduardo Cardozo? Ou repressão promovida por petista é poesia de resistência?

by giinternet

Cavalos da PM do Distrito Federal fazem poesia com manifestantes no Distrito Federal. Cardozo vê aí a expressão da democracia? (Ueslei Marcelino/Reuters)

Um grupo de 500 pessoas decidiu organizar um protesto — ATENÇÃO, PACÍFICO!!! — em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, que abriga o jogo de abertura da Copa das Confederações. A Polícia do Distrito Federal, governado pelo petista Agnelo Queiroz, desceu o sarrafo: cassetete, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, spray de pimenta e 25 pessoas presas. Regra de três simples: se 500 rendem 25 presos, quantos teriam sido se houvesse 5 mil, como em São Paulo? Resposta: 250! Ou por outra: a PM do Distrito Federal prendeu mais gente, proporcionalmente, do que a de São Paulo no protesto de quinta, quando 230 foram detidos. Diferença fundamental: o protesto de Brasília era realmente pacífico. Os manifestantes não portavam lança-chamas, paus, pedras, nada disso. Só palavra. Foram duramente reprimidos. Um dele foi atropelado por uma motocicleta da polícia e preso em seguida. José Eduardo Cardozo, cadê você?

Estão começando a pipocar país afora manifestações contra o uso de dinheiro público na Copa do Mundo. O mote é mais ou menos este: “Da Copa eu abro mão, quero dinheiro para saúde e educação”. Essa relação não é assim tão direta, mas é um jeito de ver o mundo. Seria esse protesto uma variante de um mesmo e difuso mal-estar, que incluiria em seu repertório o protesto contra a elevação das tarifas de ônibus? Tenho dificuldades de lidar com esferas de sensações a conduzir a história. Parece-me que são protestos com origens distintas e, fica evidente, com formas igualmente distintas de expressão. A Avenida Paulista abrigou manifestação com conteúdo idêntico: pacífica e serena. Ninguém portava armas ou buscava confronto com a polícia.

Muito bem! Movimentos organizados, que usam com destreza as redes sociais, se encarregaram de transformar os episódios de São Paulo num caso de lesa democracia, como se não coubesse à polícia reprimir quem vai para as ruas para o tudo ou nada. A repercussão cresceu exponencialmente quando a militância petista entrou na parada, como se o protesto, originalmente, não tivesse como alvo, principalmente, a política de transportes do prefeito Fernando Haddad, que é do partido.

Os episódios do Distrito Federal — e também há pessoas feridas com balas de borracha —certamente terão repercussão bem menor. O petismo se encarregará de tentar abafá-los nas redes sociais, embora, reitero, as ações sejam incomparáveis. Até agora, os que protestam contra o uso de recursos públicos na Copa do Mundo não apelaram à linguagem da violência. E espero que não o façam.

PS – Vamos ver que tratamento as TVs darão à questão.

17 Jun 19:52

Uso da força em protestos não é nem ilegítimo nem autoritário

by giinternet

Na VEJA.com:
Na manhã desta sexta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, autorizou o início de uma investigação para averiguar se houve excessos da PM durante a última passeata do Movimento Passe Livre na capital do estado. É provável que a investigação da Corregedoria da PM traga à tona erros cometidos na operação para conter e dispersar os manifestantes. Na internet espalham-se imagens de pessoas que alegam ter sido agredidas de maneira arbitrária. Notoriamente, há déficits no treinamento dos policiais brasileiros. Uma análise, ainda que não muito profunda, dos confrontos de quinta-feira mostra que não foram seguidas à risca diversas recomendações do Código de Conduta para Agentes de Segurança Pública das Nações Unidas, uma espécie de código internacional para ações policiais durante manifestações públicas. Isso não significa, no entanto, que tenha sido ilegítima a ação da PM na marcha de São Paulo. É uma questão de princípios. “No Estado de Direito, a Polícia tem autorização para usar a força a fim de garantir a ordem e a segurança”, diz Maria Stela Grossi Porto, socióloga e membro do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília. “Mais ainda, o uso da força é monopólio dela.”

A tentativa de fazer da ação da PM um exemplo de autoritarismo comparável à repressão dos tempos de regime militar no Brasil, ou à ação das polícias de regimes ditatoriais, é um evidente absurdo, uma vez que o país não vive um regime de exceção. Mais razoáveis seriam comparações com embates ocorridos nos Estados Unidos e na Europa – ou seja, em nações democráticas – em anos recentes. Londres, Madri, Nova York, Toronto são apenas algumas das metrópoles que foram palco de choques entre a polícia e ativistas inspirados por ideais não muito diferentes daqueles abraçados por quem protesta em São Paulo – a rejeição ao “sistema”, em algum de seus aspectos particulares ou de maneira genérica.

Em novembro de 2011, por exemplo, durante a desmonte dos acampamentos de manifestantes do Ocupe Wall Street, em Nova York, ao menos 300 pessoas foram presas. Houve uma larga discussão sobre “uso abusivo da força” e dois oficiais se tornaram emblemas desse hipotético excesso, pelo uso indiscriminado de spray de pimenta. Eles foram submetidos a sindicâncias e punições, mas nenhum deles sofrera uma ação criminal, como foi decidido em meados de abril deste ano. Em reportagem sobre o caso, o jornal The New York Times ouviu um especialista em direito penal que ressaltou a dificuldade em se processar policiais envolvidos em situações “caóticas” como a de uma manifestação de rua. “Seria preciso provar, para além de qualquer dúvida razoável, que o polícial usou a força em total desacordo com as suas atribuições”, disse o ex-promotor Thomas J. Curran. “Ocorre que o uso da força é parte das suas atribuições.” Quando posta em movimento, nenhuma polícia é angelical.

Uso da força
“É muito tênue o limite do que é legítimo e do que não é em situações de multidão”, diz Maria Stela Grossi Porto. “Os casos precisam ser sempre analisados individualmente.” Os possíveis exageros e erros da quinta-feira não devem, portanto, colocar em xeque o direito e o dever policial de zelar pela ordem durante uma passeata. A sua presença é a única maneira de garantir a segurança dos transeuntes, do patrimônio público e, em certas circunstâncias, até mesmo dos manifestantes — uma vez que as marchas costumam reunir um público heterogêneo, como sem dúvida foi o caso nos últimos dias em São Paulo. Isso não está em contradição com a necessidade – também ela permanente – de aprimorar e “civilizar” as forças policiais.

Num ato de rua, ditam os protocolos, a polícia deve seguir três passos: esclarecimento, contenção e repressão. Num primeiro momento, há que se coletar informações sobre o movimento e negociar locais e itinerários com os manifestantes. Isso foi feito na quinta-feira em São Paulo, e um dos motivos da situação ter fugido ao controle foi a tentativa de alguns líderes da passeata de mudar o trajeto combinado e furar ou contornar o bloqueio policial. A fase de contenção é preparada para quando a manifestação pode evoluir a um tumulto. Nessa situação, a tropa de choque se posiciona de maneira ostensiva para tentar dissuadir os manifestantes. Entre esse momento e os primeiros atos de repressão, uma série de medidas dissuasórias deve ser empregada.

Segundo José Inácio Cano, do Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reclamações sobre o uso abusivo da força policial durante manifestações são comuns no mundo todo. “É importante que fique claro apenas uma questão: a primeira abordagem policial tem de ser sempre pacífica, a tentativa de ganhar os manifestantes pela conversa, pela negociação.” Um histórico de manifestações anteriores não deve justificar ações açodadas. “A polícia não pode dar início a uma ação repressiva com base em algo anterior. Assim como tem o direito de usar a força, o policial é profissional e deve ser treinado para não agir no impulso.”

(Des)preparo
“O policial precisa ser mais bem treinado, precisa de educação continuada e de socialização. Infelizmente, isso ainda não atinge aquele policial que está na linha de frente”, diz Maria Stela. Uma medida relativamente simples de aprimoramento, testada em outros países e ainda de maneira incipiente no Brasil, é a criação de relatórios diários. Em linhas gerais, isso significa que o policial, após um dia de trabalho, deve relatar por escrito o que aconteceu e como atuou em cada ocorrência. “Esse é um caminho eficiente, usado em países estrangeiros, para que o policial reflita sobre seus atos e tenha um retorno sobre se agiu, ou não, corretamente.”

17 Jun 19:23

ELES ESTÃO ENTRE OS LÍDERES DO MOVIMENTO CONTRA A ELEVAÇÃO DA TARIFA DE ÔNIBUS

by giinternet

A VEJA São Paulo desta semana traz o perfil de quatro lideranças do movimento contra o aumento das passagens de ônibus. Embora eles participem de ações que têm feito um mal imenso à cidade e aos cidadãos, contenham-se. Nada de ofensas pessoais. Cumpre ao estado brasileiro, que dispõe de leis democráticas, proteger os interesses da maioria dos brasileiros.

 
17 Jun 19:22

Líder do PSDB cobra uma posição de Cardozo sobre conflitos em Brasília e espionagem da Abin

by giinternet

Recebo um e-mail da liderança do PSDB com a seguinte mensagem.

Para o Líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) precisa esclarecer à sociedade quais são as ações que serão adotadas pela Polícia Federal para combater a onda de protesto que toma conta de Brasília. “A segurança pública na capital é custeada pela União, o que torna obrigatória uma resposta do governo federal. Esperamos que o ministro analise o ocorrido e, se necessário, acione a Polícia Federal para ajudar Brasília”, avaliou.

Neste sábado, centenas de manifestantes protestaram em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, palco da abertura da Copa das Confederações. Eles criticavam os gastos excessivos para realização do evento – a obra custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Os policiais chegaram a disparar bomba de gás lacrimogênio contra a multidão e spray de pimenta. Ontem, em outro protesto, a avenida Eixo Monumental foi interditada após manifestantes queimarem pneus.

Sampaio pede ainda esclarecimentos do ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general José Elito Siqueira. Na avaliação do Líder, a Agência Brasileira de Inteligência, ao invés de monitorar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deveria concentrar esforços para manter a ordem pública na abertura desse importante evento. “Onde está a inteligência do governo que não previu esses protestos na véspera da abertura do evento? Não quero acreditar que estava concentrada em investigar políticos e adversários”, disse.

17 Jun 19:21

Comic for June 16, 2013

17 Jun 19:16

Os incendiários da elite não aceitam ser enquadrados pela lei que serve ao povo

by giinternet

Vejam esta foto, publicada na VEJA desta semana.

Contei aqui outro dia que tomei umas borrachadas invadindo um prédio do Crusp, na USP. Doeu, mas não fui chorar no colo de mamãe. A PM estava lá para proteger o dito-cujo e impedir a invasão. A gente decidiu levar a operação adiante. O que esperar? A polícia tentou impedir no corpo a corpo, não conseguiu, houve uns safanões, e a invasão se consumou. Ficamos lá dentro por um bom tempo. Depois de uma negociação, o prédio foi desocupado. Ninguém portava paus, pedras, lança-chamas, rojões, coquetel molotov, porrete, nada disso. O Brasil vivia a fase já da ditadura esculhambada, mas ditadura era. Nem por isso, cobríamos o rosto como bandidos do Comando Vermelho ou do PCC ou usávamos máscaras. No tempo em que fiquei na USP, não me lembro de uma só dessas ações — incluindo umas três invasões à Reitoria — que tivesse resultado em danos ao patrimônio da universidade. Ao contrário: havia a orientação para que não se quebrasse nada. As pichações eram feitas em papéis de rolo, afixados depois às paredes. Nada parecido com a nojeira que vi nas invasões em anos recentes. Ação política, mesmo quando equivocada, não pode se confundir com banditismo.

Voltemos, então, à foto lá do alto. Quem leva um lança-chamas para uma manifestação está em busca de quê? De paz? Não me parece. Também se viram coquetéis molotov, rojões, paus, pedras e o infalível spray, que vai sujando tudo. Quase 300 ônibus foram depredados. Duas estações de metrô foram seriamente danificadas. Desde o primeiro dia, os líderes das manifestações deram inúmeras declarações afirmando que a manifestação seria pacífica, sim, desde que a polícia se comportasse. O que isso quer dizer? O óbvio: serão pacíficos desde que possam fazer o que lhes der na telha. Ou, então, partem, como partiram, para a porrada. E depois saem por aí exercitando o discurso das vítimas.

Jornalistas também resolveram surfar na onda. Ora, se estão metidos no que acabou virando um campo de batalha, é grande o risco de que sejam atingidos. É lamentável? É, sim, mas esse risco é parte do ofício. Quando policiais, na quarta jornada de manifestações sabidamente violentas, fazem revistas em manifestantes, estão apenas cumprindo a sua função. Há inúmeros vídeos no YouTube com provocações baratas, feitas por profissionais de imprensa. Lamento! Deveriam estar lá como juízes isentos do confronto. Se deixam claro que têm lado — e que, pois, o policial será necessariamente demonizado —, estão se comportam, eles também, como manifestantes. Não podem aspirar às duas coisas: à imunidade da profissão e ao furor da causa.

Traço de classe
E os manifestantes? É notável como alguns truculentos, que se comportam como horda fascistoide, viram, de súbito, bebês chorões. Embora falem como oprimidos, estão, na verdade, acostumados a um país em que as leis existem para os outros — quase sempre, para os pobres. Acham que podem sair por aí quebrando, incendiando e pichando sem que nada lhes aconteça. Por alguma razão, acreditam ter direito a uma espécie de imunidade.

Aliás, esse comportamento não se verifica só nesse caso. Não faz tempo, vimos alguns grupos organizados na USP em defesa do seu suposto direito de fumar maconha nas dependências da universidade. Também queriam que a Polícia Militar fosse impedida de entrar no campus, como se aquele fosse um outro território, apartado do Brasil; como se a Constituição e o Código Penal não tivessem vigência naquele lugar. Em nome dos “direitos”, advogam é uma sociedade de privilégios.

Não, não estou associando uma militância à outra. Estou apenas demonstrando que certas camadas sociais no Brasil não querem jamais ser alcançadas pela lei. Basta-lhes não gostar da legislação em vigor para, então, se sentir no direito de desrespeitá-la. E não deixam de ser bem-sucedidas em suas incursões no mundo da delinquência. Tão logo o “estado repressor” se manifesta — segundo códigos legais —, uma pletora de entidades, inclusive a OAB (o que é uma vergonha), corre em seu socorro. São tratados como verdadeiros heróis. Ou como bibelôs do “progressismo”.

“Vai pegar bandido!”
Muitos desses que se conferem todos os direitos não têm vergonha nenhuma de exercitar seu preconceito: “Por que a polícia não vai pegar bandido?”, indagava um. “Eu não sou bandido!’, vociferava outro. Não??? Indivíduos que, de forma deliberada, levam a cidade ao colapso, interditando vias; que saem por aí metendo fogo no que encontram pela frente; que depredam prédios públicos e privados, é preciso reconhecer, são, sim, BANDIDOS! 

Tudo às claras
Polícia e Ministério Público já conhecem as lideranças, já sabem quem faz o quê, quem comanda os extremistas. Agora é preciso tomar as providências para que aquelas ações não restem impunes.

Que ideia na cabeça tem o rapaz com um lança-chamas na mão?

 

17 Jun 19:15

E o povo negou Dilma três vezes no Mané Garrincha! O que isso quer e não quer dizer

by giinternet

Neste sábado, antes do jogo, perto de 500 pessoas tentaram protestar contra o uso de dinheiro público na Copa do Mundo. Diziam que ele deveria ser direcionado para saúde e educação. Era uma manifestação pacífica, sem armas, sem lança-chamas, sem coquetéis molotov. Mesmo assim, a Polícia Militar do Distrito Federal, governado pelo PT, desceu o sarrafo na turma. Até quando escrevo, a OAB não deu um pio, o José Eduardo Cardozo não deu um pio. As sedizentes organizações de defesa dos direitos humanos não deram um pio. Quando o PT bate em alguém, certamente é por bons motivos, certo? Os que se manifestavam também expressaram seu apoio ao movimento contra a elevação de tarifas de ônibus Brasil afora. Dentro do estádio, o povo — ao menos aquele que foi ver o jogo entre as seleções do Brasil e do Japão — vaiou Dilma três vezes. É grande a tentação para juntar mal-estares “diferentes e combinados”, como diria o companheiro Trotsky, num único movimento. Se caímos nessa tentação, acabamos por obscurecer a realidade. Então tentarei fazer as distinções.

Começo pelas vaias a Dilma. É claro que existe um grande eleitorado que se opõe ao governo. O que tem faltado nesses 10 anos é oposição. Pirandello cuidou das seis personagens em busca de um autor. No Brasil, há milhões de eleitores em busca de quem os represente com clareza. E não encontram. As forças políticas que não aderiram ao governismo têm se mostrado tímidas; uma parcela, eleita para se opor, traiu o eleitor e se bandeou para o poder. O eleitorado que disse “não” ao PT tem motivos de sobra para se sentir pouco representado. Mas seu descontentamento continua.

Cumpre lembrar alguns números. Em 2010, havia 135,8 milhões de eleitores no país. No segundo turno, Dilma foi eleita com 55.752.529 votos, contra 43.711.388 do tucano José Serra. Percebam: apenas 41% dos brasileiros aptos a votar a escolheram. Os outros 59% preferiram a oposição, a abstenção ou o voto branco ou nulo. No primeiro turno, a petista obteve 47.651.434 votos. Ou por outra: apenas 35% do eleitorado a tinham como primeira opção. É claro que Dilma é uma presidente legítima, escolhida segundo as regras do jogo. Mas dava para perceber de saída que estava longe de constituir uma unanimidade. A política é que deveria ter se encarregado de manter mais ou menos mobilizada uma fatia que fosse daqueles que ativamente disseram “não” à candidata do PT. Isso não aconteceu, como sabemos.

É bobagem supor que o estádio inteiro vaiou Dilma e que não havia lá pessoas que apoiam o governo. É até possível que, fosse aquele o colégio eleitoral, ela ainda se sagrasse vitoriosa. Impossível saber. Uma coisa, no entanto, é certa: os que a reprovam — ou, ao menos, repudiam a exploração política de um evento esportivo — estavam lá em número suficiente para se fazer ouvir. Com certeza absoluta, a porcentagem de eleitores de oposição no Mané Garrincha é bem superior à de oposicionistas no Congresso. Pode-se inferir mais: a porcentagem de eleitores de oposição no Brasil como um todo é certamente maior do que a de parlamentares oposicionistas. Afinal, estamos lidando com um dado da história: pessoas eleitas para se opor acabaram virando casaca.

Por que estão descontentes? Há uma penca de razões: inflação, corrupção, ineficiência, restrições de natureza ideológica, que são legítimas, sei lá eu… 

Agora os protestos
A vaia no estádio nos lembra que existem, sim, eleitores de oposição no país. E cumpre que não misturemos o descontentamento desse cidadão pacífico, pagador de impostos, trabalhador dedicado, com algumas manifestações de rua, degenerem ou não em violência. O movimento contra os gastos na Copa mistura algumas palavras de ordem que estão hoje na boca de partidos à esquerda do PT com outras que poderiam ser encampadas por pessoas comuns, orientadas apenas pela vergonha na cara: contra a roubalheira, por mais transparência etc. Mas o sotaque, é inequívoco, o coloca naquele tronco ideológico da cultura da reclamação, que acaba, no fim das contas, servindo à esquerda. Notem que o repúdio de muitos a Dilma não os impediu de assistir ao jogo. Ou por outra: o movimento que protesta contra os gastos com a Copa do Mundo não resultará, necessariamente, numa corrente de oposição à Dilma.

E o mesmo se diga sobre os baderneiros de classe média que decidiram botar fogo em algumas cidades brasileiras. O Movimento Passe Livre e partidecos de esquerda que lideram essa pantomima violenta podem até considerar adversários os petistas, mas, ATENÇÃO!, TRATA-SE DE DIVERGÊNCIAS no campo dito “progressista”. Num eventual segundo turno entre Dilma e um “candidato da direita” (como eles dizem lá em sua linguagem perturbada), já sabemos como se comportam os radicais: acabam voltando momentaneamente para a nave-mãe, o PT. Os que hoje pedem a redução da tarifa de ônibus em São Paulo — ou a sua gratuidade — exigem um partido mais radical, mais à esquerda, mais comprometido com o que chamam “lutas populares”.

Esses militantes não se misturam com aqueles eleitores de oposição que, percebam, são de oposição justamente porque repudiam parte da agenda petista. À diferença dos incendiários que estão nas ruas, o Brasil oposicionista (o do estádio, não necessariamente o do Congresso) quer mais ordem, não menos; quer mais respeito às leis, não menos; quer indivíduos mais independentes, não menos. Essas agendas não se misturam. Dado o ponto de vista que adoto, que é o de um liberal, as vaias no estádio e a luta pelo “passe livre” são manifestações que estão em polos distintos, antagônicos mesmo. As vaias traduzem um anseio, entendo, de “despetização” do país. O Passe Livre está aí a cobrar que o petismo seja ainda mais…petista!

17 Jun 19:14

Book Review: The Chinese Information War

by samzenpus
benrothke writes "It's said that truth is stranger than fiction, as fiction has to make sense. Had The Chinese Information War: Espionage, Cyberwar, Communications Control and Related Threats to United States Interests been written as a spy thriller, it would have been a fascinating novel of international intrigue. But the book is far from a novel. It's a dense, well-researched overview of China's cold-war like cyberwar tactics against the US to regain its past historical glory and world dominance." Read below for the rest of Ben's review.

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17 Jun 19:13

Os fascistas expressam seu ódio à liberdade de imprensa e atacam até setores da “mídia” que os apoiam

by giinternet

A conta de VEJA no Twitter foi invadida por hackers às 12h20. Há lá a assinatura: “We are Anonymous”.

Com as exceções de praxe, a turma a que os fascistas chamam “mídia” é fascinada pelo… Anonymous. Consideram a verdadeira “democracia digital”.

No perfil invadido, leem-se pérolas como esta:
“A TODOS os estados do #Brasil, vamos dar um xou hoje! O Gigante acordou e vai ser impossível parar. VAI PRA CIMA BRASIL”.

Ou ainda (na forma original):
“Outros vários perfis estão sendo tomados por min neste momente e estará a dispor, p serem usados como divulgação de videos fotos….”

Ou:
“Nem a polícia e nem Mídia irão nos calar! BRASIL”.

Há mais:
“Aos mais velhos: Desliguem suas TVs, deixem o telejornal fascista de lado e venham para as ruas hoje,Vamos LUTAR JUNTOS!

Outra delicadeza:
“Jornalismo fascista nós não precisamos de vocês.” A LUTA CONTINUA Brasil O Gigante Acordou Brasil rEvolução”

Encerro
O que eles chamam de “telejornal fascista” é o “Jornal Nacional”, que fez uma abordagem editorial mais do que favorável ao movimento em São Paulo. No Rio, a abordagem foi negativa. Em São Paulo, segundo o que se viu lá, os manifestantes é que teriam reagido às agressões da polícia; no Rio, teria ocorrido o contrário. Sabem como é… Em São Paulo, não há barquinho que vai nem tardinha que cai. São Paulo veio ao mundo sem mar, sem Pão de Açúcar, sem Sérgio Cabral e sem José Mariano Beltrame. 

Uma das formas que essa gente tem de manter o apoio da “mídia” é acusando a “mídia” de estar contra eles. Intimidada, a dita-cuja, então, repercute o alarido. Não se enganem: trata-se de uma manifestação contrária, também, à liberdade de imprensa. Ainda voltarei ao tema.

17 Jun 19:09

Snowden NSA Claims Partially Confirmed, Says Rep. Jerrold Nadler

by timothy
bill_mcgonigle writes with this news from from CNET: "Rep. Jerrold Nadler (D NY) disclosed that NSA analysts eavesdrop on Americans' domestic telephone calls without court orders during a House Judiciary hearing. After clearing with FBI director Robert Mueller that the information was not classified, Nadler revealed that during a closed-door briefing to Congress, the Legislature was informed that the spying organization had implemented and uses this capability. This appears to confirm Edward Snowden's claim that he could, in his position at the NSA, 'wiretap anyone from you or your accountant to a federal judge to even the president.' Declan McCullagh writes, 'Because the same legal standards that apply to phone calls also apply to e-mail messages, text messages, and instant messages, Nadler's disclosure indicates the NSA analysts could also access the contents of Internet communications without going before a court and seeking approval.' The executive branch has defended its general warrants, claiming that 'the president had the constitutional authority, no matter what the law actually says, to order domestic spying without [constitutional] warrants,' while Kurt Opsahl, senior staff attorney at EFF claims such government activity 'epitomizes the problem of secret laws.'" Note that "listening in" versus "collecting metadata" is a distinction that defenders of government phone spying have been emphasizing. Tracking whom you called and when, goes the story, doesn't impinge on expectations of privacy. Speaking of the metadata collection, though, reader Bruce66423 writes "According to the Washington Post, the Bush administration took 'bulk metadata' from the phone companies under voluntary agreements for more than four years after 9/11 until a court agreed they could have it compulsorily." Related: First time accepted submitter fsagx writes that Brewster Kahle of the Internet Archive has calculated the cost to store every phone call made in the U.S. over the course of a year: "It's surprisingly inexpensive. It puts the recent NSA stories (and reports from the Boston bombings about the FBI's ability to listen to past phone conversions) into perspective."

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17 Jun 19:07

Foreign Keys Part 3: Mandatory or Optional?

by noreply@blogger.com (Fabian Pascal)

In the last two posts I commented on an exchange about foreign keys. In this third and last installments I will address one last issue underlying that exchange: Are FK's mandatory or optional?
... [we] wish to make a point. There is something which is bad design/good design/mandatory/optional. Please stop insisting that Primary and Foreign keys are mandatory. They are good design habits but by no means mandatory.
We, relational proponents, believe in and advocate precision and clarity, which are particularly important in database management. What do the two terms mean in the context of FK's?

FK's are integrity constraints, specifically referential constraints. One would like to hope that when applied to constraints, the term 'optional' does not mean that integrity of data is a matter of mere preference. Rather, what is usually meant--and can be inferred from the exchange--is the locus of enforcement: not by the DBMS in the database (mandatory), but by users outside it (optional).

In the last installment in this series and many other writings I listed multiple reasons for DBMS-enforced integrity, but other than much arm-waving I have yet to see a solid justification for opting out of it. One that is mentioned most often is performance, but I mentioned in one of my recent site updates Stonebraker's lecture that validates my insistence that (physical) implementation and not the (logical) data model is the correct and effective target for maximizing performance.What is more, as long as constraints are enforced, there is no reason to expect better performance external to the DBMS--quite the contrary (why?).

Integrity constraints are an essential component of the data model (by which we mean neither a conceptual, nor a logical model of a specific enterprise). Constraints are the formalization of the informal business rules of any conceptual model. As such, they are not "good" design, they are design (see Business Modeling for Database Design). That's why one of Codd's 12 rules (and relational advantages) is integrity independence.

I cannot help but suspect that underlying the argument is, as usual, poor foundation knowledge. In my above mentioned paper I demonstrate what constraint formulation would entail in the absence of DBMS shorthands, such as FK's and why vendors should offer more than what SQL product do (see also Database Design, Relational Fidelity and SQL,Parts 1-3). It is very unlikely that anybody with a basic grasp of logic and the relational model would not be disabused of user enforced integrity as a good idea and would not resent its poor support by products.

Note: The difference between user-enforced and application-enforced integrity is that the former does not have to be the latter: constraints can be declared and enforced in a layer between the DBMS and applications, but it would still be external to the DBMS and make sense only if the DBMS fails to support shorthands, or the expression of certain constraints, as SQL products do).
However, life is much more complex than a Normalized DB structure. This includes tables serving as event logs; tables, serving as User maintained materialized query tables, tables, serving as supporting structures, reflecting state of complex transactional databases; persistent tables serving as Result Set or Session keepers.
One of my most frequent arguments is that it is precisely because reality is complex that (a) we should not pile up on it tool and practice complexities of their own (b) users cannot be expected to do a better job in formulating and enforcing constraints than the DBMS, particularly in the absence of a  background in logic. That is why I frown upon the trite argument "different DBMS's for different jobs". Codd's genius was an example of abiding by Einstein's famous principle: "everything should be as simple as possible, but not simpler!".

By the way, are we to conclude that tables of the kinds enumerated are not important enough to merit integrity?

It is ironic that who doubt the importance and advantages of full normalization, also question the necessity of DBMS-enforced integrity, because it is the former that minimizes the integrity burden on users (see The Costly Illusion: Normalization, Integrity and Performance).
And I personally believe that if they were truly mandatory, Sybase, Oracle, SQL Server, Ingres, DB2, etc. would require them. Oh, sorry, forgot the SQL standard itself. This is not the relational model we're talking about. These are commercially available RDBMSs which, not surprisingly, DO tend to listen to their customers. If they didn't, they wouldn't be in business!! Since Sybrand is unlikely to get FKs required by the SQL standard or the major RDBMS vendors, it seems that mandatory means that his answer to the question "Do I have to use foreign keys?" is "You would if you worked in my shop!". I'm inclined to agree with that.
Excellent example of the damage that poor foundation knowledge can do, complete with internally inconsistent arguments.

The implied market efficiency requires users and vendors with perfect information. It does not obtain by chance when that assumption does not hold. In the absence of independent criteria for assessing the functionality and quality of tools, vendors can listen to their customers, but if neither are sufficiently educated and informed, what they ask for and produced is not necessarily the most cost-effective.  If users assume that products are by definition the best, what exactly would take the vendors out of business if they fail?

There is hardly a better proof of point than the initial failure by the SQL standard to fully support the relational model in general and integrity in particular. Instead of insisting that integrity is not mandatory, users should deplore it.


17 Jun 19:06

Revealed: How the UK Spied On Its G20 Allies At London Summits

by timothy
Writing "Wow, this is going to really set the cat amongst the pigeons once this gets around," an anonymous reader links to a story at The Guardian about some good old fashioned friendly interception, and the slide-show version of what went on at recent G20 summits in London: "Foreign politicians' calls and emails intercepted by UK intelligence; Delegates tricked into using fake internet cafes; GCHQ analysts sent logs of phone calls round the clock; Documents are latest revelations from whistleblower Edward Snowden."

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17 Jun 18:49

Will D. Campbell, Bootleg Baptist

by ft@firsthings.com (Timothy George )

4Will Davis Campbell, who died earlier this month at age 88, was one of the last surviving icons of the civil rights movement. Born on a cotton farm in southern Mississippi, Campbell served as an army medic in the South Pacific during World War II. He frequently referred to himself as a bootleg preacher with neither parish nor pulpit. He did often dress and sound like a Baptist bumpkin. But Brother Will, as his friends called him, could boast a graduate degree from Yale Divinity School and was renowned as the author of more than a dozen books, including the remarkable memoir, Brother to a Dragonfly, published in 1977.


After Yale, Campbell took a mill town church in Taylor, Louisiana, where he lasted barely two years. His next stint, also two years (1954-1956), was at the University of Mississippi where he was director of religious life on campus. His advocacy for racial justice at Ole Miss put him at odds with the administration and soon he was looking for another job.


Timothy GeorgeAbout this time, the National Council of Churches was looking for a Southern field representative in the area of race relations. They found their man in Will Campbell who became involved in the brewing civil rights struggle. His job, in part, was to try to build bridges between both sides, the militant and the adamant. Campbell was the only white person present at the formation of the Southern Christian Leadership Conference at Ebenezer Baptist Church in Atlanta in 1957. Later in September of that year, he also walked with nine African-American students who faced angry protesters when they tried to integrate Central High School in Little Rock, Arkansas. He was there with the Freedom Riders in 1961 and with the Birmingham marchers in 1963.


Wherever violence erupted or trouble threatened-at lunch counters, boycotts, voting lines, in county jails and federal courthouses-Campbell was somewhere in the neighborhood. But he did not lust for the limelight and had an uncanny knack for avoiding press and media types. This made him all the more effective as an agent of dialogue and reconciliation.


In the 1960s, Campbell became disillusioned with the National Council of Churches and from then on carried out his work as director of the Committee of Southern Churchmen." This was a loose-knit band of Wills friends and fellow travelers who defined themselves as a group of folk here in the South who cared that Jesus Christ died for our sins, and who are going to live in light of and because of that fact." On one occasion, Will invited me to join the board of the Committee of Southern Churchmen. He explained that there were no dues, no regular meetings, no given responsibilities, no budget (because they were broke), and no duties. I accepted. We would meet for an hour or two at Wills famous log cabin and farm in Mount Juliet, Tennessee, and then retire to a nearby tavern called Gasss for barbeque sandwiches and Jack Daniels (or lemonade).


Will often said that our committee was no more than a post office box and a tax exempt number. He was mostly right, although for several years the committee did publish a quarterly magazine called Katallagete, based on the admonition of St. Paul in 2 Corinthians 5:20, We implore you on behalf of Christ, be reconciled to God." Reconciliation was at the heart of Will Campbells theology. He summarized what this meant in this way: Were all bastards but God loves us anyway."


Will was fond of saying that if you are going to love one then you have to love everyone. And this meant rednecks as well as radicals. Will infuriated many of his former allies in the civil rights struggle when he befriended members of the Ku Klux Klan and even visited James Earl Ray in prison. Campbell wrote: I have seen and known the resentment of the racist, his hostility, his frustration, his need for someone upon whom to lay blame and to punish. With the same love that we are commanded to shower upon the innocent victim, the church must love the racist."


The fact is Will Campbell was simply sui generis. He cannot be comfortably squeezed into anyones box. He collaborated with Richard John Neuhaus, Thomas Merton, and the Berrigans to oppose the war in Vietnam. On several occasions, he even accompanied draft resisters to sanctuary in Canada. At the same time, he also opposed both the death penalty and abortion on demand. In a talk he gave on transcending ideological conformity, Will wrote: I see the fashion in which abortion is practiced as the greatest American shame since slavery."


As the holy wars heated up in the Southern Baptist Convention during the 1980s and 1990s, Campbell often expressed disdain for the so-called fundamentalist leaders of the SBC. Among Baptist progressives, he became something of a folk hero. However, he did not hesitate to warn moderates against constructing another steeple" to replace the one they had left. All institutions, including religious ones, are inherently evil, he said. If Jesus Christ had been a moderate, he would never have been crucified." Will Campbell, the iconoclast, was also on full display when he preached at Riverside Church. He publicly addressed his host and former Yale classmate William Sloan Coffin and encouraged him to auction off all of Riversides property and give the proceeds to the Harlem poor. He told me he did not expect to be invited back and I dont think he ever was.


Will Campbell was sometimes called an anarchist and a pacifist though he eschewed both terms. He was an intellectual disciple of Jacques Ellul and Vernard Eller and always thought it was dangerous to mingle Mr. Jesus and Mr. Caesar. Will loved the Anabaptists and thought of them as his spiritual forbears. There is something compelling about the Anabaptist vision and, as a former student of the great George Huntston Williams, I myself have felt its allure. But the older I have grown, the more I have come to appreciate the counter witness of Augustine, Aquinas, and Calvin. Jean Bethke Elshtains summary of Augustines counsel is a good reminder for believers who live in a world of contested loyalties. Resisting altogether any notion of earthly perfection, Augustine offers instead a complex moral map that creates space for loyalty and love and care, as well as for a chastened form of civic virtue."


Contested loyalty is not a phrase Will Campbell would have liked. But, as he admitted, he himself was not able to avoid such tension entirely. For example, Wills education was paid for by the G. I. Bill, the wars he opposed were underwritten by the taxes he paid, the books he wrote were published by capitalist companies with their own vested interests, and even the non-meeting committee he directed had a tax-exempt number. Will was too good a student of the Bible to buy into the theological anthropology of liberalism. Still, while H. Richard Niebuhr was one of Wills professors at Yale, he might have lingered longer with Reinhold Niebuhrs deep analysis of fallen humanity.


My favorite Will Campbell story is about a Baptist pastor he once knew in Louisiana named Thad Garner. Despite his affable smile and trips to the Holy Land, Reverend Garner was not a model pastor. One day Campbell cornered him with a question, Thad, why did you ever decide to be a Baptist preacher?" Cause I was called, you fool!" he thundered.


Will Campbell too received a calling from which he could not walk away. Rest in peace, Brother Will.


Timothy George is dean of Beeson Divinity School of Samford University and general editor of the Reformation Commentary on Scripture.


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