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25 Jun 21:32

Dilma está perdidaça, mas conserva a memória da VAR-Palmares. Não haverá Constituinte, mas é grande a chance de vir o que não presta. Inflexão se dará à esquerda. Liberais se esqueceram de que não aprenderam a brincar com fogo

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff estava abatida, todo mundo viu. Até agora, não entendeu o que está acontecendo no país. Na verdade, ninguém sabe muita coisa, além do fato de que muita gente, no Brasil, especialmente TVs, resolveu brincar de “Primavera Árabe”. Como não há ditadura no país — ou há? —, uma reivindicação aloprada de gratuidade total nos transportes abriu a janela para que se saísse às ruas protestando contra tudo o que não vai muito bem. O curioso é que os mais pobres, os que realmente padecem com a carência de serviços públicos, aderiram apenas timidamente. Segundo pesquisa do Ibope, 23% dos participantes têm renda familiar acima de 10 salários mínimos; 26%, entre 5 e 10. Nada menos de 43% têm entre 14 e 24 anos. Há reivindicações para todos os gostos. Há setores insatisfeitos de classe média, há uma penca de movimentos à esquerda do PT etc. O saldo de uma ocupação meio destrambelhada das ruas, sem alvo definido, antevi aqui, seria uma torção à esquerda do processo político. Está em curso, ainda que Dilma tenha recuado da proposta estúpida da Constituinte exclusiva. Mas como é que se chegou a ela?

Se Dilma conversou com alguém — com Lula ou João Santana —, não se sabe. É até possível. O Apedeuta fez essa mesma proposta há sete anos. Uma coisa é certa: apareceu com os cinco pontos alinhavados como se tivesse pensado tudo sozinha. Pegou seus próprios ministros de surpresa. José Eduardo Cardozo, o Garboso, um dos responsáveis pelo transe das ruas (ele foi um dos gênios que imaginaram que a confusão ficaria restrita a São Paulo e prejudicaria Geraldo Alckmin…), não é tão ignorante na matéria que não soubesse que a proposta era inconstitucional. Alertou para as dificuldades. Aloizio Mercadante, hoje interlocutor privilegiado, deu a maior força… Se a generala quer, ele topa! Ela propõe, e ele entra com o entusiasmo.

SINAL EVIDENTE DE QUE O GOVERNO ESTÁ PERDIDO
Num mesmo dia, Dilma se reúne com a Rosa Luxemburgo e o Rimbaud das catracas, os sedizentes representantes do povo do Movimento Passe Livre. Em seguida, chama para um “pacto” os 27 governadores e os 26 prefeitos de capitais com uma proposta que era ignorada até por seus ministros mais próximos. Pior: falou para as câmeras antes de dialogar com os interlocutores escalados. Ao fim da reunião, os mais imprudentes resolveram conversar com os jornalistas para dizer… nada! Os mais prudentes preferiram ficar longe das câmeras.

O governo está perdido, sim, mas não custa lembrar que Dilma é uma ex-dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Nos movimentos de esquerda, terroristas (como foi a VAR-Palmares) ou não, o primeiro passo é ocupar todos os espaços. Se determinados grupos assumem o protagonismo “da luta”, então é a luta, por si, que os legitima, não a sua representatividade. Nesse caso, é preciso ter um pouquinho ao menos de conhecimento das teorias revolucionárias para acompanhar o movimento. Assim, é irrelevante o que queiram o MPL e assemelhados, o importante é que eles se apresentam como porta-vozes da insatisfação. POR ISSO, EMBORA O SINAL DAS RUAS ESTEJA MAIS PARA CONSERVADOR DO QUE PARA O DITO PROGRESSISTA, O MOVIMENTO DO PODER SE DÁ EM DIREÇÃO À ESQUERDA. Daí também a tolice dos liberais que se mostram reverentes ao “povo da rua”. Vão perder sempre a batalha porque não têm amanhãs sorridentes a oferecer. As esquerdas têm — do transporte gratuito ao assalto ao céu, tudo lhes é permitido. Ademais, como levar para a mesa do Planalto os que querem o fim da corrupção? Quem são eles? Como levar para a mesa os que querem uma educação de maior qualidade? Quem são eles? Já o MPL…

Dilma apareceu, então, com as suas propostas supostamente estruturantes: R$ 50 bilhões para a mobilidade urbana… Vão sair de onde? Vamos ver. Dinheiro dos royalties do petróleo do pré-sal para a educação… A grana ainda está uns sete mil metros abaixo do solo. Pacto pela responsabilidade fiscal. Sei. Dita a coisa dessa maneira, é piada de vários modos. Governadores e prefeitos estão submetidos, por exemplo, à Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o governo federal, notório maquiador de números, não. Mais: o espírito das ruas está a cobrar justamente o contrário: irresponsabilidade fiscal… Ou governadores e prefeitos não estão tendo de estuprar as contas públicas para fazer as vontades dos coxinhas da catraca? O governo federal aceita, por exemplo, se submeter às mesmas penas de prefeitos e governadores caso estourem as contas? A presidente também fala em considerar a corrupção crime hediondo, o que avança mais para o terreno da demagogia do que da efetividade. Ainda voltarei a esse aspecto. No pacote, veio a exótica proposta de Constituinte.

Parecia uma saída esperta, mas era de tal sorte exótica que o resultado, obviamente, foi negativo. O noticiário praticamente ignorou o resto das medidas para se ater a esse ponto em particular. Do Supremo Tribunal Federal, chegou o recado : “Aqui não passa”. O próprio vice-presidente da República, Michel Temer, que comanda o maior partido da base aliada, o PMDB, ficou sabendo da proposta ali, no ato, junto com os demais “não interlocutores”. Temer, professor de direito constitucional, é autor de um artigo, escrito em 2007, que critica duramente a proposta. Escreveu então:

“É inaceitável a instalação de uma constituinte exclusiva para propor a reforma política. Não vivemos um clima de exceção e não podemos banalizar a ideia da constituinte, seja exclusiva ou não. Seu pressuposto ancora-se em certo elitismo, porquanto somente pessoas supostamente mais preparadas e com maior vocação pública poderiam dela participar. O que, na verdade, constitui a negação do sistema representativo.”

Confusa, mas reverente
Dilma está confusa, sim, mas decidiu ser reverente à pressão das ruas. As propostas têm o sotaque do social, mas, todo mundo sabe, ainda que postas em prática, são de resposta lenta. A Constituinte exclusiva durou menos de 24 horas, está descartada, mas não a intenção de fazer uma reforma política alinhada com o “espírito da rua”. A questão é saber de qual rua. Farei um post específico sobre as barbaridades que estão em debate, levadas adiante por supostos representantes da vontade popular.

Se algumas propostas que estão sendo apresentadas quase como consenso, pautadas por um furor moralista burro, virarem leis, os canalhas é que acabarão sendo beneficiados. Quem declarou que a moral é imoral é o PT, não eu. Não vejo nada de errado com um processo de moralização da política, desde que ele não seja contraproducente. Aguardem um post específico a respeito.

Como essa crise tem na raiz alguns problemas crônicos, porém exacerbados de maneira um tanto artificial por aqueles que decidiram brincar de Primavera Árabe e incentivar a ocupação das ruas, não existem respostas rápidas. Nem governo nem oposição lucram politicamente com ela. Os únicos que podem se beneficiar são aqueles que constroem o seu discurso político apontando a falência da política, como Marina Silva, por exemplo. Com quem governaria depois? Bem, esse é um mistério escondido no coração sonhático da floresta.

Como saldo dessas três semanas, temos governantes obrigados a estuprar as contas públicas para satisfazer a suposta vontade das ruas e a pressão por uma reforma política que, levada a efeito, criará uma legislação menos democrática do que a que temos hoje. Querem apostar? Gente que não tem experiência com fogo resolveu testar a pirotecnia. Vai se queimar.

25 Jun 18:38

Dilma recua e não quer mais a Constituinte exclusiva. Ah, bom…

by giinternet

Pronto! Agora Dilma já não quer mais a Constituinte exclusiva! Na verdade, nunca quis pra valer. Foi alertada para mais dificuldades, mas não houve tempo para o debate. Não é que fosse jogo de cena. Se colasse… O objetivo era e é outro. Conto tudo daqui a pouquinho. O que os petistas querem, aí sim, é fazer uma reforma política, mesmo pelas vias convencionais (Projetos de Lei e Projeto de Emenda Constitucional), que beneficie as forças que estão atualmente no poder e liquide a oposição.

O Planalto está aturdido? Está. Mas é bom não esquecer que essa gente tem uma teoria de poder, e os seus adversários não.

25 Jun 16:19

Patents Vs Innovation - the Tabarrok Curve

by Unknown Lamer
New submitter Optimal Cynic writes "Slashdot likes to argue about intellectual property and patents, and it's clear that both extremes are undesirable. Dr Alex Tabarrok has tackled the question — what is the right level of patent protection? His answer is the Tabarrok Curve, which applies the Laffer Curve methodology to innovation."

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25 Jun 12:44

US Senators: NSA Lies In Fact Sheets

by Unknown Lamer
Bruce66423 writes "The Guardian reports that two U.S. senators have written to the NSA telling it to amend its 702 provisions fact sheet (PDF) which, they claim, contains inaccuracies. However they can't actually say HOW they are inaccurate, because they would be compromising classified information. So the U.S. government uses taxpayer money to lie to the people... there's a surprise!" From the letter: "In our judgment, this inaccuracy is significant, as it portrays protections for Americans' privacy as being significantly stronger than they actually are." But they go on to say "We appreciate your attention to this matter. We believe that the U.S. government should have broad authorities to investigate terrorism and espionage, and that it is possible to aggressively pursue terrorists without compromising the constitutional rights of ordinary Americans. Achieving this goal depends not just on secret courts and secret congressional hearings, but on informed public debate as well."

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25 Jun 12:11

City of Genoa to increase use of open source

The Italian city of Genoa is to increase its use of open source software and open document standards; several applications have been lined up for use and the life of PCs will be extended through the use of Linux
    


25 Jun 11:55

James Joyce: Right About the Church?

by ft@firsthings.com (Melinda Selmys )

jamesjoyce


In the opening line of James Joyces Ulysses, stately, plump Buck Mulligan bears a bowl of lather on which a mirror and a razor lay crossed." Holding the bowl aloft he declares, Introibo ad altare Dei." Mulligan, in this symbolic action, expresses Joyces critique of Christianity: a combination of sadism, the razor, and narcissism, the mirror.


The natural Christian response to Joyce is defensiveness or dismissiveness, possibly peppered with ad hominem attacks against the author. Joyce, however, cannot be so easily dismissed. Raised in a Catholic culture, his knowledge of Christianity was not lacking. His work frequently references obscure theology and ancient Church councils, and he was a shrewd and insightful observer of human psychology. Although his criticism is not true of authentic Catholicism, there must have been something in what Joyce saw of the Church that led him to conclude that communicants at the High Altar were spiritually on par with Homers lotus-eaters or with Leopold Bloom masturbating in the bath.


It is striking that Cardinal Bergoglio, on the eve of his election as Pope Francis, observed that The evils that, over time, occur in ecclesiastical institutions have roots of referentiality, a sort of theological narcissism." According to a document released by Cardinal Ortega containing the notes for Bergoglios address to the conclave, The Church, when it is self-referential, without realizing it, believes it has a light of its own; it ceases to be the mysterium lunae and gives rise to this evil that is so serious that of spiritual worldliness. . . . Put simply, there are two images of Church: the evangelizing Church taking leave of itself which religiously hears the Word of God and faithfully proclaims it . . . or the worldly Church living in itself, of itself, for itself."


Bergoglio called for a pope who would dedicate himself to helping the Church to move outside of herself to become a fruitful mother. He was subsequently elected by the conclave to be that pope.


Spiritual narcissism is one of the great evils that plagues the Church. It is tempting to place the onus for this kind of self-referential Catholicism on others: dissident theologians, heterodox priests, and salad-bar Catholics. This, however, is itself a narcissistic approach: It assumes that whatever is unlovely in the Church lies outside of the tantalizingly beautiful image of oneself in that pond over which the Spirit broods.


Joyce did not criticize a postmodern culture of pro-choice Catholics, lukewarm liberals, and milquetoast bishops. He observed spiritual narcissism in the Catholic culture of early twentieth-century Ireland. The roots of this problem are not to be found in post-Vatican II laxity. Indeed, Pope Francis has been clear in calling all the faithful to go outside of their own comfort zones, The Church is called to come out of herself and to go to . . . the existential peripheries: those of the mystery of sin, of pain, of injustice, of ignorance and of religious indifference, of thought, of all misery, into the existential peripheries." Not only those who have replaced the faith with their own convictions are implicated, but also those, like Joyces lotus-eaters, who have allowed the faith to become an exercise in self-referential ritualism and legalism.


This is a great challenge for the faithful because it calls into question the very practices by which Christians feel themselves to be a holy people, consecrated, set apart." The comforting habits of the faith, the laws of the Church, the language of Christian discourse, the liturgical rubrics, all have the capacity to become idols unless they are ordered towards a profound and concrete communion with the other.


I suspect that this is why Francis has chosen to scandalize those who serve these idols with his actions: not wearing the correct liturgical garments, washing the feet of women on Holy Thursday, etc. He brings into focus the feeling of pride one takes in knowing what kind of vest the pope is supposed to wear, in being able to quote the rubric which states that the feet of viri selecti" be washed-and in knowing that the Latin phrase excludes women. In doing such things the pope has chosen to scandalize the faithful in order to inspire the world.


He has done so to call the Church to a more radical engagement with the culture. At present, evangelical witness is frequently hampered by a cliquish Catholicism, which desires a rarefied faith, inaccessible to those outside the Church. Such Catholicism is concerned primarily with the creation of a Christian culture in which the faithful might be sheltered from the pervasive evils of the world. Even when it seeks to expand the fold, the focus is frequently on converting those who worship Christ but who are not in communion with Rome. If outreach to the broader culture exists at all it is in the form of an attack: The lies of secular agendas are exposed, the sins of the world laid bare, and sinners are called to repentance in terms that could only be meaningful to someone already steeped in Catholic theology. The bottom line is the maintenance of a uniform militaristic front, which allows the faithful to consolidate their Christian identity in a desperate last stand against the ungodly depravities of Neo-Sodom.


Not only Francis but also his predecessors have called the Church to something more. Pope Benedict XVI recently directed the Curia to pursue a genuine dialogue in which it is necessary to learn to accept the other in his otherness and the otherness of his thinking. . . . True, dialogue does not aim at conversion, but at better mutual understanding-that is correct. But all the same, the search for knowledge and understanding always has to involve drawing closer to the truth. Both sides in this piece-by-piece approach to truth are therefore on the path that leads forward and towards greater commonality, brought about by the oneness of the truth."


He goes on to address those who are concerned that in the process their Christian identity might be compromised. As far as preserving identity is concerned, it would be too little for the Christian, so to speak, to assert his identity in such a way that he effectively blocks the path to truth. . . . On the contrary, I would say that the Christian can afford to be supremely confident, yes, fundamentally certain that he can venture freely into the open sea of the truth, without having to fear for his Christian identity."


A dialogue of this kind is necessary, not only to convert the world, but also to save the Church herself from narcissistic insularity. Only through radical communion, through the intersubjective exchange of gifts of self" between the Church and the world is it possible to escape from the circular self-love which keeps Christ trapped within the Church, knocking at the door from the inside, trying to get out.


Melinda Selmys is the author of  Sexual Authenticity: An Intimate Reflection on Homosexuality and Catholicism . A regular columnist for the National Catholic Register, her articles have appeared in numerous publications, including This Rock, The Catholic Answer, and New Oxford Review. She blogs at sexualauthenticity.blogspot.com .


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25 Jun 11:51

How Songs Like Macklemores Same Love Change the Marriage Debate

by ft@firsthings.com (R. J. Snell )

macklemoreAs I write, YouTube reports almost 50 million views of the music video for Same Love" by the hip hop duo Macklemore and Ryan Lewis, a single recorded to support same-sex marriage in Washington state. While not remotely approaching the 345 million views of their waggish Thrift Shop" video, Same Love" reached number 51 on the Billboard Hot 100 earlier this month and tops the charts Down Under.  


Same Love" critiques right wing conservatives," hip hops portrayal of homosexuals, a preconceived idea of what it all meant," a world so hateful some would rather die than be who they are," and traditional religion. Christianity, particularly Catholicism, receives the brunt of Macklemores disdain: When I was at church they taught me something else / If you preach hate at the service those words arent anointed / That holy water that you soak in has been poisoned." Yet rather than reject the heritage outright, he transposes it, claiming both that we paraphrase a book written thirty-five-hundred years ago / I dont know," while repeating Love is patient / Love is kind / Love is patient / Love is kind / (Im not crying on Sundays)."


 Like so much of contemporary discourse, image is used to good effect, more powerful in creating associations and prompting sentiment than any argument or syllogism. The line, right wing conservatives think its a decision," flashes a non-Catholic cross and communion table before cutting to a grainy 60s-era film of a priest with a gaggle of first communicants. Similarly, playing God" pairs with the young gay protagonist of the video sitting in a pew with his mother, the same mother who harasses him until he shuts the door in her face at paraphrase a book written thirty-five-hundred years ago," and who aggressively makes the sign of the cross (to the lyric preach hate") before storming out (holy water ... poisoned") when her son brings his soon-to-be spouse home for dinner. Further, the communion table cross is matched against a burning cross, to the lyric, hate thats caused wars from religion." On the other hand, support for same-sex marriage is associated with civil rights-Gender to skin color, the complexion of your pigment / The same fight that led people to walk outs and sit ins / Its human rights for everybody, there is no difference!" and pictures of MLK.


In the end, the couple are married by a woman minister, very obviously not in a church, and while a certificate on paper isnt gonna solve it all / ... its a damn good place to start," for We have to change us," as the formerly bigoted mother smiles warmly and walks her son down the aisle to his groom.     


Its quite masterful, actually. Beautifully produced, skillfully managed, and positioned within a moving narrative of birth, death, and love; it is, I suspect, devastatingly effective in using sentiment to shape judgment. C. S. Lewis identified this sort of discourse in The Abolition of Man where he explained how the grammar book of Gaius" and Titius" propagandizes rather than educates, having wormed into the inner recesses of the childs mind: It is not a theory they put into his mind, but an assumption, which ten years hence, its origin forgotten and its presence unconscious, will condition him to take one side in a controversy which he has never recognized as a controversy at all."


So, too, with Same Love." At most, it theorizes that its the same love, that love is love however expressed, but this is never defended so much as assumed; and since, as Macklemore asserts, We press play, dont press pause / Progress, march on," with all other positions retrograde and bigoted, the millions of viewers, ten years hence," may remember that there was a controversy, but not why.  


As powerfully as any cultural artifact I know, Same Love" reveals the odd imbalance or mismatch involved in the marriage dispute. On the one hand, the traditional, conjugal view held by, for instance, the Catholic Church, operates within the vocabulary of metaphysics (nature, being, cause, structure, purpose), practical reason/ethics (good, bad, right, wrong, proper, flourishing), and logos (causation, inference, syllogism, entailment). On the other hand, metaphysics is replaced with self-identity and expression (Live on and be yourself"), ethics gives way to egalitarianism (I might not be the same, but thats not important / No freedom till were equal, damn right I support it), and logos to sentiment (My love / She keeps me warm").


So you have Theology of the Body or the arguments of natural law versus the wordimage association of Macklemore-thats not likely a ripe conversation-and Macklemore has a lead of 48 million views and a culture moving in his direction, not only in its beliefs but in its vocabulary.


Thats where the difficulty lies, not only in the conflict of judgment-conjugal versus revisionist beliefs on marriage-but in the mode of discourse, the process of how meaning is made. Neil Postman explained how the Typographic Mind" utilized concepts, universals, and ideas in a way that images could not, for pictures present the concrete particular and cannot argue" so much as offer testimony." So too did Jacques Barzun, in The House of Intellect , articulate the difference between intelligence and what R. R.  Reno has called urgent feelings and primal desires."


I am in no way suggesting the absence of intelligent, coherent supporters of same-sex marriage who capably utilize metaphysics or ethics. Im well aware and respect the work of John Corvino, Kenji Yoshino, Andrew Koppelman, and many others. Im not claiming that we are smart and they are not, or that no arguments can be had, although a miniscule portion of the population reads, knows, or cares about such arguments. 50 million views of Same Love" and roughly 10 million Modern Family" viewers a week on the one side, and absolutely nothing of a similar mode of discourse on the other side. Nothing-thats my point.


For Lewis the answer was not to fortify the minds of young people against emotion" but rather to inculcate just sentiments." But here, too, the traditionalist is placed in a bind, for Macklemore has captured and co-opted the image and sentiments associated with justice, kindness, fairness, progress, equality, love, patience, kindness, care for the individual person, and human rights, while the tradition gets linked to poison, hatred, bigotry, discrimination, inequality, violence, and war. Of course, it doesnt help that there are Westboro Baptist Churches. He owns the vocabulary of sentiment. And it is deeply unwise, and wrong, to use counter-sentiments of shame, disgust, or aversion in an attempt to capture back some of the emotional ground. Not only would this prove his point, but demonizing offends against agape, whether it works or not.


We cant abandon the intellectual task of argument and research, or the political task of law and public policy, or education. All these are necessary and worth doing, but we also need the collaboration and help of artists, musicians, cinematographers, and poets, partly to show the beauty of conjugal marriage, but also, and perhaps more so, to tell the bigger story of the Churchs mission for dignity. So long as holy water means poison and Humanae Vitae is linked to burning crosses, our arguments will be received as abstract and inhumane moralism rather than the civilization of love they express in their own, faltering way.


But theres more than one way to express that civilization, and just now we might need music videos.


R. J. Snell is an associate professor of philosophy and director of the philosophy program at Eastern University.


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25 Jun 11:38

Tribunal alemão considera urnas eletrônicas inconstitucionais

by noreply@blogger.com (Fraude Urnas Eletrônicas)

Em 14 dez 2008, o Fraude Urnas Eletrônicas publicou artigo informando sobre a proibição do uso das urnas eletrônicas na Holanda – Falta de segurança leva Holanda a proibir o uso de urnas eletrônicas. Esta semana, (03 mar 2009) foi a vez da Alemanha entrar para a lista dos países que vetam o uso destes aparelhos nas eleições.

Urna Eletrônica Alemã 01 Segundo informações dos sites IDG NOW! e DW-World.DE Deutsche Welle, a Corte Constitucional Federal (em alemão Bundesverfassungsgericht; em inglês Federal Constitutional Court), órgão judicial mais importante da Alemanha, vetou o uso de urnas eletrônicas nas eleições alemãs deste ano citando riscos ao processo democrático.

O tribunal entendeu que uso de computadores no processo eleitoral de 2005 foi inconstitucional. Na época, cerca de 1,8 mil máquinas modelos ESD1 e ESD2 da fabricante Nedap foram utilizadas em 39 dos 299 estados alemães, atingindo um total de 2 milhões de eleitores. O pleito foi responsável por compor o Bundestag, o parlamento nacional da Alemanha.

Segundo artigo do Jornal Spiegel, a corte decidiu que o sistema contradiz o princípio de transparência necessário para uma eleição pública e proibiu o uso dos equipamentos nas eleições gerais deste ano.

A decisão da corte segue acusações feitas pelo físico Ulrich Wiesner junto ao seu pai, o cientista social Joachim Wiesner, que alegam que os equipamentos contêm falhas que podem comprometer a decisão democrática do voto.

A Corte Constitucional Federal, sediado na cidade de Karlsruhe, garantiu que as eleições gerais de 2009 estão mantidas e serão realizadas usando o tradicional método de lápis e papel.

O juiz Andreas Vosskuhle, ao anunciar sua decisão no tribunal, afirmou que:

"A eleição como fato público é o pressuposto básico para  uma formação democrática e política. Ela assegura um processo eleitoral regular e compreensível, criando, com isso, um pré-requisito essencial para a confiança fundamentada do cidadão no procedimento correto do pleito. A forma estatal da democracia parlamentar, na qual o domínio do povo é midiatizado através de eleições, ou seja, não exercido de forma constante nem imediata, exige que haja um controle público especial no ato de transferência da responsabilidade do Estado aos parlamentares.”

Formas de controle - Para a corte máxima alemã, um "evento público" como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais.

No processo eleitoral tradicional, isso nunca foi um problema. Uma vez que o voto tenha sido depositado na urna, qualquer pessoa pode acompanhar de perto a contagem junto ao domicílio eleitoral. Manipulações, nesses casos, são difíceis, uma vez que podem a qualquer momento ser descobertas.

Resultados não foram anulados - O que não ocorre no caso das urnas eletrônicas, em que o eleitor simplesmente aperta um botão e o computador, horas mais tarde, expele um resultado. O cidadão comum, neste caso, não tem meios para apurar possíveis erros de programação ou manipulações propositais. Neste sentido, acreditam os juízes alemães, houve, com o uso da urna eletrônica nas eleições de 2005, uma transgressão das leis que garantem o pleito como um fato público.

O tribunal, contudo, não chegou a anular os resultados do pleito realizado há mais de três anos, baseando-se no argumento de que não há indícios que levam a crer que tenha havido qualquer mau funcionamento nas urnas eletrônicas usadas naquelas eleições (Redação de Martin Roeber) .

No site SlashDot Pt Br, o leitor Dr. Hok afirma que:

"Urnas eletrônicas não são ilegais per se, mas com estas máquinas não foi possível verificar os resultados após a votação. O procedimento de verificação das autoridades alemãs também foi falho: apenas amostras foram testadas, não máquinas realmente usadas nas eleições, e os resultados detalhados (incluindo o código fonte) não foram disponibilizados publicamente. Os resultados das eleições  permanecem legalmente válidos."

No Portal do Jornal Spiegel é possível ter acesso a um vídeo (em alemão) intitulado Die Zukunft ist analog: Karlsruhe stoppt Wahlcomputer – em português, algo como “O futuro será semelhante: Tribunal pára o computador de votar”.

» Fonte da Imagem: DW-World.DE Deutsche Welle

Saiba mais sobre o assunto:

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25 Jun 11:01

Por que eu digo “não” 3 – Constituinte exclusiva é golpe e tara bolivariana. Ou: Petismo quer país ainda mais servil a quem não representa ninguém

by giinternet

Não esperava, para ser franco, que algumas das minhas predições, ou antevisões ancoradas na lógica, não na bola de cristal, se cumprissem tão depressa. Eis aí. Na reunião desta segunda com os governadores e prefeitos de capitais — depois de se encontrar com a Rosa Luxemburgo e o Rimbaud das catracas do Movimento Passe Livre (ver post) —, com ar abatido como nunca, com a aparência de quem tem passado noites insones, com semblante verdadeiramente deprimido, a presidente Dilma Rousseff fez uma proposta estúpida, esdrúxula e inconstitucional: a realização de um plebiscito para que o povo decida se quer ou não uma Constituinte exclusiva para votar a reforma política. No primeiro artigo desta série “Por que digo ‘não’”, antevi que a pressão das ruas — potencializada por uma cobertura jornalística, especialmente da TV, que considero irresponsável — submeteria o processo político a uma torção à esquerda. Eis aí. Constituinte exclusiva, minhas caras, meus caros, foi o caminho encontrado pelos bolivarianos para aplicar um “by-pass” nos limites impostos em seus respectivos países pelos Poderes Legislativo e Judiciário. Até o caldo de cultura é o mesmo, com acusações, frequentemente verdadeiras, de que os Poderes da República estão tomados por corruptos e por grupos que só pensam nos próprios interesses.

A Constituinte exclusiva é, diga-se, o caminho apontado pelo “Foro de São Paulo” a seus filiados para que se criem as condições para a “verdadeira democracia”. As ruas estão a pedir serviços públicos mais eficientes, menos corrupção, aplicação mais responsável do dinheiro público? Tudo é muito justo! Ao mesmo tempo, fica claro — e isso é exaltado por alguns tolos da imprensa como se fosse algo positivo —, os que estão nas ruas não confiam nos políticos, nos partidos e na própria política. Muito bem! Quem, então, vai operacionalizar a mudança? Esse é o tema deste terceiro capítulo. Antes, preciso fazer algumas considerações.

No segundo capítulo, lembro que o Brasil está submetido, há dez anos, a um ataque sistemático à ordem democrática e às instituições, que tiveram o seu prestígio abalado. Passou-se a considerar que tudo vale a pena se a causa é boa! Esse é o caminho da barbárie, não da civilidade. Mais: as esquerdas converteram seus aparelhos em meras fontes de captação de dinheiro público. As oposições foram incapazes de construir valores alternativos. Sob o manto da propaganda, no entanto, também havia descontentamentos que não tinham como se expressar. Agora se revelam — potencializados, reitero, por uma cobertura jornalística servil à suposta vontade das ruas. Os tontos dizem que é coisa da “direita”. Não é, não! Boa parte do encantamento basbaque com a “voz do povo” é herança do hipomarxismo universitário. De resto, cumpre lembrar que as primeiras manifestações eram escancaradamente conduzidas por grupos de extrema esquerda.

Será que digo “não” ao povo na rua? Nããão, Gafanhoto!!! Digo “não” aos métodos; digo “não” à noção essencialmente equivocada de que maiorias ou minorias podem impor aos outros a sua agenda; digo “não” à convicção de que o espaço público não é a ágora onde as divergências se encontram, mas o espaço da imposição. Um movimento, tenha ou não uma pauta ou um centro organizador, que fecha, com grupos de 500 a mil pessoas, todas as estradas de São Paulo e isola um aeroporto, como aconteceu na semana passada, não tem contribuições a dar à democracia. Espero que Dilma esteja na segunda metade de seu último mandato e torço para que o PT seja derrotado — desde que não seja para algo ainda pior (e existe!) —, mas ela não é Muamar Kadafi, e os que tomam as praças não são libertadores de Benghazi. Até porque aqueles libertadores, como aqui se anteviu, eram carniceiros de Benghazi. Em convulsões revolucionárias, parece ocioso alguém defender o direito das pessoas à rotina. Ocorre que nós não estamos numa convulsão revolucionária. Os métodos que rejeito num adversário não me servem. Não endosso e jamais endossarei, como escrevi aqui, o clamor por democracia direta ou pela instituição no país de mecanismos que a tanto conduzam se aprovados. Se e quando tal pleito sair vitorioso, estaremos todos à mercê da ditadura de minorias organizadas.

Volto ao ponto
O modelo adotado pelo petismo nestes 11 anos de governo — e, para tanto, concorreu a conjuntura internacional — serviu para encobrir boa parcela das incompetências do partido, muitas delas tratadas, convenhamos, como verdadeiras obras- primas por setores da imprensa. Não me aterei a detalhes, sobejamente conhecidos. Ocorre que os ventos mudaram, e o acúmulo de erros começa a cobrar a sua conta. Convém, no entanto, não tomar desde já o alarido como antecipação do resultado das urnas de 2014. Marina Silva, certamente, dado o espírito que vaga por aí, é a única beneficiária por esse movimento porque ela não tem partido, mas “rede”; ela não é política do tipo pragmático, mas “sonhático”; ela não é nem de situação nem de oposição, mas de posição…. Convém lembrar, ademais, que, até agora, há muito pouco pobre na rua, quase nada. Os perfis divulgados pelos institutos de pesquisa certamente estão provocando uma enlouquecida comichão em Lula para tentar reeditar o seu discurso do arranca-rabo de classes. Atenção, minhas cara, meus caros!

 Eu digo “não” ao que vai por aí porque é grande o risco — e já começou a acontecer — de o governo se tornar mais permeável do que já é hoje aos sedizentes “representantes do povo” que nada representam. Pensem um pouquinho: por que os porta-vozes do Passe Livre estiveram ontem com Dilma? Que conceito de democracia ou representação justifica o seu encontro com a presidente? “Ah, eles são a novidade; a política, hoje em dia, não se dá mais nos partidos…” Ora, pode não se dar só nos partidos; pode não se limitar apenas ao Parlamento. Na verdade, há muito tempo é assim. A política nunca foi monopólio, em lugar nenhum do mundo, de políticos profissionais.

À medida que Dilma — ou qualquer governante — levar para dentro do Palácio a miríade de sindicatos e movimentos sociais, submetendo-se à sua vontade militante, o que desaparece é o governo. A educação brasileira, especialmente no ensino fundamental e médio, é uma lástima. Mas vá tentar implementar métodos de qualificação da mão de obra e de avaliação de desempenho para ver. Os sindicatos vão às ruas. Param a Paulista. O PT demorou quase dez anos para dar início ao processo de privatização dos aeroportos porque refém de grupos ideológicos. Existe quase um estado de guerra entre proprietários rurais e índios no Mato Grosso do Sul — e em outras regiões do país — porque a Funai se tornou um aparelho dos autoproclamados defensores de índios.

No esforço desesperado de sair das cordas, o governo Dilma tende a ser ainda mais servil àqueles mesmos que, até agora, impediram as reformas necessárias. “Ah, mas então ela vai se danar porque o descontentamento está aí.” Notem bem: num regime democrático, é normal que os que se opõem às políticas oficiais se manifestem. Situação anômala era aquela que vivíamos antes, de aparente quase unanimidade. 

A saída política encontrada por Dilma, está claro, se deu pela esquerda, com essa bobagem inconstitucional que é a Constituinte exclusiva, tese antiga de Lula, que honra as melhores tradições bolivarianas. O movimento de rua parece estar em refluxo, o que não quer dizer que não possa voltar mais adiante e mais forte. Como será, no entanto, que os muito pobres do Bolsa Família veem esse processo? E os pobres agora chamados de classe média? Muitos deles têm sua TV de tela plana, celular, um carrinho comprado em trocentas prestações, uma minichurrasqueira elétrica… Mas o esgoto corre a céu aberto, o hospital mais próximo é uma porcaria, e a escola dos filhos não funciona. Continuará disposto a dar um voto de confiança ao PT, talvez a Lula? Não sei. Mas sei que a resposta encontrada pelo petismo e imposta a Dilma torna o país ainda mais servil aos que não representam ninguém.. 

25 Jun 02:55

Oposição diz que Dilma tenta fugir das reivindicações das ruas

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Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Líderes da oposição acusaram a presidente Dilma Rousseff de fugir da reivindicação central das manifestações, que pedem melhorias no transporte público, na educação e na saúde, e de jogar para o Congresso Nacional um problema que o governo, em seus dez anos de mandato, não soube resolver: a reforma política.

Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a presidente frustrou os brasileiros. “O que se viu hoje foi um Brasil velho falando para um Brasil novo. O Brasil velho onde os governantes não assumem as suas responsabilidades, sempre buscam transferi-las para terceiros, não reconhecem os equívocos que viveram e buscam desviar a atenção com novas propostas”, afirmou o parlamentar mineiro, um dos prováveis adversários de Dilma nas eleições de 2014.

O senador tucano ressaltou que a oposição sempre apoiou uma reforma política e lamentou o fato de o governo, que detém ampla base no Congresso Nacional, não ter aprovado o tema. Aécio Neves alegou ainda que Dilma, da mesma forma em que busca se descolar das manifestações ao transferir para estados e municípios a missão de desonerar as tarifas para o transporte público, empurra para o parlamento a responsabilidade de encontrar uma reformulação para o sistema político. “Não houve empenho do governo federal em dez anos na condução da reforma política e ela agora, para desviar a atenção, transfere a questão para o Congresso. Faltou ao governo coragem para assumir a sua parcela de culpa”, disse.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), ponderou que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria de ser ouvido antes de qualquer decisão. Para o senador, em vez de a presidente debruçar-se sobre as demandas da população, ela está apostando em um tema que não é central neste momento e que pode trazer mudanças perigosas. “Uma assembleia constituinte com o fim único de fazer reforma política corre o risco de resultar no encurtamento de mandato ou mudança de regime político”, afirmou Agripino. “É isso que o Brasil precisa discutir ou há outras coisas mais urgentes que se impõem?”, questionou.

A oposição sustenta ainda que a reforma política poderia ser feita por meio de um Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sendo desnecessária a convocação de um plebiscito. “É fácil e o Congresso está pronto. Basta que a base do governo concorde em votar”, afirmou o líder do DEM. “Se cabe ao Congresso convocar uma constituinte, por que a maioria desse Congresso, que é da base de sustentação da presidente, não faz? Isso que ela tem que responder. A Dilma parece uma noviça no governo, quando está com o seu partido há mais de dez anos de mandato”, completou o presidente do Mobilização Democrática (MD), Roberto Freire (SP).

25 Jun 02:55

Ex-ministros do STF, presidente da OAB e Michel Temer (em 2007): Constituinte é impossível

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Ex-ministros do STF e o presidente do Conselho Federal da OAB criticaram severamente a proposta de uma Constituinte exclusiva. Em 2007, o então deputado Michel Temer e hoje vice-presidente da República escreveu um artigo criticando duramente a medida. Leiam o que informa O Globo.

(…)
Outros dois ministros do STF condenaram a ideia de Dilma pelos mesmos motivos. Para eles, não é necessário criar uma nova Constituição para realizar uma reforma política. O ministro aposentado do STF Carlos Velloso compartilha a mesma posição e criticou duramente a presidente.

“Eu acho que essa proposta não passa de uma medida pra enganar a população que está nas ruas. Não seria necessária uma Constituinte para fazer reforma política. Isso pode ser feito mediante emenda constitucional ou lei. O que está faltando é vontade política de fazer a reforma política. Aí, ficam jogando para o futuro. Porque o Congresso teria que convocar o plebiscito, a Justiça Eleitoral teria que programar e tudo ficaria para o ano que vem. Aí, a população já teria distraído e nenhuma solução seria tomada”, reclamou.

Velloso sugeriu medidas que a própria presidente poderia tomar para economizar o dinheiro dos cofres públicos: “A presidente da República poderia extinguir cerca de 20 ministérios que são desnecessários, são parasitas. Isso seria uma grande reforma, uma economia imensa de dinheiro público!”

O ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto alerta para a impossibilidade de haver convocação de uma Constituinte, já que a possibilidade não está prevista na Constituição Federal. “Nenhuma autoridade constituída tem poder para convocar uma Assembleia Constituinte. Se o fizer, não estará atuando no plano jurídico. Se a Constituição autorizasse qualquer órgão a convocar Assembleia Constituinte, ela estaria convocando seu próprio coveiro. Está havendo aí uma carência de conhecimento científico das coisas, ainda que a intenção seja a melhor possível”, afirmou.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, também não poupou ataques à proposta da presidente. “É muita energia gasta em algo que pode ser resolvido sem necessidade de mexer na Constituição. Basta alterar a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos. É isso o que queremos com o projeto de lei de iniciativa popular, que já está pronto, de reforma política. É prático e direto. Acaba com o financiamento de campanhas por empresas e define regras para eleições limpas”, declarou, mencionando a proposta aprovada pela ordem.

Em 2007, o vice-presidente da República e constitucionalista Michel Temer (PMDB-SP) escreveu o artigo “Não à Constituinte Exclusiva”. Ele criticava justamente a possibilidade de se formar uma Assembleia Constituinte para a realização de uma reforma política.

“É inaceitável a instalação de uma constituinte exclusiva para propor a reforma política. Não vivemos um clima de exceção e não podemos banalizar a ideia da constituinte, seja exclusiva ou não. Seu pressuposto ancora-se em certo elitismo, porquanto somente pessoas supostamente mais preparadas e com maior vocação pública poderiam dela participar. O que, na verdade, constitui a negação do sistema representativo. Numa sociedade multifacetada como a nossa, multiforme há de ser a representação popular”, sustenta Temer.

O vice-presidente da República é enfático:
“Em suma, uma constituinte exclusiva para a reforma política significa a desmoralização absoluta da atual representação. É a prova da incapacidade de realizarmos a atualização do sistema político-partidário e eleitoral”. Nesta segunda-feira, o peemedebista Geddel Vieira Lima disse que a posição do seu partido é mesma da defendida por Temer no artigo.
(…) 

25 Jun 01:42

Governo quer plebiscito aloprado no dia 7 de setembro ou 15 de novembro deste ano; Constituinte exclusiva teria 65 membros

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Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O plebiscito sugerido pela presidente Dilma Rousseff para realizar uma reforma política no país poderia ser realizado em 7 de setembro ou 15 de novembro deste ano. Essas foram as datas sugeridas durante a reunião da presidente com prefeitos de capitais e governadores, nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto. Dessa forma, a eventual eleição da assembleia poderia ocorrer em outubro do ano que vem, juntamente com as eleições gerais. A constituinte seria formada por 65 pessoas, de acordo com a proposta de Dilma.

O encontro desta segunda-feira terminou com a aprovação, por unanimidade, de um pacto sobre os cinco pontos levantados pela presidente Dilma Rousseff em resposta aos protestos que recentes – o plebiscito é um desses temas. Os outros são a responsabilidade fiscal, o transporte público, a saúde e a educação. No encontro da presidente com os governadores e prefeitos ficou acertada a formação de quatro grupos de trabalho para analisar temas específicos e propor soluções concretas. “Um grupo de trabalho vai concretizar os encaminhamentos sobre a reforma política. Mas quem vai decidir sobre isso, em última instância, é o Congresso”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Os outros grupos tratarão de propostas para a mobilidade urbana, saúde e educação.

A presidente Dilma Rousseff deve se reunir ainda nesta semana com representantes do Legislativo para tratar da pauta discutida, já que os cinco temas dependem da aprovação de propostas pelo Congresso, como a destinação de 100% dos royalties do pré-sal para a educação. “A partir da posição tomada em nome das três esferas do Executivo brasileiro, nós vamos ter agora uma tratativa junto aos nossos congressistas para podermos dar concretude àquilo que foi explicitado e pactuado”, afirmou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Repercussão
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou que a constituinte não deve ficar presa aos partidos organizados: “Vou defender a ideia de que seja uma assembleia paralela e que nós possamos ter candidaturas avulsas”, afirmou ele, após o encontro. Já o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que a redução das tarifas do transporte público, um dos temas em pauta na reunião, depende de uma análise detalhada do custo dos transportes: “Se nós não tivemos clareza quanto ao que compõe a tarifa , vamos ficar discutindo só a questão do preço”, afirmou ele.

Na reunião desta segunda-feira, que durou cerca de três horas, a presidente Dilma fez a fala inicial e depois passou a palavra para alguns de seus ministros. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, falou em nome dos gestores municipais. Os governadores Geraldo Alckmin (SP) Raimundo Colombo (SC), Omar Aziz (AM), André Pucinelli (MS) e Eduardo Campos (PE) foram escolhidos para apresentar as reivindicações de suas respectivas regiões. Depois, abriu-se a discussão sobre os temas propostos pela presidente.

25 Jun 01:24

Mayara Vivian, a heroína! Ela não tem voto, mas tem convicção! E Hotimsky, um especialista veterano em políticas públicas, o Rimbaud da catraca

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A presidente Dilma Rousseff se encontrou hoje com todos os governadores e prefeitos de capitais. Somavam-se ali milhões de votos. Ninguém apareceu no principal noticioso do país. Sabem como é: como é impossível ouvir 27 governadores e 26 prefeitos, então ninguém mostra a cara. Nesse caso, escolhe-se, sei lá como chamar, a isonomia federativa: todos os governadores são iguais: quem governa um estado com 42 milhões de habitantes e quem governa um com menos de 500 mil. É um critério.

Já em matéria de Mayara Vivian, aí a coisa é diferente. Embora não tenha sido eleita por ninguém; embora as ruas já estejam com uma agenda bem mais ampla do que a “tarifa zero”, a moça, tudo indica, se tornou uma referência do processo político brasileiro. É assim que entendi o fato de ter ganhado espaço no Jornal Nacional para defender a tal tarifa zero — “ou mais próxima disso”. Ah, bom!

Não que o Passe Livre tenha se encontrado com Dilma para ouvir alguma coisa. Ouvir pra quê? Foram lá para ensinar. Marcelo Hotimsky, este rapaz que vocês veem acima, tem 19 anos e estuda filosofia. Se ele ainda não domina todos os mestres do pensamento — ou melhor, os reles do pensamento —, uma coisa é certa: é um especialista em transporte. Por isso coube a ele fazer uma síntese da reunião com a presidente:
“Não ficamos satisfeitos, foi uma abertura de diálogo importante, mas vimos a Presidência completamente despreparada. Não apresentaram uma pauta concreta para mudar a realidade do transporte no país”.

É isso aí. A imprensa está coalhada de pensadores a saudar a falência da democracia representativa. O poema “Tabacaria”, de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), é um dos meus textos prediletos, em qualquer gênero. Encontro lá:
(…)
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
(…)

Fernando Pessoa não era de nada! Nestes dias, o mundo é, sim, para quem sonha que pode conquistá-lo, mesmo não tendo razão. É o que explica a Mayara Vivian no Jornal Nacional. É o que explica a fala doutoral do, como é mesmo?, Hotimsky. Esse é o filósofo que se negou a condenar os atos de vandalismo porque, disse ele, trata-se de “revolta popular”.

Pouco me importa o que dizem os especialistas os mais renomados e experimentados. Pouco me importa que demonstrem por A + B que a tarifa zero levaria o sistema de transportes ao colapso. Eu confio em Mayara Vivian. Eu confio em Hotmisky, o estudante de filosofia de 19 anos. Rimbaud revolucionou a poesia com 16, 17 anos. Ele revoluciona os transportes públicos com 19. É o Rimbaud da catraca.

Aliás, no caso de uma Constituinte exclusiva, conto com a dupla. Até porque eles já deixaram claro que o transporte público é só um instrumento de luta em favor da superação do capitalismo. E já anunciaram os próximos passos, na semana passada, também no Jornal Nacional: fim do latifúndio agrário e urbano. Finalmente a democracia está superando a necessidade de povo, eleitores, partidos, eleições… Pra quê? 

24 Jun 23:37

Vai ver, então, a “extrema direita” virou o xodó da “Gaiola das loucas e dos loucos”

by giinternet

Cresce a conversa estúpida, a exemplo do que disse Tarso Genro, de que movimentos de direita (ver post anterior) estariam por trás dos atos violentos nas passeatas Brasil afora. Vai ver, então, a extrema direita virou o xodó da “Gaiola dos Loucos e das Loucas” em que se transformaram algumas emissoras de TV no Brasil, que chamam de “pacífica” gente que sapateia em cima do Congresso, com tocha acesa na mão.

Extrema direita? A direita, no Brasil, já não lota uma Kombi. Imaginem, então, a extrema direita… O que praticamente não vi até agora foi esquerdista se opondo ao movimento, com medo “do povo”. Ou será que Rui Falcão, presidente do PT, recomendou que os petistas aderissem às passeatas porque quer dar uma forcinha à… extrema direita?

Segundo pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo, nada menos de 33% dos entrevistados nesses eventos justificam atos de vandalismo: 5% deles, sempre; 28%, só de vez em quando. Será que a extrema direita é assim tão grande?

Mas a “hipótese extrema direita” não para de ser aventada, especialmente pelos “jornalistas progressistas” do Estadão… Os extremo-direitistas teriam obrigado os petistas e outros esquerdistas a ensarilhar as bandeiras na Paulista, no dia 18.

Mentira!

Basta assistir aos vídeos para ver que foram manifestantes comuns, sem qualquer marca de tribo ou vinculação partidária. Tentam fazer de conta que os “carecas” calaram os petistas. Não foi, não! Quem os botou para correr foram pessoas que não suportam mais a corrupção.

Fico muito à vontade para escrever isso, não é? Como sabem, não apoio a forma como se dá esse movimento. E não apoio porque, no fim das contas, acho que a esquerda sairá ganhando — a petista ou alguma coisa ainda pior do que ela. Não apoio porque o método consagrado é autoritário, consagrado pelas esquerdas fascistas.

24 Jun 23:37

Sob pressão, a Fifa se defende, e Aldo prefere criticar a imprensa, que também seria “financiada pelos governos”

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Por Giancarlo Lepiani, na VEJA.com:
Colocados numa situação espinhosa por causa das críticas aos gastos com o Mundial de 2014 durante as manifestações que se espalham pelo país, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adotaram posturas distintas na hora de comentar o assunto, nesta segunda-feira, numa entrevista coletiva para avaliar a primeira semana da Copa das Confederações. Enquanto Valcke optou pela defesa, explicando como a Fifa reinveste o dinheiro obtido com o evento e assegurando que não existe hipótese de o Brasil deixar de ser o país-sede no ano que vem, Aldo partiu para o ataque – como já virou costume entre os subordinados da presidente Dilma Rousseff, culpando a imprensa pela contestação popular dos investimentos públicos no Mundial. O principal executivo do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, também participou da entrevista e fez uma avaliação extremamente positiva do evento até agora – deixando de lado, aliás, a insatisfação manifestada por algumas seleções, principalmente em relação às dificuldades encontradas no Recife. “As equipes estão satisfeitas, correu tudo bem com hotéis e locais de treinamento”, insistiu o dirigente.

Logo no início da entrevista, o diretor de comunicações da Fifa, Walter De Gregorio, lamentou ter de tratar de um assunto que foge ao controle da entidade. “Se não falarmos nada sobre os protestos, vão dizer que a Fifa só se importa com futebol. Se falarmos demais, vão reclamar que estamos nos intrometendo em assuntos exclusivos dos brasileiros”, disse o porta-voz. “Nossa posição é e sempre será a de aceitar as regras democráticas e as manifestações, desde que não elas sejam violentas. Mas não nos compete comentar sobre o mérito delas”, completou ele, destacando que “pelo lado esportivo, o torneio foi fantástico até agora”. Valcke também comemorou os “números fantásticos” da Copa das Confederações, como a ótima média de gols (mesmo nas partidas que não contaram com a presença do frágil Taiti) e a audiência televisiva “espetacular” dos jogos. Mas sua maior preocupação era tentar dissipar a impressão de que a Fifa pode sair como vilã deste ensaio geral para 2014. “Muitos dizem que a gente vem para cá, tomamos proveito do país e vamos embora, sem pagar impostos nem deixar nada de bom, mas isso não é verdade”, afirmou ele.

“Não tenho vergonha”

O cartola francês citou os milhares de empregos criados pelo evento em setores como alimentação e hospitalidade, além dos 32 milhões de reais gastos pela Fifa em diárias nos hotéis brasileiros (no ano que vem, serão 448 milhões de reais em despesas no setor). “Trazemos muito dinheiro ao país que recebe a Copa do Mundo”, explicou. “Somos uma empresa, ganhamos dinheiro também, mas nosso objetivo não é o lucro, é a promoção do futebol pelo mundo, através de uma série de projetos e iniciativas. Estamos fazendo muitas coisas boas. Pode não ser o suficiente, mas não tenho vergonha do que estamos fazendo aqui. Não sei por que é tão difícil as pessoas entenderem como a Fifa trabalha.” O secretário-geral ainda minimizou a preocupação com a segurança dos envolvidos no evento – disse que o esquema, mesmo depois dos protestos, é “exatamente igual” ao que foi adotado na África do Sul – e que “nada vai colocar em risco a organização da Copa no Brasil”. “Não há plano B. Além disso, não recebi nenhuma oferta de nenhum outro país para receber o Mundial. O que aprendemos neste mês certamente servirá para 2014, inclusive em relação à segurança.”

Acompanhado de seu braço-direito no Ministério, o secretário-executivo Luís Fernandes, Aldo Rebelo fez uma longa apresentação das cifras investidas no país por causa da Copa, destacando principalmente gastos em infraestrutura. “É evidente que esses eventos não são disputados por tantos países por acaso”, afirmou, dizendo não ter dúvidas de que um impacto positivo será sentido na vida das pessoas – ainda que muitos dos projetos incluídos na Matriz de Responsabilidades de obras ligadas à Copa ainda não tenha saído do papel. Fernandes disse que a Copa é “uma oportunidade histórica para promover o desenvolvimento do país” e que os gastos ligados ao evento não significam que faltará dinheiro para a saúde e educação públicas. “É muito importante que a mídia nos ajude a transmitir essas informações”, pediu o secretário, aparentando insatisfação com as reportagens que questionam o acerto dos investimentos com estádios e outras ações para 2014. Aldo também reclamou da imprensa: “Os meios de comunicação tiveram uma inclinação pelo olhar crítico, não pelos benefícios da Copa”. Diante do questionamento de um jornalista sobre o financiamento federal para obras em estádios, o ministro, normalmente de fala macia e tranquila, chegou a elevar o tom e provocar: disse que a imprensa também é financiada pelos governos, já que empresas e bancos estatais anunciam nos meios de comunicação.

24 Jun 23:37

Um ícone da era dos “milagres” lulo-petistas – Eike Batista pode perder controle do grupo EBX, diz NYT

by giinternet

Na VEJA.com:
Uma reportagem do The New York Times sobre a ascensão e a queda de Eike Batista alerta para a 
possibilidade de o bilionário acabar perdendo o controle do seu “decrescente império” e destaca que seus credores estão cada vez mais aflitos. Segundo a publicação, com a queda no mercado de ações do Brasil e no valor do real em meio aos protestos que tomaram conta do país, os bilhões de Eike estão “evaporando”.

O NYT lembra que, em 2010, ano em que a economia brasileira cresceu 7,5%, o empresário disse ao jornalista norte-americano Charlie Rose que sua fortuna chegaria a 100 bilhões de dólares, o que o tornaria o homem mais rico do mundo. No entanto, após atingir o pico de 34,5 bilhões de dólares em março de 2012, a fortuna de Eike agora é avaliada em 4,8 bilhões de dólares.

Se as empresas de Eike Batista continuarem perdendo valor, analistas dizem que seus credores, que incluem alguns dos maiores bancos do Brasil, poderão forçar o empresário a fazer uma reestruturação, o que pode resultar na perda do controle das empresas.

A reportagem liga a queda de Eike à “reversão da sorte” do Brasil. “Após anos de expansão econômica, a nação sul-americana começou a engasgar. A inflação se tornou uma grande preocupação. O índice do mercado de ações recuou cerca de 23% este ano, mais do que em qualquer outro grande país”, diz o texto, lembrando ainda que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou recentemente sua perspectiva para o rating do país para negativa, citando fraco crescimento e o enfraquecimento das finanças.

O jornal destaca ainda que nenhuma das seis companhias de capital aberto do Grupo EBX é lucrativa e que os investidores vêm vendendo suas ações, decepcionados com as projeções ruins, o descumprimento de metas e o alto nível de dívida das empresas.

24 Jun 23:36

Tenho uma ideia! Marilena Chaui tem de discursar nas passeatas para conduzir o povo para o bom caminho

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No dia 18 de maio, há pouco mais de um mês, Marilena Chaui compareceu ao lançamento de um livro puxando o saco de Lula, de autoria de Emir Sader, e falou ao público, no Centro Cultural São Paulo. Sentindo-se à vontade entre os seus, a mulher foi tomada de grande coragem e mandou ver: disse que odiava a classe média porque esta seria reacionária e fascista.

Tenho uma ideia: Dilma e o PT deveriam escalá-la para falar nas passeatas, né? Vamos relembrar o vídeo?

Isso dá uma ideia da arrogância a que chegou essa gente, da sua prepotência. Lembro de novo: esse fato aconteceu há pouco mais de um mês. Dona Chaui é paga com dinheiro público para pensar. Dona Chaui tem seus livros indicados pelo MEC, o que deve lhe render um bom dinheiro, porque é uma suposta pensadora. Dona Chaui achava, não faz tempo, que estava apta a decretar quem tem e quem não tem direito a uma existência política no Brasil.

Quando assisto a essa porcaria, sou quase tentado a sair por aí obstruindo ruas e estradas. Não vou porque não acho certo e porque, no fim das contas, acho que isso não acaba bem. Mas é evidente que o Brasil real dá um recado a esses prepotentes autoritários.

24 Jun 23:36

Eis aí! Dilma veio a público propor plebiscito para Constituinte exclusiva para fazer reforma política

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Começou a acontecer, mais depressa do que eu temia, o que chamei de torção à esquerda do processo político. Na reunião com governadores e prefeitos de capitais, com ar abatido como nunca, Dilma falou sobre fazer um plebiscito para se criar uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

Taí… Vamos lá na rua, meter fogo em tocha e sapatear sobre o Congresso. É um convite e tanto para um “by pass” no Parlamento , sob aplauso de muita gente que deveria estar pedindo para aquela gente descer de lá.

Constituinte para reforma política? A chance de feitiçaria é gigantesca. Um dos consensos estúpidos entre os descolados é, por exemplo, o financiamento público de campanha — o que significa universalizar o caixa dois.

Volto ao assunto mais tarde. Não tem jeito! A melhor maneira de não se queimar é não brincar com fogo. Quero lembrar aos entusiasmados que uma Constituinte exclusiva, mesmo para reforma política, poderá embutir mecanismos de “controle da mídia”, ainda que voltadas para questões eleitorais.

Fica para depois.

24 Jun 23:36

Tarifa de ônibus depois da redução: R$ 3! Ver o PT trabalhar contra a CPI dos Transportes em SP: não tem preço!

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Vejam o que informa o blog “Política Paulistana”, de Diego Zanchetta, hospedado no Estadão. Volto depois:

Líder do governo Haddad é contra CPI dos Transportes

Líder do governo Fernando Haddad (PT) na Câmara Municipal de São Paulo e irmão de Jilmar Tatto, secretário de Transportes, o vereador Arselino Tatto (PT) afirmou que vai defender na base governista voto contrário à instalação da CPI dos Transportes. Os governistas somam hoje 42 dos 55 vereadores paulistanos.

Amanhã (25) os parlamentares vão decidir se abrem uma comissão para investigar os gastos da Prefeitura com as empresas e cooperativas de ônibus da capital paulista. “Não é necessária a CPI. É possível pedir as planilhas nas comissões dos Legislativos, como na Comissão de Transportes. Não temos nenhum fato novo para motivar a abertura dessa comissão”, argumentou Tatto ao blog Política Paulistana.

A abertura da CPI é defendida pelo Movimento Passe Livre e pelo Diretório XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, como forma de abrir a “caixa-preta” dos custos do governo com as empresas concessionárias do transporte público. Neste ano, por exemplo, R$ 1,425 bilhão deve ser gasto com dinheiro público para bancar o serviço de ônibus na cidade.
(…)

Comento
Os “Tattos” sempre foram muito próximos da área de transportes, como se pode ver por esta reportagem da VEJA, de 28 de junho de 2006.

24 Jun 23:36

Proposta de Constituinte é inconstitucional. Trata-se de uma tentativa de golpe bolivariano. Ou: Conforme previ, petismo tenta saída à esquerda. Não estou surpreso. Nem vocês!

by giinternet

Constituinte exclusiva para fazer reforma política é golpe. É evidente que se trata de uma proposta inconstitucional, que não passaria no Supremo — aos menos, espero que não. Se passasse, então seria sinal de que estaríamos no reino onde o perdão seria desnecessário porque não haveria mais pecado.

Pois é… Eu conheço esses caras e essas caras. Sei como pensam. Sei com quais categorias operam. Sei como funcionam. Tenho advertido aqui há três semanas que esse negócio de ser reverente às massas na rua acaba dando em porcaria.

Uma coisa é ser contra congressistas que não prestam. Outra, distinta, é hostilizar o Congresso. Uma coisa é criticar uma justiça lenta e ineficaz. Outra, distinta, é hostilizar o Judiciário e as leis.

A ideia de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política é de Lula. E é antiga. Dilma, quando candidata, defendeu essa ideia numa entrevista ao programa Roda Viva. Não conseguiu dizer direito nem por que queria governar o Brasil, mas veio com essa história. Escrevi a respeito em julho de 2010. Felizmente, ao longo de sete anos, completados hoje, este blog se manteve no prumo e no rumo. Na sua proposta, também a reforma tributária seria feita por essa “Constituinte”. Como ela se operaria? A “Assembleia da Reforma Política” seria bicameral ou unicameral? Representaria só os cidadãos ou se tentaria garantir o equilíbrio federativo já no processo de representação? Vai saber o que se passa pela cabeça tumultuada de Dilma Rousseff. Eu sei o que se passa na cabeça da cúpula do PT: criar mecanismos para se eternizar no poder.

É um escárnio!

O Brasil passou pelo impeachment.

O Brasil passou pela crise dos anões do Orçamento, que dizimou reputações no Congresso.

O Brasil passou, e está passando ainda, pela crise do mensalão.

Ninguém falou em Constituinte. Agora, por causa de meia dúzia na rua — ainda que fossem muitos milhões —, os feiticeiros vêm falar em “Constituinte exclusiva”? Por quê? Houve algum rompimento da ordem?

Boa parte da reforma política necessária pode ser feita por legislação ordinária. É raro o caso em que se precisa de emenda, só aprovada com três quintos das duas Casas. E por que não se chega a lugar nenhum? Porque o governo não tem rumo e porque, como em jornada recente, os petistas querem impor uma reforma que o beneficie, que torne as eleições meros rituais homologatórios. Ora, Dilma não recebe em palácio esses patetas do Passe Livre por acaso.

Não acho que essa porcaria vá prosperar, mas é claro que estou preocupado. Ao mesmo tempo, fico satisfeito. Então eu não estava doido, não! Muita gente boa se perdeu nesse processo porque não conseguiu resistir ao encanto das massas na rua. Uma coisa é reconhecer — e isto eu sempre reconheci — que existem bons e enormes motivos para protestar. Outra, distinta, é não distinguir o ataque à roubalheira e aos desmandos do ataque às instituições.

Que fique claro:
– sapatear no teto do Congresso agride a Constituição;
– botar fogo no Itamaraty agride a Constituição;
– impedir o direito de ir e vir — SENHOR MINISTRO LUIZ FUX — agride a Constituição;
– promover quebra-quebras de norte a sul do país, cotidiana e reiteradamente, agride a Constituição.

Certa estupidez deslumbrada se esqueceu da natureza dessa gente. Os que estão nas ruas não obedecem a nenhum comando, mas estão lidando com forças organizadas. Daqui a pouco, lembrarei que tipo de reforma política quer o PT e por quê.

Conheço a crítica segundo a qual citar o nazismo como exemplo tende a ser inócuo porque nada se iguala aquilo e coisa e tal… Mas não dá para ignorar: parte dos liberais e dos democratas brasileiros resolveu, nestes dias, se comportar como os liberais e social-democratas da República de Weimar.

24 Jun 23:36

Novo ministro do Supremo diz em entrevista por que Constituinte exclusiva para reforma política é inconstitucional

by giinternet

Luís Roberto Barroso, novo ministro do Supremo, e eu não pertencemos, para usar metáfora empregada por uma amiga jornalista, à mesma enfermaria. Ele está, em muitos aspectos, à esquerda deste escriba. Em matéria, no entanto, de “Constituinte ad hoc”, pensamos a mesmíssima coisa. Vejam uma entrevista recente concedida por ele ao site Migalhas, especializado em temas jurídicos.

Também ele — e escrevi isso no post anterior — lembra que se pode fazer quase tudo o que se quer em matéria de reforma política por legislação ordinária. Não há óbice constitucional nenhum! Nas suas palavras: “Se quiser fazer voto distrital misto, não há impedimento na Constituição; se quiser fazer só voto distrital — portanto, majoritário puro, não há impedimento na Constituição —; se quiser instituir um sistema de fidelidade partidária, não há impedimento na Constituição (…). Eu não vi nenhuma ideia posta no debate político que não possa ser feita, concretizada com a Constituição que nós temos ou, no máximo, com uma emenda à Constituição”.

Conforme eu queria demonstrar.

24 Jun 23:35

Tio Rei conversa com o Gafanhoto

by giinternet

— Tio Rei, um conservador é sempre contra o povo na rua?

— Não, Gafanhoto! Isso revela uma noção boçal, cretina, do que seja conservadorismo. Um conservador não é a favor do congelamento e da eternização do statu quo. Um conservador, a exemplo de qualquer um que se diz “progressista”, também quer mudanças.

— E por que ele não é, então, um progressista?

— Seria, Gafanhoto, se as palavras fossem tomadas em seu sentido original. Mas progressismo e conservadorismo se distanciaram da etimologia e foram fazer praça na ideologia. Os que pretendem ignorar os fundamentos da democracia política; os que vivem permanentemente empenhados em ultrapassá-la pela esquerda; os que acreditam numa espécie de evolucionismo das ideias, de sorte que reivindicam para si mesmos a condição de mais aptos para liderar o mundo contemporâneo, estes definiram que seus adversários — que são os defensores da democracia liberal — são “conservadores”. Mas não os tomam como conservadores de um conjunto de valores que asseguram a igualdade perante a lei, os direitos individuais, a liberdade de pensamento e expressão… Nada disso! Seriam conservadores da velha ordem, das injustiças, das desigualdades.

— Então os conservadores não conservam?

— Conservam valores para mudar o mundo. Conservam o fundamento da igualdade perante a lei como garantia contra a tirania de indivíduos ou de grupos. Conservam o fundamento da liberdade de expressão e de opinião para que o debate nunca seja interditado. Conservam os fundamentos da democracia política para que ela nunca seja solapada por instrumentos que ela própria oferece.

— Então é conservando que se muda, Tio?

— É isso mesmo, Gafanhoto!

— Então não se deve aplaudir quando há gente sapateando no teto do Congresso, mesmo o Renan Calheiros estando abaixo dos “pés do povo”?

— Não, Gafanhoto! Não se deve aplaudir, não! Se estivéssemos numa tirania, isso seria direito natural à rebelião. Como estamos numa democracia, isso é flerte com a desordem e com a ditadura. Deve-se, nesse caso, chamar a Polícia.

— Mas e o Renan?

— Deve ser tirado de lá pela lei ou pelo voto.

— Então entendo, Tio, que nem os Renans nem as Dilmas são bons pretextos para a gente romper com a democracia.

— É isso mesmo, Gafanhoto! Até porque, a depender da feitiçaria que se faça, eles serão preservados numa eventual nova ordem. Mas num regime que será necessariamente menos livre e democrático.

— Como assim?

— Se a mudança do statu quo se dá ao arrepio dos fundamentos da democracia, a nova ordem será necessariamente menos democrática.

— Em que livro a gente aprende isso, Tio? É teoria política?

— Não, Gafanhoto! É lógica! Ou é aritmética. Não há processo revolucionário ou mudancista que conseguirá fazer com que dois mais dois deixem de ser quatro.

24 Jun 18:14

Tarso Genro investe na besteira e acusa “extrema direita” por depredações… É ? E se eu disser que pode ter começado em sua própria casa?

by giinternet

A TBM (Taxa de Besteira por Minuto) do Brasil não anda pequena. Mas sempre se pode contar com o petista Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, para elevá-la. Em entrevista ao programa “Gaúcha Atualidade”, da radio Gaúcha, ele afirmou que as depredações Brasil afora são coisa da… extrema direita!!!

“Estou convencido de que são pessoas de extrema direita ou manipuladas por esses grupos, e estão sendo pagos por alguém, que não se sabe quem. Não são pequenas minorias, existem pelo menos mil, 2 mil pessoas que estão por trás disso. Colocar que são poucos é um desserviço”.

É mesmo? Então ele já sabe quem são. Vai ver seu serviço secreto já descobriu tudo. É fácil, Tarso! Basta sua aliada, a presidente Dilma, determinar que a Polícia Federal faça seu serviço. Quanta besteira!

A nova jornada de protestos contra as tarifas, é bom lembrar, começou pra valer em Porto Alegre, em março deste ano. Consultem os jornais locais. E FORAM COMANDADAS PELO PSOL. O PSOL criou até uma marca-fantasia para atuar nos “movimentos sociais”: o tal “Juntos”. Um representante da turma concedeu entrevista, com pompa de pensador, ao “Globo Repórter” que foi ao ar na sexta. Não se informou que se trata de uma fachada do PSOL. Ficou parecendo que o rapaz apenas quer um mundo melhor. Ele e as carmelitas descalças.

Por que lembro isso? Porque, reitero, essa nova jornada começou em março, em Porto Alegre, tendo no comando o PSOL, que tem entre os fundadores Luciana Genro, a filha de Tarso. O registro do “Juntos” na Internet traz o nome da responsável: a própria Luciana. Um dos mais ativos organizadores das manifestações de rua em Porto Alegre é o vereador do partido Pedro Ruas.

Tarso quer saber como tudo começou? Por que não começa a procurar em casa?

24 Jun 18:13

PlayStation 4 Will Be Running Modified FreeBSD

by samzenpus
jones_supa writes "This discovery comes nicely alongside the celebration of FreeBSD's 20th birthday, for all the UNIX nerds. The operating system powering the PlayStation 4 is Orbis OS, which is a Sony spin of FreeBSD 9.0. It's not a huge surprise FreeBSD is being used over Linux, in part due to the more liberal licensing. The PlayStation 4 is x86-64 based now rather than Cell-based, which makes it easier to use FreeBSD. BSDs in general currently lack manufacturer supported full-feature AMD graphics driver, which leads to the conclusion that Sony and AMD have likely co-developed a discrete driver for the PS4. Some pictures of the development kit boot loader (GRUB) have been published too."

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24 Jun 18:09

Abortion in Ireland

by ft@firsthings.com (John Aroutiounian )

kennyThe Night of the Big Wind" is still the stuff of folklore in Ireland. On January 6, 1839, an unexpected hurricane slammed into the Emerald Isle from the North Atlantic, decimating neighborhoods from County Mayo to Dublin and becoming the worst storm ever recorded in Irish history. Waves were said to have crashed over Irelands towering Cliffs of Moher in County Clare. Perhaps most striking was the weather pattern in the run-up to the storm: an unexpectedly strong snowfall on January 5 followed by a warm front on the Epiphany, colliding with a second cold front that would produce the first of the hurricane-force winds.


The present political uproar over abortion law in Ireland-one of only three western European nations, together with Poland and Malta, which continue to ban the practice-seems to have arrived with similar ferocity. The warning signs, however, are decades-old.


Ireland has been abortion-free," as pro-life group Youth Defence calls it, for as long as anyone can remember. The illegality of abortion has been codified in some form since 1861, and in 1983 the Constitution of Ireland was explicitly amended by the public to guarantee the equal right to life of the mother and the unborn child. The measure passed with sixty-seven percent of the vote in a decade when abortion restrictions were being repealed all around the world.


Since then, global abortion rights organizations have aggressively targeted the island nation. The Irish Family Planning Association (IFPA), associated with the International Planned Parenthood Federation, violated Irish law repeatedly in the 1990s-most recently advising women to hide their abortions from authorities, putting womens lives in danger in the event of postoperative complications. And several thousand women receive assistance each year to seek abortions overseas in Great Britain, though the proportion of Irish women who receive abortions is dwarfed by the abortion rate in the United Kingdom and the Unites States.


Meanwhile, Ireland has maintained one of the lowest maternal mortality rates in the world. It is safer to be an expectant mother in pro-life Ireland than pro-choice America or Britain.


Irelands experience contradicts the legal abortion makes pregnancy safer" logic, which perhaps explains why the pro-abortion movement has had its eyes trained on Ireland for so long. Ireland is an example of a healthcare system where the rights of both the baby and the mother are upheld equally-to the detriment of no one.


The next chapter of the abortion debate unfolded in 1992, when the Irish Supreme Court ruled that women had the right to an abortion if the mothers life was imperiled by the pregnancy. Known as the X case," the decision sparked an ongoing debate about how to interpret the legislative mandate from the court, with successive governments reluctant to touch the issue for fear of upsetting the public.


The attack on pro-life Ireland resumed with a vengeance in 2005, when three women accused Ireland of violating their basic rights under the European Convention on Human Rights by prohibiting abortion. A, B and C v. Ireland, as the case was known, was a major pro-life victory. In its ruling, the European Court of Human Rights threw out the notion that abortion was a fundamental human right.


The latest uproar, which threatens to finally overthrow the pro-life consensus in Ireland, stems from the case of Savita Halappanavar, an Indian woman who miscarried and died of sepsis during her pregnancy in Galway. The case has become the rallying cry of abortion rights supporters, who maintain (along with Savitas husband) that her OB/GYN, Dr. Katherine Astbury, refused to provide her with a life-saving abortion. In response, Prime Minister Enda Kenny has proposed a bill that would clarify" the abortion statute in Ireland, making a clear exception in the constitutional ban for cases of maternal health and including an unrelated provision allowing for suicide as a reason for seeking terminating the pregnancy.


The problem is that the legislation is redundant at best and a Trojan horse at worst. Abortion is already permitted when the attending physician deems the pregnancy a threat to the mothers life. In fact, once the diagnosis of life-threatening sepsis came, an abortion was planned by Dr. Astbury. The problem was that the diagnosis came a day too late. As Eilis OHanlon of the Independent summarized, It is clear that Savita died because she had severe sepsis which was not properly treated; an earlier abortion may have saved her life, but the reason she did not get one was because doctors failed to ascertain that her life was in danger."


This hasnt stopped Kenny, who continues to insist he is a pro-life politician working to bring clarity" to the law. Never mind that the organization representing Irelands doctors feels that the law is unnecessary, and never mind that countless medical experts have testified that abortion can compound the risk for women contemplating suicide.


The result, whether Kenny intends it or not, will mean a fatal break in the Irish pro-life consensus. The suicide loophole, which allows a woman to have an abortion if she receives the approval of three doctors, will quickly be exploited when information spreads regarding who the doctors sympathetic to the pro-choice cause are (see the similar case of New Zealand). And, within no time at all, Ireland will have de facto abortion on demand.


But as opposition has grown, Kenny has hunkered down-realizing that the legislation has become a referendum on his government. Hes forbidden members of his party, Fine Gael, from voting their conscience on the bill, slated for a vote this summer. All the while, public opinion has held remarkably steady on the basic question of abortion. As of mid-2013 only thirty-nine percent of those polled supported abortion on demand, indicating little movement since 1983.


Despite this, today a majority of the Irish public supports Kennys bill, swayed by the Savita case-not to mention other factors chipping away at the pro-life position for years, like the eroding influence of the Roman Catholic Church. What the public fails to see, however, is that the bill is only the first front in a long-planned, well-coordinated storm.


John Aroutiounian is a student at Yale University.


RESOURCES


Irish Bishops on Death of Savita Halappanavar, Matthew Schmitz


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24 Jun 18:04

The real cover-up at the heart of the National Health Service

by Melanie Phillips
So now, having had the inquiry into the inquiry that suppressed facts about the failure of the original inquiry, there is to be a further inquiry into the bullying of the woman who tried to blow the whistle on the uselessness -- and worse -- of the inquirers.
24 Jun 18:03

Pronto! Começou! Dilma se reúne hoje com governadores e prefeitos das capitais. Mas, antes, ela se encontra com os gênios do Movimento Passe Livre.

by giinternet

Olhem aqui: pouco me importa, nos sete anos deste blog, que se completam hoje, ficar como um Diógenes a segurar a lanterna. Não consigo achar isto bom: Dilma se encontra hoje com todos os governadores e prefeitos de capitais. Vai falar com alguns milhões de votos — de que ela também é portadora. Antes, no entanto, recebe aquele celeiro de Schopenhaueres e Kants do Movimento Passe Livre. Não me peçam para vibrar com isso. Quando uma tese aloprada como a da gratuidade total dos transportes põe de joelhos a ordem democrática, algo está bastante errado — além da evidente coleção de ineficiências e desmandos da política e do estado brasileiros. Ainda voltarei ao tema mais tarde. Não me peçam para vibrar com isso. Leiam o que informa a Folha

Na busca de atender a “voz das ruas” e reduzir o desgaste provocado pelas manifestações na imagem do governo e do país, a presidente Dilma reúne hoje com 27 governadores e 26 prefeitos de capitais para tentar fechar um pacote de medidas nas áreas da saúde, educação, mobilidade urbana e transparência. Antes do encontro, ela deve receber lideranças do MPL (Movimento Passe Livre), que deflagrou a onda de protestos pelo país. Além das medidas, o governo também passou a avaliar fazer uma reforma ministerial durante o recesso do Congresso, no mês de julho –mas a decisão não foi tomada.

Segundo a Folha apurou, a ordem da presidente à sua equipe é fechar medidas concretas já na reunião de hoje e nos próximos dias. A avaliação do Planalto é que, se os agentes públicos ficarem só no discurso, as manifestações vão continuar país afora. A pressa do Palácio do Planalto está relacionada ainda a pesquisas reservadas feitas por partidos aliados que já registram novas quedas na aprovação de Dilma. A última pesquisa do Datafolha mostrou recuo de oito pontos na sua aprovação.

O governo vai anunciar aos governadores e prefeitos a criação de mais 2.000 vagas para médicos-residentes e um plano de construção de hospitais e compra de equipamentos hospitalares no país. As novas vagas para residência terão anúncio oficial amanhã. O Ministério da Saúde também vai lançar o programa Mais Médicos Brasil, para trazer profissionais formados no exterior.
(…)

24 Jun 18:02

Por enquanto, duas pessoas podem comemorar o transe em que entrou o país: Marina e Lula

by giinternet

Marina Silva apareceu ontem numa entrevista à Folha. Muito a seu estilo, afirmou que parte das pessoas ligadas à Rede — o partido que não é partido — está nas ruas, evidenciou o que chama de militância “autoral” dos que se manifestam, provou por que isso tem tudo a ver com o que pensam os marineiros e, como ela é ela, acusou outras legendas de “oportunistas” por tentarem pegar carona no movimento. Só ela e os seus, claro!, são pessoas legítimas para se ligar à causa… A tal pesquisa que a Globo encomendou ao Ibope traz este dado.

Pois é. Não sei quanto tempo Marina Silva terá no horário eleitoral gratuito. Mas se vai desenhando um cenário absolutamente favorável para ela. Se há alguém que reproduz esse espírito de aversão à política (embora seja política); de crítica aos partidos (embora ela tenha criado um só para poder se candidatar) e de um apego difuso às “causas do bem”, esse alguém, obviamente, é ela. Cada um com os seus valores, com as suas escolhas, com o seu ponto de vista. Vocês conhecem o meu. Considero isso uma péssima notícia.

No petismo
Ainda que as ruas, por enquanto, andem um tanto hostis ao PT, Lula — que gostaria, sim, de ser o candidato em 2014 — pode comemorar. O que era dado como uma absoluta impossibilidade há um mês — a sua eventual candidatura à Presidência em 2014 — é agora considerado mais do que uma hipótese plausível. Na cúpula do PT, não são poucos os que consideram que Dilma já era.

Ainda que eu possa ver algumas virtudes no movimento que está em curso, bastam, para mim, essas duas consequências para considerar que o dano pode ser bem maior do que o perigo. Vejam o perfil da amostra da entrevista do Ibope.

Os beneficiários do Bolsa Família e os pobres brasileiros não estão aí. Para que Lula vá para a praça e inicie a guerra dos ricos contra o pobres, não custa muito. “Ah, isso não cola mais…” Tomara que não!, mas me reservo o direito de duvidar.

Aécio
O discurso antipolítico e antipolítica é, obviamente, ruim para Aécio Neves (PSDB) também. Ontem, Minas foi palco de confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar, que conta com o auxílio da Força Nacional de Segurança. Dado o modo como as coisas se fizeram, não restava alternativa. As bombas estão caindo no colo de Dilma, mas notem que as oposições silenciam porque não lhes resta muito a fazer num ambiente de repúdio “a tudo isso que está aí”.

24 Jun 17:56

Por que eu digo “não” 2 – O Brasil não é o Egito, e Dilma não é Mubarak. Ou: Os problemas são reais, o transe é coisa de “engenheiros de opinião”. Ou: Um terço dos manifestantes justifica depredações. É uma “minoria” grande demais! Ou ainda: Repudio que os esquerdistas do Passe Livre sejam a catraca do nosso cotidiano

by giinternet

Escrevi ontem o primeiro capítulo da série “Por que eu digo ‘não’”, com o subtítulo “A rebelião das massas. Ou: Dilma fala, mas o quebra-pau nas ruas continua”. Vamos à segunda parte, que começa com uma reiteração. Embora eu já tenha deixado isto claro inúmeras vezes, a questão insiste em aparecer nos comentários. Os que estranham a minha falta de entusiasmo com o movimento que está nas ruas ou jamais entenderam o que eu penso ou não compreendem o que veem. Não endosso e jamais endossarei o clamor por democracia direta ou pela instituição no país de mecanismos que a tanto conduzam se aprovados. Se e quando tal pleito sair vitorioso, estaremos todos à mercê da ditadura de minorias organizadas. E as manifestações a que assisto, com seu declarado ódio ou fastio às instituições, abrem uma vereda que nos conduz à terra do “quem grita mais chora menos”, destruindo, em vez de aprimorar, os mecanismos de representação. Isso se choca frontalmente com o que entendo por uma democracia organizada. Atenção! Parte substancial das dificuldades por que passa o país deriva do fato de que o governo está, sim, loteado entre partidos políticos, mas também está loteado, a seu modo, entre movimentos militantes. E o alarido tende a ampliar esse militantismo. Não será com o meu assentimento. Tratarei desse aspecto com mais vagar no terceiro texto. O transe por que passa o país nasce, sem dúvida, de problemas reais, mas a sua potencialização é artificial. Entendo que, longe de ser uma explosão espontânea de indignação e cidadania, trata-se, na sua fase inicial, de um fenômeno razoavelmente manejado de controle da opinião pública. Eu explico.

Vi na TV algumas senhoras e senhores já maduros, um tantinho acima do tom, a bradar: “Não esperava que fosse ver essa geração na rua! O país acordou e está reagindo!”. Epa! O Brasil não é o Egito, a Tunísia ou o Iêmen! Não é nem mesmo a Turquia, que não vive um regime democrático na acepção plena do termo. Ainda que venha sendo permanentemente agredida, ainda que viva sob permanente ataque especulativo, estamos numa democracia de direito. O tom emprestado à cobertura das manifestações, apontei aqui desde os primeiros dias, buscava mimetizar o apelo épico que a Al Jazeera, a emissora da ditadura do Catar, emprestava à mal chamada “Primavera Árabe”. As coberturas ao vivo no Brasil percorreram todos os adjetivos e exclamações do ridículo, da mistificação e da discurseira laudatória. Vocês sabem o que penso sobre o PT há muitos anos. Sabem, igualmente, o que penso sobre Dilma Rousseff, mas ela não é Hosni Mubarak ou Muamar Kadafi. Se desafiar o estado de direito numa ditadura pode até resultar em democracia (não aconteceu em nenhum país árabe ainda), o desafio ao estado de direito numa democracia acena para a ditadura. É uma questão óbvia.

Legalidade desafiada e Fux
“Mas a legalidade está sendo desafiada, Reinaldo?” Ora, as manifestações falam por si, seja pela degeneração em vandalismo, seja pela permanente agressão ao direito constitucional de ir e vir. Pior: o clima das ruas começa a contaminar o juízo de quem deveria ter juízo e de quem é, a rigor, o próprio juízo. No dia 19, o ministro Luiz Fux, do STF, concedeu uma liminar aos “companheiros” do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, ligado à CUT, derrubando outra liminar que havia sido concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas, que havia proibido manifestação que impedisse o trânsito de pessoas e veículos. A prevalecer a liminar de Fux, qualquer grupo pode, a qualquer hora, interromper o trânsito onde bem entender, sem prévio aviso, sem nada. Basta ir lá e pronto! O ministro só faz uma ressalva: não pode haver violência. Nesse caso, então, a Polícia Militar pode intervir. Pergunto: forçar as pessoas, porque é disto que se trata, a participar de um ato com o qual eventualmente não concordem ou impedi-las de transitar livremente constitui ou não violência? Para Fux, não! A íntegra de sua liminar está aqui. A Constituição não contém fundamentos que se negam mutuamente. Pergunto: o que Fux fez do direito de ir e vir? “Mas como as pessoas poderão protestar?” Há praças para isso. Pode-se combinar previamente com o poder público um itinerário para evitar o caos na cidade. Que nada! Fux evoca o testemunho da imprensa de que as manifestações são pacíficas e concede uma liminar que não lhes impõe nenhum limite, a não ser este: só não pode depredar. Em que país do mundo é assim? Em nenhum! É mais uma jabuticaba de Banânia.

Atenção! A prevalecer o texto de Fux, manifestantes podem impedir o trânsito que conduz a estádios ou a megaeventos, que envolvam milhares de pessoas. Se, por exemplo, no próximo Rock in Rio, um grupo de fanáticos da MPB — ou mesmo do verdadeiro rock (será que fui muito sutil?) — decidir que é o caso de obstruir a passagem da turma, a polícia poderá no máximo observar. Se não houver quebra-quebra, tudo bem! Vênia máxima, não se trata de uma liminar, mas de um engajamento — aliás, o texto do ministro chega a ter certo tom condoreiro. Há mais: juízes estão mandando soltar os vândalos que estão botando pra quebrar Brasil afora, promovem arruaça, depredam, desaparecem, a polícia os encontra e são imediatamente postos na rua.

Causas reais, tensão artificial
Saúde, educação, infraestrutura… Nada disso anda bem. Há roubalheira no país. Os corruptos estão soltos por aí. O Congresso há muito é mero caudatário do Executivo, reunindo algumas figuras pouco recomendáveis. É claro que há motivos em penca para protestar. As causas são verdadeiras. Mas a tensão a que chegou o país é matéria de engenharia de opinião pública — e, como tal, embute um discurso político que tem de ser destrinchado. E eu não me furtarei a fazê-lo, ainda que tomando algumas porradas aqui e ali. Estou acostumado.

Tudo começou com um pleito absurdo de grupelhos de extrema esquerda em São Paulo, aliados históricos do PT: querem o tal “passe livre” e passaram a ser tratados como gente séria, de respeito, que tem algo a dizer. Na quinta, dia 13, manifestantes, que já vinham fazendo protestos notavelmente violentos, desrespeitaram um acordo feito com a tropa de choque em São Paulo e avançaram a linha do combinado. A PM reagiu. Essas coisas nunca são bonitas. Decretou-se, o que é uma mentira escandalosa, que os policiais é que haviam dado início ao conflito. Cenas de exageros da polícia — e tudo indica que aconteceram — passaram a ser exibidas insistentemente nas TVs. Os grupos organizados nas redes sociais se encarregaram de espalhá-las. Os vândalos e aqueles que usaram a sua mão de obra passaram a ser tratados como os utopistas de um novo mundo. Quando a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, atendendo ao clamor, especialmente da imprensa, combinou com o Passe Livre que não haveria tropa de choque na rua, balas de borracha, bombas de gás, nada disso, e que a cidade inteira era um território livre para a manifestação, os protestos se tornaram nacionais pra valer.

As Policias Militares de todos os estados passaram a ser tratadas como as forças de Muamar Kadafi ou de Mubarak. Deu-se de barato que estavam proibidas de intervir. As escandalosamente reiteradas cenas de barbárie nas ruas passaram a ser chamadas por aquilo que não eram: EXCEÇÃO! Nunca antes na história do mundo se viu uma exceção se repetir tantas vezes. Ora, em movimentos dessa natureza, é sempre uma minoria que parte para o ataque. A questão é saber qual era a sua conexão com a maioria ou com os organizadores do evento. O MPL, por exemplo, jamais condenou o vandalismo. Nunca! Numa entrevista coletiva, seus líderes disseram-se contrários apenas à hostilidade dos manifestantes aos jornalistas — e, claro, criticaram a polícia.

Insisto neste aspecto: a Polícia Militar é sempre a primeira força de contenção quando explodem conflitos de grandes proporções. Demonizada, satanizada nas ruas, tratada como bando de aloprados, vista como aglomerado de brucutus, qual seria a consequência? Some-se a isso uma reivindicação da imprensa que foi plenamente atendida: as cidades como territórios livres — das cidades, logo se chegou às estradas. Todos os acessos a São Paulo — ou saídas, se quiserem — chegaram a ser bloqueados. O aeroporto de Cumbica, uma área de segurança, ficou isolado. Se os patriotas decidirem fazer isso durante a Copa do Mundo, Luiz Fux chamará de “democracia”…

Mas lá estavam os engenheiros de opinião pública a decretar: trata-se de uma manifestação pacífica, infiltrada por alguns baderneiros. Não! Quebrar banco, invadir loja, depredar a Assembleia Legislativa, ah, isso não podia. Mas tomar as estradas, isolar o aeroporto, impor às pessoas uma rotina de guerra, ah, isso tudo bem! Com isso Fux, por exemplo, concorda. Com isso, as TVs concordam. Chamam de “manifestação pacífica”.

As causas são reais? São! A “crise da democracia” é artificial. E eu lhes apresento uma espécie de “prova pela ausência”.

Cadê os policiais feridos?
Quantos policiais feridos vocês viram na televisão ou nos jornais? Um só! Aquele que quase foi linchado em São Paulo, no dia 11, se não me engano. Só na Assembleia Legislativa do Rio, 20 se machucaram. Não obstante, imagens de jornalistas atingidos por balas de borracha — podemos debater se elas devem ou não ser usadas — passaram a ser exibidas ou como evidência da truculência da polícia ou, sei lá, do martírio dos profissionais de imprensa. As edições têm privilegiado especialmente os atos violentos dos PMs. Não por acaso, na pesquisa encomendada pela TV Globo ao Ibope, levada ao ar ontem no Fantástico, 57% dos que participaram das passeatas consideram que a polícia agiu com muita violência. Pois é… Em, sei lá, 95% das vezes, os policiais reprimiram vândalos. Há casos de gente atingida por gás de pimenta, por exemplo, que não estava quebrando nada? Há! Exibi-los à exaustão converte a exceção em regra. Assim como a rotina das depredações era, absurdamente, chamada de exceção.

O Fantástico ontem, diga-se, entrevistou o policial Nilmar Avelino, do Rio, aquele que levou uma pedrada na cabeça e ficou estirado no chão, atacado por aquilo que parecia ser um bando de urubus. Muito bem. Seguiu-se o seguinte diálogo:
Fantástico: Você não tem mágoa de quem te fez levar esses dez pontos na cabeça?
Nilmar: Por que teria? De repente, ele não sabe nem o que fez. Sempre vai haver os mais exaltados. Mas acho que as pessoas ali estão reivindicando é um país melhor. Quem não sonha? Eu sonho com um país melhor.

Pergunta óbvia: o policial poderia ter dado uma resposta diferente dessa? Vamos imaginar que dissesse que tem mágoa, sim. Vamos supor que dissesse que, na próxima, se perceber que vai apanhar, vai é bater primeiro. Teria ido ao ar? Se fosse, o coitado, que já estava de volta ao serviço, seria afastado. É evidente que se trata de uma forma nada sutil de sugerir que aos policiais cabe a grandeza do perdão, como se estivessem lá para aquilo mesmo. E não estão. Policial militar não recebe para levar pedrada e apanhar de vagabundo. E não conservar mágoa não é uma superioridade moral obrigatória. NOTA À MARGEM: nenhum jornalista foi convidado a perdoar policial. Corolário: um bandido até pode merecer perdão; um PM não.

Pesquisa desmente farsa do pacifismo. Ou: A grande irresponsabilidade
Faustão, ontem, num discurso em favor da ocupação das ruas, transformando programa de auditório em comício, disse que os eventos desmentem essa história de que o brasileiro é um povo pacífico e coisa e tal. É verdade! Mas não da maneira como sugere. A pesquisa encomendada pela Globo revela que 5% dos entrevistados acham que depredações são sempre justificadas. Outros 28% acham que elas se justificam em alguns casos. Para 66%, nunca se justificam, e 1% não soube responder.

Minoria??? Em relação aos 66%, sim. Mas atenção! UM TERÇO DAS PESSOAS QUE PARTICIPAM DOS PROTESTOS JUSTIFICA AS DEPREDAÇÕES. Digamos que tenham comparecido, num número talvez subestimado, 400 mil pessoas no megaevento do Rio. Digamos que a amostragem do Ibope esteja certa e que a pesquisa reproduza a média das opiniões. Naquele dia, pelos menos 132 mil pessoas flertavam com a possibilidade de partir para o pau: 20 mil delas aceitariam isso em qualquer caso; 112 mil, só em alguns…

Destaco essa questão para dar relevo à grande irresponsabilidade que é demonizar as Polícias Militares numa situação como essa. O que querem no lugar? Se não forem eles, será quem intervir se as coisas fugirem do controle? É UM ABSURDO QUE 33% DE MANIFESTANTES ADMITAM A POSSIBILIDADE DA DEPREDAÇÃO. Quando o ministro Luiz Fux concede uma liminar que torna o Brasil inteiro território livre para manifestações, está flertando com o perigo — alheio, claro!, não com o seu próprio.

Inventar uma “Primavera Árabe” num país democrático é um despropósito. Transformar as Polícias Militares em exércitos treinados para reprimir o seu próprio povo — como se dizia das forças que sustentavam aquelas tiranias — é igualmente falso. Flertar com manifestações de descrédito às instituições é um risco. A propósito: esse tal Passe Livre tem como lema “a vida sem catraca”. Totalitários que são, querem ser a catraca da vida de milhões de brasileiros. Preço que cobram: o seu direito de ir e vir. Mas por que chegamos aqui?

Ataque às instituições e canais obstruídos
Há muito tempo já, mas há dez anos de forma sistemática, as instituições têm sido alvos de ataques especulativos. Escrevi, sem qualquer hipérbole, milhares de textos apontando as muitas vezes em que o petismo, mesmo o que está no poder, que integra o estado, dá de ombros para as leis. Existem, estão aí, mas quem se importa? A presidente Dilma Rousseff atribuiu justamente a Gilberto Carvalho a tarefa de estabelecer a tal “interlocução com movimentos sociais”, atrelando-os ao Planalto. “O que há de mal nisso, Reinaldo? Você é mesmo um reacionário!” Não há mal nenhum desde que o governo — ou, de forma ainda mais profunda, o estado — não se torne o principal promotor da desordem no país.

Ora, em que resultou e tem resultado a “interlocução” de Carvalho? O MST invade e depreda fazendas quando lhe dá na telha. Mas, é claro!, trata-se de um dos “interlocutores” de Carvalho. Meio Mato Grosso do Sul está conflagrado por causa da questão indígena, e essa é uma crise que eu ousaria dizer fabricada na Secretaria-Geral da Presidência. Nestes dez anos, com ênfase no governo Lula, nada ficou imune à depredação e ao vandalismo moral: Legislativo, Judiciário, imprensa… A oposição foi impiedosamente desqualificada, desmoralizada — e se deixou, é bem verdade, desqualificar e desmoralizar.

Notem que há um estranho casamento de agendas na praça: a extrema esquerda está lá, sim. Foi ela, diga-se, que abriu a primeira janela — e os petistas incitaram o baguncismo em São Paulo. Mas há também os que não suportam mais a rotina de incompetências e desmandos e que repudiam o petismo. Mas nem por isso se sentem representados pela oposição. E nem poderiam. Ao longo dos anos, ela se mostrou um tanto frouxa, incapaz de articular um discurso que reunisse valores alternativos aos triunfantes. Resultado: há, sim, milhões de pessoas que, embora repudiem a visão de mundo petista, não têm onde ancorar as suas frustrações.

Gilberto Carvalho tem razão ao dizer que há um certo moralismo nas ruas. É verdade! E ele se dirige contra o governo do PT, que resolveu declarar imoral a própria moral, não é mesmo? Assim, descontentamentos ficaram represados: nem havia como expressá-los por intermédio da capilaridade governista — já que os movimentos sociais estavam e estão todos cooptados, comprados pelo petismo com seus “bolsismo” e medidas de reparação disso e daquilo — nem por intermédio da oposição, que seria o canal natural por onde deveria escoar as contraditas ao discurso do poder. Um bom exemplo é a UNE. Há milhares de estudantes na rua que jamais sentiram a presença dos pelegos em seu cotidiano.

Por que digo que os problemas são reais, mas a tensão é matéria de engenharia? Porque parte deles, que assumiu a forma da urgência, é crônica. Alguns se tornaram mais agudos, é claro!, à medida que as políticas de inserção social dos últimos 20 anos — e elas existem — aumentaram o número de usuários de aparelhos do sistema público, escandalosamente ineficientes. E, então, chegamos a um busílis importante, que ficará para o terceiro capítulo desses textos, que são independentes entre si, mas conectados: a coloração que estão assumindo os justos protestos nos leva à solução ou pode criar novas e graves problemas? Direi, então, no texto de amanhã por que há o risco imenso de incidirmos na segunda hipótese. Por que a educação é sofrível? Por que a saúde é uma lástima? Por que a segurança é precária? Por que a infraestrutura está em pandarecos? Não é por causa dos estádios da Copa nem é por falta de dinheiro (acreditem!).

O caminho que se abre pela frente — e torço muito para estar errado — caminho não é. Há um risco razoável de que esse militantismo sem alvo, ou de muitos alvos, crie novos e severos embaraços, maiores do que aqueles que já estão aí. De resto, meus caros, por melhores que fossem ou que sejam os propósitos, nunca vi nada de bom sair do desrespeito sistemático às leis e da agressão permanente a direitos fundamentais.

Eu quero de volta o meu direito de ir e vir e de planejar o meu dia sem ter de consultar a agenda de manifestações do MPL ou sei lá quem. Eu não posso aceitar que cada grupo organizado, por mais justo que seja, se assenhore das garantias constitucionais, apesar da liminar do ministro Luiz Fux — que jamais terá problemas para ir e vir. Se for o caso, reivindico, então, o meu direito de minoria. Os liberais que podem estar vendo no que está em curso uma nova aurora podem acordar abraçados a um Tirano de Siracusa, só que sem o amor pela sabedoria.

Texto originalmente publicado às 7h02
24 Jun 17:31

NSA Releases Secret Pre-History of Computers

by samzenpus
An anonymous reader writes "The National Security Agency has declassified an eye-opening pre-history of computers used for code-breaking between the 1930s and 1960s. The 344 page report, entitled It Wasn't All Magic: The Early Struggle to Automate Cryptanalysis (pdf), it is available on the Government Attic web site. Government Attic has also just posted a somewhat less declassified NSA compendium from 1993: A Collection of Writings on Traffic Analysis. (pdf)"

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