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28 Dec 12:46

Pare de se comparar com os outros

by Dora

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Viver uma vida de atenção plena e gratidão requere que você pare de se comparar com os outros. O problema com essas comparações é que elas assumem um tipo de sobreposição de experiências de vida. É difícil incorporar verdadeiramente a perspectiva de outra pessoa. Cada vida é tão extraordinariamente diferente, até mesmo entre amigos próximos e familiares. As pessoas compartilham muitas motivações e experiências mas isso não faz com que se torne mais fácil compreender de forma precisa a vida de outra pessoa. Ter pena é ser paternalista. Idolatrar é desumanizar.

E você desumaniza quem quer que seja com quem você tenha se comparado. A idolatria funciona do mesmo modo. Quando as pessoas idealizam celebridades, pessoas ricas ou “de sucesso”, elas removem a humanidade delas. As colocam simplesmente dentro do reino do idealismo subjetivo. As pessoas sujeitam-se constantemente ao ridículo, à inveja e amargura baseadas em falsas ideias de prerrogativas quando elas nunca sabem de verdade o que se passa na cabeça do “outro”. É por isso que todas as ideologias políticas que escolhem um inimigo comum se tornam perigosas e desumanizam.

Um exemplo simples: você acredita que a sua felicidade seja causada por falta de recursos. Você vê uma imagem de uma pessoa rica na beira do mar, aproveitando um drink e pensa “Ah, se fosse eu. Eu seria tão feliz”. Mas você pode de verdade entrar na cabeça daquela pessoa? Você saberia dizer se eles curtem passear nessa praia o tanto quanto você curtiria passear em qualquer outro lugar? Na verdade você não sabe. Se existe uma verdade sobre os seres humanos é que nós nascemos para nos adaptar. Se você não é feliz sendo pobre, você não vai melhorar sendo rico. Se você não consegue ficar bem sozinho, você não vai conseguir ficar bem quando achar alguém. Entendeu a ideia? O poder está dentro de você, não no mundo externo. A vida espiritual é um grande nivelador. Está acessível a qualquer um que queira trabalhá-la. Não importa quem você é ou o que você tenha. A força que precisa está dentro de você.

O ponto mais importante disto tudo é que quando você se compara aos outros, você desumaniza a si mesmo. Você erra a sua interpretação dos outros, mas acima disso acredita que julgar a si mesmo contra esta interpretação incorreta seja uma boa ideia. Ambos são mentiras. O caminho em direção a atenção plena é reconhecer a si mesmo como você é e agir da forma mais diligente possível diariamente. Comparações sem sentido e ficar olhando “a grama verde do vizinho” apenas perpetuam o ciclo de apego ilusório à coisas e ideais externos.

Todas as noções de paraíso são nefastas porque elas pressupõem que o paraíso jamais poderia estar/ser aqui. O ponto da questão é que aqui e agora mesmo é tudo o que temos. O constante desdobramento do momento presente é tudo o que há. Fantasiar sobre o que “há por aí” só te trará dor de cabeça.

 

Texto por Charlie Ambler, do Daily Zen. 

25 Oct 10:54

12-05-2016

by Laerte Coutinho

04 Dec 19:30

are YOU making the best use of your time? what a single mother in iowa found out will make you cry, then make you angry, then give you a recipe for chicken wings. you'll never believe ingredient #6.

archive - contact - sexy exciting merchandise - search - about
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December 4th, 2014: Sorry I didn't warn you this comic had magically flying banners in it and is therefore ULTIMATE CLASSY!!!

Today is a shipping deadline so if you want RAD ITEMS at CONVENIENT TIMES, now is a great opportunity to check out the sweet items!!

– Ryan

06 May 02:14

May 05, 2014


Today's comic is a response to this individual.
08 Apr 23:09

Photo

Carla Castilhos

Eu no último domingo



06 Jan 22:44

January 06, 2014


KERPOW
16 Aug 12:31

August 15, 2013


Things are cooking for the return of BAHFest. Stay tuned.
03 Jul 12:46

My Hero

by Doug

My Hero

This one’s dedicated to Bonnie – happy birthday to you!!

Here are more library cartoons.

02 Jul 19:01

press release: librarians now helping people get information

by jessamyn
Carla Castilhos

Fiquei curiosa pra ver esse filme! :D

"That's wrong information"

Two things to mention here

1. I finally saw Desk Set. I have no idea how I not only managed not to see it before but also how I even missed the theme which is whether computers will ever really effectively (and cost-effectively) be able to do our jobs.

2. ALA is going on right now and I’m not there. Each year there is usually some sort of “Librarians, they are really great!” press release around this time which often winds up in my various mailboxes by various sources. This year it’s this one: APNewsBreak: Librarians to help with health law. Which, hey great, librarians they’re still there doing their jobs. Good for them. The thing that is so weird about this, to me, is it’s basically implying though not outright stating that librarians will be doing this work 1. officially and 2. as part of some nationwide project. Neither is true as near as I can tell. I asked over at ALA Think Tank for people to give me an update on what was happening at ALA (at this program) which further confused me.

The only real fact we got from that article is that OCLC got an IMLS grant to create training materials to help librarians do this. Today I got this press release from Meredith (thank you!) that seems to say that OCLC got $286,000 from IMLS to create training content on WebJunction to help libraries help patrons with the new heath care law. And then, amusingly as I was driving from Massachusetts to Vermont trying to find a radio station, I heard some right wing talk show radio host who was MAD that librarians were going to have a part in the “indoctrination” by the “regime” that was doing the health care stuff. Sheesh.

In summary: librarians are still doing their jobs. OCLC/WebJunction are getting money to (maybe) help us to do them, lots of people get the wrong idea about libraries’ role in helping the people who have been digitally divided.

20 Mar 11:50

Therapy

by Doug
Carla Castilhos

Era o que eu sempre dizia pra minha terapeuta...

Therapy

Here’s more therapy.

15 Mar 11:50

Governo descumpre limite de servidor sem concurso

A maior parcela de funcionários não concursados se verifica nos cargos DAS-3, de remuneração mais elevada

11 Mar 14:40

February 28, 2013


Wow, already at the end of February.
29 Jan 01:16

Mommy's Not Allowed to Get Sick: How to Be Sick When You Can't Call in Sick

by Sarah Dobbins

011413_shutterstocksick.jpgAs a stay-at-home (and work-from-home) mom, sometimes I find myself getting irrationally jealous of my husband when he is ill; he just lets his boss and coworkers know he's under the weather, and he takes the day off (as he should) to rest, recuperate, and get back on his feet. What does a sick day look like for a stay-at-home mom? Exactly like a well day — babies need to be fed, kids need to be taken to school, and meals need to be seen to. What's the answer? More

02 Jan 12:50

RABCI – Resultados 2012

by Tiago Murakami

O RABCI – Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação – http://rabci.org/rabci é um projeto que nasceu aberto e que conta com a colaboração de diversas pessoas, seja construindo, divulgando ou confiando e depositando seu trabalho para divulgação. O resultado disso é que ele cresceu bastante em 2012. Olhem alguns dos resultados que foram obtidos neste último ano:

São 346 trabalhos compartilhados.
52.487 Visitantes únicos, 130.168 visitas.
150.48 GB de tráfego de dados visíveis e 526.18 GB se considerar os robôs da Internet.
112.266 Downloads, sendo 108.852 PDFs, 2.894 DOCs e 520 PPTs
Para efeitos de comparação, em 2011, tivemos 43.274 downloads, sendo 41.530 PDFs, 933 DOCs e 811 PPTs.

Os 10 trabalhos mais baixados:

6.343 Downloads – LIMA, José Aniceto de & SANTIAGO, Pietro Otávio. OS PRIMEIROS CONCEITOS DA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL.
6.177 Downloads – TERSARIOLLI, Ariovaldo; FARIAS, Hélio Pereira; LIMA, Juliana Balestra de & SILVA, Nilson Tibúrcio da. DOENÇAS OCUPACIONAIS EM PROFISSIONAIS DE UNIDADE DE INFORMAÇÃO.
3.653 Downloads – ROCCA, José; SANCHEZ, Álvaro; LEMES, Pedro & NASCIMENTO, Rafael. SEGURANÇA, HIGIENE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO.
3.005 Downloads – EDUVIRGES, Joelson Ramos. CLASSIFICAÇÕES DOCUMENTÁRIAS: semelhanças e diferenças entre CDD e CDU.
2.485 Downloads – VARGAS, Graziela Mônaco. ESTUDOS BÁSICOS SOBRE NORMALIZAÇÃO: origem, conceitos e organismos reguladores.
2.324 Downloads – SANCHEZ, Álvaro Perez; CAMPOMORI, Cleber Lopes Campomori; ROCCA, José Marcos & LEMES, Pedro Aurélio. SISTEMA OPERACIONAL LINUX.
2.309 Downloads – SILVA, Andréia Gonçalves; OLIVEIRA, Antonia Regina Q. de; SILVA, Carlos Eduardo da; SANTOS, Débora Ferreira dos; FERREIRA, Henrique M. Coimbra; SILVA, Sadrac Leite & D´AMBROSIO, Sônia Duarte. GESTÃO DO CONHECIMENTO E A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO.
2.087 Downloads – LIMA, Cléo da Silva. AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DA CIDADE DE SÃO PAULO.
1.765 Downloads – BARBOSA, Elvina Maria de Sousa; RAMOS, Joelson & CIRÍACO, Maria do Socorro S. DESPERTANDO PARA A PRODUÇÃO INTELECTUAL: A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA CIENTÍFICA.
1.753 Downloads – FONTANELLI, Silvana Aparecida. CENTRO DE MEMÓRIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: uma interação necessária.

Um resultado inesperado foi que o RABCI ficou em 8 no Brasil e 535 no Mundo do Ranking Web of Repositories. \o/ . Um resultado que nos enche de orgulho e dá força para continuar e tentar melhorar cada dia mais. O que me leva a fazer um pedido especial: Continuem confiando e depositando os seus trabalhos no RABCI. Todos ganham!

em posts relacionados. Visite o blog e faça sua busca manual.

14 Dec 16:54

Visualização espacial da atividade humana

by fred@usabilidoido.com.br (Frederick van Amstel)

Meu doutorado está chegando na metade e finalmente consegui delinear o que será a minha tese. Foi muito difícil definir o tema, pois estou numa área completamente nova: Arquitetura. Não é Arquitetura da Informação, é Arquitetura de prédio mesmo. O complicado é que não existe um departamento de Arquitetura na minha Universidade (super técnica), então minha pesquisa é realizada numa colaboração entre o depto. de Desenho Industrial e Engenharia Civil.

O vídeo abaixo mostra um dos projetos que desenvolvi na minha pesquisa explorando formas visualizar a atividade humana numa planta baixa (a mãe do wireframe).

Trata-se de uma série de workshops de design participativo com usuários de um novo centro de diagnóstico por resonância magnética. Os usuários são, no caso, os médicos, enfermeiras e radiologistas que vão trabalhar neste centro.

No primeiro workshop notei que havia uma dificuldade para verificar se a planta baixa permitia executar as atividades dos usuários confortavelmente. O problema é que ninguém sabia exatamente todos os detalhes destas atividades. A experiência acumulada de se mover no espaço para executar uma atividade é um tipo de conhecimento tácito: você não consegue explicar, mas você sabe quando precisa fazer.

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Os participantes do workshop tentavam explicar como funcionava suas atividades apontando na planta baixa e arrastando o dedo para simular o movimento do próprio corpo. "Se o paciente começar aqui, então ele vai para lá e depois para cá". Apesar de ser uma forma rápida de expressar a dimensão espacial da atividade, pra co-criar ficava difícil. Depois da simulação, nada ficava registrado na planta baixa e o participante tinha que repetir várias vezes. Também acontecia de entenderem coisas diferentes e raramente alguém continuava a ideia de outro participante.

Na Arquitetura existem vários tipos de diagramas mais abstratos que a planta baixa que poderiam ter sido usados no workshop, mas eles também não são materiais adequados para a co-criação. Veja esse diagrama de fluxo que encontrei numa pesquisa de ponta na área.

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Parece perfeita, mas se você tentar usar num workshop encontrará o seguinte problema: um participante desenha uma etapa no fluxo de trabalho que um outro participante não concorda. Aí o que você faz: apaga, risca, ou desenha por cima? Esse tipo de interação acontece o tempo todo durante os workshops e não é nada fácil de decidir o que fazer. Ao contrário de websites, uma vez que o prédio está construído, é difícil de fazer mudanças, então as pessoas se envolvem muito mais nas negociações. Além disso, uma falha na construção pode pôr em risco a vida dos usuários. Design participativo é muito mais tenso nesse caso do que no projeto que fiz para o meu mestrado.

Então o que eu fiz? Eu criei uma espécie de jogo baseado em fios de tricô em que os caminhos dos usuários são amarrados em cima da planta baixa. Quando há discordância, basta desenrolar o fio e amarrar em outro lugar.

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Teve um grupo de usuários que não quiz jogar o jogo porque eles queriam fazer ajustes na planta baixa também. Não valia à pena traçar os caminhos se a planta baixa tinha problemas. O workshop terminou com uma sessão de rabiscos para uma nova planta baixa, mas eu fiquei com isso na cabeça.

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De volta à prancheta, resolvi desenvolver um software que suportasse ajustes mútuos nessas duas dimensões: a planta baixa e os caminhos do fluxo de trabalho. Hoje em dia, a Arquitetura encontra-se em transição para o paradigma Building Information Modelling (BIM). O velho Autocad está sendo substituido pelo Revit, um programa que além de modelar a geometria do prédio em 3D, ele permite guardar informações dinâmicas. Com isso você pode gerar relatórios instantâneos sobre outros fatores importantes como iluminação, serviços de energia, encanamento e etc.

Eu criei um plugin para o Revit que permite traçar os caminhos do fluxo de trabalho e calcular o tempo gasto para andar de um lado a outro do prédio.

Autodesk Revit 2013 - Student Version - [Schedule Walking Paths - CMI_floor_pla_2012-11-07_11-35-20

A proposta é que esse plugin seja usado pelos arquitetos durante os workshops. Infelizmente, a interface do Revit é complicada demais para os usuários operarem diretamente, então eu estou pensando em criar uma versão simplificada desse software. Por enquanto, o que a gente conseguiu fazer aqui é testar com os alunos de Engenharia Civil como seria um projeto usando esse plugin.

Uma coisa interessante aconteceu: os alunos começaram a projetar iterativamente. Tradicionalmente, os arquitetos definem primeiro os requerimentos (o que eles chamam de programa) e depois desenham a planta baixa. A princípio, a planta baixa não deveria mudar muito, mas o fato é que é impossível fazer um programa perfeito porque os requerimentos mudam de acordo com a flutuação econômica, disponibilidade de novas tecnologias, mudanças organizacionais e etc.

Abaixo você vê uma animação com as mudanças progressivas realizadas por um aluno. Note como na medida em que ele traça os fluxos, ele vai fazendo ajustes na planta baixa.

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Eu estou no momento pesquisando como representar outros aspectos do uso de um prédio através da Teoria da Atividade. Teremos outros workshops no futuro com desafios mais amplos.

Fiquei surpreso em descobrir que ninguém havia investigado esse assunto cientificamente na Arquitetura. Pela pouca experiência que tenho na área, me parece que a Arquitetura está muito atrás em relação à Computação e ao Desenho Industrial no quesito adequação às necessidades do usuário. Minha esperança é que tornando da dimensão do uso mais tangível através de visualizações da atividade, os arquitetos e engenheiros perceberão que precisam considerem melhor o uso e que, para fazer isso de forma eficaz, precisam convidar os usuários a participar do projeto.

Você conhece alguém no Brasil fazendo algo similar na Arquitetura? Por favor, me passe o contato da pessoa. Se você quiser saber mais sobre minha pesquisa, veja meu blog em inglês.

09 Nov 16:32

Terceirização de call center das teles é ilegal, diz TST

Carla Castilhos

Hahahaha,

 A legislação não autoriza as empresas de telecomunicações a terceirizarem suas atividades-fim

01 Nov 17:17

Voltar para casa

by Iuri Müller
Carla Castilhos

Melhor texto do impedimento esse ano. Porra, fala do meu livro preferido.

Estoy aquí, dije, con los perros románticos
y aquí me voy a quedar.
Roberto Bolaño

Encontraría a la Maga? Não sei. Nesses dias quentes e doentios poucas coisas são seguras e condizentes. Voltar pra casa pobre como um cachorro, voltar pra casa bêbado como um cachorro, voltar pra casa molhado como um cachorro. Voltar pra casa depois de confundir avenidas. Ao final, sempre tentar voltar pra casa como um cachorro, e claro, hoje não seria diferente.

Faz uns dias o Iuri me ligou falando coisas aparentemente sem sentido: “voltamos pra Santa Maria na segunda e assistimos ao jogo do Grêmio na terça”. Leproso nas ideias. Faz uns dias que estou em Porto Alegre sem sentido lógico, apenas estando. Inerte e incapaz de voltar ou de seguir. Vim pra passar um final de semana na metade do mês e só não consigo voltar. E nem ao menos porque esteja aproveitando a cidade ao máximo em passeios na beira do rio, em bares, em shows ou em filmes e peças de teatro. Absolutamente nada disso. Pela manhã me acorda com um beijo uma muchacha de ojos azules (ela se chama Maga, como na Rayuela) me dá tchaus que eu pronto esqueço em função do sono; ao meio-dia almoçamos panquecas e pela tarde me telefona o Iuri pra dizer “che, fica mais três dias pelo menos”.

No último sábado me havia dito pra voltarmos a Santa Maria e irmos ao Olímpico na terça. Primeiro não dei bola. Não dá pra ir ao Olímpico estando em Santa Maria do mesmo modo que não dá pra levá-lo a sério. Em um segundo momento, reagi asperamente com um não.

Não poderia ir ao Olímpico sendo um colorado pelos mesmos motivos que os adolescentes de esquerda deixam de tomar coca-cola ou entrar em igrejas. A seriedade ingênua. O que digo é que a intransigência adolescente é necessária principalmente para se tornar um cinismo inteligente. Assim, do mesmo modo que comecei a tomar coca-cola e entrar em igrejas, resolvi que poderia ir ao Olímpico, mesmo que de forma cínica, talvez.

Como esperado, fiz, desfiz e refiz três ou quatro vezes o cronograma de viagem, de modo que chegou a terça e decidi que ficaria nessa cidade até a inércia passar, quem sabe. Decidi também ir ao jogo. Vou ver o Rentería. Vou ver o estádio antes da demolição. Vou tentar reagir aos lances como torcedor do Grêmio. Vou tentar não deixar meu cartão do Inter do Banrisul escapar pelo meu bolso denunciando a verdade sobre mim.

A estranheza de estar metido naquele gigante de concreto me fazia desejar estar junto à meia centena de torcedores colombianos do Millonários. Mas logo passou. Virou algo que agora eu não mais sinto como real. Naquele delírio esquisito, vi uma chance de gol dos Millonarios além de uma cobrança de falta que pareceu gol do Grêmio para os que estávamos do lado oposto ao gol colombiano. Reagi sem reação durante toda a partida.

Saímos do estádio, comentamos o jogo, a ruindade do André Lima, o futebol gaguejante do Léo Gago, a amizade do Zé Roberto com o Mano Brown. Descemos a Azenha, dobramos na Venâncio Aires e descansamos no Garibaldi. Tomamos meia-dúzia de cervejas, lembrando que não há por que voltar a Santa Maria, concluindo que o Grêmio ganhará a Sudamericana e que o Newell’s Old Boys vai sair campeão esse ano na Argentina se não roubarem para o Boca. E que o Newell’s é o nosso time, o time dos leprosos.

Tomei um táxi, comprei um par de balas de banana pra disfarçar a cachaça do Garibaldi e encontrei a Maga.

Hoje eu só espero que chegue amanhã, que ela me acorde com um beijo antes de sair e eu volte a dormir até o almoço.

Vinícius Teixeira Pinto

30 Oct 10:55

Not lesser. Just different.

by Lorna

Working within a law firm, there is a very clear division in staff: there are lawyers, and there are non-lawyers. Lawyers believe that they are important, intelligent, innovative, indispensable, and all sorts of other “i” words.  In the eyes of the lawyers, us non-lawyers are often seen to be none of those “i” words…we are other i’s – irritating, in-the-way, inconvenient. Which can create quite a number of problems for those of us who make up that generic mass of non-lawyer staff, particularly librarians.

It can mean we’re cut out of the flow of essential information about our workplaces – the business priorities, the objectives, the future plans. Without that information, we’re not able to work with full efficiency and support those plans.

It can mean we become demoralised, as we and our work are regarded as unimportant.

It can mean our initiatives and projects are not implemented or progressed, as we’re not viewed as being important enough to be given the required time and resources.

It can mean we become demotivated, as we’re frequently reminded of how little worth our work has, and how little respect we personally have.

It can mean that our skilled positions can be seen as handy areas to place underutilised lawyers in, because lawyers are viewed by other lawyers to be better than non-lawyers at everything.

It can mean our budgets are slashed without consultation, when other departments claim priority on available funds.

It can mean we aren’t given the charging codes for research performed, as the enquirers don’t wish to have to admit to needing the help of non-lawyers.

It can mean our specialised skills are unnoticed, as they are not “doing law”, despite their relevance.

Together, these elements can combine to create a library department and staff that feel undervalued, are viewed as non-essential by those in positions of power, are sidelined from knowing about or helping with core activities, and are at risk of being managed out of their roles in favour of lawyers.

Of course, the examples above are the extreme, worst-case scenarios, but if even a few of the elements are creeping up on you, you may want to start taking some action to increase your visibility.

But how?

Well, you’re an information professional: you’re likely to be qualified, with at least a degree, and possibly a postgraduate qualification. Since you worked hard to get those qualifications, display them! Have you got a degree, a postgraduate qualification, recognition from your professional body? Frame it! Sit it on your desk, put it on the wall, get your postnominals on your business card, get a name plaque for your desk with all those letters on it too. Yes, it feels like showing off, but you can tell lawyers that you are just as well qualified as them until you’re blue in the face –  it’s just not information that they will keep in their head. Without a visible reminder of your competence, you will continue to regress to being that indeterminate person who just sits near the books.

Be helpful. Be very, very helpful. I know you’re probably already doing this, but volunteering information that you know will be of interest to individuals makes them feel that what you’re doing is very special, and being done just for them. If you have information going into your current awareness service that will email an alert out in the morning, and you see something that you think an individual would like to see now: send them it! They’ll remember that time when you were the first person to tell them X, or you remembered that they were interested in Y – it makes the thought “oh, they know what I want/need” lodge in their head.

Schmooze. Get yourself invited into every meeting of every team that you can, or volunteer yourself to go to any events that look like you could be useful in. Try and wiggle your way into involvement on project teams, especially in areas where law firms don’t expect librarians to have much knowledge, like technology or social media. Pipe up with ideas of how you can help those teams or projects, If you’re lucky, you can get access in this way to people who hold power in these areas, and get a chance to show them that you’re just as capable with cloud computer as with research.

Socialise. Even if all you want to do at the end of the day is drag yourself home, and you like to keep your work and your personal life separate, it’s worth showing face at the occasional corporate event. When you’re working in an environment where time is literally money (all hail the Chargeable Unit!), the chance to just get to know your lawyer colleagues without feeling that there’s an invisible billing target clock hovering over their head is a precious thing. And being able to show them that you’re a real person, with real interests and a real life, not just an email service or a voice on the phone is an important thing to establish. These are the people who, if you’re lucky and have bonded outside of work, will be the ones dropping useful information into their next conversation with you.

Most of all: be nice. Be so nice it hurts. Be cheerful and helpful to everyone, even the ones who are busy sneering at you, because if they’re sneering at you, they’ll be doing the same elsewhere, and your handling of awkward situations and people will be noted. Being the friendly, happy one makes you a refuge for others when they’re having difficult times, and they will remember that when you may have difficult times. Being nice can help you make you good workplace allies.

Yes, I know this all sounds a bit exhausting, and it involves a fair amount of dedication, stamina, immense confidence, and the ability to plaster a happy smile on your face and say “no problem” through gritted teeth, no matter how you actually feel. It’s not exactly a fun prospect, but then again, neither is the thought of having to explain the intricacies of copyright and intellectual property law to the under-utilised corporate lawyer that’s been moved into the Library to “help out” the Library staff, because nobody put in a word for the staff, or pointed out why that was a silly idea….

Posted on behalf of a Scottish Law Librarians Group member


27 Oct 13:12

pintinho publicado nesta sexta no especial eleições, da folha de...

Carla Castilhos

muito bom! política doméstica



pintinho publicado nesta sexta no especial eleições, da folha de s.paulo.

22 Oct 23:26

Vendem-se sonhos

by ImpedCorp

Foto: Grêmio
Não votei na eleição de domingo. Não votei por ser um indeciso convicto entre Paulo Odone e Fábio Koff. Como os prós e contras de um e de outro foram debatidos à exaustão e como Inês agora é morta, escrevo somente sobre o que me sensibilizou em particular nesta eleição e que não li por ali.

Paulo Odone é um cara que fez um pouco de jus à sonora antipatia que tem junto ao torcedor médio gremista. Mas só até certo ponto. Há uma larga margem que é puramente implicância ou impaciência após uma década sem taças.

Odone, especialmente neste último mandato, forçou a barra ao atrelar sua imagem à do Grêmio. Até para noticiar a morte de Airton Pavilhão, o que se via no site do Grêmio era uma foto de presidente sorrindão, abraçado ao ex-jogador. Esse estilo político pavão jamais agradou.

O que era pra ser em prol da sua imagem, teve o efeito inverso. Não foi o Grêmio que não venceu campeonatos, foi o Odone. Não foi o Grêmio que enfiou o pé pelas mãos nas negociações com os Assis Moreira e agora, no megalomaníaco projeto Ganso, foi o Odone. Foi o Odone quem construiu a Arena? Até foi. Mas não foi o suficiente.

Já o mérito que eu via em Odone era de não ser um cara conformado. Embora as tentativas e erros tenham sido uma constante, o objetivo sempre foi tornar o Grêmio maior e melhor. De técnico em técnico, de jogador em jogador, Odone foi sempre bravo contra o processo de botafoguização do Grêmio. O resultado é que o clube pode até não ganhar, mas é respeitado como se ganhasse. Odone não ter vencido um título decente não só é triste como é um bocado injusto.

Sem dúvida, entre Paulo Odone e Fábio Koff, aquele com quem eu bateria uma foto, pagaria uns chopes e ouviria uns causos, é o segundo. Mas um aspecto em particular da campanha de Koff me incomodou profundamente: é uma imensa irresponsabilidade eleger-se prometendo títulos. Para um torcedor tão sedento, então, é quase uma crueldade vigarista.

Ter dois mandatos e dois títulos continentais não significa que, no próximo mandato, o Grêmio será campeão. Para ser campeão é preciso enfrentar adversários. O máximo que um presidente pode prometer é um time competitivo, gerido de forma competente, mas nunca um time campeão. Koff sabe disso. Sabe também que o Grêmio já tem um time bem encaminhado, e usou matreiramente na campanha o que ele tem e Odone não: as faixas. Embora seja mérito do adversário poder assumir em condições de vencer umas novas.

Muito se compara os anos atuais do Grêmio às décadas horríveis do Inter em 80 e 90. Não é bem assim. De 10 anos pra cá, o Grêmio beliscou a Libertadores de 2002, foi finalista em 2007, semi em 2009, lutou pelo Brasileiro de 2008 e pelo de 2012. O pior ano de Odone foi justamente o que assumiu o time com o elenco montado por outra gestão e cujo técnico jamais gostou.

Quando Odone prometeu um salto de qualidade, o torcedor optou novamente por uma mudança. É da democracia, mas me pergunto se o que o Grêmio mais precisava não era de continuidade, de planos a médio e longo prazo, fosse quem fosse o comandante. Porque isso, sim, costuma resultar em títulos.

Com Fábio Koff, durmo um pouco menos tranquilo. Mas o que ele vendeu e nós, gremistas, compramos, foi a permissão de sonhar um pouco mais alto.

Pra dentro deles,
Caue Fonseca

22 Oct 17:32

União entre estratégia de conteúdo e arquitetura de informação

by rogeriopa
Carla Castilhos

A/C Lilly

Este artigo levanta uma discussão sobre a qualidade do conteúdo produzido nos meios digitais, a forma e porquê as pessoas fazem uso dele. Em seguida, mostra como uma estratégia de conteúdo pode ser feita em conjunto com a arquitetura de informação para garantir uma boa experiência.

1. Estratégia de conteúdo e arquitetura de informação – pilares iniciais de uma boa experiência de uso

Com a explosão das informações, Richard Saul Wurman, autor do livro “Ansiedade da Informação 2”, falou sobre a necessidade de existir arquitetura da informação para que as pessoas possam ter controle e fácil acesso sobre todo o volume de conteúdo que é produzido todos os dias. (WURMAN, 2005).

Para que o conteúdo chame a atenção, é necessário que ele seja atrativo, claro e bem estruturado.

Verificar se o conteúdo atende as necessidades de uma pessoa é essencial para o sucesso de qualquer empresa. A autora do livro Clout – The Art and Science of Influential Web Content (2011) define como mensuramos a qualidade do conteúdo da seguinte maneira:

Usável e encontrável: o conteúdo que é fácil de encontrar, acessar e ler.
Claro e preciso: o conteúdo que é fácil de entender, coeso e correto.
Completo: o conteúdo que atende a todas as necessidades dos usuários.
Consistente: o conteúdo que tem o estilo, a linguagem e a abordagem necessária para o usuário conseguir alcançar seus objetivos.
Útil e relevante: o conteúdo que alcança os objetivos dos usuários e também de negócios. É apropriado e pertinente.

2. As pessoas acessam os sites em busca do conteúdo

Conteúdo é vídeo, texto, imagem, infográfico, animação e áudio. As pessoas gastam várias horas por semana na Internet lendo, vendo ou ouvindo conteúdo online (JONES, 2011).

Infelizmente, empresas de grande porte ainda constroem seus sites em cima de organogramas chatos e informações institucionais como missão, visão e valores, por exemplo. E esses conteúdos acabam sendo úteis somente para a própria empresa (KISSANE, 2011).

As pessoas normalmente usam websites porque precisam de conteúdo que as ajudem a tomar uma decisão (JONES, 2011). Portanto essa é uma grande oportunidade de influenciarmos em prol de escolhas mais inteligentes e que faça diferença em suas vidas.

Uma pesquisa de usuário feita pela Huge, agência digital com sede em Nova York e escritório no Rio Janeiro, mostra que as pessoas acessam a internet por dois motivos:

Querem encontrar algo ou fazer alguma coisa.
Querem saber o que há de novo.

O item 1 trata-se de uma forma de navegação mais objetiva como ver temperatura, valor do dólar, pagar contas ou simplesmente comprar um tênis para começar a correr. O ponto é, os usuários vão aos sites com um objetivo muito claro do que precisa ser feito.

O item 2 deixa claro a ansiedade que as pessoas têm ao olhar a todo momento se chegou um e-mail novo, uma mensagem no Facebook ou um novo twitte. E as empresas sabem usar bem o artifício instigando a curiosidade.

É interessante perceber que as fontes citadas acima têm conteúdos produzidos por pessoas e não por empresas. Mas as marcas que criaram a plataforma para que essa interação aconteça foi concebida por quem lutou para conquistar confiança e credibilidade.

Toda confiança e credibilidade são construídas a partir do momento que uma plataforma proporciona um serviço de utilidade.

Só no Brasil, a média de acesso às redes sociais é de 79% de usuários ativos (Ibope). Estar na internet é uma opção das empresas, mas alinhar sua mensagem à linguagem do meio é questão de sobrevivência.

3. As pessoas não leem páginas web?

Por causa da excessiva produção de conteúdo irrelevante ou inadequado, criou-se o mito de que as pessoas não leem online. Há dez anos, Dean Allen escreveu um artigo falando que os usuários não gostavam de ler na internet. Ele dizia que os leitores simplesmente escaneavam as informações na tela em busca de um pedaço de conteúdo que os interessasse.

Mudanças vieram com a velocidade da internet, que facilita a busca por informações até que as pessoas consigam alcançar os seus objetivos.

Alguns estudos recentes mostram que os usuários leem na web o mesmo tanto que em outras mídias. Leem blogs, notícias, descrição de produtos e tudo aquilo que estão interessadas.

Janice Redish, autora do livro Letting Go of The Words, fala de alguns motivos que fazem com que os usuários deixem de ler um conteúdo em um website. As pessoas não leem porque:

Estão muitos ocupadas.
O conteúdo encontrado não é relevante para o que elas precisam.
Estão tentando encontrar a resposta para uma pergunta e não encontram.
Estão tentando formular uma questão e precisam de orientação.
Estão perdidos devido à sobrecarga de informação.

Viu-se para que um conteúdo seja lido é necessário que ele seja útil, relevante, bem rotulado e formatado de uma forma que facilite o encontro e o uso.

A força da marca, uma busca bem indexada e o alto tráfego são fatores que facilitam o encontro de uma informação. A qualidade e a relevância de uma página são fundamentais para que as pessoas possam fazer bom uso do conteúdo.

4. O que é uma estratégia de conteúdo?

Uma estratégia de conteúdo é o ato de criar, manter, tornar útil e usável um conteúdo para um website e seus canais de relacionamento (mídia impressa, TV, rádio, email marketing). Isso inclui recomendar que tipo de conteúdo um site precisa ter para alcançar os seus objetivos.

A estratégia de conteúdo não é uma disciplina, mas sim uma forma de lidar com o conteúdo nas empresas e em seus canais de comunicação (Erin Kinsane, 2010).

Segundo Kristina Halvorson, para uma estratégia de conteúdo ser útil, ela precisa dizer:

Quanto conteúdo precisamos ter e porque.
Como o conteúdo será estruturado.
Como os usuários vão encontrar o conteúdo na web.
Como será feita a produção do conteúdo até o lançamento do site.
O que fazer depois que o conteúdo estiver nos canais de relacionamento.
Como o conteúdo é gerado e mantido.

A mensagem a ser transmitida direciona a forma como história será contada e como todo conteúdo será estruturado. Durante a fase de análise, o estrategista de conteúdo coleta todos os pedaços de informação que serão necessários até chegar ao usuário final (HALVORSON, 2010)

O conteúdo na web pode conter milhares de mensagens. O segredo para fazer com que essas mensagens tenham valor e sejam fáceis de entender é criando uma hierarquia. Abaixo temos uma lista de como tratamos a priorização no momento de produzir o conteúdo.

Mensagem primária
É a mensagem que a pessoa precisa saber para aprender algo ou executar uma tarefa. Essa mensagem deve estar alinhada com os objetivos de negócios da empresa.

Mensagem secundária
É um grupo de mensagens que extrapola a mensagem principal.

Detalhes
Todas as informações, dados, gráficos que comprovam suas mensagens anteriores.

Call to action
O que o usuário quer fazer após receber a mensagem. Qual é o próximo passo.

Dando forma e função ao conteúdo
Para que o conteúdo na web seja encontrável e usável, ele precisa ser estruturado de uma forma que faça sentido aos usuários que vão usá-lo. Precisa ser intuitivo e fazer parte do modelo mental que as pessoas têm.

Espera um minuto. Isso não é um trabalho para um arquiteto de informação?

O trabalho de organizar ou estruturar a informação sempre foi de responsabilidade de um arquiteto de informação. E na maioria dos casos é assim que funciona.

Em projetos menores, um estrategista de conteúdo pode assumir a função de um arquiteto de informação, ou vice-versa. Só que em projetos com uma grande massa de conteúdo é preferível que esse trabalho seja feito a quatro mãos. Juntos, um arquiteto de informação e um estrategista de conteúdo, podem fazer com que o conteúdo tenha um design mais eficaz.

Arquitetos de informação normalmente trabalham na criação da estrutura e caminhos de navegação, enquanto os redatores focam em como a história será contada de acordo com os preceitos estabelecidos na estratégia. O estrategista de conteúdo define o tom, a linguagem, o SEO, a periodicidade, o workflow de geração e aprovação, enfim, cria um plano para que a marca consiga entregar aquilo que promete.

O estrategista de conteúdo, o arquiteto de informação, ou ambos, definem os três níveis de estrutura de conteúdo e design que são necessários para fazer um website.

Formato de conteúdo.
Nomenclatura de menu.
Estratégia de vinculação.
Tipos de CMS que serão usados de acordo com a estrutura.
Conteúdos relacionados.
Canais de divulgação.

Classificação da informação
É importante ter um estrategista de conteúdo e um arquiteto de informação para classificar todas as informações em um site. O trabalho de categorização (dar nome aos bois) da informação também deve ser feito a quatro mãos. Os dois precisam ser parceiros nesse momento.

Kristina Halvorson lista alguns cuidados que devemos ter no momento de categorizar a informação:

Mantenha o foco em como o label vai ajudar a transmitir a mensagem principal.
Garanta o contexto, a consistência e a clareza de todos os labels necessários.
E acima de tudo, garanta que os labels sejam intuitivos para os usuários.

O portal Globo.com, da Rede Globo de Televisão, faz uma divisão muita clara dos seus principais pilares que são notícias, esportes, entretenimento, tecnologia e vídeos. Essa divisão facilita a vida do usuário no momento de procurar aquilo que deseja acessar por se tratar de um site que oferece informação para diversos segmentos de público.

O site Tourism London Canada orienta o turista de forma clara e rápida sobre o próximo passo. O menu principal de navegação é bem direto e usa termos que são comuns na linguagem turística: coisas para fazer, onde comer e onde ficar, por exemplo.

Formato do conteúdo
O formato do conteúdo é a maneira como ele será apresentado ao usuário: texto, áudio, vídeo, animação, infográficos, etc. Por isso, o estrategista de conteúdo precisa trabalhar ao lado do arquiteto de informação o tempo inteiro, pensando e criando as recomendações e possibilidades.

Quando um conteúdo está sendo definido é importante considerar as seguintes questões:

Como podemos demonstrar a mensagem chave?
Esses formatos são aplicáveis?
Como esse conteúdo será compartilhado?

Se você tivesse o desafio de fazer uma página mostrando quem são os artilheiros do Campeonato Brasileiro, imagino que faria uma página simples com a quantidade de gols, nome do jogador e time que joga. Mas pensando um pouco melhor, essa página pode ser muito mais rica se houver possibilidade de o usuário também ver todos os gols de cada craque. Isso foi o que o Globoesporte.com fez no site do Campeonato Brasileiro. Uma simples mudança sobre a apresentação do conteúdo acaba fazendo uma grande diferença no uso do site.

A empresa HTC também mostra que um conteúdo sobre instruções de um celular, por exemplo, podem ser apresentados no site sem a necessidade de os usuários precisarem ler textos longos. Eles criaram alguns vídeos sobre as principais funcionalidades de cada modelo de aparelho.

5. Onde a estratégia de conteúdo e a arquitetura de informação se encontram?

“Fazer arquitetura de informação sem estratégia de conteúdo é o mesmo que criar uma boa sinalização para uma lata de lixo” (Karen McGrane, 2012). Para Kristina Halvorson, estratégia de conteúdo e arquitetura de informação são o mesmo lado de uma mesma moeda. As responsabilidades simplesmente se relacionam e devem ser trabalhadas em conjunto.

Uma experiência não tem como ser planejada sem uma boa relação inicial entre essas duas disciplinas. Estratégia de conteúdo e arquitetura de informação significam muito mais que tornar o conteúdo encontrável (EIZANS, 2010).

Assim como acontece na fase de arquitetura de informação, o profissional de estratégia de conteúdo deve ser envolvido do início ao fim de um projeto. São os dois que vão garantir a coerência da mensagem durante o processo de desenvolvimento. Se o estrategista de conteúdo cuida para que a mensagem seja transmitida da melhor forma e em todos os meios, o arquiteto de Informação é o responsável por cuidar da estrutura.

A imagem abaixo representa bem a importância do conteúdo. As pessoas acessam a internet em busca de bom conteúdo. O que está em volta é o que vai melhorar a experiência em algum produto ou serviço.

Antigamente o arquiteto desenhava a tela e o redator escrevia em cima do lorem ipsum que fora colocado na interface. O trabalho precisa ser feita de uma forma diferente. O ideal é o arquiteto e o redator criarem uma amostra do conteúdo antes de desenhar uma tela. A interface precisa se adaptar ao conteúdo e não o contrário.

6. Conclusão

Como visto, para o conteúdo chamar a atenção é necessário que ele seja atrativo, claro e bem estruturado. Vimos também que a qualidade do conteúdo pode ser medida usando algumas técnicas específicas como:

As pessoas realmente usam a internet em busca de conteúdo de qualidade e leem na web o mesmo tanto que em outras mídias. Leem blogs, notícias, descrição de produtos e tudo aquilo que estão interessadas.

Fazer uma estratégia de conteúdo é um processo árduo e que necessita ter um olhar cuidadoso em todos os momentos chaves que são: criar, manter, tornar útil e usável.

Por fim, é uma questão de o trabalho ser realizado em parceria entre o arquiteto de informação e o estrategista de conteúdo. Porque se não houver essa sintonia, dificilmente o usuário final terá uma boa experiência garantida.

7. Referências

MORITZ, Chris. Overlappings and Underpinnings – Content Strategy and Information Architecture. 2011.

MARIER, Andrew. Complete Beginner’s Guide to Content Strategy. 2010.

REICHELT, Leisa. Delineating Information Architecture and Content Strategy. 2006.

ZAILSKAS, Sara. A Content Strategist and Information Architect Can Be Friends. 2011.

JONES, Collen. Clout: The Art and Science of Influential Web Content (Voices That Matter). 2010.

HALVORSON, Kristina. Content Strategy for the Web. Primeira edição, 2009.

WURMAN, Richard Saul. Ansiedade da Informação 2: Um guia para quem comunica e dá instruções. São Paulo: Editora de Cultura, 2005.

KISSANE, Erin. Myth: Peopel Read Less Online. 2010.