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30 Jul 19:06

Aécio defende simplificar sistema tributário e investimentos de 24% do PIB

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira que, se eleito, terá a meta de garantir até 2018 investimentos totais de 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Em sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tucano disse que o governo do PT adotou uma “visão patrimonialista” do Estado brasileiro, loteou a administração pública e colocou em xeque o crescimento econômico.

“Os resultados pífios da economia brasileira são consequência de opções erradas que o atual governo fez ao longo dos últimos anos. Não é possível assistirmos à velha cantilena de transferência de responsabilidades pelos péssimos resultados da economia. O empresariado brasileiro é extremamente competitivo, não fosse o despropósito do custo Brasil a que estão submetidos hoje”, disse para, em seguida, ironizar a quantidade de programas anunciados pelo governo federal. “Não esperem do nosso governo o plano A, o Brasil Melhor, o Brasil Muito melhor, o Brasil Maior. Esperem regulação clara dos mercados e ação do governo para aumentar a produtividade e qualidade dos serviços”, disse.

“A meta que estou estabelecendo para o meu futuro governo é que possamos, ao final de 2018, saltar de 18% do PIB em investimentos para 24% do PIB em grande articulação do governo com o setor privado e com a criação de um grande ambiente favorável a negócios”, declarou.

Crescimento e inflação
“Não é crível que a nossa situação no Brasil seja pior em relação a crescimento e expectativa [de crescimento] na comparação com vizinhos [da América Latina]. Represento a grande e nova aliança com sociedade para romper com estruturas carcomidas que aqui estão. O Estado não precisa ser ineficiente apenas por ser Estado”, disse. Em exposição para empresários, o candidato ainda recorreu ao fracassado jogo entre Brasil e Alemanha, na Copa do Mundo, para criticar o baixo crescimento econômico – o boletim Focus, no Banco Central, estimou ampliação de apenas 0,9% na economia este ano – e o recrudescimento da inflação, que estourou o teto da meta.

“Este 7 a 1 [contra a Alemanha] foi muito triste, mas isso é o que menos preocupa. O que preocupa são 7% de inflação e 1% de crescimento”, disse. Assim como fez Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves também prometeu a ampliação de recursos para obras de infraestrutura até para que se atinja de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e disse que o Brasil deve costurar novas relações comerciais com Estados Unidos, União Europeia e China. Embora, pelo menos no papel, o governo federal conte com 550 bilhões de reais para o Programa de Investimento em Logística (PIL), as concessões de modais de transportes foram travadas, em alguns casos, pelo desinteresse do investidor, que reclama cotidianamente da falta de marcos regulatórios claros e das baixas taxas de retorno para as obras.

Reforma tributária
No debate promovido pela CNI, o tucano Aécio Neves também defendeu a aprovação de uma reforma tributária, como fez Campos. Mas disse que, se eleito, focará em um primeiro momento na simplificação do sistema de impostos. O esboço de reforma tributária discutido pela campanha de Aécio prevê a criação da Secretaria de Simplificação do Sistema Tributário, colegiado que funcionará por até sessenta dias para elaborar um projeto de lei para a simplificação do sistema tributário, diminuição dos impostos indiretos, viabilização de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) no âmbito federal e criação de mecanismos de compensação dos créditos tributários. Em uma segunda fase, se discutiria a redução da carga tributária e um pacto entre estados para o fim da guerra fiscal. “Enfrentando simplificação do sistema tributário na largada do nosso governo, essa simplificação abrirá as portas para que possamos ter uma redução horizontal da carga tributária”, defendeu.

Embora as discussões sobre o fim da guerra fiscal esbarrem em constantes impasses federativos, o candidato do PSDB disse que, para viabilizar este ponto e os demais relativos à reforma tributária, será necessário fazer um “controle efetivo e claro” dos gastos correntes do governo. “Só vamos ter espaço fiscal necessário no momento em que encaixarmos o crescimento dos gastos correntes no crescimento da própria economia”, disse.

Entre suas propostas, Aécio Neves também defendeu, sem apresentar detalhes, a integração das empresas brasileiras a cadeias globais de produção e o combate ao chamado custo Brasil. “Precisamos de um ambiente de negócios e de regulação, com agências reguladoras resgatadas como instrumentos da sociedade, um sistema tributário mais ágil e um choque de infraestrutura e parceria com o setor privado”, disse. Ao empresariado, o candidato do PSDB criticou o governo federal por definir previamente a taxa de retorno dos programas de concessão. “Não cabe a governo nenhum estabelecer taxa de retorno para quem investe no Brasil. Isso cabe ao setor privado. Cabe ao governo estimular que ele ocorra com regras claras e sem esse nefasto intervencionismo que se tornou marca desse governo nos últimos anos”, afirmou.

 Apesar de, em tese, ter a preferência do setor empresarial, o candidato tucano optou por utilizar grande parte de sua exposição para críticas ao governo federal, às recorrentes maquiagens fiscais promovidas pelo Tesouro Nacional e à falta de estabilidade de regras para o ambiente de negócios. “Não sou candidato à presidência da República para colocar um retrato na parede, mas para fazer o que não foi feito. Falta no Brasil liderança política e coragem política de fazer o que precisa ser feito”, declarou.

Para o tucano, é preciso buscar um “nível de crescimento minimamente respeitável” e combater o inchaço da máquina pública com medidas como, por exemplo, a redução do número de ministérios. “Hoje há uma estrutura ministerial absurda, anacrônica e vergonhosa”, disse. Pela proposta desenhada pela campanha tucana, haveria a redução dos atuais 39 ministérios para 22. O número de pastas de primeiro escalão leva em conta estudo desenvolvido em 2008 pelos físicos Peter Klimek, Rudolf Hanel e Stefan Thurner e que avalia o “coeficiente de ineficiência” das estruturas de governo. De acordo com a tese desenvolvida pelos professores da Universidade Cornell, governos mais eficientes são formados por grupos menores com um intervalo de dezenove e 22 ministérios.

Programa de governo
Nas propostas que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PSDB já havia defendido que a competitividade produtiva poderia ser atingida com investimentos em produção, em infraestrutura social e em políticas de desburocratização. Assim como os demais postulantes ao Palácio do Planalto, não há detalhamento de como as promessas seriam colocadas em prática. De acordo com a campanha do tucano, o programa enviado ao TSE será aprimorado a partir de sugestões de eleitores e de especialistas.

Para Aécio, a melhoria da produtividade de empresas nacionais será possível com a modernização do parque industrial brasileiro, pela melhoria no ambiente de negócios e pela capacitação das companhias. “O crescimento do emprego, a ampliação e qualificação do mercado interno e a expansão das exportações põem no centro da política econômica a questão da produtividade”, justificou o candidato ao TSE.

30 Jul 19:01

Luiz Moura não era mais peixe pequeno no PT, não! Já era um bagre! Que o diga Alexandre Padilha, que discursou em sua festa de aniversário!

by giinternet

Então… A coisa ficou feia, não é? O Ministério Público investiga agora fortes suspeitas de que o deputado estadual petista Luiz Moura e mais quatro empresas lavam dinheiro para o PCC. O PT tenta na Justiça inviabilizar a sua candidatura, mas foi, até agora, malsucedido. Peço a licença para republicar um post do dia 23 de maio lembrando a importância que Moura tinha no partido e com quem estavam as suas afinidades. Releiam.
*
Vejam esta foto:

Luiz Moura - Padilha

Então… Como diz aquela música, “amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves…” E Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, é homem de muitos amigos. Um deles é o deputado estadual Luiz Moura.

Quem é mesmo Luiz Moura? É aquele senhor que foi flagrado pela polícia numa reunião que tinha o objetivo de combinar novos ataques a ônibus na cidade de São Paulo. E quem estava presente ao encontro? Justamente… o deputado! Havia nada menos de que 13 membros do PCC no local. Um assaltante de banco então foragido, que integrava a turma, tem condenações que somam SETENTA ANOS. O encontro acontecia na sede Transcooper, uma cooperativa de vans da qual o deputado é presidente de honra. Ele também é integrante da diretoria da Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – e da Fecotrans, que é a federação. Moura é um ex-presidiário condenado a 12 anos de cadeia por assaltos à mão armada. Não cumpriu a pena porque fugiu. Permaneceu 10 anos foragido e surgiu reabilitado, obtendo perdão judicial. No período em que permaneceu clandestino, juntou um patrimônio de R$ 5 milhões na área de transporte e postos de gasolina. Um empreendedor nato!

Padilha foi à festa de aniversário de Moura, que serviu ainda como uma espécie de pré-lançamento de sua candidatura ao governo do Estado. Acho superbacana esse trânsito todo do deputado petista, né? Num dia, ele está numa reunião com membros do PCC; no outro, com o candidato do PT ao governo do Estado, ex-ministro da Saúde e um dos principais nomes do partido. Convenham: as circunstâncias, não eu, acabam aproximando duas siglas: PT e PCC — este segundo se assume oficialmente como o partido do crime.

Mais algumas fotos da festança. Volto em seguida.

A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!

A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!

Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festança

Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festança

Amigo de fé, irmão, camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido

Amigo de fé, irmão camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Amigos problemáticos
Padilha tem amigos esquisitos no PT. Como esquecer este vídeo, não é?

Encerro
As fotos estão na página do Facebook do fotógrafo do evento. Ele informa que, entre os petistas ilustres, estava o vereador Jair Tatto, irmão do deputado federal licenciado Jilmar Tatto, hoje secretário de Transportes da cidade de São Paulo. A família Tatto é ligada a isso que chamam “transporte alternativo” — cooperativas de vans e de ônibus. Um dos principais aliados dos Tatto é justamente Luiz Moura, que vem a ser o cara que estava na tal reunião com membros do PCC, onde se planejavam ataques a ônibus. Não obstante, na terça, Jilmar preferiu atribuir à PM parte do caos que tomou conta de São Paulo.

E isso tudo é apenas… fato!

30 Jul 18:38

Terror petista – Cabe perguntar: a partir de hoje, as análises que bancos fazem a seus clientes buscarão atender aos interesses de quem?

by giinternet

Muito bem! A analista que foi considerada a responsável por ter anexado a extrato de correntistas uma análise sobre o comportamento dos indicadores econômicos vis-à-vis à posição de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais foi demitida. Lula pediu a cabeça da moça a seu amigão, Emilio Botín, presidente mundial do Santander, e o banqueiro deu o que ele queria. Vale dizer: o chefão petista investiu e obteve os devidos dividendos eleitorais. A partir de agora, uma questão está criada — e não só para o banco que troca cabeças por gentilezas do petismo.

Bancos também atuam como consultores de investimentos. Não são meros lugares em que se deposita o dinheiro. Em qualquer democracia do mundo, um episódio como esse nem mesmo seria notícia. Por aqui, virou um escândalo em razão da mistura sempre explosiva de ignorância com má-fé política. Não só isso. Somos também um país viciado em arranca-rabo de classes. Os que receberam a tal avaliação eram correntistas com contas acima de R$ 10 mil. Foram tachados de “ricos” por setores da imprensa. Ricos? Bem, num país em que uma família com renda per capita de R$ 300 já é considerada pelo governo “classe média”, tudo é possível.

Pergunto: doravante, as análises que o Santander e os demais bancos oferecerem a seus clientes têm alguma validade ou serão redigidas pelo medo e pela patrulha? Quando os consultores das instituições financeiras emitirem as suas opiniões, estas terão sido, antes, submetidas ao Comitê de Censura do Petismo? Se uma opinião considerada incômoda a um partido rende pedido de desculpas e demissão, devo entender que as que não rendem podem até estar em desacordo com a realidade, mas adequadas àquilo que pensam os poderosos de turno?

De resto, insisto num aspecto: a moça demitida do Santander não disse nada que não tenha sido dito na Folha, na VEJA, no Estadão, no Globo, na Globo ou na Jovem Pan. Aí o idiota grita: “Ah, mas essa é a mídia golpista”. Errado! A bancária demitida não afirmou nada além do que o próprio Lula vem afirmando, com uma única diferença: ao fazê-lo, ele usa o episódio para exaltar Dilma. A ex-analista do Santander se limitou a fazer uma constatação.

Esse episódio é vergonhoso e dá conta da cultura autoritária de um partido político, incapaz de conviver com a divergência. A presidente Dilma, numa avaliação tacanha, considerou que a análise enviada aos correntistas era uma tentativa de o mercado interferir nas ações de governo. É mesmo? Ainda que assim fosse, o que haveria de errado? Quando a CUT, o MST, o MTST e um sem-número de siglas tentam interferir nas políticas públicas, tal inciativa é ou não legítima? E olhem que há uma diferença brutal: com alguma frequência, esses entes que cito não se manifestam apenas por meio de notas, mas da ação direta, que cassa direitos de terceiros sob o pretexto de defender… direitos.

Nesta quarta, por exemplo, falaram na Confederação Nacional da Indústria os presidenciáveis Eduardo Campos, Aécio Neves e Dilma Rousseff. Já no evento da CUT — uma entidade financiada com dinheiro público, dos trabalhadores, forçados a financiá-la por meio do imposto sindical —, só o petismo tem voz; só o petismo é convidado a se manifestar, numa afronta escancarada à Lei Eleitoral.

A síntese é a seguinte: a analista do Santander foi demitida sem ter descumprido um milímetro da lei. Dilma será aplaudida amanhã, em evento da CUT, transgredindo a lei. Ou tentem me provar que estou errado.

30 Jul 14:22

An Accidental Wikipedia Hoax

by Soulskill
Andreas Kolbe writes: The Daily Dot's EJ Dickson reports how she accidentally discovered that a hoax factoid she added over five years ago as a stoned sophomore to the Wikipedia article on "Amelia Bedelia, the protagonist of the eponymous children's book series about a 'literal-minded housekeeper' who misunderstands her employer's orders," had not just remained on Wikipedia all this time, but come to be cited by a Taiwanese English professor, in "innumerable blog posts and book reports", as well as a book on Jews and Jesus. It's a cautionary tale about the fundamental unreliability of Wikipedia. And as Wikipedia ages, more and more such stories are coming to light.

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30 Jul 12:57

Ford, GM Sued Over Vehicles' Ability To Rip CD Music To Hard Drive

by Soulskill
Lucas123 writes: The Alliance of Artists and Recording Companies is suing Ford and General Motors for millions of dollars over alleged copyrights infringement violations because their vehicles' CD players can rip music to infotainment center hard drives. The AARC claims in its filing (PDF) that the CD player's ability to copy music violates the Audio Home Recording Act of 1992. The Act protects against distributing digital audio recording devices whose primary purpose is to rip copyrighted material. For example, Ford's owner's manual explains, "Your mobile media navigation system has a Jukebox which allows you to save desired tracks or CDs to the hard drive for later access. The hard drive can store up to 10GB (164 hours; approximately 2,472 tracks) of music." The AARC wants $2,500 for each digital audio recording device installed in a vehicle, the amount it says should have been paid in royalties.

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30 Jul 06:03

O deputado petista Luiz Moura e cinco empresas de ônibus são suspeitos de lavagem de dinheiro para o PCC

by giinternet

Por Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta, Luciano Bottini Filho e Rafael Italiani, no Estadão:
O deputado estadual Luiz Moura (PT) e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo são citados em investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O procedimento, sigiloso, é coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. A informação foi antecipada pelo estadão.com.br. Moura nega as acusações. O Tribunal de Justiça ainda precisa dar aval para que o deputado seja investigado. Ele está suspenso do PT desde o mês passado. Moura foi flagrado pela Polícia Civil em março, em uma reunião de perueiros em que havia suspeitos de integrar a facção criminosa.

Moura apareceu na investigação do Ministério Público depois de os promotores apurarem denúncia de que o Consórcio Leste 4, grupo contratado pela SPTrans em 2007 para operar linhas de ônibus na zona leste da capital, era formado por três empresas cujos sócios eram “indivíduos que estariam lavando dinheiro, produto do cometimento de crimes” para a facção que opera nos presídios, segundo os autos. Sete pessoas foram denunciadas. Inicialmente, o nome de Moura estava fora das acusações.

Em 2010, quando as investigações tiveram início, Moura era diretor de uma das empresas citadas, a Happy Play. As outras eram a Himalaia e a Novo Horizonte. Ao investigá-las, os promotores observaram que um dos endereços da Happy Play era de uma casa de carnes. O outro era o da garagem da cooperativa Transcooper — que tinha Moura como um dos sócios e o irmão dele, o vereador Senival Moura (PT), como cooperado.

Finanças
Ao analisar a movimentação financeira dos demais investigados, os promotores descobriram ainda casas sendo compradas à vista, perueiros com patrimônio superior a R$ 22 milhões e motoristas com seguros de vida superiores a R$ 1 milhão, segundo as informações do processo. Dois dos suspeitos, Gerson Adolfo Sinzinger e Vilson Ferrari, o Xuxa, levantaram R$ 4 milhões cada, no intervalo de dois anos, enquanto trabalhavam nas cooperativas da cidade, segundo as investigações.

O dinheiro serviu para o acúmulo de capital da empresa Happy Play, ainda de acordo com a investigação do Ministério Público. “A empresa não possuía nenhum veículo, mas recebia repasses do Consórcio Leste 4”, diz um trecho dos autos. Ambos ainda fizeram parte do quadro societário da cooperativa Aliança Paulista, que também opera na zona leste. Essa empresa, também investigada, é citada em boletins de ocorrência anexados à investigação, acusada de usar funcionários para ameaçar motoristas e cobradores da concessionária Via Sul, que atua na mesma região.

As ameaças seriam para que a empresa cedesse linhas tidas como mais lucrativas para os perueiros – o caso resultou em ação na Promotoria do Patrimônio Público e Social. A investigação aponta que a dupla chegou a fazer parte das três empresas que compunham o Consórcio Leste 4. A reportagem não conseguiu localizar seus representantes ontem.

30 Jul 09:17

Reglue: Opening Up the World To Deserving Kids With Linux Computers

by Soulskill
jrepin writes: Today, a child without access to a computer (and the Internet) at home is at a disadvantage before he or she ever sets foot in a classroom. The unfortunate reality is that in an age where computer skills are no longer optional, far too many families don't possess the resources to have a computer at home. Linux Journal recently had the opportunity to talk with Ken Starks about his organization, Reglue (Recycled Electronics and Gnu/Linux Used for Education) and its efforts to bridge this digital divide.

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08 Jul 12:26

"This Year's Top Stories So Far: Cutting Edge Technology At The Right Price "

by Saab AB
.:

Gripen4.jpgGripen E represents that rarest of capability improvements, one that does not come with a correspondingly hefty price tag, says Angad Singh in an exclusive report on the fighter aircraft which featured as the cover story “The Gripen Forges Ahead In Super Mode“ for the May-June issue of Vayu magazine.​.

Gripen E development, right from the start has been focused on producing an aircraft that combines high performance and low cost. For example, GE F414 engine, with its high performance and reliability was the obvious choice for the new generation aircraft. Also, sensor development for Gripen E focuses on leveraging a mix of innovative solutions and proven technologies which eventually keep the cost down.

Gripen E would have sensors that are enhanced, not just in comparison to its earlier variants, but also to contemporary fighters worldwide. It would also feature GaN-based EW suite that provides tremendous situational awareness and BriteCloud which is an onboard active decoy from Selex.

All this, according to the report, results in an aircraft that looks much the same – and feels much the same – but brings a quantum leap in performance and combat ability to the type.

Saab has not only drawn on its experience from the Gripen A/B to C/D conversion programme, but also on industry best practices acquired from manufacturing work done for Airbus and Boeing commercial products.

More emphasis on pre-production design work has led to reduced parts count for the new airframe, and shorter component manufacturing times, making each aircraft less complex and quicker to put together.

Also, it took some 4,000 test sorties to develop Gripen C/D. Gripen E, on the other hand, is expected to require less than 1,200 sorties spread across all three test aircraft, 39-7, 39-83 and 39-9, speaking volumes about engineering and cost-control measures.

Saab estimates a 50 per cent increase in productivity as compared to the later stages of the Gripen C development, the report says.

Read the full report here​.

Published: 7/30/2014 9:52 AM
30 Jul 08:29

MP recorre contra habeas corpus a black blocs. E uma entrevista absurda de Siro Darlan, que parece ter a vocação para ser um “tirano do bem”

by giinternet

O procurador de Justiça Riscalla Abdenur, do Ministério Público do Rio, entrou com recurso contra a liminar do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que concedeu habeas corpus a 23 pessoas acusadas de formação de quadrilha armada. Abdenur pede que o próprio Darlan reconsidere a decisão; caso contrário, que ela seja submetida à 7a Câmara Criminal em 48 horas — nesse caso, um grupo de desembargadores tomará a decisão final.

Vamos lá. Desde o começo me pareceu que havia algo de estupidamente errado na decisão de Darlan. Por quê? As evidências que vieram a público — e ele confessou não ter lido o inquérito — eram e são por demais eloquentes. Como se vê, o homem as ignorou. Antes de tomar sua decisão, postou no Twitter uma mensagem que misturava Lupicínio Rodrigues com o Hino da Proclamação da República que parecia bastante eloquente:

“O pensamento parece uma coisa à-toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar” (Lupicínio), emendando “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!” (hino).

Senti no ar o cheiro da carne queimada da lei misturado à fumaça da demagogia. E eu estava certo, não é? Se vocês recorrerem à Internet, verão que doutor Darlan não é um homem avesso aos holofotes. Muito pelo contrário. Ele os aprecia muito. E concedeu anteontem uma espantosa entrevista à BBC Brasil, com ataques estúpidos ao Ministério Público do Rio. Entre outras barbaridades, disse o sr. Darlan:

“O Ministério Público é uma inutilidade. Ele é muito eficiente quando lhe interessa. Mas há situações em que o MP se omite. Hoje estamos com prisões superlotadas porque o MP é eficiente na repressão do povo pobre, do povo negro. 70% do sistema penitenciário do Rio de Janeiro está vinculado a crimes de drogas, o que efetivamente não tem nenhuma periculosidade. Vender droga ilícita é absolutamente igual ao camarada que vende cachaça. São drogas. Mas a nossa sociedade resolveu criminalizar a venda de determinadas drogas. E coincidentemente quem vende é a população mais pobre. Isso coincide com o interesse de exclusão social dessa população.”

Trata-se de uma soma tão monumental de besteiras que deixarei para destrinchar seu inteiro conteúdo em outro post. A fala não passa de uma grosseria irresponsável. Para começo de conversa, não é o Ministério Público que faz as leis. Ao órgão cabe atuar segundo a legislação que existe. E, até onde sei, Darlan tem de fazer a mesma coisa. Ou ele foi eleito por alguém para legislar, por exemplo, sobre a lei antidrogas? A propósito: quem é ele para decidir que a sociedade, que paga o seu salário, está errada em cultivar determinados valores? Doutor Darlan é juiz para aplicar as leis que temos — consolidadas pelo estado democrático e de direito — ou para fazer justiça com a própria toga?

O sábio resolveu ser também juiz da imprensa. Afirmou: “Falar de liberdade de expressão no Brasil hoje é bastante complicado. Porque os meios de comunicação mais importantes não usam essa liberdade. Só é endereçado ao público aquilo que interessa financeira, ideológica e socialmente aos donos dos jornais e televisões”. Eu me atrevo a dizer que o doutor não entende nada de imprensa e que, se essa instituição estivesse sob seus cuidados, certamente não tardaria a haver censura no país sob o pretexto de se garantir a liberdade de expressão.

Doutor Darlan está indo muito além das suas sandálias. Alguns dos casos mais graves e escabrosos envolvendo a vida pública brasileira — um deles resultando até na deposição de um presidente — vieram a público em razão do trabalho da imprensa. Infelizmente, não decorreu do esforço do Poder Judiciário, que ele integra.

Li a entrevista e cheguei à conclusão de que doutor Darlan não gosta das leis que temos, não gosta da sociedade que temos, não gosta da imprensa que temos etc. É evidente que ele tem o direito de gostar e de não gostar do que bem entender. Ele só não pode inventar as próprias leis e exigir que o Ministério Público faça o mesmo.

Menos, doutor Darlan! Não tenha a tentação, meu senhor, de ser um tirano do bem! Não existe tirania do bem! Seja servil às leis, doutor, e estará prestando um enorme serviço ao Brasil.

30 Jul 07:00

O petista Padilha quer punir os paulistas com racionamento para ver se escorrem votos das torneiras secas

by giinternet

Há um fenômeno curioso em curso. Alguns setores não se conformam que não exista ainda racionamento de água em São Paulo. Exigem que as torneiras dos paulistas fiquem secas para que suas respectivas teses possam se cumprir.

A ação mais curiosa vem de setores do Ministério Público Federal, que, parece, se esqueceram de que não foram eleitos para governar: não são, afinal de contas, Poder Executivo — não que se saiba ao menos. Nesta segunda, eles recomendaram que a Sabesp apresente um projeto para a adoção imediata do racionamento de água nas regiões atendidas pelo Sistema Cantareira e ameaçam com a adoção de medidas judiciais caso não sejam atendidos. Os doutores dizem ter em mãos estudos que apontam o risco de o sistema secar inteiramente em 100 dias. Os estudos da Sabesp são outros e, por enquanto, descartam o racionamento.

Não é preciso ser muito bidu para constatar que o racionamento vai punir, é evidente, os mais pobres. As casas e condomínios com grandes reservatórios de água não sentirão muito os efeitos da medida. Já as residências pobres, das periferias… Mas sabem como é: há um esforço evidente para politizar a questão.

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, resolveu fazer uma ironia nesta terça e cobrou que o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, “tire o racionamento do armário”. E afirmou, afetando o que parecia ser um orgulho: “Nós fomos a candidatura que mostrou, pela primeira vez, a irresponsabilidade do governo do Estado de São Paulo de não ter feito nenhuma das obras que estavam listadas há dez anos e colocar São Paulo numa situação de risco real de falta d’água”.

Pois é… O PT disputa com candidato próprio o governo de São Paulo desde 1982. Procurem, nestes 32 anos, quando foi que o partido tocou no assunto. A resposta, obviamente, é “nunca” — pela simples e óbvia razão de que o problema não existia. São Paulo, em especial a região da Cantareira, enfrenta a maior seca de sua história — a mesma que pressiona parte do setor elétrico na região Sudeste.

Há ainda outra coisa curiosa: a campanha em favor da economia, o bônus a clientes que reduzam o consumo e a diminuição da pressão estão se mostrando eficazes. O simples racionamento pode ser contraproducente porque o consumidor tende a estocar água quando volta o fornecimento.

Mais: a Sabesp tem como ações alternativas a transferência de vazões dos sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande — para atender as regiões servidas pelo Cantareira — e o uso da “reserva técnica”, estupidamente chamada de “volume morto”.  Aliás, seria “morto”, de fato, se ficasse lá para ninguém, enquanto as torneiras estivessem esturricadas.

Seria muito bom que, numa frente, o Ministério Público deixasse as questões de governo para quem foi eleito para governar — tendo a humildade intelectual, que é sabedoria, de ouvir as explicações técnicas da Sabesp. Sempre lembrando que o racionamento provoca graves problemas de manutenção na rede de distribuição. E seria bom que os políticos parassem de contar com o sofrimento do povo para conquistar alguns votos.

É isto: o petista Padilha quer secas as torneiras dos paulistas para ver se, de lá, escorrem alguns votos. Afinal, o seu estoque eleitoral está minguado mais do que o sistema Cantareira.

O Brasil certamente será melhor quando os políticos tentarem transformar em voto a alegria, não a tristeza.

30 Jul 06:06

O CIRCO DE HORRORES – Dilma volta a falar sobre conflito israelo-palestino e mete, de novo, a política externa brasileira no lixo, agora sob os auspícios do regime bolivariano, francamente antissemita

by giinternet

A presidente Dilma Rousseff participou nesta terça de um troço impossível: uma reunião de cúpula do Mercosul. A questão é simples: ou bem alguma coisa é de cúpula ou bem é do Mercosul. As duas palavras não podem compor uma unidade semântica. Convenham: reúnam-se Dilma, Cristina Kirchner, Nicolás Maduro e José Mujica… Tinha de tudo: anã diplomática, mulher transformista, domador com chicote e palhaço… O Mercosul é aquela estrovenga que impede o nosso país de firmar acordos bilaterais e que está ajudando a enterrar a indústria brasileira. O encontro aconteceu na Casa Amarilla, no Centro de Caracas. Os jornalistas foram proibidos de chegar perto do circo. Ninguém por ali gosta de liberdade de imprensa.

Entre as muitas irrelevâncias, houve, claro, espaço para dizer delinquências políticas sobre o conflito israelo-palestino. E tal honraria coube a Dilma, que não se dispensou de manchar mais uma vez a diplomacia brasileira. Disse ela: “Desde o princípio, o Brasil condenou o lançamento de foguetes e morteiros contra Israel e reconheceu o direito israelense de se defender. No entanto, é necessário ressaltar nossa mais veemente condenação ao uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”.

“Desde o princípio”, quando? A nota oficial do Itamaraty, junto com a ordem para o retorno do embaixador brasileiro em Tel Aviv, ignorava os ataques do Hamas. Sucessivos governos do PT, que puxam o saco de todas as ditaduras islâmicas, têm condenado Israel de forma sistemática.

Dilma nunca soube direito o que dizer sobre a maioria dos assuntos. Então candidata a presidente, em 2010, ela participou, no dia 14 de maio, em Brasília, da “Missa dos Excluídos”, que encerrou o 16º Congresso Eucarístico Nacional. Foi indagada sobre a legalização do aborto, à qual ela era francamente favorável. Disse o seguinte:
“Não é uma questão se eu sou contra ou a favor, é o que eu acho que tem que ser feito. Não acredito que mulher alguma queira abortar. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si”.

Entenderam. Na cabeça de Dilma, não havia diferença entre um feto e um dente estragado. É com essa propriedade que ela reflete sobre assuntos graves. E não foi diferente ao se pronunciar sobre a criação de um Estado palestino, segundo ela, uma “precondição para a paz”. Uau! Dilma acha que, primeiro, Israel deve permitir que os palestinos criem o seu estado, mesmo debaixo de foguetes e sob ataques terroristas. Aí, então, é só cuidar da paz. A diplomacia israelense foi suave ao chamar o Brasil de anão diplomático. O Mercosul divulgou uma nota no mesmo tom.

É uma ironia patética que essa declaração tenha sido feita na Venezuela. O bolivarianismo é francamente antissemita. Em 2009, Chávez expulsou o embaixador de Israel de Caracas sob o pretexto de protestar contra a incursão de então à Faixa de Gaza. Foi fartamente elogiado pelos terroristas do Hamas, do Hezbollah e pelo governo do Irã. Em 2012, um estafeta do chavismo publicou um artigo no site da Rádio Nacional da Venezuela com um ataque bucéfalo ao candidato da oposição, Henrique Caprilles Radonski, cuja família é de origem judaica, chamando-o de “porco”. Foi além e escreveu: “Este é o nosso inimigo, o sionismo que Capriles Radonski hoje representa, que não tem nada a ver com uma força nacional e independente”. O artigo incitava os venezuelanos a rechaçar “o sionismo internacional, que ameaça com a destruição do planeta que habitamos”. E, claro!, pedia votos para Chávez. É pouco? Os chamados círculos bolivarianos são infiltrados por militantes ligados ao Hezbollah, o movimento terrorista que governa o sul do Líbano. E o Irã segue sendo um dos principais parceiros do governo Maduro, como era de Chávez.

E nessa lata de lixo que a presidente Dilma mete a política externa brasileira.

30 Jul 01:00

Ronald Reagan: Cold Warrior and Nuclear Abolitionist

by George Weigel

In recent years, as scholars have explored Ronald Reagan’s foreign policy with greater access to primary-source documents, something utterly baffling to the conventional wisdom of his time (and ours) has come into focus: Reagan, determined to win the Cold War, was also eager to rid the world of nuclear weapons. And while many, in his time and ours, imagine those to have been incompatible goals, the fortieth president of the United States was capable of holding both ideas in his head at once, and acting toward both ends.

Reagan’s straightforward definition of an acceptable end to the Cold War—“We win, they lose”—would have earned him a thumping “F” in any conflict-resolution seminar. That definition, however, grew out of a sophisticated grasp of the communist system and its irreformability: an understanding the man derided as a “B-movie actor” had gained the hard way, as president of the Screen Actors Guild, when he fought communists for control of Hollywood’s most glamorous union.

As for his nuclear abolitionism, Reagan, according to his arms control director, Ken Adelman, was appalled by the horrors of Hiroshima and Nagasaki and hated the idea that an American president could wreak immeasurably greater destruction. Thus Reagan’s Strategic Defense Initiative, far from being the cockamamie “Stars Wars” scheme it was promptly dubbed by political adversaries and journalists stuck in the conventional thinking of the era, was the technological expression of the president’s moral conviction that nuclear weapons were a grave danger that ought to be taken off-the-board in international public life.

A close examination of Reagan’s pre-presidential texts, and the diaries he kept as president, reveal a man with a keen insight into the Soviet Union’s vulnerability. Like John Paul II after June 1979, Ronald Reagan intuited that, for all his bluster, the Soviet emperor had far fewer clothes than conventional wisdom imagined. And, again like John Paul II, Reagan understood that the Soviet Union was ideologically vulnerable: that a steady, fact-based, morally-driven critique of communism’s abominable human rights record would rattle the men in Moscow, expose cracks in the Soviet system, encourage brave dissidents to exploit those cracks, and hasten the end of what Reagan called, perhaps undiplomatically but certainly truthfully, an “Evil Empire.”

What Reagan added to the mix was an understanding of the Soviet Union’s economic vulnerability. And he was prepared to exploit that vulnerability by launching a full-throttle American defense expansion that he knew the Soviets, obliged to try to counter by their own doctrine, could not match, given their system’s economic, technological, and bureaucratic incapacities. The Strategic Defense Initiative was, in a sense, the final straw here. By reason of his own system and its premises, Mikhail Gorbachev was unprepared to believe, much less accept, Reagan’s offer to share any workable missile-defense system. Yet Gorbachev knew the USSR could not compete successfully in a new arms race when it was already falling behind in the old one. Checkmate. As Ken Adelman puts it a gripping new book, Reagan at Reykjavik (Broadside), “SDI never worked as Reagan wished. It worked better.”

Ronald Reagan understood, better than many churchmen, that the Cold War could be won on acceptable terms, rather than merely managed. Better than many churchmen, he understood that human rights pressures on the Soviet Union served the broader cause of freedom and gave a measure of protection to human rights activists and dissidents. And he understood, better than many churchmen but in harmony with the thinking of John Paul II, that the key to resolving the dangers posed by the nuclear deterrence system, in which the United States and the Soviet Union both had the capacity to “bounce the rubble,” was the collapse of the communist project and dramatic change in the governance of what was then the USSR.

It would be good if peace studies programs would wrestle with all this, not least in reassessing the 1983 U.S. bishops’ letter, “The Challenge of Peace.” I’m not holding my breath, but like Reagan and John Paul, I remain a man of hope.

George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.

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29 Jul 22:58

O partido do terror, da censura e do silêncio. Ou: Funcionária do Santander já foi demitida, como exigiu Lula

by giinternet

O terror petista já está em curso. A “analista” do Santander, que não teve seu nome divulgado, já foi demitida. A informação foi passada aos jornalistas pelo presidente mundial do banco, Emilio Botín, que foi chamado por Lula, nesta segunda, durante encontro da CUT, de “meu querido”. O chefão petista, aliás, puxou o saco do banqueiro e demonizou a pobre bancária. Afirmou que a moça não sabia “porra nenhuma”, nesses termos, e que o seu amigão deveria dar a ele, Lula, o bônus que caberia à então funcionária.

Só para lembrar: correntistas com conta acima de R$ 10 mil receberam uma avaliação sobre a situação política e econômica do país. O texto informava que os indicadores pioram se aumentam as chances de Dilma ser reeleita. Grande coisa! Isso já virou lugar-comum. Os petistas, no entanto, se aproveitaram para inventar uma guerra dos ditos “ricos” contra o PT. Prefeituras do partido que têm a conta-salário no banco falam em romper o contrato. A militância estimula os filiados a retirar seu dinheiro da instituição. Não passa de oportunismo eleitoral.

Certa feita, um adversário de Marat, o porra-louca jacobino da Revolução Francesa, afirmou sobre o seu furor punitivo: “Deem um copo de sangue a este canibal, que ele está com sede”. Falo o mesmo sobre Lula e o petismo: deem copos de sangue aos canibais; eles estão com sede.

É claro que se trata de uma ação para intimidar o debate. A partir de agora, nas instituições financeiras, bancos ou não, está instalado o clima de terror jacobino. Até parece que isso vai mudar alguma coisa. Não vai, não. Tudo tende a piorar.

O PT apelou ao TSE — e obteve uma liminar absurda — para tirar da Internet dois textos da consultoria Empiricus Research que o partido considera que lhe são negativos. O conjunto da obra é péssimo e indica que o PT não tem um compromisso inegociável com a liberdade de expressão. Não custa lembrar que essa é a legenda que definiu como um de seus principais objetivos o chamado “controle social da mídia”. Imaginem como seria a liberdade de expressão entregue a esses patriotas…

Que coisa! O partido que, na década de 80, queria ser a encarnação da liberdade de expressão agora quer se manter no poder apelando à censura, ao terror e ao silêncio.

Texto publicado originalmente às 19h58 desta terça
29 Jul 18:38

FMI inclui o Brasil no grupo dos cinco países emergentes vulneráveis a uma nova crise. O PT vai querer censurar o Fundo também?

by giinternet

Ai, ai, ai…

“Quos volunt di perdere, dementant prius.” Eis um velho adágio latino. Podemos traduzi-lo assim: “Quando os deuses querem destruir alguém, começam por lhes tirar o juízo”. É o que me ocorreu ao saber que a presidente Dilma Rousseff afirmou, na sabatina a que se submeteu ontem, que as perspectivas negativas da economia são equiparáveis ao pessimismo pré-Copa. Ou por outra: seria tudo espuma sem fundamento. A presidente finge que os números não estão aí: juros de 11% ao ano, crescimento abaixo de 1% e inflação, hoje, acima do teto da meta, que é de 6,5%. No fim do ano, deve ficar pouco abaixo desse limite. Vale dizer: não estamos lidando com meras expectativas ou subjetivismos, mas com fatos realizados.

Nesta terça, veio o balde de água fria da realidade na cálida ilusão do palavrório. O FMI incluiu o Brasil no grupo das cinco economias mais frágeis entre os chamados países emergentes, na companhia de Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul.

Segundo o Fundo, o Brasil pode ser afetado duramente pela retirada de estímulos à economia dos países ricos, com a consequente elevação da taxa de juros, e pelo crescimento abaixo do esperado dos emergentes. O Brasil pode ficar numa situação difícil, com queda do preço das commodities — o que seria péssimo para uma balança comercial já combalida —; dificuldades para contrair financiamento externo; redução de investimentos; queda no preço dos ativos em Bolsa e desvalorização cambial. O conjunto seria danoso para a expansão do Produto Interno Bruto.

Em agosto do ano passado, o banco americano Morgan Stanley já havia feito um alerta sobre as fragilidades desses cinco países. Por aqui, o governo deu de ombros, com a arrogância costumeira. Naquele caso, falava-se especificamente do fim do ciclo de estímulos à economia americana, que voltava a crescer. Foi batata! Nos meses seguintes, esses cinco países viram fuga de capitais e desvalorização de suas respectivas moedas. Ninguém, como o Brasil, sofreu tanto nesse processo.

É claro que não cabe a Dilma Rousseff, numa sabatina, admitir que a situação é muito difícil. Mas também é preciso tomar cuidado com a parvoíce e com o simplismo, que assustam ainda mais os agentes econômicos. Quando a presidente da República compara dificuldades reais da economia — para as quais o governo, até agora, não aponta respostas — com mero pessimismo sobre Copa do Mundo, dá evidentes sinais de alheamento da realidade.

Segundo o FMI, as principais dificuldades do país hoje são a baixa taxa de investimento e de poupança doméstica. O caminho seria atacar os gargalos de infraestrutura — especialmente no setor elétrico e de transportes —, adotar medidas que elevem a produtividade e a competitividade e mudar o rumo da prosa, não ancorando o crescimento apenas no consumo, como se fez nos últimos anos. Esse ciclo já se esgotou.

Ocorre, meus caros, que isso é tudo o que o governo tem demonstrado que não sabe fazer. Certo! Daqui a pouco, os propagandistas palacianos começam a atacar o FMI e, talvez, Lula venha a público com um palavrão novo — a exemplo do que fez ao contestar a avaliação negativa de um banco sobre a economia —, achando que resolve tudo no berro. Não resolve.

Há uma hora em que é preciso ter mais do que sorte e garganta; é preciso ter também competência. 

29 Jul 17:36

Previsão de gasto com Olimpíada no Rio passa de R$ 28,8 bilhões para R$ 37,6 bilhões. Vai crescer, vai crescer…

by giinternet

Na VEJA.com:
Com novas obras licitadas, no Complexo Esportivo de Deodoro, os custos com projetos relacionados às arenas, para os Jogos Olímpicos de 2016, passaram de 5,6 bilhões de reais para 6,5 bilhões de reais. Essa diferença representa uma atualização da Matriz de Responsabilidade da Olimpíada, documento que enumera as obras fundamentais para o evento. Agora, os gastos com os Jogos de 2016 já alcançaram 37,6 bilhões de reais, assim distribuídos: arenas: 6,5 bilhões de reais; legado: 24,1 bilhões de reais; e investimento do Comitê Organizador da Olimpíada, 7 bilhões de reais. O orçamento previsto na candidatura brasileira era de 28,8 bilhões de reais.

“Não se trata agora de um aumento de custos. Como houve a licitação de 11 intervenções em Deodoro, as cifras foram atualizadas”, disse, nesta terça-feira, no Rio, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva.

Dos 52 projetos essenciais para a Olimpíada, 15 ainda estão sem custo e prazo de início de obras definidos. Quando houver a licitação, os valores do gasto total com os Jogos vão ser alterados. “Essa mudança se dá automaticamente quando a licitação é feita. Portanto, são custos previstos”, disse o general.

29 Jul 17:28

Dilma e a Faixa de Gaza – Não é nem genocídio nem massacre, presidente. É só ignorância!

by giinternet

Volto à sabatina a que se submeteu a presidente Dilma Rousseff, promovida pela Jovem Pan, pela Folha e pelo SBT. Mesmo em condições especiais na comparação com outros candidatos — afinal, ela estava em sua casa, ainda que temporária (o Palácio da Alvorada), e sem público —, e com entrevistadores, no geral, benevolentes, seu desempenho foi pífio. Já escrevi a respeito (leiam post). Volto ao assunto.

Começo pela questão israelo-palestina. Contrariando a avaliação de um dos gênios que ela tem na assessoria, Marco Aurélio Garcia — este milagre às avessas da natureza! —, Dilma avalia que não há “genocídio” na Faixa de Gaza. Ah, bom! Não deixa de ser um avanço. Mas ela vê um “massacre”. Está igualmente errada. Massacre é o que as milícias árabes fizeram em Darfur, presidente, no Sudão, sob o silêncio cúmplice do PT. Foram mais de 500 mil mortos, e o governo brasileiro se negou a condenar o ditador Omar al-Bashir. Massacre é o que praticou Bashar al-Assad em algumas cidades da Síria, sob o mesmo silêncio pusilânime do seu governo. Em Gaza, por mais dramática que seja a situação — e é —, trata-se, sim, de uma guerra. E o grande número de vítimas civis se deve à forma como o Hamas organiza a sua milícia, usando a população como escudo, o que é franca e escancaradamente admitido pelos terroristas. Um “massacre”, soberana, não é mera questão subjetiva.

Uma presidente da República não pode falar o que lhe dá na telha, especialmente sobre política externa. Afinal, representa o conjunto dos brasileiros. Dilma deu vexame. Afirmou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o estado de Israel. Provavelmente, lembrou-se de que o brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão da ONU que decidiu a partilha do antigo protetorado britânico entre os estados de Israel e a Palestina. Os  árabes não aceitaram, e vocês conhecem o resto da história. Precederam o Brasil no reconhecimento oficial de Israel — o que se deu em 1949 — os EUA e a antiga União Soviética. Imagino um candidato à Presidência dos EUA dizendo uma batatada dessa natureza. A coisa seria fartamente explorada pela imprensa. Por aqui, passa como graça.

Economia e pessimismo
Dilma não se saiu melhor quando se referiu à economia. Estava mesmo num dia infeliz. Referindo-se ao que considera ser apenas “pessimismo” infundado, a soberana resolveu estabelecer um paralelo com as expectativas negativas que muitos tinham em relação à Copa do Mundo. Parece que a equipe de marketing achou que essa é uma boa ideia.

Ocorre que os dados ruins da economia  — juros de 11%, crescimento na casa de 1% e inflação, no momento, acima do teto da meta (6,5%), para citar alguns números — são uma realidade presente, não um sentimento, uma aposta ou um presságio ruim. Dilma chegou a dizer que “nenhum país se recuperou” da crise, o que é uma piada — ainda que involuntária. A maior economia do planeta, os EUA, vão crescer 1,7% neste ano (o Brasil deve ficar abaixo de 1%) e 3% no ano que vem (a previsão, por aqui, está em torno de 2%). O Brasil cresce a uma taxa muito inferior à da maioria dos países latino-americanos e de economias ricas da Europa.

Dos três principais candidatos, ela foi, de longe, a que teve o pior desempenho, embora esteja na Presidência da República e disponha de instrumentos que lhe permitem fazer agora o que diz que pretende fazer um dia.

29 Jul 18:20

Tesla and Panasonic Have Reached an Agreement On the Gigafactory

by Soulskill
cartechboy writes: Tesla's been pretty quiet regarding its upcoming gigafactory lately, but that's about to change. It seems the Silicon Valley startup has reached an agreement with Panasonic in regards to the gigafactory, and Panasonic's going to end up having skin in the game. While the electronics giant was originally skeptical of Tesla's battery factory, it now isn't just on board, it's actually going to participate in the construction of this new facility. It's reported that Panasonic will invest 20 billion to 30 billion yen (194 million to $291 million at current exchange rates), and supply fabrication machinery necessary for cell production. That means Pansonic could end up footing the bill for $1 billion of the total $5 billion anticipated investment required for the gigafactory to get off the ground. If things continue to move forward, the Gigafactory should be online by the end of 2017.

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29 Jul 08:51

Cardozo, fora do lugar, foi fazer pressão no TCU para não votar relatório que condena compra de Pasadena

by giinternet

Eh José Eduardo Cardozo! Esse não me surpreende nunca! Eu até acho surpreendente que alguém jamais consiga… surpreender! Mas é o caso dele. Reportagem de Dimmi Amora na Folha desta terça informa que esse valente fez pressão no TCU — Tribunal de Contas da União — para adiar a votação do relatório que condenou a operação que resultou na compra da refinaria de Pasadena. Segundo o jornal, “Cardozo acompanhou o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, que tinha audiência previamente agendada com o presidente do órgão, ministro Augusto Nardes. A visita do ministro da Justiça não estava prevista”.

Muito bem! Adams estava lá como parte das suas atribuições. Ele afirma, e tem razão, que o advogado-geral pode, por lei, acompanhar processos que digam respeito a estatais, inclusive no TCU. A assessoria de Cardozo tentou enrolar o jornal, afirmando que cabe ao ministro “acompanhar regularmente todos os casos que dizem respeito a atividades ordinárias da pasta — o que justifica a atuação junto aos órgãos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por meio do titular da Pasta, secretários e diretores”.

Tá. Agora só resta a Cardozo explicar por que acompanhar e pedir o adiamento de um julgamento no TCU seriam uma “atividade ordinária do ministério”. É evidente que ele sabe que não é. Era o ministro errado no lugar errado.

Aliás, a compra da refinaria de Pasadena está sendo investigada também pela Polícia Federal, que é subordinada ao Ministério da Justiça, cujo titular é Cardozo. O temor óbvio: se o ministro se dispõe a deixar a sua cadeira para fazer o que não lhe compete — pressionar o TCU —, é de se indagar do que é capaz com um órgão pendurado na sua pasta, não é mesmo?

A coisa é feia, muito feia. Já informei aqui, com exclusividade, e relembro: Luiz Inácio Lula da Silva chamou José Múcio, hoje titular do TCU e seu ex-ministro das Relações Institucionais, para uma conversa em São Paulo. Queria interferir no julgamento. Uma cadeira no STF chegou a ser prometida para um membro do tribunal, acreditem! Houve gente que até se viu tentada a cair na conversa. O preço: embolar o meio de campo e impedir a votação do relatório do ministro José Jorge, que condenou 11 diretores da Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, apontando prejuízo de US$ 792 milhões.

E pensar que Cardozo já chegou a ser apresentado por alguns simplórios como a melhor face do PT. Imaginem do que não é capaz a pior…

29 Jul 06:41

Num ato escandalosamente ilegal da CUT, Lula e sindicalistas fazem terrorismo eleitoral; chefão petista puxa o saco de banqueiro espanhol, pede a cabeça de uma bancária e diz que ela não entende “porra nenhuma” de Brasil! É o nível dessa gente…

by giinternet
Lula praticando ilegalidades   em plenária da CUT: lei  proíbe entidade sindical de fazer campanha eleitoral

Lula praticando ilegalidades em plenária da CUT: lei proíbe entidade sindical de fazer campanha eleitoral

Pois é… Vamos ver por onde começar.

Luiz Inácio Lula da Silva era o convidado de honra da 14ª Plenária da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, nesta segunda-feira, em Guarulhos. O evento segue até quinta-feira, dia 31, e deve contar com a presença da presidente Dilma Rousseff. Lula falou pelos cotovelos, puxou o saco de banqueiro, pediu a cabeça de uma bancária, disse palavrão, fez terrorismo eleitoral… Tudo em parceria com dirigentes da entidade… Barbarizou, enfim, como é de seu feitio. Vamos ver.

Sindicatos e centrais sindicais tiram parte considerável de seu sustento de um imposto — a tal contribuição obrigatória, que está na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) desde 1940. Ainda que o vivente não seja sindicalizado, é obrigado a doar para a entidade sindical um dia de seu trabalho. Em 2008, foi aprovada a Lei 11.648, que reconhecia a existência das centrais sindicais e lhes entregava uma fatia da verba bilionária. Só para vocês terem uma ideia, em 2013, a contribuição sindical rendeu R$ 3,2 bilhões, que têm de ser assim distribuídos:
a) 5% para a confederação correspondente;
b) 10% para a central sindical;
c) 15% para a federação;
d) 60% para o sindicato respectivo; e
e) 10% para a “Conta Especial Emprego e Salário”.

Muito bem! Isso quer dizer que os sindicatos arrecadaram, sem precisar fazer o menor esforço, por determinação legal, R$ 1,920 bilhão (sim, um bilhão, novecentos e vinte milhões de reais). As centrais, sozinhas, ficaram com R$ 320 milhões. No projeto de lei original, essas entidades teriam de prestar contas ao TCU sobre o uso desse dinheiro. Lula vetou. Elas gastam a grana, que é de todos os trabalhadores, como lhes der na telha, sem prestar contas a ninguém.

Sigamos. Lula foi ao evento da CUT. E ouviu o presidente da entidade, Wagner Freitas, fazer terrorismo eleitoral contra o tucano Aécio Neves, defendendo, de quebra, a candidatura de Dilma Rouseff. Afirmou o rapaz: “Alguém acha que a eleição do Aécio vai significar investimento em política pública de qualidade no Brasil? Uma coisa central é reeleger a presidente Dilma. É importantíssimo para nós continuar tendo um governo que se articule direto conosco”.

O rapaz não parou por aí: “Se nós conseguirmos todos os aumentos nas campanhas salariais e o Aécio ganhar a eleição, vamos ter problema e teremos de fazer campanha para defender a empresa pública, os nossos direitos e o salário. Se o Aécio ganhar a eleição, ele vai acabar com a conquista que se consolidou com o presidente Lula, de valorização do salário mínimo”.

É incrível! Essa gente é capaz de dizer as mentiras mais disparatadas sem nem mesmo corar. Atenção, meus caros! Nos oito anos do governo FHC, o mínimo teve valorização real (descontada a inflação, pelo IPCA), de 85,04%; nos oito anos de Lula, foi um pouco maior: 98,32%; no quatro anos de Dilma, deverá ser de apenas 15,44%.

E isso foi apenas parte das falas terroristas do dia. Aí Lula pegou o microfone. Afirmou que as conquistas sociais só terão continuidade se Dilma for reeleita. E se referiu ao informe que o Banco Santander (leiam post) enviou a alguns correntistas, alertando para o risco de deterioração dos indicadores econômicos caso a presidente volte a subir nas pesquisas. O chefão petista não teve dúvida: puxou o saco do banqueiro, o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, e pediu a cabeça da bancária, a analista. E apelou, como é de seu feitio, a um palavrão:

“Botín, é o seguinte, querido: tenho consciência de que não foi você quem falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, e nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar embora e dar o bônus dela pra mim que eu sei o que falo.”

Ora vejam… Lula, segundo quem Dilma vai governar para o andar de baixo, e seus adversários, para o andar de cima, ficou de joelhos diante do banqueiro, que é do andar de cima, e pediu a cabeça da bancária, que é do andar de baixo.

Afirmei que o ato foi escandalosamente ilegal, certo? Pois é. Existe uma lei que regulamenta as eleições: a 9.504. Estabelece o Inciso VI do Artigo 24:
Art. 24. É vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
(…)
VI – entidade de classe ou sindical.

A simples expressão de preferência de um órgão sindical, ainda que por meio de um boletim eletrônico, que pode sair a custo quase zero, caracteriza uma forma de publicidade. O que se viu nesta segunda foi muito mais: a CUT organizou uma plenária que serviu, de modo escancarado, para fazer campanha eleitoral. É evidente que está caracterizada aí uma doação a Dilma “estimável em dinheiro”. E de que “dinheiro” estamos falando? Justamente daquele que sai do bolso de todos os trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não.

Que coisa fabulosa! O TSE mandou uma consultoria tirar da Internet simples avaliações que fazia sobre as possíveis consequências da eventual reeleição de Dilma. Estamos a falar de uma consultoria privada, que faz isso às próprias expensas. Lê a sua análise quem quer. E no caso da CUT? Parte do dinheiro que a entidade movimenta é pública. Todos os trabalhadores a sustentam, queiram ou não, sejam sindicalizados ou não. Contrariando flagrantemente a lei, seus dirigentes expressam preferência por uma candidatura, demonizam a outra e ainda chamam para discursar o garoto-propaganda de um partido.

Aí, em nome dos trabalhadores, o dito-cujo, que atende pelo nome de Lula, faz mesuras ao banqueiro e chuta o traseiro da bancária.

Não sei se o evento foi mais asqueroso do que ilegal ou mais ilegal do que asqueroso.

Texto publicado originalmente às 3h41
29 Jul 01:06

Mandar tirar do ar texto de consultoria é censura e cerceamento do debate

by giinternet

Os petistas acreditam que conseguirão mudar a realidade silenciando os críticos. É o que pretende o partido quando, por exemplo, cria uma lista negra de jornalistas. É o que pretende o partido quando transforma num grande escândalo o que escândalo não é: a avaliação de um banco enviada a parcela de seus clientes. E é o que pretende o partido quando pede para tirar da Internet — com liminar favorável, concedida pelo TSE — textos de uma consultoria que trata justamente dos riscos decorrentes da eventual reeleição de Dilma Rousseff.

Atenção, leitores! Vocês podem gostar ou não dos jornalistas. Podem gostar ou não da análise do banco; podem gostar ou não da opinião da consultoria. Aprovar e reprovar considerações alheias são parte do jogo democrático. O que não é do jogo é censurar as vozes dissonantes ou, pior ainda, tentar impedir o simples debate.

O caso da consultoria é eloquente. Ela se chama “Empiricus”. É conhecida por usar uma linguagem, digamos, abusada para os padrões normalmente muito sóbrios e vazados em tecniquês de seu pares no mercado. A empresa recorreu à ferramenta Google Ads para anunciar alguns de seus textos, e dois deles caíram na preferência dos internautas: “Como se proteger de Dilma” e “E se Aécio ganhar”. O PT recorreu ao TSE, que mandou retirá-los do ar. Em entrevista ao site de VEJA, o autor dos textos, Felipe Miranda, afirmou que a medida não intimidará seu trabalho. “O que já vínhamos falando aos nossos clientes sobre a gestão do governo e a condução da política econômica só piorou com esse cerceamento. Mas vamos continuar atuando da mesma forma. Não tenho rabo preso e sou pago pelos meus clientes para falar o que penso.”.

Na mosca! Se vocês entrarem na Internet, certamente encontrarão textos de 2010 alertando, acreditem!, para o “risco Serra”. É… Não fiquei maluco, não! Alguns amiguinhos do PT oriundos do “mercado” afirmavam que o então candidato tucano é que poderia representar a instabilidade, já que era um crítico da política econômica. E, obviamente, ninguém pensou em recorrer à Justiça.

Isso que faz o PT é cerceamento do debate. Qualquer pessoa que aposte no esclarecimento e no livre trânsito das ideias tem de lamentar a decisão do ministro Admar Gonzaga. O que fará o PT? Caçará e cassará todos os textos de consultoria que não estejam de acordo com a sua leitura da realidade? Além da lista negra de jornalistas, haverá também a de consultores, de bancos, de empresas? Daqui a pouco, o PT vai tentar patrulhar as cartomantes.

Isso me lembra certo blogueiro pançudo que, em novembro de 2010, chegou a defender que os 3% que achavam o governo “ruim ou péssimo” fossem identificados. Fascistas!

Olhem aqui: se os petistas não estão contentes com a existência de consultorias que dizem o que eles não querem ler, não faltará quem se disponha a produzir o que eles gostam de ler. O que dizer, por exemplo, dos tais blogs sujos, fartamente financiados com dinheiro público, cujo objetivo é defender o governo, difamar a oposição e atacar a imprensa independente?

Nesse caso, sim, estamos diante de uma excrescência: afinal, o dinheiro que sustenta a consultoria é privado, mas o que financia os tais blogs é público.

28 Jul 23:58

A sabatina com Dilma: três momentos patéticos

by giinternet

Ah, Dilma Rousseff, Dilma Rousseff… Vou comentar aqui ao menos três momentos da sabatina a que se submeteu a presidente, nesta segunda, promovida pela Jovem Pan, pela Folha e pelo SBT. Os meus destaques são um pouquinho diferentes dos que estão por aí. Vamos lá.

A presidente foi indagada sobre a tal cartinha enviada pelo Santander a um grupo de clientes afirmando que a sua ascensão ou estabilização nas pesquisas eleitorais provocariam uma deterioração dos índices econômicos. Dilma chamou a atenção para a suposta gravidade do fato — e não há nenhuma — e disse que o governo não pode aceitar esse tipo de interferência. Ficou no ar a sugestão de que uma instituição estrangeira tentou se meter nos assuntos nacionais. Alguém chegou a indagar, ridiculamente, se a presidente pretenderia processar o banco. Ela não descartou de maneira peremptória a hipótese absurda. Até parece que isso seria possível!

Em primeiro lugar, não houve interferência de ninguém em coisa nenhuma. O Santander estava falando com os seus clientes. Mais: não há distinção entre empresa nacional e estrangeira, banco ou não. Processo? Os bancos funcionam mediante uma carta de concessão, que pode ser cassada. Por que Dilma não diz que lei o Santander desrespeitou?

Segundo momento
O segundo momento, que beirou o patético, avançando para o involuntariamente cínico, diz respeito ao dinheiro que ela confessou guardar no colchão: R$ 152 mil. Em 2010, eram R$ 113 mil. Os jornalistas tentaram saber por quê. Ela evocou os tempos de clandestinidade, quando ter bens, digamos, carregáveis, poderia ser até uma questão de sobrevivência. Ninguém, obviamente, entendeu nada. Disse ainda que dá dinheiro à sua filha. Huuummm… E se aplicasse a grana no… Santander?

Um dos jornalistas lembrou que, investido, esse dinheiro renderia R$ 10 mil num ano. Dilma, então, mandou ver: “O que é (sic) R$ 10 mil?”. Percebeu a mancada e tentou se corrigir: “R$ 10 mil são muito; eu não jogo fora nenhum dinheiro”. Como se nota, joga!

A memória histórica agora entra quase como piada, mas é óbvia. Dilma, sob o codinome Estella, foi a mentora de um roubo milionário. Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa, onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por “Estella”, que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares roubou um cofre de chumbo pesando 300 kg, recheado com uma bolada de US$ 2,16 milhões.

Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre “Estella” e Carlos Lamarca. A maior parte do grupo seguiu a agora presidente — na época, Cláudio, seu primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião sequestrado, e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares — com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje procuradora do Trabalho em Porto Alegre — de quem se separou já depois da redemocratização.

Parte do dinheiro — US$ 1 milhão — teria sido doada aos rebeldes argelinos. O resto teria sido usado para financiar a guerrilha. Seja como for, uma das guardiãs da grana era… Dilma! Virá daí a sua fixação por dinheiro em moeda sonante?

Mensalão
O terceiro momento grotesco da presidente diz respeito aos mensalões petista e mineiro. Ela acusou tratamento desigual dispensado aos respectivos: “dois pesos e umas 19 medidas”. Bem, trata-se apenas de uma mentira. O mensalão mineiro ainda não chegou ao estágio do julgamento porque foi admitido pela Justiça bem depois do petista. Não há condescendência nenhuma da Justiça, do Ministério Público ou da imprensa! Muito pelo contrário. Insiste-se em dar tratamento igual ao que é desigual. No caso de Minas, sim, tratou-se, tudo indica, de caixa dois, mas não da compra de parlamentares, que é o aspecto mais grave da malandragem petista.

De resto, não ficou claro a quem Dilma estava se referindo. Sim, ela é candidata à reeleição. E isso evidencia que é presidente e que na Presidência está. Aliás, só fez sabatina em condições especiais — no Palácio da Alvorada e sem público — por isso. Não cabe à chefe do Executivo fazer considerações que sugiram que a Justiça age de modo partidário e discricionário, o que também é falso.

A sabatina demonstrou que, no seu quarto ano de governo, Dilma continua sem ter o que dizer. E olhem que ela contou com interlocutores bastante brandos.

28 Jul 22:35

Dilma admite efeitos de crise financeira: “Todos nós erramos”

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com. Comento no próximo post.
A presidente-candidata Dilma Rousseff admitiu nesta segunda-feira que o Brasil sofre os efeitos da crise financeira internacional e afirmou que a avaliação do então presidente Lula, que se referiu à turbulência como “marolinha”, foi equivocada. “Todos nós erramos, sabe por quê? Porque a gente não tinha ideia do grau de descontrole que o sistema financeiro internacional tinha atingido”, disse ela. Dilma participou de sabatina promovida pela Folha de S. Paulo, peloUOL, SBT e pela rádio Jovem Pan. ”Nós minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira”, disse a presidente, quando tentava explicar os números acanhados do crescimento econômico em seu governo. Ela também afirmou que “nenhum país se recuperou” até agora.

Mensalão
Durante a sabatina, que durou cerca de uma hora e meia, Dilma também respondeu sobre o episódio do mensalão e, apesar de dizer que não comenta decisões judiciais, afirmou que falta critério à Justiça. “Nessa história da relação com o PT, tem dois pesos e umas dezenove medidas, porque o mensalão foi investigado, agora o mensalão mineiro, não”, afirmou ela, esquecendo-se que o valerioduto mineiro foi investigado, porém ainda não foi julgado porque o processo mudou de instância no Judiciário. “No nosso caso, tomamos todas as providências. Nós não tivemos nenhum processo de interromper a Justiça, não pressionamos juiz, não falamos com procurador, não engavetamos processo”, continuou.

Ainda falando sobre corrupção, Dilma admitiu que, para atender a um pedido do PR, trocou o ministro dos Transportes, César Borges, por Paulo Sérgio Passos – que ela havia demitido do mesmo ministério em 2011, em meio a denúncias de desvio de recursos. Dilma negou, entretanto, que o episódio tenha caracterizado chantagem em troca do apoio do PR nas eleições – e dos minutos do partido na propaganda eleitoral na TV. “Eu me sentiria chantageada se eu colocasse no Ministério dos Transportes uma pessoa na qual eu não confio e que não conheço”, disse.

A petista também se enrolou ao comentar por que voltou a se aliar a Carlos Lupi, demitido do cargo de ministro do Trabalho após recomendação do Comitê de Ética Pública da própria Presidência. “Não vou concordar em chamar o ex-ministro Lupi de um cara que fez malfeitos. O ministério pode ter cometido falhas administrativas que vários ministérios (sic), nem um, nem dois, nem três…”, declarou, sem completar a frase.

No final, Dilma cometeu uma gafe e tentou corrigi-la a tempo: tentando explicar a mania de guardar dinheiro vivo em casa (152.000 reais, segundo a declaração entregue ao Tribunal Superior Eleitoral). Ela lembrou os tempos em que foi perseguida pela ditadura, mas não conseguiu apresentar uma explicação convincente: “Tenho essa mania com esses meus 150.000 reais que não vou mudar”. Um dos entrevistadores afirmou que, se investisse esse montante na poupança, Dilma ganharia pelo menos 10.000 reais por ano. Dilma respondeu: “O que que é 10.000?”. Segundos depois, ela percebeu o potencial negativo da frase e emendou: “Eu acho que 10.000 são muito, eu não jogo fora nenhum dinheiro”.

28 Jul 22:27

“Sou pago para falar o que penso”, diz analista de consultoria cerceada pelo PT

by giinternet

Por Ana Clara Costa, na VEJA.com:
Na última sexta-feira, toda a artilharia petista se armou contra o banco Santander depois que um relatório enviado a clientes de alta renda previa mais dificuldades para a economia brasileira se a presidente Dilma Rousseff se reeleger. Temendo represália, o banco enviou nota ao mercado desculpando-se pelo texto da equipe de análise e assegurando que medidas haviam sido tomadas em relação aos responsáveis. No mesmo dia, o partido silenciosamente protocolou uma representação contra a consultoria de investimentos Empiricus Research no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justificativa foi a mesma que a usada pelo presidente do PT, Rui Falcão, para recriminar o banco Santander na sexta-feira: “terrorismo eleitoral”. Ou, de forma mais sofisticada, “fazer manifestações que interfiram na decisão de voto”.

Segundo a representação, a Empiricus estaria vinculada ao candidato tucano Aécio Neves, à coligação Muda Brasil e ao Google numa campanha com o intuito de manchar a imagem da presidente Dilma por meio de propaganda paga. A consultoria, conhecida no mercado pela forma dinâmica e descomplicada com que produz suas análises, anunciou alguns de seus textos por meio da ferramenta Google Ads. Ao longo do último mês, permaneceram em evidência no Google os anúncios mais clicados por leitores, que eram justamente os textos intitulados: Como se proteger de Dilma e E se Aécio ganhar. O ministro Admar Gonzaga, do TSE, acatou o pedido protocolado em nome de Dilma e concedeu liminar impedindo a Empiricus de propagandear suas análises no Google. O gigante da internet também foi alvo de representação, assim como o candidato do PSDB e sua coligação. Em entrevista ao site de VEJA, o autor dos textos, Felipe Miranda, afirmou que a medida não intimidará seu trabalho. “O que já vínhamos falando aos nossos clientes sobre a gestão do governo e a condução da política econômica só piorou com esse cerceamento. Mas vamos continuar atuando da mesma forma. Não tenho rabo preso e sou pago pelos meus clientes para falar o que penso”, afirma. Confira trechos da conversa.

O TSE informou a consultoria sobre a representação do PT?
Não, ainda não recebemos nenhum comunicado oficial. Ficamos sabendo pela internet. Mas a situação é absurda, pois não há campanha eleitoral da nossa parte. Podem não gostar do que escrevemos, mas nos colocar ali é absurdo.

Estão impedidos de produzir análises com foco eleitoral?
Não. Há uma liminar que nos obriga a tirar aqueles textos do ar. Mas não existe a possibilidade de alguém nos proibir de fazer nossas análises críticas, pois aí seria censura explícita. Já seria um ato institucional contra a liberdade de expressão. Além disso, o que já vínhamos falando aos nossos clientes sobre a gestão do governo e a condução da política econômica só piorou com esse cerceamento. Mas vamos continuar atuando da mesma forma. Não tenho rabo preso e sou pago pelos meus clientes para falar o que penso.

Como o Google distribuiu os anúncios dos textos produzidos pela Empiricus?
Os dois textos são muito claros: tratam de uma tese econômica que não é nova e que mostra que a bolsa cai quando a Dilma sobe nas pesquisas, e sobe quando o Aécio melhora. O objetivo é simples: nossos clientes devem se proteger desses solavancos. Os anúncios dos textos chegam de forma idêntica ao Google, mas, de acordo com a métrica de distribuição desses anúncios, ficam mais expostos os que são mais clicados. Diante disso, podemos escolher tirar do Google Ads os anúncios menos rentáveis. O que não foi o caso dos anúncios sobre as perspectivas econômicas num cenário de vitória da Dilma e do Aécio.

A consultoria sofreu algum tipo de represália fora a representação no TSE?
Tirando esse clima de caça às bruxas, de perseguição, nada foi feito. Há, claro, a militância. Desde a semana passada recebo xingamentos e ameaças de toda a natureza por email e por meio das redes sociais. Nosso site já caiu várias vezes e tentaram invadir nossos emails.

Desde a repercussão do caso Santander, o mercado está mais amedrontado?
Não posso falar pelo mercado, pois não estou a par. Mas o que é certo é que estão tentando cercear nossa liberdade e nosso dever fiduciário de prover boas dicas. Nós estamos pessimistas em relação à economia e não posso ignorar isso em minhas análises. No caso do Santander, entendo que ficou feio para o banco ter de voltar atrás na opinião de um analista. Mas não me surpreende, pois os grandes bancos não querem romper relações com o governo. Mas nós somos independentes e só temos compromisso com nossos clientes.

28 Jul 19:31

Guerra israelo-palestina: Um dia sangrento e a ladainha macabra de sempre

by giinternet

O primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, criticou o pedido incondicional de cessar-fogo feito pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. E fez muito bem.  Na prática, o Conselho ignora os ataques de que Israel é vítima e atribui ao país a responsabilidade única pelo conflito. Não dá mais para aceitar esse tipo de delinquência política.

Nesta segunda, cinco palestinos foram mortos no sul de Israel. Ataques a um campo de refugiados e a um hospital, em Gaza, fizeram pelo menos 12 mortos e 40 feridos. O Hamas acusa Israel. O governo israelense, por sua vez, nega a responsabilidade e diz que se tratou de fogo amigo: os mísseis teriam sido disparados pela própria Jihad Islâmica, um dos grupos terroristas que atuam em Gaza. Israel não costuma mentir sobre suas ações.

No dia com o maior número de baixas civis israelenses, quatro pessoas morreram no distrito de Eshkol em razão da queda de um míssil: oito outras estão feridas, quatro em estado considerado “crítico”, com risco imediato de morte, e quatro em estado grave. O Hamas comemorou com entusiasmo o seu feito, coisa que, obviamente, não vai chamar a atenção de ninguém, nem da ONU.

É uma tolice e uma perda de tempo imaginar que o esforço para isolar Israel, jogando contra o país a opinião pública mundial, irá demovê-lo de se defender. A hesitação em dar início à incursão terrestre em Gaza levava em conta o desgaste certo. Àquele que não resta alternativa a não ser se defender, a margem de manobra se estreita brutalmente.

Se Israel se vergasse a esse tipo de pressão, já não existiria como país. Também mentem os tolos — ou os de má-fé — ao sustentar que o país precisa do sinal verde dos EUA para se defender. A esta altura, está claro para a sociedade israelense que há um de dois caminhos: enfrentar o inimigo ou sucumbir. Parte considerável do mundo prefere fechar os olhos para os mísseis do Hamas, para a natureza da sua luta — que recorre a escudos humanos — e para seus propósitos: quer o fim de Israel. Está em seus estatutos.

A Israel cabe ficar de olhos bem abertos. Para enfrentar, inclusive, o hábil trabalho de manipulação de opinião pública que coloca o país como vilão.

28 Jul 18:26

Lots Of People Really Want Slideout-Keyboard Phones: Where Are They?

by timothy
Bennett Haselton writes: I can't stand switching from a slideout-keyboard phone to a touchscreen phone, and my own informal online survey found a slight majority of people who prefer slideout keyboards even more than I do. Why will no carrier make them available, at any price, except occasionally as the crummiest low-end phones in the store? Bennett's been asking around, of store managers and users, and arrives at even more perplexing questions. Read on, below.

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28 Jul 18:30

Camila Jourdan e a farsa da suposta intelectual a serviço do povo

by giinternet
Camila Jourdan, a face supostamente instruída da violência como método (Retrato: Daniel Marenco/Folhapress)

Camila Jourdan, a face supostamente instruída da violência como método (Retrato: Daniel Marenco/Folhapress)

A democracia brasileira só tem uma coisa a fazer com uma senhora chamada Camila Jourdan, 34 anos, coordenadora — acreditem! — do curso de pós-graduação em filosofia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: mandá-la para a cadeia. Até para que ela não se decepcione e, candidata a intelectual que é, possa ver comprovada a sua tese. Vamos lembrar: Camila é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia como uma das chefes da turma que promoveu — e tenta promover ainda — desordem no Rio e no país. Gravações que vieram a público evidenciam o seu papel de destaque numa tal OATL (Organização Anarquista Terra e Liberdade) e na FIP (Frente Independente Popular), grupos minoritários, ultrarradicais, acusados de promover ações violentas em protestos, recorrendo a métodos franca e escancaradamente terroristas.

Esta senhora ficou presa por 13 dias, até que um habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan a colocasse em liberdade. Em entrevista à Folha, ela afirma: “Tenho receio do que pode acontecer porque sei que não vivemos em uma sociedade justa. Não acredito neste Estado como um Estado democrático. Se acontecer [a condenação], ao menos, não vou me decepcionar neste sentido.”

Muito bem! Alguém que sustenta que não estamos num estado democrático, que escolhe a violência como forma de atuação política, que não aposta no diálogo como instrumento de mediação de conflitos, alguém assim não pode merecer do ente que ela despreza — esse mesmo Estado — um tratamento benevolente. A única atitude moral da Justiça brasileira é, então, não decepcionar Camila e suas teses: que a lei seja aplicada com o devido rigor e que ela seja apartada do convívio social! E não para lhe dar uma lição moral. Mas porque as evidências estão contra ela.

Na entrevista concedida a jornalistas, Camila afeta sabedoria e cita alguns filósofos, uma conversa muito distinta daquela que mantinha com outros militantes, adeptos da violência, segundo interceptações telefônicas feitas pela Polícia, com autorização da Justiça. Com a imprensa, vaza uma suposta sabedoria arrogante, de quem não transita no mundo dos mortais. Com os seus teleguiados, a conversa vulgar, agressiva, autoritária, de quem não reconhece os limites dos outros — nem mesmo daqueles que estão do seu lado.

Na UERJ, tentam dar relevo à sua formação acadêmica. É mesmo? À Folha, Camila é capaz de dizer coisas assim, prestem atenção: “A participação política não pode se resumir a um objeto de consumo. Mandam o eleitor comprar um candidato. O ser humano precisa de participação política real e permanente. Nós fazemos isso nas manifestações e nos trabalhos de base, com movimentos sociais e assembleias populares”.

Como é que é? Assembleias populares? “Popular” é o adjetivo do substantivo “povo”. Desde quando o “povo” sabe ou participa da luta dessa senhora? Com que autoridade ela fala em seu nome? Imodesta, notem que Camila se pretende também uma intérprete das reais necessidades dos “seres humanos”. A cadeia é a hipótese benevolente para essa gente. A mais rigorosa seria mesmo o manicômio.

Camila é só a expressão de uma safra de militantes políticos — à qual pertence também Guilherme Boulos, o autointitulado líder do autoproclacamado Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto — que resolvem tomar para si a tarefa de mudar o mundo na marra. E que valores orientam a sua batalha? Aqueles que lhes dá na veneta, sejam ou não viáveis. E as pessoas que se virem para se defender da violência que engendram.

Chegou a hora de o estado democrático e de direito dar a devida resposta a esses celerados. Parte considerável das ações que praticam não se distingue do banditismo comum. E lugar de bandido é na cadeia. Em nome da preservação da ordem democrática — esta, sim, popular, exercida pela maioria, ancorada na Constituição — e em leis que asseguram os direitos coletivos e individuais. A democracia tem a obrigação de se proteger dos que querem solapá-la.

28 Jul 17:03

Internet Census 2012 Data Examined: Authentic, But Chaotic and Unethical

by timothy
An anonymous reader writes "A team of researchers at the TU Berlin and RWTH Aachen presented an analysis of the Internet Census 2012 data set (here's the PDF) in the July edition of the ACM Sigcomm Computer Communication Review journal. After its release on March 17, 2013 by an anonymous author, the Internet Census data created an immediate media buzz, mainly due to its unethical data collection methodology that exploited default passwords to form the Carna botnet. The now published analysis suggests that the released data set is authentic and not faked, but also reveals a rather chaotic picture. The Census suffers from a number of methodological flaws and also lacks meta-data information, which renders the data unusable for many further analyses. As a result, the researchers have not been able to verify several claims that the anonymous author(s) made in the published Internet Census report. The researchers also point to similar but legal efforts measuring the Internet and remark that the illegally measured Internet Census 2012 is not only unethical but might have been overrated by the press."

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28 Jul 09:36

Terror petista: partido e governo pedem guilhotina para funcionários do Santander; eles serão entregues a Dilma numa bandeja!

by giinternet
Na fase do Terror, a guilhotina se transforma numa das armas dos poderosos

Na fase do Terror, a guilhotina se transforma numa das armas dos poderosos

Cabeças vão rolar no banco Santander no Brasil. Por quê? Porque alguém — ou um departamento, sabe-se lá — decidiu anexar ao extrato de um grupo seleto de clientes uma avaliação sobre o comportamento dos indicadores econômicos e sua conexão com as pesquisas eleitorais. Em síntese, o texto, um tanto confuso, afirmava que, se a presidente Dilma voltar a subir nas pesquisas ou se mantiver estável, os juros vão subir, a Bolsa vai cair e o câmbio vai se desvalorizar. Há algo de errado na avaliação? Não! Trata-se de alguma opinião surpreendente ou exótica? Não também! Um banco tem o direito de orientar seus correntistas e investidores? Tem. Mas se fez um enorme escarcéu.

Os petistas aproveitaram o caso para acusar uma grande conspiração dos ricos, dos bancos, do setor financeiro… Tudo não passa de uma bobajada infernal. Ao contrário: como Lula não cansa de repetir por aí, essa área da economia nunca lucrou tanto como em seu governo — e isso também é verdade. O partido que recebeu doações mais generosas dos bancos em 2006 e 2010 foi o PT. Era justamente no setor financeiro que se concentravam os maiores entusiastas do “Volta, Lula!”. Assim, essa guerra das tais elites contra o partido nunca passou de uma fantasia eleitoreira para enganar trouxas.

Acontece que a desconfiança no governo é, hoje, gigantesca. E isso vale para o conjunto do empresariado, inclusive e muito especialmente do setor industrial. O comunicado do Santander toca, direta ou indiretamente, no tripé do desconsolo provocado pela gestão petista: inflação alta, juros elevados e baixo crescimento. Por que o mercado reage mal quando acha que as chances de Dilma aumentam? Porque não vê pela frente perspectiva de mudança.

Jesús Zabalza, presidente do Santander no Brasil, conversou pessoalmente com Dilma e informou que todos os responsáveis pela elaboração do boletim serão demitidos. Neste domingo, Emilio Botín, que preside a instituição em escala mundial, destacou que a avaliação não é do Santander, mas de um analista. E reiterou a importância do Brasil para a empresa.

Coitados dos demitidos do Santander! Vão perder o emprego por terem falado uma verdade inconveniente. Nas democracias mundo afora, ninguém daria a menor bola para isso. O tal boletim não passou de uma análise corriqueira.

Na sexta, diga-se, o Banco Central anunciou mudança nas regras do compulsório recolhido pelos bancos. O objetivo é liberar pelo menos R$ 45 bilhões para o crédito. Acontece que, há dias, em sua ata, esse mesmo BC saudou o esfriamento do crédito como um dos elementos que concorreriam para diminuir a pressão inflacionária. Ou por outra: o BC tomou uma decisão na contramão de sua convicção técnica.

Quando isso acontece, como é que os tais agentes econômicos reagem? No mínimo, com pessimismo, não é? O que o Santander fez foi só uma leitura de conjuntura, que não é distinta daquela que está em todos os lugares, muito especialmente na imprensa. O próprio PT sabe que se está diante de uma verdade evidente.

Pedir cabeças? Cortar cabeças? Não são práticas que honrem a democracia, não é mesmo? Mas também não se trata de nada estranho ao PT. Como esquecer a tal lista negra de nove jornalistas, da qual honrosamente faço parte, elaborada pelo partido? Também para estes, o que se pedia era guilhotina.

Essa gente é o que é. E não é coisa boa!

 

28 Jul 06:34

As dificuldades do PT para se livrar do deputado-bomba

by giinternet

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
Nos últimos anos, o PT conseguiu construir um importante reduto eleitoral na capital paulista. Na populosa Zona Leste da cidade, o partido ganhou força pelas mãos de dois irmãos, o vereador Senival Moura e o deputado Luiz Moura, ambos ex-líderes de perueiros. Os votos da região foram decisivos para os petistas nas últimas eleições, especialmente para a vitória do prefeito Fernando Haddad. Tudo funcionou bem até maio, quando veio a público a informação de que policiais flagraram Luiz Moura, ex-presidiário, em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam dezoito membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde então, o deputado tornou-se um fardo difícil para o partido carregar. E o PT colocou em curso uma desesperada articulação para rifá-lo antes do início da campanha de Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes.

Agora, o comando do PT paulista se prepara para enfrentar, na Justiça e nas instâncias do partido, uma semana decisiva para o futuro da legenda nas eleições deste ano. Entra na fase final o processo disciplinar contra Luiz Moura. O partido trabalha para afastar a qualquer custo seu deputado-bomba da campanha – e dos holofotes – para evitar um desgaste ainda maior durante as eleições no maior colégio eleitoral do país.

O movimento começou no fim de maio, articulado pelos comandos estadual e nacional do partido. No dia 2 de junho, a Comissão Executiva do PT paulista suspendeu a filiação de Luiz Moura por sessenta dias – o que o impediu de participar da convenção estadual. Moura não aceitou e entrou na Justiça, alegando ter sido afastado irregularmente, sem direito à ampla defesa. O deputado foi à tribuna na Assembleia Legislativa e justificou sua presença, em março, no encontro de perueiros onde estavam bandidos do PCC. Segundo ele, era uma tentativa de evitar a adesão dos donos de lotação a uma greve de motoristas e cobradores de ônibus na cidade. Na época, alegou, em sua defesa, que não havia investigações contra ele. Mas agora há.

Nesta semana, o site de VEJA mostrou que o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, apresentou à Justiça uma representação criminal contra o deputado. O chefe do Ministério Público paulista enxergou indícios de que Moura pode ter cometido sete crimes diferentes: organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade. Como o petista tem foro privilegiado, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça terá de autorizar a abertura do inquérito – o que também deve ocorrer nesta semana, quando vence o prazo de defesa prévia.

A data decisiva para o desfecho do caso Luiz Moura é a próxima sexta-feira, dia 1º de agosto, quando uma reunião do Diretório Estadual deve homologar ou não a punição aplicada pela Comissão Executiva do PT paulista, que notificou o deputado a apresentar sua defesa por escrito no processo disciplinar. A Executiva Estadual aguardará a manifestação de Moura até o dia 31 para emitir parecer sobre a conduta dele. Um dia antes, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidirá sobre a guerra de liminares entre os advogados do deputado e o setor jurídico do partido. O agravo de instrumento do PT contra a candidatura de Luiz Moura está na pauta de julgamento da 5ª Câmara de Direito Privado. Caso seja derrotado, Moura ainda poderá recorrer ao Diretório Nacional do PT, na esfera partidária, e à instância superior da Justiça. O advogado do parlamentar, João de Oliveira, classificou a investigação do procurador-geral de Justiça como “oportunismo político”. Oliveira disse desconhecer a notificação do PT para que o parlamentar se explique no âmbito partidário até quinta-feira.

É fato que a cúpula petista pretende expulsar Luiz Moura e é pouco provável os integrantes da Comissão Executiva, os mesmos que aprovaram a suspensão por unanimidade, tenham uma interpretação diferente agora, com a campanha em curso. Os dirigentes afirmam que a situação de Moura “agravou-se politicamente” depois que o parlamentar ingressou na Justiça comum contra o partido e anulou, ainda que temporariamente, a suspensão de sessenta dias e a convenção estadual do partido. A atitude de Moura chegou a ameaçar a candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado. “Se dependesse de mim ele já estava expulso há muito tempo”, afirmou, no dia em que o PTderrubou a liminar judicial, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) – homem de confiança escalado pelo ex-presidente Lula para coordenar o comitê da presidente Dilma Rousseff em São Paulo. O próprio Padilha diz que o Luiz Moura “é caso encerrado no PT”. Mas o partido não esperava que o juiz considerasse a suspensão “ilícita” e autorizasse Luiz Moura a solicitar à Justiça Eleitoral o registro da própria candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda não validou a candidatura do deputado.

Peça importante na engenharia para montar o reduto eleitoral na Zona Leste, Moura agora é tratado como inimigo e traidor por diferentes setores do partido. O comando da legenda está nas mãos da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), cujos líderes articulam sua expulsão. No início de junho, a tendência minoritária Articulação de Esquerda chegou a alertou seus militantes sobre o“potencial explosivo” do deputado, assim que a participação dele na reunião com integrantes do PCC veio a público. No fim do mês, a corrente publicou uma resolução ainda mais severa sobre o parlamentar, taxado de “integrante da quinta coluna da direita no interior de nossas fileiras”. Mas nem sempre foi assim.

Durante pelo menos doze anos, o reduto eleitoral montado pelos irmãos Moura, integrantes da corrente PT de Lutas e de Massas (PTLM) rendeu expressivas votações nominais a figurões do partido. Os candidatos do PT beneficiaram-se da influência do deputado Luiz Moura e do seu irmão, o vereador Senival Moura. Ambos são também dirigentes de cooperativas de perueiros. Em anos diferentes, a base política dos Moura em Guaianazes, Cidade Tiradentes e Itaim Paulista serviu, por exemplo, aos deputados federais petistas Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes da gestão Haddad, e Arlindo Chinaglia, vice-presidente da Câmara dos Deputados. Em 2010, os comitês de campanha de candidatos como a ministra Marta Suplicy (Cultura) e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) doaram recursos para Luiz Moura. Ele foi eleito com 104.705 votos em sua primeira disputa eleitoral para a Assembleia Legislativa. Na ocasião, o fato de Luiz Moura ser ex-presidiário, condenado por assalto à mão armada nos anos 1990, não impediu o partido de lançá-lo candidato.

Os planos dos irmãos Moura eram mais ambiciosos neste ano. Luiz Moura pretendia concorrer ao segundo mandato na Assembleia Legislativa. Com o impedimento, por enquanto, ele foi substituído na chapa petista pelo ex-chefe de gabinete da Subprefeitura de Guaianazes Jorge do Carmo, indicado por Senival Moura – o vereador concorrerá a uma cadeira em Brasília, na Câmara dos Deputados. Eleito pelos motoristas de ônibus, o vereador Vavá dos Transportes (PT), recém-aliado a Luiz Moura, permanecerá na Câmara Municipal como representante do grupo.

Caso se safe no PT, Luiz Moura ainda poderá ser alvo de mais um processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa. As chances de cassação, porém, são remotas, dado o histórico de corporativismo da Casa – no mês passado, os parlamentares postergaram para o início de agosto a decisão sobre a abertura do processo. Nesse período, Moura voltou a infringir as normas da Assembleia: vestido com a camisa da seleção brasileira, dirigiu um carro oficial com a mulher e a filha no dia da abertura da Copa do Mundo. Questionado, ficou em silêncio. Talvez porque, a exemplo dos motivos que levaram o PT a tratá-lo tão bem durante anos, seja tudo muito difícil de explicar.

28 Jul 04:06

Time to Stand Against Rome?

by Dale M. Coulter

A recent joint statement by a number of Italian evangelical groups indicts the Roman Catholic Church as an “imperial” church and its call for evangelicals to “unionist initiatives that are contrary to Scripture and instead renew their commitment to take the gospel of Jesus Christ to the whole world.”

Writing for the Gospel Coalition, Leonardo De Chirico offers an interpretation that does not do full justice to the complexities of Italian evangelicalism and its history with the Catholic Church. The statement was issued by both the more Reformed Alleanza Evangelica Italiana, to which de Chirico, a Reformed Baptist, belongs and various Pentecostal groups with greater numbers. To interpret the statement as a straightforward affirmation of Reformed commitments, as de Chirico does, smacks of the way Pentecostal and holiness churches were initially invited to join the National Association of Evangelicals for their numbers, not their theology, a history Molly Worthen has chronicled in her Apostles of Reason. Moreover, de Chirico’s position represents only part of the Reformed tradition. The Reformed scholars who signed Evangelicals and Catholics Together statement “The Gift of Salvation” would view the situation differently.

The document’s description of the Catholic Church as “imperial” is no doubt meant to conjure Constantinian images, but for Italian evangelicals it has a more immediate historical context. From 1929 Italian Pentecostals, along with other small Protestant groups, were persecuted by the government. During the late 1920s and early 1930s there was concern on the part of Catholic politicians in Italy and also the Vatican about proselytism by Protestant minority groups. This concern led to harassment of Pentecostals at the hands of local police. This was decades before Catholic experiences of spirit baptism, like that experienced by Fr. Raniero Cantalamessa, began to break down prejudices against Pentecostals.

When one is the object of persecution, it is difficult to differentiate between militant local priests, Catholic politicians, and the church hierarchy. Pope Pius XI may well have not wanted any persecution, but the average Italian Pentecostal during the 1930s would not have differentiated between him and local expressions of Catholicism. As late as the 1970s, Italian immigrant communities of Pentecostals were still saying to their American counterparts “you do not know the Catholic Church” in reference to their experiences in Italy. I might add that this complicated history in Italy is still being played out in certain parts of Latin America. Under these conditions, holding up the banner of the Protestant Reformation is less about affirming the theology of Italian Reformed Protestants (as de Chirico’s commentary implies) and more about past issues over religious freedom for Pentecostals who had only been in Italy for twenty years in 1928.

What is the way forward? First, we should pray that the private meeting between Pope Francis and Giovanni Traettino during the Holy Father’s visit to Caserta this past weekend bear fruit. Traettino, a personal friend of the pope, is a leading advocate for dialogue between Catholic and Protestant charismatics and he knows well the history of Pentecostal and Catholic relations in Italy.

Second, we should become more historically and theologically sensitive to the differences between parts of global evangelicalism. All ecumenical statements issued by groups of evangelicals should be viewed as speaking from parts of evangelicalism to the evangelical world. They should not be interpreted as speaking for the communities from which they come. This is how Evangelicals and Catholics Together understand all of their documents since there is no ecclesial authority governing evangelicalism as a whole.

To take one example, at the end of June there was a joint conference between European Pentecostals and charismatics and the Catholic community of Chemin Neuf at St. Niklausen. Italian Pentecostals were part of this meeting, the theme of which was the ecumenical challenge of Pentecostalism. Such meetings represent a very different approach to ecumenical relations. Even with a magisterium, Catholicism has its own internal debates as to what weight to give to what authorities and how to interpret them in light of one another. In ecumenical conversations, it matters immensely who sits across the table and how that person understands his or her own tradition.

Finally, we should be mindful of the pitfalls of reading online. Historical contexts and theological nuances can be easily lost when debates in one place are referenced to guide debates elsewhere. This puts a responsibility on all of us to become more sensitive to global dynamics and the local histories that inform them.

Most of all, the statement by Italian evangelicals reminds us to pray that God might use these conversations to demonstrate to the broader culture how persons of faith can have deep disagreements and yet remain committed to one another. We have a common witness and a common mission to bear in the world. Let us do so as friends who bandage one another’s wounds and hear one another’s hurts, even as we work toward a common future. After all, we all are members of the City of God. 

Dale M. Coulter is associate professor of historical theology at Regent University School of Divinity.

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