Shared posts

21 Oct 18:18

Tesoureiro do PT, considerado peça-chave do petrolão, é um dos homens fortes da campanha de Dilma

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com. Volto no próximo post.
Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da Petrobras. Não à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari. “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido.

A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari, tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha.

Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente em afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação.

Durante debate entre os candidatos à Presidência realizado no último domingo, Dilma evitou se voltar contra Vaccari. Questionada por Aécio se confia no tesoureiro, a presidente tergiversou: “Da última vez que um delator denunciou pessoas do seu partido, no caso do metrô e da compra dos trens, o senhor disse que não ia confiar na palavra de um delator. Eu sou diferente. Eu sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi. Isso é muito importante”, disse.

O tucano insistiu na pergunta, ressaltando os tentáculos do esquema de propina podem alcançar outros órgãos, como a hidrelétrica de Itaipu, da qual Vaccari integra o Conselho de Administração. Mas a presidente novamente se esquivou: “Eu mando investigar. Eu faço questão que a Polícia Federal investigue. Eu não transferi nenhum delegado para outro Estado, eu não engavetei processos. É isso que não pode ocorrer no Brasil”, disse.

Conforme mostra o site da Itaipu, também faz parte do Conselho de Administração do órgão o ministro licenciado da Casa Civil e braço-direito de Dilma Aloizio Mercadante, cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso a petista seja reeleita. Mas a relação de Mercadante e Vaccari vem de longa data: nas eleições de 2002, quando conquistou a vaga no Senado, o ex-ministro tinha Vaccari como segundo suplente.

21 Oct 18:29

Vaccari, Dilma, a galinha e as raposas

by giinternet

A petista Dilma Rousseff ficou visivelmente irritada quando o tucano Aécio Neves lhe perguntou se ela mantinha a confiança em João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, que ela nomeou membro do conselho da Itaipu. Segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, ele é peça-chave no esquema criminoso montado para assaltar a Petrobras.

Pois bem: agora Marcelo Mattos informa na VEJA.com (ver post anterior) que esse chefão petista, que já se envolveu em outras operações suspeitas do partido, exerce uma função importante na campanha de Dilma: documento obtido pelo site mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha da petista e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Goza de tal autonomia que tem a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Eis aí: vocês acham o quê? Se Dilma for reeleita, será que ela tomará efetivamente as devidas medidas na esfera administrativa para que novas quadrilhas não operem na Petrobras — ou, sabe-se lá, para que a mesma não continue operando? Sim, meus caros, há duas esferas de atuação: a da Justiça, que não depende do chefe do Executivo, e aquela de natureza funcional: criar mecanismos para que as empresas estatais não sejam assaltadas por grupos de pressão.

Bem, Vaccari, hoje o principal implicado num esquema que a própria Dilma disse existir, é um dos chefões de sua campanha eleitoral. Digam às galinhas que a raposa é boa-praça. Isso é apenas um emblema de como os companheiros veem a coisa pública e das escolhas morais que fazem.

21 Oct 18:36

BB dribla regra ao emprestar para amiga de chefe do banco

by giinternet

Por Leonardo Souza, na Folha. Volto no próximo post:
O Banco do Brasil concedeu empréstimo de R$ 2,7 milhões à apresentadora de TV Val Marchiori, a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, contrariando normas internas das duas instituições. Marchiori tinha restrição de crédito por não ter pago empréstimo anterior ao BB e também não apresentava capacidade financeira para obter o financiamento, segundo documentos internos do BB obtidos pela Folha. A empresa pela qual Marchiori tomou o crédito, a Torke Empreendimentos, apresentou como comprovação de receita a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. O financiamento, repassado pelo BB a partir de uma linha do BNDES com juros de 4% ao ano –mais baixos que a inflação–, foi usado na compra de caminhões.

A Torke não tinha experiência na área de transportes e a atuação da empresa até então estava relacionada à carreira de Marchiori na TV. Na condição de administradora com poderes plenos na empresa, Marchiori tinha dívidas antigas com o BB que representavam impedimento para o novo empréstimo. Por isso, foi feita uma “operação customizada”, ou seja, sob medida para Marchiori, para liberar os recursos. Val Marchiori é amiga do presidente do BB, Aldemir Bendine. A apresentadora esteve com ele em duas missões oficiais do banco, uma na Argentina e outra no Rio. Em entrevista à Folha, o ex-motorista do BB Sebastião Ferreira da Silva disse que a buscava em diversos locais de São Paulo a pedido de Bendine. “Fui buscar muitas vezes a Val Marchiori”, disse ele.

Bendine nega qualquer participação na concessão do empréstimo. Ele reconhece que ficou hospedado no mesmo hotel que Marchiori nas duas ocasiões, mas diz que a estadia dela não tinha relação com as missões do banco, que foram coincidências. Oito dias antes de o BB começar a analisar a operação para a Torke, Marchiori enviou e-mail a Bendine, ao qual a Folha teve acesso, com perguntas sobre outro financiamento do banco, para empresa do marido da apresentadora, Evaldo Ulinski. O papel dos bancos públicos virou tema de debate entre os candidatos a presidente Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Aécio acusa o governo do PT de usar o BNDES para financiar empresas aliadas. Dilma defende o banco, dizendo que 84% dos investimentos da indústria passam pelo BNDES. A Torke tomou o empréstimo para, imediatamente, sublocar os caminhões para a Veloz Empreendimentos, que é do irmão da apresentadora, Adelino Marchiori. Uma cláusula da linha Finame/BNDES, de onde saíram os recursos, impede cessão ou transferência dos direitos e obrigações do crédito sem a autorização do BNDES. A praxe do banco é financiar a atividade-fim do tomador do crédito.

Na análise de risco, o BB apontou que Marchiori não tinha como comprovar receita compatível com o empréstimo, que tem prazo de pagamento de cinco anos. No item “garantias mínimas” para o financiamento, o banco diz: “Coobrigação obrigatória da administradora Valdirene Aparecida Marchiori, ainda que sem recursos computáveis compatíveis”. Segundo a análise de crédito, os fiadores da operação, o irmão e a cunhada de Marchiori, donos da Veloz, também não apresentavam recursos para garantir a operação. Assim, o BB dispensou a comprovação de capacidade de pagamento da tomadora do crédito e dos fiadores.

20 Oct 03:13

Governo do Amazonas negocia apoio de traficantes para o 2º turno

by giinternet
O governador do Amazonas, José Melo de Oliveira (PROS) (Alan Marques/Folhapress)

O governador do Amazonas, José Melo de Oliveira (PROS) (Alan Marques/Folhapress)

Por Leslie Leitão, na VEJA.com:
A conversa mais parece um bate-papo informal entre amigos em uma mesa de bar. O teor, no entanto, revela uma relação promíscua entre o poder e o crime. O encontro se dá dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a maior unidade prisional do Amazonas, e reúne na mesma sala o maior traficante do estado e um integrante da cúpula da Secretaria de Justiça. O objetivo do encontro é simples: negociar o apoio das quadrilhas ao candidato à reeleição, o atual governador José Melo (PROS), no segundo turno das eleições, no próximo domingo. São cerca de 30 minutos de uma gravação feita por um dos presentes ao encontro, a que o site de VEJA teve acesso.

“Vamos apoiar o Melo, entendeu? A cadeia…vamos votar minha família toda, lá da rua, entendeu? Não tem nada não, a gente não conhece o Melo (trecho inaudível), a gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós. E nem mexer com nós”, diz o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como Zé Roberto, uma das maiores lideranças da facção Família do Norte, que domina o tráfico em território amazonense.

A resposta vem do subsecretário de Justiça e Direitos Humanos (órgão responsável pelo sistema penitenciário no estado), major Carliomar Barros Brandão: “Não, ele não vai, não”. E esse acordo fica explícito: “A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”.

A promessa logo no início deixa a conversa mais informal. E durante boa parte do tempo é Zé Roberto quem fala. Em vários trechos o criminoso confessa assassinatos de inimigos ou de quem não reza pela cartilha da quadrilha que controla. Quando o assunto é política, entretanto, mostra-se receptivo e faz promessas como se fosse um cabo eleitoral.

“Tá vendo o que está acontecendo em Santa Catarina (vários ataques)? É o comando dos caras, que estão rodando lá por causa do governo dos caras. Tá vendo aqui, a cadeia tá tudo em paz porque o governo daqui não mexe com nós”, afirma o criminoso num dos trechos, no que ouve a resposta de Carliomar: “O que ele quer é isso, é a cadeia em paz”. O major, em momento algum, fala o nome do governador José Melo na gravação. Procurado por VEJA, no entanto, ele admitiu o encontro, e disse ter ido ao local em missão oficial: “Comuniquei ao secretário  porque tínhamos informações de que haveria um banho de sangue lá dentro da cadeia, e fomos tentar conversar para evitar isso”, disse, negando qualquer intenção eleitoreira.

Mas a gravação é clara em outros trechos de que, sim, trata-se de um acordo entre governo e o crime organizado amazonense. Dentro da sala, além do diretor do presídio, capitão José Amilton da Silva, do major Carliomar e de Zé Roberto, estão outros detentos. O oficial diz lembrar apenas de um, mesmo assim pelo apelido: Bicho do Mato. Ele se refere a um dos líderes do bando, Francisco Álvaro Pereira. Zé Roberto fala das condições precárias, de algumas regalias e diz que ele próprio, se quisesse, poderia fugir. “A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e disse que ninguém vai mexer com vocês, não”, afirma Carliomar na conversa.

Então, em seguida, faz uma projeção sobre o número de eleitores que conseguirá angariar para José Melo no seguinte diálogo: “Eu acho que de voto ele vai ter de nós mais de cem mil votos”, diz, completando: “Você imagina cada preso que tem família lá, se a gente der uma ordem eles vão cumprir. Não é igual aqueles caras que se der 100 reais que diz que vai votar e não vota. O nosso vai votar no Melo porque nós mandemos (sic)”, afirma. A resposta do subsecretário é seca: “Certo, tô sabendo”.

No final da conversa, já com o clima bem mais ameno, vários interlocutores chegam a fazer piadas. “Não esquece, no 90″, diz o diretor da unidade, capitão Amilton, numa referência ao número eleitoral de José Melo. Outro homem, não identificado pela reportagem de VEJA, emenda: “Eu vou pra uma festa lá na casa (inaudível). Olha o nome: Festa dos anos 90. E vai acabar a festa às 5 horas, 55 minutos da manhã”, diz, para gargalhada geral, numa referência ao número 555, usado pelo ex-governador e agora eleito senador Omar Aziz, de quem José Melo foi vice nos últimos sete anos. Neste momento, então, é de Zé Roberto a promessa final: “O Melo vai ter mais votos de nós do que das outras pessoas que ele vai comprar aí…”.

O site de VEJA procurou o governo do Amazonas para falar sobre o caso. O secretário de Justiça, coronel Louismar Bonates, disse ter sido comunicado por seu subordinado (major Carliomar) do encontro após a reunião. “O objetivo era manter a paz lá dentro da cadeia”, afirmou. Bonates contou ainda um episódio ocorrido há cerca de dois meses, dentro da própria unidade prisional, durante um evento evangélico. Segundo ele, na ocasião o mesmo traficante Zé Roberto se aproximou para falar com ele: “Esse mesmo detento veio dizer que iria votar no José Melo e que era pra eu avisar isso. Eu disse para ele: “Isso aqui não é Colômbia, onde governo se vende para as drogas”. E é claro que não levei recado algum, senão eu seria demitido na hora. O governo não negocia com bandido”, disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos.

Relações Perigosas
Trecho 1
Homem – Mano, vamos acertar isso com a direção (inaudível).
Traficante José Roberto Fernandes Barbosa – Vamos apoiar o Melo, entendeu? A cadeia…vamos votar minha família toda, lá da rua, entendeu? Não tem nada não, a gente não conhece o Melo (trecho inaudível), a gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós. E nem mexer com nós.
Subsecretário de Justiça Major Carliomar – Não, ele não vai, não.

Trecho 2
José Roberto – O que a gente quer do Melo? Que a polícia faça o trabalho dela, se prender um de nós com droga, vai prender, a gente vai respeitar. A gente não quer que fique matando, porque se matar e a gente começar a matar também. Os caras pensam que nós não tem peito. Nós tem tudo. Nós tem dinheiro, nós tem arma, tem tudo. Nós faz as coisas, se mexer com nós, se mexer com nossa família nós vai mexer, se prender lá fora, se botar na cadeia eu não tô nem vendo. Porque quem leva recado pra ele é você, ou o outro secretário lá. O recado que eu quero que o senhor leve pra ele, de nós, é que nós vamos apoiar ele.
Major Carliomar – Certo.
José Roberto – Que ele prenda nós lá fora com droga, a polícia prendeu com droga eu nô nem vendo. Mas que não venha perturbar nós
Major Carliomar – O que ele quer é sempre a paz na cadeia.
José Roberto – Tá vendo o que está acontecendo em Santa Catarina? É o comando dos caras, que estão rodando lá por causa do governo dos caras. Tá vendo aqui a cadeia tá tudo em paz porque o governo daqui não mexe com nós.
Major Carliomar – O que ele quer é isso, é a cadeia em paz

Trecho 3
Major Carliomar – A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não.
José Roberto – Eu acho que de voto ele vai ter de nós mais de cem mil votos, to te falando
Marjor Carliomar – Então, pra próxima vocês vão ajudar, né?
José Roberto – Você imagina cada preso que tem família lá, se a gente der uma ordem eles vão cumprir. Não é igual aqueles caras que se der 100 reais que vai votar e não vota. O nosso vai votar no Melo porque nós mandemos.
?Major Carliomar – Certo, tô sabendo.

20 Oct 04:00

Medieval Golden Age, Modern Barbarism

by Andrew Doran

Earlier this year, as conflict raged in northern Syria, two professors, one Lebanese and the other American, both from elite universities in the Washington, D.C. area, passed the long night at Queen Alia International Airport in Amman, Jordan, drinking tea. They pondered the weighty issues of the region: whether the nation-state paradigm was the residue of colonialism or a reality to which nations of the Middle East must conform; American military engagement and its consequences; and, of course, the sources of violent extremism. At one point, the Lebanese professor lamented, “These extremists are the worst thing ever to happen to Islam.” The American professor casually observed that they wished to reject modernity and return to the Middle Ages. “But the Islamists are themselves modern,” the Lebanese professor responded. “The violence against ideas and freedom and the dignity of the person—this is all modern, not medieval. Islam’s Golden Age was actually fairly free and tolerant of diverse thought.” The American professor arched a skeptical brow.

The American professor’s position will take no one by surprise. It pervades western institutions, from the media to academia to the foreign policy establishment. The assumption has scarcely been challenged in the public square. “These people want to roll back the clock to the Middle Ages,” it is said. But the Middle Ages they envision isn’t the one of historical fact, for medieval Islam was generally diverse in its culture and institutions, and capable of assimilating new and complex modes of thought.

Recent conquests by the Islamic State of Iraq and Syria (ISIS), the declaration of the Islamic State (IS), and the putative restoration of the caliphate have only reinforced misconceptions about Medieval Islam. Unlike Islam in its Golden Age, today’s radical Islamists demonstrate a capacity only to destroy, not to build. In the rubble may be found the remains of a once-thriving civilization, predicated not merely on faith but also reason and pluralism.

As historian Ira Lapidus observed, the Umayyad and Abbasid caliphates, seeking “cultural legitimacy” during their successive dynasties (661CE–1258CE), shunned an Arab-centric caliphate in favor of a diverse “imperial elite,” which consisted of “Inner Asian soldiers, Iranian administrators, Christian ecclesiastics, and Muslim religious scholars.” There was, to be sure, civil war and unrest, and not a few tyrants; even the otherwise enlightened Harun Al Rashid was, Bertrand Russell wrote, “accompanied by the executioner, who performed his office at a nod from the caliph.” But the caliphate proved remarkably durable, and as Europe struggled to emerge from barbarism, science, philosophy, and education were thriving in the Middle East. Christopher Dawson, an eminent historian of Catholicism and the Middle Ages, noted that the medieval Muslim world became “the scene of an intense intellectual activity,” from Spain to Afghanistan, “which showed itself not only in philosophy but in mathematics and astronomy and medicine.”

It was Islam that brought Greco-Muslim scientific culture to Western Europe, giving rise to centuries of material and intellectual progress. The tireless translations of Gerard of Cremona, Plato of Tivoli, and others should not be taken for granted, nor should the transmission and assimilation of the “new” learning—algebra and trigonometry, engineering and agriculture, astronomy and chemistry, and perhaps above all philosophy—much of which was met with hostility in Latin Christendom. Even the thought of Thomas Aquinas was briefly banned by the thirteenth century Parisian bishop Etienne Tempier. That Reason resisted subordination to faith in this epoch marked a significant achievement for intellectual progress in the West. And so alchemy became chemistry and astrology became astronomy; similarly, the assimilation of Aristotle’s systematic reasoning became Scholasticism, a forerunner of the scientific method. None of this was a foregone conclusion, though it has been taken for granted during the Enlightenment and since.

Edward Gibbon called the medieval age “the triumph of barbarism and religion,” but Dawson and others argue that Gibbon’s beloved Rome itself was to blame for failing to assimilate the scientific culture and methodologies that arose in ancient Greece. It was Islam that brought the seeds of that culture to Europe. Dawson also notes that while both Christendom and Islam were deeply religious, Islam had “entered into direct relations with Hellenism and was able to draw on the rich resources” of Greece, whereas medieval Europe “only possessed an indirect and secondary contact with Hellenic tradition,” never fully assimilating the scientific culture of Greece. Muslim civilization readily assimilated the achievements of Greece and produced a flourishing intellectual life in its own right. It was, he continued, “in Spain and Sicily that the Christians first met the Arabs and Jews on equal terms, and came under the influence of the brilliant civilization that had developed in Western Islam from the tenth to twelfth centuries. It was here that the eyes of Western scholars were first opened to the riches of Greek and Arabic learning and to their own scientific backwardness; and it was here…that the Christians put themselves to school with the Arabs and the Jews and laid the foundations of the new scientific culture of the West.”

The credit the West owes to medieval Islam thus cannot be overstated; it is also not widely known. Perhaps this is because it is impossible to imagine the present-day Islamic State giving rise to Scholasticism, the Renaissance, and the Enlightenment. Today’s Islamist fundamentalists are the successors not of these enlightened medievals, but of the modern revolutionary. The ranks of ISIS resemble the materialist ideologues who beheaded nuns and children in Paris during the Reign of Terror, or the revolutionaries who compelled children to execute adult prisoners in Cambodia’s “killing fields.” Theirs is a violence not merely against the flesh, but against the rational order, against reason.

From the appalling savagery that has seized the Middle East, whose public squares are today filled with crucified corpses and severed heads, some look for a Solzhenitsyn to emerge, one who will challenge the intellectual and spiritual underpinnings of this extremist experiment.

But it is westerners who hope for a Solzhenitsyn; it was also westerners who introduced to the Middle East toxic ideologies, terrorist techniques, victimization narratives, and an entertainment culture that glorifies sexual promiscuity, drugs, and violence—all of which have contributed to reactionary extremism in the region. It is increasingly clear that the Middle East’s encounter with western modernity has brought neither stability nor prosperity; rather, much of the Muslim world has recoiled in horror at what it regards as moral depravity and decline.

Many westerners have also recoiled in horror in recent decades and have similarly looked to the fundamentals of religion as an antidote. Westerners—Americans in particular—are accustomed to distinguishing between the popular culture and the actual values of the people. The average American shares little in common, for example, with a movie star, and this kind of class distinction is implicit; to those who encounter America principally through film and television, however, this distinction is not necessarily understood. (A friend who served in Afghanistan recently told me that it was widely believed by Afghans that Americans are not at all religious and essentially live in pornographic films.) The depravity of pop culture icons does not, of course, encapsulate the full reality of the West, but it is this vacuous culture that Muslims encounter as the face of modern, western democracy—and there is little in it which they regard favorably.

Future historians are likely to regard the modern epochs of Europe and the Middle East as more barbaric than the medieval. Indeed, the term “modern,” with sufficient distance, is likely to supplant “medieval” one day as a synonym for backwardness and barbarity. Humanity would have been better served had misconceptions about medieval Islam—pervasive among Islamist extremists and Western intellectuals alike—never taken root. Perhaps the best weapon against militant Islamism is greater comprehension of the stark contrast between the culture of reason, art, architecture, diversity, philosophy, and science that characterized medieval Islam and the violence and barbarism that characterizes militant Islamists (who, as of this writing, have not yet succeeded in constructing so much as a website). The choice is not between western democracy and fundamentalist extremism; this is a false dichotomy. Rather, Muslim civilization has within its own history and culture an alternative to both violent barbarism and contemporary western permissive culture. Until this is discovered, the barbarism is likely to worsen.

Andrew Doran writes from Washington, D.C.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

20 Oct 04:21

Into All the World

by Timothy George

John Stott once defined evangelicals as Gospel people and Bible people. No one has embodied these traits more fully than William Carey (1761–1834), an iconic figure among Baptists and evangelicals. A shoemaker by trade, Carey is often dubbed the “father of modern missions.” Today, when the missionary movement has lost much of its focus within wide sectors of the Church, Carey has some important lessons to impart.

When he left England for India in 1793, the odds were stacked against him. Apart from a few years in a village school, he had no formal education. He was shy, introverted, and insular. He had no financial resources. And, even though he was an ordained pastor, the Baptist bigwigs who led his denomination in London had no confidence in the cobbler-pastor and refused to support his plans.

But Carey would not be deterred. Through his study of the Bible, he had become convinced that he and his fellow Christians were obliged to carry the message of Jesus Christ to those who had never heard it. Carey was a Calvinist but not a hyper-Calvinist. He believed that God wanted all people to hear the message of Christ and that he had ordained “the use of means” to carry out that purpose. Against others who argued that the missionary mandate had been fulfilled long ago in the apostolic age, Carey said that the Great Commission had no statute of limitations.

And so, on June 13, 1793, William Carey, his wife Dorothy, and their four children—including a nursing infant—sailed from Dover on a Danish ship headed for India. Carey never saw his homeland again. He would spend the rest of his life in India as a pastor, teacher, evangelist, linguist, agriculturalist, journalist, botanist, social activist, and correspondent with some of the world’s leading political and religious figures. His fame seemed not to have corrupted his soul. When he died in his seventy-third year, he requested that a couplet from one of his favorite hymns by Isaac Watts be inscribed in the stone slab that would mark his grave. Though the words have faded with time, their traces can still be seen today: “A wretched, poor, and helpless worm, on thy kind arms I fall.”

Carey knew that it was important to communicate the Gospel in ways that spoke to the total setting of the people to whom it was addressed. Today, this is what we call “contextualization.” Carey experimented with new methods and used hitherto untried approaches. The planting of indigenous churches and the training of national pastors were two key elements in his strategy for evangelization. Realizing that male missionaries would have limited access to female hearers in the Hindu and Muslim cultures, he supported the training of “Bible women” who were often able to break through the gender barrier and minister effectively.

Carey had great respect for the antiquity and beauty of the cultural legacy he encountered. Indeed, his translations and critical editions of the ancient Hindu classics contributed to what has been called an “Indian Renaissance.” One of his greatest contributions as a Christian witness was to translate the Bible into Bengali and many other languages and dialects of the East.

He refused to divorce conversion from discipleship. He stressed both the propositional and the incarnational aspects of the Gospel. He pointed out that Jesus had given food to hungry people on the same occasion that he presented himself to them as the Bread of Life (see Jn 6). Carey would have agreed with E. Stanley Jones, a twentieth-century Methodist missionary to India: A soul without a body is a ghost; a body without a soul is a corpse. The Gospel is addressed to living persons, soul and body, in all of their broken humanity and need for wholeness.

While Carey never lost sight of the individual, he also applied the Christian message to the sinful social structures of his day. He was a reformer as well as an evangelist. He denounced slavery and supported the efforts of William Wilberforce and others to have it abolished within the British Empire. He urged legislation to curb the inhumane practices of sati and infanticide. He detested the wanton destruction wrought by war and prayed for peace among the nations of the world.

The modern quest for Christian unity was born on the mission field. Missionaries, perhaps more than any others, felt the incongruity of presenting to the world “the seamless robe of Jesus in a patchwork of garishly conflicting patterns and denominational fabrics.” Throughout the nineteenth century, advocates for the world mission enterprise often found Jesus’s prayer in John 17:21 an important text linking ecumenism and mission. Here, as elsewhere, William Carey was a visionary leader who saw beyond the limits of his own age toward a new horizon.

In 1806, Carey surveyed the growing competition of the various missionary societies which had sprung up since the founding of his own Baptist effort fourteen years earlier. He called for a coordinated strategy for world evangelization. “Would it not be possible,” he wrote, “to have a general association of all denominations of Christians, from the four corners of the world, held about once every ten years?” He called for the first such conference to take place in the year 1810. A century later, in 1910, his dream became a reality with the International Missionary Conference in Edinburgh.

What would Carey think about contemporary ecumenical efforts today? No doubt, he would still lament the scandal of Christian division. He would ask, as Pope John Paul II did in his encyclical Ut Unum Sint, “How can we proclaim the Gospel of reconciliation without at the same time being committed to working for reconciliation between Christians?” (UUS, 98).

But Carey would be wary, I think, of an ecumenical theology that too easily morphs into syncretism and relativism, one that has lost the distinctiveness of the Gospel. Carey is a corrective to ecumenism by dilution even as he is a model for another approach to Gospel-based unity among Christians today. His vision resonates with the maxim made famous by the Puritan Richard Baxter and also quoted by Pope John XXIII at the opening of Vatican Council II: In essentials, unity; in nonessentials, liberty; and in all things, charity.

Timothy George is the founding dean of Beeson Divinity School of Samford University and chair of the Doctrine and Christian Unity Commission of the Baptist World Alliance. He is the author of Faithful Witness: The Life and Mission of William Carey, originally published in 1991. His email address is tfgeorge@samford.edu.

Become a fan of First Things on Facebook, subscribe to First Things via RSS, and follow First Things on Twitter.

20 Oct 08:13

A população do Amazonas corre o risco de votar em José Melo e de eleger, sem saber, um traficante para cuidar da segurança pública. Intervenção federal já!

by giinternet

Os Poderes instituídos do Brasil não podem fazer de conta, nesta segunda-feira, que nada aconteceu ou está acontecendo no Amazonas. Reportagem de Leslie Leitão na VEJA.com relata um absurdo, um escândalo sem precedentes, uma disparate. Autoridades que falam em nome do governador José Melo (PROS) negociam abertamente com o maior traficante do Estado o apoio do crime organizado a Melo, que disputa o segundo turno da eleição com Eduardo Braga, do PMDB. Agora dá para entender por que um dos Estados menos habitados do país — 15º no ranking das 27 unidades da federação — é também um dos mais violentos: 11º lugar no ranking de homicídios, com 36,7 mortos por 100 mil habitantes. É mais do que o triplo de São Paulo. A presidente Dilma Rousseff fez uma longa digressão a respeito de segurança pública no debate de ontem. Melo é seu aliado. O governo ajudou a criar o tal PROS, o partido ao qual pertence o sujeito.

A transcrição dos diálogos é asquerosa. O encontro se dá nas dependências do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a maior unidade prisional do Amazonas. De um lado, o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, líder da “Família do Norte”, que domina a venda de droga e os presídios no Estado. Do outro lado — ou do mesmo lado? —, o subsecretário de Justiça e Direitos Humanos — órgão responsável pelo sistema penitenciário no estado —, major Carliomar Barros Brandão.

A conversa, gravada por um dos presentes à reunião, não deixa a menor dúvida sobre o que se estava fazendo lá. Diz o traficante: “Vamos apoiar o Melo, entendeu? A cadeia… Vamos votar, minha família toda, lá da rua, entendeu? Não tem nada não (…). A gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós. E nem mexer com nós”. E o subscretário promete: “Não, ele não vai, não”. E esse acordo fica explícito: “A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”.

Mais escandaloso ainda: durante a conversa, o bandido confessa à autoridade que ele manda eliminar os adversários mesmo. E deixa claro que aprova as ações do governador Melo: “Tá vendo o que está acontecendo em Santa Catarina? É o comando dos caras, que estão rodando lá por causa do governo dos caras. Tá vendo aqui, a cadeia tá tudo em paz porque o governo daqui não mexe com nós”.

VEJA ouviu o tal Carliomar: ele admite que estava no presídio em missão oficial, com conhecimento do secretário de Segurança Pública.

As conversas, ouçam lá no site de VEJA, são explícitas, são arreganhadas, são inequívocas. O poder estadual está negociando a segurança pública com o crime organizado em troca de votos. O mínimo que a Procuradoria-Geral da República tem de fazer é solicitar a intervenção federal no Estado. A população do Amazonas corre o risco de votar em José Melo e acabar elegendo, sem saber, traficante como secretário de Segurança Pública.

Este senhor não pode ser eleito. Se eleito, tem de ser deposto pela lei e pelo bom senso.

20 Oct 08:53

O debate entre Aécio e Dilma não teve pancadaria, mas isso não quer dizer que a petista não tenha espancado a verdade

by giinternet

O debate entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) rendeu uma média de 13 pontos no Ibope, o que é muito bom para o horário. O encontro, desta feita, foi um pouco mais frio do que o das outras vezes, embora não tenha deixado de ser tenso. A menos que eu tenha perdido, não se ouviu a palavra “mentira”, ainda que os dois candidatos tenham concordado em discordar sobre todos os assuntos. Mais uma vez, Dilma quis falar de um Brasil que já passou, citando números conforme lhe dava na telha, e Aécio, de um país que pode ser. Assim, de novo, ela investiu na política do medo, e ele, na da esperança de dias melhores. Dilma repetiu a relação absurda estabelecida no debate da Jovem Pan-UOL-SBT: afirmou que o país só conseguiria chegar a uma inflação de 3% com um choque de juros e triplicando o desemprego. É espantoso que uma presidente da República trate de assunto tão sério com tamanha ligeireza. Dá para entender por que os mercados entram em pânico se acham que sua situação eleitoral melhora? Mais: se, no sábado, ela admitiu que houve roubalheira na Petrobras, no domingo, já ensaiou um recuo. Basta rever o embate para que se constate que essa não é uma leitura que manifesta boa vontade com ele e má vontade com ela.

Um debate, a rigor, para ser sério, tem de contar com honestidade intelectual. A fala final de Dilma foi, de fato, a síntese de suas intervenções: segundo ela, estão em confronto dois modelos: um que teria proporcionado “avanços e conquistas” (o seu), e outro que teria condenado o povo ao desemprego e ao arrocho salarial” (o da oposição). Resumir os oito anos de governo FHC a esses dois termos nem errado chega a ser; é apenas estúpido.

Pela enésima vez foi preciso ouvir Dilma a afirmar que o governo FHC proibiu a criação de escolas técnicas: falso! Que apenas 11 foram construídas na gestão tucana. Falso. Que seus adversários tentaram privatizar a Petrobras. Falso. Que eles pretendem cortar direitos trabalhistas. Falso. Que são contra a participação dos bancos públicos na economia. Falso. O problema do PT na propaganda e no debate é responder a um adversário que o partido inventou, que não existe.

Petrobras
O debate deste domingo serviu para evidenciar como é realmente sensível o caso Petrobras. Se, no sábado, ela admitiu que houve desvios na Petrobras, no debate deste domingo, já foi mais ambígua, falando que há apenas “indícios de desvios”. Uau! Só os “indícios” que foram parar no bolso de Paulo Roberto Costa somam admitidos R$ 70 milhões. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é apontado por Costa e Alberto Youssef como um dos chefões do esquema. O partido ficaria com 2% de todos os grandes contratos. O tucano quis saber se Dilma confia em Vaccari, já que o homem é até conselheiro de Itaipu. Ela não respondeu.

Dilma apelou, mais uma vez, ao Mapa da Violência para afirmar que, em Minas, o número de homicídios cresceu mais 50% na gestão de Aécio. E ainda pediu que ele fosse ver a tabela. Eu fui. Ele governou o Estado entre janeiro de 2003 e março de 2010 — logo, os números que lhe dizem respeito são aqueles desse período. Vejam as tabelas abaixo, que trazem os mortos por 100 mil habitantes dos Estados brasileiros e das capitais.

Mapa da Violência - Minas

Mapa da Violência - capitais

Os homicídios no Estado entre 2003 e 2009 tiveram um crescimento de 14%, não de mais de 50%, e os da capital caíram 13,7%. Agora olhem este outro quadro:

Mapa da Violência Minas - ranking

Minas tem a segunda maior população do Brasil, mas está em 23º lugar no ranking dos Estados em que há mais mortes. Vejam lá o que se deu na Bahia do petista Jaques Wagner: ele chegou ao poder com 23,5 mortos por 100 mil, e a taxa saltou para 41,9 em 2012, um crescimento de 78,2%. Que tal analisar o Piauí? Os petistas pegaram o Estado com taxa de homicídios de 10,2; em 2012, era de 17,2, com aumento de 58,2%. A tragédia da incompetência petista na área se repetiu em Sergipe: os petistas assumem em 2007 com taxa de 29,7, e esta se elevou para 41,8 dez anos depois, com crescimento de 40,7%. Mas o PT se comporta como professor de segurança pública. Se deixar, eles dão aula até para São Paulo, que hoje tem a menor taxa do país.

O debate deste domingo não teve pancadaria, mas isso não quer dizer que a verdade não tenha sido severamente espancada.

Texto publicado originalmente às 5h05 desta segunda

 

18 Oct 10:45

Dilma superestima o número de pessoas atendidas pelo Mais Médicos em mais de 30 milhões

by giinternet

Por Leonardo Coutinho, na VEJA.com:
Uma das principais bandeiras da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff é o Programa Mais Médicos. A candidata já disse em debates na TV e em propagandas eleitorais que 50 milhões de pessoas passaram a ser atendidas pelos 14.462 profissionais em atuação no programa. A cifra é impressionante, mas irreal. Se fosse verdadeira, significaria que um em cada quatro brasileiros é atendido pelo Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde, 80% dos beneficiados – 40 milhões de pessoas – consultam-se com equipes de Saúde da Família que foram criadas ou reforçadas após o início do Mais Médicos, em outubro de 2013. Os demais, 10 milhões, são atendidos pelos 2.947 médicos do programa que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde.

Mas os registros oficiais do Departamento de Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saúde(veja como acessar os dados abaixo) mostram uma contradição em relação ao que se diz na propaganda eleitoral. Segundo esses dados, de outubro de 2013 a agosto de 2014, o incremento no número de pessoas cobertas pelo programa Saúde da Família foi de 9,48 milhões. “Os números foram claramente inflados. Para atingir os 40 milhões de habitantes, seriam necessárias cerca de 12.000 novas equipes de Saúde da Família e só foram criadas 3.662 no período”, diz um funcionário do Ministério da Saúde que revelou os dados a VEJA.

Na melhor das hipóteses, partindo-se do pressuposto que o Ministério da Saúde e a campanha de Dilma Rousseff não inflaram também os dados dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o total de pessoas beneficiadas pelo programa não chega a 20 milhões. Nessa conta estão os 10 milhões de cidadãos que o Ministério da Saúde afirma serem atendidas pelas UBS, mais as 9,48 milhões de pessoas que se somaram àquelas que já eram cobertas pelo Programa Saúde da Família antes da importação de médicos estrangeiros, em sua maioria cubanos.

O programa Saúde da Família foi criado em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso. No seus primeiros oito anos uma média de 6,8 milhões de pessoas por ano passaram a ser atendidas pela iniciativa. Em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República, estavam em funcionamento no país cerca de 17.000 equipes de Saúde de Família, que atendiam 55 milhões de pessoas. Ao final de seu mandato, o programa tinha 31.660 equipes, que cobriam 100 milhões de pessoas. O avanço foi de 5,6 milhões de famílias por ano.

O governo Dilma chega ao final de seu primeiro mandado com um incremento de apenas 18 milhões de novos atendimentos (uma média de 4,5 milhões por ano), apesar do esforço do Mais Médicos. Trata-se do pior desempenho desde a criação do programa, há duas décadas. Segundo o DAB, atualmente 118.348.067 pessoas são atendidas em todo o Brasil, por um conjunto de 38.156 equipes que são compostas por no mínimo um médico, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem e um grupo de até doze agentes comunitários.

O Ministério da Saúde afirmou, por meio de nota, que dos 11 515 médicos do Programa Mais Médicos que atuam no Saúde da Família, cerca de 3 000 inauguram novas equipes, enquanto os demais passaram a integrar os grupos que estavam incompletos. A pasta afirma que cada equipe atende em média 3 450 pessoas e, portanto, seria capaz de atingir 40 milhões de pessoas.

Os registros do Departamento de Atenção Básica (DAB) mostram, entretanto, que nos dois anos que antecedem a implantação do Programa Mais Médicos o déficit de médicos nas equipes de Saúde da Família (a diferença entre as equipes cadastradas junto ao Ministério da Saúde e aquelas efetivamente em atividade) nunca chegou a 1 000 vagas, sendo portanto inferior aos cerca de 8 000 postos que teriam sido preenchidos em equipes incompletas. Por lei, as equipes de Saúde da Família que ficam por mais de dois meses sem médico deixam de ser consideradas como parte do programa. Os dados do DAB mostram que em momento algum houve um agravamento na falta de pessoal.

Os dados oficiais podem se acessados da seguinte forma:

1°) Acesse a página do Departamento de Atenção Básica (DAB)

2°) Selecione na função “Opção de consulta”: competência por unidade geográfica. Em segunda, na função “unidade geográfica”, marque Brasil

3°) Escolha o período

4°) Ao final da página clique em enviar

18 Oct 10:49

Dilma só é melhor do que Aécio quando fala sozinha. Ou: Não restou ao PT nada além do ódio, do rancor, do ressentimento e da pancadaria. Se vencer a eleição, como vai governar?

by giinternet

Eu realmente não havia me dado conta de como Dilma Rousseff tinha ido bem no debate Jovem Pan-UOL-SBT. Só percebi isso quando ela apareceu falando sozinha no horário eleitoral do PT. Dizendo de outro modo: Dilma é realmente a melhor opção que o Brasil tem para a Presidência, desde que se ignore a alternativa, que é Aécio Neves. Na propaganda do PT, nós a vemos como atua no Palácio: sem ninguém para contestá-la. É o melhor para ela. E o pior para o Brasil. Foi certamente assim que ela interveio no setor elétrico e provocou um dos maiores desastres da história na área.

É claro que a edição do debate que está no ar é uma peça publicitária destinada a fraudar os fatos. Os petistas, sem exceção, reconhecem que Dilma foi massacrada por Aécio e acham que, mais uma esfrega daquela, e a vaca vai para o brejo. É por isso que o partido, nas redes sociais e na imprensa, com a ajuda de Lula, passou a dizer que Aécio foi violento “com uma mulher”, que o agressivo foi ele, que o tucano deveria ser mais respeitoso… Ou por outra: como é homem, deveria receber calado as ofensas planejadas por João Santana, um homem.

No PT, há quem reconheça que a violência também embute um risco considerável: nunca se sabe quando se passa do ponto. Mas essa gente considera que não há outra saída. Isso, provavelmente, é conversa de quem gosta de ver correr sangue e prefere se eximir da responsabilidade moral da escolha que fez. O fato é que o PT está levando a retórica eleitoral para um ponto de exacerbação do qual é difícil voltar. Parece que Dilma não considera que, se reeleita, terá de governar depois. O ódio que está inoculando na política gera resíduos que ficarão aí por muito tempo, quem sabe para sempre.

Mesmo o PT fazendo a campanha mais odienta e mais odiosa de sua história, os bate-paus do partido, como o tal Guilherme Boulos — cuja máscara definitivamente caiu, revelando a sua condição de militante —, têm a cara de pau de acusar os adversários de promover a violência. Pior: num artigo na Folha, o coxinha radical sugere que, se Dilma vencer, haverá vingança. Boulos está se oferecendo para ser o “califa” Abu Bakr al-Bagdhadi do PT. A ignorância e o primitivismo desse rapaz, vertidos em sua logorreia aparentemente sábia, chegam a impressionar. Se, um dia, ele resolver cortar nossa cabeça em praça pública, saberá explicar que é ele a cortar, como a mão de Deus, mas que a culpa é nossa.

Dilma e o PT introduziram o vale-tudo nessa campanha. Eles não têm limites mesmo — nunca tiveram! Muito se fala da “baixaria” que Collor levou ao ar em 1989, ao apelar a Miriam Cordeiro, a mãe de Lurian, filha de Lula. Baixaria, sim, não tenhamos dúvida! Mas poucos se esquecem de que, já naquele ano, a rede de difamação petista, inclusive a da imprensa, espalhou pelos quatro ventos que o adversário era viciado em cocaína — sim, este mesmo Collor que, hoje, é aliado do PT. É que ainda não havia as redes sociais para multiplicar o boato.

Em 1994, o PT já tinha montado o seu primeiro grande “bunker” — podem pesquisar — para difamar adversários. Isso não é novo no partido. Grupos operaram nas sombras em todas as demais campanhas. Ou não surgiu, em 2010, dentro do comitê oficial de Dilma, uma súcia clandestina, encarregada de fabricar um dossiê contra Serra? E a operação de 2006, com os aloprados?

Essa gente nunca teve limites. E não terá, dentro ou fora do poder. Essa turma se julga acima da moralidade comum e acha que tudo lhe é permitido. Não sei até onde eles vão, mas uma coisa é certa: em outubro de 2014, Aécio é o Brasil que não tem medo do PT.

18 Oct 11:12

YOUSSEF CONFESSA: PROPINA DO PETROLÃO FINANCIOU CAMPANHA DE DILMA. É O MAR DE LAMA!

by giinternet

Quando assinou seu acordo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef prometeu entregar aos investigadores da Operação Lava Jato informações que iriam “chocar o país”. Reportagem de VEJA revela que, na semana passada, ele cumpriu a promessa: contou que a campanha de 2010 de Dilma Rousseff foi em parte financiada com dinheiro desviado da Petrobras, listou 28 parlamentares que se serviam das propinas e expôs as entranhas do que chamou de “mensalão dois”. Nas bancas e para assinantes.

Capa Yousseff

17 Oct 22:09

'Perdi minha loja e tudo que tinha', diz cristão vítima do Estado Islâmico no Iraque 25

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)
BBC Dale Gavlak | UOL

Primeiro, eles fugiram para o norte e a cidade de Irbil. Agora, cerca de 1.800 cristãos iraquianos de Mossul e arredores, expulsos por militantes do grupo autointitulado Estado Islâmico, encontraram abrigo na vizinha Jordânia.

Há 1.600 anos que Mossul está no coração da cultura cristã no Iraque. Até meados deste ano, quando os cristãos locais foram forçados a se converter ao islã, fugir ou morrer.

"Minha filha foi a primeira a nascer no exílio", diz Abu Safwan, carregando a pequena criança em seus braços, em meio ao barulho dos deslocados cristãos iraquianos abrigados em um centro católico nos arredores da capital jordaniana, Amã.

"Militantes do Estado Islâmico nos arrancaram e nos expulsaram do nosso país. Saímos de Mossul quebrados", diz Safwan. "Eles tomaram nossas casas e empresas e mataram nosso bispo Faraj e os padres Ragheed e Boulous. Como a gente vai poder voltar para lá?"

No início deste mês, a Organização das Nações Unidas disse que militantes do Estado Islâmico cometeram diversos abusos de direitos humanos e "atos de violência de natureza cada vez mais sectária no Iraque".

A entidade alegou que o grupo realizou possíveis crimes de guerra, incluindo execuções em massa, uso de crianças como soldados e o sequestro de mulheres e meninas para serem usadas como escravas sexuais.

'N' de cristão
Os cristãos também dizem que o Estado Islâmico cometeu "crimes contra a humanidade" contra eles e outras minorias do Iraque, como os yazidis, e pedem ajuda internacional.

"Eles colocaram uma letra vermelha 'N' na minha casa, de 'nasrani', que significa cristão em árabe, e declarou que ela era propriedade do Estado Islâmico. Perdi minha loja, tudo o que eu já tive na vida", disse Abu Suleiman, de 60 anos, também de Mossul.

"Como vou viver depois disso? Todos os nossos direitos humanos foram violados. Agora, eu ouvi que um militante do Afeganistão está vivendo na casa da minha família. Isto é inaceitável para nós", diz ele, balançando a cabeça.

Os sete membros da família Suleiman fugiram para a área de controle curdo no norte do Iraque e dormiram sob árvores antes de chegarem à Jordânia.

"Nós só sobrevivemos porque fugimos da cidade no início da manhã. Outros cristãos tiveram seus carros, ouro, dinheiro e até mesmo fraldas roubadas por militantes do Estado Islâmico."

A maioria está, agora, sem dinheiro, após ter fugido apenas com as roupas do corpo, e depende da generosidade dos outros.

Os iraquianos vieram à convite do rei jordaniano Abdullah 2º, com apoio da agência de ajuda humanitária católica Cáritas. O último grupo chegou na semana passada.

Arte UOL
Cidades sob controle do Estado Islâmico ou sob ameaça de ataques na Síria e Iraque

'Cidade virou um beco'

O empresário Jassam Hanna disse que Mossul foi transformada em um "beco escuro (típico de) filme" após ser tomada pelo Estado Islâmico em junho.

"Homens circularam pelas ruas com espadas. Como isso pode estar acontecendo no século 21? Não há humanidade no Iraque. Ele está morto", disse ele, com raiva, a representantes católicos e muçulmanos jordanianos.

O pai de Hanna construiu um negócio próspero ao longo dos últimos 40 anos, com três lojas, disse ele. Mas, depois da ocupação pelo 'Estado Islâmico', um militante disse a Hanna que ele deveria "pagar" para manter sua loja.

Além disso, o cristão, de 33 anos, disse que um adolescente chegou à casa da família e anunciou ser o novo "governador."

"Ele declarou que a região fazia parte do Estado Islâmico, incluindo a minha casa e propriedade. Basta. Isto é propriedade da minha família e nós trabalhamos para isso", diz Hanna. "Mas, no final, tivemos que fugir para (salvar) nossas vidas", diz Suleiman.

Os refugiados cristãos dizem que nem tropas iraquianas nem americanas foram a Mossul para ajudá-los quando o 'Estado Islâmico' sitiou a segunda maior cidade do Iraque.

"Os Estados Unidos não fizeram nada por Mossul quando os cristãos foram forçados a fugir da cidade", diz Suleiman. "Foi uma história diferente quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait em 1990."

Os EUA iniciaram uma ofensiva aérea contra alvos do Estado Islâmico em agosto, num esforço para ajudar yazidis presos no Monte Sinjar escaparem dos militantes.

John Allen, enviado americano para a coalizão contra o grupo, disse recentemente que a campanha militar para retomar Mossul poderá levar até um ano para ser planejada, pois exige grande preparação.
17 Oct 22:10

Minorias no Iraque podem ser extintas pelo Estado Islâmico, mostra estudo

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)
Mais de 12 mil civis foram mortos no Iraque desde o início do ano principalmente pelo Estado Islâmico (EI) e as minorias que enfrentam limpeza étnica são as principais vítimas, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (16)



O Grupo Internacional para Direitos de Minorias (MRG, na sigla em inglês) disse que diversas comunidades minoritárias na região, entre elas cristãos, yazidis e turcos, estão sujeitas a assassinatos, sequestros, violência sexual e em perigo de extinção no Iraque.

O total de civis mortos quase dobrou, para 12.618, no período de janeiro a setembro, ante 6.676 um ano antes, de acordo com o relatório, que citou o banco de dados Iraq Body Count. Pelo menos meio milhão de pessoas foram forçadas a fugir de suas vilas na província de Ninewa, que abriga comunidades milenares, de acordo com o relatório chamado “Da Crise à Catástrofe: a Situação das Minorias no Iraque”.

O diretor-executivo do MRG, Mark Lattimer, disse que o governo iraquiano havia mostrado ser “incapaz ou não ter vontade de garantir a segurança das minorias”. "Considerando que as minorias geralmente não têm suas próprias milícias ou estruturas de proteção tribal, como os grupos majoritários da sociedade, elas estão especialmente vulneráveis", disse Lattimer em um comunicado que acompanhou o relatório.

Integrantes das minorias que não fugiram do país temem por sua segurança e, à medida que seus locais de culto são alvo de ataques eles evitam ainda mais expressar abertamente sua identidade religiosa, segundo o documento.

O governo não fez nada para compensar as vítimas ou reconstruir a infraestrutura danificada nos ataques do EI contra comunidades de minorias, as quais têm pouco acesso à água potável, eletricidade, habitação e serviços de saúde, continua o relatório. "O sectarismo que está instalado no governo do Iraque e nas forças de segurança tem de ser revertido, e os responsáveis pelos ataques contra minorias têm de ser responsabilizados no Iraque e internacionalmente", afirmou Lattimer.

via Portas Abertas
17 Oct 17:01

O bafo(metro) de Lula. Ou: Há sete anos…

by giinternet

No debate desta quinta, Dilma tentou ligar Aécio Neves à bebida. E se deu mal. Era decisão partidária. Lula fizera o mesmo num comício, há três dias. Quem diria, né? O poeta da cachacinha virou um moralista! E que se note: Lula gosta mesmo é de uísque, que ele bebia à farta na Fiesp, quando negociava uma coisa com os empresários e falava outra em assembleia para a “peãozada”. Um verdadeiro artista na arte da dissimulação. Sempre foi.

Em 2004, Larry Rohter, correspondente, então, no New York Times no Brasil, escreveu que o homem gostava de uma cachacinha. O chefão petista deu ordens para expulsá-lo do Brasil. A esquerda herbívora e carnívora babou de patriotismo.

Para muita gente, segue inesquecível a solenidade de posse de Nelson Jobim no Ministério da Defesa, em 25 de julho de 2007. O chefão petista estava num daqueles dias, digamos, cheios de alegria. Ao se despedir de Waldir Pires, o ministro que saía, disse com voz bem característica que o homem, coitado!, estava cansado… Ao saudar o titular que chegava, afirmou que resolveu nomeá-lo porque este estaria em casa, sem fazer nada, enchendo o saco da mulher. Era mesmo um gigante da institucionalidade!

Mas a gente sabe como são os moralistas, não é? Um repórter estrangeiro afirmar, em tom cordial, sem viés de denúncia, que Lula toma uma cachacinha é um crime contra a pátria. Lula sacar a acusação contra um adversário é coisa de poeta. Nojo!

 

17 Oct 16:01

Lula, o Babalorixá de Banânia, agora espalha que Aécio foi agressivo. Claro… Suave foi Dilma, né?

by giinternet

Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia, já começou a entrar na fase do desespero eleitoral e decidiu aderir ao “coitadismo”. Acusa por aí, para gáudio dos blogs sujos, que o tucano Aécio Neves foi agressivo com a petista Dilma Rousseff, como se, nesta eleição, os adversários é que estivessem recorrendo ao jogo sujo.

Fiquemos, por enquanto, nas práticas rasteiras contra Aécio. Quem partiu para a desconstrução do governo de Minas? Não que isso seja em si um pecado, desde que os números empregados sejam verdadeiros. E não são. Quem, no debate do SBT, apelou a questões familiares e, na noite desta quinta, avançou para o campo pessoal? Que partido, nos bastidores e até abertamente, na imprensa, faz ameaças, como se tivesse um grande trunfo na manga? Ontem, o deputado Vicentinho (PT-SP), sem nenhum pudor, sugeriu a jornalistas que a pancadaria que está aí é só o começo.

Na quarta, alertei aqui, os petistas plantavam em todo canto, para qualquer jornalista que quisesse ouvir, que uma grande bomba está para estourar nesta sexta. Anteciparam? Já teria sido a de ontem, com a acusação feita por Paulo Roberto Costa de que Sérgio Guerra, já morto e ex-presidente do PSDB, recebeu propina da quadrilha que atuava na Petrobras? A delação premiada, que corre em sigilo de Justiça, estaria sendo instrumentalizada “pelos companheiros”, que, não obstante, reclamam da divulgação de um depoimento do ex-diretor da Petrobras que nem sob sigilo está?

Mas voltemos um pouco e pensemos em Marina. Lembrem-se do que o PT fez com ela. Reitero: não tenho a menor simpatia pela líder da Rede e discordo de uma penca de coisas que ela diz. Mas pergunto: independência do BC tira a comida do prato dos brasileiros? Marina pretendia mesmo paralisar o pré-sal e provocar rombo de R$ 1,3 trilhão na educação? Chega a ser revoltante. Pior de tudo: o partido, que é aliado de Paulo Maluf e de Fernando Collor, chegou a acusar Marina de se alinhar com representantes do regime militar.

É certamente o que Lula chama de “campanha honesta”. 

 

16 Oct 20:22

A quadrilha atuou também no fundo de pensão da Petrobras, diz PF

by giinternet

A Polícia Federal chegou à conclusão de que dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, a Petros, receberam uma propina de R$ 500 mil para levar a instituição a fazer negócios com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), que já morreu, e do doleiro Alberto Yousseff. O dano à Petros, segundo a PF, é de R$ 13 milhões. Sabem quem a PF diz ter intermediado a falcatrua? O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Alguém está surpreso?

Os fundos de pensão de estatais têm forte influência do partido. Só para lembrar: os três principais do país — além da Petros, a Funcef, da Caixa, e a Previ, do Banco do Brasil — somam um patrimônio de R$ 280 bilhões, que corresponde a quase a metade dos R$ 624 bilhões dos 250 fundos em operação no país. Em 2013, essas instituições tiveram um prejuízo de R$ 22 bilhões. Quando o rombo aparece em fundos de estatais, geralmente é o povo que paga o pato porque o Tesouro acaba entrando na brincadeira. Desses R$ 22 bilhões de buraco, R$ 5 bilhões são da Previ, R$ 4 bilhões, da Funcef, e R$ 3 bilhões, da Petros.

No computador de Youssef, há o registro de 12 transações com a Petros. Segundo a PF, a coisa toda foi negociada diretamente com o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso, que ficou no cargo entre 2011 e 2014. Ele é filiado ao PT e foi posto lá pelo partido.

O partido perdeu, em eleições recentes, o comando dos três fundos, mas isso não quer dizer que tenha deixado de ter ingerência por lá. “Nos últimos anos, ficou patente o interesse do governo em viabilizar seus projetos em detrimento da rentabilidade da previdência”, afirmou em entrevista recente o novo diretor de administração da Funcef, Antônio Augusto de Miranda.

Os fundos de pensão foram largamente empregados no processo de privatização — assim, meus caros, a desestatização à brasileira foi feita, em larga medida, em benefício de servidores de estatais, que são os sócios dos fundos, certo? Como os petistas têm forte influência nesses entes, note-se: as privatizações, de que tanto reclamaram, eram de seu interesse. Mas sigamos. Uma coisa é mobilizar os fundos para atuar na compra de estatais; outra, diversa, é empregá-los para fazer falcatruas.

A ação da quadrilha na Petros, que está sendo investigada pela PF, não difere do que se fez no resto da administração pública. Volto aqui a um ponto de ontem: se e quando tivermos financiamento público de campanha, isso vai acabar? Não me parece. Canalhices como a apontada pela PF só nada têm a ver com campanhas eleitorais. São apenas obras de ladrões.

16 Oct 14:05

Religion and Family Around the Globe

by W. Bradford Wilcox

All the attention devoted to the first Roman Catholic Synod on the Family, which wraps up this week at the Vatican, is but one sign that the ties binding hearth and altar to one another can still be the subject of considerable concern. That’s in part because the fortunes of the family in the West have largely ebbed and flowed with the fortunes of religious faith over the centuries, as scholars like Peter BergerRobert Wuthnow, and Mary Eberstadt have noted.

Here in the United States, the increasingly secular cast of American society has gone hand in hand with a retreat from a family-focused way of life that prioritizes marriage and parenthood. As Americans have become less likely to defer to religious authorities—from the Pope to the pastor—and less likely to darken the door of a church on any given Sunday, they have also become less likely to tie the knot and have that third or fourth child. The figure below is indicative of how closely marriage trends in the U.S. track trends in church attendance.

What accounts for the close relationship between hearth and altar in the West? As I noted in First Things:

Churches and synagogues give symbolic and practical support to family life. In such rites as a baptism and a bris, congregations erect a sacred canopy of meaning over the great chapters of family life: birth, childrearing, and marriage. Rabbis, pastors, and priests . . . offer concrete advice about marriage and parenthood. Congregations also have disproportionately high numbers of families who put family-centered living high on their list of priorities. These families offer moral and practical support to adults adjusting to the joys and challenges of married life and starting families.

Religious traditions also supply family-specific norms, like the importance of marital fidelity, as well as more generic norms, such as the Golden Rule. And they tend to endow these norms with transcendent significance. More generally, Berger has argued that, given their shared concern with meaning, solidarity, and the transmission of culture from one generation to the next, and their social proximity to one another in the private sphere, religion and family in the West have been inclined to work together, and reinforce one another. This is why religion is often a force for family in the modern world.

But does the close connection between religion and family life long observed in the West apply around the globe? I set out to answer this question by looking at fifty-two countries—from Armenia and Azerbaijan to Sweden and Singapore—around the globe, using data from the World Values Survey and the Population Reference Bureau.

When it comes to fertility, the answer is yes. The scatter plot below indicates that countries who have more citizens indicating that religion is important to them (from “not at all important” to “very important”) also tend to have higher fertility rates. Moreover, statistical analyses indicate that the link between religious salience, at the country level, and the total fertility rate (TFR), at the country level, is positive (p<.05), even after controlling for region, urbanicity, gross national income per capita, and income inequality in these countries. (Note, of course, that correlation does not necessarily equal causation here, and higher fertility might also predict greater religiosity.)

Indeed, the countries with the highest levels of religious salience in the sample—Nigeria and Yemen—also have the highest fertility rates: respectively, 5.6 and 5.2 children per woman in 2012. Certainly other factors are at play here, from low levels of education to strong kinship systems, but it’s likely that Christian and Muslim teachings celebrating the generation of life and customs and rituals honoring the sacrifices of fathers and mothers play a role in accounting for the close connection between fertility and faith around the globe.

When it comes to marriage, the connection between religion and family life is also positive. In most regions of the world, countries that are more religious typically have more adults aged 18–49 who are married. Indeed, there is a statistically significant (p<.05) association between religious salience, at the country level, and the percent of adults who are married, at the country level, even after controlling for region, urbanicity, gross national income per capita, and income inequality in these countries. The premium placed on marriage as the ideal site for lifelong love and childbearing by most of the world’s major religious traditions, the social value attached to the wedding rite, and the support accorded a wide range of marriage-friendly norms by most religious traditions all probably help to explain the religion-marriage connection found across much of the globe. (Again, the correlation shown here does not necessarily indicate the link between religiosity and marriage is causal, and it’s also likely that higher marriage rates predict greater religiosity in a country.)

One exception to the generally positive religion-marriage link is Latin America, as the figure above indicates. In many countries in this region, cohabitation, single parenthood, and family instability are high, according to data from the World Family Map. And, yet, so too are forms of the Catholic and Protestant faith. Marriage is comparatively weak, and religion is comparatively strong, in countries like Colombia, Peru, and Ecuador. In these countries, religious faith may be a lifeline for women, children, and families in communities where the family is weak and poverty is common, places where—as political scientists Pippa Norris and Ronald Inglehart have argued—“existential insecurity” is high.

So, perhaps it’s no accident that Pope Francis has been making waves with his untraditional approach to tackling the issue of marriage. He may be less likely to associate strong families with strong faith, and more likely to see the ways in which religious faith can be a balm for fragile families. After all, in Francis’s native Latin America, the ties between hearth and altar are attenuated at best.

Still, the data tell us that the Latin American experience is exceptional, at least when it comes to marriage. In general, the fortunes of faith and family seem to operate in synchronicity. This is a lesson that the church leaders now meeting in Rome would do well to keep in mind.

W. Bradford Wilcox directs the National Marriage Project at the University of Virginia and is a senior fellow at the Institute for Family Studies. This article is co-published with Cornerstone and First Things.

16 Oct 16:01

Ibope, Datafolha e “spin doctors”

by giinternet

Tão logo vieram a público ontem os números de Datafolha e Ibope, teve início uma intensa plantação dos “spin doctors” do PT para vender a ideia de que o resultado é ruim para Aécio e bom para Dilma, embora ela esteja atrás. O que é um “spin doctor”? É gente especializada em engravidar as pessoas pelo ouvido, em passar adiante a sua versão, em manipular a opinião alheia.

O resultado seria ruim para Aécio porque foi a semana em que ele obteve o apoio de Marina Silva e de Renata Campos. Bobagem! O eleitorado de Marina já havia migrado em sua maior parte. O efeito Renata Campos, se houver, ainda vai aparecer. O ponto absolutamente não é esse.

Reitero: na semana em que o PT submeteu Aécio a uma impressionante pancadaria, ele resistiu. E, se a eleição fosse hoje, provavelmente venceria a disputa. Até então, ele não havia passado por essa saraivada.

De resto, seus estrategistas já devem ter se convencido de que não existe suavidade possível no confronto com o petismo. 

16 Oct 16:32

Dpreview tests the GH4 and says it’s “the king of accessible stills/movie hybrids”.

by 43rumors

Better late than never! We finally have the GH4 tested at Dpreview (Click here). The camera earned the Gold Award with a very high 85% score:

Despite the increased competition, the GH4 remains the king of accessible stills/movie hybrids. The enhanced movie capabilities are well integrated such that both types of shooting work well, without impeding the other. The result is a remarkably capable all-in-one package that lets you capture good quality footage and excellent stills from a sensibly-sized standalone camera.

The Gh4 does almost everything right. It will be hard for Panasonic to make a much better GH5 next time!

—-

GH4 North American store links:
GH4 camera at Amazon, Adorama, BHphoto, Ritz Camera and Panasonic. Price: $1,698. In Canada at Vistek.
GH4 camera with interface unit at Adorama and BHphoto. Price: $3,298
Interface unit only at Amazon, Adorama, BHphoto and Panasonic. Price: $1,998

GH4 Europen store links:
Germany: Wexcameras, Marcotec-shop.de.
UK at Wexphotographic, CameraWorld, UKdigital, CVP, TipTop.
Holland at Fotohanskeuzekamp.
Belgium at Fotokonijnenberg.
Norway at Fotovideo.
Sweden at Cyberphoto, Skandinavianphoto.
Finland at Telefoto, Topshot, Verkkoauppa.
France at Photocineshop.
Spain: Fotoboom.

Asian store links:
Digitalrev and Digidirect Australia.

4K cards
Kingston 16-32-64 GB SDHC UHS-I Speed Class 3 at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Sandisk 16-32-64 GB Extreme PRO SDXC UHS-II Memory Card at Amazon (Click here), Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).
Transcend 64-128 GB High Speed 10 UHS-3 at Amazon (Click here) and BHphoto (Click here).
Panasonic 16-32-64 GB SDHC-UHS-I U3 Card (90MB/s) at Adorama (Click here) and BHphoto (Click here).

16 Oct 18:58

The Economist: Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio

by giinternet

The economist mudança

Na VEJA.com:
Uma figura que faz lembrar Carmen Miranda, mas com ar enfadonho e que carrega sobre a cabeça frutas apodrecidas. É com essa imagem que a conceituada revista britânica The Economist acompanha a seguinte frase: por que o Brasil precisa de mudança. A edição distribuída na América Latina traz nesta sexta-feira capa que trata das eleições no Brasil. E sentencia: os eleitores brasileiros devem se livrar de Dilma Rousseff e eleger Aécio Neves.

O texto lembra que em 2010, quando Dilma foi eleita, o Brasil parecia finalmente fazer jus a seu imenso potencial. A economia crescia a 7,5% ao ano. Quatro anos depois, a economia patina e os avanços sociais andam em marcha lenta. E lembra que em junho do ano passado milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar por melhores serviços públicos e contra a corrupção.

Depois de fazer um panorama das viradas que marcaram a corrida eleitoral no Brasil, o texto trata da atual situação econômica do país. Ao citar a crise econômica mundial – apontada por Dilma como a culpada pelo atual quadro brasileiro –, a revista salienta que o país tem se saído pior do que os vizinhos latino-americanos no enfrentamento da questão. Cita ainda a intromissão constante do governo federal nas políticas macroeconômicas e as tentativas de interferir no setor privado como responsáveis pela queda nos investimentos.

Ao tratar dos problemas de infraestrutura e da burocracia que atravanca o país, a revista afirma que Dilma reforçou a mão do Estado na economia, servindo-se favores para iniciados, como incentivos fiscais e empréstimos subsidiados de bancos estatais inchados. A Economist diz ainda que Dilma prejudicou a Petrobras e a indústria de etanol, mantendo o preço da gasolina contido à força “para mitigar o impacto de sua política fiscal frouxa”. Cita ainda os sucessivos escândalos que envolvem a estatal.

A Economist trata, por fim, dos ataques perpetrados pela campanha petista contra Aécio. Classifica como infundadas as alegações de que o tucano colocaria fim ao Bolsa Família – e lembra que ao longo dos anos o PT caricaturou o PSDB como um partido “de gatos gordos sem coração”. O texto explica que as políticas propostas por Aécio, ao contrário do que quer fazer crer o PT, beneficiariam os brasileiros mais pobres. Diz que ele promete fazer o país voltar a crescer. E que sua história e a de seu partido tornam a promessa crível. Afirma que Aécio tem uma equipe impressionante de conselheiros liderados por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que é respeitado por investidores. Cita as promessas de retorno a políticas macroeconômicas sólidas, de redução no número de ministérios, de simplificar o sistema fiscal e aumentar o investimento privado em infraestrutura. E sentencia: Aécio merece ganhar.

“Aécio lutou de forma tenaz na campanha e já deu provas de que pode fazer funcionar suas políticas econômicas. A maior ameaça aos programas sociais no país é a forma como o PT hoje conduz a economia. Com sorte, o apoio de Marina Silva, que já foi do PT e nasceu na pobreza, deve ajudá-lo. O Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio é quem tem mais condições de fazê-lo”, encerra o texto.

16 Oct 19:43

A crise hídrica e a questão eleitoral. Ou: Manchete só errada ou também irresponsável? Ou ainda: “Acabar” é verbo que não se conjuga pela metade

by giinternet

A VEJA.com informa que a petista Dilma Rousseff pode usar a crise hídrica em São Paulo contra o tucano Aécio Neves. Nem vai precisar de argumentos. A manchete do Estadão desta quinta já lhe fornece: “Água em SP pode acabar em novembro, admite Sabesp”. É um dos maiores absurdos da historia do jornal. O título foi feito a partir de uma informação de Dilma Pena, presidente da empresa. Na Câmara dos Vereadores, ela afirmou que, se não chover até novembro, pode acabar a água do primeiro volume estratégico — chamado imbecilmente de “volume morto”. Então, é evidente que ela não disse que “pode acabar a água em São Paulo”. Ainda que secasse toda a reserva estratégica do Cantareira, haveria racionamento é claro, mas não “acabaria a água em São Paulo” porque há outras áreas que não dependem daquele manancial. Por que se faz isso?

Eu respondo: porque há a convicção, contra os fatos, de que a Sabesp omitiu a gravidade da crise. Porque há uma espécie de conspiração, digamos, “intelectual”, que envolve até os Ministérios Públicos Estadual e Federal para impedir o uso do segundo volume estratégico da Cantareira e, assim, impor o racionamento. Porque há o esforço para demonstrar que a culpa pela falta de água é do governador Geraldo Alckmin, como se a questão hídrica — que é também energética — dependesse da vontade do poderoso de turno. Alckmin não faz chover — nem em São Paulo nem na cabeceira do São Francisco. A primeira fonte do rio secou. Porque se criou o mito de que São Paulo deveria ter duas Cantareiras, não uma. Ninguém teve essa ideia antes. Ela só apareceu quando parou de chover.

Assim, Dilma vai tentar arrancar uns votinhos em São Paulo tentando promover um terceiro turno. Se culpar o Alckmin não deu certo, quem sabe o Aécio…. E, assim, vai se tentando transformar uma contingência da natureza numa questão política. Deu errado da primeira vez. Quem sabe agora…

Se faltava um emblema para demonstrar a disposição de criar um caso político, já temos a manchete do Estadão. Saibam todos: se não chover até novembro, teremos de ferver o xixi, usar o processo de condensação e beber a água que resultar da operação. Ou, então, sairemos por aí vagando, cavando o solo em busca de água, num cenário de terra devastada — sem água. Afinal, “acabar” quer dizer “acabar”. “Acabar” é verbo que não se conjuga pela metade.

16 Oct 09:31

PT e seus braços na imprensa tentam fazer com o juiz Sérgio Moro o mesmo que fizeram com Joaquim Barbosa

by giinternet

Espero que Deus me fulmine antes com um raio, daqueles que eram muito comuns no Velho Testamento — sem chance para apelo a instância inferior (já que se tratava de uma decisão do Supremo) —, se, algum dia, eu me sentir tentado a censurar um juiz por ter cumprido a sua função só para proteger um partido da minha predileção.

A que me refiro? Leio colunistas isentos como militantes do Talibã a condenar o juiz Sérgio Moro por ter autorizado a divulgação do depoimento de Paulo Roberto Costa, que não estava protegido pelo sigilo de justiça. Um desses colunistas chega a afirmar que o Moro poderia ter esperado mais três semanas. A afirmação é explícita, é arreganhada: o sujeito acha que a ignorância do que lá foi dito faria bem ao brasileiro. Desligadas as urnas, então o eleitor ficaria sabendo: “Ah, então, dos 3% da propina, 2% iam para o PT? Que bom que ninguém me avisou antes!”.

O mesmo senhor vetusto que afirma essa barbaridade babava de satisfação com os vazamentos sobre o suposto cartel de trens em São Paulo, que vinham do Cade — cuja investigação, esta sim, estava e está protegida por sigilo. Que tipo de gente é essa que cobra que se omita dos brasileiros o conteúdo de uma investigação aberta, pública, e que se regozija com a divulgação ilegal de informações? Eu respondo: é uma gente que pretende que petistas e, no geral, esquerdistas estejam acima da moralidade comum e mereçam um tipo especial de proteção.

Sempre que leio um troço asqueroso assim, como aconteceu há pouco, fico com vergonha em lugar da pessoa. Sobretudo porque o sujeito serviria para ser meu pai. Coloco-me no lugar do suposto filho e fico com vergonha. Graças a Deus, o Rubão nunca me fez passar por isso. Quem era o Rubão? Ora, o meu pai, que jamais justificaria a ação de ladravazes e vagabundos só porque fossem seus amigos ideológicos. Até porque não era amigo nem de ladravazes nem de vagabundos. Ganhava a vida trocando molas de caminhão, como operário. Em vez de culpar os outros por isso e por aquilo, ele preferiu me passar uma orientação: “Estude!”.

Daqui a pouco, tentarão mandar o juiz Sérgio Moro para a guilhotina moral, como fizeram com Joaquim Barbosa. Não que ambos sejam iguais ou operem com os mesmos critérios. Nada disso! A única coisa que os une é tomar decisões que estão em desacordo com o partido oficial e com seus porta-vozes oficiosos na imprensa. Para essa gente, uma verdadeira indústria criminosa que estava em ação tem de ser omitida para que ela não contamine a decisão do eleitor. Que caráter tem uma pessoa que defende que a ignorância faz bem à democracia?

É uma gente literalmente nojenta.

15 Oct 19:00

Se STF não mudar maioria já formada, haverá ainda mais roubalheira nas estatais e mais caixa dois

by giinternet

É espantoso que, dados os dias que vivemos, vejamos políticos na televisão — e aconteceu isso ainda ontem — a defender o fim do financiamento privado de campanhas políticas, asseverando, de forma indireta, que as sem-vergonhices em curso no Brasil, muito especialmente na Petrobras, derivam do fato de não haver financiamento público no país.

É uma piada grotesca na qual, infelizmente, embarcam amplos setores da imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, ONGs que se dizem favoráveis à moralidade na vida pública e, infelizmente, a maioria do STF — que, se não mudar, caminha para considerar inconstitucional o financiamento privado. Será, sem dúvida, uma decisão notável porque, a ser assim, o país está fora da lei que ele mesmo votou há muitos anos. Realizamos, então, sete eleições diretas, depusemos um presidente, demos posse à oposição, tudo ao arrepio da Constituição!

Eu fico aqui a bradar para que me expliquem, e não há quem possa fazê-lo: o que a safadeza em curso na maior estatal brasileira tem a ver com financiamento de campanha? O dinheiro que foi roubado na Petrobras — e, segundo Paulo Roberto Costa, o método é o mesmo em toda a administração pública — destinava-se mesmo ao processo eleitoral? Foi só para fazer caixa de partidos? No dia em que o Tesouro arcar com o custo bilionário das campanhas — em parte, já o faz —, então os diretores nomeados para as estatais não mais obedecerão à orientação partidária? Então os que não conseguiam ser decentes com a legislação anterior passarão a se comportar de acordo com as novas regras?

Tenham paciência! Enquanto o governo federal puder nomear livremente 25 mil pessoas — e Estados e municípios, outros muitos milhares —; enquanto um Estado gigante e seus tentáculos estatais estiverem a estrangular o país; enquanto a lógica for a da vitória das urnas para se apoderar da coisa pública, acreditem: não há saída. Instituir o financiamento público vai apenas sangrar um pouco mais os cofres. Paulo Roberto já contou como atuava, por exemplo, a diretoria de Serviços da Petrobras, então sob o comando do PT: a fraude começava já na pré-seleção das empresas que fariam determinada obra. A nova lei eleitoral seria capaz e coibir isso?

No dia em que se proibir o financiamento privado de campanha, a consequência óbvia será apenas o aumento exponencial do caixa dois. O dinheiro que hoje está por dentro se somará àquele que já está por fora. Os países que proíbem o financiamento privado são as exceções, não a regra. E deve haver um bom motivo para isso, que não o excesso de sagacidade ou de moralidade.

O voto do Supremo, até aqui, contribui para mandar o processo eleitoral brasileiro para a ilegalidade plena e estimulará ainda mais a roubalheira nas estatais. É lógica elementar.

 

15 Oct 15:46

Facebook and Apple Now Pay For Female Employees To Freeze Their Eggs

by Soulskill
L

Sad & dangerous.

Dave Knott writes: While freezing eggs has become an increasingly popular practice for career-oriented women, the procedure comes at a steep price: Costs typically add up to at least $10,000 for every round, plus $500 or more annually for storage. Now two Silicon Valley giants are offering women a game-changing perk: Apple and Facebook will pay for employees to freeze their eggs. They appear to be the first major employers to offer this coverage for non-medical reasons, both offering to cover costs up to $20,000. Tech firms are hardly alone in offering generous benefits to attract and keep talent, but they appear to be leading the way with egg freezing. Advocates say they've heard murmurs of large law, consulting, and finance firms helping to cover the costs, although no one is broadcasting this support. Companies may be concerned about the public relations implications of the benefit – in the most cynical light, egg-freezing coverage could be viewed as a ploy to entice women to sell their souls to their employer, sacrificing childbearing years for the promise of promotion. Will the perk pay off for companies? The benefit will likely encourage women to stay with their employer longer, cutting down on recruiting and hiring costs. And practically speaking, when women freeze their eggs early, firms may save on pregnancy costs in the long run. A woman could avoid paying to use a donor egg down the road, for example, or undergoing more intensive fertility treatments when she's ready to have a baby. But the emotional and cultural payoff may be more valuable, helping women be more productive human beings.

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








14 Oct 19:18

O debate de hoje na Band e o que importa

by giinternet

O tucano Aécio Neves e a petista Dilma Rousseff se encontram hoje à noite, no debate da TV Bandeirantes, em São Paulo, marcado para começar às 22h15. É o primeiro do segundo turno. Haverá mais três: na quinta, dia 16, o confronto acontece no estúdio do SBT, num evento também promovido pela Jovem Pan e pelo UOL. No domingo, 19, será a vez do debate da TV Record. No dia 24, antevéspera da eleição, há o embate final na TV Globo. Vou fazer comentários aqui, em tempo real.

Já não era sem tempo de os candidatos se enfrentarem para valer. Fazendo as contas, haverá a partir de hoje quase cinco horas de confronto entre os dois. No primeiro turno, em razão das exigências absurdas da Lei Eleitoral, que invadem o terreno da censura, os então dois principais candidatos pouco puderam se questionar: o embate direto somou, ao todo, apenas 19 minutos. Vale dizer: até o dia 26, esse tempo será multiplicado por 15. Melhor assim.

Jornalistas não participarão dos confrontos. Não é o melhor procedimento, acho eu, mas é evidente que isso não elimina o mérito do embate. Entregues apenas às próprias estratégias, os candidatos poderão, eventualmente, esgrimir com mais largueza números criativos, sem a intervenção neutra da imprensa. Ainda assim, os eleitores têm muito a ganhar.

Tendemos a achar que o eleitorado não sabe votar quando nos contraria e é um verdadeiro sábio quando vota de acordo com o que consideramos o melhor. Essa questão nunca vai abandonar a democracia. E, no dia em que abandonar, então democracia não será mais. À direita e à esquerda, fanáticos ficam pensando maneiras de tornar as escolhas populares irrelevantes: uns tentam criar regras que excluam o povo; outros se esforçam para criar mecanismos que controlem o povo, de sorte que ele acredite ser livre sem ser. Quando supostos “movimentos sociais”, por exemplo, falam em nome da população, estamos diante de uma fraude. Estão é falando em defesa dos próprios interesses.

Uma sociedade livre sempre sabe votar, gostemos ou não do resultado. É claro que o processo político tem de se encarregar de não oferecer como opções possíveis alternativas que destruam o próprio sistema. Sim, leitores, uma democracia que permite que notórios inimigos das liberdades atuem livremente está marcando um encontro com o caos. Mas comentarei esse assunto outra hora.

Espero que este primeiro dos quatro encontros marcados dê início ao caminho virtuoso do debate de propostas, o que não exclui, é evidente, a crítica ao que não anda bem no país. Afinal, só se pode mudar — e tanto Aécio como Dilma prometem mudanças — o que não está bem.

“Ah, mas será que eles têm de falar de Petrobras?” Claro que sim! A corrupção na maior empresa brasileira, uma estatal, é peça-chave, se querem saber, para a definição do nosso futuro. Até quando o estado gigante será a fonte de nossas misérias e de nossa miséria? É importante punir os bandidos que lá atuaram. Mas é ainda mais importante impedir que o descalabro se repita.

Assistam a esse e aos demais debates. Convençam seus amigos a fazer o mesmo. Todos os votos são legítimos. Mas vota melhor quem se informa melhor.

14 Oct 19:43

The Subtle Developer Exodus From the Mac App Store

by Soulskill
An anonymous reader writes: Milen Dzhumerov, a software developer for OS X and iOS, has posted a concise breakdown of the problems with the Mac App Store. He says the lack of support for trial software and upgrades drives developers away by preventing them from making a living. Forced sandboxing kills many applications before they get started, and the review system isn't helpful to anyone. Dzhumerov says all of these factors, and Apple's unwillingness to address them, are leading to the slow but steady erosion of quality software in the Mac App Store. "The relationship between consumers and developers is symbiotic, one cannot exist without the other. If the Mac App Store is a hostile environment for developers, we are going to end up in a situation where, either software will not be supported anymore or even worse, won't be made at all. And the result is the same the other way around – if there are no consumers, businesses would go bankrupt and no software will be made. The Mac App Store can be work in ways that's beneficial to both developers and consumers alike, it doesn't have to be one or the other. If the MAS is harmful to either developers or consumers, in the long term, it will be inevitably harmful to both."

Share on Google+

Read more of this story at Slashdot.








14 Oct 20:51

TSE nega pedido de Dilma e mantém “carne por ovo” na TV

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O ministro Tarcisio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta terça-feira pedido da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e permitiu que a equipe do adversário Aécio Neves (PSDB) continue a explorar na propaganda eleitoral a “sugestão” feita pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Rolland, para que a população troque carne por ovos diante do alto custo de alguns alimentos. Ontem, Dilma classificou a declaração como “extremamente infeliz”.

Apesar do desgaste com a declaração de Holland, o próprio vice-presidente da República, Michel Temer, e integrantes da cúpula do PT têm tentado consertar. O vice, por exemplo, afirmou que na gestão petista a população pobre passou a consumir iogurte e chocolate.

Para TSE, além de o PSDB poder discutir o tema na propaganda partidária de Aécio Neves, o PT não tem direito de resposta na propaganda do adversário. “O exercício do direito de resposta viabiliza-se apenas quando for possível extrair, da afirmação apontada como sabidamente inverídica, ofensa de caráter pessoal a candidato, partido ou coligação”, diz o ministro, para quem a discussão sobre o episódio do ovo é apenas “exposição de fatos e contundente crítica política, inerentes ao debate democrático, ainda que ácido e belicoso”.

Nos embates judiciais protagonizados por PT e PSDB no segundo turno, o tribunal também rejeitou, em decisão individual do ministro Admar Gonzaga, pedido de direito de resposta do PSDB por supostas ofensas à honra de Aécio e de seu partido. No dia 12 de outubro, o PT alegou, na propaganda da presidente-candidata Dilma Rousseff, que “o PSDB tem problema de corrupção lá no metrô de São Paulo”. “Até hoje não foi resolvido, né? Tá engavetado ainda”, diz trecho da peça publicitária.

Em outra representação, o ministro Admar Gonzaga, provocado por processo movido pelos petistas, rechaçou irregularidade na propaganda de Aécio, que exibiu imagens gravadas no interior do museu Memorial JK, em Brasília, local, segundo os petistas, vedado porque as despesas do Memorial seriam custeadas pelo Poder Público.

14 Oct 22:57

A guerra das bonequinhas: por que a “Petralhinha” e a “Reacinha” não são opostas e similares

by giinternet

Quando criei a palavra “petralha”, deveria ter registrado, cobrando direitos autorais, né? Estaria rico hoje em dia. Pois é… Há uma guerra de “bonequinhas” na Internet. Uma delas é a “Petralinha” — o certo, acho eu, seria “Petralhinha”, mas tudo bem… Certamente é uma iniciativa de críticos do PT. A outra, que surgiu como reação à primeira, é a “Reacinha”. Vejam. Volto em seguida.

Petralhinha

Sabem o que é mais engraçado nessa história toda? A “Petralhinha” não é uma caricatura do que pensa o PT. Os companheiros realmente repetem os mantras que seguem abaixo:
- o Plano Real foi trapaça das elites;
- existe uma conspiração da mídia da “zelite branca”;
- o mensalão do PT não existiu; só o do PSDB;
- quer o fim da VEJA, da Folha, do Globo e da “mídia burguesa”.

Nove entre dez petistas acreditam nisso tudo. Nove entre dez petistas repetem o que diz a Petralhinha.

Mas e a Reacinha?

ReacinhaPode até existir gente que pensa essas bobagens, mas cadê? Onde estão? Quem defende o mês da consciência branca? Quem afirma que nordestino não deveria votar? Quem pretende instituir o Dia da Consciência Hétero? Ainda que existam esses pterodáctilos, não representam, de modo nenhum, os que se opõem ao PT.

Notem que os criadores da “Reacinha” escolheram as cores tucanas, como se o PSDB tivesse essa agenda. Ora, digam-me um único tucano que tem essa porcariada como bandeira. Se existir, fala em nome pessoal. Mas eu consigo dizer uma penca de petistas que repetem exatamente o que diz a Petralhinha, alguns deles na cadeia. Vamos ver:
- Dilma Rousseff;
- Lula;
- José Dirceu;
- Delúbio Soares;
- Gilberto Carvalho;
- João Paulo Cunha…

Aliás, alguém é capaz de lembrar um único petista convicto que não repita aquela bobajada? Em suma, a “Reacinha” é o que os petistas gostariam que seus adversários fossem; assim, ficaria mais fácil combatê-los, mas a “Petralhinha” é rigorosamente o que os adversários dos petistas não gostam que eles sejam. A razão é simples: essas pessoas tornam o mundo mais estúpido.

14 Oct 23:47

Gilberto Carvalho enlouquece de vez. Ou: Quem é ladrão do quê e quem trata agricultor como bandido

by giinternet

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e segundo homem mais importante do PT — só perde para Lula —, é tido como um cristão. Sei… Poucas pessoas são capazes de semear o ódio com tanta determinação, embora diga falar em nome do amor. Ele é o chamado “interlocutor” do governo junto a movimentos sociais. Nas suas mãos, a questão indígena virou praça de guerra. Se vocês procurarem nos arquivos, vão encontrá-lo tentando faturar até com os “rolezinhos”, lembram-se? Para o ministro, tratava-se de uma reação de negros pobres contra os endinheirados. Quando começaram os protestos de junho do ano passado, ele esteve entre aqueles que tentaram jogar a fatura nas costas do governo de São Paulo. Deu tudo errado. Agora, em Pernambuco, o ministro se dedica a uma forma muito particular de difamação. Já chego lá.

Nesta segunda, ele já havia reclamado que seus partidários estavam sendo chamados de “petralhas”, um termo que eu inventei, que funde “petistas” com “Irmãos Metralha”, aquela quadrilha que vivia tentando roubar o Tio Patinhas. Nem todo petista é “petralha”, só os que roubam o povo em nome do povo ou que tentam justificar o crime. Os descalabros da Petrobras falam por si. O pior, acreditem, é que a página do PT no Facebook associa a existência de petralhas — que, reitero, são ladrões; fui eu que  criei a palavra — à retirada de pessoas da miséria. Pergunto: para fazer política social, é preciso roubar a Petrobras? Acho que não.

Mas vamos adiante. Nesta terça, falando a trabalhadores rurais de Carpina, em Pernambuco, Carvalho se saiu com a seguinte enormidade: “Não se envergonhem quando vocês forem chamados de ladrões, porque não somos ladrões. Somos gente honrada, que faz política para mudar”.

Notem que o ministro começa falando “vocês” e termina falando “nós”, como se o governo e os trabalhadores formassem um grupo só. Ora, quem chama agricultores de “ladrões” no Brasil, Carvalho? A propósito, quem já os tratou como bandidos foi o senhor ministro. Sua pasta foi a responsável pela desocupação de uma região chamada Marãiwatséde, em Mato Grosso. Havia lá uma fazenda chamada Suiá-Missú, que abrigava, atenção, um povoado chamado Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, onde moravam 4 mil pessoas. O POVOADO FOI DESTRUÍDO. Nada ficou de pé, exceto uma igreja. Nem mesmo deixaram, então, as benfeitorias para os xavantes, que já são índios aculturados. Uma escola que atendia 600 crianças também foi demolida. Quem se encarregou da destruição? A Força Nacional de Segurança. Todo o processo de expulsão dos agricultores foi comandado por Carvalho. Vejam o vídeo:

Referindo-se a seus adversários políticos, Carvalho disparou: “Ladrões são eles. São ladrões institucionais. Não tenho medo deles. Sei que estou na política para mudar o país”. Bem, Carvalho não tem mesmo motivos para ter medo de ninguém. Recomendo é que as pessoas que ele tem como inimigas — eventualmente como amigas — tenham medo do ex-secretário de Celso Daniel.

O mais curioso é que esse discurso estava sendo feito na Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco). Trata-se de um órgão sindical. A Lei Eleitoral proíbe que entidades dessa natureza façam doações eleitorais estimáveis em dinheiro. Esses encontros, como é óbvio, podem, sim, ser estimados em dinheiro. Trata-se do uso de um aparelho sindical — que recebe, inclusive, parcela de um imposto — em benefício de um partido.

Mas Carvalho acha que “ladrões institucionais” são os outros.

Ah, sim: aquelas quatro mil pessoas que sua secretaria ajudou a expulsar de suas terras continuam a vagar Mato Grosso e país afora sem ter onde se ancorar.

15 Oct 00:14

Why Europe Is Irrational About Israel

by David P. Goldman

Coming soon after Sweden’s recognition of a non-existent state of Palestine, the British Parliament’s 274-to-12 resolution to recognize “Palestine” flags a sea-change in European sentiment towards Israel. France is thinking of following suit. The European Community bureaucracy, meanwhile, has readied sanctions against Israel. One remonstrates in vain. The Gaza War should have taught the world that Israel cannot cede territory to Mahmoud Abbas, now in the 10th year of a 4-year term. Hamas has the support of 55% of West Bank Palestinians vs. just 38% for Abbas, and Hamas openly brags that it could destroy Israel more easily from firing positions in the West Bank. Only the Israeli military keeps Abbas in power; without the Israelis Hamas would displace Abbas in the West Bank as easily as it did in Gaza; and a Hamas government in the West Bank would make war on Israel, with horrifying consequences.

To propose immediate Palestinian statehood under these circumstances is psychotic, to call the matter by its right name. The Europeans, along with the United Nations and the Obama administration on most working days, refuse to take reality into account. When someone tells you that Martians are transmitting radio waves into his brain, or that Elvis Presley really is the pope rather than an Argentine Jesuit, one doesn’t enquire into the merits of the argument. Rather, one considers the cause of the insanity.

The Europeans hate Israel with the passion of derangement. Why? Well, one might argue that the Europeans always have hated Jews; they were sorry they hated Jews for a while after the Holocaust, but they have gotten over that and hate us again. Some analysts used to cite Arab commercial influence in European capitals, but today Egypt and implicitly Saudi Arabia are closer to Jerusalem’s point of view than Ramallah’s. Large Muslim populations in Europe constitute a pressure group for anti-Israel policies, but that does not explain the utter incapacity of the European elite to absorb the most elementary facts of the situation.

Europe’s derangement has deeper roots. Post-nationalist Europeans, to be sure, distrust and despise all forms of nationalism. But Israeli nationalism does not offend Europe merely because it is one more kind of nationalism. From its founding, Europe has been haunted by the idea of Israel. Its first states emerged as an attempt to appropriate the election of Israel. As I wrote in my 2011 book How Civilizations Die (and Why Islam is Dying, Too):

The unquiet urge of each nation to be chosen in its own skin began with the first conversion of Europe’s pagans; it was embedded in European Christendom at its founding. Christian chroniclers cast the newly-baptized European monarchs in the role of biblical kings, and their nations in the role of the biblical Israel. The first claims to national election came at the crest of the early Dark Ages, from the sixth-century chronicler St Gregory of Tours (538-594), and the seventh-century Iberian churchman St Isidore of Seville.

As I observed on the First World War anniversary, Saints Isidore of Seville and Gregory of Tours were in the Bialystock and Bloom of the Dark Ages, the Producers of the European founding: they sold each petty monarch 100% of the show. Europe’s nationalisms were not simply an expansion of tribal impulses, but a nationalism refined and shaped by Christianity into a ghastly caricature of Israel’s Chosenness. In turn, each European country asserted its status as God’s new people: France under Richelieu during the 17th century, England under the Tudors, Russia (“The Third Rome”) from the time of Ivan the Terrible, and ultimately the Germans, who substituted the concept of “master race” for the Chosen People.