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01 Sep 03:08

Grand Ayatollah Says High Speed Internet Is "Against Moral Standards"

by samzenpus
An anonymous reader writes A Grand Ayatollah in Iran has determined that access to high-speed and 3G Internet is "against Sharia" and "against moral standards." However, Iran’s President Hassan Rouhani, plans to renew licenses and expand the country’s 3G cellular phone network. A radical MP associated with the conservative Resistance Front, warned: “If the minister continues to go ahead with increasing bandwidth and Internet speed, then we will push for his impeachment and removal from the cabinet.” “We will vigorously prevent all attempts by the [communication] minister to expand 3G technology, and if our warnings are not heeded, then the necessary course of action will be taken,” he added.

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31 Aug 22:33

Ateus dos EUA se organizam para influenciar política

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)

Em contraposição à crescente direita religiosa, céticos tentam promover candidaturas com uma visão de Estado mais secular

Cláudia Trevisan | O Estado de S. Paulo

Com o avanço da direita religiosa nos EUA, os descrentes decidiram sair do armário e se organizar para influenciar políticas públicas, principalmente nas áreas de educação, saúde e mudanças climáticas. Depois de estabelecer um grupo de lobby em Washington, os céticos de todo o gênero criaram um comitê para financiar candidatos às eleições legislativas de novembro comprometidos com uma visão secular de governo.

Nenhum integrante do Congresso americano é abertamente ateu, em um reflexo do rechaço a essa opção em um país no qual referências religiosas frequentam as manifestações políticas. O presidente dos EUA termina seus discursos solenes com “Deus salve a América” e todas as sessões do Senado e da Câmara são abertas por capelães oficiais, que juntos ganham salários anuais de US$ 345 mil, pagos com dinheiro público.

Na última década e meia, a influência dos conservadores religiosos ultrapassou os rituais e passou a afetar uma série de aspectos da vida pública americana. Em muitas escolas, a Teoria da Evolução começou a ser ofuscada pelo ensino do criacionismo, que apresenta a visão bíblica da origem do mundo. 

As restrições ao aborto aumentaram e o rechaço ao custeio de certos métodos anticoncepcionais por motivos religiosas foi chancelado pela Suprema Corte, que também considerou constitucional a realização de orações em encontros da comunidade para discutir políticas públicas.

Sair do armário não é só uma figura de linguagem. Os militantes da não religião seguem os passos dos gays e dos ativistas que defendem direitos civis para ampliar a visibilidade. “Ao não sermos notados, ajudamos a criar uma atmosfera na qual todo o mundo nos EUA parece ser cristão. Os secularistas devem ser visíveis e participar do debate público, para que os deputados e senadores tenham de considerar o que seus eleitores ateus e agnósticos pensam, o que reduz o poder da direita religiosa”, disse o advogado David Niose, diretor da American Humanist Association (AHA), uma das principais entidades seculares dos EUA.

“Um dos nossos objetivos é nos livrar do estereótipo negativo e criar uma atmosfera na qual as pessoas podem ser abertas em relação a suas crenças e saber que terão apoio de organizações como a nossa”, observou Bishop McNeill, coordenador do Freethought Equality Fund, um comitê que arrecadou US$ 25 mil em doações individuais de aproximadamente 500 pessoas. O grupo declarou apoio a 15 candidatos, nem todos ateus. Entre eles, há religiosos que professam uma agenda secular, na qual está a separação entre Estado e Igreja.

Apesar de minoritários, os secularistas são a fatia demográfica que cresce mais rapidamente nos EUA. Sua participação subiu de 15,3% da população, em 2007, para 19,6%, em 2012. A maior parte desse contingente diz não ter nenhuma convicção particular e não se identifica com os rótulos de “ateu” ou “agnóstico”.

O que os une é a não filiação a uma religião, o que levou o Pew Research Center a batizá-los de “nenhuns”. Entre os jovens de 18 a 29 anos, o porcentual de “nenhuns” é de 32%, mais que o dobro dos 15% registrados entre pessoas de 50 a 64 anos. Na faixa de 30 a 49 anos, o índice é de 21%. “A maioria das pessoas da próxima geração não terá filiação religiosa”, aposta Don Wharton, ativista ateu de Washington. Segundo ele, o rótulo “humanista secular” tende a encontrar menos resistência que “ateu”. “Os ateus ainda são demonizados e vítimas de intolerância. Temos de mostrar que temos tantas preocupações éticas quanto os humanistas.”

01 Sep 01:42

Who are the Palestinians?

by Fabian Pascal

Yoram Ettinger in Israel Hayom (highlights mine):


Contrary to political correctness, Palestinian Arabs have not been in the area west of the Jordan River from time immemorial; no Palestinian state ever existed, no Palestinian people was ever robbed of its land and there is no basis for the Palestinian “claim of return.”

Most Palestinian Arabs are descendants of the Muslim migrants who came to the area between 1845 to 1947 from the Sudan, Egypt, Lebanon, Syria, as well as from Iraq, Saudi Arabia, Bahrain, Yemen, Libya, Morocco, Bosnia, the Caucasus, Turkmenistan, Kurdistan, India, Afghanistan and Balochistan.
Arab migrant workers were imported by the Ottoman Empire and by the British Mandate (which defeated the Ottomans in 1917) for infrastructure projects: The port of Haifa, the Haifa-Qantara, Haifa-Edrei, Haifa-Nablus and Jerusalem-Jaffa railroads, military installations, roads, quarries, reclamation of wetlands, etc. Illegal Arab laborers were also attracted by the relative economic boom in British Mandate Palestine, stimulated by Jewish immigration.

According to a 1937 report by the British Peel Commission (Palestine Betrayed, Prof. Efraim Karsh, Yale University Press, 2010, p. 12), “The increase in the Arab population is most marked in urban areas, affected by Jewish development. A comparison of the census returns in 1922 and 1931 shows that, six years ago, the increase percent in Haifa was 86, in Jaffa 62, in Jerusalem 37, while in purely Arab towns such as Nablus and Hebron it was only 7, and at Gaza there was a decrease of 2 percent.”

As a result of the substantial Arab immigration between 1880 and 1947– and despite Arab emigration caused by domestic chaos and intra-Arab violence - the Arab population of Jaffa, Haifa and Ramla grew 17-, 12- and five-fold, respectively.

The conquest by Egypt's Mohammed Ali between the years of 1831 and 1840 was solidified by a flow of Egyptian migrants settling empty spaces between Gaza and Tulkarem up to the Hula Valley. They followed in the footsteps of thousands of Egyptian draft dodgers, who fled Egypt before 1831 and settled in Acre. The British traveler, H.B. Tristram, identified, in his 1865 "The Land of Israel: A journal of travels in Palestine" (p. 495), Egyptian migrants in the Beit Shean Valley, Acre, Hadera, Netanya and Jaffa.

The British Palestine Exploration Fund documented that Egyptian neighborhoods proliferated in the Jaffa area: Saknet el-Mussariya, Abu Kebir, Abu Derwish, Sumeil, Sheikh Muwanis, Salame', Fejja, etc. In 1917, the Arabs of Jaffa represented at least 25 ethnic groups, including Persians, Afghanis, Hindus and Balochis. Hundreds of Egyptian families settled in Ara’ Arara’, Kafer Qassem, Taiyiba and Qalansawa.

Many of the Arabs who fled in 1948 reunited with their families in Egypt and other neighboring countries.
"30,000-36,000 Syrian migrants (Huranis) entered Palestine during the last few months alone," reported La Syrie daily on August 12, 1934. Izz ad-Din al-Qassam, the role model for Hamas' terrorism, which plagued Jews as early as in the time of British Mandate Palestine, was Syrian, as were Said el-A'az, a leader of the 1936-38 anti-Jewish pogroms and Kaukji, the commander-in-chief of the Arab mercenaries who terrorized Jews in the 1930s and 1940s.

Libyan migrants settled in Gedera, south of Tel Aviv. Algerian refugees (Mugrabis) escaped the French conquest of 1830 and settled in Safed (alongside Syrians and Jordanian Bedouins), Tiberias and other parts of the Galilee. Circassian refugees, fleeing Russian oppression (1878) and Muslims from Bosnia, Turkmenistan, and Yemen (1908) diversified the Arab demography west of the Jordan River.

Mark Twain wrote in Innocents Abroad (American Publishing Company, 1969): “Of all the lands there are for dismal scenery, Palestine must be the prince…. Palestine is desolate and unlovely.” Analyzing Mark Twain’s book, John Haynes Holmes, the pacifist Unitarian priest, cofounder of the American Civil Liberties Union and the author of "Palestine Today and Tomorrow – a Gentile’s Survey of Zionism" (McMillan, 1929) wrote: “This is the country to which the Jews have come to rebuild their ancient homeland…. On all the surface of this earth there is no home for the Jew save in the mountains and the well-springs of his ancient kingdom…. Everywhere else the Jew is in exile…. But, Palestine is his…. Scratch Palestine anywhere and you’ll find Israel…. [There exists] not a road, a spring, a mountain, a village, which does not awaken the name of some great [Jewish] king, or echo with the voice of some great [Jewish] prophet…. [The Jew] has a higher, nobler motive in Palestine than the economic…. This mission is to restore Zion; and Zion is Palestine.”

The Arab attempt to gain the moral high ground and to delegitimize the Jewish State - by employing the immoral reinvention of history and recreation of identity - was exposed by Arieh Avneri’s "The Claim of Dispossession" (Herzl Press, 1982) and Joan Peters’ "From Time Immemorial" (Harper & Row, 1986), which provide the aforementioned – and much more – data.
28 Aug 18:51

Cidade de São Paulo: as veias abertas do petismo. Ou: As ideias fixas de Haddad que transformam a cidade num inferno

by giinternet

Vejam esta foto, que me foi enviada por um leitor. Já explico.

ciclovias

Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho.” É Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Melhor um cisco no olho, um grânulo, um estrepe… Melhor um incômodo dessa ordem do que ser vítima de uma ideia fixa… É o que me ocorre quando penso nas ciclovias do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Que fique o alerta para os cidadãos do Brasil inteiro. Que fique o alerta para os prefeitos do Brasil inteiro. Não permitam que suas respectivas cidades caiam reféns de uma minoria organizada, que, como escreveu o próprio Machado, sempre hasteia sua bandeira particular à sombra da grande bandeira. No caso de São Paulo, a flâmula maior é a do petismo; as mesquinhas, de minorias radicalizadas, sob ela se abrigam e nos impõem a ditadura de seu gosto.

Haddad está determinado a criar 400 km de ciclovias na cidade até o fim de seu mandato, ao custo de R$ 80 milhões. Está há dois anos no poder. Boa parte dos paulistanos tem a sensação de que já são 200! As faixas vermelhas, a cor internacional desse tipo de pista, se espalham cidade afora, estrangulando o espaço dos carros, diminuindo a área de escape das motos — que hoje ajudam a movimentar a economia —, aumentando os congestionamentos, atrapalhando a vida de pedestres, criando severas perturbações no comércio. Há um clima de revolta em consideráveis setores da cidade. Não obstante, o prefeito, consta, aposta nas ciclovias para reverter a sua impopularidade. Fernando Haddad lembra o homem com a corda no pescoço que se mexe freneticamente para se livrar do incômodo. Quanto mais esperneia, mais terra lhe falta sob os pés, e mais a corda o constrange, até matá-lo. A diferença, nesse caso, é que uma cidade de milhões de pessoas padece com ele.

E por que ele age assim? Porque a grande bandeira de Haddad, o tal Arco do Futuro, ficou no passado. Nunca foi nada além de propaganda para caçar votos. Então sobraram as pequenas bandeiras, a das minorias aboletadas na Prefeitura. À Folha de S.Paulo, o prefeito afirmou: “É um programa de saúde, de esporte, de mobilidade, que dialoga com muitas demandas da sociedade”. É mesmo? Demanda de quem, santo Deus? Olhem, paulistanos, para as vastas solidões das ciclovias, que permanecem lá, vazias, com o seu vermelhão a cortar áreas da cidade, como veias abertas da estupidez e do autoritarismo. Não ocorre ao senhor prefeito que percorrer longos percursos de bicicleta requer, antes de tudo, certas condições físicas, o que restringe essa opção de transporte — se fosse realmente uma opção; não é — a uma faixa etária da população. A escolha é, antes de mais nada, autoritária, discriminatória. Uma coisa é a construção de ciclovias como um espaço suplementar para a circulação, a exemplo do que existe em algumas cidades do mundo. Outra, distinta, como se faz em São Paulo, é o estrangulamento da área de circulação da maioria em benefício de uma minoria.

O vermelho é a cor internacional das ciclovias. Mas é também a cor oficial do PT. Que cada morador de São Paulo jamais se esqueça, ao passar ao lado de uma delas, que o partido administrou a cidade e deixou uma herança.

A foto
Vejam a foto lá do alto. Haddad decidiu meter uma ciclovia na rua Boa Vista, na região central. Não circula nela uma viva alma sobre duas rodas. A área se tornou espaço para o estacionamento de carrinhos de catadores de lixo reciclável, os correspondentes contemporâneos do que Machado chamaria, a seu tempo, “almocreves”.

As ciclovias não são a única ideia fixa do prefeito. Ele tem outras: como fornecer recursos a viciados em crack para que alimentem o seu vício em… crack. É assim que traduzo o programa “Braços Abertos”. Está em curso a criação de uma nova área na cidade, no Parque D. Pedro II, em que se repetirão os erros cometidos na chamada Cracolândia.

Haddad, caros leitores, pagará o preço político por suas ideias fixas. O diabo é que a cidade pagará um preço ainda maior por suas obsessões.

28 Aug 00:31

“Cadastro do Bolsa Família é uma caixa-preta”, diz Aécio

by giinternet

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira que falta transparência ao governo da presidente-candidata Dilma Rousseff na gestão do programa Bolsa Família. “O cadastro do Bolsa Família é uma caixa-preta”, disse o tucano em sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo. Aécio disse ainda que, se eleito, vai expandir e ampliar o programa.

“A grande verdade é que o programa do atual governo para o Nordeste se resumiu ao Bolsa Família. Queremos a superação da pobreza. A pobreza pode fazer bem ao PT, mas nós queremos acabar com ela. A privação de renda é uma vertente da pobreza, mas não é a única. O Família Brasileira (como Aécio batizou a ampliação do Bolsa Família) vai classificar as famílias em níveis de carência. Há famílias com outras carências que podem ser ajudadas pelo estado”, afirmou.

Na entrevista, o tucano também disse que pretende cortar até 7.000 cargos comissionados na máquina federal se for eleito – um terço dos 23.000 postos atuais. “O Brasil quer um Estado eficiente, que gaste menos com sua estrutura para gastar mais com as pessoas”, afirmou.

Ao falar do time que o acompanha – ontem, ele anunciou que, se eleito, nomeará o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda –, Aécio ironizou Marina Silva, que tem dito que pretende governar com quadros dos governos do tucano Fernando Henrique Cardoso e do petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Ela precisa escolher por qual modelo vai optar.”

Aécio falou também sobre Banco Central em seu eventual governo. Evitou citar nomes que poderiam compor a autoridade monetária, mas garantiu que a instituição terá autonomia operacional, caso seja eleito presidente. Segundo ele, o fundamental é que o BC tenha independência operacional. “Se haverá ou não lei sobre isso é secundário”, afirmou.

Ele disse também que vai promover uma política fiscal transparente e classificou a do atual governo como “uma peça de ficção”. Segundo ele, é preciso dar transparência à equipe econômica. “Não sei quais bombas relógios o governo deixou armadas”, disse, evitando falar qual seria sua meta para o superávit primário. Aécio afirmou que é importante deixar um superávit, mas seria precipitação dizer o montante. “Grande parte da perda de credibilidade vem da pouca transparência dos dados oficiais.”

O presidenciável tucano voltou a dizer que a Petrobras e a Eletrobras estão frequentando hoje as páginas policiais da imprensa, em vez das páginas de economia, e defendeu a necessidade de repensar a matriz energética brasileira, dando prioridade a fontes de energias alternativas, como a eólica e a biomassa.

28 Aug 08:45

Com Franklin Martins no “Muda Mais”, Dilma não precisa de inimigos!

by giinternet

Por Naiara Infante Bertão e Gabriel Castro, na VEJA.com:
O site Muda Mais, mantido pelo PT e criado para divulgar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, publicou um texto na noite de terça-feira com potencial de fazer tremer bancos, investidores, empresas e o próprio eleitor. O texto evidencia o que pensam as facções ideológicas mais perigosas do partido — e que, se afagadas, podem colocar em risco a estabilidade econômica numa hipótese de reeleição da presidente. Intitulado “Tem candidato que defende a autonomia do Banco Central: saiba por que isso é ruim para a sua vida”, o texto foi publicado justamente quando o tema da autonomia da autoridade monetária era colocado em discussão no debate entre os candidatos à Presidência, transmitido pela Band.

Propondo-se a explicar como isso interfere no cotidiano do brasileiro, o material discorre sobre o que é o BC e como ele atua na condução da política monetária. “A autonomia do Banco Central é uma medida fundamentalmente neoliberal. Os adeptos dessa teoria acreditam que o salário e o emprego se mantêm estáveis pela autorregulação do mercado, portanto é desnecessária (e eles acreditam ser prejudicial) a interferência do estado nas questões econômicas”, diz o texto.

O tema foi trazido à discussão eleitoral justamente porque, ao longo do governo Dilma, as decisões técnicas do BC sofreram interferência do Palácio do Planalto, com a presidente traçando meta de redução da taxa básica de juros num momento em que a inflação apresentava trajetória crescente. Em 2012, Dilma chegou a afirmar que a Selic seria reduzida a 9% até o fim daquele ano — o que, de fato, se concretizou sem que as condições macroeconômicas permitissem tal afrouxamento. A Selic caiu mais do que o previsto, a 7,25%. Mesmo diante da suspeita de ingerência, que causou danos à imagem do BC que ainda não foram reparados, o governo jamais reconheceu sua atuação junto ao presidente da autoridade, o economista Alexandre Tombini.

O texto, apesar de não ser de autoria do governo, pertence ao site mantido pelo partido justamente para comunicar aos jovens a opinião defendida por suas lideranças. “Pedir um BC autônomo hoje só acontece porque ele deixou de ser nos últimos anos. Havia o desejo expresso da presidente em derrubar a Selic a qualquer custo, sendo esse custo a inflação”, afirma Sérgio Vale, economista da MB Associados.

Independência
Apesar de os diretores do BC serem nomeados pelo governo, sua atuação deve ser independente e essencialmente técnica — por essa razão, o quadro não é composto de nomes ligados a partidos políticos. Há casos em que tal autonomia é garantida por lei, como ocorre na Grã-Bretanha, por exemplo — e esse é o projeto defendido pela candidata Marina Silva, do PSB. O tucano Aécio Neves também afirmou não descartar tal alternativa. Segundo o economista Otto Nogami, professor do Insper, a necessidade de se ter um BC independente, seja por lei ou por decisão do próprio governo, se deve ao fato de as políticas monetária e fiscal serem conflitantes. “Enquanto um defende gastos públicos para o crescimento da economia, o outro deve ter ação restritiva, pois os gastos públicos podem ser inflacionários. Daí a necessidade da independência do BC. Caso contrário, há conflito de interesses”, diz Nogami.

Já o PT pensa diferente. Diz o texto: “Dar autonomia completa ao Banco Central significa que o governo vai abrir mão de parte importante da gerência do país. O presidente do BC, que não será mais escolhido por uma figura que representa o povo, terá poder absoluto sobre as taxas de juros, crédito e valor da moeda”. A frase mostra um completo desconhecimento sobre a figura dos banqueiros centrais. Os técnicos escolhidos para gerir a autoridade não representam o povo. Por isso, não são políticos. Em teoria, são simplesmente profissionais de carreira capacitados para exercer a função, como ocorre nas demais democracias do mundo.

Inflação
Mais grave que a visão distorcida sobre a atuação do BC está a percepção sobre a inflação. Segundo o texto, “neoliberais defendem que o controle da inflação a níveis que atendam exigências dos mercados é a única prioridade, não importando os estragos no meio do caminho”. A inflação tem sido uma das maiores derrotas do governo Dilma, que, mesmo administrando preços como o da gasolina e o de energia, não consegue trazê-la ao centro da meta, de 4,5% ao ano. Ao cortar os juros em 2012, sem que houvesse um cenário propício para tanto, o BC tornou ainda mais distante o cumprimento da meta.

Agora, mesmo com a recente alta dos juros (a Selic está em 11% ao ano), o IPCA continua no teto do limite determinado pelo BC, deteriorando o poder de compra da população. O uso de instrumentos de política monetária para controlar a inflação é visto pelo partido (e tal visão também é atribuída a Dilma, segundo o texto) como forma de defender “os interesses do mercado”, e não a estabilidade econômica — ferramenta tão necessária para proporcionar um ambiente de crescimento e geração de emprego. “O Poder Executivo deve delegar parte de seu poder ao BC como faz com as agências reguladoras. Não tem nada a ver com o neoliberalismo e sim com a forma como o regime democrático funciona. Há diferenças entre Estado e governo, e partido e Estado. A dificuldade de quem escreveu o texto é entender isso. Confunde o partido com o governo e com o Estado”, afirma o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

Procurados pelo site de VEJA, integrantes da campanha de Dilma disseram estar constrangidos pelas afirmações publicadas pelo site do partido. Situação semelhante ocorreu quando o Muda Mais publicou críticas pesadas ao comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O primeiro episódio levou o PT a desvincular o site da campanha presidencial. A página, que é comandada pelo ex-ministro Franklin Martins, passou a ser ligada diretamente ao partido. Franklin entrou em confronto direto com a equipe mais próxima a Dilma porque aposta no conflito com adversários e em críticas ácidas. Com uma atuação presente nas redes sociais, o Muda Mais atua como uma espécie de porta-voz da campanha para um público mais jovem.

Oficialmente, a equipe de campanha disse ao site de VEJA que a página do Muda Mais não expressa a opinião da campanha e que Dilma não é contra a independência do Banco Central.

28 Aug 09:04

PT: É difícil renunciar subitamente a um grande ódio

by giinternet

Nada muda na campanha do PT com a ascensão de Marina Silva. É difícil acreditar que assim seja, mas isso é, ao menos, o que diz Rui Falcão, presidente do partido. Na noite desta quarta-feira, Dilma Rousseff reuniu no Palácio da Alvorada o comando político de sua campanha e os respectivos presidentes das nove legendas que a apoiam. Falcão falou com a imprensa ao término do encontro, que durou uma hora e meia, e afirmou que tudo ficará como está. Segundo disse, o grupo avaliou que Dilma foi a que teve o melhor desempenho no debate da Band. Não ficou claro se Falcão tentava enganar os jornalistas, enganar a si mesmo ou enganar os seus pares.

Escreveu o poeta latino Catulo, numa de suas infindáveis crises amorosas com a sua Clódia, que vivia a lhe pôr chifres: “Difficile est longum subito deponere amorem”. É difícil renunciar subitamente a um grande amor. E mais difícil ainda é renunciar a um grande ódio — mesmo que seja um ódio sem sentido, que serve apenas ao propósito político. Clódia e Catulo se amavam, mas ela, possivelmente, o traía. Quem odeia não sabe trair: jamais abandona o objeto de seu culto às avessas.

Por que digo isso? O PT combate o PSDB desde 1988, quando este partido foi criado. De maneira sistemática, metódica, incansável, obsessiva, desde 1995, quando FHC chegou à Presidência da República. Fez-lhe oposição ferrenha durante oito anos e depois passou outros 12, no poder, a demonizá-lo. O partido não tem repertório para enfrentar um adversário como Marina. Não que ela represente algo de novo. Essa é uma das tolices mais influentes que andam por aí. Em certa medida, nada representa mais a velha política do que Marina Silva, aquela que pretende falar acima e além dos partidos. Ocorre que, reitero, o PT não se preparou para isso. E, vejam vocês, segundo as pesquisas, quem hoje vence Dilma no segundo turno, e com folga, é… Marina.

O ódio que o PT sempre devotou a seu adversário preferencial, o PSDB, em certa medida, se voltou contra o próprio partido. Os petistas passaram a ser tucano-dependentes. Não têm outro repertório que não a tal luta do “nós contra eles”, do “povo contra as elites”… Vem Marina e os carimba a todos como políticos tradicionais.

Depois de 12 anos de poder, o partido de Lula viu-se tentado a aderir à estética obreirista, do “construí e aconteci”, que só tem passado, não futuro, da qual Marina passou a fazer pouco caso, com sucesso até agora. Disse Rui Falcão, no entanto: “Nós vamos continuar mostrando o que fizemos e apontando as propostas de continuidade das mudanças. Toda vez que houver oportunidade de expor tudo o que nós fizemos e tudo o que vamos fazer, isso é favorável para nós”.

Então tá. Destaco que essa política e essa estética são desdobramentos daquela velha demonização do seu adversário preferencial: afinal, “nós fizemos mais do que eles”. Marina chega e diz: “Isso tudo é propaganda; não é o país de verdade”. E os petistas, até agora, estão sem resposta.

Por quê? Porque é difícil renunciar subitamente a um grande ódio. Se o que Falcão disse a jornalistas reproduzir a qualidade daquela hora e meia de debate, Dilma pode começar a fazer as malas para mudar de endereço.

28 Aug 03:16

Allah_Islam: Say Goodbye to Europe and Civilization

by Fabian Pascal

If you want to understand Europe's fatal blind spot for sheer evil, from Wikipedia:
Allah Islam, also known as Islam in Europe, is a documentary series about the rise of Islam by Israeli film makers Zvi Yehezkeli and David Deri. The 4-part series was first broadcast by Israel's Channel 10 in September, 2012,and looks at the effect of the rise of the Islam religion in Europe, and the growth in numbers of Muslim migrants. The filmmakers go into Muslim immigrant neighborhoods in European nations to investigate the conditions and culture. The film documents a rise in jihadism and antisemitism.
Some more evidence:
Not a very good deal, Muslims for Jews, was it? But the consequences are well deserved.


28 Aug 01:33

TCU, Graça Foster e a política nos tribunais

by giinternet

O TCU já formou uma maioria contra o bloqueio dos bens de Graça Foster, presidente da Petrobras. O processo diz respeito às irregularidades apontadas pelo tribunal na operação que resultou na compra da refinaria de Pasadena. Olhem aqui: nem vou entrar, de novo, no mérito da aquisição. O que soa escandaloso é que seja empregado com Graça um critério distinto daquele que valeu para os demais diretores. Para ser claro e preciso: os ministros José Jorge, o relator, e Augusto Sherman defenderam para ela a mesma medida aplicada a 11 outros diretores. Aos dois votos, no entanto, seguiram-se outros cinco contra a indisponibilidade de bens. Quem deu início à divergência foi Walton Alencar Rodrigues. E o fez com tal entusiasmo que chegou a dizer que, em lugar de Graça, teria atuado do mesmo modo. 

Vamos ver. O que segue agora é uma espécie de crônica de costumes – ou de maus costumes de Brasília. Há muito tempo já, o petismo faz, como direi?, malabarismos de natureza política às portas dos tribunais superiores e do TCU. A pressão, desta feita, foi fortíssima. Não custa lembrar: se o tribunal tivesse tornado indisponíveis os bens de Graça Foster, ela teria de deixar a Presidência da Petrobras. 

Em Brasília, muita gente se conhece, né? Walton é marido de Isabel Gallotti, ministra do Superior Tribunal de Justiça. Aqui vai uma informação – não se trata da denúncia de um crime, mas da revelação de um hábito. Em 2008, Lula queria nomear um negro para o STJ. O desembargador federal Benedito Gonçalves estava na lista, mas Isabel, mulher de Walton, também queria a vaga. O então presidente deixou claro que havia chegado a vez de Benedito, mas que Isabel seria a próxima. E assim se fez. Em 2010, a mulher de Walton tomou posse no STJ. O interlocutor de Lula nessas conversas era o então presidente do tribunal, Cesar Asfor Rocha, a quem o petista acenava com uma vaga no Supremo, promessa nunca cumprida. Sigamos. 

Em abril deste ano, Douglas Alencar Rodrigues, irmão de Walton e cunhado de Isabel, que era ministro do TRT do DF, tomou posse como ministro do TST. Alguém, a esta altura, pode se perguntar: “Mas o que isso quer dizer, Reinaldo?”. Eu acho que isso quer dizer que as coisas não poderiam ser feitas dessa maneira. Como as duas nomeações dependeram da vontade do Executivo, acredito que o ministro Walton faria melhor se tivesse se declarado impedido no caso de Graça. Seria mais prudente para a democracia do que seu entusiasmado voto contrário à indisponibilidade de bens.

Reitero: não estou contestando o currículo de ninguém. Até parto do princípio de que a mulher e o irmão de Walton têm méritos para ocupar o cargo que ocupam, mas é preciso indagar, então, se os canais não estão se misturando, não é mesmo? Ademais, não é segredo para ninguém que Lula, pessoalmente, se mobilizou para interferir no julgamento do TCU. Convocou para uma reunião em São Paulo, e foi atendido, José Múcio, que foi seu ministro das Relações Institucionais. Mais: há muito se acena para ministros do TCU com uma vaga no Supremo. O próprio Walton é um pré-candidato. O outro é Benjamin Zymler.  

É dispensável dizer que tribunais superiores não deveriam ser submetidos a esse tipo de especulação. É dispensável dizer que o TCU, que é um órgão de assessoramento do Congresso, deveria se manter longe do mercado político. Mas assim são as coisas. O leitor tem o direito de saber para formar seu próprio juízo.

 

28 Aug 00:27

Marina no “Jornal Nacional”: não explicou os crimes óbvios que envolvem o avião e disse uma besteira estupefaciente sobre transgênicos… Ah, sim: Como se enrolou, tentou criticar a imprensa…

by giinternet

Marina Silva acaba de conceder a sua entrevista ao Jornal Nacional. Quem presta atenção ao sentido das palavras percebeu o tamanho do desastre. Os entrevistadores quiseram saber o óbvio: como se justifica o discurso da “nova política” quando a rede de empresas fantasmas e laranjas que envolve o avião em que viajavam Eduardo Campos e ela própria é a evidência escancarada da velha política? A candidata, é claro, não conseguiu achar uma resposta porque resposta não há. 

Em nenhum momento, revejam a entrevista depois no site do Jornal Nacional, ela admitiu que crimes óbvios foram cometidos. Mais do que isso: tentou desqualificar, ainda que com aquele seu jeitinho simples, de apelo telúrico, o trabalho da imprensa. Segundo disse, a verdade não virá das reportagens, mas da investigação da Polícia Federal. Como assim? Imprensa, de fato, não é a última instância na apuração de crimes. Nesse caso, no entanto, ela já chegou mais longe do que a polícia. As empresas fantasmas e seus laranjas vieram à luz. Como explicar? Pior ainda: com um discurso oblíquo, Marina sugeriu que a apuração da verdade pode ser um desrespeito à memória de Eduardo Campos.

Até aí, Marina estava na fase da enrolação, mas ainda não havia atingido o patético. William Bonner lembrou que ela e seu  vice, Beto Albuquerque, divergiram sobre algumas questões essenciais, como as culturas transgênicas e a pesquisa com células tronco embrionárias. Como posições inconciliáveis se juntam numa chapa? Isso é “nova política”? Marina, então, se saiu com a cascata de que o jornalista se fixava apenas nas divergências, não nas convergências… É mesmo?

A contradição óbvia estava no ar. Então, quando os adversários da candidata fazem composições entre divergentes, estamos diante da evidência da “velha política”; quando é ela própria a fazê-lo, aí se tem a prova da “nova política”? O que Marina respondeu? Que os jornalistas estavam equivocados. Por que estavam? Ela não disse. Nem tinha o que dizer.

Patrícia Poeta lembrou que, em 2010, Marina ficou em terceiro lugar na eleição em seu Estado, o Acre, que a conhece bem. Mais uma vez, a candidata tentou acusar a ignorância dos jornalistas: “Talvez você não conheça direito a minha trajetória…” Ora, quem não sabe? A agora candidata do PSB saiu-se com uma frase feita: “Ninguém é profeta em sua própria terra…” Ah, entendi: ela é profeta no resto do Brasil, menos no Acre. Listou os interesses que teve de contrariar e coisa e tal. Chegou a sugerir que enfrentou a máquina do governo do Acre. Aí estamos no terreno da piada. Ela participa, por meio de aliados, do governo do Estado desde 1999. É parceira dos Irmãos Viana. Seu marido era secretário de estado até a semana passada.

Na mensagem final, Marina pediu votos e disse que não é do tipo de política que faz a luta do poder pelo poder… Certo! Isso é para os outros. A entrevista terminou, e ficou claro que a tal “nova política” só é explicável com o auxílio da velha enrolação.

Transgênicos
Quem não conhece o assunto não se deu conta do tamanho de uma das besteiras que disse. Afirmou que nunca foi contra os transgênicos (o que é falso, mas vá lá), mas que defendia que houvesse áreas livres dessa modalidade de cultura, numa coexistência entre os dois modelos. Felizmente, perdeu a batalha.

Qual é o objetivo dos transgênicos? Aumentar a produção com sementes que já são imunes a determinadas pragas. Ora, imaginem o que aconteceria se, em certas áreas, os transgênicos fossem proibidos e, em outras, permitidos. O resultado óbvio: as terras sujeitas a veto teriam de receber doses cavalares de agrotóxico. Mais: ainda que a proibição atingisse apenas uma parte das terras férteis, é claro que o Brasil não exibiria o robusto desempenho que exibe na agricultura.

Mas eis Marina. Ela se tornou especialista em assuntos sobre os quais ninguém – nem ela própria – entende nada.

Em tempos normais, a entrevista poderia ser devastadora pra ela. Nestes dias… Estamos voando no escuro. A gente sabe em que isso costuma resultar.

Texto publicado originalmente às 21h47 desta quarta

 

27 Aug 20:36

Aécio: “Brasil já pagou muito caro pela inexperiência dos que estão hoje no poder”

by giinternet

Por Bruna Fasano, na VEJA.com:
No dia seguinte à pesquisa Ibope que apontou Marina Silva (PSB) com 29% das intenções de voto na corrida pelo Planalto, o tucano Aécio Neves endureceu o tom contra a ex-senadora. “O Brasil não é um país para amadores”, afirmou nesta quarta-feira, em referência à adversária. Em evento que marcou o lançamento de uma plataforma para jovens voluntários no comitê estadual do PSDB, Aécio procurou salientar a inexperiência de Marina e classificou as propostas tucanas como “mais consistentes”. “O Brasil pagou muito caro pela inexperiência daqueles que hoje estão no poder. E eu acredito que não vai querer correr novos riscos. Nós somos a mudança segura, responsável e com os melhores quadros”, disse o tucano, alvo da artilharia da candidata do PSB no primeiro debate entre presidenciáveis na TV. “O Brasil não é um país para amadores”, completou.

O tucano ainda afirmou que a proposta do partido “não é improvisada, é consistente”, em contraponto aos planos apresentados pela candidata do PSB. Acompanhado pelo candidato a vice, o senador Aloysio Nunes Ferreira, Aécio cobrou empenho dos voluntários. Já Aloysio reforçou que a corrida eleitoral é “extremamente competitiva” e com “três candidatos que poderão e deverão dividir a atenção do eleitorado” na reta final. O vice de Aécio afirmou ainda que a presidente-candidata Dilma Rousseff vive em um “universo paralelo, acha que está tudo muito bem”.

Contra Marina, Aloysio disparou: “Temos uma pessoa que não sabemos se é governo ou se é oposição. Alguém que se apresenta como quem foi ungida pela providência para, de repente, instituir a nova política”, afirmou Aloysio. “Mas, não há nova política contraposta à velha política. O que há é a boa política contraposta à má política. E a boa política é a política de propostas”, completou o vice de Aécio. O presidenciável, no entanto, minimizou o impacto da pesquisa eleitoral desta terça – em que aparece com 19% das intenções de voto, fora de um eventual segundo turno – e afirmou que “pesquisas importantes são aquelas que serão feitas no dia da eleição”.

Avião
Questionado pelo site de VEJA se pretende cobrar de Marina explicações sobre o uso do jato que até agora não consta das prestações de conta da campanha socialista, Aécio afirmou: “Essa é uma questão que não cabe a mim fazer. Espero que o partido saiba dar as informações”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a aeronave que caiu no último dia 13, matando o então candidato Eduardo Campos, não poderia ser utilizada na campanha por estar em nome da AF Andrade, de usineiros de Ribeirão Preto (SP). A legislação só permitiria que o jato fosse usado na campanha como doação se a AF Andrade atuasse no ramo de táxis aéreos. Além de Campos, Marina também utilizou o avião em atividades de campanha. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal.

27 Aug 19:08

Uma rede de empresas fantasmas e laranjas… Naquele avião, não estava o voo do novo

by giinternet

Se o Brasil fosse um ente, com um centro organizador do pensamento, seria o caso de lhe propor um desafio: escolher, afinal de contas, que democracia pretende ter — desde, é claro, que fizesse uma escolha prévia: decidir se pretende ou não continuar na trilha democrática.

Leio que Marina Silva deixou para revelar, na entrevista de hoje ao Jornal Nacional, a sua explicação para o grave imbróglio do avião sem dono que serviu à campanha do PSB. Ele não transportou apenas Eduardo Campos. A própria Marina foi sua usuária. O aparelho era apenas a parte voadora de uma estrutura de campanha que continua a servir a agora candidata titular.

Reportagem levada ao ar, nesta terça, pelo Jornal Nacional, evidencia a existência de um esquema obviamente criminoso envolvendo o avião. E não estamos falando apenas de crimes eleitorais. Também os há de outra ordem. Resta evidente que há uma rede de empresas fantasmas para disfarçar a origem do dinheiro — vindo de onde? Pessoas foram usadas como laranjas na operação, algumas delas, é bem possível, sem que nem mesmo soubessem.

Vamos repetir, no caso no avião, o mesmo paradigma empregado no caso do mensalão? Vamos considerar que aquela que acabou sendo a beneficiária principal de um esquema criminoso não tem de responder nem politicamente por ele? Não estou aqui a inferir que Marina soubesse, necessariamente, das tramoias e das lambanças. A questão principal, no que lhe diz respeito, é de natureza política, não penal.

No debate desta terça-feira, na Band, a candidata insistiu na tecla da “nova política”. Mais de uma vez, pregou a necessidade de o país se livrar do que considera “polarização” entre PT e PSDB, mesmo reconhecendo o que considera heranças positivas dos dois partidos. Deu a entender que, com ela, a coisa é diferente.

Vamos aguardar, então, as suas justificativas logo mais. Qualquer coisa que não seja a admissão de um crime eleitoral escancarado, óbvio, indisfarçável, será apenas expressão de uma farsa.

Ocorre que, numa sociedade democrática, existem leis, que devem ser cumpridas. Se crime houve — e houve —, Marina é também beneficiária de seus efeitos. A sua candidatura deriva daquela estrutura; aliás, ela só é candidata porque aquele avião se tornou uma espécie de protagonista de uma narrativa, não é mesmo?

Por muito menos, vereadores, prefeitos e deputados tiveram cassados seus mandatos. Não é verdade, então, que Eduardo Campos e Marina estivessem a tecer a rede de uma nova política. Ao contrário: nada mais velho do que tudo o que se sabe sobre o avião e sua, esta sim, rede de empresas fantasmas e laranjas.

Estou curioso para saber que resposta dará Marina 14 dias depois do acidente. Que os brasileiros ouçam a sua explicação. E que decidam se estamos, mesmo, diante do novo ou se, de novo, o velho lobo se finge de cordeiro.

Naquele avião, está claro, não estava o voo do novo.

27 Aug 18:36

Diogo Mainardi, Marina e eu

by giinternet

A Folha desta quarta traz um artigo do meu querido amigo Diogo Mainardi intitulado “Sou Marina (até a posse)”. Lê-se, por exemplo:
“(…)
O voto nulo é sempre o melhor –o menos vexaminoso, o menos degradante. Isso não quer dizer que não me interesse pelas eleições. Ao contrário: acompanho fanaticamente todas as campanhas e, no tempo ocioso, que corresponde a mais ou menos quatro quintos de meu dia, pondero sobre a fanfarronice daquela gente pitoresca que pede nosso voto. Além de ponderar sobre a fanfarronice daquela gente pitoresca que pede nosso voto, sou um especialista em torcer contra.

Torci contra Fernando Henrique Cardoso em 1998. Torci contra Lula em 2002. Torci contra Lula –e torci muito– em 2006. Torci contra Dilma em 2010. Agora estou torcendo novamente contra ela. Como se nota, além de ser um especialista em torcer contra, sou também um especialista em derrotas eleitorais. E quem se importa? Com tanto tempo ocioso, aprendi a esperar.

A candidatura de Marina Silva, para quem só sabe torcer contra, como eu, é muito animadora. Depois de 12 anos, há uma perspectiva real de derrotar o PT. E há uma perspectiva real de derrotar o PSDB, sem o qual o PT tende a desaparecer, pois perde seu adversário amestrado.
(…)”

Neste blog, escrevi um post com o seguinte título: “Por que jamais votaria em Marina Silva — nem que ela viesse a disputar o segundo turno com Dilma. Ou: Voo cego de um avião sem dono”. Escrevi:
“Não caio nessa [votar em Marina], sob pretexto nenhum — nem mesmo ‘para tirar o PT de lá’. Na democracia, voto útil é voto inútil. Se Deus me submetesse à provação — espero que não aconteça — de ter de escolher entre Dilma e Marina, escolheria gloriosamente “nenhuma”! Se a turma do coquetel Molotov estava sem candidata e agora encontrou a sua, eu, que sou um partidário da democracia representativa e das instituições democráticas, deixarei claro, nessa hipótese, que estarei sem candidato no segundo turno. Mas torço e até rezo para que o Brasil seja poupado.”

É uma divergência? Claro que sim! É apenas uma delas! Temos, Diogo e eu, muitas outras. Felizmente! Aliás, temos, ele e eu, amigos; não pertencemos a quadrilhas ideológicas, eventualmente unidas pelo amor aos anúncios de estatais, como se tornou moda no governo petista. Aliás, Diogo também integra, a exemplo deste escriba, o grupo das “nove cabeças” que o sr. Alberto Cantalice, chefão do PT, gostaria de cortar.

Só escrevi aquele post anunciando que jamais votaria em Marina porque reconheço, é evidente, os motivos por que muita gente que respeito e admiro faria e fará o contrário.

Para encerrar: ontem, confesso, comecei a assistir ao debate movido por um espírito que me acompanha sempre. Eu me preparei para ser convencido do contrário. Assim que Marina decidiu reconhecer as contribuições do PSDB e do PT ao Brasil e pregou, em seguida, a necessidade de a gente se livrar do PSDB e do PT, conclui que ela não junta lé com lé, cré com cré. E não junta daquela sua maneira caudalosa, envolta naqueles panos, que insinuam uma alma sublime. Pra mim, não dá.

Quanto ao mais, imaginem se Diogo seria menos querido por causa de Marina Silva, PSB, eleições… O que lastimo, isto sim, repetindo Paulo Francis na orelha que fez para o livro de Mário Faustino, é o fato de a gente acabar se metendo nessas vulgaridades…

27 Aug 14:05

Chromium 37 Launches With Major Security Fixes, 64-bit Windows Support

by Unknown Lamer
An anonymous reader writes Google has released Chrome/Chromium version 37 for Windows, Mac, and Linux. Among the changes are better-looking fonts on Windows and a revamped password manager. There are 50 security fixes, including several to patch a sandbox escaping vulnerability. The release also brings stable 64-bit Windows support which ...offers many benefits for speed, stability and security. Our measurements have shown that the native 64-bit version of Chrome has improved speed on many of our graphics and media benchmarks. For example, the VP9 codec that’s used in High Definition YouTube videos shows a 15% improvement in decoding performance. Stability measurements from people opted into our Canary, Dev and Beta 64-bit channels confirm that 64-bit rendering engines are almost twice as stable as 32-bit engines when handling typical web content. Finally, on 64-bit, our defense in depth security mitigations such as Partition Alloc are able to far more effectively defend against vulnerabilities that rely on controlling the memory layout of objects. The full changelog.

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27 Aug 12:36

The Nuts and Bolts of Sermon Preparation: Selecting a Text

by Benjamin Palmer

20130628_170159_Richtone(HDR)Now that we’ve laid out the convictions that ought to be settled long before men every begin to preach, we’re going to turn to the nuts and bolts of sermon prep. To do so, we need to look at the question that will vex, challenge and haunt every preacher: “What will I preach on?”

A lot of preachers answer this question by reaching on what I would call “popular” topics. They preach on social issues, politics, culture and so forth. These sort of sermons have become the rule in North America; they explore a theme rather than a biblical passage. There are several reasons for this:

  1. It makes preaching appear more interesting and important in an age that has mostly lost interest in the pulpit.
  2. It makes the sermon sound different from what happens in the “Bible class” that occurs prior to the start of public worship.

Before long, when we look at the act of preaching the sermon, I’ll have a good bit to say about #2, but for now, I have to move on.

Too often this sort of “pop” topical preaching reduces the sermon text to a peg on which the preacher gets to hang his line of thought, and the shape and thrust of the message reflect his notion of what is good for the people rather than letting the text determine what’s good for the people. This leads to a scenario where it seems that the preacher is now speaking for the Bible and not letting the Bible speak for itself through the preacher’s own words.

There is a way to preach topically that is more theological than it is “pop” preaching, and God willing, we’ll look at that in the next week. However, let me say in passing at this point that for the faithful preacher, topical sermons won’t be his primary diet. For the faithful minister, the question is more narrow that “What will I preach on?” For him the proper question is, “What portion of Scripture will I preach on?”

Lurking behind this are three questions (one of which I have no intention of answering, as the answer ought to be apparent). These three questions are:

  1. Why choose a text at all?
  2. What is a text?
  3. How do I choose a text?

I have no intention of answering the first question at this point, so let’s jump right into the second one: what is a text?

Put simply, a text is just a portion of Scripture. That only raises another question, however, “How big (or small) does that portion have to be in order to be considered a ‘text’?”

The size can differ a good bit; in one of Paul’s letters it could be as small as a single phrase, or as large as an entire paragraph. In one of the Gospels, or in the Old Testament historical books, it may be several paragraphs. The book you’re preaching from has its own internal logic, and that will be a large factor in determining the size of the portion you preach from.

There is a danger in preaching from a portion that’s too small. I have read sermons by C.H. Spurgeon where his text is just one or two words, and (no disrespect to the Prince of Preachers) his outline doesn’t seem to flow naturally from the text. In other words, when I look at the text the sermon is derived from, I don’t understand how he got that sermon from that text.

My own habit is to preach from a larger portion rather than a smaller one; I have found that it is far too easy to engage in eisegesis rather than exegesis when dealing with a text that’s too short. For that reason, I tend to preach from a paragraph’s worth of text when I’m in the Epistles. Only once have I preached out of a single verse, and that was because the depth of the verse could bear the weight of an entire sermon.

If you are considering preaching from a text that is just a single phrase or verse, your listeners should be able to see clearly that this particular phrase or verse contains a cardinal truth of redemption: original sin, regeneration, the deity of Christ, sanctification, etc. Put simply, that single phrase or verse needs to so clearly propound that one great redemptive truth that no one can ask after the sermon has been preached, “How did he get that from that verse?”

A good example of the sort of text that would bear this sort of preaching is Ezekiel 18:20: “The soul who sins shall die.” These sort of texts should never be preached a-contextually! A good sermon on this text would show how it connects to Ezekiel’s previous line of reasoning, and also how it relates to what other parts of Scripture teach about sin and death.

So, now we’ve selected our text, and it’s not too long or too small. What next?


27 Aug 09:23

Incompreensível! O avião do PSB e seus fantasmas ficaram fora do debate. Ou: Aécio foi o melhor; Marina chuta canelas e grita “falta!”

by giinternet

A Rede Bandeirantes realizou ontem o primeiro debate entre os presidenciáveis. Por pouco, os maiores derrotados não são os telespectadores — muitos, creio, acabaram vencidos pelo sono. Três horas é tempo demais. Sei que a obrigação de chamar nanicos para o embate dificulta tudo. Mas que é pedreira, lá isso é. Não é fácil ter de ouvir Luciana Genro, do PSOL, a falar mais besteiras do que Levy Fidelix… O debate teve uma falha coletiva escandalosa, que beneficiou uma das candidatas. Já chego lá.

Um mínimo de honestidade intelectual, acho eu, obriga o crítico atento a considerar que o desempenho do tucano Aécio Neves, entre os três candidatos que contam, foi muito superior ao das adversárias. Respondeu ao que lhe foi perguntado, fez críticas, alinhavou propostas e aproveitou a oportunidade para anunciar o que já se dava como certo, mas sem chancela até a noite desta terça: se ele for eleito presidente, Armínio Fraga vai conduzir a economia. Antes assim. Quem estava em busca de conteúdo, basta rever o programa, encontrou um candidato do PSDB afiado.

Dilma também procurou responder às perguntas, justiça se lhe faça. O problema é que estava notavelmente atrapalhada, tropeçando na sintaxe e na fluência. Era visível sua tensão. Nessas horas, vimos isso já nos primeiros debates de 2010, suas frases se perdem em anacolutos, o ritmo da fala fica quebrado, e a gente tem dificuldade de acompanhar a linha de raciocínio.

Quem estava em busca de pose pôde se satisfazer com Marina Silva, do PSB, que estava especialmente agressiva, inclusive na aparência. Aquele ser doce e angelical do horário eleitoral, que fala sorrindo, com a vozinha quase sussurrante, beirando o meloso, não foi ao debate. Em seu lugar, compareceu uma senhora de cenho fechado, sobrancelhas arqueadas, óculos de leitura postos no meio do nariz, a olhar por cima, de modo arrogante. Quando lhe dirigiam uma pergunta, seu semblante reagia como se lhe tivessem dirigido uma ofensa. Nos dois últimos blocos, suponho que por sugestão de assessores, tirou os óculos e passou a sorrir. Não tivesse enveredado pela política, não faria feio como atriz.

Faço aqui um anúncio: quem conseguir achar uma proposta de Marina — uma só que seja — ganha um prêmio. Ela aproveitou seus momentos de fala para investir em paradoxos tão ao gosto dos que a incensam: ora demonstrava o seu lado inclusivo e reconhecia os benefícios que tanto o PSDB como o PT haviam proporcionado ao Brasil, ora tratava os dois partidos como expressões da velha política; ora dizia que queria governar com todos, ora sugeria que ninguém serve a seus propósitos — a menos, claro!, que passem por uma espécie de conversão. A líder da Rede foi notavelmente agressiva com Aécio e Dilma, mas chegou a lastimar, em entrevista posterior ao debate, o confronto entre os candidatos do PSDB e do PT. Ou por outra: chutava a canela e gritava: “Falta!”.

Incompreensível
Um dado me parece incompreensível. Para que serve um debate? Entre outras coisas, para que candidatos expliquem eventuais incongruências entre teoria e prática. Acho estupefaciente que nem os adversários de Marina nem os jornalistas tenham tratado do que, a esta altura, pode e deve ser visto como um escândalo: o avião do PSB que voada no caixa dois. Marina foi usuária da aeronave, é a herdeira da candidatura do partido, pertence legalmente à legenda e está obrigada a dar explicações, sim.

Pois bem! Nesta terça, o partido emitiu uma nota oficial em que nada explica. Na prática, admite a existência do caixa dois. Mais de uma hora antes do início do debate, o Jornal Nacional levara ao ar uma reportagem da maior gravidade (ver post): uma rede de empresas fantasmas, com seus respectivos laranjas, está envolvida na compra do avião. Isso quer dizer que não se está mais falando apenas de crime eleitoral.

O assunto, por incrível que pareça, ficou fora da conversa, enquanto Marina dava aula de educação moral e cívica para seus adversários e se colocava acima do bem e do mal, como representante da nova política. Talvez os jornalistas tenham deixado o caso para os candidatos. Pode ser que os candidatos tenham deixado o caso para os jornalistas. Quem acabou se dando bem foi Marina Silva, que não teve de lidar com seus fantasmas e ainda apontou o dedo acusador contra os adversários.

Assim, convenham, fica fácil.

 

27 Aug 02:04

A verdade sobre os Médicos Cubanos

by noreply@blogger.com (Rodney Eloy)

Cuba é uma “coisa” de Fidel. Ele é seu dono, à maneira de um proprietário de terras do século XIX. Como se tivesse transformado e aumentado a hacienda de seu pai para fazer de Cuba uma única hacienda de 11 milhões de pessoas. Ele dispõe da mão de obra nacional do jeito que quer. Quando a universidade de medicina forma médicos, por exemplo, não é para que eles exerçam livremente a profissão. É para que se tornem “missionários” enviados às favelas da África, da Venezuela ou do Brasil, conforme a política internacionalista concebida, decidida e imposta pelo chefe de Estado. Ora, em missão no estrangeiro, esses bons samaritanos tocam apenas numa pequena fração do salário que o país que os acolhe deveria lhes pagar, pois sua parte mais importante é transferida para o governo cubano, que age na qualidade de prestador de serviços. Do mesmo modo, os hotéis estrangeiros, franceses, espanhóis ou italianos que contratam funcionários cubanos na ilha não pagam eles mesmos seus empregados, como acontece em qualquer sociedade livre: eles pagam os salários ao Estado cubano, que fatura essa mão de obra a um preço muito alto (e em moeda estrangeira) antes de repassar uma parte ínfima aos trabalhadores (em pesos cubanos, que não valem quase nada). Essa variante moderna da escravidão não deixa de lembrar o laço de dependência que existia nas plantations do século XIX, tendo em vista o senhor todo-poderoso. De resto, ela vai totalmente de encontro aos princípios da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estipula textualmente que “todo trabalhador tem o direito de receber um salário sem a intervenção de um mediador”.

Para isentar-se de todo controle, Fidel, que está acima das leis, criou há muito tempo — nos anos 1960 — a famosa reserva del comandante. Trata-se de uma conta particular constituída de fundos especiais retirados da atividade econômica nacional. Destinada ao uso exclusivo do comandante, ela escapa a qualquer inspeção. Fidel a utiliza de maneira discricionária. Quase sagrada, a reserva do comandante é intocable. É claro que Fidel diz que as necessidades da Revolução, ou seja, a ameaça de um ataque imperialista, impõem esse modo de gestão pouco ortodoxo. Na verdade, a reserva serve tanto aos interesses pessoais de Fidel Castro quanto à ação pública. Ela é o dinheiro vivo que lhe permite viver como um príncipe sem nunca pensar em seus gastos. E também é ela que o autoriza a se comportar como um grande senhor quando se desloca pela província, sobre “suas” terras, atravessando “sua” ilha. Fidel pode, de fato, tirar a qualquer momento dinheiro do próprio bolso para construir um centro de saúde, uma escola, uma estrada, ou fornecer carros a tal municipalidade (pois a reserva também compreende uma frota automotora) sem passar por um ministério ou uma administração. Basta que o benfeitor se vire para o seu assistente e lhe indique uma quantia para que este ou aquele projeto se torne realidade… e para que Fidel vire imediatamente um fazedor de milagres. Ou seja, um populista.

...

Trecho do livro "A Vida Secreta de Fidel: as revelações de seu guarda-costas pessoal", Juan Reinaldo Sánchez (Paralela)
Imagem: Internet

27 Aug 08:15

Uma rede de empresas fantasmas envolve o avião em que morreu Eduardo Campos. E o PSB não explica patavina!

by giinternet

Do Jornal Nacional:
O Jornal Nacional obteve, com exclusividade, documentos importantes da operação de compra e venda do jato Cessna, que era usado pelo candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos. O dinheiro que teria sido usado para pagar o avião em que morreu o candidato Eduardo Campos passa por escritórios em Brasília e São Paulo e por uma peixaria fantasma em uma favela do Recife. “Eu estou até desnorteado. Como é que eu tenho uma empresa sem eu saber?”, questiona um homem.

O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade aos extratos da conta AF Andrade – empresa que, para a Anac, é a dona da aeronave. Mas a AF Andrade afirma que já tinha repassado a aeronave para outro empresário, que emprestou para a campanha de Campos. Os extratos que já foram entregues à Polícia Federal mostram o recebimento de 16 transferências, de seis empresas ou pessoas diferentes. Num total de R$ 1.710.297,03. Nos extratos, aparecem os números do CPF das pessoas físicas ou do CNPJ, das empresas que transferiram dinheiro para a AF Andrade. Com esses números, foi possível chegar aos donos das contas.

A empresa que fez a menor das transferências, de R$ 12.500, foi a Geovane Pescados. No endereço que consta no registro da peixaria encontramos Geovane, não a peixaria. “Acha, que se eu tivesse uma empresa de pescado, eu vivia numa situação dessa?”, diz Geovane. Outra empresa, a RM Construções, fez 11 transferências, em duas datas diferentes. Cinco no dia 1º de julho e mais seis no dia 30 de julho, somando R$ 290 mil.

O endereço da RM é uma casa no bairro de Imbiribeira, em Recife. Mas a empresa de Carlos Roberto Macedo não funciona mais lá. “Tinha um escritório. Às vezes, guardava o material do outro”, conta ele. Tentamos falar por telefone com Carlos, mas ele pareceu não acreditar quando explicamos o motivo da minha ligação.

Repórter: Você andou depositando dinheiro para comprar um avião?
Carlos: Tem certeza disso?

Já um depósito de quase R$ 160 mil saiu da conta da Câmara & Vasconcelos, empresa que tem como endereço uma sala vazia em um prédio e uma casa abandonada. Os dois lugares em Nazaré da Mata, distante 60 quilômetros do Recife. A maior transferência feita para a AF Andrade foi de R$ 727 mil, no dia 15 de maio, pela Leite Imobiliária, de Eduardo Freire Bezerra Leite. E completam a lista de transferências João Carlos Pessoa de Mello Filho, com R$ 195 mil, e Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho, advogado com escritórios em Brasília, Recife e São Paulo, com uma transferência de R$ 325 mil.

Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho disse que realizou, em junho, uma transferência bancária de R$ 325 mil e que esse valor é referente a um empréstimo firmado com o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. O empresário João Carlos Lyra declarou que, para honrar compromissos com a empresa AF Andrade, fez vários empréstimos, com o objetivo de pagar parcelas atrasadas do financiamento do Cessna. A Leite Imobiliária confirmou que transferiu quase R$ 730 mil para a AF Andrade como um empréstimo a João Carlos Lyra.

Já o PSB declarou, nesta terça-feira (26), que o uso do avião foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira. E que o recibo eleitoral, com a contabilidade do uso do Cessna, seria emitido ao fim da campanha de Eduardo Campos. O PSB afirmou que o acidente, em que morreram assessores do candidato, criou dificuldades para o levantamento de todas informações.

27 Aug 07:12

Arruda cassado: aplaudimos a boa notícia ou lamentamos o casuísmo do TSE?

by giinternet

Ai, ai… Vamos lá. Uma votação a meu ver casuística, que conduz à insegurança jurídica, vai livrar o Distrito Federal de ter como governador José Roberto Arruda (PR) — sim, senhores! Aquele da violação do painel do Senado e dos pacotes de dinheiro. Por cinco votos a um — o presidente do tribunal, Dias Toffoli, não votou —, os ministros entenderam que Arruda está com seus direitos políticos suspensos pela Lei da Ficha Limpa. Tiveram esse entendimento os ministros Henrique Neves, Admar Gonzaga, Laurita Vaz, Otávio Noronha e Luiz Fux. Só Gilmar Mendes, com quem concordo, discordou. Por quê? Arruda foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa depois do registro de sua candidatura. O ministro argumentou, e me parece o correto, que é preciso estabelecer um marco temporal para definir a aplicação da lei, ou julgamentos podem ser apressados apenas para cassar candidatos.

E aí, leitor? Aplaudimos porque Arruda não vai ser governador — o que, obviamente, é bom — ou lamentamos o fato de que a decisão enseja insegurança jurídica, o que, obviamente, é ruim? Eu diria que é o caso de aplaudir e de lamentar ao mesmo tempo. Mas eu repudio o muro, sempre. Teria votado como Mendes porque acho que macular o fundamento legal é sempre pior. Sei que não é uma escolha fácil, mas a vida, às vezes, nos coloca diante desses dilemas.

Arruda está fora da disputa. A pior notícia que ele poderia receber chegou no dia em que o Ibope mostrou que sua vantagem havia aumentado. Segundo o instituto, se a eleição fosse hoje, teria 37% das intenções de voto — há um mês, eram 32%. O governador Agnelo Queiroz, do PT, oscilou de 17% para 16%, mesmo índice do senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, que tinha 15%.

O homem que teve agora invalidada a candidatura venceria seus oponentes no segundo turno: 45% a 23% contra Agnelo e 39% a 30% contra Rollemberg. Na verdade, o grande ativo eleitoral às avessas do Distrito Federal é mesmo o atual governador, do PT. É contra ele que vota a esmagadora maioria dos eleitores do DF. Vejam que coisa: o senador do PSB tem apenas 16% do primeiro turno, mas venceria o petista no segundo com o dobro dos votos: 44% a 22%. Algo a estranhar? Não! Dizem que não votariam em Agnelo de jeito nenhum 43% dos entrevistados; sua gestão é considerada ruim ou péssima por 48%, e nada menos de 65% reprovam seu modo de governar.

Os petistas também vão amargando uma derrota importante no Senado: Reguffe, do PDT, lidera com 29% das intenções de voto. Geraldo Magela, do PT, tem apenas 16%. Que ironia, não? O PT, que foi o principal beneficiário da desgraça que colheu o então governador José Roberto Arruda, em 2009, vê agora o seu próprio governador ter uma rejeição maior do que a daquele que saiu do palácio para a cadeia.

27 Aug 03:59

Marriage and Mating Rites

by Karen Swallow Prior

If marriage is a sacrament, then the way in which practices that lead to marriage function as liturgies deserves attention.

“Before ‘I Do’,” a new study published by the University of Virginia’s National Marriage Project, offers evidence of the ways certain common individual and cultural pre-marital practices can shape the experience and quality of a marriage. The research involved more than one thousand unmarried Americans between the ages of eighteen and thirty-four who were in a relationship when they entered the study between 2007 and 2008. Over the next five years, 418 of these individuals married, and data about these marriages were collected and analyzed. The research finds that past decisions and conduct in romantic relationships were linked to the odds that the marriages would be high quality. The study offers three major findings:

  • Those who have had more romantic, sexual or cohabiting partners before marriage are less likely to report a high-quality marriage than those with “less complex” romantic histories. For example, men and women who had slept only with their future spouse before marriage report higher marital quality than those who had other sexual partners as well. In addition, having a child in a previous relationship is linked to lower marital quality for women (but not men).

  • The intention (or lack thereof) with which the married individuals make transitions from one relationship milestone to another—by what the study terms “deciding” or “sliding”—is also linked to marriage quality. Those individuals who “slid” into relationship stages before marriage (including “hooking up,” cohabitation, and engagement) rather than “deciding” to do so with intentionality have lower quality marriages.

  • The greater the number of guests at the wedding, and the more formal the wedding ceremony, the greater chance that the marriage is of higher quality, even after controlling for income and education.

Among the conclusions the authors propose from the study’s findings is this: “rituals and community matter.”

On the surface, one’s history of past relationships, the deliberation with which one makes decisions about relationship milestones, and the number of guests in attendance at one’s wedding appear to be widely divergent indicators of marital quality. Yet all of these factors, in one way or another, reflect practices that accumulate resonances and become ritualized ways of relating to and being with romantic (and potential marriage) partners. The practices that lead up to marriage reflect—and at the same time construct—social imaginaries about marriage. What we imagine to be true and good about romantic relationships—and the practices adopted as a result of those visions—affects the sense of one’s marriage quality.

The study’s findings bear out James K. A. Smith’s insights about cultural liturgies outlined in his two books, Desiring the Kingdom and Imagining the KingdomPractices, Smith explains, form habits. Practices can be “thin” or “thick,” or, in other words, they can be routines we undertake, not as ends in themselves, but as means to some end (“thin”); or routines which, as ends in themselves, are infused with personal meaning and are thus tied to our identity (“thick”). Over time, Smith explains, thick, formative practices “embed desires in us for a particular version of the good life.” Thin habits can become thick practices, Smith says, when they reflect, or even cultivate, our larger commitments and thereby connect, even if only implicitly, to our vision of human flourishing. For example, the “thin practice” of hooking up becomes a “thick practice” when it comes to shape one’s identity and form one’s vision of how flourishing might be achieved. Thus, Smith argues, “no habit or practice is neutral,” for such actions cultivate our desires even as they serve as perceived means of fulfilling our desires for the good. Practices embody our ultimate beliefs, Smith explains, drawing upon the work of the twentieth century sociologist and anthropologist Pierre Bourdieu, who says, “Practice has a logic which is not that of the logician—a logic that is performed directly in bodily gymnastics.”

This recognition that the power of ritual is made manifest in material forms illuminates how the bodily practices that underlie the behaviors in the study—premarital sex and cohabitation, deliberation over relationship decisions, and the gathering of supporters and witnesses in the marriage ceremony—shape marital quality. It makes sense that those who have a history of practices involving fewer lost commitments report higher quality marriages. Serial relationships and co-habitation transform commitment into trial runs. Drifting into stages of a relationship can become a ritualized way of living no less than the opposite, intentional approach. The correlation about the formality and size of the wedding is less intuitive, but the study’s authors surmise that these factors “may foster support for the new marriage from within a couple’s network of friends and family” or reflect the existence of already existing strong networks of support. “This is undoubtedly why all cultures have rituals that add force to major decisions about the pathway ahead,” the study states. “We tend to ritualize experiences that are important.”

And when our rituals are connected to matters of “ultimate concern,” as Smith puts it, they “constitute and function as liturgies.” Within a traditional understanding liturgy refers narrowly to the forms by which public worship is practiced. But in a secular age in which visions of human flourishing are no longer limited to religious belief, other practices—even those that are seemingly private but ultimately public—compete with those of worship in shaping the desires we follow in pursuit of the good. In reflecting visions of human flourishing, cultural liturgies take on religious resonance and function, Smith argues, as “pedagogies of ultimate desire.”

“Before ‘I Do’” makes clear that the practices one engages in before marriage influence the quality of the marriage. Since, as Mollie Hemingway points out in her report on the study, the vast majority of people desire to marry someday, the habits that surround courtship and marriage are inherently “thick practices” that embody our beliefs about human flourishing and construct our social imaginaries. For most people, marriage is an ultimate concern, which means premarital practices are cultural liturgies that constitute the shape of the marriage just as religious liturgies shape our worship.

Karen Swallow Prior is professor of English at Liberty University, Research Fellow with the Ethics and Religious Liberty Commission of the Southern Baptist Convention, and a member of the Faith Advisory Council of the Humane Society of the United States.

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27 Aug 04:06

UK Prisons Ministry Fined For Lack of Encryption At Prisons

by Unknown Lamer
Bruce66423 (1678196) writes The Guardian reports that the UK Information Commissioner has levied a fine of £180,000 on the Ministry of Justice for their failure to encrypt data held on external hard drives at prisons. The fine is nominal — one part of government fining another is rather pointless, but it does show that there's a little bit of accountability. Of course it's interesting to consider the dangers of this hopefully old way of storing backups; but the question of whether we do a lot better now is quite pointed. To make matters worse, one of the unencrypted backup hard drives walked away.

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27 Aug 03:16

Estatismo criminoso na Venezuela, liberdade para “Popeye” na Colômbia

by G. Salgueiro
Duas notícias estarrecedoras divulgadas hoje, me obrigam a deixar de lado o trabalho para fazer a denúncia no blog: na Venezuela madurista agora, para fazer qualquer compra em supermercados e farmácias, o cidadão tem que deixar sua impressão digital como forma de “controle” contra um alegado contrabando. E na Colômbia, um mega assassino de cognome “Popeye”, que trabalhou desde a adolescência como matador profissional de Pablo Escobar, o rei do cartel de Medellín, depois de cumprir parte de sua pena recebe liberdade condicional.

Na Venezuela os militares controlam até os supermercados

Bem, vamos primeiro ao fato insólito da Venezuela. Como é de conhecimento público, denunciado por mim mesma há tempo, a escassez que o venezuelano comum vem sofrendo atinge níveis inimagináveis. Para controlar - e pôr garrote - não só na população mas sobretudo no empresariado, o usurpador presidente Maduro resolveu, a partir desta terça-feira 26 de agosto, utilizar uma máquina “captahuella”, a mesma que recolhe as impressões digitais (daí seu nome) nas mesas de votação em período eleitoral. Antes disso ele já marcava o povo como os judeus nos campos de concentração, com um carimbo contendo um número que era posto no braço, para que a pessoa não voltasse a fazer compras (em qualquer estabelecimento, pois a tinta não saía com facilidade) no prazo inferior a uma semana.

A novidade de hoje vem como pretexto de coibir o contrabando de mercadorias que, segundo Maduro e seus capachos, sai ilegalmente da fronteira com a Colômbia que tem preços mais atraentes e é revendido na Venezuela no câmbio negro. Saliento que há pouco mais de uma semana Maduro esteve reunido com o presidente Santos na Colômbia, para tratarem dessa questão do contrabando, depois da qual ambos impuseram um fechamento de suas fronteiras a partir das 20:00 h.

O que Maduro não revela é que o suposto contrabando não é causa mas conseqüência de seu incompetente (des)governo, uma vez que a produção industrial vem sofrendo baixas constantes por duas razões: o controle cambiário do CADIV que não permite o fluxo necessário do dólar, que é controlado com mão de ferro e necessário para as importações. E a baixa produção da matéria-prima que está toda nas mãos do Estado. Sem matéria-prima nacional e sem poder importar, por causa do controle da compra e venda de dólares, os empresários e produtores venezuelanos não têm como produzir e daí a escassez. Maduro e seus ministros alegam que não havendo mercadorias suficientes para todos, a solução é criar um “cartão de racionamento”, do mesmo modo que existe em Cuba há décadas. Não sei se é por ignorância mesmo ou má-fé, pois como ele recebe ordens desde Havana, o que deve mudar não é a política econômica mas a “distribuição equitativa”, confirmando a máxima de que “o socialismo é a igualdade na distribuição da miséria”.

A respeito dessa nova norma, o constitucionalista José Ignacio Hernández afirmou que o uso dessas máquinas é contrário à Constituição, porque o sistema econômico venezuelano parte do princípio da soberania do consumidor. Segundo Hernández, “são os cidadãos, e não o Estado, que decidem que bens querem adquirir. Com o sistema biométrico, o Estado é quem vai decidir e isso é inconstitucional”. Para Maduro, entretanto, “Somos obrigados a implementá-lo para combater o contrabando, a voracidade e todos os métodos da burguesia criminosa e parasitária para destruir nosso país. As famílias venezuelanas são as vítimas. É tanta a guerra que quando conseguimos certos níveis de abastecimento, eles baixam o número de caixas para que as pessoas durem horas nas filas”. 

Bem, não vou me alongar muito nesse tema mas alerto apenas que no Brasil estamos caminhando para isso. Sem liberdade de mercado, controle cambiário, escassez de matéria-prima e travas gigantescas na importação, é evidente que todo o resto vem em cadeia e com ele o desemprego. Não tem nada a ver com a suposta “burguesia criminosa”, mas com um Estado falido por má administração e roubo descarado para as mãos (ou as contas em paraísos fiscais) da Nomenklatura e a boliburguesia. E nem é preciso ser economista para entender isso, de tão elementar que é...

E hoje na Colômbia foi libertado Jhon Jairo Velásquez Vásquez, mais conhecido como “Popeye”, um matador profissional que serviu ao cappo do Cartel de Medellín. Segundo ele mesmo conta, Popeye tinha apenas 12 anos quando presenciou numa briga de rua, um homem ser assassinado por outro, que lhe desferiu uma facada na jugular. Todas as pessoas que estavam na rua naquele momento fugiram horrorizadas, menos ele, que ficou encarando o assassino com uma fascinação ao ver o sangue esguichar do pescoço do agonizante. Diz ele: “Assim perdi minha inocência e voltei a nascer para o mundo que me coube viver. Não aquele que minha mãe sonhou, senão o que encontrei na rua e no mais profundo do minha condição humana. A partir desse dia, eu já não fui mais o mesmo. Pouco a pouco e sem notar, comecei a me transformar em “Popeye”.

Bem, Popeye é o único sobrevivente do bando de temidos sicários de Pablo Escobar e sai da prisão depois de cumprir 23 anos (três quintas partes da condenação) na penitenciária de Cómbita. Ele teve sua pena rebaixada por colaborar com a justiça e realizar trabalhos, mas para obter sua liberdade condicional teria pago 5.000 dólares. Popeye se uniu ao Cartel de Medellín aos 18 anos, quando “o patrão”, como era conhecido Escobar, começou a lhe encomendar assassinatos. Tem sob suas costas mais de 300 mortes, além de haver seqüestrado o ex-presidente Andrés Pastrana e o ex-vice-presidente Francisco Santos, quando era chefe de redação do jornal El Tiempo. Um de seus feitos foi a derrubada de um avião da Avianca em pleno vôo, no qual morreram 107 passageiros. Popeye admitiu com frieza que ordenou o assassinato de umas 3.000 pessoas, dentre elas centenas de policiais, jornalistas, juízes, magistrados, políticos e o candidato à presidência Luis Carlos Galán, quando Pablo Escobar travava uma guerra contra o governo para evitar sua extradição, inclusive o ataque ao Palácio de Justiça. 

Agora este psicopata paga para ter a liberdade condicional e solicitou à Justiça que lhe dêem “garantias de vida”, através de escoltas armadas, pois teme ser assassinado por vingança. Saiu da prisão sob um forte esquema armado, enquanto a pessoas dignas, honradas e trabalhadoras, como o jornalista Ricardo Puentes Melo que já sofreu inúmeras ameaças reais a ele e sua família, o governo retira essa proteção “por não ver necessidade”.

Encerro esta edição com quatro vídeos de uma entrevista com o psicopata assassino Popeye, intitulada “As confissões de Popeye”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro


27 Aug 01:00

Knowing the Trinity

by George Weigel

Richard of St. Victor, a 12th-century Scottish theologian, is not exactly a household name in 21st-century Christian circles. Truth to tell, I only know of him because of a curious conversation I once had with my friend, the late Richard John Neuhaus, who, as only he could, told me of a friendly discussion he’d had with Rabbi David Novak one summer about the Scotsman’s Trinitarian theology, which tried to establish by reason that God must be triune. (We talked about a lot of strange and wondrous things, up there on the cottage deck in the Ottawa Valley.)

To greatly simplify a complex argument, Richard of St. Victor proposed that perfect love (“God”) cannot remain in and by itself; it must direct itself to an equally perfect person (“God the Son”); and the mutual love between those two must have a third person as that to which their common love is directed (“God the Holy Spirit”). Or so the old New Catholic Encyclopedia sums up. Richard of St. Victor’s Trinitarian theology didn’t attract many followers, and in any case, it somewhat misses the point about the Holy Trinity—which most preachers also tend to do on Trinity Sunday. And that is that we “know” the Triune God, not through abstract argument, but through history.

The first Christians, pious Jews, were strict monotheists. That Christianity came to embrace the doctrine of the Holy Trinity—indeed, that it put that doctrine at the center of its creed, along with its other key doctrine, the Incarnation—is one of the great surprises of religious history. The two are linked. And that link is found, not in the abstract speculations of theologians, but in the historical experience of the Christian community.

As biblical scholar Gianfranco Ravasi puts it, the mystery of God’s triune inner life is inextricably linked to the love that communicates itself to the world “in a precise historical event, the saving mission of the only-begotten Son.” And this, Ravasi continues, is the theme of the nighttime conversation between Jesus and Nicodemus in the third chapter of John’s Gospel: Jesus does not offer this pious Israelite, who may also stand for all those who seek the truth about God with a sincere heart, a theological treatise; he offers him a description of what is happening, in history, in himself. A new dialogue between God and humanity has begun, for “God so loved the world that he gave his only Son, that whoever believes in him should not perish but have eternal life” (John 3:16).

So the next time you see some vaguely scruffy brother holding up a “John 3:16” sign at the Super Bowl or World Series, remember that he’s offering the world the answer to the speculations of Richard of St. Victor.

We know the Trinity, not because we have reasoned our way to it, but because we have been touched by the Trinity’s entry into history. The gift spoken of in John 3:16, Ravasi writes, encompasses not only that which the Father gives (his Son), but also that which the Son, the suffering servant, freely offers in giving himself up to death for the world’s salvation. And from that “giving” of the Father and Son comes the outpouring of the Spirit, by whose sevenfold gifts we can come to know, and we are empowered to proclaim, that Jesus, risen from the dead, is indeed Lord, and that through him we have what only God can give: the forgiveness of sins.

In strictest theological definition, the Trinity is a “mystery”: a truth which can never be fully comprehended by reason, but which can be known to be true in love. That is how the early Christian community came to know the triune nature of the Holy One, the God of Israel: the truth of God-in-himself was discerned in the Christian experience of the Trinitarian love that was poured into the world in the paschal mystery. That is how we can know, however dimly, the truth about God-in-himself today: through the love of God poured into our hearts sacramentally.

George Weigel is Distinguished Senior Fellow of Washington’s Ethics and Public Policy Center. His previous articles can be found here.

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26 Aug 20:47

Cessar-fogo por tempo indeterminado entra em vigor em Gaza

by giinternet

Na VEJA.com:
Representantes de Israel e grupos palestinos concordaram com uma proposta de cessar-fogo por tempo indeterminado, que pode significar o fim do conflito em curso na Faixa de Gaza. depois de cinquenta dias. O acordo deve reduzir, mas não acabar, com as restrições de circulação e comércio em Gaza, retomando em grande parte os termos do pacto de 2012, que acabou com um conflito de oito dias. Israel permitirá que materiais de construção e ajuda humanitária sejam enviados à região, de forma monitorada, para garantir que sejam utilizados apenas com objetivos civis. “Não estamos interessados em permitir que o Hamas reconstrua sua máquina militar”, disse um oficial israelense ao jornal The New York Times.

O Egito, intermediador das negociações, anunciou que a trégua teve início às 19 horas locais (13 horas em Brasília). A informação foi confirmada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Minutos antes, no entanto, pelo menos quinze foguetes foram lançados de Gaza contra o território israelense e um ataque com morteiro matou um israelense em Eshkol e deixou outros seis feridos. Moradores relataram terem ouvido explosões na região de Tel Aviv e o grupo Hamas reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de um foguete contra a área. Sirenes alertando sobre ataques continuaram a ser ouvidas no sul de Israel mesmo depois do início do cessar-fogo.

Segundo a imprensa israelense, o acordo de cessar-fogo não inclui nenhuma das demandas do grupo terrorista palestino, como a de construção de um porto e um aeroporto em Gaza, a libertação de prisioneiros ou a transferência de recursos para a região. Essas questões devem ser discutidas depois de um mês, se a trégua for respeitada. Também neste período, Israel vai insistir na desmilitarização da Faixa de Gaza. O ministro da Justiça, Tzipi Livni, disse que “nenhuma conquista política significativa foi garantida ao Hamas, que é uma organização terrorista que não aceita nossa existência”. Acrescentou que o fim da operação militar israelense deve fazer parte de um “acordo mais amplo com os que buscam a paz”, segundo informação do jornal Haaretz.

Para Israel, o fim das restrições de circulação na região significaria caminho livre para os terroristas terem acesso a armamentos do exterior. Durante o atual conflito, o Hamas havia colocado o fim do bloqueio como condição para respeitar um cessar-fogo. Porém, nos últimos dias, Israel intensificou os ataques a Gaza, derrubando arranha-céus com escritórios, apartamentos e lojas.

Hamas comemora “vitória”
Mesmo sem ter suas demandas atendidas, o Hamas aproveitou para fazer propaganda e falar em “vitória” sobre Israel. O negociador do grupo nas conversas intermediadas pelo Egito, Moussa Abu Marzouk, afirmou que o acordo “encarna a resistência de nosso povo e é uma vitória para a resistência”.

Um porta-voz em Gaza alegou que o Hamas impôs um “bloqueio aéreo” em Israel, em referência àsuspensão de voos para o aeroporto Ben Gurion anunciada por várias companhias aéreas internacionais durante dois dias no mês passado. Disse ainda que israelenses que moram perto de Gaza e tiveram de deixar suas casas só podem voltar porque o grupo terrorista permitiu. Assim que o cessar-fogo entrou em vigor, milhares de pessoas foram às ruas em Gaza em resposta a mensagens de texto enviadas pelo Hamas pedindo que a ‘vitória’ do grupo fosse celebrada.

Israel iniciou no dia 8 de julho uma operação para conter o lançamento de foguetes contra seu território. Desde então, mais de 2.100 pessoas foram mortas do lado palestino, a maioria civis. Do lado israelense, 64 soldados e cinco civis foram mortos, incluindo a vítima desta terça-feira.

O governo americano declarou seu apoio ao acordo. “Esperamos muito que esse cessar-fogo seja durável e sustentável e coloque um fim aos ataques de foguete e morteiros e ajude a alcançar um fim duradouro ao conflito em Gaza”, anunciou o secretário de Estado americano, John Kerry, em comunicado.

26 Aug 19:44

Nota do PSB é uma admissão oblíqua de crime eleitoral

by giinternet
O PSB prometeu explicar hoje o imbróglio do avião. Não explica nada e, na prática, admite caixa dois. Não é verdade que a prestação de contas só deveria ser feita ao fim da campanha. Leiam o primor:
*
O Partido Socialista Brasileiro esclarece:
 
A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso — de conhecimento público — autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.
 
Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final.
 
A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira.
 
Brasília, 6 de agosto de 2014
 
Roberto Amaral, presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro
26 Aug 19:16

Uma suave “TPP”: Tensão Pré-Pesquisa

by giinternet

Lembram-se daquele tempo em que os mercados reagiam mal à possibidade de mudança no cenário eleitoral? Há muito tempo já, temos o contrário: eles reagem bem é quando surge a perspectiva de uma troca de guarda no governo.

Nesta terça, o país poderia estar sofrendo os efeitos de um mal chamado “TPP”, a Tensão Pré-Pesquisa. Existem, sim, apreensão e expectativa, como sempre, mas os augúrios do mercado são otimistas porque se avalia que o cenário eleitoral será contrário a Dilma Rousseff.

A aposta é que Marina aparecerá no Ibope tecnicamente empatada com a presidente, talvez ligeiramente atrás nos números — estamos falando de um intervalo entre 28% e 32%. Diz-se que o tucano Aécio Neves pode se conservar no patamar dos 20%. Aumenta o otimismo de quem lida com expectativas o boato de que Marina aparecerá à frente de Dilma no segundo turno.

Esse governo conseguiu uma espécie de unanimidade contrária dos agentes econômicos.

Se, antes, a possibilidade de ascensão de Aécio é que trazia certa euforia, agora, todos já se animam com Marina mesmo, por mais que ela possa ser considerada ainda uma incógnita.

Isso é curioso: mercados são, por natureza, conservadores. Por mais que não gostem de determinadas regras, lidam com elas: repudiam é a imprevisibilidade. No governo Dilma, deu-se um curioso fenômeno, talvez único no mundo: o imprevisível estaria na preservação do governo, de tal sorte que os agentes econômicos preferem uma Marina ou um Aécio, ainda que não saibam exatamente o que eles pretendem fazer se eleitos, a uma Dilma que já conhecem.

Parece que uma tragédia pode, sim, até ajudar a eleger Marina. Mas, independentemente de qualquer coisa, tem-se a impressão de que o governo padece de fadiga de material.

26 Aug 12:17

Some of my best friends are Straussians

by David P. Goldman

Crossposted from Asia Times Online

The late Leo Strauss (1889-1973) was a thinker sufficiently nuanced to allow a wide range of interpretation of his views, and a teacher broad-ranging enough to influence students with divergent interests. I am honored to contribute occasionally to the Claremont Review of Books, associated with the so-called West Coast Straussians (although I am persona non grata among some East Coast Straussians). In fact, some of my best friends are Straussians.

As my friend Peter Berkowitz argues in a recent essay for RealClearPolitics, it is silly and not a little mendacious to portray the late emigre philosopher as an arachnidan spinner of right-wing plots. [1] My problem isn’t simply with Strauss, but with the ancients whom he admired. He taught that we have something fundamental to learn about statecraft from the ancient Greeks. This in my view is woefully wrong.

Greek philosophy, to be sure, remains one of the ornaments of human endeavor – as it applies to epistemology, ontology, aesthetics and logic, among other fields. Plato and Aristotle, though, came into adulthood just as the Greek city-states destroyed themselves through their own cupidity. What was left of Athens after the disastrous Peloponnesian War was ruined by Alexander of Macedon, who employed Aristotle as a tutor. I do not mean to deprecate the importance of the Greek polis as an exercise in democracy, but Aristotle was hardly its advocate.

“Every art and every inquiry, and similarly every action and pursuit, is thought to aim at some good; and for this reason the good has rightly been declared to be that at which all things aim,” begins the Nichomachean Ethics. But Aristotle’s assertion that all men seek the good (or at least the good as they see it) is wrong on the face of it. Frequently men seek perversion, violence, and the destruction of themselves and all around them. That is typical of civilizations that have reached their best-used-by-date, and at some point has been true of every civilization west of the Indus during the past 2,500 years with the exception of Israel.

By the time the Romans walked in, all of Greece could not field two regiments of phalanx-men. The rational, logical Greeks chose not to have children and disappeared. They did so after Athens built an empire that looted its colonies to pay off the Athenian mob, relying on imperial exactions for half of its food supply. Athens was a slave society that preyed on its neighbors. What is the sum of Athenian wisdom after the war was lost? For Sophocles (in Oedipus at Colonnus) it was that the best of all possibilities is never to have been born (“But who has such luck? Not one in ten thousand!,” said Yankel to Moishe in the old Jewish joke). It was Sophocles more than Aristotle whom Hellas took to heart, and ensured that its next generations would not be born.

Not since the late Roman Empire has the problem of willful self-destruction been so relevant to contemporary events. The whole of the industrial world excepting Israel is failing to reproduce itself, and great swaths of Europe and East Asia face demographic ruin at the hundred-year horizon. The civilized world, moreover, confronts mass suicide cults in the Islamic world happy to destroy themselves if only they can take the hated West down with them. About the despair that enervates the childless West as well as the self-immolating Muslim radicals, “classical political rationalism” has nothing to say to us.

Kierkegaard called Socrates an “ironist,” that is, a thinker who can look backward to the errors that brought his society into its parlous state, but cannot look forward to a way out (see Socrates the destroyer, Asia Times Online, May 25, 2004.) That explains why Plato, Xenophon and Aristophanes give us mutually-incompatible reports of Socrates’ views (Strauss attributed this instead to esoteric expression). For Socrates, “the whole substantial life of Greek culture had lost its validity,” Kierkegaard wrote. An ironist “is prophetic, but his position and situation are the reverse of the prophet’s. The prophet walks arm in arm with his age, and from this position he glimpses what is coming … The ironist, however, has stepped out of line with his age, has turned around and faced it. That which is coming is hidden from him, lies behind his back, but the actuality he so antagonistically confronts is what he must destroy; upon this he focuses his burning gaze.” Socrates, in short, was playing with his interlocutors.

Men do not always, or even typically, seek the good. Just as fatuous as the Cliff Notes classicism of the American neo-conservatives is the pop-Thomism of certain Catholic exponents of “natural law.” A young man knocking on the door of a whorehouse is still seeking God, wrote G K Chesterton. If all human endeavor seeks the Good, then it is only necessary to show people what the Good really is through “right reason” in order to put them on the right path. (My objection to “natural law” goes farther than that; nature herself is flawed and requires frequent correction, as I argued in Why ‘Intelligent Design’ subverts faith, Asia Times Online, October 23, 2012).

If men naturally sought the good, then they all could be persuaded that Western-style liberal democracy and free markets were desirable, because they lead to good results. That happens to be what I consider good, but other people would rather kill everyone around them as well as themselves rather than accept this. I do not think it advisable to send American soldiers to occupy their countries to teach them differently. Strauss knew that a substrate of irrationality lies at the foundation of human society, because he spent a lifetime engaging the 20th-century philosopher who expounded irrational self-destruction as an existential choice: Martin Heidegger.

When Heidegger speaks of “non-Being” in the ontological sense, he conceals (or rather discloses) a sly nod to Goethe’s Mephistopheles: boredom, an objectless anxiety and alienation from life, gives us an intimation of “non-Being,” Heidegger said. He might have mentioned rage, perversion, horror and violence. Heidegger followed the logical conclusion of his thinking into membership in the Nazi Party. (See Now for something about nothing, Asia Times Online, July 24, 2012). I do not mean to attribute too much authority to Heidegger; as Michael Wyschogrod showed in his classic study of the two philosophers, he borrowed his best material from Kierkegaard. Nor did Heidegger discover intimations of non-Being in the pre-Socratics; Fernando de Rojas’ citation of Heraclitus in the introduction to La Celestina(1499) long preceded him. Still, Heidegger gave us the modern formulation of the problem in its standard form.

Strauss had studied with Heidegger at Freiburg and understood the issues as an initiate. But he relegated the Heidegger problem for the most part to a few asides. A whole scholarly literature about Strauss and Heidegger has arisen from the fact that Strauss was obtuse about the issue. He did not believe that rationality was enough, which is why thought religion a desirable, perhaps even necessary illusion for the masses (as opposed to philosophers).

One cannot blame Strauss for the insistence of some of his prominent disciples that political rationalism can be transplanted from the West to non-Western cultures. Strauss might be blameless, but I would like to hear Straussians who oppose this conceit explain why (in their view) it is not Straussian.

The self-destructiveness of great nations and cultures is the decisive problem of our time; about this Strauss has little to teach us. In fact, no set of generalizations will yield much of a result in this sort of inquiry (although I have offered a set of aphorisms on the subject). One has to learn the language, read the literature, learn the history, and get the jokes. These are the sort of things one learns not in the classroom but at 3 am over a fourth bottle of wine.

The most important things are beyond the reach of philosophy. More important than and prior to democracy, as Rabbi Jonathan Sacks argued in his 2007 book The Home We Build Together is the concept that human beings have inherent rights which no king or parliament can violate. This we inherit from the Hebrews, not the Greeks:

The concept of the moral limits of power is more important to freedom than is democracy. For democracy contains within it a fatal danger. Tocqueville gave it a name: the ‘tyranny of the majority.’ A majority can oppress a minority. The only defense against this is to establish the moral limits of power … Biblical politics is limited politics – the political of liberal democracies, not of the Greek city state.

Leo Strauss, contemplating the madness of the Nazi mob, taught virtue and moderation, and looked backwards to the ancients as a counterweight to the passions of the moderns. There is nothing malicious in this, but there is also nothing right about it. Men are immoderate. The country that most attracts me is Israel, whose people are impassioned, boisterous, loud, risk-friendly, unruly, rude, and altogether wonderful. They also have three children per female, uniquely in the industrial world.

Moderation is overrated. Passion is to Kierkegaard the primary stuff of ontology. It is the starting-point of human existence. In Jewish thought, the “evil impulse” (ha-yetzer ha-rah) – ambition, sexuality, competitiveness – is indispensable to life. “If not for the evil impulse, no one would build a house, marry, have children, nor engage in trade,” wrote the rabbis of the Talmud. In one Talmudic homily the rabbis capture and imprison the yetzer ha-rah, and observe the next day that not a chicken in Israel had laid an egg. Suppress the passions, like the Greeks after Aristotle, and you get a country populated mainly by statues.

Let the Straussians sort out Strauss; truth told, I never found his work compelling, and studied it only because one cannot make sense of the contemporary conservative movement without it. Some of Strauss’ most celebrated assertions have not survived the withering critique of scholarship. Moshe Halbertal’s superb study Concealment and Revelation (Princeton 2007) makes short work of Strauss’ argument about esoteric writing, for example. Perhaps, like Kierkegaard’s Socrates, Strauss was playing with his students, acting as ironist rather than prophet, as a few critics have suggested.

Strauss’ strengths and weaknesses, though, are of secondary importance. What makes his influence so baleful are not errors of analysis or emphasis, but rather the insidious way in which “classical political rationalism” (Thomas Pangle’s phrase, not Strauss’s) supports a wholly irrational impulse, namely American narcissism. Forgetting our origin – the impassioned radical Protestantism that motivated the American Revolution – we Americans tend to assume that if only everyone did things the way we do, the world would be a wonderful place. Exporting democracy is perhaps the most fatuous conceit in the long, sad history of American policy failures. By no means is Leo Strauss to blame for this. But our narcissism explains a good deal of his enduring popularity. We like rationalism because we flatter ourselves that we are masters of our fate, and our use of reason enables us to control our destiny.

Quite the contrary: America made it by the skin of her teeth, by the grace of God. We nearly dissolved in the Civil War, and no-one but a president with the character of a Hebrew prophet could have extricated us from disaster. We aren’t that smart, and we aren’t that good. We are only the best there is – a depressing thought indeed.

Notes:
1. Leo Strauss’ Political Philosophy: Reviled But Redeemed, RealClearPolitics, August 16, 2014.

Spengler is channeled by David P Goldman. He is Senior Fellow at the London Center for Policy Research and the Wax Family Fellow at the Middle East Forum. His book How Civilizations Die (and why Islam is Dying, Too) was published by Regnery Press in September 2011. A volume of his essays on culture, religion and economics, It’s Not the End of the World – It’s Just the End of You, also appeared that fall, from Van Praag Press. 

26 Aug 09:13

Nove pontos sobre aquele avião…

by giinternet

O PSB promete para hoje uma “explicação” para a história do avião que servia à campanha do partido, no qual Marina Silva também viajou muitas vezes. Vamos pôr um pouco de objetividade nessa história.

1: Marina fazia parte da chapa registrada no TSE: era vice de Eduardo Campos. A coligação tem, perante a Justiça Eleitoral, a mesma responsabilidade que teria um partido político — responsabilidade esta compartilhada pelos candidatos, Marina inclusive: como vice antes, como titular agora.

2: Há o dever legal de declarar todas as despesas realizadas. Como esquecer que o simples pagamento, não declarado, a gráficas que imprimiram santinhos resultou na perda de mandato  de pessoas eleitas e já diplomadas? O Ministério Público Eleitoral denuncia, o processo pode demorar, mas a punição vem. Estamos falando de migalhas diante dos gastos de um jatinho de última geração.

3: Avião sempre deixa rastro, a cada decolagem e pouso, como provou o famoso “Morcego Negro”, de PC Farias (quem ainda se lembra daqueles tempos ingênuos?). A aeronave é abastecida com emissão, suponho (ou não?) de notas fiscais. Nesse caso, saiu com CPF ou CNPJ de quem?

4: A cada pouso e decolagem, deve haver registro do tempo em que o avião devidamente identificado ficou em terra, da hora em que pousou e depois decolou. A aeronave tem prefixo, identificação, e tudo fica vinculado a essa identificação. O serviço costuma ser pago. Quem pagou, ou para quem foi faturado?

5: Quando a aeronave está em terra, para que seja liberada para voo, é preciso informar o destino à torre de comando do aeroporto e os nomes dos passageiros a bordo. A torre autoriza o plano de voo. Tudo fica registrado. De quantos voos participou Marina, por exemplo?

6: É obvio que, no caso desse avião e suas despesas (combustível, hangares, pilotos), há uma enorme confusão a ser acertada com a Justiça Eleitoral. E não vai ser fácil. Marina é responsável porque era da coligação e compunha a chapa registrada no TSE. Ela está aí e tem de explicar de forma convincente, o que, sinceramente, duvido que vá conseguir.

7: A atual chapa do PSB só existe porque substitui a primeira, devidamente registrada, da qual Marina fazia parte. E, reitere-se, ela foi usuária do avião.

8: Pertencesse o avião ao próprio Eduardo Campos, fosse alugado, fosse emprestado, tudo tem de ser informado à Justiça Eleitoral, apontando a origem dos recursos empregados. Talvez essa demora do PSB se deva à necessidade de construir uma história que, começando pelo fim, tem de inventar um começo. Acreditem: sempre sobrará uma lacuna.

9: Marina, que se comporta às vezes como a corregedora-geral do mundo, tem o dever legal e moral de dar explicações. Vai que seja eleita e tenha depois o seu mandato cassado por crime eleitoral.

26 Aug 07:33

Marina tentou explicar a fábula do avião sem dono. Para não variar, deu mais uma de suas declarações incompreensíveis sobre o nada. Ou: Não entro na conversa de que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Isso é ruim até como exercício de guerra

by giinternet

Não me peçam para aderir a ondas de opinião com base no que pensam este ou aquele, especialmente gente que detesto ou execro. Imaginem se justamente pessoas que desprezo iriam determinar os rumos das minhas escolhas. Seria um contrassenso. Alguém me viu aqui a tratar delinquentes que saíam quebrando tudo por aí como aliados objetivos só porque a popularidade de Dilma caía? Quem passou a mão na cabeça deles foi Gilberto Carvalho, não eu. Dá-se o mesmo agora com a “onda Marina”, que pode, reconheço, virar tsunami e devastar nosso futuro: “Ah, entre a Dilma e a Marina, tudo contra o statu quo…”. Não é assim que eu penso. Não é assim que eu opero. O voto nulo, numa democracia, é um direito. Se necessário, eu o usarei.

Imbecis dizem por aí: “Claro! Reinaldo é simpático ao PSDB!”. Sou? Perguntem aos tucanos para ver se eles acham isso. Mas vamos ao que mais interessa: hoje é dia 26. Já se passaram 13 dias desde o acidente que matou Eduardo Campos e outras seis pessoas. Até agora, o PSB não conseguiu dizer a quem pertencia o jatinho. Pior: tanto Marina Silva como Beto Albuquerque, candidato a vice, tiram ares de ofendidos e ainda tentam cutucar a Polícia Federal, cobrando dela um esclarecimento. Até parece que havia alguma conspiração possível, cuja investigação coubesse à PF. De resto, tivesse havido, a única beneficiária seria Marina, não é? Ou terei perdido alguma coisa? Adiante.

Nesta segunda, a candidata do PSB à Presidência falou a respeito. Foi a primeira vez que resolveu pedir para a procissão parar o andor para que ela se dirigisse aos fiéis. E se saiu com estas palavras, prestem bem atenção:
“Queremos que sejam dadas as explicações de acordo com a materialidade dos fatos, e, para termos a materialidade dos fatos, é preciso que haja tempo necessário para que essas explicações tenham as devidas bases legais”.

Você não tem culpa nenhuma se não entendeu patavina. Eu também não entendi nada. Marina não entendeu nada. Beto Albuquerque não entendeu nada. Os demais leitores não entenderam nada. Os outros jornalistas não entenderam nada. E é fácil explicar por que é assim: Marina não falou para ser entendida. A isso se chama técnica do despiste. Ela já é dona, no mais das vezes, de uma retórica incompreensível porque faz questão de deixar claro que não habita este mundo em que mortais arrastam suas vidas terrenas. Ela desfila sua figura e seu olhar etéreos como quem se comunica com dimensões que nos escapam, daí falar uma língua que quase sempre sugere, mas nunca explica.

Desta feita, ela exagerou. Vamos quebrar em pedaços o que ela disse: “Queremos que sejam dadas as explicações de acordo com a materialidade dos fatos”. Como? Que sejam dadas por quem? Eu não voei naquele avião. Você não voou naquele avião. Ela sim! Quem é o agente da passiva de sua sintaxe? Marina quer que as explicações sejam dadas por quem? Aí a candidata diz que é preciso tempo para que as “explicações tenham as devidas bases legais”. Como assim? Com um pouco de severidade, é possível inferir que está a nos dizer: “Olhem aqui: nós estamos tentando arrumar alguma desculpa legal para dar; quem sabe a gente consiga até amanhã”.

Dilma resolveu tirar uma casquinha na entrevista coletiva concedida nesta segunda quando indagada sobre o avião: “Eu não estou acompanhando isso, porque, você vai me desculpar, mas não é objeto do meu profundo interesse. Agora, acredito que nós, que somos candidatos, inexoravelmente temos de dar explicação de tudo. (…) Candidato a qualquer cargo eletivo, principalmente a presidente da República, está sujeito a ser perguntado sobre qualquer questão e deve responder, se puder, né?”.

Dilma sabe bem do que fala porque deixou e deixa de responder a muita coisa. Querem um exemplo: até agora, a pergunta que lhe dirigiu William Bonner no “Jornal Nacional” segue sem resposta. Ele quis saber se o PT não fez mal em tratar corruptos condenados como heróis do povo brasileiro. A candidata Dilma afirmou, então, que, como presidente, não se pronunciava sobre julgamento do Supremo. Ora: era uma questão dirigida à candidata, não à presidente, e dizia respeito ao PT, não ao Supremo. Como diria a petista, candidatos devem responder a qualquer questão — se puderem… Ela, por exemplo, não pôde.

Mas volto a Marina. Hoje, dia 26, 13 dias depois do acidente, vamos ver a desculpa que o PSB arrumou para a fábula do avião sem dono…

Encerro
Para encerrar: não me peçam para brincar daquela historinha de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo…”. Isso é ruim até como exercício de guerra, como não cansa de provar a realidade. De resto, em política, existem adversários, não inimigos a serem destruídos. Mais: não faço política — e, portanto, nessa área, nem adversários eu tenho. No máximo, há ideias e valores que não me servem. E é sobre eles que falo.

Marina não terá o meu voto enquanto falar uma língua que, segundo entendo, avilta a razão e enquanto defender propostas que violam os fundamentos da democracia representativa. E ponto.

Texto publicado originalmente às 4h33
26 Aug 00:01

Linux 3.17-rc2 Release Marks 23 Years of the Linux Kernel

by Unknown Lamer
An anonymous reader writes Linus Torvalds released Linux 3.17-rc2 today in commemoration of the 23rd anniversary of the original kernel announcement. It was on 25 August 1991 that he announced his new OS project to the Minix users list.

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