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18 Dec 23:54

OS DONOS DO BRASIL – Vaccari tem apartamento no mesmo prédio do tríplex de Lula, aquele da falida (para os pobres coitados!) Bancoop!

by giinternet

Por Alexandre Hisayasu, na VEJA.com:O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único sortudo a ter comprado um tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), uma das poucas obras iniciadas pela Bancoop que foram concluídas. O atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pagou por um apartamento no mesmo prédio. Seu nome consta de um documento oficial, feito em 2006 pela Bancoop, que lista os “cooperados ativos” do edifício – ou seja, que estavam com os pagamentos das parcelas em dia. Procurada, a assessoria do petista disse que ele não iria comentar o assunto.

A Bancoop quebrou em 2006, quando era presidida por Vaccari. Deixou 32 obras inacabadas e mais de 3 500 famílias na rua da amargura. O  edifício Solaris foi uma das oito obras assumidas pela OAS depois disso. À beira da praia e com vista para o mar, o prédio tem três tipos de apartamentos – as coberturas triplex, alguns duplex de 162 metros quadrados e outros de um pavimento, com cerca de 100 metros quadrados. O de Lula, que ficou pronto neste ano, pertence à primeira categoria. Fica no 16º andar, tem elevador privativo e 297 metros quadrados. Além de Vaccari, também constam da lista de cooperados do Solaris a mulher de Freud Godoy, o ex-assessor de Lula que ficou famoso no caso dos aloprados, em que militantes petistas foram presos tentando comprar um dossiê com informações falsas contra o tucano José Serra.

O fato de o edifício onde o ex-presidente tem apartamento ter sido um dos poucos que ficaram prontos irritou cooperados que continuam até hoje sem ver a cor dos imóveis pelos quais passaram anos pagando. “Queremos saber por que há tantas obras inacabadas, enquanto algumas poucas são construídas tão rapidamente”, disse um dos conselheiros da entidade de lesados pela Bancoop, Marcos Sérgio Migliaccio.

A Bancoop quebrou, segundo o Ministério Público, com um rombo de pelo menos 100 milhões de reais, porque seus dirigentes desviaram dinheiro pago pelos mutuários para “fins escusos”. Segundo o promotor José Carlos Blat, parte do dinheiro foi para financiar campanhas eleitorais do PT. Vaccari é um dos cinco réus que respondem na Justiça por estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

19 Dec 00:04

GILMAR MENDES, EXCLUSIVO: Petrolão revela que corrupção é um método. E mais: Estão querendo usar o Supremo como “laranja” de um projeto político

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Gilmar Mendes nos estúdios da Jovem Pan: Supremo não pode ser laranja de projeto político

Gilmar Mendes nos estúdios da Jovem Pan: Supremo não pode ser laranja de projeto político

Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e, atualmente, membro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), concedeu nesta quinta uma entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na rádio Jovem Pan AM e FM — todos os dias, entre 18h e 19h. De passagem por São Paulo, o ministro compareceu aos estúdios da emissora e conversou comigo e com os meus parceiros de “Pingos”: Mona Dorf e Patrick Santos.  Mendes falou sobre o petrolão, a reforma política, a proibição da doação de empresas a campanhas eleitorais e os critérios para a composição do Supremo, entre outros temas. Para o ministro, o petrolão não representa apenas um ponto fora de uma curva. Ao contrário: segundo ele, o maior escândalo de corrupção de que se tem notícia é um método. Mendes vai além e diz que há gente tentando usar o Supremo como “laranja” de um projeto político.

Vamos ver. Há algum tempo, o ministro ironizou: “Comparado ao petrolão, o mensalão poderia ser julgado por um tribunal de pequenas causas”. O que isso significa? Ele mesmo explica: “Eu disse essa frase num contexto muito especial. Todos nós falávamos que eram R$ 170 milhões o dinheiro movimentado naquele escândalo. Agora, nós estamos a ver um mero gerente da Petrobras a devolver algo em torno de R$ 250 milhões. E já se fala em devolução de R$ 600 milhões só no âmbito da delação premiada”.

Seria isso uma exceção, algo ocorrido só na Petrobras? Ele responde: “Estamos a ver algo extremamente grave. É o aparelhamento do estado, que decorre da mistura entre o público e o privado, entre o partido e o estado”. Tudo para financiar legendas?  “Não — diz o ministro. Nós vimos que isso [os desvios] não se destina apenas à vida partidária. Há uma patrimonialização dessa apropriação. Isso parece ser do partido, do sistema. Há uma normalização do mal e a adoção da corrupção como método de ação.”

E a proibição da doação de empresas privadas a campanhas? Segundo Mendes, trata-se de uma “tentativa de manobrar o Supremo para fazer a reforma eleitoral imaginada por um partido”. Sim, ele se refere ao PT, defensor da tese. O ministro diz o óbvio: a eventual proibição seria “um estímulo ao caixa dois”. E ele pergunta: como se pode definir a forma de financiamento se ainda não se sabe nem qual será o sistema adotado para a eleição do Parlamento — se voto distrital, distrital misto ou o proporcional, como hoje.  E é peremptório: “Estão usando o Supremo para outra finalidade; querem que ele seja ‘laranja’ de um golpe político”.

Mas, afinal, o petrolão não evidencia que a roubalheira nasce das doações de empresas? Vamos ver o que pensa o ministro: “Estamos vendo que a corrupção não existe porque existe a doação privada. Esse caso da Petrobras, além de provar que há corrupção sistêmica, evidencia que o desvio não existe apenas para verter dinheiro para os partidos. Isso não passa de um argumento-álibi”.

Imprensa livre
A equipe de “Os Pingos nos Is” indagou se existe mesmo o risco de bolivarianização dos tribunais no Brasil, atrelando-os ao Poder Executivo. Mendes deixa claro que, se a ameaça não é iminente, a possibilidade, no entanto, sempre existe, uma vez que há forças que padecem, digamos, de “tentações hegemonistas” — essa expressão é minha, não dele. E qual é o remédio?

A vigilância! Feita por quem? Por indivíduos livres, como sempre, e, ele deixa claro!, por uma imprensa que não tenha nenhum outro compromisso que não seja a informação. Para o ministro, a melhor garantia que tem o país de contar com um Poder Judiciário independente é a plena liberdade de imprensa.

É uma sorte o país contar com um ministro como Gilmar Mendes na corte constitucional. Perguntamos a ele se vislumbra alguma dificuldade a partir de julho de 2016, quando será o único ministro não nomeado por Lula ou Dilma. Ele se disse tranquilo e afirmou que confia na institucionalização de procedimentos na escolha dos futuros nomes. Mas reiterou: o maior aliado de um Judiciário independente é uma imprensa igualmente independente.

Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui.

17 Dec 19:55

Manufacturer's Backdoor Found On Popular Chinese Android Smartphone

by samzenpus
Trailrunner7 writes that researchers at Palo Alto Networks have found a backdoor in Android devices sold by Coolpad. "A popular Android smartphone sold primarily in China and Taiwan but also available worldwide, contains a backdoor from the manufacturer that is being used to push pop-up advertisements and install apps without users' consent. The Coolpad devices, however, are ripe for much more malicious abuse, researchers at Palo Alto Networks said today, especially after the discovery of a vulnerability in the backend management interface that exposed the backdoor's control system. Ryan Olson, intelligence director at Palo Alto, said the CoolReaper backdoor not only connects to a number of command and control servers, but is also capable of downloading, installing and activating any Android application without the user's permission. It also sends phony over-the-air updates to devices that instead install applications without notifying the user. The backdoor can also be used to dial phone numbers, send SMS and MMS messages, and upload device and usage information to Coolpad."

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17 Dec 22:27

CPI da Petrobras: Maia muda relatório, pede o indiciamento de 52 e admite prejuízo em Pasadena

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
O relator da CPI mista da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), alterou o relatório final da comissão e pediu nesta quarta-feira o indiciamento de 52 pessoas envolvidas nos desvios da estatal – entre elas, autoridades que ocupavam postos-chave na empresa, como os ex-diretores Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco. Ele também mencionou vinte empresas, entre elas grandes empreiteiras, que devem ser investigadas por suas ligações com os desvios.

“A CPMI corrobora e ratifica os procedimentos de indiciamentos e denúncias adotados na esfera judicial e, considerando a existência de indícios bastantes, recomenda o aprofundamento das investigações com vistas a apurar a efetiva responsabilização de todos os investigados na Operação Lava Jato sobre os quais já foram produzidas provas de algum grau de envolvimento nos fatos apurados”, diz o relatório, que deve ir a voto nesta quarta.? No texto apresentado, o deputado afirmou que a primeira versão do documento havia sido mal interpretada porque não havia a palavra “indiciamento”, e sim “responsabilização”. Marco Maia cita os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e destruição de provas judiciais.

Outra mudança importante diz respeito à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos: apesar de usar eufemismos, o petista agora admitiu um prejuízo de 561,5 milhões de dólares, ou aproximadamente 1,5 bilhão de reais, na transação. Marco Maia afirmou que sua mudança se deve a um relatório recebido da Controladoria-Geral da União (CGU) nesta terça-feira. “De fato, esta relatoria julga procedente a indicação do suposto prejuízo apontado no Relatório da Auditoria Especial da CGU, em virtude da necessária consideração da inocorrência do revamp [readequação da refinaria] para definição do valor total estimado”.

Ao contrário da CGU, entretanto, o petista não concordou que a Petrobras também perdeu mais de 800 milhões de dólares em outros dois momentos: quando teve de pagar para adquirir a parte da refinaria que cabia à empresa Astra Oil e quando, por um acordo extrajudicial, fez novos repasses à empresa.

A oposição preparou um relatório alternativo ao de Marco Maia. O texto também foi apresentado na reunião desta quarta-feira. Além de confirmar os desvios em contratos da estatal, a versão elaborada pelos oposicionistas faz menção a um esquema integrado de corrupção, por interesse do governo e do PT. “O petrolão, assim como o mensalão, nada mais são do que modelos de apropriação da coisa pública, por partidos políticos, para usufruto próprio, mediante negociações nada republicanas”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) durante a leitura do documento.

O relatório de Sampaio também pede o indiciamento da presidente da Petrobras, Graça Foster, por ter prestado falso testemunho à CPI. Quando esteve na comissão, ela afirmou que a Petrobras não havia detectado o pagamento de propina a funcionários da estatal por parte da holandesa SBM Offshore. Mas, como a própria Graça Foster admitiu em entrevista coletiva no mês passado, a Petrobras tinha conhecimento das irregularidades pelo menos desde abril.

O relatório da oposição também menciona a proximidade entre Paulo Roberto Costa e a presidente da República, Dilma Rousseff. Como VEJA revelou, o então diretor de abastecimento da Petrobras chegou a mandar um e-mail à então ministra da Casa Civil pedindo que o governo intervisse para evitar a paralisação de obras com irregularidades – o que de fato ocorreu. “Logo, o que se percebe é que Paulo Roberto Costa, já no comando da organização criminosa instalada na Petrobras, tinha forte influência sobre a ministra-chefe da Casa Civil”, concluiu o tucano.

A votação do relatório final da CPI mista foi adiada para as 20 horas para que a Câmara dos Deputados pudesse concluir uma sessão deliberativa.

17 Dec 22:27

CGU: Petrobras teve prejuízo de US$ 659,4 milhões com Pasadena

by giinternet

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu nesta terça-feira auditoria que aponta que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, representou prejuízo de 659,4 milhões de dólares para a Petrobras. Os valores incluem a compra, em duas etapas, da unidade de refino nos Estados Unidos, as cifras desembolsadas no procedimento arbitral pago pela empresa e o dinheiro repassado no acordo extrajudicial com a empresa belga Astra Oil, ex-parceira na transação. “O que se esperava dos gestores da Petrobras era a busca pelo menor preço, por óbvio, dentro dos limites da legalidade e da moralidade administrativa. Contudo, o que se observou foi que a negociação da Refinaria de Pasadena já se iniciou em patamares superiores às melhores estimativas feitas pela consultoria contratada”, resumiu a CGU, em relatório.

O veredicto do próprio Executivo representa mais um revés para o governo, que tentava justificar a malfadada operação alegando que o Conselho de Administração da estatal, presidido na época da transação pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, havia sido induzido ao erro por pareceres falhos elaborados pelo então diretor da Área Internacional da petroleira, Nestor Cerveró. “A análise dos fatos evidencia que os aspectos negativos e desvantajosos da transação, nas dimensões técnica, econômica, contábil, tributária e jurídica, não foram devidamente considerados no momento da parametrização do Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica do empreendimento, razão pela qual o referido estudo, que foi a principal fundamentação utilizada no processo decisório de aquisição da refinaria de Pasadena, é considerado não apenas falho, mas irregular, à medida que contém premissas alteradas para produzir resultado não condizente com a realidade do investimento”, diz a CGU na auditoria.

As conclusões da CGU, que apontam que a estatal brasileira pagou muito além do preço justo pela unidade de refino nos Estados Unidos, incluem ainda a abertura de processos administrativos contra 22 ex-dirigentes e funcionários da companhia, entre os quais o ex-presidente José Sergio Gabrielli e os ex-diretores da Área Internacional Nestor Cerveró, de Refino e Abastecimento Paulo Roberto Costa, de Serviços Renato Duque e Jorge Zelada, também ex-responsável pela Área Internacional.

Para a Controladoria da União, órgão responsável pelo controle e monitoramento do uso de recursos públicos, a Petrobras, ao decidir pela compra da refinaria de Pasadena, “não considerou todas as premissas aplicáveis ao negócio”, utilizou o “pior” método como compradora e afirmou que, se esses fatores tivessem sido avaliados, “resultariam na redução do valor máximo aceitável para a compra”. Na avaliação da CGU, a empresa brasileira utilizou, para justificar a operação Pasadena, a potencial rentabilidade do empreendimento, e não o valor dos ativos no estado em que se encontravam.

Os técnicos da Controladoria, ao analisar a compra da refinaria de Pasadena, destacaram ainda que a unidade de refino, na época da transação, encontrava-se em “situação quase falimentar”, já que na gestão da antiga proprietária, a empresa Crown, houve baixos investimentos em bens de capital e na manutenção de equipamentos. A auditoria da CGU também questiona a boa-fé e a injeção de recursos da belga Astra no empreendimento e afirma que “a análise dos fatos ocorridos no processo de aquisição de participação acionária pela Petrobras indica que a Astra promoveu simples revitalização, sem grandes investimentos, de uma empresa em estado quase falimentar, com severas dificuldades técnicas, tributárias, trabalhistas e ambientais, para lucrar na alienação no curto prazo, sem qualquer intenção de ingressar no mercado de refino de Petróleo, atividade esta para a qual não possuía expertise prévia”.

“Por mais contraditório que possa parecer, a Petrobras pagou pela refinaria de Pasadena um valor que levava em consideração os investimentos necessários ao Revamp (modernização), mas não tinha nenhuma garantia de que a Astra aportaria os recursos indispensáveis à expansão e à adaptação do empreendimento, o que reforça a tese de que os gestores da Petrobras envolvidos nesse negócio adotaram postura imprudente e antieconômica ao pagar pela PRSI um valor superior àquele que a refinaria valia no estado em que se encontrava”, completa a auditoria.

De acordo com a CGU, a transação foi baseada em cláusulas contratuais favoráveis à emprega belga Astra, que tinha o controle de Pasadena, sem compensar de forma justa a Petrobras, e sem dividir de forma equânime os riscos do negócio. A cláusula Marlim, por exemplo, previa à Astra Oil uma lucratividade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado, enquanto a Put Option obrigava a empresa brasileira a comprar a outra metade da refinaria caso os dois grupos se desentendessem – o que acabou acontecendo.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia analisado a operação Pasadena, considerada uma das mais desastrosas da história da estatal do petróleo, e constatado que a transação impôs à empresa prejuízo de 792 milhões de dólares. Ainda assim, a maior parte dos ministros daquela Corte consideraram, em julgamento de Plenário, que a decisão da petroleira de tentar esgotar todos os recursos judiciais antes de pagar a empresa belga Astra havia sido baseada em “critérios técnicos razoáveis sem nenhum dolo ou culpa dos administradores”.?

17 Dec 22:28

CPMI DA PETROBRAS – Nada como o eleitor para levar um político a descobrir a diferença entre a verdade e a farsa

by giinternet

Pois é… Que bem a democracia e a liberdade de informação fazem à verdade e até à reputação dos petistas, não é mesmo? Chega a ser comovente a rapidez e a determinação com que o deputado Marco Maia (PT-RS) mudou de ideia sobre o relatório da CPMI da Petrobras. Ele não iria pedir o indiciamento de ninguém: agora, vai pedir de 52. Ele até havia reconhecido corrupção na compra da refinaria de Pasadena, mas considerou que a operação estava adequada aos valores de mercado. Agora, não mais: admite um prejuízo de US$ 561,5 milhões — aproximadamente, R$ 1,5 bilhão. Ainda é inferior aos US$ 792 milhões apontados pelo TCU, mas já é uma montanha de dinheiro para quem achava não haver nada de muito errado até anteontem.

Entre aqueles que o relator acha que devem ser indiciados estão Renato Duque, o ex-diretor de Serviços indicado pelo PT; Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento indicado pelo PP; Nestor Cerveró, o ex-diretor da área Internacional indicado pelo PMDB, e Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços, braço-direito do petista Duque. Sim, Maia, inicialmente, não queria pedir o indiciamento nem de Barusco, embora este tenha aceitado devolver nada menos de US$ 97 milhões aos cofres públicos. O relator pede ainda que 20 empresas sejam investigadas, incluindo todas as empreiteiras que aparecem na Operação Lava Jato. Entre os crimes apontados por ele, estão formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e destruição de provas judiciais.

O que levou Maia a mudar de ideia? O medo das urnas. Ele percebeu que o assunto “Petrobras”, desta feita, não vai morrer logo. A empresa pode morrer primeiro. E o seu relatório restaria para a história como um símbolo da indignidade. Imaginem o Congresso Nacional, pelas suas mãos, a referendar as ações da quadrilha que tomou conta da empresa. E, vocês sabem, quem tem eleitor tem medo.

O parlamentar pernambucano Ricardo Fiuza, que já morreu, dizia que não há nada mais importante para fazer um político mudar de ideia do que o “fato novo”, tenha ou não esse fato conexão com a mudança. Maia precisava de uma desculpa para justificar a nova postura. E achou: até a auditoria da Controladoria-Geral da União aponta os descalabros. Ele só precisava de uma desculpa. E encontrou.

Muito bem: mesmo assim, a oposição decidiu apresentar um relatório paralelo, em que pede também o indiciamento de Graça Foster e aponta a proximidade de Dilma Rousseff com Paulo Roberto Costa. Como negar? O homem chegou a ser convidado para ser… ministro das Cidades!

Ainda que o relatório aprovado seja o do governista Maia, o Congresso se livra de um novo vexame. Só para lembrar: uma CPI foi instalada em 2009 para investigar irregularidades na Petrobras foi esmagada pela base governista. Eram tempos em que José Sérgio Gabrielli posava de ditador da Petrobras e recebia prêmios internacionais. De lá pra cá, a empresa perdeu R$ 602 bilhões em valor de mercado — 25 anos de Bolsa Família. Desta feita, os fatos se impuseram à determinação de nada investigar.

09 Dec 21:48

Gilberto Carvalho, às portas do desemprego, parte para a delinquência política

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Gilberto Carvalho, essa mistura exótica de stalinismo com água benta, expôs uma vez mais a sua verdadeira natureza. Ainda que esteja prestes a perder o emprego — e espero que Dilma não tenha a irresponsabilidade de mantê-lo no governo —, ele ainda é ministro de Estado. O secretário-geral da Presidência está obrigado a manter certo decoro. Mas ele não tem nenhum. Nunca teve.

Num encontro com cooperativas de agricultores orgânicos e extrativistas sustentáveis, Carvalho referiu-se ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disputou a eleição presidencial e ficou a menos de quatro pontos da vitória, nestes termos:
“O momento de hoje é de felicidade, a gente celebra essa junção fecunda, adequada entre a sociedade e o governo que tem essa orientação. E é isso, gente, que esteve em disputa agora nas eleições. Eu morria de medo de o playboyzinho ganhar a eleição porque eu tinha clareza que ia acabar essa energia que está aqui nesta sala. Isso não tinha condição de continuar porque não está nesse projeto”.

Isso não é linguagem que se empregue na democracia. Isso não é linguagem que se empregue no estado de direito. Isso não é linguagem que se empregue em relações políticas civilizadas. Isso é pistolagem política. Isso é conversa de bolivariano. Isso é papo de autoritário.

Até uma besta ao quadrado sabe que, no regime democrático, o que legitima o governo é a oposição. Não para Carvalho, o bolivariano prestes a perder o emprego. E ele falou sobre corrupção? Falou. Assim:
“O que está em jogo agora não é esse negócio de corrupção que sempre teve no país e que nós estamos tendo a coragem de combater. Tudo isso que eles estão denunciando agora é o medo que eles têm de perder a hegemonia do Estado brasileiro. O resto é propaganda, o resto é conversa e maledicência. Porque nunca eles tiveram coragem de pôr o dedo na ferida como nós estamos pondo agora cortando na própria carne como se verifica na questão da corrupção.”

O governo petista entregou a Petrobras a uma súcia, e Carvalho quer que aplaudamos o seu partido porque a Polícia Federal, e não o PT, desalojou os bandidos de lá.

Acho bom, no fim das contas, que ele se revele. Por muito tempo, a sua fala mansa disfarçou a sua delinquência política.

 

03 Dec 19:15

Se Mendonça Neto fala a verdade, a organização criminosa é mesmo o PT

by giinternet

O executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, que fez acordo de delação premiada, afirmou em depoimento à Justiça que parte da propina manipulada pela quadrilha foi repassada ao PT na forma de doações legais, entre 2008 e 2011. Em entrevista recente, o tucano Aécio Neves afirmou que perdeu a eleição para uma organização criminosa. Será? Já chego ao ponto. Vamos ver.

Lembram-se da CPI dos Correios — ou CPI do Mensalão? Duda Mendonça admitiu que recebeu no exterior US$ 3,6 milhões como parte do pagamento pela campanha eleitoral de Lula em 2002. Atenção: o pagamento foi feito quando o Babalorixá de Banânia já era presidente da República. Origem do dinheiro? Ninguém sabe. Que era caixa dois, bem, isso era, né? Era dinheiro público? Até onde se sabe, não.

E agora? Tudo piorou. A ser verdade o que diz Mendonça Neto, o PT fez campanha eleitoral com dinheiro da Petrobras. O que isso tem a ver com doação legal? Nada! Trata-se, obviamente, de usar a lei para lavar a propina. Segundo o executivo, os pagamentos foram feitos entre 2008 — ano de eleições municipais — e 2011. Entre as duas pontas, está 2010, quando Dilma se elegeu presidente pela primeira vez. Se ele não estiver mentindo, houve dinheiro sujo na campanha.

Ah, sim: Mendonça Neto diz ainda que só a sua empresa repassou à dupla Renato Duque — o petista que era diretor de Serviços da Petrobras e que foi solto pelo ministro Teori Zavascki — e Pedro Barusco nada menos de R$ 30 milhões. Lembrança à margem: Barusco fez acordo de delação premiada e aceitou devolver a fantástica soma de US$ 97 milhões aos cofres públicos. O empresário afirmou que, no caso da Toyo Setal, Paulo Roberto Costa recebia 0,6% de propina sobre o valor do contrato; Duque, o petista, 1,3%.

Avancemos um pouco. Tanto Paulo Roberto como Alberto Youssef disseram em seus respectivos depoimentos que a prática não era diferente nas demais estatais e em ministérios. E por que deveríamos achar o contrário? Os critérios de nomeação não são os mesmos? Não se procede igualmente ao loteamento de cargos? Até hoje ninguém me respondeu por que um partido político quer a diretoria de Serviços de uma estatal. Para tocar piano?  Por razões ideológicas? Mais: o executivo da Toyo Setal se refere ao período 2008-2011. Ocorre que, quando a PF deflagrou a operação Lava Jato, a roubalheira estava em curso.

Organização criminosa?
Pois é… o senador Aécio Neves afirmou numa entrevista que perdeu a eleição para uma organização criminosa. Rui Falcão, presidente do PT, partido que ganhou a disputa, afirmou que vai processá-lo. Huuummm… Eu tinha entendido que o presidente do PSDB não se referia propriamente ao PT, mas aos métodos empregados. 

Se Mendonça Neto estiver falando a verdade, aí não se duvide: a organização criminosa é mesmo o PT.

03 Dec 17:51

‘Propina foi paga em doações legais ao PT’, diz executivo

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Por Vanessa Borges e Marcela Mattos, na VEJA.com:
O executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal, disse em depoimento à Justiça, após firmar um acordo de delação premiada, que parte da propina recolhida pela quadrilha que se instalou na Petrobras foi repassada para o caixa do Partido dos Trabalhadores por meio de doações oficiais, entre 2008 e 2011. Segundo ele, os repasses foram feitos por meio das contas das empresas Setec Tecnologia e PEM Engenharia. A maquiagem nos desvios, incluindo os recursos como se fossem doações partidárias, era uma estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro oriundo do crime. De acordo com Mendonça Neto, apenas em relação a sua empresa, os ex-diretores da Petrobras Renato Duque e Paulo Roberto Costa receberam propina de até de 30 milhões de reais.

Braço direito de Duque, cabia ao ex-gerente de Serviços Pedro Barusco tratar diretamente da propina com a empresa. Conforme o depoimento, o ex-funcionário, que fez acordo com a justiça para devolver quase 100 milhões de dólares, recebeu os valores das empreiteiras em parcelas em dinheiro, remessas em contas indicadas no exterior e como doações oficiais ao PT. No esquema do petrolão, Barusco chegou a pedir que parte da propina fosse entregue em dinheiro vivo em um escritório em São Paulo, enquanto os pagamentos no exterior eram destinados a uma única conta definida previamente por Renato Duque. (…)

Aeroportos – O executivo da Toyo Setal informou ainda ter tido notícias de cobrança de propina durante as obras de instalações elétricas no aeroporto de Brasília em 2002. O contrato original era entre a Infraero e a Construtora Beter, mas a empreiteira subcontratou a PEM Engenharia para executar a obra, informando à subcontratada da necessidade de pagar propina ao então presidente da estatal aeroportuária Carlos Wilson. Mendonça Neto diz, porém, que “não possui nenhum elemento concreto acerca do suposto pagamento de comissão para Carlos Wilson”, porque a propina estava sendo negociada exclusivamente pela Beter.?

Duque
Indicado pelo ex-ministro mensaleiro José Dirceu para a Diretoria de Serviços da Petrobras, Renato Duque era o responsável direto por negociar a cobrança de propina com as empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ao lado do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque recebia listas manuscritas com o acordo feito pelas empreiteiras e sabia previamente quais empresas deveriam ser convidadas para participar das licitações da Petrobras.

Mais: todas as construtoras que participavam dos acertos tinham conhecimento prévio do valor da extorsão que tanto Costa quanto Duque pretendiam cobrar para oficializar a empresa vencedora: a propina a Costa seria de 1% por contrato, e de Duque outros 2%, embora cada empresa negociasse diretamente com os diretores, em uma espécie de barganha de propina. No caso da Toyo Setal, por exemplo, Duque recebeu 1,3% de propina por contrato celebrado com a Petrobras, enquanto Costa recebeu 0,6%.

Cabia ao presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, repassar a Duque os detalhes do acerto prévio do chamado “Clube do Bilhão”, o cartel de empresas que partilhavam os contratos da Petrobras.

Na noite desta terça-feira, o ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva de Duque, que deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta quarta.

03 Dec 16:07

Executivo diz que Duque e Costa ficaram com parte da propina paga por empreiteiras

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Por Laryssa Borges, na VEJA.com:

Indicado pelo ex-ministro mensaleiro José Dirceu para a Diretoria de Serviços da Petrobras, Renato Duque era o responsável direto por negociar a cobrança de propina com as empreiteiras que tinham contratos com a estatal. As revelações constam do depoimento do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal, que firmou um acordo de delação premiada para revelar detalhes do esquema do petrolão em troca de possíveis benefícios judiciais. Ao lado do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque recebia listas manuscritas com o acordo feito pelas empreiteiras e sabia previamente quais empresas deveriam ser convidadas para participar das licitações da Petrobras.

Mais: todas as construtoras que participavam dos acertos tinham conhecimento prévio do valor da extorsão que tanto Costa quanto Duque pretendiam cobrar para oficializar a empresa vencedora: a propina a Costa seria de 1% por contrato, e de Duque outros 2%, embora cada empresa negociava diretamente com os diretores, em uma espécie de barganha de propina. No caso da Toyo Setal, por exemplo, Duque recebeu 1,3% de propina por contrato celebrado com a Petrobras, enquanto Costa recebeu 0,6%.

Cabia ao presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, repassar a Duque os detalhes do acerto prévio do chamado “Clube do Bilhão”, o cartel de empresas que partilhavam os contratos da Petrobras.

Na noite desta terça-feira, o ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva de Duque, que deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta quarta.

“Existia um acerto de comissões entre as empresas do Clube do Bilhão vencedoras das licitações da Petrobras e os diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque”, revelou Mendonça Neto. “Era importante que os dois diretores [Duque e Costa] soubessem a lista das empresas que seriam convidadas”, completou. Em alguns casos, disse o executivo em depoimento de delação premiada. Em alguns casos, 3% em comissão poderiam representar até 50% do lucro que seria auferido pela empresa vencedora. “O impacto financeiro da propina nos contratos era bastante significativo”, resumiu o empresário, que detido ao lado dos executivos das principais empreiteiras do país na sétima fase da Operação Lava Jato, no dia 14 de novembro.

Além de ter dado detalhes do esquema criminoso de pagamento de propina e fraude em licitações na Petrobras, Mendonça Neto explicou a profissionalização do “clube de empreiteiras” e disse que, para organizar o cartel e garantir que as empreiteiras saíssem vitoriosas nos contratos de seu interesse, havia um regulamento semelhante a de um campeonato de futebol. “As regras do Clube ao longo do tempo foram aprimoradas e chegaram a ser escritas como se fossem um regulamento de campeonato de futebol”, disse. A partir das reuniões do Clube, o coordenador do grupo, Ricardo Pessoa, elaborava a lista e a entregava a Renato Duque, mencionando quais as empresas que deveriam ser convidadas pela Petrobras para o certame específico. As mesmas listas foram entregues a Paulo Roberto Costa. O Clube estabeleceu uma relação direta com o então diretor de Engenharia Renato Duque para que as empresas convidadas para cada certame fossem as indicadas previamente.

O Clube era formado por Márcio Faria, da Odebrecht, Ricardo Pessoa, da UTC, João Auler, da Camargo Correa, Elton Negrão, da Andrade Gutierrez, um interlocutor citado como Vilaça, em nome da Mendes Junior. Pessoa, presidente da UTC, era o “meio de campo” e “intermediário” com Renato Duque e mandava mensagens de texto para cada representante das empresas para agendar as reuniões do Clube. “As reuniões do Clube tinham o propósito de analisar o programa de obras da Petrobras, somando as informações de todos os participantes porque, apesar do programa de obras da Petrobras ser algo anunciado pela própria estatal, a forma como os pacotes seriam divididos  e quando eles seriam efetivamente licitados eram informações que dependiam de relacionamento diário com as áreas da Petrobras”, relatou o executivo ao descrever a atuação criminosa dos empreiteiros.

02 Dec 12:03

Hack For The Future And Get A Chance To Fly The Gripen Simulator

by Saab AB
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gripenchallenge.jpg
Saab has launched the Linux Kernel Hack Challenge in which participants can hack their way into winning a flight in the Gripen simulator.

The participants are invited to provide a Linux kernel modification that gives a more accurate worst-case execution time measurement taking into account cache effects.

“My understanding is that Saab is an attractive company among new graduates. We have got a history of innovation and problem solving, not to mention a great diversity in products and services that are really cutting edge, at the forefront of technology. The Gripen NG system is a great case in point. At the same time, we are competing in a competitive job market, which can make it difficult to attract people with the qualifications and educational background needed. However, with competitions like this, hopefully we can connect with tomorrow’s talent,” says Anders Isaksson, one of the brains behind the contest.

The competition is open for EU-residents. The first prize -a flight in the Gripen simulator - includes travel to Linköping and hotel accommodation.

Read more about the competition here​.

Published: 12/2/2014 12:57 PM
02 Dec 16:28

Ódio à verdade

by Norma
Eu sei que faz tempo, mas não dá para esquecer Jean Wyllys fantasiado de Che Guevara para uma foto. Consta que ele ficou bravo por ser criticado. Eis o que ele disse:

O argumento de que "Che Guevara era homofóbico" além de empobrecer uma rica biografia e de simplificar uma personalidade complexa – e só ignorantes são capazes desse reducionismo constrangedor – não leva em conta que em sociedades capitalistas como a nossa e dos EUA os homossexuais são vítimas não só de discursos de ódio, mas de homicídios numa proporção assustadora...

A coisa já começou mal: "O argumento de que ‘Che Guevara era homofóbico’..." Não se trata de um "argumento", mas sim de um fato, que não escaparia ao conhecimento de Wyllys caso ele fizesse questão de conhecer melhor a pessoa por trás do símbolo. O escritor cubano Guillermo Cabrera Infante, em Mea Cuba (editado no Brasil pela Companhia das Letras), conta uma história que ilustra o ódio que Guevara nutria por homossexuais. Na década de 1960, em visita ao embaixador cubano na Argélia, Che viu na estante da biblioteca as Obras completas do poeta Virgilio Piñera e esbravejou "Como você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?", jogando um volume contra a parede. Temeroso, o pobre embaixador jogou os livros no lixo.

Eu só fico pensando... Os militantes do lobby gay têm os cristãos como grandes inimigos, porque cristãos consideram a Bíblia sua base de fé e acreditam que o homossexualismo é pecado - um dos muitos pecados que fazem parte da natureza humana desde a queda. Trata-se de uma categoria TEOLÓGICA que tem sido objeto de muito malentendido por aí. Dizer que o homossexualismo é pecado não equivale a aprovar qualquer tipo de violência ou repressão contra os gays, pois sabemos muito bem que só Deus pode lidar satisfatoriamente com o pecado humano. Chamar o homossexualismo de "pecado" significa apresentar a possibilidade de perdão a pessoas que não estão felizes com suas pulsões homossexuais.

Dificilmente você vai encontrar um cristão esclarecido que aja como Guevara agiu. Pode perguntar a qualquer cristão que goste de literatura: você deixaria de ler Marcel Proust, Oscar Wilde e Tennessee Williams, por exemplo, só porque esses autores são gays? A resposta será um sonoro NÃO. 

No entanto, Jean Wyllys - sim, o aguerrido lobista LGBT Jean Wyllys - desculpa Che Guevara com as palavras "rica biografia", "personalidade complexa" e "reducionismo constrangedor", mesmo tendo ele feito algo que nenhum cristão digno de seu Mestre sonha em fazer: condenar um poeta gay à lata do lixo.

Dois pesos, duas medidas. Claro, porque o símbolo rende muitos dividendos ideológicos e deve ser preservado a qualquer custo. Sacrifique-se a verdade, por que não?

E ainda querem poder para legislar "crimes de ódio" no Brasil, inocentando um assassino que censura poetas e agride leitores, mas condenando um pastor inofensivo que pregue em Romanos 1 sobre pecado e perdão.


02 Dec 13:10

James Watson's Nobel Prize Goes On Auction This Week

by Soulskill
HughPickens.com writes: Nicholas St. Fleur reports at The Atlantic that James Watson, the famed molecular biologist and co-discoverer of DNA, is putting his Nobel Prize up for auction on Thursday. He's the first Nobel laureate in history to do so. In 2007, Watson, best known for his work deciphering the DNA double helix alongside Francis Crick in 1953, made an incendiary remark regarding the intelligence of black people that lost him the admiration of the scientific community. It made him, in his own words, an "unperson." That year, The Sunday Times quoted Watson as saying that he felt "inherently gloomy about the prospect of Africa" because "all our social policies are based on the fact that their intelligence is the same as ours—whereas all the testing says not really." Watson has a history of making racist and sexist declarations, according to Time. At a science conference in 2012, Watson said of women in science, "I think having all these women around makes it more fun for the men but they're probably less effective." To many scientists his gravest offense was not crediting Rosalind Franklin with helping him deduce the structure of DNA. Watson is selling his prized medallion because he has no income outside of academia, even though for years he had served on many corporate boards. The gold medal is expected to bring in between $2.5 million and $3.5 million when it goes to auction. Watson says that he will use the money to purchase art and make donations to institutions that have supported him, such as the University of Chicago. He adds that the auction will also offer him the chance to "re-enter public life." "I've had a unique life that's allowed me to do things. I was set back. It was stupid on my part," says Watson. "All you can do is nothing, except hope that people actually know what you are."

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01 Dec 23:14

Governo faz chantagem para garantir aprovação de nova manobra fiscal

by giinternet

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
A troca de interesses entre o Executivo e o Congresso ganhou cores explícitas e a chancela do Diário Oficial: em ato publicado em edição extra na última sexta-feira, o governo anunciou a liberação de mais 444 milhões de reais em emendas – desde que os parlamentares aprovem a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que permite ao governo se livrar da meta de superávit primário prevista para 2014. A meta é a economia feita pelo governo para o pagamento dos juros da dívida. Diante do aumento dos gastos públicos em 2014, sem que houvesse também a elevação da arrecadação, o governo se encontra numa encruzilhada: se não mudar a LDO, não conseguirá cumprir a meta.

Para conseguir mobilizar o Congresso em prol da mudança na lei, o Executivo adotou expediente controverso, que se enquadra perfeitamente na definição de ‘chantagem’. A ordem vinda do Palácio do Planalto foi promover um aumento proporcional nas emendas parlamentares: isso significa 444 milhões a mais para as emendas individuais, ou aproximadamente 750 000 reais a mais por deputado e senador. Com isso, o total previsto para 2014 passa a 9,607 bilhões de reais em emendas.

As emendas são usadas como moeda de troca porque interessa aos parlamentares realizar obras nas áreas onde têm mais votos – obtendo, assim, créditos políticos. O valor a que cada um tem direito anualmente é de 15 milhões de reais, mas o montante sempre acaba sendo cortado pelo governo. “A distribuição e a utilização do valor da ampliação a que se referem os artigos 1 e 2 deste decreto ficam condicionadas à publicação da lei resultante da aprovação do PLN 36/2014″, diz o texto publicado no Diário Oficial.

Em resumo, é isso: se o Congresso não aprovar a manobra fiscal, os parlamentares não receberão o acréscimo nas emendas. A votação da lei que altera a LDO e, na prática, abole a meta de superávit primário está marcada para esta terça-feira.
Manobra – A mudança proposta pelo governo no início do mês permite que sejam abatidos da meta todos os gastos com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e as desonerações de impostos concedidas à indústria. Tal manobra, feita por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), dá ao governo a chance de acumular um primário muito pequeno, ou até mesmo déficit, sem que tais números fiquem evidentes nas contas do Tesouro.

O Planalto aguardava a aprovação da mudança na LDO para anunciar nesta quinta-feira a nova equipe econômica – e, até o momento, não há informações sobre o cancelamento deste anúncio. Mas a falta de quórum no Plenário do Congresso inviabilizou a votação da proposta. Uma nova sessão foi convocada apenas para a terça-feira da semana que vem.

02 Dec 09:35

Finally a really great article about “Sensor Crop Factors and Equivalence” from Nasim Mansurov!

by 43rumors

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sensor

On 43rumors plenty of commenters keep saying that there is a “4 times factor” difference between Full Frame and Micro Four Thirds. For those people a f/2.8 PRO zoom from Olympus actually has an “equivalent” Full Frame aperture of f/5.6. Now, while I agree that this is in a very abstract theory correct… it is actually absurd and wrong if you look at the full aspects of the camera technology.

And without me having to explain you why it is so just read the super well written “”Sensor Crop Factors and Equivalence” article written by from Nasim Mansurov on Photographylife. Particlualry point 8) Total Light explains you why that “virtual equivalence” made by so many bloggers and commenters is de facto nonsense:

8) Total Light
“Equivalence” created another ugly child: total light. This theory, which is brought up by some photographers, says that smaller sensors get less total light than larger sensors just because they are physically smaller. That’s how they explain that small sensors have worse noise performance / overall image quality. That a full-frame sensor looks cleaner at higher ISOs than say Micro Four Thirds, just because its sensor area is four times larger. I don’t know where these theories originate from, but I fond the idea of “Total Light” and its relevance to ISO absurd. Explaining why sensor of one size has a cleaner output when compared to a smaller sensor just because it is physically larger has one major flaw – it is actually not true once you factor in a couple of variables: sensor technology, image processing pipeline and sensor generation. If larger sensors did receive more “total light” than smaller sensors, then every full-frame sensor made to date would beat every APS-C sensor, including the latest and greatest. Consequently, every medium format sensor would beat every full-frame sensor made to date. Is that true? Absolutely not. Just compare the output of the first generation Canon 1DS full-frame camera at ISO 800 to a modern Sony APS-C sensor – have a peek at this review from Luminous Landscape and have fun comparing. Surprised to see APS-C beat full-frame? No, not really. Newer sensor technologies, better image processing pipelines and other factors make modern sensors shine when compared to old ones. Simply put, newer is better when it comes to sensor technology. APS-C has come far along in terms of noise performance, easily beating first generation full-frame sensors in terms of colors, dynamic range and high ISO performance. CMOS is cleaner than old generation CCD that struggled even at ISO 400! Until recently, medium format cameras used to be terrible at high ISOs due to use of CCD sensors (which have other strengths). But if we look at the theory of “total light”, medium format sensors are supposed to be much better than full-frame just because their sensor sizes are bigger. But if we look at high ISO performance and dynamic range, it turns out that it is actually not the case. So these folks now add a few words / disclaimers at the end of their statements like “as long as the sensors are of equal efficiency and generation”. When we talk about aperture or shutter speed, there is no such thing as a new generation aperture and shutter speed, and yet they think they can slap on those words for sensor performance. Don’t be fooled by such statements, as they make no sense. The theory of “total light” is too darn confusing, so it is not worth wasting time on.

Thanks Nasim Mansurov for bringing down that discussion to a very “practical – reasonable” level :)

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28 Nov 17:53

Uma pergunta a José Eduardo Cardozo: o senhor acredita mais em homens que tornam virtuosos os sistemas ou em sistemas que tornam corruptos os homens, ministro?

by giinternet

Os leitores são testemunhas de quantas vezes alertei aqui para um absurdo que está em curso no Supremo. A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, patrocinou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei que permite que empresas façam doações a partidos políticos. Proibição total, sem exceção! Uma maioria temporária já se formou a favor da tese absurda. A votação só não foi concluída, e com um resultado desastroso, porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista, sem data para retomar o julgamento. Por enquanto, segue tudo como está.

Sim, este blog acredita que é preciso estabelecer um limite para as doações privadas. Não parece razoável que dez empresas respondam por 61,5% de tudo o que os partidos arrecadaram legalmente. Proibir, no entanto, as doações incorre em várias agressões, entendemos, à ordem democrática e à lógica.

Comecemos pela lógica. Não se proíbem doações legais para tentar conter as doações ilegais. Seria como proibir o consumo de tabaco para conter o tráfico de cocaína e maconha. A única consequência de uma medida estúpida como essa seria fortalecer o tráfico, que passaria a ter o monopólio também da venda de tabaco. Se hoje se estima que parcela considerável das doações é feita por baixo dos panos, mesmo sendo permitidas, se e quando forem proibidas, então vai aumentar exponencialmente a doação ilegal.

Mais: o financiamento púbico ou privado de campanha, e a sua forma, tudo isso é matéria que diz respeito ao Congresso Nacional e tem de ser debatido no âmbito de uma reforma política. O Supremo não foi feito para legislar. O Supremo é um tribunal constitucional, com funções adicionais e excepcionais na área penal — infelizmente, note-se à margem, ele tem se ocupado mais disso do que seria saudável, o que é um mau sinal. Mas voltemos ao ponto: não se pode entregar a 11 juízes a tarefa de reformar o sistema político-eleitoral. Essa é uma atribuição da sociedade. E a voz da sociedade, com toda a sua diversidade, é o Parlamento.

Igualmente falaciosas são as teses que asseguram que a sem-vergonhice que se instalou na Petrobras deriva da doação de empresas privadas a campanhas eleitorais. Essa, infelizmente, é a tese do PT, tanto da ala majoritária como da corrente Mensagem ao Partido, à qual pertence José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, por exemplo.

Eu lamento muito que um ministro da Justiça, pré-candidato, dizem a uma vaga no Supremo — mas confio no Senado brasileiro para impedi-lo —, sustente a falácia de que é a legislação que torna corruptos os homens. Ora, se querem impedir corrupção na Petrobras, por exemplo, parece-me que impedir que um partido indique o diretor de Serviços pode ser muito mais eficiente do que proibir a doação de campanha.

Felizmente, parece que o bom senso começa a fazer fruto. Em debate ocorrido no XII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Michel Temer, vice-presidente da República, do PMDB; o tucano José Serra, senador eleito de São Paulo pelo PSDB, e José Antônio Dias Toffoli, ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, reconheceram que a simples proibição de doação de empresas privadas a campanhas traria mais malefícios do que benefícios. Toffoli, diga-se, parece, saudavelmente, ter mudado de ideia, esboçando uma opinião diferente da que foi manifestada, até agora, no Supremo. Enquanto o julgamento não é encerrado, ministros podem mudar o seu voto.

De resto, note-se: as empresas fazem parte, sim, do conjunto de relações sociais e devem ter compromisso com a cidadania. Não há mal nenhum que façam doações a campanhas eleitorais. O que se tem de coibir, com leis mais duras, claras e efetivas, é a mercantilização do apoio.

E lembro, finalmente, a José Eduardo Cardozo: acredito mais em homens que tornam virtuosos os sistemas do que em sistemas que tornam corruptos os homens, ministro!

28 Nov 00:59

Scientists Develop "Paint" To Help Cool the Planet

by samzenpus
AaronW writes Engineers at Stanford University have developed an ultrathin, multilayered, nanophotonic material that not only reflects heat away from buildings but also directs internal heat away using a system called "photonic radiative cooling." The coating is capable of reflecting away 97% of incoming sunlight and when combined with the photonic radiative cooling system it becomes cooler than the surrounding air by around 9F (5C). The material is designed to radiate heat into space at a precise frequency that allows it to pass through the atmosphere without warming it.

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28 Nov 03:28

Levy promete cortar a farra dos bancos públicos. Ou: Só o estelionato salva o governo de Dilma Rousseff

by giinternet

Joaquim Levy e Nelson Barbosa foram, nesta quinta, extraoficializados — e vejam como Dilma Rousseff força o estropiamento da língua portuguesa — como futuros ministros da Fazenda e do Planejamento. Mas ainda não tomaram posse. Estarão numa equipe de transição do governo Dilma para o… governo Dilma. Vale dizer: Levy e Barbosa aplanarão o terreno para a posse de… Levy e Barbosa. Parece uma maluquice? É uma maluquice.

O futuro titular do Planejamento não disse nada de aproveitável. Limitou-se a agradecer a confiança e coisa e tal. Levy não! Este falou. E com clareza. Fez um discurso apropriado a um governo, digamos, liberal. E o centro de sua fala poderia ser considerado explosivo se alguém estivesse hoje empenhado em cobrar coerência da presidente Dilma. Mas já ninguém se ocupa disso. Se o futuro ministro conseguir evitar o pior, já está de bom tamanho. Explico.

Levy falou, basicamente, sobre recuperar a credibilidade — o que significa admitir que credibilidade não há. E como fazê-lo? Ele deu a entender que essa confiança nasce da previsibilidade, o que demanda o cumprimento do que se promete. Curiosamente, para que se atinja tal objetivo, a Dilma presidente terá de desmentir a Dilma candidata.

O futuro ministro defendeu que se faça um superávit, no ano que vem, de 1,2% do PIB e, nos anos seguintes, de 2%. Mas não dourou a pílula. Agora vem o centro de sua fala: “Para se realizar essa trajetória para a relação dívida PIB, o superávit primário do setor público consolidado deve alcançar o valor de, no mínimo, 2% do PIB ao longo do tempo (…) desde que não haja ampliação do estoque de transferência do Tesouro Nacional para instituições financeiras públicas”.

Sintetizo: ele está falando, principalmente, sobre o BNDES, sim, senhores! Está afirmando que é preciso pôr um limite à farra que permite ao Tesouro repassar dinheiro ao banco como quem diz “hoje é sexta-feira”. Mas que mal há nisso? Bem, o Tesouro capta dinheiro no mercado pela Selic (11,25%) e empresta a alguns eleitos a 5%. Tanto Marina Silva (PSB) como Aécio Neves (PSDB) falaram da necessidade de impor um limite à esbórnia. A candidata Dilma os acusou, então, de ser inimigos dos bancos públicos — e não apenas do BNDES: também do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Levy falou o que aqueles que os petistas chamam “conservadores” queriam ouvir. Como esquecer que, durante a campanha, Lula bateu no peito e se orgulhou de, segundo disse, ganhar eleições contra o mercado? É, diga-se de passagem, mentira. De todo modo, pode-se até ganhar uma eleição contra o dito-cujo, mas certamente não se governa contra ele.

“Então é uma ditadura de mercado, Reinaldo?” Não! As regras a que me refiro são apenas as de bom senso: não gastar mais do que arrecada; não permitir que as despesas cresçam a um ritmo maior do que o das receitas; não tratar o Tesouro como a casa da mãe joana.

Não foi uma fala subserviente. Nesta quinta (ver post), o inefável Gilberto Carvalho, ainda secretário-geral da Presidência e, espera-se, futuro desempregado (ao menos em cargo público), afirmou que, ao entrar no governo, Levy aderia ao paradigma petista de governança. Trata-se, claro!, de uma sandice. É o petismo quem se rende às críticas feitas pelos adversários.

Que coisa! Só o estelionato salva o governo Dilma Rousseff.

28 Nov 04:52

No caso de Dias Toffoli, até onde se sabe, irmão é apenas parente, não mais do que isso

by giinternet

Vamos lá. Eu já discordei, e com muita dureza, de Dias Toffoli, ministro do STF e presidente do TSE. E discordarei quantas vezes achar necessário. O arquivo do meu blog está à disposição. Por isso me sinto ainda mais à vontade para fazer a observação que segue. Vamos ver.

Um senhor chamado José Ticiano Dias Toffoli — sim, um petista — foi denunciado pelo Ministério Público Federal (e denúncia ainda não é condenação), acusado de ter movimentado irregularmente R$ 28,8 milhões da Prefeitura de Marília, interior de São Paulo, nos 10 meses em que assumiu o comando da cidade, entre os anos de 2011 e 2012.

O MP o acusa de ter roubado o dinheiro? Não! Ele e o prefeito que o antecedeu, de quem era vice, Mário Bulgarelli (PDT), usaram recursos do Fundo Municipal de Saúde e de Educação para pagar a folha de pagamento dos funcionários da prefeitura e outros gastos da máquina administrativa. É legal fazer isso? Não! Bulgarelli também é denunciado — no caso, pela movimentação irregular de R$ 28,2 milhões.

O sobrenome de José Ticiano é conhecido. Ele é o irmão mais velho de José Antonio, que vem a ser justamente o ministro Dias Toffoli, do Supremo. E aí a formulação na imprensa se tornou irresistível: “Irmão de Dias Toffoli é denunciado por desvio de R$ 57 milhões”.

Vamos lá. Existe alguma evidência de que o ministro tenha tido alguma relação com os atos do irmão? Não! O próprio José Ticiano admite a ação irregular e diz que deu continuidade a uma situação que herdou do antecessor — o que também é verdade, embora isso não livre a sua barra.

Sim: há apenas 11 ministros na corte suprema do país. Se o irmão de um deles é acusado pelo MP de uso indevido de verba pública, reconheço ser quase fatal que se recorra a essa síntese, mas acho imprescindível que se destaque que o ministro, até onde se sabe, não tem rigorosamente nada a ver com isso. Nem mesmo se pode dizer que haja uma conexão estrutural, ainda que casual, entre as respectivas esferas de competência de cada um.

A Polícia Federal deflagrou a operação Terra Prometida para coibir a venda irregular de lotes destinados à reforma agrária. Odair e Milton Geller, irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, estão entre os alvos da PF. Embora isso, por si, não evidencie que o ministro tenha algo a ver com a ilegalidade, há, admita-se, um forte parentesco entre a atividade do ministro e a área de atuação dos irmãos, que gerou problemas com a polícia. No caso dos Toffolis, insisto, nem isso.

Estamos acostumados, e não sem razão, a desconfiar de tudo e a considerar todos os homens públicos suspeitos. É compreensível, mas convém um pouco mais de cuidado. Parece-me que o melhor título seria algo assim: “Ex-prefeito de Marília é denunciado pelo MP”. No corpo do texto, é evidente, seria preciso informar que ele é irmão do Dias Toffoli ministro. O título faz supor uma conexão entre os dois irmãos que, até onde se sabe, não existe.

28 Nov 05:57

Seminário demonstra que há uma possibilidade de o bom senso impedir que a política brasileira vá para a clandestinidade

by giinternet

Oh, alvíssaras! De vez em quando os sinos bimbalham, e três pessoas conseguem fazer um debate relevante sobre um tema importante, dizendo coisas consequentes, concordemos com elas ou não. A que me refiro? Está em curso em Brasília o XII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Na manhã desta quinta, uma das mesas reuniu o ministro do Supremo Dias Toffoli, presidente do TSE, o senador eleito José Serra (PSDB-SP) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB). O tema: a reforma política. O ministro Gilmar Mendes, diretor do IDP, também estava presente.

Houve convergência integral ou parcial sobre muitos aspectos. A primeira e bastante importante: o lugar da reforma é o Congresso Nacional — este que está aí, não outro. Ainda que isto não tenha sido com todas as letras, o que está obviamente entendido é que não faz sentido a tese petista da Constituinte exclusiva.

Todos concordaram também, com modulações, que a ADI (Ação Direita de Inconstitucionalidade) que está no Supremo, com uma maioria provisória que proíbe a doação de empresas a campanhas eleitorais, é um malefício. Serra alertou para o óbvio: aumentaria o volume de caixa dois nas campanhas. Mendes notou que é preciso definir primeiro o sistema para, depois, deliberar sobre como financiá-lo. Temer é favorável a doações privadas, mas acha que as empresas têm de escolher um candidato, em vez de contemplar a vários. E Toffoli, eis uma boa notícia, evidenciou uma mudança de opinião em relação a pronunciamento já feito no STF.

O ministro admitiu que, se o tribunal proibir o financiamento privado, “o mundo real acabará criando situações que não ficarão bem colocadas”.  E emendou: “É melhor que isso seja refletido de maneira mais aprofundada. Soluções simplistas não vão resolver problemas muito complexos”. Toffoli está alertando, em suma, para um risco óbvio para o qual já chamei a atenção aqui tantas vezes, enfatizado por Serra: proibir a doação legal só estimulará a doação ilegal. O presidente do TSE acenou com outra proposta que me parece sensata: criar um teto para a doação das empresas. A sugestão de Temer seria boa num país que não tivesse um estado gigante como o Brasil: por aqui, o partido que estivesse no poder levaria enorme vantagem.

Serra defendeu o voto distrital já para as eleições municipais de 2016 em cidades com mais de 200 mil eleitores, proposta vista com simpatia por Temer, que a estenderia também para a eleição dos deputados estaduais. Os leitores deste blog sabem que sou um entusiasta desse sistema. O vice-presidente e o senador eleito divergem apenas sobre a forma de eleger a Câmara Federal: o peemedebista defende o voto majoritário: elegem-se os mais votados, e ponto final. O tucano apoia o voto distrital misto.

Todos concordaram ainda que é preciso criar mecanismos para coibir a multiplicação desenfreada de partidos políticos, que não traduzem, evidentemente, a diversidade ideológica da sociedade, mas a mera conveniência de grupos organizados.

A questão do financiamento de campanha está no Supremo. Mendes pediu vista, e não há prazo para que o julgamento seja retomado. Enquanto não é concluído, ministros podem mudar de ideia e reformar o próprio voto. Fico satisfeito ao perceber que Dias Toffoli se mostra sensível ao apelo da razão. Ainda tenho a esperança de que a maioria do Supremo não vai afrontar de maneira tão escandalosa a lógica.

Eu me sinto algo recompensado. Durante alguns meses, fiquei praticamente sozinho, na imprensa ao menos, insistindo no óbvio. 

27 Nov 18:37

Gilberto Carvalho, temendo o desemprego, entra no ramo da comédia

by giinternet

Danilo Gentili que se cuide! Outros grandes do stand up ponham as barbas de molho. O meu amigo Carioca, o maior humorista e imitador do Brasil — porque bem informado, o que faz toda a diferença —, que se prepare para a batalha. Eduardo Sterblitch, que conferiu método ao nonsense, não mais dormirá em paz. Há um novo competidor na praça. Perto de ficar desempregado, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, está no mercado. Depois de ter respondido por alguns dos maiores desastres do governo Dilma, ele resolveu entrar no ramo da graça. Agora ele decidiu ser piadista.

Vamos ver. O modelo tipicamente petista para a economia produz inflação no teto da meta, juros cavalares de 11,25% ao ano, déficit na balança comercial, déficit em transações correntes, déficit no governo central e déficit nas contas públicas. Não só isso: ainda que a estatal não tivesse sido vítima de um assalto organizado, os companheiros teriam levado a Petrobras, a maior empresa do país, à beira do abismo, uma vez que usaram o preço dos combustíveis para fazer política econômica das mais vagabundas.

O sistema tributário brasileiro virou um samba-do-petismo-doido, com um festival de desonerações e incentivos que não conseguiram impedir que a indústria vivesse o pior momento de sua história. O país está de mãos atadas, preso a um Mercosul que virou um fardo. O modelo petista, em suma, tem, em razão da conjuntura internacional, um breve passado de atenuação da miséria — chamar o modelo de “distribuição de renda” é mais do que falta de rigor técnico; é falta de vergonha na cara — e não tem futuro nenhum.

Com a falência do modelo petista, revelada pela saída melancólica do ministro Guido Mantega, Dilma teve de chamar aquele que os petistas e as esquerdas no geral consideravam o satã de um tal “neoliberalismo”, uma corrente de pensamento econômico inventada pela mente perturbada de esquerdistas. Seu nome é Joaquim Levy, oficializado hoje como futuro ministro da Fazenda e homem da transição. A presidente fará a transição de Dilma para Dilma, e Levy prepara o terreno para a posse de Levy. A concorrência no mundo da comédia é grande. Mesmo os humoristas a favor — uma categoria asquerosamente crescente no Brasil — acabarão enfrentando dificuldades. Mas sigamos.

Nesta quinta, vendo-se na contingência de explicar o nome de Levy como ministro da Fazenda, afirmou o comediante involuntário Gilberto Carvalho: “Sinceramente só vejo com bons olhos a nomeação do Levy. E é evidente que, ao aceitar ser ministro desse projeto, ele está aderindo a esse projeto e à filosofia econômica desse projeto. O nome dele é importante porque, pela trajetória dele, ele traz uma credibilidade, ele contribui com o nosso projeto”.

Uau! É verdade! Então podemos esperar de Levy um modelo que produza déficits crescentes, que fraude a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que faça os gastos subir a um ritmo muito superior à arrecadação, que avance no caixa como se não houvesse amanhã, que capte dinheiro no mercado a 11,25% ao ano para emprestar a alguns nababos a 5%. Já cheguei a achar que Carvalho não batesse bem dos pinos. Hoje, me vi tentado a ter a certeza disso. Mas não! Como diria Polônio, a personagem de Hamlet, de Shakespeare, não se trata de loucura, mas de método.

Segundo a metafísica campanheira, tudo cabe no PT: uma tese e também o seu contrário. Imaginem Aécio vitorioso e se vendo obrigado a reajustar os combustíveis e a tarifa de energia elétrica, elevando a taxa de juros, anunciando, adicionalmente a diminuição do papel do BNDES na economia… É claro que os petistas botariam o bloco na rua, não é mesmo? Como são eles a implementar tais medidas, então estas passam a ser legítimas e encaradas como progressistas.

Não me espanta que essa gente trate corruptos comprovados como “heróis do povo brasileiro”.

27 Nov 17:09

PF tenta prender dois irmãos do ministro da Agricultura

by giinternet

Na VEJA.com:
A Polícia Federal tenta cumprir nesta quinta mandados de prisão contra Odair e Milton Geller, irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, na Operação Terra Prometida, deflagrada para combater esquema de venda ilegal de lotes distribuídos por meio de reforma agrária no Estado de Mato Grosso. A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura informou que o ministro está em viagem ao exterior representando o vice-presidente da República, Michel Temer, e, por enquanto, não poderá se pronunciar sobre o assunto. Dezoito pessoas já foram presas.

Segundo a PF, com o objetivo de se obter a reconcentração fundiária de terras da União destinadas à reforma agrária, fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio faziam uso de sua influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar parceleiros para obter deles, ilegalmente, lotes de 100 hectares, cada um avaliado em cerca de 1 milhão de reais. Estima-se que oitenta fazendeiros fazem parte do esquema. A fraude pode alcançar o montante de 1 bilhão de reais, em valores atualizados.

“Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam e esbulhavam a posse destas áreas. Em seguida, com o auxílio de servidores corrompidos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), integrantes de entidades de classe, servidores de Câmaras de Vereadores e de prefeituras buscavam regularizar a situação do lote”, diz a PF em nota sobre a operação.

A PF informou que foram emitidos pela Justiça Federal 52 mandados de prisão preventiva, 146 de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde, todos em Mato Grosso. Há investigados também nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A operação, que conta com cerca de 350 policiais federais, investiga crimes de invasão de terras da União, contra o meio ambiente, fraudes em documentos, e corrupção ativa e passiva. O inquérito foi instaurado em 2010 e, entre os alvos, estão oito servidores públicos.

27 Nov 17:11

Empresário se enrola para explicar parceria com Youssef: “Não procurei seu passado no Google”

by giinternet

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
Em confuso depoimento à CPI Mista da Petrobras nesta quinta-feira, o sócio da importadora Sanko-Sider Márcio Andrade Bonilho admitiu ter feito pagamentos ao doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Inicialmente, o executivo afirmou ter pago 33 milhões de reais referentes a comissões pelo intermédio de contratos com construtoras. Ao longo do depoimento, porém, elevou o valor para 37 milhões de reais. Bonilho também se enrolou para explicar a relação que mantinha com Youssef – disse conhecê-lo há quatro anos, mas negou ciência do histórico do doleiro, que chegou a ser condenado a sete anos de prisão pelo envolvimento do caso Banestado, uma das maiores investigações sobre evasão de divisas do país. A explicação: “Cada indivíduo tem o seu mundo. Eu leio muitas revistas de negócios, mas não leio jornais policiais. Eu não conhecia o passado, não entrei no Google para checar o nome dele”, afirmou o empresário durante depoimento.

À CPI, Bonilho afirmou que o dinheiro pago a Youssef era legal e correspondia à intermediação de contratos com construtoras, como a Camargo Corrêa, a UTC, a Odebrecht e a OAS – todas envolvidas no esquema da Lava Jato. De comissão, Youssef recebia entre 3% e 15% sobre os contratos firmados. O executivo explicou que, diferentemente das outras empresas envolvidas na Lava Jato, a Sanko-Sider não é uma empreiteira, mas sim uma importadora de produtos siderúrgicos com 18 anos de atuação no mercado. Ele disse que o doleiro atuou em doze contratos firmados pela empresa. Ao todo, segundo Bonilho, a importadora tem 8.000 clientes ativos.   

O executivo disse exigir de Youssef o recebimento de notas fiscais pelos serviços prestados, mas informou que o doleiro teria pedido que a empresa fizesse uma cessão de crédito à MO Consultoria e à GFD – ambas de fachada, segundo investigação da Polícia Federal.

Bonilho disse ter sido apresentado a Youssef há quatro anos como um empresário do setor hoteleiro e que “era dito no setor que ele tinha um bom tráfego com as construtoras”. Somente oito meses depois de a parceria ter sido firmada, o executivo, segundo ele, tomou conhecimento do passado do doleiro. E mesmo assim manteve os contratos, porque, de acordo com seus advogados, a operação era legal e o processo ao qual o doleiro respondeu já havia transitado em julgado. “Eu não fiz negócio com Youssef no parlatório da penitenciária”, disse Bonilho.

 “O senhor contratou um doleiro famoso no Brasil para ser seu vendedor. Como nunca soube o que ele fazia?”, questionou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “Seria muito bom se o senhor viesse a essa CPI e falasse a verdade. O senhor tenta aqui nos enrolar”, continuou o deputado.

Bonilho explicou como se davam os encontros com Youssef: ao chegar ao escritório, aguardava em uma recepção vazia. Depois uma secretária o levava à sala de reuniões, onde ele ficava novamente sozinho, até a chegada do doleiro. “A gente tratava pragmaticamente do assunto. Se fizesse uma pergunta, ele era áspero”, afirmou. “Hoje eu vejo pela imprensa um Youssef bem diferente do que conheci”, disse o executivo.

27 Nov 02:33

David Christensen: MySQL to PostgreSQL Migration Tips

I recently was involved in a project to migrate a client's existing application from MySQL to PostgreSQL, and I wanted to record some of my experiences in doing so in the hopes they would be useful for others.

Note that these issues should not be considered exhaustive, but were taken from my notes of issues encountered and/or things that we had to take into consideration in this migration process.

Convert the schema

The first step is to convert the equivalent schema in your PostgreSQL system, generated from the original MySQL.

We used `mysqldump --compatible=postgresql --no-data` to get a dump which matched PostgreSQL's quoting rules. This file still required some manual editing to cleanup some of the issues, such as removing MySQL's "Engine" specification after a CREATE TABLE statement, but this resulted in a script in which we were able to create a skeleton PostgreSQL database with the correct database objects, names, types, etc.

Some of the considerations here include the database collations/charset. MySQL supports multiple collations/charset per database; in this case we ended up storing everything in UTF-8, which matched the encoding of the PostgreSQL database, so there were no additional changes needed here; otherwise, it would have been necessary to note the original encoding of the individual tables and later convert that to UTF-8 in the next step.

We needed to make the following modifications for datatypes:

MySQL Datatype PostgreSQL Datatype
tinyint int
int(NN) int
blob text*
datetime date
int unsigned int
enum('1') bool
longtext text
varbinary(NN) bytea

* Note: this was the right choice given the data, but not necessarily in general.

A few other syntactic changes; MySQL's UNIQUE KEY in the CREATE TABLE statement needs to just be UNIQUE.

Some of the MySQL indexes were defined as FULLTEXT indexes as well, which was a keyword PostgreSQL did not recognize. We made note of these, then created just normal indexes for the time being, intending to review to what extent these actually needed full text search capabilities.

Some of the AUTO_INCREMENT fields did not get the DEFAULT value set correctly to a sequence, because those types just ended up as integers without being declared a serial field, so we used the following query to correct this:

-- cleanup missing autoincrement fields

WITH
datasource AS (
    SELECT
        k.table_name,
        k.column_name,
        atttypid::regtype,
        adsrc
    FROM
        information_schema.key_column_usage k
    JOIN
        pg_attribute
    ON
        attrelid = k.table_name :: regclass AND
        attname = k.column_name
    LEFT JOIN
        pg_attrdef
    ON
        adrelid = k.table_name :: regclass AND
        adnum = k.ordinal_position
    WHERE
        table_name IN (
            SELECT table_name::text FROM information_schema.key_column_usage WHERE constraint_name LIKE '%_pkey' GROUP BY table_name HAVING count(table_name) = 1
        ) AND
        adsrc IS NULL AND
        atttypid = 'integer' ::regtype
),
frags AS (
    SELECT
        quote_ident(table_name || '_' || column_name || '_seq') AS q_seqname,
        quote_ident(table_name) as q_table,
        quote_ident(column_name) as q_col
    FROM
        datasource
),
queries AS (
    SELECT
        'CREATE SEQUENCE ' || q_seqname || ';
' ||
        'ALTER TABLE ' || q_table || ' ALTER COLUMN ' || q_col || $$ SET DEFAULT nextval('$$ || q_seqname || $$');
    $$ ||
        $$SELECT setval('$$ || q_seqname || $$',(SELECT max($$ || q_col || ') FROM ' || q_table || '));
' AS query
    FROM frags
)
SELECT
    COALESCE(string_agg(query, E'\n'),$$SELECT 'No autoincrement fixes needed';$$) AS queries FROM queries
\gset

BEGIN;
:queries
COMMIT;

Basically the idea is that we look for all table with a defined integer primary key (hand-waving it it by using the _pkey suffix in the constraint name), but without a current default value, then generate the equivalent SQL to create a sequence and set that table's default value to the nextval() for the sequence in question. We also generate SQL to scan that table and set that sequence value to the next appropriate value for the column in question. (Since this is for a migration and we know we'll be the only user accessing these tables we can ignore MVCC.)

Another interesting thing about this script is that we utilize psql's ability to store results in a variable, using the \gset command, then we subsequently execute this SQL by interpolating that corresponding variable in the same script.

Convert the data


The next step was to prepare the data load from a MySQL data-only dump. Using a similar dump recipe as for the initial import, we used: `mysqldump --compatible=postgresql --no-create-info --extended-insert > data.sql` to save the data in a dump file so we could iteratively tweak our approach to cleaning up the MySQL data.

Using our dump file, we attempted a fresh load into the new PostgreSQL database. This failed initially due to multiple issues, including ones of invalid character encoding and stricter datatype interpretations in PostgreSQL.

What we ended up doing was to create a filter script to handle all of the "fixup" issues needed here. This involved decoding the data and reencoding to ensure we were using proper UTF8, performing some context-sensitive datatype conversions, etc.

Additional schema modifications


As we were already using a filter script to process the data dump, we decided to take the opportunity to fixup some warts in the current table definitions. This included some fields which were varchar, but should have actually been numeric or integer; as this was a non-trivial schema (100 tables) we were able to use PostgreSQL's system views to identify a list of columns which should should be numeric and were currently not.

Since this was an ecommerce application, we identified columns that were likely candidates for data type reassignment based on field names *count, *qty, *price, *num.

Once we identified the fields in question, I wrote a script to generate the appropriate ALTER TABLE statements to first drop the default, change the column type, then set the new default. This was done via a mapping between table/column name and desired output type.

Convert the application


The final (and needless to say most involved step) was to convert the actual application itself to work with PostgreSQL. Despite the fact that these databases both speak SQL, we had to come up for solutions for the following issues:

Quotation styles


MySQL is more lax with its quoting styles, so some of this migration involved hunting down differences in quoting styles. The codebase contained lots of double-quoted string literals, which PostgreSQL interprets as identifiers, as well as the difference in quoting of column names (backticks for MySQL, double-quotes for PostgreSQL). These had to be identified whereever they appeared and fixed to use a consistent quoting style.

Specific unsupported syntax differences:


INSERT ON DUPLICATE KEY

MySQL supports the INSERT ON DUPLICATE KEY syntax. Modifying these queries involved creating a special UPSERT-style function to support the different options in use in the code base. We isolated and categorized the uses of INSERT ON DUPLICATE KEY UPDATE into several categories: those which did a straight record replace and those which did some sort of modification. I wrote a utility script (detailed later in this article) which served to replicate the logic needed to handle this as the application would expect.

Upcoming versions of PostgreSQL are likely to incorporate an INSERT ... ON CONFLICT UPDATE/IGNORE syntax, which would produce a more direct method of handling migration of these sorts of queries.

INSERT IGNORE

MySQL's INSERT ... IGNORE syntax allows you to insert a row and effectively ignore a primary key violation, assuming that the rest of the row is valid. You can handle this case via creating a similar UPSERT function as in the previous point. Again, this case will be easily resolved if PostgreSQL adopts the INSERT ... ON CONFLICT IGNORE syntax.

REPLACE INTO

MySQL's REPLACE INTO syntax effectively does a DELETE followed by an INSERT; it basically ensures that a specific version of a row exists for the given primary key value. We handle this case by just modifying these queries to do an unconditional DELETE for the Primary Key in question followed by the corresponding INSERT. We ensure these are done within a single transaction so the result is atomic.

INTERVAL syntax

Date interval syntax can be slightly different in MySQL; intervals may be unquoted in MySQL, but must be quoted in PostgreSQL. This project necessitated hunting down several instances to add quoting of specific literal INTERVAL instances.

Function considerations


last_insert_id()

Many times when you insert a records into a MySQL table, later references to this are found using the last_insert_id() SQL function. These sorts of queries need to be modified to utilize the equivalent functionality using PostgreSQL sequences, such as the currval() function.

GROUP_CONCAT()

MySQL has the GROUP_CONCAT function, which serves as a (string) "join" of sorts. We emulate this behavior in PostgreSQL by using the string_agg aggregate function with the delimiter of choice.

CONCAT_WS() - expected to be but not an issue; PG has this function

PostgreSQL has included a CONCAT_WS() function since PostgreSQL 9.1, so this was not an issue with the specific migration, but could still be an issue if you are migrating to an older version of PostgreSQL.

str_to_date()

This function does not exist directly in PostgreSQL, but can be simulated using to_date(). Note however that the format string argument differs between MySQL and PostgreSQL's versions.

date_format()

MySQL has a date_format() function which transforms a date type to a string with a given format option. PostgreSQL has similar functionality using the to_char() function; the main difference here lies in the format string specifier.

DateDiff()

DateDiff() does not exist in PostgreSQL, this is handled by transforming the function call to the equivalent date manipulation operators using the subtraction (-) operator.

rand() to random()

This is more-or-less a simple function rename, as the equivalent functionality for returning a random float between 0.0 rand(N) will be returned between 0.0 random() * N.

IF() to CASE WHEN ELSE

MySQL has an IF() function which returns the second argument in the case the first argument evaluates to true otherwise returns the third argument. This can be trivially converted from IF(expression1, arg2, arg3) to the equilvalent PostgreSQL syntax: CASE WHEN expression1 THEN arg2 ELSE arg3.

IFNULL() to COALESCE()

MySQL has a function IFNULL() which returns the first argument if it is not NULL, otherwise it returns the second argument. This can effecively be replaced by the PostgreSQL COALESCE() function, which serves the same purpose.

split_part()

MySQL has a built-in function called split_part() which allows you to access a specific index of an array delimited by a string. PostgreSQL also has this function, however the split_part() function in MySQL allows the index to be negative, in which case this returns the part from the right-hand side.

in MySQL:
split_part('a banana boat', ' ', -1) => 'boat'
in PostgreSQL:
split_part('a banana boat', ' ', -1) => // ERROR:  field position must be greater than zero

I fixed this issue by creating a custom plpgsql function to handle this case. (In my specific case, all of the negative indexes were -1; i.e., the last element in the array, so I created a function to return only the substring occurring after the last instance of the delimiter.)

Performance considerations


You may need to revisit COUNT(*) queries

MySQL ISAM tables have a very fast COUNT(*) calculation, owing to queries taking a table lock, while PostgreSQL utilizes MVCC in order to calculate table counts which necessitates a full table scan to see which rows are visible to the specific calling snapshot, so this assumption may need to be revisited in order to calculate an equivalent performant query.

GROUP BY vs DISTINCT ON

MySQL is much more (*ahem*) flexible when it comes to GROUP BY/aggregate queries, allowing some columns to be excluded in a GROUP BY or an aggregate function. Making the equivalent query in PostgreSQL involves transforming the query from SELECT ... GROUP BY (cols) to a SELECT DISTINCT ON (cols) ... and providing an explicit sort order for the rows.

More notes

Don't be afraid to script things; in fact, I would go so far as to suggest that everything you do should be scripted. This process was complicated and there were lots of moving parts to ensure moved in tandem. There were changes being made on the site itself concurrently, so we were doing testing against a dump of the original database at a specific point-in-time. Having everything scripted ensured that this process was repeatable and testable, and that we could get to a specific point in the process without having to remember anything I'd done off-the-cuff.

In addition to scripting the actual SQL/migrations, I found it helpful to script the solutions to various classifications of problems. I wrote some scripts which I used to create some of the various scaffolding/boilerplate for the tables involved. This included a script which would create an UPSERT function for a specific table given the table name, which was used when replaceing the INSERT ON DUPLICATE KEY UPDATE functions. This generated script could then be tailored to handle more complex logic beyond a simple UPDATE. (One instance here is an INSERT ON DUPLICATE KEY UPDATE which increased the count of a specific field in the table instead of replacing the value.)

#!/usr/bin/env perl
# -*-cperl-*-

use strict;
use warnings;

use Data::Dumper;

my $table = shift or die "Usage: $0 <table>\n";
my @cols = @ARGV;

my $dbh = DBI->connect(...);

my @raw_cols = @{ $dbh->column_info(undef, 'public', $table, '%')->fetchall_arrayref({}) };
my %raw_cols = map { $_->{COLUMN_NAME} => $_ } @raw_cols;

die "Can't find table $table\n" unless @raw_cols;

my @missing_cols = grep { ! defined $raw_cols{$_} } @cols;

die "Referenced non-existing columns: @missing_cols\n" if @missing_cols;

my %is_pk;

unless (@cols) {
    @cols = map { $_->{COLUMN_NAME} } @raw_cols;
}

my @pk_cols = $dbh->primary_key(undef, 'public', $table);

@is_pk{@pk_cols} = (1)x@pk_cols;

my @data_cols = grep { ! $is_pk{$_} } @cols;

die "Missing PK cols from column list!\n" unless @pk_cols == grep { $is_pk{$_} } @cols;
die "No data columns!\n" unless @data_cols;

print <<EOF
CREATE OR REPLACE FUNCTION
    upsert_$table (@{[
    join ', ' => map {
        "_$_ $raw_cols{ $_ }->{pg_type}"
    } @cols
]})
RETURNS void
LANGUAGE plpgsql
AS \$EOSQL\$
BEGIN
    LOOP
        UPDATE $table SET @{[
    join ', ' => map { "$_ = _$_" } @data_cols
]} WHERE @{[
    join ' AND ' => map { "$_ = _$_" } @pk_cols
]};
        IF FOUND THEN
            RETURN;
        END IF;
        BEGIN
            INSERT INTO $table (@{[join ',' => @cols]}) VALUES (@{[join ',' => map { "_$_" } @cols]});
            RETURN;
        EXCEPTION WHEN unique_violation THEN
            -- Do nothing, and loop to try the UPDATE again.
        END;
    END LOOP;
END
\$EOSQL\$
;
EOF
;

This script created an upsert function from a given table to update all columns by default, also allowing you to create one with a different number of columns upserted.

I also wrote scripts which could handle/validate some of the column datatype changes. Since there were large numbers of columns which were changed, often multiple in the same table, I was able to have this script create a single ALTER TABLE statement with multiple ALTER COLUMN TYPE USING clauses, plus be able to specify the actual method that these column changes were to take place. These included several different approaches, depending on the target data type, but generally were to solve cases where there were farily legitimate data that was not picked up by PostgreSQL's input parsers. These included how to interpret blank fields as integers (in some cases we wanted it to be 0, in others we wanted it to be NULL), werid numeric formatting (leaving off numbers before or after the decimal point), etc.

We had to fix up in several locations missing defaults for AUTO_INCREMENT columns. The tables were created with the proper datatype, however we had to find tables which matched a specific naming convention and create/associate a sequence/serial column, set the proper default here, etc. (This was detailed above.)

There was a fair amount of iteration and customization in this process, as there was a fair amount of data which was not of the expected format. The process was iterative, and generally involved attempting to alter the table from within a transaction and finding the next datum which the conversion to the expected type did not work. This would result in a modification of the USING clause of the ALTER TABLE ALTER COLUMN TYPE to accommodate some of the specific issues.

In several cases, there were only a couple records which had bad/bunko data, so I included explicit UPDATE statements to update those data values via primary key. While this felt a bit "impure", it was a quick and preferred solution to the issue of a few specific records which did not fit general rules.

27 Nov 06:05

Janot acha que já dá para pedir a abertura de alguns inquéritos. Ou: Certo colunismo quer inventar agora os “heróis do povo brasileiro” do Petrolão, e o homem mau da hora é o… juiz Sérgio Moro!

by giinternet

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considera contar já com os elementos necessários para abrir ainda neste ano os primeiros inquéritos para investigar políticos envolvidos com o petrolão, embora ainda haja delações em curso. O doleiro Alberto Youssef prestou seu depoimento final no dia 25. É o que informa Severino Motta, na Folha desta quinta. Quantos inquéritos? Ainda não se sabe. O método será diferente daquele empregado no caso do mensalão, em que todos foram investigados num único inquérito, o que, convenham, tornou o caso enrolado, confuso e trabalhoso. Só que a abertura de investigação de autoridades com direito a foro especial por prerrogativa de função depende da autorização de tribunais superiores.

Só para lembrar: são processados e julgados por crimes comuns no STF o presidente da República, o vice-presidente, os membros do Congresso Nacional, o Procurador-Geral da República, os ministros de estado, os membros de Tribunais Superiores, os do TCU e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. São processados e julgados pelo STJ os governadores de Estado e do Distrito Federal, os desembargadores, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do DF, os juízes dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os integrantes do Ministério Público da União. Há dezenas de autoridades citadas nas delações premiadas: deputados, senadores, ministros de estado e governadores. Ainda não conhecemos todos os nomes porque eles surgiram no âmbito da delação premiada, que é sigilosa. Mas alguns, como vocês sabem, vieram a público.

Pessoas sem foro especial podem acabar sendo processadas por tribunais superiores se for impossível dissociar a sua atuação da de autoridades com esse direito, a exemplo do que aconteceu no mensalão.

Janot enviou ainda ao Supremo, nesta terça, pareceres contrários à pretensão de dois acusados de envolvimento com a roubalheira na Petrobras. Como há políticos citados no caso, as respectivas defesas de Murilo Barrios, sócio da Sanko Sider, fornecedor da Petrobras, e de Waldomiro de Oliveira, um empregado de Youssef, pediram que os atos do juiz Sérgio Moro sejam considerados nulos, com a revogação de prisões, já que só o Supremo poderia atuar no caso.

Para o procurador-geral da República, o pedido “desborda da boa-fé objetiva”. Quem vai dar a palavra final é o ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF.

Para arrematar: os esbirros do petismo na imprensa seguem firme em sua campanha contra o juiz Sérgio Moro, apontando ilegalidades onde não há. Depois dos “heróis do povo brasileiro” do mensalão, agora há colunistas querendo criar os “heróis do povo brasileiro” do petrolão. O verdugo daqueles pobres ladrões era Joaquim Barbosa; o dos pobres ladrões de agora, Sérgio Moro.

É de dar nojo!

26 Nov 16:51

Lava Jato detecta rede de operadores do PMDB no petrolão

by giinternet

Na VEJA.com:
Investigações da Operação Lava Jato detectaram que o PMDB tinha uma rede de operadores no esquema do petrolão, segundo reportagem desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo. Enquanto PP e PT contavam com um operador em diretorias da Petrobras comandadas por indicados pelas siglas, o PMDB atuava em diversas frentes – cada uma, com um interlocutor em diretorias da estatal.

As investigações indicam que o modelo peemedebista na Petrobras reproduzia a organização descentralizada do partido, loteado por diversos caciques e principal aliado do governo. Cada operador atuava para um padrinho, reportando-se a uma pessoa ou grupo de poder, e não à legenda como um todo.

Em depoimento à Justiça, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa admitiu que, além de operar para o PP, que o indicou ao cargo, também passou num determinado momento a atender o PMDB. O ex-diretor disse que começou a repassar dinheiro a peemedebistas após acordo para permanecer no cargo. A barganha foi a saída encontrada por ele para conter investida de uma ala da legenda, que se articulou para derrubá-lo da cúpula da companhia petrolífera.

A negociação com o PMDB ocorreu quando Costa se afastou por meses do cargo para tratar uma doença adquirida em viagem à Índia. Segundo interlocutores, após voltar ao Brasil, o então diretor teve uma infecção generalizada e chegou a ser desenganado pelos médicos. Aproveitando-se da vacância, uma ala do partido teria se articulado para substituí-lo pelo ex-gerente executivo Alan Kardec.

No depoimento, Costa contou que, depois de recuperado, esteve em Brasília e costurou o apoio à sua manutenção no cargo com um político do PMDB. Nessa época, o então deputado José Janene, seu padrinho, já estava enfraquecido por causa do seu envolvimento com o mensalão. Costa precisava do PMDB para continuar no cargo. O partido tem negado envolvimento no esquema. Costa dirigiu a área de Abastecimento e Refino da Petrobras de 2003 a abril de 2012.

Baiano
Segundo as investigações, paralelamente, outro grupo do PMDB também se beneficiava do esquema por meio do consultor Fernando Soares, o Fernando Baiano – que está preso na superintendência da Polícia Federal no Paraná e teve R$ 8,5 milhões bloqueados nas contas de duas de suas empresas. A defesa de Baiano nega que ele tenha participado de esquema de corrupção na estatal.

A força-tarefa da Lava Jato, porém, concluiu que Baiano tinha influência na Diretoria Internacional, comandada até 2008 por Nestor Cerveró. No PP e no PT o esquema tinha operadores únicos, que atuavam para atender aos partidos como um todo, conforme os investigadores. No caso do PP, o operador era o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal petroleira.

26 Nov 17:51

Dilma consegue errar até quando acerta! Nunca vi tamanha determinação em inventar a quadratura do círculo! Que gente atrapalhada!

by giinternet

Olhem aqui. Eu não sei que espírito ruim tomou conta do Palácio do Planalto para transformar, com tanta determinação, até mesmo o acerto num erro. A que me refiro?

A presidente Dilma Rousseff decidiu anunciar a quase nova equipe econômica nesta quinta, amanhã. É “quase” nova porque, na presidência do Banco Central, continuará Alexandre Tombini, que já demonstrou ser independente na medida do suportável para Dilma, se é que me entendem. Para o Planejamento, vai Nelson Barbosa, e Joaquim Levy — este, sim, a novidade — assumirá a Fazenda.

A equipe será anunciada nesta quinta, mas, por qualquer razão insondável, não tomará posse de imediato. E quando será? Ainda não se sabe. Então ficamos assim: Guido Mantega foi demitido faz tempo, mas continuou no cargo; Levy, tudo indica, assume o cargo, mas ainda não foi admitido. Que estranho jeito de fazer as coisas! Ninguém parece ter contado à presidente Dilma que a reta é a menor distância entre dois pontos. A curva, os zigue-zagues, as voltas em torno do próprio eixo, tudo isso só serve para movimentos de procrastinação.

Levy e Barbosa vão integrar a equipe de transição… Como? É mais uma jabuticaba, mais uma inovação: é a transição de um grupo para si mesmo. Isso simplesmente não faz o menor sentido.

Fica parecendo que esse movimento, digamos, quântico, daquele que é e não é ao mesmo tempo, serve para amansar alguns espíritos, como se Dilma tentasse fazer com que Levy fosse digerido aos poucos; como se ele não atendesse, nesse momento, não às necessidades desse ou daquele grupo, mas às necessidades do país.

Aliás, um grupo de sedizentes intelectuais petistas resolveu lançar um manifesto contra as indicações de Levy para a Fazenda e de Kátia Abreu para a Agricultura. Estão na lista o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o jornalista André Singer (ex-porta-voz de Lula), João Pedro Stedile, o maior latifundiário do país e promotor de invasões de terra, e o suposto teólogo de meia-pataca Leonardo Boff.

A imprensa perdeu a noção do que seja um “intelectual”. Quem, nesse grupo, produziu alguma obra de referência, que ficará para as gerações futuras? Quem ali será lido ou lembrado daqui a 30 anos em razão de uma ideia original — e boa — que seja? Quem ali é mais do que mero esbirro do grupo que está no poder?

Ora, então ofereçam o caminho a Dilma, não é mesmo? Se Levy e Kátia não servem, quem serve? Por que Dilma teria feito essas escolhas e não outras? A esquerda que essa gente representa tem quantos votos mesmo?

Intelectuais petistas? Não! Essa gente precisa é de alguma ocupação.

26 Nov 17:45

Mapping the world with open source (Opensource.com)

by ris
Opensource.com talks with Paul Ramsey, senior strategist at the open source company Boundless. "Boundless is the “Red Hat of geospatial”, which says a bit about our business model, but doesn’t really explain our technology. GIS professionals and IT professionals (and, really, anyone with a custom mapping problem) use our tools to store their data, in a spatial SQL database (PostGIS), publish maps and data over the web (GeoServer), and view or edit data in web browsers (OpenLayers) or on the desktop (QGIS). Basically, our tools let developers build web applications that understand and can attractively visualize location. We help people take spatial data out of the GIS department and use it to improve workflows and make decisions anywhere in the organization. This is part of what we see as a move towards what we call Spatial IT, where spatial data is used to empower decision-making across an enterprise."
26 Nov 13:48

Petrolão: Suíça suspeita que remessas ultrapassam US$ 23 milhões

by giinternet

Na VEJA.com:

A Justiça suíça suspeita que o esquema de remessas ilegais para contas no paraíso fiscal envolvendo o escândalo da Petrobras movimentou um volume de recursos superior aos 23 milhões de dólares já bloqueados. Entre os suspeitos de terem enviado dinheiro para contas na Suíça estão o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema, e Renato Duque, o ex-diretor de Serviços da Petrobras.

Nesta terça-feira, uma delegação de procuradores brasileiros que trabalham na Operação Lava Jato esteve em Lausanne por mais de quatro horas revisando documentos e movimentações bancárias colhidas pela Justiça suíça. O acesso aos documentos ocorreu nos escritórios do Ministério Público suíço e continuará nesta quarta-feira. Além de identificar quem enviou os recursos para as contas no país, os brasileiros tentam desenhar o caminho dos recursos para fazer a denúncia formal.

Os procuradores Delton Dallagnol e Orlando Martello, que integram a delegação, também negociam com os suíços um acordo para acelerar o repatriamento de 23 milhões de dólares depositados em cinco contas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O dinheiro está congelado.

Pelos acordos assinados pelos suíços, recursos bloqueados apenas são enviados ao país de origem se a Justiça que o investiga condena o suspeito em última instância. No caso do ex-prefeito Paulo Maluf, os recursos levaram mais de dez anos para voltar aos cofres públicos.

Os executivos citados no escândalo da Petrobras são investigados criminalmente na Suíça por lavagem de dinheiro, mas as autoridades locais não informam os nomes das pessoas investigadas em processo sob segredo de justiça.

De acordo com os suíços, não foi a Justiça brasileira que pediu ajuda a eles, mas o contrário. A previsão é de que a conclusão da investigação e eventual indiciamento ocorram em 2015. Se condenados, os envolvidos no caso poderiam pegar entre três e cinco anos de prisão. 

26 Nov 16:50

Hacker Threatened With 44 Felony Charges Escapes With Misdemeanor

by Soulskill
An anonymous reader writes: It's no secret that prosecutors usually throw every charge they can at an alleged criminal, but the case of Aaron Swartz brought to light how poorly-written computer abuse laws lend themselves to this practice. Now, another perfect example has resolved itself: a hacker with ties to Anonymous was recently threatened with 44 felony counts of computer fraud and cyberstalking, each with its own 10-year maximum sentence. If the charges stuck, the man was facing multiple lifetimes worth of imprisonment. But, of course, they didn't. Prosecutors struck a deal to get him to plead guilty to a single misdemeanor charge, which carried only a $10,000 fine. The man's attorney, Tor Eklund, said, "The more I looked at this, the more it seemed like an archetypal example of the Department of Justice's prosecutorial abuse when it comes to computer crime. It shows how aggressive they are, and how they seek to destroy your reputation in the press even when the charges are complete, fricking garbage."

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