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14 Apr 16:00

Physical-to-virtual is complete just before hardware dies

devopsreactions:

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by _KaszpiR_

16 Apr 11:53

“Onde eu vou usar isso na minha vida?”

by Igor Santos

Durante minha vida acadêmica eu testemunhei em várias oportunidades alguns dos meus colegas reclamando das informações que recebiam dos professores, acusados de ensinar muita coisa desnecessária.

Preciso dizer aqui que concordo com tal observação. A escola tradicionalmente nos empurra informações que são completamente inúteis no mundo real e que em nada nos ajuda no nosso cotidiano (ou “na vida real”, como eu chamo o período de tempo que ocorre fora da Academia).

Por exemplo: quantos entre vocês sabem usar estatística? Arriscaria dizer que menos de 50% sabe usar porcentagem e menos de metade é familiar com o uso de frações.

Quanto mais eu estudava logaritmo, menos e menos eu aprendia. E também nunca precisei de matrizes para colocar um teto sobre a minha cabeça.

Quem precisou aprender sobre degradação de proteína nas aulas de Biologia ou sobre ligações iônicas nas de Química para colocar comida na mesa?

Para quê perder tempo aprendendo Física se toda a nossa informação hoje em dia vem pela Internet e TV (geralmente a cabo ou via satélite)?

Antigamente ninguém estudava História e em nenhuma parte do mundo as civilizações deixavam de existir por não saberem Geografia.

Filosofia e Literatura são duas coisas inúteis também, pois como já dizia Voltaire, “o valor dos grandes homens mede-se pela importância dos seus serviços prestados à humanidade“.

Ninguém nunca precisou estudar um segundo idioma para pedir uma long neck e uma pizza ao garçom, ou um croissant com cocktail de champagne no piano bar, nem para comprar tickets num site de Internet para um show de rock em turnê do CD de top hits, ou assumir que uma madame de batom e blush usa também spray de cabelo e gosta de buquê de tulipas e se veste como drag queen de prêt-à-porter. Nem para constatar que o layout de um ateliê de fashion design num shopping é igual a um camelô laissez-faire on-line que se acha chic por ser pink e não ter toilette. Por exemplo.

Ai, que chato...

Ai, que chato…

Eu estudei até quebrar a perna do óculos e até hoje nunca usei uma catacrese ou hipérbole em minha na vida. A escola acabou e jamais usei uma metonímia. Elipse, então…

Tirei muita nota ruim e horas da minha vida e, pá!, não aprendi o que é zeugma, onomatopeia, assíndeto, eufonia.

Alguém além dos alargados alambrados acadêmicos aprendeu a lidar com aliteração?

Eu, pessoalmente, olhei com meus próprios olhos para o livro até ele ficar com medo e não sei o significado de pleonasmo, perissologia, batologia ou prosopopeia.

A escola tentou me ensinar o que é tautologia porque a escola serve para ensinar.

Sabe-se lá o que significa ênclise! Tê-lo-ia aprendido se não me tivesse sido apresentado ao mesmo tempo em que mesóclise e próclise.

Não é excelente como a escola, excelente instituição de formação, nos fez aprender o que é diasirmo?

E de todas as figuras de linguagem, pelo menos uma delas eu domino plenamente. A rima!

15 Apr 17:51

Photo



16 Apr 01:00

Wearable computing breakthrough

by Cory Doctorow

An image from the future past.

(via via @stevenf)








14 Apr 11:01

Resenha – Formação do Brasil Contemporâneo

by Igor Santos

“Salvo em alguns setores do país, ainda conservam nossas relações sociais, em particular as de classe, um acentuado cunho colonial. (…) Quem percorre o Brasil de hoje fica muitas vezes surpreendido com aspectos que se imagina existirem nos nossos dias unicamente em livros de história.”

Surpreendentemente (ou não), as palavras acima foram publicadas pela primeira vez 72 anos atrás. Caio Prado Jr. descreveu, em 1942, um Brasil que parece recém saído da situação de colônia escravista, onde o trabalho livre ainda é desorganizado, a economia interna ainda é quase inexistente e a sociedade ainda não aprendeu a lidar com a falta de escravos sociais. Isso tudo, tristemente, continua desconfortavelmente atual hoje em dia, quase duzentos anos depois do nosso “grito de independência”.

caiopradojr

Formação do Brasil Contemporâneo foi o livro que mais contribuiu para o autoconhecimento do nosso país, até então dividido em ilhas de informações com intercomunicação inadequada. Ele investiga esmiuçadamente a realidade do país desde que éramos colônia portuguesa até a entitulada formação do Brasil como nação.

A forma como ele expõe os problemas atuais (sim, a maioria continua bem fresca, mostrando como evoluímos muito pouco nos últimos dois séculos) e suas causas no passado nos ajuda a compreender o contexto para o resto do livro e nos dá os fundamentos do que ele pensa ser a melhor forma de resolver nosso ranço colonial, que serviu para nos distanciar do resto do mundo, e que nos desviou para o lado errado da evolução social.

Caio Prado Jr. deixa bem claro que fomos colonizados somente para facilitar os interesses mercantilistas, transformando o país num imenso galpão fornecedor de riquezas para os outros e que isso nos afeta até hoje (1942 para ele, 2014 para nós). Por estarmos na zona tropical, nossa sociedade foi inventada, diferente da tradicional sociedade colonial temperada, parecida o suficiente com a colonizadora a ponto de ser quase uma extensão desta. Aqui fomos diferentes desde o primeiro dia. A ocupação do interior, por exemplo, foi apenas uma necessidade num mundo sedento por monoculturas, tanto agrícolas quanto pecuárias.

Ele fala também sobre as raças no Brasil, reclamando da falta de análise sistemática que “[f]ornece por isso ainda muito poucos elementos para a explicação de fatos históricos gerais, e temos por isso de nos contentar aqui no estudo da composição étnica do Brasil, em tomar as três raças como elementos irredutíveis, considerar cada qual unicamente na sua totalidade“. Especialmente na homogeneização dos escravos, provenientes de várias culturas distintas que foram forçados a conviver sob o peso dos grilhões pelos brancos, geralmente católicos.

Outra parte interessante é quando ele discorre sobre a criação disforme da nossa sociedade, antes baseada no mercantilismo e escravidão, que precisa agora crescer, de alguma forma, num mundo onde existe liberdade social e econômica. Esse monstro que se forma dessa situação cria a nossa sociedade com imensas fendas entre os abastados, que podem ter tudo do bom e do melhor que a Europa pode oferecer, e os desafortunados, impedidos de possuir.

Isso lembra alguma coisa?

Da colonização e povoamento, passando por economia e comércio e findando em (literalmente, sendo a última parte do livro) vida social e política, uma excelente leitura; didática e intrigante. Certamente, este é um dos livros que sempre quis ler mas me faltava oportunidade.

O volume acaba com uma entrevista sobre a importância histórica de Formação do Brasil Contemporâneo com o historiador Fernando Novais, seguida por um posfácio de Bernardo Ricupero.

O livro é muito bom para nos fazer enxergar como nossa sociedade mudou muito pouco nestas últimas oito ou doze décadas e que algumas soluções que poderiam ter sido postas em prática antes ainda têm seu lugar hoje em dia.

Recomendo para aqueles que gostam de aprender de onde vieram e, tudo coninuando da mesma forma, para onde irão. Talvez marxista demais para a maioria dos gostos, mas objetivo em suas descrições.

A bibliografia me deixou um pouco nervoso. É muita coisa interessante e muito pouco tempo para ler (ou até achar) tudo.

E, como bem lembrou minha esposa, Caio Prado Jr., Darcy Ribeiro (O Povo Brasileiro – também na Companhia das Letras) e Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala) são os três autores indispensáveis para aqueles que querem entender melhor do Brasil. Por favor, se você gostar de um, leia-os todos.

Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr., relançado pela Companhia das Letras e disponível em livro eletrônico ou arbóreo.

———

Resenha atrasadíssima. Mas a culpa não é minha, afinal não posso ser responsabilizado pelas coisas que a procrastinação me força a fazer. Ou não fazer, como seja.

Aguardem mais resenhas de volumes da Companhia das Letras nos próximos meses. Fizemos uma parceria.

13 Apr 11:37

FONTE: 'Moradias Assistidas para Pacientes Dependentes Químicos:...



FONTE: 'Moradias Assistidas para Pacientes Dependentes Químicos: Realidade ou Utopia?'  Revista Debates em Psiquiatria - Set/Out 2013, páginas 20 a 25.

12 Apr 02:55

Photo

Igor Santos

Puta que pariu, hein...





28 Mar 11:47

Cats | 6c6.gif

Igor Santos

Mandíbula presa.

6c6.gif
07 Apr 19:20

4:20

by Alexandre Matias
Igor Santos

Photoshop claro.

sinuca-

03 Apr 02:44

Photo

Igor Santos

Adestramento é rei.



05 Apr 15:29

Dogs | 623.gif

Igor Santos

Adestramento é rei.

623.gif
05 Apr 23:31

Vamos fazer um teste? Essa é a tela de Amsler e serve para...



Vamos fazer um teste?

Essa é a tela de Amsler e serve para realizarmos um autoexame oftalmológico. Você deve fazer o teste observando a tela com um olho de cada vez. 

É assim:

Feche primeiro seu olho esquerdo com uma mão. Fixe a visão do olho direito no ponto preto central da tela e observe a tela por alguns segundos. Depois feche o olho direito e observe o ponto central da tela com seu olho esquerdo, do mesmo jeito. 

Se você usar óculos para perto, faça o teste usando seus óculos para minimizar a chance de erro.

O normal é que você veja a tela como ela é, com quadradinhos bem certinhos e com o ponto preto no centro. Se com um dos olhos ou com os dois (separadamente, claro) você enxergar uma mancha preta no centro da tela, manchas esparsas, linhas tortas ou linhas apagadas deve procurar um oftalmologista para avaliar se há algum problema com sua retina.

Beijo ;)

06 Apr 20:22

O vídeo parece ofensivo, mas na verdade é bastante educativo...



O vídeo parece ofensivo, mas na verdade é bastante educativo :)

É melhor usar um artigo de sex shop específico e desenhado para não machucar você do que usar uma garrafa de guaraná, né?

Os créditos estão no final do vídeo.

Beijo ;)

06 Apr 20:17

FONTE: Recortes de textos da Revista Onco& de março/abril...











FONTE:

Recortes de textos da Revista Onco& de março/abril 2014 (ano 4, número 22) - revistaonco.com.br

05 Apr 15:40

José Wilker morreu na madrugada de hoje, supostamente por...



José Wilker morreu na madrugada de hoje, supostamente por infarto agudo do miocárdio. Notícia muito, mas muito triste. Cada vez que alguém morre de uma doença prevenível vejo o quanto precisamos de mais educação em saúde.

Vamos dar um toquinho sobre síndrome metabólica, afecção que compromete a qualidade de vida muitos brasileiros e que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.

A síndrome metabólica é um grupo de condições que, dentre outras coisas, aumenta o risco de você ter um infarto agudo do miocárdio. Quanto mais condições associadas à síndrome você tiver, maior o seu risco de morrer precocemente, como ocorreu com José Wilker.

Quais são os componentes dessa síndrome assassina?

a) Obesidade central = Acúmulo de gordura na região da cintura, o que em números pode ser entendido mais ou menos como uma cintura acima de de 101,6 cm se você é homem e acima de 88,9 se você for mulher. Cuide-se, não permita que a obesidade se instale.

b) Pressão Arterial a partir de 130X85mmHg (ou seja, a partir de 13 por 8 e meio): Verifique periodicamente sua pressão arterial, reduza o consumo de sal se sua família tem história de hipertensão e inicie o tratamento tão logo seja diagnosticado que seu risco de morrer cedo volta a reduzir.

c) Triglicerídeos a partir de 150 mg/dL: se eles começarem a subir aperte a dieta, carboidrato em excesso mata. Faça as dosagens de acordo com a orientação do seu médico.

d) HDL (Colesterol ‘bom’) abaixo de 50mg/dL se você for mulher ou abaixo de 40 se for homem: Não deixe o HDL descer. Ele gosta muito de atividade física e de alimentação saudável, adora azeite de oliva por exemplo mas ele odeia cigarros. Coma bem, exercite-se, não fume. 

e) Glicemia de Jejum igual ou maior que 100 mg/dL: Atentar bem para isso. Glicemia de jejum em 110 não é normal! E se você fez uma curva de tolerância à glicose e ficou ‘em cima do muro’ não deve esperar ficar diabético ou ter sintomas para fazer sua dieta ou até iniciar uso de antiglicemiantes orais.

Coisas muito legais para ter em casa: tensiômetro digital, balança, fita métrica e glicosímetro. São coisas baratas e que podem ajudá-lo a fazer seus autoexames e acompanhar suas conquistas no que se refere a dieta e tratamento.

Beijo!

01 Apr 01:02

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04 Apr 01:47

“A prova de que gatos são fofos”

by Supermantoani

cats

…sério, peguei a foto num post desses que defendem gatos ueheuheuhuehe

04 Apr 22:56

Photo



05 Apr 14:24

lulz-time: dothelittlethings: I laugh so much because there...





lulz-time:

dothelittlethings:

I laugh so much because there isn’t a truer post

04 Apr 13:52

NPR’s simple but brilliant April Fools prank on overconfident, hypocritical “readers”

by Abraham

NPR’s prank this past Tuesday took a creative mind to come up with, but it was so simple it probably only took about 10 minutes to execute. They simply wrote an article titled “Why Doesn’t America Read Anymore.” You may have seen it floating around Facebook.

But here’s the twist: It wasn’t a real article…

NPR April Fools Day Comments - 03

After publishing the “article,” they posted it to Facebook

NPR April Fools Day Comments - 04

…and the earnest comments of hundreds bemoaning the state of America’s lack of reading began pouring in, proving that these would-be saviors of the American intellect didn’t even read the article they were commenting on…

NPR April Fools Day Comments - 01

NPR April Fools Day Comments - 02

(via Gawker)

Good times, NPR. Thank you.

04 Apr 14:15

33 curiosidades sobre o número 33

by Igor Santos

Hoje, por nenhum motivo especial, resolvi compilar uma lista de trinta e três propriedades sobre o número 33. Um número tão redondo que é capicua até em binário!

Para aquecer, e como estamos em 2014, vamos começar multiplicando este por aquele. 2014 * 33 = 66462. Notaram alguma relação interessante?

Em ASCII, simbolizando a minha surpresa no fim daquela conta, 33 equivale a uma exclamação! Como a que usei lá em cima! Uau!

Falando nisso, trinta e três fatorial, ou 33! = 8683317618811886495518194401280000000. O que por extenso se lê: oito undecilhões, seiscentos e oitenta e três decilhões, trezentos e dezessete nonilhões, seiscentos e dezoito octilhões, oitocentos e onze septilhões, oitocentos e oitenta e seis sextilhões, quatrocentos e noventa e cinco quintilhões, quinhentos e dezoito quadrilhões, cento e noventa e quatro trilhões, quatrocentos e um bilhões e duzentos e oitenta milhões. Com direito a metade de um “33″ ocupando a posição dos decilhões, que é um número com 33 dígitos.

A primeira vez que uma sequência de sete zeros seguidos (como no final do número acima) aparece em pi é a partir da 3794571ª casa decimal. 3794571 é divisível por 33.

Voltando um pouco, 33 é a soma dos fatoriais dos quatro primeiros números inteiros. 1! + 2! + 3! + 4! = 33.

33 é o menor número com 9 (ou 3 vezes 3) representações da soma de 3 primos. 2 + 2 + 29 = 3 + 7 + 23 = 3 + 11 + 19 = 3 + 13 + 17 = 5 + 5 + 23 = 5 + 11 + 17 = 7 + 7 + 19 = 7 + 13 + 13 = 11 + 11 + 11.

33 é também o menor número que pode ser expresso como a soma de dois números positivos elevados à quinta potência. 1^5 + 2^5 = 33.

Agora vamos para algo mais, digamos assim, “orgânico”.

Nos círculos da engenharia de áudio, conta-se que 33Hz seria “a frequência de ressonância clitoriana”. Aparentemente (não acho que isso tenha sido calculado em condições ideais e/ou livres de álcool), existe uma faixa de peso ideal para o efeito mas dizem que uma máquina de lavar em modo centrifugação alcança tal frequência (#ficadica). Alternativamente, se você tem um subwoofer em casa (em casa! Não posso frisar isso o suficiente), eis aqui dez minutos de 33 hertz para sua apreciação.

John Cage, compositor experimental, escreveu uma música em três movimentos chamada 4’33″. A partitura recomenda ao(s) músico(s) que não toque no seu instrumento por exatamente quatro minutos e trinta e três segundos. Muita gente acha Cage louco por fazer isso, outros o acham engraçado, mas poucos se dão conta de que o verdadeiro foco de 4’33″ não são os músicos, mas os espectadores que, após quase um minuto de silêncio, começam a “tocar” a música em si, uma música orgânica, improvisada e irrepetível, composta por cochichos, tosses, reclamações, rangidos de assento e, quem sabe, talvez até um vibrador na plateia.

Terceiro movimento da composição 4'33", já se aproximando do clímax.

Terceiro movimento da composição 4’33″, já se aproximando do clímax.

No mar, a pressão sobre um corpo aumenta uma atmosfera (1 atm) a cada dez metros, ou 33 pés, que o corpo afunda.

O sul africano Nuno Gomes tem o recorde do Guinness de mergulho ultraprofundo, chegando aos 318 metros. Outro mergulhador, Pascal Bernabé, contesta o recorde, dizendo que chegou aos 330 metros (ficando sob 33 atmosferas) mas ainda falta evidência confirmável disso.

Da área terrestre onde podemos andar sem molhar as canelas, 33% da superfície é formada por desertos. Tanto os frios quanto os quentes.
Alguns até se encontrando diretamente com o mar, como na Namíbia ou na Austrália.

Falando em deserto quente, o ângulo de repouso crítico da areia seca é mais ou menos 33 graus. Digo “mais ou menos” porque depende da granulosidade da areia e da definição funcional de “seca”.

A coluna vertebral humana (que sofre mais problemas de compressão por mergulhos em áreas próximas aos 33% acima) tem 33 ossos. O que me parece um pouco de trapaça, já que, dos 33, cinco são fundidos para formar o sacro. Que é um frase que deve ser dita com muito cuidado e atenção aos fonemas quando em público.

A Divina Comédia é dividida em três partes de 33 cantos cada. Não tenho muito mais a acrescentar, já que nunca consegui terminar de ler o livro. Posso dizer, pelo menos, que a página 33 da minha cópia discorre sobre o quarto círculo do inferno, onde “encontram-se os pródigos e os avarentos“, dentre eles “papas, clérigos ou cardeais, dominados pela torpe avareza“.

Em 1633, Galileu Galilei é condenado por heresia por defender que a Terra gira ao redor do Sol. Na época em que a Igreja mandava, uma condenação dessas não era besteira e ele ficou preso pelos últimos nove anos de sua vida por ter escrito uma coisa que era verdade. Ele foi julgado e condenado por causa de uma ideia. Esta arbitrariedade combinada com um poder supremo é o principal problema num estado teocrático.

Em Barcelona, na igreja da Sagrada Familia (aquela cuja construção nunca acaba) existe um quadrado mágico cuja soma é 33. Mas aí eu acho que tem algo a ver com mitos cristãos.

O filósofo William Whewell cunhou o termo “cientista” em 1833. Mesmo ano em que Ada Lovelace conheceu Charles Babbage e sua máquina diferencial. Talvez “1833″ seja um número importante para a Ciência da Computação.

Magnitude absoluta é a medida do brilho instrínseco de um objeto celestial a 10 parsecs, ou, aproximadamente, 33 anos-luz. A distância daqui para Pólux, a estrela gigante mais próxima de nós.

Nesta escala, a Terra é invisível.

Nesta escala, a Terra é invisível.

A famosa nebulosa Cabeça de Cavalo, descoberta por Williamina Fleming dentro de um espaço catalogado cem anos antes por Caroline Herschel, é oficialmente (para certas definições de “oficialmente”) conhecida como Barnard 33.

33 é o número atômico do arsênico, cuja formulação homeopática não me matou (PASMEM!) e que jamais poderia ser criado pela mistura de camarões com vitamina C porque isso seria ridículo.

Em 1972, a aeromoça (denominação da época) Vesna Vulović sobreviveu a uma queda de 33 mil, 330 pés depois que o avião onde trabalhava explodiu no ar. Ou pelo menos é o que o Guinness registra (documentos recentes parecem mostrar que o avião foi abatido “por engano” enquanto voava bem mais baixo que isso – mas mesmo assim…).

Num relógio analógico, os ponteiros das horas e dos minutos formam um ângulo de 33° entre eles apenas duas vezes em minutos inteiros, às 11:54 e 12:06. Não sei se vocês sabem, mas existe uma fórmula para calcular os ângulos entre os ponteiros do relógio. Sério, existe uma fórmula matemática especificamente para isso. Quem disse que estabilidade no emprego não compensa?

Aos 33 anos:

Douglas Adams viajou pela primeira vez a Madagascar, no que seria a primeira de muitas viagens ao redor do mundo que findariam no documentário ambientalista Last Chance to See;

Charles Darwin publicou The Structure and Distribution of Coral Reefs, seu primeiro livro científico;

Arthur C. Clarke publicou Interplanetary Flight: An Introduction to Astronautics, um livro de divulgação sobre exploração espacial;

Machado de Assis publicou seu primeiro romance, Ressurreição;

Isaac Asimov publicou Second Foundation, compilado de seriados menores;

Terry Pratchett já havia publicado Strata mas ainda nenhum Discworld, e;

John Bonham já estava morto. 33 anos atrás.

PUDUM TISSSSssssss...

PUDUM TISSSSssssss…

24 Mar 12:39

Feminism | 0a8.jpg

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03 Apr 11:40

Aniversários do 42.

by Igor Santos

Hoje[1] o 42. completa três anos marcianos! E, para melhorar ainda mais o clima, terça-feira nosso blog favorito escrito por mim no Scienceblogs completará 4 \sqrt{2} anos!

Primeira evidência física de aproximação de √2, já em preparação para este aniversário.

Primeira evidência física de aproximação de √2, já em preparação para este aniversário.

No começo deste ano, em 17 de janeiro, completamos 2e anos e, no primo seguinte, dia 19, alcançamos nosso tricentésimo-primo dia.

Dois primos mais tarde, inteiramos três anos áureos.[2]

Não é a lei, é a proporção.

Não é a lei, é a proporção.

Muitos aniversários ainda estão por vir este ano. Fiquem ligados!

———

[1] Contando a partir da separação do uôleo, meu mais antigo e mais aleatório.

[2] Já sob a tutela do Scienceblogs, após o fim do Lablogatórios.

31 Mar 21:17

nationalpostphotos: NEW BORN: Gorilla mother Kumili arms her...

Igor Santos

O recém nascido parece meu avô de 100 anos (com cabelo).









nationalpostphotos:

NEW BORN: Gorilla mother Kumili arms her newborn at the zoo in Leipzig, central Germany, Thursday, March 20, 2014. The baby gorilla was born during the night between 10 and 11 March 2014 and its sex is still unknown. It’s the second  gorilla baby born  within four month in this monkey group. (AP Photo/Jens Meyer)

30 Mar 12:17

Dentre as telas daqui de casa três são de Assis Marinho. A...

Igor Santos

Aquela sombra...





Dentre as telas daqui de casa três são de Assis Marinho.

A primeira é da década de 80 e a segunda da década de 90, ambas da fase onde a aquarela predominou. Elas vieram de parte do acervo cultural da família que temos a honra de tutelar.

A terceira é meu retrato feito por ele no ano de 2010 utilizando como tela um encarte de um festival de arte e como ‘pincel’ uma caneta Bic preta.

Muitas de suas telas foram feitas em cartolinas no meio da rua, usando capôs de carro como apoio e são comercializadas hoje de sebos a galerias de arte ‘para inglês ver’.

No dia em que me desenhou ele estava depressivo, intoxicado, quase fora da realidade por isso a firmeza com que empunhou a caneta me impressionou.

E não quis receber pelo seu trabalho. Insisti e ele disse que receberia o pagamento em tinta, mesmo sem saber meu nome ou sem receber qualquer garantia de que eu retornaria. Mandei que lhe entregassem todas as minhas tintas acrílicas, todas, fiquei sem absolutamente nada, e só depois emoldurei meu retrato.

É triste pensar que muita gente se aproveitou e ainda se aproveita da genialidade dele ‘comprando’ seus quadros - muitos dos quais hoje estampam gabinetes de políticos, consultórios médicos, mansões, hotéis - por quase nada para revendê-los pelo preço que realmente valem. E enquanto isso Assis Marinho passa necessidades financeiras, reside em locais precários, já passou por várias internações hospitalares e nem sempre é possível localizá-lo.

Mas felizmente alguém teve a iniciativa de produzir um documentário sobre ele, e espero que Assis Marinho seja remunerado à altura. 

Neste link aqui o Sérgio Vilar fala sobre o documentário, vejam lá.

Beijo

30 Mar 13:49

A pesquisa do IPEA foi divulgada com resultado supervalorado....



A pesquisa do IPEA foi divulgada com resultado supervalorado. Melhorou, mas continua muito ruim pois dentre 4 pessoas 1 acha que o estupro pode ser culpa da vítima e o pior, acha que ela merece a violência.

31 Mar 12:06

Alguém me explica que Merd, ops, Nerdologia foi esse?

by Igor Santos

Como venho me dedicando aos livros em detrimento aos podcasts, venho marcando a passagem das semanas pelas quintas-feiras. Mais especificamente pelo excelente Nerdologia, escrito e apresentado por Atila Iamarino (sim, aquele do Rainha Vermelha).

O videocast é patrocinado, via de regra, pela Nerdstore (autoexplicativo) e, vez por outra, por alguma outra empresa fora do conglomerado Jovem Nerd (do qual o Nerdologia faz parte), mas nunca deixando de ser algo relacionado ao mundo neo-nerd, como videogames, computadores, esportes de ação (hein?). Exceto este último.

O episódio mais recente me pegou de surpresa. E me pegou num lugar inesperado. E privado.

Logo no comecinho, na primeira aparição do patrocinador, surge a imagem abaixo:

Desconhecida por mim mas totalmente cromulente e inocente.

Desconhecida por mim mas totalmente cromulente e inocente.

Como a imagem aparece por menos de dois segundos na tela, li “hearing guardian” e achei que fosse algum tipo de protetor auricular. Sabe? Daquele que guard sua hearing? Pois. Não é.

No final, meio distraído (porque quando estou prestando atenção eu fecho o vídeo antes da propaganda começar), escuto uma voz diferente exclamando(sic): “Agora que você já sabe para que servem as suas células ciliadas, você pode exercitar as suas com o Hearing Guardian V1 da Biosom.”

Depois de recolher meu diploma do chão e recolocá-lo na parede, voltei para ouvir o resto. A propaganda alega que o produto Hearing Guardian V1 da empresa Biosom (sic) “é um software que ativa e movimenta as suas células ciliadas uma a uma, como se fosse um afinador de piano, deixando elas mais resistentes ao longo de sua vida”.

Eu até poderia discorrer sobre as propriedades fisiológicas dos esterocílios (o nome próprio das células que o software promete re-energizar reativar ressuscitar rejuvenescer exercitar) e fazer comparações do tipo “alegar que um programa pode exercitar as células do seu ouvido com estímulos sonoros é como tentar vender um massageador de períneo que promete deixar seus espermatozóides mais bronzeados, já que ambos prometem dar novas propriedades às celulas” ou ainda que dizer que isso vai deixar os esterocílios “mais resistentes ao longo da sua vida” é semelhante a propor que a pedra só é dura porque precisou aguentar, por anos a fio, as pancadas da água (que é mole pelo mesmo motivo, só que ao contrário).

Todavia, como sou formado apenas em engenharia de áudio, vou me ater aqui ao que vem escrito na fonte.

E sabe o que mais movimenta suas células ciliadas uma a uma? Barulho. Qualquer barulho. E isso para não falar nada sobre o fato de que elas não ficam isoladas, mas sim em feixes de várias ao mesmo tempo.

Um a um? Acho que Senhor Miyagi discordaria...

Um a um? Acho que Senhor Miyagi discordaria…

O locutor da propaganda diz, em seguida, que o software foi desenvolvido na Coréia do Sul e teve sua eficácia comprovada pelo Instituto Earlogic de Pesquisa da Coréia. Bom, a partir dessa informação impressionante de comprovação de eficácia, já posso passar para o site da empresa Biosom. Lá, me deparo com a temida seção “depoimentos” que todo pseudocientista adora, já que experiência pessoal é sempre mais importante que qualquer estudo bem feito com milhares de pessoas (agora, adivinha o que nunca tem nessas páginas? Um formulário de “escreva aqui o seu depoimento” ou algo semelhante). São oitenta depoimentos dos quais cinquenta e um (63,75%) agradecem à marca por uma melhora significativa do zumbido ou tinnitus. Mas isso só fica importante mais para a frente.

Em seguida, encontro a subseção “estudo“, onde se lê:

Vários estudos têm relatado que o condicionamento de som (ou seja, exposição prévia a sons de baixo nível) poderia proteger contra danos na capacidade auditiva causados por ruído traumático em um número de espécies de mamíferos, incluindo humanos.

Palavra-chave ali é “proteger”, correto? Como em português essa frase só existe nessa página e noutras apontando para ela (e não sei do que se trata coreano), catei em inglês até achar isto aqui:

“In addition to delaying progressive hearing loss, acoustic stimuli could also protect hearing ability against damage by traumatic noise. In particular, a method called forward sound conditioning (i.e., prior exposure to moderate levels of sound) has been shown to reduce noise-induced hearing impairment in a number of mammalian species, including humans.”

Isso eu achei no ClinicalTrials.gov, uma base de dados de estudos clínicos em humanos do Instituto Nacional de Saúde americano. Esse estudo deveria comparar a diferença de percepção entre tons puros, antes e depois da estimulação sonora. Pena que, mesmo tendo sido completado dois anos atrás, ele nunca apresentou os resultados.

Um dos links na seção “Outros estudos sobre a tecnologia” é este, igualmente sem resultados publicados.

Ambos, prepare-se para a surpresa, patrocinados pela Earlogic Korea, Inc., tendo como investigadores principais Eunyee Kwak, Ph.D. e Earlogic Auditory Research Institute, empresa que o locutor diz ter comprovado a eficácia do software. Volto já para a Earlogic, calma.

Procurando mais especificamente pelo resultado do ^estudo^ (aspas irônicas) na página da Biosom vejo que na Internet inteira (ou na parte alcançada pelo Google, pelo menos), não há uma só menção (fora, claro, o site da marca) que relacionasse “13,51 dB” com “P= 0.00049″ a um estudo sobre audição. Ou sequer a qualquer outra coisa senão o próprio texto.

Me interessando bastante o “vários” em “vários estudos têm relatado que o condicionamento de som poderia proteger contra danos na capacidade auditiva causados por ruído traumático”, fui atrás. Achei um bem interessante, este sim publicado (no Journal of Neurophysiology da American Physiological Society).

O teste mostrou que o condicionamento sonoro (em ratos, seis horas diárias) realmente melhora a resposta coclear. Exceto na faixa testada acima de 12kHz. Que é o que acontece com a idade, quando os agudos começam a morrer. Como se ela tivesse sido exposta a sons, como quem passou anos ouvindo (como os ratos que passaram seis horas diárias e consecutivas durante dez dias ouvindo o equivalente ao som de um liquidificador de 600W triturando cem gramas de gelo a uma distância de noventa e cinco centímetros, mais ou menos [1]).

O estudo acima diz que é possível melhorar (simplificando, porque a explicação toda envolve termos como “permanent threshold shift” e “high pass filter” que eu aprendi quando fui alfabetizado em inglês e estou com séria indisposição agora) a eficiência coclear. Sabe o que o estudo não diz? Aliás, sequer cita? Que essa macumba sonora cura tinnitus ou zumbido ou perda de audição. Que é no que os depoimentos do site se concentram.

Se eles dizem ter sido curados de seus zumbidos e a propaganda diz que a eficácia foi comprovada pela Earlogic, vamos agora para a Coréia do Sul (a boazinha da duas) conhecer de perto a empresa.

Procurando primeiro por Eunyee Kwak, Ph.D., vejo que ela é a diretora de pesquisa da Earlogic Corporation.

Investigadora principal da Earlogic Corporation.

Investigadora principal da Earlogic Corporation.

Na página da Biosom ela é constantemente associada a outro Kwak, Sangyeop. Este, descobri, é o fundador e presidente/CEO da Earlogic Corporation (link em PDF). Segundo seu currículo, Sangyeop não publica desde 2010.

Fuçando na publicações curriculares, tem o promissor “Hearing Improvement with Customized Sound Stimulation“, supostamente publicado na American Academy of Audiology. O problema é que a academia nunca ouviu falar desse trabalho.

Aliás, somente a Eartronic e sua irmã Earlogic (digo irmã porque o currículo Kwak está no fileadmin da primeira, mostrando que ele é dono da segunda) parecem saber dessa publicação.

Do também excitante Ameliorative Effect of Customized Sound Stimulation on Sensorinerual Hearing Loss, só achei o abstract na Association for Research in Otolaryngology. As demais supostas publicações do currículo são mais específicas da prática de otologia do que da de magia negr, ops, “condicionamento sonoro antecipado”.

Aprofundando-me mais ainda naquele(a) obscuro(a) fosso(a) de desinformação que é o site da Biosom, encontro a seção “curiosidades“, onde acho o trecho a seguir:

“O software foi baseado no nosso equipamento que se chama REVE 134 (…)”

O que é esse REVE 134? O produto vendido pela Earlogic, criado por Kwak.

Aliás, as passagens “Um aparelho auditivo auxilia os deficientes auditivos amplificando os sons externos. Ele não tem a função de uma terapia fundamental para perda auditiva” da Biosom e “According to the current hearing loss management, hearing aids is used to help hearing-impaired people hear better by amplifying external sounds.It is not a fundamental therapy for hearing loss and does not cure the damaged auditory hair cell.” da Earlogic são bem, digamos assim, traduzidas.

Na parte de “Perguntas frequentes -> Dúvidas sobre os efeitos do Hearing Guardian V1 -> Há provas da eficácia do software?”, podemos ler e confirmar o que o locutor da propaganda diz, que:

“(…) estudos do Instituto Earlogic de Pesquisas da Coréia do Sul e do Grupo de Pesquisa Tecnológica Adaptive Neuromodulation GmbH (ANM) da Alemanha comprovaram que a utilização da tecnologia adequadamente pode recuperar em até 10dB a audição perdida no prazo de duas semanas, podendo assim diminuir sintomas decorrentes da perda auditiva, como zumbido e dores de cabeça.”

O produto Hearing Guardian V1, que também responde por REVE 134, foi desenvolvido pela Earlogic, aquela lá do Doutor Quack – ops, Kwak (hoje estou especialmente disléxico, que diabos!), mesma empresa (ou “Instituto”, como eles anunciam) que ^provou a eficácia^ do próprio produto em ^vários estudos^ nunca publicados.

O método descrito no ^estudo^ do site da Biosom usa um certo tom “a um nível mínimo audível” (o que nós, detentores de um diploma basicamente inútil, chamamos de “limiar de audição”). Bem diferente do som de liquidificador do estudo realmente publicado! O ^estudo^ com 17 voluntários (!) publicado no site é uma tradução do “The Effect of Sound Stimulation on Pure-tone Hearing Threshold” que o ClinicalTrials.gov diz não ter sido completado (última atualização em 7 de setembro de 2011) enquanto a Eartronic (irmã da Earlogic) publica uma versão atualizada dia 7 de janeiro de 2011 (PDF). Huuum…

E todos, todos os estudos, reais ou não, sempre dizem que o treinamento sonoro melhora a percepção de alguns tons ou ajuda a proteger contra lesões traumáticas. Nenhum deles cita zumbido/tinnitus ou restauração de audição perdida. Essas alegações só aparecem nas propagandas, subrepticiamente sempre conectada a “vários estudos” ou “teve sua eficácia comprovada” usando testes que nunca disseram coisas do tipo. E isso é propaganda enganosa, desonestidade intelectual e falência moral.

Não posso dizer que me decepcionei com o Nerdologia, visto que seu conteúdo continua sendo muito bom, além do programa ser bem produzido. O que posso afirmar é que o locutor do anúncio não pode dizer que o software teve sua eficácia comprovada. Especialmente tendo o público-alvo que tem. Mais ainda quando um deslize desses pode sujar a reputação de um cientista de verdade. Mais especificamente quando se trata de um amigo meu.

Agora durma com esse barulho.

———

[1] Segundo meu decibelímetro e minha fita métrica.

31 Mar 13:00

Estragando Emma Watson para todo mundo

by Igor Santos

emma watson


25 Mar 02:34

xlestatx72: Cats and Technology!











xlestatx72:

Cats and Technology!

27 Mar 03:17

annabellehector: the hills are alive - for now



annabellehector:

the hills are alive - for now