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08 Oct 17:04

Actor Leonardo DiCaprio Really Loves to Citi Bike (PHOTOS)

by Yuka Yoneda
Elton.j.mello

Bons exemplos

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By now, it’s no secret that Leonardo DiCaprio is an avid Citi Biker. The superstar has been photographed riding all around Manhattan on the blue bikes, and Inhabitat even saw him about to embark on a ride recently at a Citi Bike station in Williamsburg, Brooklyn. It’s wonderful to see celebrities utilizing green transportation, but we sure hope that’s an e-cig, Leo!

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02 Sep 17:32

321 Water Filtering Bottle Review

by Long Tran

Some months ago I was sent a 321 Water bottle with a note from one of YD’s staff – “this was in the Hunger Games movie!” And it’s true. The bottle was featured in the control room scene of said movie so I thought hey, if it’s good enough for those dystopian dictators with amazing fashion sense, then it’s good enough for me. Hit the jump for the review.

The 321 Water bottle has two unique things working for it – both are design related. One – the bottle design itself looks other worldly. Founder and designer Gretha Oost hit the nail on the head when she created an object that makes people scratch their heads and ask “what is it?” That happened on many occasions as passersby peeked into my office after catching a glimpse of this 9″ tall bottle that almost optically glows blue when filled with water. “It’s a water bottle with a built-in filter” I would answer.

How does it work? Here’s the second unique thing. Think of a coffee press. You fill the bottle with tap water, then slowly press the filtering stem down into the water. It’s a tight fit but any resistance is key to understanding that questionable tap water is being forced through the hydropal activated carbon impregnated polymer filter. The result is tasteless and odorless filtered tap water that all but took 20 seconds to fill and filter – not to mention how utterly cool it looks.

Although there are other filtering water bottles on the market, this is the first one I’ve seen where you proactively filter the water first before drinking it (not including water jugs). Most others filter as you drink. I’m not saying one is better than the other but if you prefer to drink normally as opposed to sucking the water through a filter, then you’ll want the 321 Water bottle.

The bottle itself is made from BPA free plastic and holds 17 oz of water. It comes with one filtering tablet that’ll last you 100 refills. So if you’re drinking the recommended amount of water per day, you’re probably going to need two filtering tablets per month. The tablets come in packs of six at $40 USD. That comes out to about $6.67 per tablet which breaks down to each bottle of water costing you $0.06.

Would I recommend it? Yes. Aside from the costs, the design more than delivered on its promise. It was hard to remember when 100 refills were up but the general rule is to change the tablet every 2.5 weeks. Water always tasted great and 6 months later, people still ask me about the design. Overall it’s more than enough to justify the initial $35 USD investment. It’s extremely easy to clean and in case you’re wondering, fits perfectly in cup holders. Go get you one!

Designer: Gretha Oost, Buy it here

-
Yanko Design
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(321 Water Filtering Bottle Review was originally posted on Yanko Design)

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27 Aug 14:47

A importância da imaginação pós-capitalista

by juliana
david harvey 250 A importância da imaginação pós capitalista

David Harvey mergulha no estudo das contradições do sistema e busca alternativas: desmercantilização, propriedade comum, renda básica permanente, gratuidades… Foto: Divulgação/ Internet

Mês que vem completam-se cinco anos que Lehman Brothers foram protagonistas do maior caso de falência de banco na história dos EUA. O colapso sinalizou o início da Grande Depressão – a crise mais substancial do capitalismo mundial desde a 2ª Guerra Mundial. Como entender os fundamentos desse sistema agora em crise? E, com o sistema em guerra contra a classe trabalhadora, sob o disfarce da “austeridade”, como imaginar um mundo depois disso?

Poucos pensadores geraram respostas mais influentes para essas perguntas que o geógrafo marxista David Harvey. Aqui, em entrevista recente, ele fala a Ronan Burtenshaw e Aubrey Robinson sobre esses problemas.

The Irish Left Review – Você está trabalhando agora num novo livro, The Seventeen Contradictions of Capitalism [As 17 contradições do capitalismo]. Por que focar essas contradições?

David Harvey - A análise do capitalismo sugere que são contradições significativas e fundamentais. Periodicamente essas contradições saem de controle e geram uma crise. Acabamos de passar por uma crise e acho importante perguntar que contradições nos levaram à crise? Como podemos analisar a crise em termos de contradições? Uma das grandes ditos de Marx foi que uma crise é sempre resultado das contradições subjacentes. Portanto, temos de lidar com elas próprias, não com os resultados delas.

TILR – Uma das contradições a que você se dedica é a que há entre o valor de uso e o valor de troca de uma mercadoria. Por que essa contradição é tão fundamental para o capitalismo e por que você usa a moradia para ilustrá-la?

DH – Temos de começar por entender que todas as mercadorias têm um valor de uso e um valor de troca. Se tenho um bife, o valor de uso é que posso comê-lo, e o valor de troca é quanto tenho de pagar para comê-lo.

A moradia é muito interessante, nesse sentido, porque se pode entender como valor de uso que ela garante abrigo, privacidade, um mundo de relações afetivas entre pessoas, uma lista enorme de coisas para as quais usamos a casa. Houve tempo em que cada um construía a própria casa e a casa não tinha valor de troca. Depois, do século 18 em diante, aparece a construção de casas para especulação – construíam-se sobrados georgianos [reinado do rei George, na Inglaterra] para serem vendidos. E as casas passaram a ser valores de troca para consumidores, como poupança. Se compro uma casa e pago a hipoteca, acabo proprietário da casa. Tenho pois um bem, um patrimônio. Assim se gera uma política curiosa – “não no meu quintal”, “não quero ter gente na porta ao lado que não se pareça comigo”. E começa a segregação nos mercados imobiliários, porque as pessoas querem proteger o valor de troca dos seus bens.

Então, há cerca de 30 anos, as pessoas começaram a usar a moradia como forma de obter ganhos de especulação. Você podia comprar uma casa e “passar adiante” – compra uma casa por £200 mil, depois de um ano consegue £250 mil por ela. Você ganha £50 mil, por que não? O valor de troca passou a ser dominante. E assim se chega ao boom especulativo. Em 2000, depois do colapso dos mercados globais de ações, o excesso de capital passou a fluir para a moradia. É um tipo interessante de mercado. Você compra uma casa, o preço da moradia sobe você diz “os preços das casas estão subindo, tenho de comprar uma casa”, mas outro compra antes de você. Gera-se uma bolha imobiliária. As pessoas ficam presas na bolha e a bolha explode. Então, de repente, muitas pessoas descobrem que já não podem usufruir do valor de uso da moradia, porque o sistema do valor de troca destruiu o valor de uso.

E surge a pergunta: é boa ideia permitir que o valor de uso da moradia, que é crucial para o povo, seja comandado por um sistema louco de valor de troca? O problema não surge só na moradia, mas em coisas como educação e atenção à saúde. Em vários desses campos, liberamos a dinâmica do valor de troca, sob a teoria de que ele garantirá o valor de uso, mas o que se vê frequentemente, é que ele faz explodir o valor de uso e as pessoas acabam sem receber boa atenção à saúde, boa educação e boa moradia. Por isso me parece tão importante prestar atenção à diferença entre valor de uso e valor de troca.

TILR – Outra contradição que você comenta envolve um processo de alternar, ao longo do tempo, entre a ênfase na oferta, na produção, e ênfase na demanda, pelo consumo, que se vê no capitalismo. Pode falar sobre como esse processo apareceu no século 20 e por que é tão importante?

DH - Uma grande questão é manter uma demanda adequada de mercado, de modo que seja possível absorver o que for que o capital esteja produzindo. Outra, é criar as condições sob as quais o capital possa produzir com lucros.

Essas condições de produção lucrativa quase sempre significam suprimir a força de trabalho. Na medida em que se reduzem salários – pagando salários cada vez menores –, as taxas de lucro sobem. Portanto, do lado da produção, quanto mais arrochados os salários, melhor. Os lucros aumentam. Mas surge o problema: quem comprará o que é produzido? Com o trabalho arrochado, onde fica o mercado? Se o arrocho é excessivo, sobrevém uma crise, porque deixa de haver demanda suficiente que absorva o produto.

A certa altura, a interpretação generalizada dizia que o problema, na crise dos anos 1930s foi falta de demanda. Houve então uma mudança na direção de investimentos conduzidos pelo Estado, para construir novas estradas, o WPA [serviços públicos, sob o New Deal] e tudo aquilo. Diziam que “revitalizaremos a economia” com demanda financiada por dívidas e, ao fazer isso, viraram-se para a teoria Keynesiana. Saiu-se dos anos 1930s com uma nova e forte capacidade para gerenciar a demanda, com o Estado muito envolvido na economia. Resultado disso, houve fortes taxas de crescimento, mas as fortes taxas de crescimento vieram acompanhadas de maior poder para os trabalhadores, com salários crescentes e sindicatos fortes.

Sindicatos fortes e altos salários significam que as taxas de lucro começam a cair. O capital entra em crise, porque não está reprimindo suficientemente os trabalhadores. E o “automático” do sistema dá o alarme. Nos anos 1970s, voltaram-se na direção de Milton Friedman e da Escola de Chicago. Passou a ser dominante na teoria econômica, e as pessoas começaram a observar a ponta da oferta – sobretudo os salários. E veio o arrocho dos salários, que começou nos anos 1970s. Ronald Reagan ataca os controladores de tráfego aéreo; Margaret Thatcher caça os mineiros; Pinochet assassina militantes da esquerda. O trabalho é atacado por todos os lados – e a taxa de lucros sobe. Quando se chega aos anos 1980s, a taxa de lucro dá um salto, porque os salários estão sendo arrochados e o capital está se dando muito bem. Mas surge o problema: a quem vender aquela coisa toda que está sendo produzida.

Nos anos 1990s tudo isso foi recoberto pela economia do endividamento. Começaram a encorajar as pessoas a tomarem empréstimos – começou uma economia de cartão de crédito e uma economia de moradia pesadamente financiada por hipotecas. Assim se mascarou o fato de que, na realidade, não havia demanda alguma. Em 2007-8, esse arranjo também desmoronou.
O capital enfrenta essa pergunta, “trabalha-se pelo lado da oferta ou pelo lado da demanda”? Minha ideia, para um mundo anticapitalista, é que é preciso unificar tudo isso. Temos de voltar ao valor de uso. De que valores de uso as pessoas precisam e como organizar a produção de tal modo que satisfaça à demanda por aqueles valores de uso?

TILR – Hoje, tudo indica que estamos em crise pelo lado da oferta. Mas a austeridade é tentativa de encontrar solução pelo lado da demanda. Como resolver isso?

DH – É preciso diferenciar entre os interesses do capitalismo como um todo e o que é interesse especificamente da classe capitalista, ou de uma parte dela. Durante essa crise, a classe capitalista deu-se muitíssimo bem. Alguns saíram queimados, mas a maior parte saiu-se extremamente bem. Segundo estudo recente, nos países da OECD a desigualdade econômica cresceu significativamente desde o início da crise, o que significa que os benefícios da crise concentraram-se nas classes mais ricas. Em outras palavras, os ricos não querem sair da crise, porque a crise lhes traz muitos lucros.
A população como um todo está sofrendo, o capitalismo como um todo não está saudável, mas a classe capitalista – sobretudo uma oligarquia que há ali – está muito bem. Há várias situações nas quais capitalistas individuais operando conforme os interesses de sua classe, podem de fato fazer coisas que agridem muito gravemente todo o sistema capitalista. Minha opinião é que, hoje, estamos vivendo uma dessas situações.

TILR – Você tem repetido várias vezes, recentemente, que uma das coisas que a esquerda deveria estar fazendo é usar nossa imaginação pós-capitalista, e começar por perguntar como, afinal, será um mundo pós-capitalista. Por que isso lhe parece tão importante? E, na sua opinião, como, afinal, será um mundo pós-capitalista?

DH – É importante, porque há muito tempo trombeteia-se nos nossos ouvidos que não há alternativa. Uma das primeiras coisas que temos de fazer é pensar a alternativa, para começar a andar na direção de criá-la.

A esquerda tornou-se tão cúmplice com o neoliberalismo, que já não se vê diferença entre os partidos políticos da esquerda e os da direita, se não em questões nacionais ou sociais. Na economia política não há grande diferença. Temos de encontrar uma economia política alternativa ao modo como funciona o capitalismo. E temos alguns princípios. Por isso as contradições são interessantes. Examina-se cada uma delas, por exemplo, a contradição entre valor de uso e valor de troca e se diz – “o mundo alternativo é mundo no qual se fornecem valores de uso”. Assim podemos nos concentrar nos valores de uso e tentar reduzir o papel dos valores de troca.

Ou, na questão monetária – claro que precisamos de dinheiro para que as mercadorias circulem. Mas o problema do dinheiro é que pessoas privadas podem apropriar-se dele. O dinheiro torna-se uma modalidade de poder pessoal e, em seguida, um desejo-fetiche. As pessoas mobilizam a vida na procura por esse dinheiro, até quem não sabe que o faz. Então, temos de mudar o sistema monetário – ou se taxam todas as mais-valias que as pessoas comecem a obter ou criamos um sistema monetário no qual a moeda se dissolve e não pode ser entesourada, como o sistema de milhagem aérea.

Mas para fazer isso, é preciso superar a dicotomia estado/propriedade privada, e propor um regime de propriedade comum. E, num dado momento, é preciso gerar uma renda básica para o povo, porque se você tem uma forma de dinheiro antipoupança é preciso dar garantia às pessoas. Você tem de dizer “você não precisa poupar para os dias de chuva, porque você sempre receberá essa renda básica, não importa o que aconteça”. É preciso dar segurança às pessoas desse modo, não por economias privadas, pessoais.

Mudando cada uma dessas coisas contraditórias chega-se a um tipo diferente de sociedade, que é muito mais racional que a que temos hoje. Hoje, o que acontece é produzimos e, em seguida, tentamos persuadir os consumidores a consumir o que foi produzido, queiram ou não e precisem ou não do que é produzido. Em vez disso, temos de descobrir quais os desejos e vontades básicas das pessoas e mobilizar o sistema de produção para produzir aquilo. Se se elimina a dinâmica do valor de troca, é possível reorganizar todo o sistema de outro modo. Pode-se imaginar a direção na qual se moverá uma alternativa socialista, se nos afastamos da forma dominante da acumulação de capital que hoje comanda tudo.

* Esse é um trecho da entrevista. A íntegra da entrevista será publicada na edição de outono de The Irish Left Review./ Tradução Vila Vudu.

** Publicado originalmente no site Irish Left Review e retirado do site Outras Palavras.

26 Aug 12:09

14 U.S. Cities That Could Disappear Over The Next Century, Thanks To Global Warming

by Jessica Leader

There is really no way around it: Thanks to climate change, sea levels are rising. A huge question on the minds of many is, what does this mean for America? Will sea walls and city planning protect major metropolises, or are we bound to lose some national gems? Unfortunately, the latter is a significant possibility. Read on for 14 U.S. cities that could be devastated over the next century due to rising tides.

1. Miami, Fla.

miami

Is South Beach your go-to summer spot? Do you vacation at the Fountainbleu? Well, climate change might force you to kiss America’s party city goodbye. In a Rolling Stone article written earlier this summer, Jeff Goodell creates a pretty terrifying hypothetical of what a dystopic future could look like in Miami:

With sea levels more than a foot higher than they'd been at the dawn of the century, South Florida was wet, vulnerable and bankrupt. Attempts had been made to armor the coastline, to build sea walls and elevate buildings, but it was a futile undertaking. The coastline from Miami Beach up to Jupiter had been a little more than a series of rugged limestone crags since the mid-2020s, when the state, unable to lay out $100 million every few years to pump in fresh sand, had given up trying to save South Florida's world-famous­ beaches.

Read more about Goodell's predictions for Miami's future, and his investigation into climate resiliency.

2. Fort Lauderdale, Fla.

ft lauderdale

Located less than 30 miles north of Miami, Fort Lauderdale's future looks similarly doomed. Scientists also warn that long-term sea level rise that would doom Fort Lauderdale's beachfront could be "locked in" by 2060 if we don't curtail greenhouse gas emissions. Climate Central researcher Benjamin Strauss adds that "even if we could just stop global emissions tomorrow on a dime, Fort Lauderdale, Miami Gardens, Hoboken, New Jersey will be under sea level."

3. Boston, Mass.

boston

If Hurricane Sandy struck Boston during high tide, 6.6 percent of the city would have been flooded. Water would have reached the steps of City Hall, according to a piece in The Atlantic. Within 100 years, that could become the new normal, twice a day. Goodbye Boston, even the Yankee fans will miss you.

4. New York City, N.Y.

new york

Probably one of the least surprising entry on this list, Hurricane Sandy gave New Yorkers just a taste of what might happen to their city over the next hundred years. According to new data released in June, sea level could rise by 4-8 inches in New York over just the next TEN years. A terrifying interactive from the New York Times shows that a five-foot rise in sea level would submerge La Guardia airport, many of the barrier islands, and a significant portion of Manhattan.

5. Atlantic City, N.J.

atlantic city

Some of the most shocking images from Hurricane Sandy came from the Atlantic City boardwalk. The place known for carefree debauchery lay in shambles of wooden planks and sand. Was the devastation a sign of things to come? This report suggests that Atlantic City could be a major casualty of sea level rise.

6. Honolulu, Hawaii

honolulu

Sea level does not rise evenly. While that may mean less of a rise for some places (like those near Greenland) some places will be inundated with much higher tides than others. Like Hawaii. According to a study released in February, the beautiful islands are likely to be hit the hardest by rising sea levels. Some experts claim that just a one INCH rise could cause shoreline to move up eight feet. A one-foot rise would cause the beach to move 100 feet inland. Just imagine what happens to Honolulu when the sea rises by 5 feet.

7. New Orleans, La.

new orleans

According to The Lens, a Louisiana non-profit news site, Louisiana might be facing the highest sea level rise worldwide. This does not bode well for the low-lying Big Easy, which could be immersed with 4.3 feet of water by the end of the century. Mardi Gras, the French Quarter and NOLA’s jazz scene may all be a thing of the past.

8. Sacramento, Calif.

sacramento california

Although Sacramento is not coastal, it is by no means safe from sea level rise. Thanks to the many waterways surround the area, including the flowing Sacramento river, a five foot sea level rise would inevitably affect California’s capital city. According to the Sacramento Bee, even a moderate rise of two feet could flood a number of neighborhoods.

9. San Diego, Calif.

san diego california

The outlook for San Diego is pretty grim when it comes to sea level rise. Local news station KPBS reports that the city could see rising tides of 18 inches to four feet by the year 2050. Nickolay Lamm, an artist who has made a number of shocking and beautiful climate change images, created a scary rendering of what San Diego could look like in a future of rising seas.

10. Los Angeles, Calif.

venice beach

According to a report released by the National Research Council, Southern California is in for quite the climate change fiasco. Acres of beautiful coastline will be engulfed by rising seas, including Long Beach, Venice and Santa Monica.

11. Charleston, S.C.

charleston south carolina

In a 2007 article, the Charleston City Paper took a very similar approach to Goodell’s Miami doomsday scenario, and painted a picture of what could happen to the city over the next 100 years:

The boat drifts past the ruins of St. Michael's Church, with its gaping, glass-toothed windows and collapsed steeple, as the tour guide drones on about its rich history and the last services held there back in 2053 — the church's 300th anniversary — before the rising waters drove its last parishioners to higher ground. The guide reminds you of the great global climate change exodus that began in earnest that decade, with nearly a billion refugees from coastal regions everywhere on top of untold millions of climate-related deaths.

Pretty terrifying. According to the paper, even the best-case scenario will probably wipe away Charleston’s beautiful beachfront mansions and pristine beaches.

12. Virginia Beach, Va.

virginia beach

Virginia Beach’s pristine coast could be obliterated in the next 50 years. In fact, NOAA says that it's the most threatened area for sea level rise of its size after New Orleans. According to Virginia Beach environmental administrator Clay Bernick, there are too many warning signs to ignore the science. "I wouldn’t put it in the category of fear," he told The Washington Post, but stressed, “You’ve got multiple factors with flashing lights saying, ‘Okay, guys, what are you going to do?'”

A word to the wise: If you haven’t made your way down to the Hampton Roads area, you might want to make the trip before it is too late.

13. Seattle, Wash.

James Rufo Hill, a climatologist with Seattle Public Utilities, knows Seattle could be in dire trouble by the year 2050. City neighborhoods like Georgetown, South Park, Harbor Island, Interbay and Golden Gardens could be flooded daily during high tide in the next few decades. Check out the video to see Hill explain how climate change will affect the notoriously rainy city.

14. Savannah, Ga.

savannah georgia

Savannah, a beautiful southern city only a few miles from marshlands, has a lot to lose if the sea rises by only three feet. Check out this shocking image created by Climate Central to see exactly how much of the city could turn into an underwater wonderland.

26 Aug 17:57

Imagem do Dia

by juliana

Cidade de Edimburgo, na Escócia, reduz limite de velocidade de carros para 30 km/h com o objevito de incentivar o ciclismo e a caminhada. Fonte: EcoD

22 Aug 18:15

Saiba porque o transporte público de qualidade reduz doenças e mortes

by juliana
transporte Saiba porque o transporte público de qualidade reduz doenças e mortes

Se o cidadão tivesse à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo acessível, além de ciclovias seguras, seria mais vantajoso deixar o carro em casa. Foto: Chris

 

Mais do que melhorar a qualidade do ar e reduzir a emissões de gases de efeito estufa (GEEs), uma rede de transporte público eficiente auxilia no combate de problemas na saúde, como acidentes de trânsito, estresse, sedentarismo e obesidade. Estopim dos protestos que atingiram o país, a mobilidade urbana vinculada a saúde e a qualidade de vida faz parte de mais de 300 estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, o epidemiologista Carlos Dora, um sistema de transporte de qualidade pode prevenir doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares e as pulmonares além dos acidentes de tráfego, que atualmente compõem a lista das principais causas de morte no Brasil.

Dora afirma ainda que se o cidadão tivesse à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo acessível, além de ciclovias seguras, seria mais vantajoso deixar o carro em casa, já que, em áreas urbanas, os automóveis são responsável por até 90% da poluição do ar ambiente e por até 1,2 milhões de mortes, em acidentes.

“Quanto mais espaço dedicado ao transporte público eficiente e rápido, espaço para ciclistas e pedestres, menos carros, menos acidentes, menos poluição do ar, mais atividade física durante a vida diária e consequentemente mais saúde”, explicou o coordenador ao Folha de São Paulo.

Mas o que os meios de transporte realmente têm a ver com a saúde?

O uso do carro individual, por exemplo, gera falta de atividade física e, como consequência, doenças cardiovasculares e obesidade. Estudos mostram que 30 minutos de atividade física intensa, como andar de bicicleta ou caminhar vigorosamente, pelo menos três vezes por semana, reduz o risco cardiovascular em 30%, além de prevenir cânceres.

Já para a pessoa pegar um ônibus, ela precisa andar a pé ou de bicicleta até a estação. Se o transporte for de qualidade, incentiva a prática na cultura da população. Dora diz que quem usa ônibus ou metrô anda em média entre 8 e 25 minutos a mais por dia, o que é quase o tempo mínimo recomendado pela OMS para gerar melhorias de saúde.

Em Copenhague, foi feito um estudo que acompanhou, durante 14 anos, pessoas que andavam de ônibus, a pé, de carro e de bicicleta. Quem usava bicicleta regularmente para ir ao trabalho teve redução de 30% na mortalidade total, isso depois de ajustar por outros fatores como o tabaco, a hipertensão, a atividade física para o lazer etc. Há poucos remédios ou intervenções médicas que reduzem a mortalidade total da população em 30%. Xangai fez um estudo semelhante com resultados quase iguais.
Para o coordenador, o metrô pode ser uma solução cara e de longo prazo, para a melhoria do sistema de transporte público. Para isso, é preciso também reorganizar o espaço da superfície.

“O BRT [ônibus de trânsito rápido], adotado em Curitiba (PR), tem se mostrado como uma boa alternativa, capaz de contribuir, em conjunto com outras medidas, para uma melhoria na saúde pública. E o seu custo é menor quando comparado a outros meios de transporte”, comentou Dora. Em 2012, um estudo da a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) desenvolveu um estudo sobre as características do sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT, na sigla em inglês) em 12 cidades brasileiras. Conheça!

* Publicado originalmente no site EcoD.

21 Aug 06:11

Documentário mostra a vida secreta das plantas com time-lapses incríveis

by suporte@lmatech.com.br (LMA TECH)

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Por Eme Viegas

Kingdom of Plants (O Reino das Plantas) é um documentário, produzido em três episódios, para nos deixar rendidos aos encantos da natureza.

13 Aug 15:41

Combustível do esgoto

by Planeta Água
Elton.j.mello

Será mais uma daquelas maravilhosas descobertas que não prospera?

O que os esgotos têm a ver com nossos carros?

Na cidade espanhola de Chiclana de La Frontera tem tudo a ver. Lá está sendo desenvolvido um projeto muito interessante para gerar biocombustíveis de algas que surgem nos esgotos.

O projeto chamado All-Gas prevê o cultivo sistemático das algas que nascem naturalmente em águas residuais. O processo funciona da seguinte maneira: o dióxido de carbono gerado pelas algas é extraído para a produção de uma biomassa, que é transformada em gás e pode ser utilizada em automóveis.

A expectativa dos realizadores é que o primeiro veículo receba o combustível em dezembro de 2013, e que todo o projeto esteja em funcionamento em 2015. A quantidade anual produzida será suficiente para abastecer 200 carros ou 10 caminhões de lixo. Um número considerável para uma cidade de 75 mil habitantes.

Esta é a primeira usina do mundo que será utilizada para converter água de esgoto em biocombustível renovável, mas certamente é uma ideia que pode ser replicada em todo o planeta.

 

FONTE:

http://catracalivre.com.br/geral/respirar/indicacao/agua-do-esgoto-pode-virar-energia-para-automoveis/

10 Aug 14:35

Why Putting Gardens On Top Of Buses Makes Total Sense

by Jessica Leader

From TakePart's Salvatore Cardoni:

If you ever wanted to roll up a fistful of ethical practices into a single unit of living, breathing, carbon-neutral mass transit, try this one on for size: A landscape artist in Spain has put a garden on the roof of a bus.

"My mission is to expand the garden area in urban environments, increase the absorption of CO2 and give public transport a new ecological and tourist attraction," says designer Marc Granen of his concept, which he's confusingly calling Phyto Kinetic. (When in doubt, keep it obvious, dude: Snakes on a Plane, mustard on a hot dog, Garden on a Bus—see a pattern?)

bus

Reports The Sunday Times:

The “autocultural” single-decker has small shrubs and herbs sprouting from its roof. It can be watered naturally or better still, this being the blazing hot city of Girona, near Barcelona, by water from the vehicle’s air conditioning system.

If I was the head of public transit in a perennially-rainy city, say Seattle, I'd have ordered a fleet of these garden buses yesterday.

Granen's bus-garden baby isn't green for show—he and his team of science advisors have thought this concept through. One concern they've addressed is will the added weight of the garden reduce gas mileage? No—Urban Garden reports that Granen "utilizes a lightweight, 7-centimeter thick hydroponic foam which is much lighter than soil, thereby significantly reducing the overall weight of the roof."

Ever the eager beaver, Granen admits a desire to one day bring his lush roofs to the buses of the Big Apple. Assuming that the average bus roof size is 20 square meters, he estimates that there are more than 100,000 square meters of green roof in New York City. Imagine what all that photosynthesis would do to Manhattan air?

But the landscaper isn't naive. He knows that a similar concept, Bio Bus, has failed to catch on. Still, he's cautiously optimistic about his prototype's future. "Mistakes offer opportunities for solutions," he says. "Edison performed a thousand failed experiments before developing the light bulb."

Here, here.

(Photo courtesy of Phytokinetic.)

19 Jul 17:00

Friday party!

by noreply@blogger.com (David Zetland)
Elton.j.mello

Tondo: Esta é para você, pois neste ângulo eu apostaria numa cabeça arrancada

I do NOT want to know how the practice went!

17 Jul 19:40

Things you might see in Amsterdam, the bike capital of the world... (video)

by Michael Graham Richard
Elton.j.mello

Sonho, desejo: Todas as cidades deveriam ser assim!

All cities should look something like this!
17 Jul 21:21

Mary Ellen Harte: See a Pause in Global Warming? Take a Look at This!

by Mary Ellen Harte
Elton.j.mello

"Assim, não só o aquecimento global não deu adeus, como estamos criando uma mudança explosiva do planeta - e nossos filhos pagarão caro por isso, se não agirmos logo."

Okay, you're sunning yourself wherever on vacation, the subject of global warming comes up, and the guy next to you says something about how it appears to have stopped. Now what? The good folks at Climate Nexus have come to your rescue with this graphic rebuttal for those who believe global warming has stopped because the global air temperature has not risen steadily over the past decade or so.

2013-07-17-warmingpauserebuttalclimatenexus1005209_538549109538050_11633400_n.jpg Credit Climate Nexus

The beauty of this infographic is that it sets the context ("the Whole Picture") in which to properly view such a longterm process, and shows the complexity of change through time - all those little bumps and dips - of the single variable of air temperature (second graph on right). What is happening IS complex. Our planet is a complex system. But our planet, our globe, IS continuing to heat.

Let's look over these graphs. Note that while air temperature appears to have gone up in fits and starts, there is one part of the globe where the temperature has risen recently much more smoothly and continuously - the oceans (third graph down on the right). Now, global warming refers to the globe: the air, the land, the oceans. If the oceans are heating steadily, so is the globe.

So, point one: Global warming has not stopped.

And when you step back to look at a much longer period of temperature change (second graph down on the left), suddenly the big picture smacks you in the face. On a geologic timescale we are going through a veritable explosion in terms of air temperature. (Remember, what might seem like a little change in air temperature can cause big climate changes. The average air temperature of the ice ages was only about 16 degrees Fahrenheit colder than it is now.) Just like the giant meteor that ended the Cretaceous 65 million years ago, extinguishing a big chunk of biodiversity on Earth, the giant "carbon meteor" we're creating now is going to take a big bite out of biodiversity, too, AND out of our existence, from the looks of it.

So, point two: not only has global warming not gone bye-bye, but we're creating an explosive change on this planet - and our children will pay for it bigtime, if we don't act soon.

And we can, if we choose to - but that's another story. Pass the margaritas, please.

18 Jul 05:30

O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável

by Carolina Daemon Oliveira Pereira
Elton.j.mello

"Nós não podemos falar seriamente sobre os consumidores que não compreendem ou se preocupam com a sustentabilidade e não considerarmos os milhões de consumidores no mundo em desenvolvimento sem água canalizada, a quem é dada nenhuma escolha a não ser comprar alternativas engarrafadas em até 10 vezes o preço. Isso é o consumo insustentável."



Tempestade em copo vazio. Artigo de Vandana Shiva
"A privatização da água é outra causa de guerras e conflitos pelo líquido. Projetos de privatização são uma tramoia financeira e política intermediada pelo BM, em que as concessionárias públicas e os cidadãos ficam presos a um sistema em que a sociedade paga para uma empresa global tarifas altíssimas pela água que nos pertence e é fornecida por meio das concessionárias", escreve a física e ativista ambiental indiana Vandana Shiva, em artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, 17-06-2012.
Eis o artigo.
A terra é constituída de 70% de água e podemos ter água eternamente, pois ela se renova pelo ciclo hidrológico. Mas, por causa das guerras da água contra a Terra e comunidades locais, hoje existe uma grave escassez do líquido. Quase 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água e ecossistemas e sistemas agrícolas inteiros estão ameaçados de ficar sem ela.
A água é hoje objeto de guerras, algumas bem visíveis, outras menos. Entre as menos visíveis estão os conflitos gerados pelo modelo industrial de agronegócio. A agricultura industrial é sedenta e 70% da água do planeta vão para irrigação intensiva.
agricultura industrial utiliza dez vezes mais água na produção de alimentos que a ecológica. Para isso,hidrelétricas são construídas, rios desviados, pessoas deslocadas e água subterrânea, extraída. Cada desvio de rota de um rio importante gera um conflito entre países e regiões.
Nos anos 1970, o Banco Mundial (BM) forneceu enormes empréstimos para a Índia fomentar a captação de águas subterrâneas. Isso obrigou Estados como Maharashtra a abandonar plantações que demandam pouca água - caso do milho, que precisa de apenas 250 mm do líquido - e se dedicar àquelas que bebem muita água, como a cana-de-açúcar, que consome 2.500 mm. Numa região com 600 mm de chuva, dos quais apenas 10% penetram no solo, essa é uma receita para fome de água.
Um estudo realizado por Matthew Rodell, do Goddard Space Flight Centre, da Nasa, em Maryland, publicado na revista Nature, mostra que os níveis de água no norte da Índia, onde a revolução verde foi implementada, caíram 4 cm centímetros por ano de 2002 a 2008. Mais de 109 km³ de água subterrânea desapareceram.
Uma outra guerra da água é provocada pelas mudanças climáticas, que vêm intensificando as secas, inundações e ciclones. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas avalia que o custo gerado para o mundo é de US$ 80 bilhões por ano.
O desperdício de água pela agricultura industrial, química, não só contribuiu para a escassez e poluição das águas, mas agravou a crise, acelerando mudanças no clima. Como escrevi em meu livro Soil, not Oil, 40% de todas as emissões de gases do efeito estufa provêm de uma agricultura e um sistema alimentar industrializados, globalizados.
mudança climática não é uma ameaça futura. Ela já vem matando pessoas no sul da Ásia. Em 2010 testemunhamos os extremos e trágicos impactos das mudanças do clima. Duas mil pessoas morreram noPaquistão em consequência de inundações na bacia do Ganges. No deserto de Ladakh, Estado indiano daCaxemira, chuvas e inundações arrastaram casas e mataram 200 pessoas.
As mudanças climáticas também provocaram um derretimento dos glaciares do Himalaia. O glaciar Gangotri, fonte doRio Ganges, tem recuado entre 20 e 23 metros por ano.
A privatização da água é outra causa de guerras e conflitos pelo líquido. Projetos de privatização são uma tramoia financeira e política intermediada pelo BM, em que as concessionárias públicas e os cidadãos ficam presos a um sistema em que a sociedade paga para uma empresa global tarifas altíssimas pela água que nos pertence e é fornecida por meio das concessionárias.
O BM tem papel importante nas guerras da água. Em primeiro lugar, a instituição condiciona seus empréstimos à privatização. Em segundo, reduz o acesso das concessionárias públicas e oferece acesso privilegiado à indústria, como também fornecimento ininterrupto para áreas urbanas ricas.
Terceiro, está desviando a água subterrânea já escassa e limitada das zonas rurais para as urbanas, subvertendo, portanto, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, que são reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso sustentável à água potável. Em quarto, o Banco Mundial força governos e concessionárias públicas a aumentar as tarifas e transformar a água em commodity, prejudicando o direito fundamental das pessoas à água como parte do seu direito à vida. Em quinto lugar, como os projetos do Banco Mundial se baseiam no uso não sustentável da água, eles estão malogrando, como ficou patente nos casos da usina de Sonia Vihar, em Nova Délhi, e o projeto deVeeranam, em Tamil Nadu. 
Os empréstimos do Banco Mundial não conseguem levar água às populações, apenas garantem contratos e lucros para grandes empresas que operam com água, como Suez, Vivendi, Bechtel.
As condições para ter acesso aos empréstimos do banco sofreram muitas mudanças de paradigma - como da "água para a vida" para "água para os lucros", de "democracia da água" para "apartheid da água", de "uma parte para todos" para "tudo para alguns".
A privatização foi lançada como aspecto essencial da liberalização comercial e da globalização, baseada numa tosca ideologia segundo a qual o que é público é ruim, o que é privado é bom, o doméstico é ruim, o multinacional é bom. Quando surgiram movimentos contra a privatização da água, a retórica do BM mudou para "participação do setor privado", e uma tentativa foi feita no sentido de definir a privatização dos serviços e contratos de administração como não sendo privatização.
As mulheres são as maiores vítimas das guerras da água. Na Índia, se o custo de transportar água, que é de 150 mulheres/dia, fosse adicionado ao PIB, ele subiria 10 bilhões de rupias (US$ 180 milhões). Mas as mulheres não são apenas as transportadoras de água do mundo, são também o sustento das famílias. Água e alimento estão juntos desde sempre. As mulheres produzem mais da metade dos alimentos em oferta no mundo - na África, 80%. Seu papel como responsáveis por toda a cadeia alimentar contrasta de modo marcante com sua falta de direitos no que se refere à aquisição e propriedade da terra e acesso a empréstimos, sementes e assistência técnica. Inúmeros planos de ação aprovados na ONU atribuíram importância capital ao princípio de que "os direitos das mulheres são direitos humanos". A igualdade de acesso das mulheres à água e à terra é um fator chave na luta contra a pobreza e a fome. Em 28 de julho de 2010, a Assembleia-Geral das Nações Unidas adotou resolução reconhecendo o acesso à água potável e ao saneamento como um direito humano.
Quando o governo italiano aprovou uma lei para privatizar a água, os italianos se organizaram e pediram um referendo a respeito. A lei a ser submetida a referendo estabelecia que o fornecimento de água seria administrado exclusivamente por empresas privadas em que o investidor privado detivesse pelo menos 40%. As autoridades locais teriam de diminuir a participação acionária pública para 30% em 2015.
O referendo foi realizado em junho de 2011. Os italianos votaram "não" à privatização e "sim" à água como um bem público comum ao qual os cidadãos têm direito universal. Como disse o padre Alex Zanotelli durante um rali em Nápoles, "toda vida vem da água, a água é a mãe de nossa existência e não cabe às multinacionais decidirem como ela deve ser administrada e distribuída, mas sim às pessoas no mundo. Temos de nos unir para construir relações humanas e criar uma rede de democracia direta de maneira a proteger a água e outros bens públicos contra a exploração".
A paz da água e a justiça da água caminham juntas. O direito à água está no âmago do direito à terra. O direito à água é também um direito humano.
As Nações Unidas alertam que o mundo ficará sem água doce, a menos que sejam feitos maiores esforços para melhorar a segurança deste bem essencial à vida.
No Dia Internacional da Diversidade Biológica da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que há uma relação que “se reforça mutuamente” entre a biodiversidade e a água que deve ser aproveitada. Para continuar a ter água, devemos proteger a natureza, portanto.
“Vivemos num mundo cada vez mais inseguro, onde a procura de água muitas vezes ultrapassa a oferta e onde a qualidade da água regularmente não obedece a padrões mínimos. De acordo com as tendências actuais, as futuras procuras de água não serão cumpridas”, disse Ban.
Água, alimentos, energia e clima estão ligados. A maioria das formas de criação de energia precisa de água, ao mesmo tempo que as alterações climáticas começam a impedir o armazenamento de água natural e a agricultura se ressente.
Ban acredita que existe uma oportunidade de enfrentar estes desafios, se os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio forem substituídos por um novo conjunto de metas, avança o The Guardian.
“À medida que a comunidade internacional se esforça para acelerar os seus esforços para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e definir uma agenda pós-2015, incluindo um conjunto de metas para o desenvolvimento sustentável, a água e a biodiversidade são fluxos importantes na discussão”, defende o secretário-geral da ONU. “Embora aparentemente abundante, apenas uma pequena quantidade da água no nosso planeta está facilmente disponível enquanto água doce.”
As alterações climáticas já estão a afectar a disponibilidade de água através da falta de chuva, humidade dos solos, derretimento de gelo e neve e perturbação da terra e dos fluxos de água.
Segundo Ban, a protecção da biodiversidade pode ser transformada num benefício para o Homem, uma vez que biodiversidade e água se reforçam mutuamente. “Os ecossistemas influenciam a disponibilidade e qualidade da água local, regional e global”, defende ele.


Países da região Ásia-Pacífico alertam para risco de guerra por água
A crescente competição pela água pode provocar um conflito se os países não compartilharem este bem cada vez mais escasso, advertiram os líderes dos países da região Ásia-Pacífico.
Os esforços regionais para garantir o acesso à água, tanto no Centro quanto no Sudeste Asiático, provocam tensões entre vizinhos que dependem dos rios para alimentar uma população em pleno crescimento.
A urbanização vertiginosa, a mudança climática e a crescente demanda da agricultura aumentam a pressão sobre este bem cada dia mais escasso, enquanto a maioria das pessoas da região não têm acesso à água potável, apesar do forte crescimento econômico registrado nos últimos anos.
“Pode acontecer uma guerra pelos recursos”, disse a primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra, na reunião da Água Ásia-Pacífico, que ocorre na cidade tailandesa de Chiang Mai.
Projeto polêmico e mitigação
Uma empresa do país está por trás da construção de uma polêmica represa no Rio Mekong, um projeto criticado por dois países afetados, Vietnã e Camboja, que temem os efeitos sobre suas indústria agrícola e pesqueira.
Os delegados aprovaram a “Declaração de Chiang Mai”, na qual defendem a construção de uma resistência regional para prevenir os desastres naturais, compartilhar os conhecimentos técnicos na gestão dos recursos e colocar a segurança hídrica como destaque na agenda.


A Nestlé paga $3.71 por cada milhão de litros de água que retira de Wellington County, que depois de engarrafada em plástico não reciclado nem reciclável, vende por 2 milhões de dólares, tendo um lucro de mais de 53 MILHÕES % e inclusive não respeitando crises locais de seca.
Uma comunidade de Ontário trava neste momento uma luta do tipo David vs Golias, contra a gigante alimentar NESTLE nos tribunais com vista a proteger a sua água.
A Nestlé e a sua política de lucros sobre a água volta de novo à atenção (mas nunca nos Mass Media). Depois do seu CEO ter dito que água não deveria ser um direito humano (ver vídeo no fim do artigo)
Nestlé Waters é a maior empresa de água engarrafada do mundo e Wellington County no sudoeste de Ontário (Canada) é um dos seus maiores postos de engarrafamento no Canada. A licença de exploração actual da Nestlé dita que cada milhão de litros de água extraída custe $3,71. Dita também que estes milhões de litros de água depois de engarrafados em garrafas de plástico descartáveis possam ser vendidos com um lucro de mais de 53 MILHÕES por cento, ou seja 2 MILHÕES de Dólares! A licença também dita que a Nestlé reduza a sua extracção em 10 a 20% (!!!) em tempos de seca , no entanto a Nestlé apelou ao tribunal que essas restrições fossem removidas!! sendo que o Ministro do Ambiente aceitou essas condições.
Feito isto, foi constituído um conselho de habitantes que com alguns apoios legais ganharam o direito de representar o interesse público neste último pedido da Nestlé que participará no processo de decisão de exploração da água, representando os interesses do público no direito à água.
Esta é uma batalha importantíssima, não apenas para Wellington County, ou Ontário ou Canadá, mas para o mundo em geral, dado que sabemos que esta gigante alimentar opera em 86 países!
Convém salientar também que a Nestlé apoiou o lobby da não-etiquetagem dos produtos com constituíntes provenientes de GMO, colocando-se assim sem reservas ao lado da outra gigante alimentar, mas do comércio das sementes, a Monsanto.
Peter Brabeck-Letmathe, un empresario austríaco que desde el año 2005 ejerce como presidente del grupo Nestlé, considera que se debería privatizar el suministro de agua para que como sociedad tomáramos consciencia de su importancia y acabásemos con el malbaratamiento que se produce en la actualidad.
Sus palabras provocaron estupor, máxime si se tiene en cuenta que Nestlé es el líder mundial en la venta de agua embotellada. Un sector que le reporta el 8% de sus ingresos totales, que en el 2011 ascendieron hasta los 68 mil 580 millones de euros.
Pero Brabeck ha salido al paso de estas y otras críticas para remarcar que el hecho de que mucha gente tenga la percepción de que el agua es gratuita hace que en demasiadas ocasiones no se le dé el valor que tiene y se malgaste.
De ahí que sostenga que los gobiernos deben garantizar que cada persona disponga de 5 litros de agua diaria para beber y otros 25 litros para su higiene personal, pero que el resto del consumo se tendría que gestionar siguiendo criterios empresariales.
A pesar del rechazo que provocan sus postulados, hace tiempo que los defiende sin miramientos, con entrevistas como ésta que aparece en el siguiente vídeo en la que califica de extremistas a las ONG que sostienen que el agua debería ser un derecho fundamental.







Can bottled water ever really be sustainable?
Líderes empresariais muitas vezes colocam a responsabilidade pelo fracasso do consumo sustentável nas escolhas dos consumidores padrão: "Eles não entendem o que isso significa." Bem, eles estão errados. Consumidores do mundo entendem o que isso significa, não é apenas o que muitos empresários entendem que seja.
Se nós estamos indo obter a mudança de paradigma que todo mundo está tão ansioso para ver, temos de começar por concentrar nas coisas que realmente importam. Para entender o que quero dizer, deixe-me contar a história da Islândia Glacial.
Islandês Glacial é uma garrafa de água disponível no Reino Unido, EUA, Canadá e vários outros países. Comercializa-se como a primeira água engarrafada carbono neutro do mundo. Sua planta de processamento, situada na Islândia, funciona com energia hidroelétrica e geotérmica. Sua embalagem é 100% reciclável e, para reduzir o CO2, é mesmo enviado da Islândia no espaço não utilizado de navios de carga que teriam permanecido vazios.
Islandês Glacial recebeu a certificação sustentável para o produto e seu processamento. Em 2007, ganhou o prêmio mundial da garrafa de água de design para a sustentabilidade. É mesmo foi certificado pela empresa Carbono Neutro - o selo de aprovação para o qual toma o lugar central no rótulo do frasco.
Muitos de vocês que estão lendo isso já estão pensando na ironia de uma empresa de água mineral sustentável tocando as próprias geleiras que precisamos preservar para sobreviver - mas vamos dar algum crédito à Islandês Glacial. Em todos os sentidos, o que pode ser reconhecido como um produto sustentável: é reciclável, certificado e neutro em CO2.
No entanto, esta não é uma solução viável. Isso não é o que a sustentabilidade significa. Infelizmente para a Islandês Glacial - cujos esforços parecem genuínos - esta água engarrafada representa a própria antítese do que significa sustentabilidade.
Sustentabilidade relevante para os consumidores não podem ser definida em uma etiqueta ou comemorada com um prêmio da indústria. Sustentabilidade significativa - o tipo de coisa que estimula mudanças de paradigma e inverte trajetórias globais - é sobre como fornecer água potável segura e sustentável para todos, incluindo as de um bilhão de consumidores que hoje não têm acesso a ela.
Nós não podemos falar seriamente sobre os consumidores que não compreendem ou se preocupar com a sustentabilidade e não considerar os milhões de consumidores no mundo em desenvolvimento sem água canalizada, a quem é dada nenhuma escolha a não ser comprar alternativas engarrafadas em até 10 vezes o preço. Isso é o consumo insustentável.
O desafio é como atingir a satisfação desse consumidor e também de suas necessidades básicas de uma forma sustentável - em termos de acesso, qualidade e acessibilidade -, bem como o impacto ambiental. Isto é o que a esmagadora maioria dos consumidores do mundo entendem ser sustentável.
A Islandês Glacial pode ter todas as credenciais de sustentabilidade que a empresa poderia pensar. Pode muito bem ser um produto sustentável em seu próprio direito. Mas ele encarna o problema, não a solução, quando se trata de vida sustentável.
O consumo sustentável é muito mais do que o marketing: muito mais do que as linhas de produtos de nicho, e, de fato, o oposto polar de água doce engarrafada e vendido com muito marketing.
É sobre a criação de mercados acessíveis e estáveis que oferecem baixo impacto ambiental, produtos de boa qualidade a um preço justo, se é água, saúde, alimentação, serviços financeiros, ou até mesmo acessar a internet. Alguns pioneiros na indústria já conseguiram, mas a maioria não consegue ver além do rótulo.
Então, como é que vamos fazer a mudança de paradigma? Sem rodeios, pare de ficar obcecado sobre a estratégia de marketing e o que leu na brochura e tente concentrar-se nas grandes mudanças significativas que criar um negócio sustentável, independentemente da demanda do consumidor.
Afinal, a sustentabilidade é sobre o encontro de necessidades dos consumidores e não criar novas demandas.


Campanha da History of Sutff pedindo a proibição da venda de garrafas de água mineral dos Parques Americanos






Água que falta a muitos traz lucros para poucos
Em meio a pior seca em 50 anos no Nordeste, há quem lucre extraindo e vendendo água. É o caso de Ires Pereira, que retira 100 mil litros de água por dia de dois poços artesianos. Ele vende 250 litros por R$ 1, mas para o consumidor, o galão não chega por menos de R$ 5,00.
A reportagem é de Mauri König e publicada pela Gazeta do Povo, 06-05-2013.
No remoto sertão pernambucano, o sertanejo Ires Pereira de Mendonça, de 59 anos, vem fazendo há anos o que o presidente da multinacional Nestlé, Peter Brabeck-Letmathe, defende num vídeo que corre a internet. O austríaco propõe privatizar o fornecimento da água, dando a ela valor de mercado. Os governos, diz ele, devem garantir o suficiente para beber e para a higiene pessoal. O resto seria gerido segundo critérios empresariais. Para o empresário, a percepção de que a água é gratuita leva à desvalorização e ao desperdício.
Brabeck sabe do métier. Líder mundial na venda de água engarrafada, a Nestlé deve ao setor 8% do faturamento anual de US$ 110 bilhões. As cifras do sertanejo são bem mais modestas, mas é um dos afortunados que vêm ganhando dinheiro com a seca de três anos no semiárido brasileiro. Ires extrai até 100 mil litros de água por dia em dois poços artesianos, no distrito de Mimoso, em Pesqueira (PE). A água não segue o processo industrial da Nestlé. É extraída dos poços, colocadas em tonéis de 250 litros e distribuída em caminhões na casa do consumidor, e ali armazenada em baldes ou cisternas.
Ires conhece bem o instável perfil climático do sertão. Nasceu em Pesqueira. Ainda assim, há 15 anos largou a profissão de eletricista em construção civil para comprar 35 hectares no distrito de Mimoso, margeando a BR-232. Começou com gado e uma rocinha básica. “Ganhava um ano, perdia dois, três”, recorda. Não tardou a minguar o poço aberto em 1962 pelo pai, Ermínio Alexandre Mendonça, às margens do Rio do Imbé. Ires perfurou outros dois mais perto da energia elétrica, trocando o balde pela bomba de sucção. A água era tanta que ele começou a vender. Nascia um grande negócio.
“Fui um herói”
Outros quatro vizinhos fizeram o mesmo. O preço, cartelizado, é de R$ 1,00 a cada mil litros. Esses mil litros vão render R$ 20 nas mãos de atravessadores como Aridevaldo Pedro Soares, de 63 anos. Ao consumidor, ele entrega em casa um tonel de 250 litros a R$ 5. Os dois poços de Ires têm nove metros de profundidade. Dali sai água que mata a sede em várias cidades próximas. A que preço? “Eu só cobro a energia”, esquiva-se. “Acho que fui um herói pra população. Tinha gente passando sede e ninguém sabia que tinha água aqui embaixo até eu abrir os poços.”
Há dois meses, Ires foi surpreendido por uma blitz da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Vinte 20 pessoas desceram de cinco carros, policiais inclusive. Havia denúncia de que ele estava esgotando os recursos hídricos. Iresexibiu um documento da própria CPRH autorizando a atividade. “Diminuiu [a quantidade de água], mas nunca secou”, diz. A papelada e os estudos geológicos custaram R$ 7,5 mil, diz ele, mas não há nenhum controle sobre o volume retirado nem sobre a qualidade da água dos poços de Ires e seus vizinhos. Tira-se o quanto quiser e vende-se a quanto quiser. Aridevaldo é um dos muitos distribuidores dessa água privatizada; aposentada rural Maria Lúcia Pereira, 66 anos, uma das tantas consumidoras. A luz elétrica chegou para ela há 25 anos, mas a água encanada não faz mais de cinco. Ela pagou R$ 130 pelo encanamento de casa até um poço da Compesa, a empresa de água e esgoto de Pernambuco. Agora, paga R$ 35 mensais por dois dias de água por mês.
Entrevista está fora de contexto, alega Nestlé
Devido à repercussão das declarações de Peter Brabeck-Letmathe nas redes sociais, a Nestlé emitiu nota em seu site alegando que o vídeo que circula na internet é um excerto retirado de contexto de um documentário de 2005, deturpando a visão do presidente da multinacional. Segundo a companhia, ele tem dito repetidamente que todas as pessoas têm o direito à água potável para atender às suas necessidades básicas de higiene e de hidratação. A nota diz que em 2010 a Nestlé incorporou o reconhecimento e o respeito pelo direito humano à água nos seus princípios corporativos e empresariais. “Utilizamos como referência a medida de 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, definida pela Organização Mundial de Saúde”, informa a empresa.
Recurso hídrico segue o curso da privatização
Uma em cada três pessoas no mundo não terá nenhuma água até 2030, ou, quando muito, terá acesso a pouca água. A previsão – um alerta para se mudar o padrão de consumo – é da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2013 o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Mas ela deixa cada vez mais de ser um direito universal para se tornar um bem acessível a quem pode pagar. E a privatização segue em franca expansão. Há 30 anos, 12 milhões de domicílios recebiam água privatizada na Inglaterra, na França e no Chile. Hoje são 600 milhões no mundo todo.
A privatização avança. O que se vê é uma luta desigual do capital contra o bom senso. Hoje, 1,2 bilhão de pessoas, sobretudo na América Latina, na África e na Ásia, sofrem com a escassez de água e 2,5 bilhões não têm qualquer tipo de saneamento. O resultado é que 8 milhões de pessoas morrem por ano por causa de doenças relacionadas à falta de água, metade delas crianças.
Cresce também a resistência à privatização. Paris remunicipalizou os serviços e os italianos derrotaram em referendo a proposta de privatização. Em Portugal, a população se mobiliza para fazer o mesmo. No Chile, organizações populares entregaram em abril ao presidente Sebastián Piñera carta contra o código de águas, decretado em 1981 pelo ditador Augusto Pinochet. O código tornou os recursos hídricos do país em propriedade privada conferindo ao Estado a faculdade de conceder a grupos privados o direito de explorar a água de forma gratuita e permanente.
Destinação
No Brasil, a Federação Nacional dos Urbanitários e a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental lançaram campanha contra as Parcerias Público Privadas. Hoje, companhias estaduais e municipais atendem 80% da população. Estudo da Agência Nacional de Águas mostra que 69% dos recursos hídricos brasileiros são usados para a irrigação de cultivos e pastagens, e 90% vão para o setor privado. Na agropecuária o consumo de água por animais chega a 12%, enquanto a demanda de cidades é de 10% e da indústria, 7%.
ONU aprovou em 2010 uma resolução que garante a água e o saneamento como direitos humanos fundamentais. Contudo, a declaração final do Fórum Mundial da Água, realizado em março, na França, contesta a resolução. Organizado pelas grandes multinacionais e pelo Banco Mundial, o encontro teve como objetivo ampliar a apropriação privada dos recursos hídricos do planeta. Movimentos sociais de todo o mundo iniciam agora uma batalha contra a intenção de países da União Europeia de alterar a resolução da ONU.
Indústria da seca
O termo “indústria da seca” foi usado pela primeira vez na década de 1960 pelo escritor Antônio Callado. A prática, contudo, já era bem antiga. Em 1902, o escritor Euclides da Cunha relatava, em Os sertões, os métodos de quem tirava proveito da tragédia dos sertanejos. Citou, em particular, o Açude do Cedro, em Quixadá (CE), construído em pedra talhada à mão, com esculturas e barras de ferro importadas. Embora hoje seja patrimônio histórico e cultural, o açude chegou a secar na seca de 1930 a 1932, quando mais se precisava dele. A “indústria da seca” nunca deixou de existir. Grupos ocultos por interesses escusos tiram proveito da ajuda governamental destinada à população castigada pela estiagem. Fazendeiros e políticos manipulam a distribuição do dinheiro, dirigindo-a para parentes ou afilhados políticos nos redutos eleitorais onde podem obter vantagens.



Apenas 14% dos recursos previstos para ações de saneamento básico foram utilizados
O Brasil é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem banheiro, com quase 7,2 milhões de habitantes, segundo dados do Ministério das Cidades divulgados em 2012. Além disso, o atendimento em coleta de esgotos não chega nem a metade da população (46,2%). No mundo todo esse percentual é de 11%, o que já é considerado alto pela Organização Mundial da Saúde.
Para superar as condições sanitárias da população brasileira, o governo está prestes a lançar o Plano Nacional de Saneamento Sanitário, que deverá investir R$ 508,5 bilhões entre 2013 e 2033 em iniciativas de acesso à água e esgoto. O Plano é mais uma tentativa para tentar modificar a situação do setor.
Em 2007, o governo lançou o PAC Saneamento, que prometeu investimentos de R$ 28,4 bilhões até 2010. Já na segunda versão do programa, até 2014, a área de saneamento deverá receber investimento de R$ 41 bilhões para aplicar em municípios com mais de 50 mil habitantes, nas regiões metropolitanas e Região Integrada de Desenvolvimento (Ride).

Apesar dos esforços do governo federal, estados e municípios em vencer os fortes entraves do saneamento básico, segundo dados do Instituto Trata Brasil, o PAC não conseguiu até o momento ser a alavanca que o setor precisa para vencer atrasos históricos. Embora os recursos liberados tenham atingido cerca de 50% dos valores previstos e ter sido duplicado o número de obras concluídas entre 2011 e 2012 (7% para 14%), 65% das 138 obras de esgotamento sanitário monitoradas pelo Instituto Trata Brasil até dezembro de 2012 estavam paralisadas, atrasadas ou ainda não iniciadas. As obras estão distribuídas em 18 estados e em 28 das maiores cidades brasileiras.

Para 2013, a situação não parece ser diferente. Grande parte dos recursos que o governo federal aplica no setor, que está locada no programa temático “Saneamento Básico”, não foi utilizada. O programa, que tem ações executadas pelos ministérios das Cidades, Saúde e Integração Nacional, possui orçamento de R$ 3,6 bilhões para aplicações em 2013. Entretanto, até junho os ministérios responsáveis só haviam conseguido desembolsar R$ 525,8 milhões, 14% do total orçado.

A ação “Implantação e Melhoria de Sistemas Públicos de Esgotamento Sanitário em Municípios de até 50.000 Habitantes, Exclusive de Regiões Metropolitanas ou Regiões Integradas de Desenvolvimento Econômico (RIDE)”, de responsabilidade do Ministério da Saúde, é a que mais teve autorização de recursos para o ano. A iniciativa tem orçamento de R$ 635,4 milhões, mas o órgão só gastou R$ 23,8 milhões até agora. Com isso, a ação que tem por objetivo dotar os domicílios e estabelecimentos coletivos de sistema público de coleta e tratamento de esgoto sanitário executou apenas 4% do previsto para o ano.

O Ministério da Saúde também é responsável pela rubrica “Implantação e Melhoria de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água em Municípios de até 50.000 Habitantes, Exclusive de Regiões Metropolitanas ou Regiões Integradas de Desenvolvimento Econômico (RIDE)”. Dos R$ 341,7 milhões previstos para a iniciativa, apenas R$ 710 mil foram pagos até agora. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 18,9% da população brasileira não recebem água potável.

De acordo com o Ministério da Saúde as obras de saneamento básico obedecem a um calendário que antecedem a efetiva liberação de recursos para garantir a integridade do processo. “Neste cronograma estão previstos, por exemplo, a apresentação das propostas, avaliação dos projetos básicos de engenharia, entrevistas com gestores e visitas técnicas as localidades que serão contempladas com o projeto”, completa o órgão.
Ainda segundo o ministério, por conta do cronograma os repasses de forma integral irão ocorrer no segundo semestre do ano. “No momento os gestores estaduais e municipais foram convocados para entrevistas técnicas, onde irão apresentar documentações complementares que atestem a viabilidade técnica dos projetos já em analise”, afirma.

Para a ação “Apoio à Implantação, Ampliação ou Melhorias em Sistemas de Abastecimento de Água em Municípios com População Superior a 50 mil Habitantes ou Municípios Integrantes de Regiões Metropolitanas ou de Regiões Integradas de Desenvolvimento”, de responsabilidade do Ministério das Cidades, foram desembolsados apenas R$ 12,7 milhões dos R$ 598,7 milhões autorizados para o ano.  As atividades envolvidas pela iniciativa compreendem as infraestruturas de captação, recalque, adução, tratamento, reservação, distribuição, ligações domiciliares e intradomiciliares e sistemas simplificados. Os empreendimentos também devem contemplar ações de educação ambiental e mobilização social.

A iniciativa “Apoio à Implantação, Ampliação ou Melhorias de Sistemas de Esgotamento Sanitário em Municípios com População Superior a 50 mil Habitantes ou Municípios Integrantes de Regiões Metropolitanas ou de Regiões Integradas de Desenvolvimento”, também de responsabilidade do Ministério das Cidades, foi outra em que poucos recursos públicos foram aplicados até então. A Pasta só gastou R$ 7,5 milhões dos R$ 555,3 milhões liberados para o exercício.

O Ministério das Cidades informou ao Contas Abertas que a execução das obras de saneamento básico com recursos desse ministério é de responsabilidade dos governos estaduais e municipais. “Desta forma, os recursos federais previstos são liberados conforme o andamento da execução da obra, que pela sua complexidade, podem ser concluídas em até oito anos enquanto que o orçamento é plurianual”, afirma.

Ainda de acordo com a Pasta de Cidades, o orçamento do programa também financiará as obras e serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário selecionadas neste ano, que estão em fase de contratação. “Assim, a expectativa é de que a execução financeira das intervenções de saneamento seja intensificada no segundo semestre de 2013”, finaliza.

O Ministério da Integração Nacional, responsável pela iniciativa “Implantação, Ampliação ou Melhoria de Sistemas Públicos de Esgotamento Sanitário em Municípios das Bacias do São Francisco e Parnaíba”, aplicou R$ 69,3 milhões dos R$ 180 milhões disponibilizados para o ano. Segundo o órgão, a execução da iniciativa está lenta, pois há demora na emissão de licença ambiental por parte dos órgãos competentes. “Somente após esta emissão é possível a publicação do edital de obras, mesmo que a obra seja de remediação de lixão”, explica.

Para Edison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, que tem como objetivo coordenar uma ampla mobilização nacional para que o País possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, o problema vai além dos baixos valores relacionados a execução orçamentária: “Mais importante que os números são as pessoas que a gente condena a viver sem essas obras que não andam”.

De acordo com o especialista, o setor enfrenta dificuldades em ter bons projetos, além da demora nas licitações ambientais e problemas com empreiteiras: “É necessário que as prefeituras sejam melhor preparadas, para que os procedimentos sejam facilitados e as obras terminem”, explica.
Segundo o presidente, para a universalização do acesso à água potável e esgoto no Brasil, é preciso investir R$ 300 bilhões até 2033. “Para que consigamos atingir esse nível de recursos, é preciso desburocratizar os processos e facilitar o repasse de recursos para empresas de saneamento, além de capacitar essas empresas e as prefeituras para que esses recursos sejam utilizados em sua totalidade”, completa.

Histórico: saneamento perdeu bilhões nos últimos anos
Levantamento realizado pelo Contas Abertas no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) demonstrou que de 2001 até 2012, R$ 10,6 bilhões, em valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da FGV) deixaram de serem aplicados na “Função Saneamento”. De acordo com a pesquisa, nos últimos 12 anos o governo federal autorizou R$ 20,3 bilhões para serem aplicados no setor. Deste valor, apenas R$ 9,7 bilhões foram efetivamente gastos, cerca de 48% do valor total. Em 2012 foram autorizados R$ 4,3 bilhões para o setor. Porém, apenas R$ 1,5 bilhão foi pago.


Agroflorestas garantem água e biodiversidade na bacia do Alto Paraguai
Municípios da Bacia do Alto Paraguai estão desenvolvendo um projeto para a melhoria dos sistemas produtivos da agricultura familiar através de cursos de capacitação e elaboração de estudos que subsidiem a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs). Na última semana, o Instituto Centro de Vida (ICV) realizou um acompanhamento das atividades de manejo agroflorestal para a recuperação de APPs em propriedades localizadas nos Projetos de Assentamento Capão Verde e Peraputanga.
O objetivo foi acompanhar as atividades nas áreas que integram o projeto, como a do Seu Adolfo Quirino Oliveira e a do Seu Adão Martins Gouveia, e planejar os próximos passos a serem executados.
O trabalho foi realizado por João Gilberto Peixoto Milanez, educador em Práticas Sustentáveis do ICV, em mutirão, com a participação de outros agricultores familiares que desenvolvem iniciativas semelhantes. Durante os processos de manejo, Seu Adolfo explicou que, apesar do trabalho ser árduo no começo, era muito satisfatório. “A agroflorestal é muito importante, mas é preciso ter vontade, coragem e coração para levar o trabalho adiante. Tenho muito orgulho do q ue foi realizado até agora e que ficará para meus filhos e netos” disse o agricultor.
A recuperação da floresta em torno do curso d’água permitiu a Seu Adolfo recuperar uma área que estava totalmente degradada havia três anos, na qual cresce agora, mais de 35 espécies de árvores que oferecem frutos, sementes, sombras e abrigo para animais e para as pessoas.
Seu Adão ressalta que com o trabalho conseguiu evitar o assoreamento de um córrego presente na propriedade, aumentando a disponibilidade da água para usos variados, como a irrigação de plantios ou para a criação de gado, graças à uma roda d’água. Ele relata que mesmo com tantos benefícios, a prática da recuperação de APPs ainda é mal compreendida e menosprezada por ser considerada improdutiva ao trocar pasto por árvores. “As pessoas, e até amigos meus, diziam que eu estava louco de trocar grama por árvores. Mas graças a agrofloresta, agora tenho um rio que já teria desaparecido e meu gado continua o mesmo. Não houve prejuízo algum, só vantagens!”, afirma.
João Gilberto explica que é necessário um trabalho constante de acompanhamento, realizado em várias etapas, como a de plantio, a de poda e a de controle das espécies, para que os resultados se consolidem. “O manejo das agroflorestas regular e constante é fundamental para o sucesso da agrofloresta , e a consequente recuperação de áreas degradadas” insiste o educador de práticas sustentáveis.
As atividades desenvolvidas em municípios da bacia do Alto Paraguai fazem parte do Projeto Conservação das cabeceiras do Paraguai, desenvolvido pelo ICV com apoio da Ecossystem.
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18 Jul 10:36

O esgotamento do modelo energético mundial, artigo de José Goldenberg

by HC
Elton.j.mello

Então, estamos andando na contramão?

    [O Estado de S. Paulo] Há uma forte analogia entre a inquietação da sociedade que se manifesta hoje nas ruas das cidades brasileiras, na Turquia e em outros países com o que está acontecendo na área de energia. Característica geral dessas manifestações é o inconformismo com a estagnação do progresso, a indignação com [...]
17 Jul 14:09

Ao reutilizar trilhos de bonde, Viena dá lição de mobilidade e economia

by juliana
Elton.j.mello

"Em alguns lugares do Brasil, como resquício do século 20, há diversos trilhos de bondes nos quais hoje não circula mais nenhum transporte e a infraestrutura serve apenas como vestígio do passado. Em Viena, capital da Áustria, esses mesmos trilhos estão sendo reutilizados para as linhas de ônibus elétricos."

bus destaque Ao reutilizar trilhos de bonde, Viena dá lição de mobilidade e economia

A empresa pública de transporte da cidade tinha como objetivo reduzir a poluição do ar ao adotar o sistema elétrico, mas tinha um desafio: faltava dinheiro para criar infraestrutura. Foto: bindolane

 

Em alguns lugares do Brasil, como resquício do século 20, há diversos trilhos de bondes nos quais hoje não circula mais nenhum transporte e a infraestrutura serve apenas como vestígio do passado. Em Viena, capital da Áustria, esses mesmos trilhos estão sendo reutilizados para as linhas de ônibus elétricos.

A vontade de mudar o sistema de transporte público era maior que o orçamento em Viena. Foi então que os governantes resolveram adaptar a infraestrutura deixada pelos bondes para os veículos que usam baterias. Sem uso de gasolina e dotados de bateria elétrica, doze ônibus já estão em serviço – eles reduzem a emissão de CO2, o barulho comum dos veículos convencionais e aproveitam a mobilidade de linhas exclusivas para o transporte público.

Cada ônibus transporta 40 passageiros. A cidade não precisou criar uma infraestrutura para o novo modal, o que seria inviável financeiramente, uma vez que o orçamento de Viena encontra-se restrito ainda devido à crise europeia, segundo informou o New York Times.

A tecnologia foi fornecida pela Siemens e deve ser utilizada em cinco cidades da Europa e duas da América do Sul, cujos nomes não foram divulgados. De modo pioneiro, as linhas de bonde permitem o carregamento das baterias enquanto os ônibus circulam sobre os trilhos. A emissão de dióxido de carbono tende a ser redzida em 300 toneladas ao ano.

Os ônibus adotados por Viena custaram à cidade 400 mil euros (1,2 milhão de reais), o dobro de uma frota movida a gás ou gasolina, mas quando compensada a economia com os trilhos e com a saúde pública, percebeu-se que valeria o investimento.

Brasil atrasado

Embora não seja novidade no resto do mundo, o Brasil está entrando atrasado no terreno dos veículos elétricos. A opinião é do presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Jaime Buarque de Holanda.

Há cerca de 13 anos, a entidade chama a atenção de que seria importante o país se preparar para essa transição tecnológica. “De modo geral, essa coisa não foi bem percebida aqui no Brasil”, apontou Holanda.

A capital do Paraná, Curitiba, foi pioneira no país na produção de ônibus elétricos para transporte coletivo. No município já estão em operação 30 veículos hibribus, ônibus movidos por dois motores, um deles abastecido por energia elétrica e outro, por biodiesel. Esse é o primeiro ônibus híbrido produzido pela Volvo no Brasil, por encomenda da prefeitura de Curitiba. O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano e não incluem a reutilização de trilhos.

* Publicado originalmente no site EcoD.

17 Jul 14:15

Nike Free Hyperfeel: um tênis minimalista de corrida que parece uma meia

by Peter Ha
Elton.j.mello

Será uma evolução?

Lembrando o tênis de corrida original que lançou a Nike ao sucesso, o Free Hyperfeel é o mais novo tênis do tipo, minimalista, inspirado pela verdadeira geometria do corpo. Isso, se você se lembra bem, é algo que a Under Armour corrigiu com seu Speedform.

Na criação do Free Hyperfeel, a Nike diz que seus pesquisadores usaram uma tecnologia de mapeamento de pressão, além de câmeras de alta velocidade, para estudar o pé em movimento e criar um calçado de corrida melhor.

Essa pesquisa levou a um calçado de perfil baixo com amortecimento e tração apenas onde é necessário, o que dá ao corredor mais responsividade e controle. As pastilhas presentes na sola foram “criadas como pistões estrategicamente posicionados, refletindo os principais pontos de pressão.”

Os materiais usados também visam replicar certas partes do pé. Por exemplo, a palmilha articulada Lunarlon foi usada para imitar as partes que amortecem o solado do pé, ao mesmo tempo em que permite mais movimentos. A camada superfina da sola, por outro lado, tem por objetivo replicar a “pele grossa” das solas dos nossos pés. Ela é praticamente inexistente, a ponto de ser possível enrolar o tênis com a palmilha removida. Ela é fina mesmo.

Tudo isso é unido através da tecnologia Fkyknit da Nike para a estrutura superior e o encaixe, o que reduz o número de componentes de 57 para sete. O Free Hyperfeel será lançado no dia 5 de setembro e custará US$ 175, para homens e mulheres. [Nike]

Camadas do Free Hyperfeel.

Camadas do Free Hyperfeel.

16 Jul 14:37

Internautas podem debater lei que prevê multa para quem jogar lixo nas ruas do Rio

by juliana
Elton.j.mello

Esta aí uma discussão muito interessante, mas multar nos dias de hoje é, infelizmente, a melhor (ou única?) forma de conscientizar. E nas outras cidades, continua a impunidade de jogar o lixo em qualquer lugar? Claro, que para multar é necessária a instalação de lixeiras e o seus esvaziamento diário.

lixorua Internautas podem debater lei que prevê multa para quem jogar lixo nas ruas do Rio

Rio de Janeiro – Com previsão de ser aplicada a partir de 1º de agosto, a multa para quem jogar lixo nas ruas na cidade do Rio de Janeiro é tema de debates, até a próxima sexta-feira (19), em um fórum na internet. Especialistas e interessados em gestão ambiental serão estimulados a discutir a medida, que já foi adotada por outros países.

Realizado na internet pela Rede Mobilizadores do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep), que reúne pessoas com atuação na área social, o fórum Lixo e Multa quer estimular a discussão qualificada sobre a cobrança. “Muitas vezes, a gente fica repetindo um mesmo argumento que a gente lê nos veículos de comunicação ou nas redes sociais, sem uma reflexão mais aprofundada”, explica Eliane Araújo, gerente de Conteúdo da rede.

Medida já adotada por países como os Estados Unidos e a Inglaterra, a multa para quem jogar lixo no chão vai variar entre R$ 157 e R$ 3 mil no Rio, e será aplicada pelos agentes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A ideia da prefeitura é deixar mais limpa a cidade que descarta 3,2 mil toneladas de lixo em áreas públicas.

Atualmente, a limpeza é feita por 14 mil garis da Comlurb, que gasta R$ 16 milhões do orçamento anual de R$ 1,2 bilhão apenas na varreção de ruas e limpeza de praias. Há uma lixeira disponível para cada 213 habitantes, segundo o Coep, totalizando 30 mil unidades.
“Queremos discutir se essa multa pode mudar o comportamento das pessoas ou se a gente precisa de outras estratégias para resolver o problema do lixo”, acrescenta Eliane.

Para participar do debate, é preciso se cadastrar no site www.mobilizadores.org.br. O fórum de funciona ao longo do dia e qualquer um pode deixar a opinião na página.

* Edição: Juliana Andrade.

** Publicado originalmente no site Agência Brasil.

16 Jul 14:42

A Major Disconnect Between Climate Change And Evolution

by Nick Visser
Elton.j.mello

Mais um alerta sobre as mudanças climáticas e suas consequências: Este sobre a evolução, isto é, a extinção de espécies.

From Mother Nature Network's Russell McLendon:

Nature doesn't like to be rushed. But to keep up with climate change, many animals will need to evolve 10,000 times faster than they have in the past, a new study suggests.

Manmade climate change — fueled by excess greenhouse gases in the atmosphere, namely carbon dioxide — is expected to raise global temperatures by up to 10.8 degrees Fahrenheit (6 Celsius) within the next 100 years. That will transform many ecosystems in just a few generations, forcing wildlife to either evolve quickly or risk extinction.

Published online in the journal Ecology Letters, the study concludes that most land-based vertebrate species evolve too slowly to adjust to the dramatically warmer climate expected by 2100. If they can't make high-speed adaptations or move to a new ecosystem, many terrestrial animal species will cease to exist, the researchers report.

"Every species has a climatic niche which is the set of temperature and precipitation conditions in the area where it lives and where it can survive," co-author and University of Arizona ecologist John Wiens says in a press release. "We found that on average, species usually adapt to different climatic conditions at a rate of only about 1 degree Celsius per million years. But if global temperatures are going to rise by about 4 degrees over the next hundred years, as predicted by the Intergovernmental Panel of Climate Change, that is where you get a huge difference in rates. What that suggests overall is that simply evolving to match these conditions may not be an option for many species."

european fire salamandar

Along with Ignacio Quintero of Yale University, Wiens based this study on an analysis of phylogenies, or evolutionary family trees that show how species are related and how long ago they split from a shared ancestor. Wiens and Quintero studied 17 animal families representing the major extant groups of land vertebrates — including mammals, birds, snakes, lizards, salamanders and frogs — and then combined these phylogenies with data about each species' climatic niche, revealing how quickly such niches evolve.

"Basically, we figured out how much species changed in their climatic niche on a given branch, and if we know how old a species is, we can estimate how quickly the climatic niche changes over time," Wiens explains. "For most sister species, we found that they evolved to live in habitats with an average temperature difference of only about 1 or 2 degrees Celsius over the course of one to a few million years."

"We then compared the rates of change over time in the past to projections for what climatic conditions are going to be like in 2100, and looked at how different these rates are," he adds. "If the rates were similar, it would suggest there is a potential for species to evolve quickly enough to be able to survive, but in most cases, we found those rates to be different by about 10,000-fold or more. According to our data, almost all groups have at least some species that are potentially endangered, particularly tropical species."

Some animals will likely be able to survive without evolutionary changes, the researchers point out, either by adopting new behaviors or by chasing their favorite climate across the landscape. Those strategies will only work in limited circumstances, though — species will need fallback food sources, for example, and flexible habitat options.

"Some studies suggest many species won't be able to move fast enough," Wiens says. "Also, moving may require unimpeded access to habitats that have not been heavily disturbed by humans. Or consider a species living on the top of a mountain. If it gets too warm or dry up there, they can't go anywhere."

16 Jul 14:45

Pista que absorve a poluição atmosférica, uma realidade holandesa

by juliana
Elton.j.mello

Estes holandeses....

pista 300x183 Pista que absorve a poluição atmosférica, uma realidade holandesa

A pavimentação foi tratada com dióxido de titânio polvilhado no concreto. Foto: reprodução

Para solucionar o problema da poluição em grandes centros urbanos, cientistas da Universidade de Tecnologia da Eindhoven, na Holanda, estão desenvolvendo uma substância especial que poderia ser aplicada em estradas para ajudar a cortar as concentrações elevadas de gases poluentes lançados na atmosfera.

Chamada de pavimento fotocatalítico, a tecnologia já está sendo testada na zona urbana da cidade de Hengelo, no leste da Holanda. Segundo a BBC, a pavimentação foi tratada com dióxido de titânio polvilhado no concreto o que conseguiu reduzir o dióxido de carbono no ambiente em até 45%.

O único lado negativo, até então detectado, está no preço. Ele pode subir em até 50% em relação a uma pista comum. No entanto, para um representante do Partido Verde holandês, se for pensar nos custos da poluição do ar para a cidade, pode-se economizar muito dinheiro, ele afirma ainda para a BBC que é mais barato investir no pavimento do que em atendimentos hospitalares causados pela poluição.

Mortes prematuras

Dados da ONU revelam que o problema da poluição do ar pode ser maior que se imagina. “Estima-se que existam 3,5 milhões de mortes prematuras causadas todo ano pela poluição do ar doméstico, e 3,3 milhões de mortes todo ano causadas pela poluição atmosférica”, comentou Maria Neira, Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, durante a mais recente reunião da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês), realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Paris, em abril de 2013.

Não à toa, países como China, África do Sul e Estados Unidos já demonstram interesse no potencial desta nova tecnologia. Será mesmo que vale a pena?

* Com informações da BBC.

** Publicado originalmente no site Ecod.

16 Jul 15:58

For the first time in 50 years, Bostonians took a dip in the Charles River

by Sarah Laskow
Elton.j.mello

Espero que daqui uns 20 anos, eu veja algo similar no nosso Guaíba

Swimmers
Topher Baldwin/Charles River Conservancy

Ever since the 1950s, it’s been illegal to swim in Boston’s Charles River. And who would have wanted to? For many years, it was “basically an open sewer,” as one conservationist put it, with road dirt and salt, garbage, dog poop, and other wonderful enhancements running in off the street.

But over the past couple of decades, efforts to clean up the river have improved the water quality. In fact, they’ve improved it so much that over the weekend the Charles River Conservancy and the Charles River Swimming Club co-hosted [PDF] the first public swim in the river in about 50 years. (Competitive swimmers started racing annually in the river in 2007.) Dozens of Bostonians jumped off a dock and into the river:

jumpinginthecharles
Topher Baldwin/Charles River Conservancy

The Boston Globe reported that the water was … well, it was … fine:

It’s warm, came one report. It feels great, came another. And then a woman looked down and shouted what was unmistakable for the people standing above.

“It’s orange,” she yelled as she looked down at her body in the water, which faded to black somewhere around the thighs. “We look orange.”

A man on the dock said it was more like beef broth. Renata von Tscharner, the head of the Charles River Conservancy, said she preferred to describe it as a tea.

But, most importantly, it was safe. As long as the swimmers didn’t touch the bottom. (Jumping off the dock was actually a requirement, not just a fun way of getting in the water.) The bottom’s still full of god-knows-what. You don’t want your feet anywhere near that.

EFSwimmers2
Topher Baldwin/Charles River Conservancy

Filed under: Cities, Living
16 Jul 08:06

Barcelona por la movilidad en bicicleta

by ECOticias.com / Red / Agencias
Elton.j.mello

Exemplos não faltam, mas nossos governos seguem impulsionando o uso de automóveis e alargando ruas para aumentar os engarrafamentos. Até quando?

El Gobierno municipal continúa trabajando para la mejora de la infraestructura ciclista en la capital catalana y, hasta finales de año, se invertirán 2,5 millones de euros.

15 Jul 20:15

Peter Neill: An Ocean Irony

by Peter Neill
Elton.j.mello

A ironia oceânica está presente num mundo baseado no consumismo e no individualismo cada vez mais excludente e concentrador

If the ocean constitutes 70 percent of the earth's surface and is as dynamic and inclusive as we claim it to be, then it should also be equally representative of the qualities of civilization -- 70% percentof triumph, tragedy, and the many other aspects of the human condition.

Irony, for example. Sometimes the many ambiguities and contradictions we confront when investigating both the natural and social ocean can coalesce into one stunning realization such as what I discovered recently in a copy of the New York Times Global Edition. Here was a juxtaposition of two ocean stories, linked in the most unexpected oppositional way:

The first story dealt with the proposed construction of two futuristic luxury hotels underwater -- one in Dubai, one in the Maldives Islands -- planned by a Polish firm and in search of investors. The design and visual representations on the website were amazing, a central vertical core linking a circular structure underwater comprising glass suites with views to underwater life and surrounding coral to an above surface structure for welcome, concierge, restaurants, meeting rooms, service areas, helipad, and the other conventional trappings of a high-end destination hotel. It is a fantasy realized: living underwater surrounded by beauty, pampered by luxury, entertained by the day and night antics of plants and creatures illuminated by sunlight and phosphorescence in an ever-moving sea, lost in a private, personal ocean.

The second story dealt with the school children of Bangladesh whose schools are disrupted annually by monsoon-driven floods in the rainy season from July to October when the Bangladeshi delta is inundated and mostly impassable, a situation likely to get worse if sea level rise and extreme weather intensity occur as predicted. The story quotes the United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change estimates that millions of people in the area may be displaced by 2050 under such conditions, an immense potential tragedy and contribution to the further distress of a country of 152 million, already poor, mostly unemployed, and understandably uncertain and insecure.

The article focuses however on the work of Shidhulai Swanivar Sangstha, a not-for-profit that has served over 70,000 children in one area by the creation of 20 free floating schools, classes housed in refurbished traditional wooden boats that can be moored in rivers and safe places, unaffected by the water environment, and thereby keep the children involved in consistent learning in facilities that are "resilient against natural disasters." The program was started by Mohammed Rezwan who founded the organization with $500 and began to reach out to students, families, local officials, and eventually granting organizations. Shidhulai has received support from Global Fund for Children in the United States, a financial prize from the World Innovation Summit for Education, sponsored by the Qatar Foundation, and a major grant from the Bill and Melinda Gates Foundation that enabled Rezwan to build more boats, install solar power, and create a library. The article goes on to report that the organization today has 20 schools, 10 libraries, seven adult education centers, and five floating health clinics that transport medical staff to remote, otherwise inaccessible areas. Shidhulai proposes to add 100 more boats over the next five years to reach another 100,000 people.

So there you have the irony -- the juxtaposition of luxury with poverty, of leisure with learning, of multimillion dollar corporate investment in futuristic facilities for elite tourists, with old boats refurbished with nothing for schoolchildren with even less. These examples seem to evoke two different oceans. Would I enjoy an overnight stay in one of those underwater rooms? Yes, I confess I would. But would I invest in those hotels versus in Mr. Rezwan's floating schools? No, I confess I would not. That is my personal choice, and really not the point here.

What is the point, however, is the fact that in such revelatory extremes the ocean can be understood to inspire and affect all elements in between, from one minute to the next to challenge and confront our behaviors and values with opportunities as disparate as these. We must comprehend that the capacity of the ocean to provide for us is as vast as the distance from light to dark, from peace to war, from profit to loss, from life to death. That capacity is astonishing, ironies notwithstanding, and we must revel in it, respect it, and keep it right.

15 Jul 15:24

Gorgeous, super-rare cloud looks like a rainbow portal

by Jess Zimmerman
Elton.j.mello

Fabuloso!

pileus_cloud
Esther Havens

@GoogleEarthPics tweeted this photo of a rare rainbow-colored pileus cloud, a meteorological phenomenon produced by pure magic.

OK, it’s only like 90 percent magic. A pileus cloud or cap cloud is a small lens-shaped cloud that sits on top of a larger cloud like a hat. They can form on regular cumulus clouds, storm clouds, ash clouds from volcanoes, and even some nuclear mushroom clouds. On a cumulus or cumulonimbus cloud, they indicate severe weather a-comin’ — they form because the cloud underneath is rapidly pushing air upwards into the cooler troposphere.

This rare iridescent cloud isn’t a special type of pileus — it just happens to be sitting in front of the sun at the perfect angle to refract it into a rainbow halo. That, or it’s fairies.


Filed under: Living
13 Jul 20:46

Estes incríveis desenhos 3D na verdade são feitos em 2D

by Casey Chan
Elton.j.mello

Tem que ser muito bom para conseguir estes efeitos

Meus olhos me dizem que isto é arte em 3D. Meu cérebro me diz que estes são desenhos 3D. Todo o meu ser acredita que isto é uma obra 3D. Mas não.

Estes desenhos na verdade são 2D, porém com sombreamento e ângulos para nos fazer acreditar que eles têm uma dimensão a mais. Ainda é difícil de acreditar.

O artista italiano Alessandro Diddi, o homem por trás destes desenhos anamórficos, diz querer que seus “desenhos tragam a mensagem de que os olhos podem enganar a mente e fazer você acreditar em dimensões que, na verdade, não estão lá”. Deu certo!

Veja mais do trabalho dele aqui: [Alessandro Diddi via Daily Mail via My Modern Met]


alessandro diddi (2)

alessandro diddi (3)

alessandro diddi (4)

alessandro diddi (5)

13 Jul 03:17

On the water culture of the Naxi people of Yunnan , China.

by zenrainman
Elton.j.mello

Povo Naxi: Como usar a água com sabedoria

Fostering a water culture

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The province of Yunnan is in the South-East of China. The mighty Yangtze River, the Mekong and the Salween rivers flow through this water rich land. The rivers come very close to each other here and then separate to flow in different directions. The Salween goes to Burma, the Mekong to Vietnam and the Yangtze stays in China to empty itself into the sea near Shanghai. The high mountain area is declared a UNESCO Heritage site for its sheer natural beauty, its rich water resource and its high bio-diversity. This ensures that the area is preserved and managed in such a fashion that the community needs are met without disturbing the ecology of the place. Our rivers which originate in the Western Ghats deserve this ecological protection too and those who benefit the most from the rivers should be at the fore-front of protecting it at source.

In the town of Lijiang in the North of the province is the town of Lijiang. The old town was inhabited for long by the Naxi people, an ethnic minority population in China known for their beautiful cloth embroidery but also for the way they have integrated water into their habitat and managed it. A Water Wheel stands in the town, also declared a UNESCO Heritage site for its water wisdom and use, and still works. In fact water wheels dot the landscape and in the old town it looks like almost every house had one , to grind the corn , to lift water and to have a myriad other purpose. Lijiang has a series of canals, waterways and water bodies which dot the landscape. The Naxi were and are truly the masters of water.

The spirit of one of their systems truly captures the way the community dealt with water and recognized its quality value. It is called the Three wells model. Water from springs and small channels are led into three beautifully designed storage structures. In the language of the Naxi it is the three wells.

The first well upstream or where the water enters is used for drinking and cooking purpose only. This is the cleanest water. The second well is used for washing vegetables for here the water is less clean. The third well is used for washing clothes, dishes and for other use for this is the lowest water quality of the three yet still clean.

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By not polluting the water channels and using the water therein directly, by creating a beautiful architecture around the use of water and by inculcating a discipline and a culture for water use ingrained in the behaviour of the society, the clean water of the area has been used and protected for centuries. Modernity and the lack of understanding of this concept by other communities is a concern now for the entire water system can be destroyed by the bad behaviour of the few.

In India too we see water bodies and wells being strewn with garbage and a lack of discipline in maintaining the water resource. Destroying the local will only create a dependency on the outside water and we will find that there is not enough for us to come in from the ‘outside’. Education, discipline and behavior become culture and in wise water culture is the preservation and sustainable use of the resource.

We can all learn from the Naxi people how to use water wisely. In that lies water wisdom.


12 Jul 21:12

Três passos para o aproveitamento da água da chuva

by Planeta Água
Elton.j.mello

Água da chuva: Nestas épocas de escassez, que tende a se agravar, por que não aproveitá-la?

Reduzir o consumo de um bem finito, economizar na conta de água e dar um excelente exemplo para as novas gerações. Motivos não faltam para utilizar a água da chuva. Porém, muita gente ainda não sabe como conter os litros e litros deste precioso líquido que escoa bueiros adentro a cada chuva que cai.

Em pequenas quantidades, baldes posicionados debaixo da calhas podem quebrar um galho. Porém, para um aproveitamento em grande escala – até mesmo quando não estiver chovendo -, é fundamental que se pense em construir um sistema para captação, armazenamento e retirada da água. Veja alguns passos importantes para quem deseja levar esta prática a sério e inserir o aproveitamento da água da chuva no dia a dia:

Captação e armazenamento
A captação é feita com a instalação de um conjunto de calhas no telhado. Como a demanda de água coletada será grande e deverá ser armazenada, é preciso pensar também na construção de um tanque ou cisterna para onde este volume de água será direcionado para armazenamento.

Limpeza
Junto ao reservatório, é necessário instalar um filtro para retirada de impurezas, como folhas e outros detritos, uma vez que a água escoará pelas calhas, que acumulam este tipo de resíduos.

Utilização
Esta água não será própria para beber, tomar banho ou cozinhar, mas pode servir para regar plantas e jardins, limpar pisos e vidraças, e lavar calçadas e carros (gastos que representam cerca de 50% do consumo de água nas cidades). Dependendo do sistema adaptado, é possível até utilizar a água nas descargas de banheiros e lavagem de roupas. Para tanto, será necessária uma bomba para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável, que exigirá também uma tubulação exclusiva, paralela ao da água potável.

12 Jul 18:00

Delícias quentinhas

by Carolina Daemon Oliveira Pereira
Elton.j.mello

Alternativas ao crime de hidropirataria, não seja um cúmplice. Ou, como não minimizar a sua contribuição na destruição do planeta que nos dá abrigo, água e alimento.

Toda bebida industrializada é crime de hidropirataria.
Bebidas prontas consomem de 5 a 35 litros de água em seu processo de produção, além de muita embalagem, que por sua vez também consome água, energia e outros recursos.

A água dos lençóis freáticos de onde uma fábrica de bebidas se instala, é o ativo não computado pago pela população local.
Quando essa fonte secar, a fábrica que contou com isenção fiscal (já que gera empregos), simplesmente vai embora (se instalar em outro local), deixando então solos erodidos e desertificados à população nativa, que provavelmente estará desempregada.

Aqui em casa, procuro fazer todas as bebidas. Basta o líquido estar aromatizado com qualquer sabor para que seja consumido até em 3 vezes mais quantidade pelas pessoas.

Para se inteirar sobre as questões de hidropirataria, dê uma olhada nas postagens:
Flow, por amor à água
A história da água engarrafada
Beber água pura não deveria ser caro
Cachaçaria certificada como orgânica seca lagoa de reserva indígena
Empresa japonesa instalada no Aquífero Guarany exporta água engarrafada
Nestlé mata Água Mineral em São Lourenço - a PureLife é uma água química


Deixo então algumas idéias de bebidas caseiras, saudáveis, baratas, fáceis e sustentáveis para os dias de mais friozinho.

Só uma observação, grávidas devem evitar chás quentes com canela, gengibre e especiarias que "esquentam", a mesma capacidade de eliminação que esses chás trazem ao nosso muco em caso de gripe, podem ser aplicadas ao bebê, causando aborto espontâneo.


Chá de laranja, limão e tangerina, feito a partir das folhas, que normalmente acabam no lixo.

Chá de camomila quente com limão ou com infusão de hortelã e erva cidreira.

A própria casca do abacaxi que sobrou pode virar chá se fervida e ainda enriquecida com umas folhinhas de hortelã, um chá muito simpático quente ou frio, de abacaxi com hortelã

Chá de maçã com maçã desidrata comprada a granel (e até aproveitando a casca da maçã que iria para o lixo), quente feito na panela com rapadura, gengibre, canela em pau e um cravinho. Colocar a rapadura no chá enquanto ele fica na infusão, garante uma consistência aliquorada que funciona para os chás de inverno.

Chá preto com laranja, quente ou frio. Com ou sem leite.

Chá de morango
1 xícara de folhas frescas de morango
1 dedinho de gengibre
1 pau de canela
500ml de água

Chai, chá indiano, feito com chá preto, leite e especiarias.
Segue receita:
1,5L de água
8 saches de chá preto
100g de gengibre
100g rapadura
10 cravos
3 paus de canela
10 sementes de cardamomo
leite de amêndoas

Cozinhe 1 inhame descascado em 1 litro de água, espere esfriar e bata tudo no liquidificador. Pode ser servido com canela, gengibre em pó e melado, bata uma banana para dar sabor se gostar. Adicione passas claras ou qualquer outra fruta seca ao cozimento e reduza o melado, junte pimenta rosa em grãos se quiser colorir.

1 xícara de leite de coco
1 colher de chá de cacau em pó solúvel
1 colher de chá de cevada solúvel
1 pitada de canela em pó
Ferver tudo junto e servir.


















Receita básica de chocolate quente
1 litro de leite de amêndoas, castanhas, coco
3 colheres de sopa de cacau em pó
100gr de chocolate meio amargo orgânico em barra
1 colher de sobremesa de baunilha
1 pau de canela
1 dedinho de gengibre
1 colher de chá de cravo em pó
1 colher de chá de noz moscada
Rapadura ou 1 xícara de tâmaras hidratadas de véspera e batidas no liquidificador, como uma geléia crua
O segredo: 2 colheres de sopa cheias de creme de arroz e 2 colheres de sopa rasas de araruta em pó. Dissolva a araruta no leite ainda frio, use um copo pequeno para não encaroçar.Ferva tudo junto, mexa bem, coe e sirva bem quente.Opcionais: óleo de coco, huile de noix, sementes de urucum, pimenta rosa

Chocolate fudge adaptado
2 xícaras de chocolate meio amargo orgânico em barra
1 xícara de leite de coco ou amêndoas
1\2 xícara de rapadura
1 colher de sopa de creme de arroz e 1 colher de sopa rasa de araruta dissolvida previamente no leite de coco.   
Ferva tudo junto, mexa bem, espere esfriar e sirva com frutas vermelhas. É como um fondue, tem consistência mais grossa.



1 banana
1 colher de sopa cheia de cacau em pó
1 colher de sobremesa de baunilha
1 colher de sobremesa de sementes de chia
2 tâmaras ou melado de cana
1 xícara de leite de coco ou amêndoas ou mesmo chá de dente de leão quente
Bater, coar, aquecer e esperar ferver
Opcionais: coco, canela, maca, amêndoas...

1 colher de sopa de chá torrado (a sugestão é o de raízes de dente de leão)
1 1\2 colher de sobremesa rasa de melado, agave ou qualquer adoçante natural de consistência mais grossa
Leite de amêndoas
1 fava de baunilha, canela
Ferver tudo junto, coar e servir

1 colher de sopa de cacau em pó
1 colher de sobremesa de maca em pó
1 colher de sobremesa de açúcar de coco (não existe no Brasil, substitua por rapadura e óleo de coco)
1 pitada de sal
1 pitada de canela
1 pitada de pimenta caiena
1 pitada de gengibre em pó
1 fava de baunilha
1 1\2 xícara de leite de amêndoas, coco ou castanhas
Esquente o leite, junte os demais ingredientes, mexa bem, espere esfriar e sirva com um pau de canela como colher se gostar.

1 1\2 xícara de leite de arroz
5 favas de cardamomo
1 pau de canela
1 dedinhos de gengibre
5 cravos da Índia
1 colher de sobremesa de baunilha ou 1 favo de baunilha
melado de cana, rapadura, ou qualquer adoçante natural
Ferva todos os ingredientes juntos e sirva com um pau de canela como colher.







Sort of Dandy Chai
1 colher de sopa de chá de raízes de dente de leão (a receita original é com chá preto, mas a autora troca)
1 pau de caneça
6 favas de cardamomo
1 dedinho de gengibre
1 xícara de leite de amêndoas ou castanhas
melado de cana, rapadura, ou qualquer adoçante natural
Ferva as especiarias em 1 1\2 xícara de água. Deixe aquecer em infusão por 10 minutos. Junte o o chá, o leite e o adoçante escolhido, apague o fogo e deixe em infusão por 5 minutos






Bebida quente de beterraba
A água de beterraba pode ser temperada com cravo, canela, gengibre, casca de laranja e pedaços de maçã. Leve ao fogo, deixe ferver por 5 minutos e adoce a gosto. Umas gotas de limão na hora de servir completa o sabor. A acidez lhe cai bem! 






Dizem os puristas em alimentação natural que não se deve beber café e álcool, mas diziam o mesmo do cacau, que hoje foi catapultado à categoria de panaceia e, por outro lado, laureavam o leite, hoje condenado. Eu gosto muito de café, mas procuro tomar parcimoniosamente porque vicia e afeta minha pressão. No início da postagem, você encontra o Cappuccino de coco e cevada, delicioso também.

Cappuccino
1 xícara de café orgânico
2 colheres de sopa da espuma do leite orgânico fervido. Não se atinge essa espuma com leite vegetal de coco e amêndoas.
1 pitada de canela
1 pitada de cacau em pó

Irish Coffee
1 xícara de café orgânico
rapadura
1 dose de whiskey irlandês
Creme de leite fresco por cima. Caso não encontre do orgânico, use 2 colheres de sopa da espuma do leite orgânico fervido. Não se atinge essa espuma com leite vegetal de coco e amêndoas.

Scottish Coffee
1 xícara de café orgânico 
1 dose de whiskey escocês single malte
Adoce com malte de cereais se quiser, eu prefiro sem.

Receita básica de vinho quente adaptada
2 xícaras de rapadura
3 xícaras de água
2 paus de canela
5 cravos da Índia
1 dedinho de gengibre
1 garrafa de vinho tinto orgânico ou suco de uva orgânico ou o kefir de 15 a 30 dias feito de suco de uva orgânico
1 1\2 xícara de suco de laranja
2 maçãs descascadas em cubinhos
Derreta a rapadura em chaleira de aço inox, junte a água, a canela e os cravos
Cozinhe mexendo até que o caramelo derreta, junte o vinho, o suco e a maçã cozinhe.
Sirva quente.

Receita básica de quentão adaptada
1 garrafa de cachaça de procedência orgânica
600ml de água
1\2 kg de rapadura
casca de 2 laranjas
casca de 1 limão
cravo e canela, gengibre em pedacinhos
1 maçã cortada em pedainhos
Derreta a rapadura em chaleira de aço inox, junte as cascas de laranja e limão, o gengibre, a canela e os cravos. 
Junte a cachaça e a água quando tudo tiver caramelado, deixe cozinhar por 15 minutos. Adicione a maçã e mantenha aquecido no servir.



Mais informação:
Eu bebo sim!
Nutella caseira
Kefir e Iogurte
Delícias geladas
O lado duro da rapadura
Café da manhã de inverno
Leites Vegetais x Leite animal
Mate e chás quentes e gelados
Chá de limão, laranja e tangerina
Canela da China x Canela nacional "batizada"
10 Jul 13:04

Por que os gatos têm medo de água?

by Planeta Água

Já diz o ditado que “gato escaldado tem medo de água”. Porém, não é bem esse o motivo pelo qual a maioria dos felinos parece passar longe de banhos e somem quando o assunto é este.

O fato, na verdade, é que desde seus ancestrais nascidos no calor dos desertos africanos, os gatos viviam em ambientes extremamente quentes e com pouco acesso à água, adaptando-se para suprir suas necessidades de uma forma própria. Desta forma, desenvolveram uma excelente habilidade para aproveitar o líquido dos alimentos que consomem. Aprenderam também a higienizarem-se sozinhos, passando a própria língua sobre o seu pelo, ficando inclusive impacientes com odores ou sujeiras em seu corpo.

Mesmo assim, os gatos também tomam água, embora em quantidades menores, preferindo fazer isso de gota em gota. E por mais que não gostem de se molhar, uma boa escovada e limpada úmida de seu pelo é um cuidado saudável, pois ajuda a renovar a pelagem, remover bactérias e deixá-los mais cheirosos.

 

11 Jul 16:06

A câmera do Nokia Lumia 1020 e os truques de software (atualizando)

by Felipe Ventura

O Nokia Lumia 1020 acaba de ser anunciado, e o destaque obviamente é sua câmera de 41 megapixels. Ele só usa um sensor maior? Nada disso: há várias novidades em hardware e software que podem tornar esta a melhor câmera de smartphones.

Mas para que serve um sensor de 41 MP? Ele permite tirar fotos extremamente nítidas em resoluções menores graças ao oversampling. O 1020 leva a tecnologia de oversampling para vídeo, também.

Basicamente, o celular pega a informação equivalente a 41 MP e a condensa em 5 MP. Isso é bom por dois motivos. Primeiro, o oversampling combina sete pixels em um “super pixel”, deixando as imagens mais nítidas. Segundo, como o sensor é maior, ele permite capturar mais luz – algo importante em ambientes pouco iluminados.

Zoom e estabilização de imagem

lumia 1020 zoom

A Nokia destaca também o zoom digital. Como o Lumia 1020 possui muitos pixels no sensor de 41MP, você não perde detalhes ao ampliar a imagem. Por isso, ele chega a zoom de 6x apenas fazendo “crop” na imagem original. (Não há zoom óptico, no entanto.)

Com a função “dual capture”, o Lumia 1020 guarda a imagem na resolução completa, e também uma imagem de 5MP com oversampling. Se você quiser dar zoom para enquadrar apenas certa parte da imagem, acontece o mesmo. Isso permite a você enquadrar outra parte da imagem depois de tirar a foto – já que você tem a imagem em resolução completa guardada no celular.

O sensor também possui estabilização ótica de imagem – presente no 920 e 928 – mas precisou de um hardware totalmente diferente. Agora ele usa uma série de esferas de rolamento ao redor do sensor: com elas, a imagem sai menos tremida.

Nokia Pro Camera

lumia 1020 pro camera

Há também um novo app de câmera, chamada Nokia Pro Camera. Ele dá acesso mais fácil às configurações manuais, como foco manual, exposição, ISO, velocidade do obturador e outros. Há um botão no lado direito que você pode definir para qualquer configuração, e deslizar com o polegar. Na demonstração, ele pareceu bem impressionante.

Você pode até mesmo definir uma exposição longa e fazer pinturas de luz com o celular, um truque geralmente associado a câmeras DSLR.

lumia 1020 light painting

O flash, por sua vez, é o mesmo Xenon que vimos no Lumia 928. De acordo com fotos vazadas no Flickr, a câmera tem abertura f/2.2, ainda maior que o f/2.4 presente no PureView 808, a primeira câmera da Nokia com 41MP. Ela tira fotos em proporção 16:9 ou 4:3. Há também um case de câmera, que funciona como uma bateria externa.

O PureView 808 original, apesar de rodar o antigo Symbian, se tornou uma das câmeras de celular mais populares no Flickr, demonstrando que: 1) muitos gostam da câmera potente, e 2) pessoas que se importam o bastante para subir fotos ao Flickr usam este aparelho. O 1020 deve ser tão bom quanto: há uma ligeira melhoria na lente, além da estabilização óptica de imagem. Ou seja, basicamente esta é uma fusão do Lumia 928 com o PureView 808, o que é muito bom.

Eis algumas fotos de teste, fornecidas pela Nokia, que mostram do que sua nova câmera é capaz. Mas, é claro, só teremos uma opinião mais embasada após testar o aparelho. Teremos nosso hands-on do Lumia 1020 em breve.

lumia 1020 sample (2) lumia 1020 sample (3) lumia 1020 sample (6) lumia 1020 sample (1) lumia 1020 sample (5) lumia 1020 sample (4)

Atualizando…

11 Jul 13:06

Partidos políticos lideram percepção mundial de corrupção

by juliana
Elton.j.mello

Afinal, qual é o problema: as instituições ou as pessoas?

manifestacoes1 Partidos políticos lideram percepção mundial de corrupção


Uma manifestação opositora no Cazaquistão para denunciar crimes eleitorais reuniu apenas cem pessoas. Foto: Christopher Pala/IPS

 

Washington, Estados Unidos, 11/7/2013 – Os partidos políticos são vistos como as instituições sociais mais corruptas em uma maioria de países, segundo uma pesquisa global publicada no dia 9 pela Transparência Internacional, que ouviu mais pessoas em mais países do que nunca, sendo o oitavo estudo publicado desde 2003. O Barômetro Global da Corrupção 2013, que se baseou em pesquisas com mais de 114 mil pessoas em 107 países, também encontrou uma maioria de entrevistados (54%) para a qual seus governos estão controlados, parcial ou totalmente, por um punhado de entidades que atuam em seu próprio benefício.

Pouco mais de uma em quatro pessoas (27%) reconheceram ter pago um suborno nos 12 meses anteriores para realizar trâmites junto a instituições públicas, como polícia ou tribunais. Mas os subornos mostram maior prevalência em alguns países em relação a outros. Na Austrália, Dinamarca, Finlândia e Japão apenas 1% dos entrevistados admitiram ter pago subornos a funcionários públicos. Entre os países em desenvolvimento, os melhores colocados foram Uruguai, Malásia e Maldivas, onde apenas 3% reconheceram ter subornado servidores públicos no último ano, contra 7% nos Estados Unidos e 5% na Grã-Bretanha.

Estes pagamentos ilegais são muito mais frequentes em países pobres, sobretudo da África, segundo a pesquisa. Mais de seis em cada dez pessoas entrevistadas relataram subornos em Camarões, Quênia, Libéria, Líbia, Moçambique, Serra Leoa, Uganda e Zimbábue. Em geral, a maioria disse acreditar que a corrupção em seus países se agravou desde 2011, quando foi divulgada a edição anterior do Barômetro.

Contudo, dois terços dos entrevistados disseram estar convencidos de que as pessoas comuns podem fazer a diferença no combate à corrupção, embora sejam o segmento que, provavelmente, mais incorreu em condutas como o suborno. Entre 51% e 72% dos entrevistados em cada país se manifestaram dispostos a adotar uma ou mais ações específicas, como ingressar em uma organização anticorrupção, participar de protestos pacíficos e assinar petições públicas.

“Isto demonstra uma ampla vontade de participar que deveria ser aproveitada pelo movimento anticorrupção”, afirmou a Transparência, uma entidade não governamental com 90 associações filiadas em diversas partes do mundo. A pesquisa aparece em um momento de particular atenção e mobilização contra as práticas corruptas.

Nas últimas semanas as manifestações realizadas no Brasil tiveram entre seus alvos a estendida venalidade pública. Na Índia, outro populoso país emergente, o movimento anticorrupção que começou em 2011 continua vivo. Da China à Nigéria, comunidades rurais e populações urbanas pobres enfrentam despejos e apropriação de terras por parte de setores ricos e com ligações políticas e judiciais. Movimentos como o norte-americano Ocupe Wall Street ou os indignados de Espanha, Grécia e outros países europeus afetados pela crise econômica, centraram suas críticas na influência desproporcional que corporações e bancos exercem sobre os governos.

O Barômetro é um de vários estudos que observam questões de transparência e cujos resultados são empregados por instituições internacionais como o Banco Mundial, agências de desenvolvimento e empresas privadas para avaliar o risco dos investimentos e dos negócios nos âmbitos nacionais. A Transparência também publica o Índice de Percepção da Corrupção, que no ano passado qualificou 176 países com base em avaliações de analistas de risco, empresários e outros especialistas nacionais e internacionais. Por sua vez, o Barômetro entrevista pessoas comuns.

Este ano, foi solicitado a cada entrevistado que qualificasse a gravidade da corrupção em seu país em uma escala de um (nenhuma gravidade) a cinco. O resultado médio desta pergunta foi de 4,1, mas com enormes variações. Entre os que reconheceram ter recorrido a subornos, 31% disseram que pagaram a policiais e 24% a funcionários judiciais. Uma proporção de 75% de subornos policiais foi registrada em República Democrática do Congo, Gana, Indonésia, Quênia, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

O setor seguinte com maior porcentagem de subornos foi o correspondente a registros, especialmente registros de propriedade e transferência de terras. As piores cifras correspondem a sociedades e países que vivem processos de transição ou pós-conflito, como Afeganistão, Camboja, Iraque, Libéria, Paquistão e Serra Leoa, todos com alto grau de desnutrição. Seguem em prevalência de subornos os serviços médicos (17%) e a educação (16%).

Além da persistente prática de “molhar a mão”, 64% dos entrevistados disseram que outra conduta imprópria são os contatos pessoais para realizar trâmites no setor público. Em Israel, Itália, Líbano, Malawi, Marrocos, Nepal, Paraguai, Rússia, Ucrânia e Vanuatu mais de 80% dos entrevistados mencionaram a importância dos contatos pessoais.

A percepção de que o governo é controlado por uns poucos interesses privados, e não pelo interesse público, parece generalizada, inclusive entre as nações mais ricas. Enquanto apenas 5% dos noruegueses manifestaram essa convicção, 83% dos gregos, 70% dos italianos, 66% dos espanhóis e 64% dos norte-americanos disseram acreditar que seus governos se movem, “em grande parte” ou “completamente”, em função de “um punhado de grandes interesses particulares”.

Quanto às grandes instituições sociais, os partidos receberam uma pontuação média de 3,8, em uma escala onde cinco indica corrupção máxima. Em seguida estão polícia, com 3,7, servidores públicos, parlamento e justiça com 3,6 cada, as empresas e os serviços médicos com 3,3 cada, o sistema educacional com 3,2, e os meios de comunicação com 3,1. As instituições menos corruptas, segundo a pesquisa são os militares (2,9), as organizações não governamentais (2,7) e as igrejas e religiões (2,6).

Em 51 países houve uma maioria que colocou os partidos políticos como as instituições mais corruptas, entre eles, Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Índia, Iraque, Israel, Itália, Japão, México, Nigéria, Noruega, Palestina, Portugal, Tailândia, Turquia e Uruguai.

A polícia lidera o ranking de maior corrupção em 36 países, como Bangladesh, Bolívia, Egito, Etiópia, Filipinas, Gana, Indonésia, Quênia, Malásia, México, Moçambique, Nigéria, Paquistão, Ruanda, Senegal, África do Sul, Sri Lanka, Tanzânia, Uganda, Venezuela e Vietnã, entre outros. Alguns países se repetem porque vários entrevistados apontaram mais de uma instituição como as mais corruptas de suas sociedades. Envolverde/IPS