Shared posts

27 Jan 23:34

panorama da alma brasileira

existem certos pilares da prática que conduzem ao espírito, e portanto à verdade, de cada coisa, objeto, fenômeno e manifestação.

quem não conhece uma empresa, sua organização, sua respiração, sua atmosfera profunda, sua ontologia portanto, seu dia-a-dia, jamais deveria ser acreditado ao dar uma opinião sobre o liberalismo.

por que? o núcleo espiritual do liberalismo, sua própria afirmação, sua coluna ontológica, muito mais do que uma centelha, é a empresa.

os que conhecem a mente progressista são aqueles que conviveram com tal mente; e os que conhecem a mente liberal são aqueles que conviveram no organismo máximo do liberalismo (que não é o “pequeno negócio”, a iniciativa pessoal).

não se ouve, não se escreve, não se debate com quem advoga pelo liberalismo sem conhecer uma empresa - qualquer uma; ao advogador do liberalismo, se está relacionado a uma empresa, não será, no entanto, possível revelar seu espírito: pois ao dele está imantado, indiscernível, o próprio espírito da empresa.

de maneira que é apenas possível neutraliza-lo, desqualifica-lo na base.

***

alguns pretendem que a organização cultural-espiritual que se estabeleceu no brasil nos últimos tantos anos é de um cunho “progressista, portanto comunista”; e é por isso que o grosso da população não possuiria ligação ínfima com a “alta cultura” e com a imaginação moral:

que no mais não é aquela manifestação cultural utilitária que nos permite enxergar e discernir na vida em nome de uma “performance moral”; mas é exatamente a manifestação que pavimenta uma cognição e, mais acima, um talhe de espírito superiores, e que não servirão a nada mais do que para a construção do reino em que predomine a generosidade, o amor e a esperança. a divindade, portanto.

a organização cultural-espiritual que se estabeleceu no brasil nos últimos séculos é de cunho progressista, portanto liberal, em primeiro lugar, e, em segundo, reformista e comunista. 

reformista dos sentimentos e emoções mais arraigados relacionados ao espírito da arte: como se, de fato, tudo o que sempre foi e é fosse trocado, transfigurado em uma ordem útil: para as mudanças alicerçadas na justiça social e para a rentabilidade.

o que está nas escolas e nas vias, no shopping, no baile funk, na vila olímpia, é exatamente o liberalismo mais democrático, a cultura do consumo e do comércio acessíveis e da troca livre; e o que sai das escolas são zumbis consumidores e arbitradores de uma cultura degradante e útil: para o mercado e para a “reforma social”.

se a qualidade existencial e a moralidade estão em derrocada, o esquerdismo institucional teve um grande aliado, exatamente a cultura liberal da concorrência e do espírito mercadológico - alienada, bobificante, atordoantemente anti-puritana e, tirando sua fantasia do “mínimo dano”, a favor do caos.

portanto não confundi-la com nenhum dos belos produtos culturais americanos conectados irrevogavelmente à eternidade, de john ford a mel gibson.

***

o que está “por trás” dos eventos do fusca azul queimado é exatamente o que está óbvio nos eventos do fusca queimado:

ao bom examinador do espírito fica claro:

o mal alastrado (a vontade psicótica do psicótico sendo satisfeita), a desordem sendo aceita insidiosamente na medida em que todos mais ou menos corroboram, concordam que a eliminação brutal de um câncer é um ato de barbárie inexequível; concordam que a barbárie “fica por conta do outro, não da gente”.

a barbárie é parada com mecanismos de extremidade compatível com a barbárie. 

a barbárie da liberdade e da barricada é eliminada com formas de ordem que representam seu contrário em proporção.

para o mentor da nova revolução mundial, cuja preparação está chegando a seus estertores, o grande chefe de putin, está claro que a barbárie é um meio de retorno à tradição; uma dialética essencial do amargor, uma dialética de paralisação do “eterno desfecho”, e chamada ao “porvir verdadeiro”.

obviamente, o espírito black block, e desses acontecimentos, é fruto de tal mecânica e de tal mente - a mais arguta, preparada e preponderante mente do século xxi. a liberdade barbaresca como forma dialética de sintetização dialética de um sentimento.

de modo que os esquerdistas que notam nesse fenômeno do fusca algo de uma verve fascista, o fazem por serem ignorantes, e por não saberem a essência dialética dos fenômenos.

aos pseudo-conservadores que contestam tal visão, enxergando nos eventos em si e na contradição progressista a eles uma tautologia satânica, com base e fim na desordem, e de quebra com o objetivo de mais uma vez desmoralizar a “direita brasileira”, só se pode oferecer compaixão, pela ignorância de sua posição.

há um lado potencialmente “fascista” nas iniciativas, obviamente, fora toda a especial psicose do jovem paulistano típico, querendo ser parte e vítima da grande história, saindo um pouco da internet; mas é um lado que não está acessível nem aos esquerdistas (que associam fascismo com mera violência totalitária; e nem aos direitistas, que associam fascismo apenas à profundidade oculta do espírito da esquerda).

há o lado precisa e maciçamente revolucionário. o do fascismo como chave escatológica para o retorno do grande império (o grande “estado” eurasiano, antes mental do que físico e institucional).

se d’us deixar um inimigo dos povos escolhidos e das castas verdadeiramente morais se impor de tal maneira.

***

diz o tosqueira do reinaldo azevedo:

"o que não existe no país — aí, sim — são líderes políticos que tenham a coragem de falar em defesa da ordem. de qual ordem? a da democracia e do estado de direito!"

vamos a fatos espirituais mais do que históricos:

o corporativismo e a mercadologia, assim como os “movimentos sociais” (corporações transversas), têm suas raízes na sociedade fincadas nos princípios modernos da democracia (que acima da primazia da maioria, é a possibilidade de todos decidirem por si o que consomem e como pensam e como expressam o pensar, basicamente) e do estado de direito - que é a possibilidade das pessoas se organizarem da forma que quiserem e agirem da forma que puderem para alcançar as realizações que pretendem - contanto que não borrem os limites do espaço e do direito alheios.

se tem algo que deixa, no brasil, caminho livre pra a depredação ampla, não só da ordem (o pacto de salubridade espiritual minima entre os seres), mas da cultura, da arte, dos princípios celestes e de tudo mais, é exatamente o feitio (o feitiço) democrático e legal do estado liberal brasileiro, de conformação moderna e espírito progressista/ socialista (marxista).

a democracia e o direito deixam caminho livre para os assassinos de fusca:

porque a democracia em um país em que o espírito demoníaco governa, é o direito do demônio persuadir, conduzir e se manifestar, mais ou menos livremente (a liberdade da barricada).

e daí que o “espaço do outro” é um espaço que vale a pena ser borrado em nome de um bem maior: o bem da liberdade do demônio.

essa é a democracia brasileira. a democracia, inclusive, do liberal e do pseudo-conservador brasileiros. como o piadista de almoço na vila olímpia reinaldo azevedo.

***

a fim de retornar ao primeiro ponto, proponho uma análise:

aos liberais (burgueses e coxas anti-elitistas de alma, portanto seres provindos e imantados com a moral da empresa), está nítido que “os judeus (os “burgueses”, os “coxinhas”, os “elitistas”) foram a maior vítima do nazismo”;

uma correção em nome da dissolução de algo, de uma ideia, sob pena desse algo, dessa ideia, evoluírem mais do que já evoluíram como uma típica calhordice-verdade da doutrina da liberdade e do indivíduo (o liberalismo).

se há uma tradição comercial no seio judaico, a tradição judaica não é, de nenhuma forma, “comercial”;

judeus não são “burgueses”, “coxinhas” e “elitistas” no enredo de eventos que motivaram e foram deflagrados com o nazismo.

judeus foram exterminados por serem judeus; ou seja, objeto de uma plataforma esquematizada de neurose psicótica, infiltrada por “razão” e conteúdos científicos.

os judeus são, tradicionalmente, odiados na europa por uma razão que transcende as questões materiais e comerciárias; o são por uma razão do instinto maior; e eu diria também, por uma razão atávica, do espírito maior.

por uma deformidade moral ou uma deformidade qualquer (talvez uma deformidade trazida de maneira harmoniosa, por d’us, junto da grande escolha), que não cabe à nossa ânsia de conhecimento.

de forma que, para esclarecer:

o brasil não tem elite, fora 10 pessoas que estão aqui me lendo e mais 10 fora daqui.

"coxas" e burgueses liberais têm de ser de fato calados em sua banalidade, em sua tradicional vocação escrava, em sua divinomorfia empresarial e corporativa. em sua meritomania; judeus ou não. calados como vozes respeitadas e relevantes. calados como referências para qualquer coisa que movimente a história.

calados pelas verdades estéticas, sobretudo, pelas verdades do espírito.

se isso ocorrer, poderá haver alguma chance no brasil de uma reação verdadeira.

***

o mal moral brasileiro é tanto sociológico quanto mercadológico, é tanto cultural quanto empresarial.

28 Jul 16:15

Photo



22 Jul 17:41

Satan?



Satan?

24 Jul 22:23

Photo



03 Aug 19:15

ghostcoins: U.S.S.R. don’t play, son. Now touch me between the...



ghostcoins:

U.S.S.R. don’t play, son.

Now touch me between the legs.

02 Aug 21:32

Photo



02 Aug 20:28

Photo



25 Jul 21:36

http://horrorsleazetrash.blogspot.com/2013/07/deadvibes-schizophrenic-suicide.html

by noreply@blogger.com (Benjamin John Smith)
deadvibes:     A Schizophrenic suicide.    make the voices stop

deadvibes:
A Schizophrenic suicide.
02 Aug 00:48

http://horrorsleazetrash.blogspot.com/2013/08/53-coats-of-nail-polishphoto-credit.html

by noreply@blogger.com (Benjamin John Smith)
53 coats of nail polish Photo credit: Varnished Valkyrie

53 coats of nail polish
Photo credit: Varnished Valkyrie
31 Jul 00:25

Photo



31 Jul 13:30

museumuesum: Tony Feher Swell, 2013 Glass jars with metal...



museumuesum:

Tony Feher
Swell, 2013
Glass jars with metal screw… http://thingsorganizedneatly.tumblr.com/post/54031014131

01 Aug 10:44

#27467

02 Aug 07:00

#27481

27 Jul 16:26

Photo



28 Jul 20:56

asaka-rei: Kiki’s Delivery Service (1989)



asaka-rei:

Kiki’s Delivery Service (1989)

27 Jul 12:00

Contra o romance

by sergiorodrigues

Flaubert disseca Bovary numa ilustração da época

No apêndice de seu ensaio “O romance sob acusação”, o crítico e escritor italiano Walter Siti traz uma interessante coleção de provas documentais – algumas delas famosas – do escândalo moral ou político que trabalhos de ficção provocaram em seu tempo. Gosto especialmente da argumentação de Ernest Pinard em sua sustentação oral no processo de 1857 contra “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert. O advogado nega a certa altura que o fim trágico da protagonista possa servir de atenuante ao crime de “ofensa à moral pública e à religião”:

Digo, senhores, que os detalhes lascivos não podem ser acobertados por uma conclusão moral, caso contrário poder-se-iam contar todas as orgias imagináveis, descrever todas as torpezas de uma mulher pública, fazendo-a morrer sobre uma miserável cama de hospital. Seria permitido estudar e mostrar todas as poses lascivas! Seria ir contra todas as regras do bom senso. Seria colocar o veneno ao alcance de todos e o remédio ao alcance de poucos, caso houvesse um remédio. Quem lê o romance do sr. Flaubert? Serão homens que se ocupam de economia política ou social? Não! As páginas levianas de ‘Madame Bovary’ caem em mãos mais levianas, nas mãos de moças, algumas vezes de mulheres casadas. Pois bem! Quando a imaginação tiver sido seduzida, quando essa sedução tiver descido até o coração, quando o coração tiver falado aos sentidos, pensais que um raciocínio frio terá suficiente força contra essa sedução dos sentidos e do sentimento?

Pouco depois, Pinard tenta se defender antecipadamente da acusação de ser um filisteu, de não entender bulhufas de arte, louvando a “literatura realista” que “pinta paixões: o ódio, a vingança, o amor; o mundo somente vive disso e a arte deve pintá-las”. O problema, acrescenta, é fazer isso “sem freios, sem medidas”. Vem então uma frase de estupidez lapidar:

A arte sem regras não é mais arte; é como uma mulher que tirasse todas as roupas.

Não fica claro se, para o autor, uma mulher deixa de ser mulher ao ficar nua, mas parece bastante evidente que a perspectiva dessa visão o enchia de terror. Flaubert acabou absolvido.

Não foi, porém, em busca desse humor fácil que emana dos escândalos morais do passado que voltei ao ensaio de Siti, um dos que integram o excelente compêndio “A cultura do romance”, organizado por Franco Moretti (Cosac Naify, 2009, tradução de Denise Bottmann). Ando, feito um detetive selvagem, à procura de evidências de que o romance não está morto, a fim de apresentá-las no dia 25 de outubro ao público da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na qual dividirei uma mesa com o crítico e escritor Lars Iyer – que sustenta o contrário. Pelo menos, é essa a versão comicamente simplificada do debate que se dará daqui a três meses. A verdade é que Iyer, professor de filosofia de uma universidade inglesa e também romancista, publicou recentemente um instigante ensaio em que sustenta só ser possível escrever hoje com a consciência de que a festa da literatura acabou. Comentei o texto aqui quando a revista “Serrote” o traduziu. Eis um trecho:

Deixe claro seu sentimento de impostura. Você não é um autor, não no antigo sentido da palavra. (…) Não há nenhum prêmio para você na literatura, claro que não, nada para sua pompa insensata. Além disso, pouquíssimas pessoas estão lendo de verdade: atente para esse fato também. Ninguém está lendo, idiota! Existem mais romancistas do que leitores. Existem livros demais…

Se a impressão hiperbólica de que “ninguém está lendo” (a literatura dita séria) é difícil de negar, o ponto vulnerável dessa visão pós-apocalíptica talvez seja o fato de que o romance já nasceu em crise – e assim voltamos ao ensaio de Walter Siti. “Entre todos os gêneros literários, o romance é o único que tem necessidade de renegar-se a si mesmo”, afirma ele, fundamentando esse juízo com uma fartura de exemplos históricos. Nascido impuro, plebeu, bastardo, acusado desde sempre de ser fútil, mentiroso, superficial, passatempo de moçoilas, o gênero só se livrou da acusação de irrelevância quando passou a ser considerado perigoso por fazer o oposto do que se acreditava que fizesse até então: em vez de mentir, contar verdades que seria melhor manter ocultas. “Como uma mulher que tirasse todas as roupas”, na formulação de Pinard.

É essa glória ambivalente – a de ser visto como moral ou politicamente perigoso, como um instrumento capaz de cutucar feridas inacessíveis a qualquer outro tipo de sonda – que, tendo ficado irremediavelmente presa ao passado, parece alimentar visões crepusculares como a de Iyer. Que essa festa acabou não se discute. Nenhum de nós, escreva o que escrever, jamais será merecedor da ira de um Pinard. Salman Rushdie foi alvo de uma ira bem maior, é verdade, e a odiosa fatwa expedida por Khomeini em 1989 encerra como uma lâmina de gelo o apêndice de Siti. No entanto, como observa o crítico, trata-se de “um documento não ocidental, e não por acaso: o maior ataque dirigido ao romance hoje em dia no Ocidente não pode ser condensado em um documento, pois se encontra no que a teoria da informação chama de ‘ruído’.” Os inimigos atuais do romance seriam, assim, a “tolerância entendida como indiferença” e “as fantasias reificadas da mercadoria”.

Faltou dizer, mas acrescento eu, que seu maior aliado é o próprio passado de vira-lata tratado a pontapés. Bichos assim são duros de matar.

24 Jul 23:26

they graduated but they didnt get all A’s i see some...



they graduated but they didnt get all A’s

i see some B’s and C’s in the group.

22 Jul 21:25

#27042

26 Jul 12:30

#27236

20 Jul 13:46

Photo



21 Jul 04:26

http://horrorsleazetrash.blogspot.com/2013/07/interesting-model-of-our-solar-systems.html

by noreply@blogger.com (Benjamin John Smith)
shityo:  morefunthanbeingsad:  physicsphysics:  An interesting model of our solar system’s path as it travels through space in the Milky Way. Certainly a departure from usual models that show the Sun as a static object, which it certainly isn’t  I had no idea this was happening. Where are we going?  To fuck some shit up
:
An interesting model of our solar system’s path as it travels through space in the Milky Way.
Certainly a departure from usual models that show the Sun as a static object, which it certainly isn’t
19 Jul 17:51

Photo



17 Jul 21:18

iThinker [Dynamics of Cats]

by Steinn Sigurðsson
18 Jul 02:10

[video]

18 Jul 04:05

Photo



17 Jul 21:18

Photo



17 Jul 11:54

Photo



17 Jul 11:55

chatonne-cochonne: miaou ♡



chatonne-cochonne:

miaou ♡

15 Jul 20:00

Jack Vettriano Elegy for The Dead Admiral Oil on canvas 20 x 24...



Jack Vettriano

Elegy for The Dead Admiral

Oil on canvas

20 x 24 inches

___

Needing to feel emotionally uncomfortable to create his edgy, atmospheric dramas, the self-taught Vettriano often listens to Leonard Cohen’s requiems while he works. Known for toiling tirelessly until a painting is completed, Vettriano has sold more works than Dali, Monet and Van Gogh, and his sales set a record at Scotland Sotheby’s.

Art.com

16 Jul 17:13

Photo